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Exercicios de aço - estabilidade, Exercícios de Engenharia Civil

Exercicios de aço - exercicíos de estabilidade

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 19/08/2020

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raphael-vieira-14 🇧🇷

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Resolução dos exemplos
de aplicação do Capítulo 5
5.8.1 Esforços solicitantes em estrutura de um andar e estados-limites de serviço
A estrut ura a seguir pertence a uma edif icação de um pavimento, e é formada por uma subestrutura de cont raventa-
mento (pilar em bala nço AB) e por três elementos contraventados (elementos CD, EF e GH). Nessa estrutura são previst as
ações características decorrentes de peso próprio de estr uturas metálicas (Pga,k ), peso próprio de elementos const rutivos
industrializados (Pge,k ), sobrecarga na cober tura (Psc,k) e vento (qve,k ). Considerando a utilização nor mal da estr utura:
1) serão obtidos, usando o Método da Amplificação dos Esforços Solicitantes (M AES), no plano da estr utura, os
esforços solicitantes de cálculo no nó A do pilar A B, que tem perf il soldado CS 500 × 233, fletido em relação
ao eixo de maior momento de inércia (eixo x), para as combinações últimas de ações que tenham a sobrecarga
ou o vento como ação variável principal;
2) será explicitado se o MAES é aplicável à estrutura trat ada;
3) serão deter minados os esforços solicita ntes de cálculo máximos nos elementos contraventados.
Além disso, será verificado se o deslocamento horizontal no topo d a estrut ura é aceitável, no que se refere ao conforto
dos usuários.
Pga,k,2
Pge,k,2
Psc,k,2
Pga,k,2
Pge,k,2
Psc,k,2
Pga,k,2
Pge,k,2
Psc,k,2
Pga,k,2
Pge,k,2
Psc,k,2
Pga,k,2
Pge,k,2
Psc,k,2
Pga,k,2
Pga,k,1 = 70 kN
Pge,k,2 = 300 kN
Psc,k,1 = 280 kN Psc,k,2 = 480 kN
Pga,k,2 = 140 kN
Pge,k,1 = 150 kN
Pge,k,2
Psc,k,2
Pga,k,1
Pge,k,1
Psc,k,1
qve,k = 8 kN/m
x
x
H
GE CA
FDB
5 m 5 m 5 m
4
m
Sabe-se que, em uma barra engastada-rotulada submetida a uma força u niformemente distribuída, a reação no
apoio rotulado é igual a 3/8 do valor total dessa força.
a) Combinações de ações
Deve-se realizar análise elástica de seg unda ordem para todas as combinações últimas de ações possíveis em que a
sobrecarga ou o vento seja a ação var iável principal, levando-se em conta as imperfeições iniciais geométr icas quando
não houver forças horizontais. As imperfeições iniciais de material t ambém devem ser consideradas na subestrutura
de contraventamento. Essas combinações são as t rês mostradas a seguir:
Sobrecarga como ação var iável principal mais vento, sem imperfeições geométricas e com imperfeições de
material (usar Ea,re d = 160.000 MPa)
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Resolução dos exemplos

de aplicação do Capítulo 5

5.8.1 Esforços solicitantes em estrutura de um andar e estados-limites de serviço

A estrutura a seguir pertence a uma edificação de um pavimento, e é formada por uma subestrutura de contraventa- mento (pilar em balanço AB) e por três elementos contraventados (elementos CD, EF e GH). Nessa estrutura são previstas ações características decorrentes de peso próprio de estruturas metálicas ( Pga,k ), peso próprio de elementos construtivos industrializados ( Pge,k ), sobrecarga na cobertura ( Psc,k ) e vento ( qve,k ). Considerando a utilização normal da estrutura:

1) serão obtidos, usando o Método da Amplificação dos Esforços Solicitantes (MAES), no plano da estrutura, os esforços solicitantes de cálculo no nó A do pilar AB, que tem perfil soldado CS 500 × 233, fletido em relação ao eixo de maior momento de inércia (eixo x ), para as combinações últimas de ações que tenham a sobrecarga ou o vento como ação variável principal; 2) será explicitado se o MAES é aplicável à estrutura tratada; 3) serão determinados os esforços solicitantes de cálculo máximos nos elementos contraventados.

Além disso, será verificado se o deslocamento horizontal no topo da estrutura é aceitável, no que se refere ao conforto dos usuários.

Pga,k,

Pge,k,

Psc,k,

Pga,k,

Pge,k,

Psc,k,

Pga,k,

Pge,k,

Psc,k,

Pga,k,

Pge,k,

Psc,k,

Pga,k,

Pge,k,

Psc,k,

Pga,k,

Pga,k,1 = 70 kN

Pge,k,2 = 300 kN

Psc,k,1 = 280 kN (^) Psc,k,2 = 480 kN

Pga,k,2 = 140 kN

Pge,k,1 = 150 kN

Pge,k,

Psc,k,

Pga,k,

Pge,k,

Psc,k,

qve,k = 8 kN/m

x

x

H

G E C A

F D B

5 m 5 m 5 m

4 m

Sabe-se que, em uma barra engastada-rotulada submetida a uma força uniformemente distribuída, a reação no apoio rotulado é igual a 3/8 do valor total dessa força.

a) Combinações de ações

Deve-se realizar análise elástica de segunda ordem para todas as combinações últimas de ações possíveis em que a sobrecarga ou o vento seja a ação variável principal, levando-se em conta as imperfeições iniciais geométricas quando não houver forças horizontais. As imperfeições iniciais de material também devem ser consideradas na subestrutura de contraventamento. Essas combinações são as três mostradas a seguir:

  • Sobrecarga como ação variável principal mais vento, sem imperfeições geométricas e com imperfeições de material (usar E (^) a,red = 160.000 MPa)

2 Dimensionamento de elementos estruturais de aço e mistos de aço e concreto~

Pd,2 = 1,25(140) + 1,35(300) + 1,5(480) = 1.300 kN

H

G E

Pd,1 = 1,25(70) + 1,35(150) + 1,5(280) = 710 kN

qd = 1,4 × 0,6 × 8 = 6,72 kN/m

C A

F D B

  • Sobrecarga como ação variável principal sem vento, com imperfeições geométricas e com imperfeições de material (usar E (^) a,red = 160.000 MPa)

Pd,2 = 1,25(140) + 1,35(300) + 1,5(480) = 1.300 kN

H

G E

Pd,1 = 1,25(70) + 1,35(150) + 1,5(280) = 710 kN

Fnd = 0,003(6 × 1.300 + 710) = 25,53 kN

C A

F D B

  • Vento como ação variável principal, sem imperfeições geométricas e com imperfeições de material (usar E (^) a,red = 160.000 MPa)

Pd,2 = 1,25(140) + 1,35(300) + 1,5 × 0,8(480) = 1.156 kN

H

G E

Pd,2 = 1,25(70) + 1,35(150) + 1,5 × 0,8(280) = 626 kN

qd = 1,40(8) = 11,20 kN/m

C A

F D B

b) Esforços solicitantes de cálculo no nó A para sobrecarga como variável principal mais vento

O pilar AB, que é a subestrutura de contraventamento, quando se usa o MAES, pode ser tratado independentemente do restante da estrutura. Decompondo esse pilar na estrutura nt (pilar com o carregamento atuante e com apoio horizon- tal fictício no nó B) e na estrutura lt (pilar submetido à reação do apoio fictício em sentido contrário), vem:

4 Dimensionamento de elementos estruturais de aço e mistos de aço e concreto~

Com h = 400 cm, R (^) s = 0,85 (o pilar em balanço pode ser considerado, conservadoramente, a forma mais sim- ples de pórtico), Δ h = Δ B = 0,095 cm e com

Σ PSd = 710 + 6 (1.300) = 8.510 kN

Σ HSd = 10,08 kN tem-se

R
B 2 1, 309

h

Σ P

s^ Σ H

h Sd Sd

Notar que, no valor da carga gravitacional total, foram consideradas as cargas aplicadas na subestrutura de contraventamento e nos elementos contraventados.

  • Valores dos esforços solicitantes de cálculo Os valores dos esforços solicitantes de cálculo no nó A do pilar AB a serem usados na verificação dos estados- -limites últimos são dados conforme segue: N (^) Sd = Nnt,Sd + B 2 N (^) l t , Sd = −1.360 + 1,309 (0) = −1.360 kN

M (^) Sd = B 1 Mnt,Sd + B 2 M (^) l t,Sd = 1,010 (−13,44) + 1,309 (−40,32) = −66,35 kN.m

VSd = Vnt,Sd + V l t,Sd = 16,80 + 10,08 = 26,88 kN

c) Esforços solicitantes de cálculo no nó A para sobrecarga como variável principal sem vento

As estruturas nt e lt são as seguintes:

RSd = 25,53 kN

Estrutura t

RSd = 25,53 kN

1.360 kN

Estrutura nt

Fnd = 25,53 kN

  • Estrutura nt Na estrutura nt, no nó A, situado na base, tem-se:

Nnt,Sd = −1.360 kN

Mnt,Sd = 0 Vnt,Sd = 0

  • Estrutura lt Na estrutura lt, no nó A, tem-se: N (^) l t,Sd = 0

M (^) l t,Sd = −25,53 × 4 = −102,12 kN.m V l t,Sd = 25,53 kN

Resolução dos exemplos de aplicação do Capítulo 5 5

  • Valor do coeficiente B 1 O coeficiente B 1 não precisa ser calculado, pois Mnt,Sd é nulo.
  • Valor do coeficiente B 2 O coeficiente B 2 é o mesmo determinado anteriormente, pois apenas a força horizontal atuante na estrutura lt foi alterada, e esse coeficiente independe do valor dessa força (a relação Δ hH (^) Sd não se altera).
  • Valores dos esforços solicitantes de cálculo Os valores dos esforços solicitantes de cálculo no nó A do pilar AB são os seguintes:

N (^) Sd = Nnt,Sd + B 2 N (^) l t,Sd = −1.360 + 1,309 (0) = −1.360 kN

M (^) Sd = B 1 Mnt,Sd + B 2 M (^) l t,Sd = 0 + 1,309 (–102,12) = −133,68 kN.m VSd = Vnt,Sd + V l t,Sd = 0 + 25,53 = 25,53 kN

d) Esforços solicitantes de cálculo no nó A para vento como variável principal

As estruturas nt e lt para essa combinação de ações são as seguintes:

626 + 1.156/2 = 1.204 kN

11,20 kN/m

A

B

Rsd = 16,80 kN

Estrutura ℓt

RSd = 3(11,20 x 4)/8 = 16,80 kN

1.204 kN

Estrutura nt

11.20 kN/m

  • Estrutura nt Na estrutura nt, no nó A, tem-se:

Nnt,Sd = −1.204 kN

Mnt,Sd = 16,80 × 4 – 11,20 × 4 × 2 = −22,40 kN.m

Vnt,Sd = −16,80 + 11,20 × 4 = 28,00 kN

  • Estrutura lt Na estrutura lt, no nó A, tem-se:

N (^) l t,Sd = 0

M (^) l t,Sd = −16,80 × 4 = −67,20 kN.m

V l t,Sd = 16,80 kN

  • Valor do coeficiente B 1
N , N ,
B

1 nt Sd^  t S^ d

1

Cm

Ne

C (^) m = 1 (há forças transversais aplicadas)

Resolução dos exemplos de aplicação do Capítulo 5 7

g) Verificação do deslocamento horizontal no topo da estrutura

Para obter o deslocamento no topo do pilar, deve-se efetuar análise de primeira ordem, com a combinação fre- quente de ações, dada pela Equação (4.10), uma vez que se deseja garantir o conforto dos usuários. Para essa combi- nação de ações, o vento é a única solicitação a causar deslocamento horizontal e deve ser considerado com seu valor característico minorado pelo fator de redução ψ 1 igual a 0,3, como se vê a seguir:

qve,ser,fr = 0,3 x 8 = 2,4 kN/m

A

B

ΔB

H = 4 m

O deslocamento horizontal do nó B, de acordo com o caso C.4.1 do Apêndice C, é igual a:

= = 8 × 20.000 × 140.

q H = 8 E I

∆ 2,4 × 10–2^ × 400^4 0,03 cm B

ve k a x

,

4

Pode-se concluir que o conforto dos usuários está assegurado, uma vez que o deslocamento máximo permitido, para o caso de edifícios de apenas um pavimento, conforme o Subitem 4.3.3.4, é H /300, portanto, 400/300 = 1,33 cm, valor extremamente superior ao deslocamento calculado.

5.8.4 Análise de sistema treliçado como subestrutura de contraventamento

A figura a seguir mostra a estrutura de uma edificação com duas subestruturas de contraventamento, formada pelos sistemas treliçados ABC, e com quatro elementos contraventados. Nessa estrutura, Pg,k e Psc,k são forças carac- terísticas decorrentes basicamente do peso próprio de equipamentos fixos e sobrecarga, respectivamente. Sabendo-se que as barras das subestruturas de contraventamento têm área da seção transversal de 30 cm 2 , serão determinadas por meio do Método da Amplificação dos Esforços Solicitantes (MAES) as forças axiais solicitantes de cálculo nas barras dessas subestruturas e nos elementos contraventados para a combinação última de ações mais desfavorável, conside- rando uso normal da edificação. Finalmente, será avaliada a validade do uso do MAES.

6 m

A

C (^) C

1 m 1 m B

P (^) g,k

Psc,k Pg,k

Psc,k Pg,k

Psc,k Pg,k

Psc,k Pg,k

Psc,k

A (^) 1 m 1 m B

P (^) g,k

Psc,k

Pg,k = 140 kN Psc,k = 90 kN

8 Dimensionamento de elementos estruturais de aço e mistos de aço e concreto~

a) Combinação última de ações

A combinação última de ações mais desfavorável é constituída pela carga permanente e pela sobrecarga e possui a seguinte resultante gravitacional nos nós, para uso normal da edificação:

Pd = 1,35 ( Pg,k ) + 1,50 ( Psc,k ) = 1,35 (140) + 1,50 (90) = 324 kN

Como não há atuação de forças laterais, a essa resultante gravitacional deve ser acrescida a força nocional F (^) nd , que si- mula as imperfeições iniciais geométricas. Considerando inicialmente a força nocional com sentido da esquerda para a direita e como as duas subestruturas de contraventamento trabalham igualmente, cabe a cada uma delas estabilizar dois elementos contraventados, conforme se vê a seguir:

A

C

B

324 kN 324 kN 324 kN F (^) nd = 0,003 (3 × 324) = 2,92 kN

b) Forças axiais solicitantes de cálculo nas barras da subestrutura de contraventamento

Deve-se fazer a análise estrutural elástica de segunda ordem para a combinação última de ações apresentada ante- riormente por meio do MAES. Decompondo a estrutura original na estruturas nt e lt, vem:

A

C

B

324 kN 324 kN 324 kN

2,92 kN

Estrutura original

A

C

B

324 kN 324 kN 324 kN

2,92 kN

Estrutura nt

R (^) Sd

A

C

B

Estrutura t

RSd

=

10 Dimensionamento de elementos estruturais de aço e mistos de aço e concreto~

Estabelecendo o equilíbrio do nó C a forças verticais e horizontais, respectivamente, tem-se:

  • N l t,Sd,AC cos α – N l t,Sd,BC cos α = 0 ⇒ N l t , Sd , AC = – N l t,Sd,BC

2,92 + N l t,Sd,BC sen α – N l t,Sd,AC sen α = 0 ⇒ 2 N l t,Sd,AC sen α = 2,92 ⇒ = ×

N 2, 92 =

 t , Sd,AC 8,88 kN

N l t,Sd,BC = −8,88 kN

Valor do coeficiente B 2

Com a força horizontal no nó C de 2,92 kN, deve-se calcular o deslocamento horizontal desse nó (Δ C ) tomando o módulo de elasticidade do aço como igual a Ea,red , ou seja, 16.000 kN/cm 2 , para consideração das imperfeições ini- ciais de material. Para isso será usado o Princípio dos Trabalhos Virtuais (PTV), segundo o qual:

ni N (^) i Ea,red Ai

C = L (^) i i= 1

2

onde ni são as forças axiais nas barras AC e BC decorrentes de uma força horizontal unitária aplicada no nó C (obvia- mente, essas forças axiais são iguais, respectivamente, a N (^) l t,Sd,AC e N (^) l t,Sd,BC divididas por 2,92) e Ni são as forças axiais nas barras AB e BC decorrentes da força de 2,92 kN atuante no nó C ( N (^) l t,Sd,AC e N (^) l t,Sd,BC , respectivamente). Logo, tem-se:

= [ × × + ( )( ) ]

×

∆ C 0, 068 cm

Com h = 600 cm, R (^) s = 1,0, Δ h = Δ C = 0,068 cm, e com Σ PSd = 3 × 324 = 972 kN

Σ H (^) Sd = 2,92 kN

obtém-se

= −

R
B 2 1, 039

h

Σ P

s^ Σ H

h Sd Sd

Valores das forças axiais solicitantes de cálculo

Os valores das forças axiais solicitantes de cálculo a serem usados na verificação dos estados-limites últimos da subestrutura de contraventamento são obtidos conforme segue:

NSd,AC = Nnt,Sd,AC + B 2 N l t,Sd , AC = −164,17 + 1,039 × 8,88 = −154,94 kN

N (^) Sd,BC = Nnt,BC + B 2 N l t,Sd,BC = −164,17 + 1,039 (–8,88) = −173,40 kN Para a força nocional com sentido da direita para a esquerda, ter-se-ia uma inversão dos valores das forças axiais nas barras AC e BC.

c) Forças axiais solicitantes de cálculo nos elementos contraventados

Os elementos contraventados ficam submetidos à força axial de compressão solicitante de cálculo igual a 324 kN.

d) Verificação da validade do procedimento de análise estrutural utilizado

Como o coeficiente B 2 é igual a 1,039, não superando, portanto, 1,55, o uso do MAES é válido. Observa-se, ainda, que B 2 é inferior a 1,13, o que significa que a estrutura é de pequena deslocabilidade.

Resolução dos exemplos de aplicação do Capítulo 5 11

5.8.6 Barra birrotulada com momentos de extremidade e força axial

Para a mesma barra do Subitem 5.8.5 sob ação da força axial de compressão Nc,d , substituindo-se a carga distribu- ída q (^) d por dois casos de momentos aplicados nas extremidades, conforme se vê a seguir, será determinado o máximo valor do momento fletor solicitante de cálculo:

  • Caso a: momentos diferentes de sentidos opostos aplicados nas extremidades

MA,d = 60 kN.m MB,d = 50 kN.m N (^) c,d = 800 kN N (^) c,d = 800 kN L = 12 m

A B

  • Caso b: momentos diferentes de sentidos iguais aplicados nas extremidades

MA,d = 60 kN.m

MB,d = 50 kN.m

Nc,d = 800 kN N (^) c,d = 800 kN L = 12 m

A B

a) Caso a

A diferença básica em relação ao exemplo anterior, para determinação de M (^) Sd , é o cálculo do coeficiente C (^) m , que agora é dado pela expressão:

m^ =^ 0, 60^ −0, 40 nt Sd nt Sd

, , 1 , ,

C
M
M

A relação Mnt , Sd ,1/ Mnt , Sd ,2 é negativa, pois os momentos de extremidade provocam curvatura simples. Logo:

Cm (^) ( ) 0, 933

e

= −

B 1 C N 1,
N

m c,d e

Finalmente: M (^) Sd = B 1 M 0 = 1,067 × 60 = 64,02 kN.m

b) Caso b

Agora, a relação Mnt , Sd ,1/ Mnt , Sd ,2 é positiva, pois os momentos provocam curvatura reversa. Logo:

= 0, 60 − 0, 40 50 = 60

C m (^) ( ) 0, 267

e

= −

C
N

m 0, c,d Ne

B 1 < 1,0^ ⇒^ Adotar^ B 1 = 1

Resolução dos exemplos de aplicação do Capítulo 5 13

Para a força axial N (^) HF,Sd de compressão, a situação da escora é similar à da barra do Subitem 5.8.5. O momento fletor máximo ocorre na seção central da barra e, para sua obtenção, deve-se considerar o efeito local N -δ. Pelo Método da Amplificação dos Esforços Solicitantes (MAES), tem-se:

M (^) Sd = B 1 M 0

com

= =

×
P L

M 0 d 1.625 kN.m

e

= 1 −

B 1 C^ m ≥1, NHF,Sd Ne

onde C (^) m é igual a 1,0 porque existem forças transversais entre as extremidades da barra e

L
^2 × 20.000 × 8.

N (^) e (^) 2 2 6.317 kN

^2 Ea I

Logo:

= −

B 1 1,

e

M (^) Sd = 1,003 × 1.625 = 1.630 kN.m A força cortante solicitante de cálculo na escora é:

=^ P = = 650 kN 2

Sd 2 V d

Conclui-se, portanto, que, para o caso de atuação da força axial de compressão na escora de 19,50 kN, ela fica submetida, ainda, a um momento fletor e a uma força cortante de 1.630 kN.m e 650 kN, respectivamente.

Para o caso de atuação da força axial de tração na escora de 19,50 kN, ela fica submetida também a um momento fletor correspondente ao próprio M 0 (para força axial de tração, não se considera o efeito N -δ) igual a 1.625 kN e à força cortante de 650 kN.

c) Escora FD

A escora FD trava os elementos contraventados GH e EF. Na Equação (5.12), m é igual a 2 e:

= a + b = a + b =

m

α (^) 0, 5 1 1 0, 5 1 1 2 red 0, 866

De acordo com a Equação (5.11):

N FD Sd , = α red [0, 01 ( NGH Sd , + NEF Sd , ) ] = 0, 866 0, 01 1.950[ ( + 2.600) ]=39, 40 kN

De modo similar à escora HF, faz-se:

14 Dimensionamento de elementos estruturais de aço e mistos de aço e concreto~

B 1 1,

e

M (^) Sd = 1,006 × 1.625 = 1.635 kN.m

Portanto, para a força axial de compressão de 39,40 kN, a escora FD fica submetida, a um momento fletor e a uma força cortante solicitantes de cálculo iguais a 1.635 kN.m e 650 kN, respectivamente. Para a força axial de tração de 39,40 kN, a escora FD fica submetida, a um momento fletor e a uma força cortante solicitantes de cálculo iguais a 1.625 kN.m e 650 kN, respectivamente.

d) Escora DB

A escora DB trava os elementos contraventados GH, EF e CD. Na Equação (5.12), m é igual a 3 e:

= a + b = a + b=

m

α (^) 0, 5 1 1 0, 5 1 1 3 red 0, 816

De acordo com a Equação (5.11):

N FD Sd , = α red [0, 01 ( NGH Sd , + N EF Sd , + NCD Sd , ) ]= 0, 816 0, 01 1.950[ ( + 2.600 + 2.600) ]=58, 34 kN

De modo similar às escoras HF e FD, faz-se:

B 1 1, 009

e

M (^) Sd = 1,009 × 1.625 = 1.640 kN.m Portanto, para a força axial de compressão de 58,34 kN, a escora DB fica submetida, a um momento fletor e a uma força cortante solicitantes de cálculo iguais a 1.640 kN.m e 650 kN, respectivamente. Para a força axial de tração de 58,34 kN, a escora DB fica submetida, a um momento fletor e a uma força cortante solicitantes de cálculo iguais a 1.625 kN.m e 650 kN, respectivamente.