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Impermeabilização de Coberturas, Notas de estudo de Engenharia Civil

Impermeabilização de Coberturas

Tipologia: Notas de estudo

2016

Compartilhado em 10/08/2016

ramiro-lopes-andrade-2
ramiro-lopes-andrade-2 🇧🇷

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10. IMPERMEABILIZAÇÃO
ª impermeabilização de coberturas, paredes, baldrames
ª representa 2 a 3% do custo total de um empreendimento
ª responsável por 50% dos problemas em edificações presença de
umidade ªbasicamente por falta de projeto de
impermebilização improvisação de detalhes
ª custos de reparos: até 20% do custo total de um empreendimento
ª desinformação 9 dinamismo do setor (lançamento constante de novos
materiais) manifestações patológicas
ª normalização deficiente
IMPERMEABILIZAÇÃO DE COBERTURAS
Camadas:
estrutura portante suporte ao sistema de impermeabilização. Ex.: laje de
C.A.; lastro de concreto simples
camada de regularização prepara a estrutura portante para receber a
impermeabilização
impermeabilização
isolamento térmico
proteção mecânica
APOIO/SUPORTE DA IMPERMEABILIZAÇÃO - PROPRIEDADES
Como o suporte é uma camada de grande interação com a
impermeabilização, é necessário conhecer suas propriedades
Pode ser: estrutura portante (quando não for necessária a camada de
regularização); camada de regularização; isolamento térmico.
textura Î saliências podem perfurar a impermeabilização
resistência ao puncionamento
resistência à compressão
estabilidade dimensional Î impõe exigências de flexibilidade à
impermeabilização (condiciona a escolha do sistema)
características higrométricas Î retenção de água; permeabilidade à água;
permeabilidade ao vapor de água
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10. IMPERMEABILIZAÇÃO

ª impermeabilização de coberturas, paredes, baldrames ª representa 2 a 3% do custo total de um empreendimento ª responsável por 50% dos problemas em edificações ⎝ presença de umidade

ªbasicamente por falta de projeto de

impermebilização ⎝ improvisação de detalhes ª custos de reparos: até 20% do custo total de um empreendimento

ª desinformação 9 dinamismo do setor (lançamento constante de novos

materiais) ⎝ manifestações patológicas ª normalização deficiente

IMPERMEABILIZAÇÃO DE COBERTURAS

Camadas:

⎩ estrutura portante ⎝suporte ao sistema de impermeabilização. Ex.: laje de C.A.; lastro de concreto simples

⎩ camada de regularização ⎝ prepara a estrutura portante para receber a impermeabilização

⎩ impermeabilização

⎩ isolamento térmico ⎩ proteção mecânica

APOIO/SUPORTE DA IMPERMEABILIZAÇÃO - PROPRIEDADES

Como o suporte é uma camada de grande interação com a impermeabilização, é necessário conhecer suas propriedades Pode ser : estrutura portante (quando não for necessária a camada de regularização) ; camada de regularização; isolamento térmico.

  • textura Î saliências podem perfurar a impermeabilização
  • resistência ao puncionamento
  • resistência à compressão
  • estabilidade dimensional Î impõe exigências de flexibilidade à impermeabilização (condiciona a escolha do sistema)
  • características higrométricas Î retenção de água; permeabilidade à água; permeabilidade ao vapor de água
  • características térmicas
  • comportamento ao fogo
  • compatibilidade química com a impermeabilização
  • influenciam aspectos construtivos: ordem de sobreposição das camadas; necessidade de barreira de vapor d’água, etc.

Estrutura portante (Ex.: laje de concreto armado)

grau de movimentação da estrutura portante Ð exigências impostas à impermeabilização (esforços de tração) Î trincas (fissuras*) na estrutura portante

  • grau de fissuração da estrutura portante depende de diversos fatores, devendo ser levado em conta: ª o estado de tensões sob carga permanente e acidental ª heterogeneidade do material ª retração do concreto ª tensões em estruturas hiperestáticas ª movimentações térmicas ª interferências construtivas, etc NBR 12190 Î impermeabilização de menor elasticidade = utilizar em estruturas sujeitas a trincas e fissuras menores que 0,5mm.

Ôexecução visando a aplicação da impermeabilização: ƒ suporte da impermeabilização: superfície regular, lisa, sem protuberâncias ou materiais desagregados à polvilhamento superficial com cimento e areia fina (1:2,5) sobre o concreto fresco para desempeno com madeira ou feltro ƒ NBR 12190/90 - “Seleção da impermeabilização” à arestas e cantos arredondados (φmín = 8 cm) à caimento mínimo em coberturas para coletores de águas pluviais = 1% OBS: se isso não puder ser feito na estrutura portante, deve-se executar a CAMADA DE REGULARIZAÇÃO

Camada de regularização Ônunca utilizar em coberturas com grandes inclinações (abóbadas, cúpulas ou lajes planas inclinadas) Ôexecutada como contrapiso (argamassa ci:ar = 1:3 a 1:4) com desempeno rústico, emín = 2cm, sem impermeabilizante na massa

Ômateriais: à baixa densidade aparente, com células ou camadas que mantêm ar aprisionado à moldados no local ou placas pré-moldadas (coladas com emulsão asfáltica) à origem variada

GRUPO MATERIAL (^) térmica (W/mºC)Condutibilidade Densidade aparente(kg/m 3 ) materiais de origem fibra de madeira 0,050 - 0,060 200 - 300 vegetal cortiça 0,035 - 0,051 50 - 200 materiais de origem lã de rocha 0,038 - 0,039 60 - 190 mineral lã de vidro 0,037 - 0,054 20 - 90 materiais plásticos poliestireno expandido 0,030 - 0,041 15 - 30 alveolares poliestireno extrudado 0,027 - 0,030 32 - 35 espuma rígida de poliuretano 0,023 - 0,030 20 - 35 concreto leve concreto celular (ci + pó Al) 0,096 - 0,300 400 - 800 argila expandida 0,102 200 concreto com vermiculita expandida 0,111 - 0,244 400 - 800 agregados leves pérolas de poliestireno expandido (bolas de isopor)

0,096 - 0,174 600 - 800

Ôposição: ƒ abaixo da camada de impermeabilização à sistemas independente ou semi-independente de impermeabilização à >∆T na impermeabilização à barreira de vapor e camadas de difusão de vapor sob o isolamento térmico e sob a impermeabilização Î em climas frios para evitar condensação à a impermeabilização protege o isolante térmico Î vantagem, já que os materiais isolantes térmicos absorvem muita água, reduzindo a resistência térmica e gerando prejuízo ao seu desempenho à camada de argamassa entre a impermeabilização e o isolante térmico para evitar que o isolante absorva o material impermeabilizante e para facilitar o trânsito dos operários à concreto como isolante térmico: dispensa camada de regularização Î cuidar com caimentos

estrutura portante

camada de regularização

isolante témico

impermeabilização

proteção

ƒ acima da camada de impermeabilização Î mais comum no Brasil à permite o uso do sistema aderente de impermeabilização à dispensa o uso de barreira de vapor Î a impermeabilização evita que o acesso do vapor d’água da edificação atinja o isolante térmico à camada de difusão de vapor sob a impermeabilização (em climas frios) à proteção térmica da impermeabilização Î maior durabilidade da impermeabilização (<∆T)

Dispositivos de obstáculos à transmissão do vapor d’água à função : evitar condensação de vapor no interior da cobertura à danos causados pela condensação : aumento do coeficiente de condutibilidade térmica do isolante térmico; degradação dos materiais sensíveis à água; expansão dos materiais por absorção de água; formação de bolhas, descolamentos e fissuras na impermeabilização à materiais : filme de material metálico; filme de material plástico; filme de material betuminoso (papel Kraft betumado, camada de emulsão asfáltica, etc.) à no Brasil, este dispositivo é dispensado, pois a própria impermeabilização serve de barreira, em função do clima. à necessidade avaliada por cálculo, considerando as pressões de vapor de cada camada e as pressões de saturação

Proteção mecânica “camada sobrejacente à impermeabilização, com a finalidade de protegê- la da ação dos agentes atmosféricos e eventualmente das ações mecânicas” Ôa maioria das impermeabilizações tem cor escura ÎT = Tar + 50ºC Ôdegradação por ação dos raios solares (UV)

ƒ soluções não satisfatórias ƒ custos elevados de construção e reparo ƒ dificuldade na definição das responsabilidades dos técnicos envolvidos ⇓ NBR 9575 - “Elaboração de Projetos para Impermeabilização”: partes de um projeto de impermeabilização: ƒ Memorial descritivo e justificativo ƒ Desenhos e detalhes específicos ƒ Especificações dos materiais a serem empregados e dos serviços a serem executados ƒ Planilha de quantidade de serviços a serem realizados ƒ Estimativa de custos dos serviços a serem realizados ƒ Indicação da forma de medição dos serviços a serem realizados

DETALHES

Ôpontos onde ocorre a maioria dos problemas em impermeabilizações: bordas, encontros com ralos, juntas, mudanças de plano, passagem de dutos, devido a improvisações na obra

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IMPORTÂNCIA DO PROJETO

Rodapés Ô altura mínima acima do piso acabado = 20cm

Para evitar desprendimento da impermeabilização ou infiltração de água por trás da mesma:

  • platibanda em alvenaria de tijolos maciços ou concreto armado (de preferência)

MANEIRAS DE FAZER

1- embutimento da borda da impermeabilização (abertura de canaleta 2 x 2cm em todo o perímetro)

em alvenaria 2- rebaixo para proteção mecânica

em concreto (previsto no projeto da mureta de concreto, para não aumentar a espessura da mureta)

3- saliência pré-moldada ou moldada no local

4- rodapé de concreto para fixação da borda (2 desvantagens!)

CRÍTICA PARA ESTE MÉTODO!

Î a água pode entrar por trás da manta e depois no buraco do parafuso

LEGENDA:

1) acabamento em concreto, chapa galvanizada, cerâmica, granito, etc 2) proteção vertical (argamassa com armadura) 3) junta de movimentação perimetral 4) proteção mecânica (argamassa) 5) isolamento térmico 6) impermeabilização 7) camada de regularização 8) estrutura 9) rodapé de concreto pré-moldado

à impedir o contato do tubo plástico com a impermeabilização, pois são sensíveis a solventes orgânicos presentes nela Ôchaminés e tubos de água quente também devem ser isolados cuidados: h (^) mín = 20cm; reforço dos rodapés

MASTIQUES:

  • elásticos: à base de elastômeros sintéticos
  • plásticos: à base de materiais betuminosos (alcatrões e asfaltos) Î mistura de emulsão asfáltica + areia fina (1:3)

Impermeabilização com argamassa aditivada

anel de concreto

manta ou membrana

OBS: 1- a impermeabilização eleva-se 20cm acima do piso NO MÍNIMO 2- reforço dos rodapés

Ralos Ôa impermeabilização deve estender-se até dentro dos ralos e estar bem aderida Ôcolocação dos ralos: durante a execução da camada de regularização, tangenciando a face da camada

Reforço para pré-fabricados

Arredondamento da aresta

à placas 2,5m x 2,5m (juntas preenchidas com mastique asfáltico) à no caso de placas pré-moldadas de concreto: assentamento com argamassa 1:3:10 sobre o papel Kraft betumado

  1. proteção sobre isolamento térmico de baixa resistência mecânica (ex.: chapas de isopor) à camada de argamassa de cimento e areia (1:4) armada, e = 4cm à placas 2,5m x 2,5m (juntas preenchidas com mastique asfáltico)
  2. proteção de coberturas acessíveis a veículos à camada de argamassa protetora plástica (emulsão asfáltica e areia 1:3), e = 1cm à argamassa de cimento e areia (1:3) armada (tela) à placas 1,5m x 1,5m (juntas preenchidas com mastique asfáltico) à aplicação do revestimento final

Proteção do tipo material solto à camada monolítica de argamassa protetora rígida sobre a impermeabilização à aplicação de camada de material solto (argila expandida, brita, seixos, etc.), e = 5 a 10cm

Proteção do tipo sombreamento à camada monolítica de argamassa protetora rígida sobre a impermeabilização à pilaretes de alvenaria (10 x 10 x 30cm) à colocação das placas, deixando frestas entre elas (o escoamento da água ocorre sob as placas, em direção aos coletores)

JUNTAS DE DILATAÇÃO (JUNTAS ESTRUTURAIS)

⇓ intercalação de chapas de poliestireno expandido ( isopor ) entre a parte do edifício já concluída e a adjacente, que será concretada (e = 2cm) ⇓ vedação: selantes

⇓ Selante é “qualquer material utilizado para tornar juntas ou aberturas estanques à passagem de sólidos, líquidos ou gases”.

⇓ selantes pré-fabricados; selantes moldados no local (mastiques)

Selantes pré-fabricados

Chapas de cobre

  • sobre vigas invertidas e muretas

Lâminas de cobre

  • “sanfona” metálica de cobre recozido (chapa no^ 24) embutida no concreto

Mata-juntas de PVC

  • perfis de PVC elástico (largura = 12 a 35cm)
  • colocação por embutimento das abas no concreto
  • fechamento superior com mastique betuminoso

Selantes moldados no local (mastiques) Materiais

  • elástico, plástico, elasto-plástico

Aplicação

  • com espátula ou pistola
  • limpeza da junta; reparos com argamassa à base de epóxi
  • introdução de limitador de profundidade (espuma rígida de poliuretano, poliestireno expandido, cordão de borracha, corda betumada, mangueira plástica)
  • aplicação de primer na superfície do concreto compatível com o mastique (geralmente indicado pelo fabricante)
  • o mastique deve aderir somente no concreto, e não no limitador de profundidade Î utilização de fita crepe ou polietileno para não limitar a deformação do mastique
  • em coberturas: “tratamento de ponte” Î cobrir a junta com uma faixa de mesmo material da impermeabilização, evitando que a manta seja “mordida” e ajudando na distribuição da deformação da junta em uma região maior da impermeabilização

SISTEMAS DE IMPERMEABILIZAÇÃO

  • primeiros sistemas utilizados pelo homem: betuminosos (asfaltos e alcatrões) - desde 3000 A.C.
  • propriedades: aglomerantes, hidrófugos, quimicamente inertes, sensibilidade à temperatura (facilidade de aplicação)
  • sistema mais utilizado no mundo até hoje: “multimembrana asfáltica” ou “feltro asfáltico e asfalto” Î aplicação de diversas camadas de asfalto oxidado a quente, entremeadas por feltro asfáltico
  • final do século XIX Î emulsões asfálticas (dispensa aquecimento)
  • sistema: diversas camadas de emulsão asfáltica intercaladas com armadura (véu de fibra de vido)
  • início do século XXÎ polímeros sintéticos

Sistemas encontrados no mercado brasileiro Para coberturas de concreto: ªidentificados no mercado pelos materiais de que são constituídos:

  • feltro asfáltico e asfalto
  • emulsão asfáltica e véu de fibra de vidro
  • membranas asfálticas
  • neoprene e hypalon
  • membranas acrílicas
  • membranas de polímeros

Moldados no local

  • manta de butil
  • manta de PVC
  • manta de asfalto (65% do mercado brasileiro) (^) }

Pré-fabricados

Classificação dos sistemas de impermeabilização

Quanto à flexibilidade : rígido (ex.: concreto impermeável, argamassa impermeável), flexível (ex.: materiais asfálticos ou polímeros sintéticos)

Quanto à solicitação imposta pela água : contra água sob pressão, contra água de percolação (acontece em coberturas*), contra umidade do solo

*COBERTURAS = deve-se usar sistemas flexíveis

Quanto ao método de execução : Pré-fabricados: (^) • mantas estendidas e unidas na obra

  • produto impermeável; industrializado; obtido por calandragem, extrusão ou outros processos; com características definidas
  • juntas entre mantas sucessivas: colagem, soldagem com uso de solventes, soldagem a quente Moldados no local (^) • aplicados em consistência adequada no local

(líquidos, pastosos ou sólidos fundidos*)

  • aplicados a quente
  • membrana contínua
  • necessidade de aquecimento: a quente, a frio
  • “processo de pega”: esfriamento, perda do veículo volátil, reação química

Quanto à existência de armadura : armado, não armado

ª Armaduras (estruturantes) disponíveis no Brasil

  • feltro asfáltico
  • véu de fibra de vidro
  • poliéster
  • armadura não-tecida de poliéster

Funções

  • resistir aos esforços de tração (PRINCIPAL)
  • evitar escorrimento de material
  • garantir homogeneidade da espessura

Sistemas mais utilizados no Brasil para impermeabilização de coberturas

  • membranas asfálticas - feltro asfáltico e asfalto - emulsão asfáltica e véu de fibra de vidro - membranas asfálticas Sistemas moldados no local (membranas)
  • membranas poliméricas sintéticas
  • neoprene e hypalon
  • membranas acrílicas
  • membranas de polímeros
  • mantas asfálticas • mantas de asfalto Sistemas pré-fabricados (mantas) (^) • mantas poliméricas

sintéticas

  • manta de butil
  • manta de PVC

Para outros locais de aplicação

  • argamassa impermeável: pisos, baldrames, caixas d’água, etc.
  • concreto impermeável: sub-solos, túneis, galerias, muros de arrimo, etc.
  • processos de cristalização
  • injeções
  • epóxi: silos, banheiros, piscinas, etc.
  • borracha clorada Î não usar para água potável
  • silicone (pintura hidrófuga): fachadas
  • pinturas minerais: fachadas

IMPERMEABILIZAÇÃO DE SUBSOLOS

Proteção dos pisos dos subsolos

ª N.A. muito alto (água sob pressão)

  • fundações das paredes: concreto armado com aditivo impermeabilizante
  • lastro de concreto magro (e = 8cm) em toda a extensão do piso
  • impermeabilização sobre o lastro
  • argamassa de proteção mecânica
  • laje de concreto armado

ª N.A. baixo e muita umidade no terreno

  • lastro de concreto magro (e = 10cm) com aditivo impermeabilizante
  • impermeabilização sobre o lastro