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Linguagens, códigos e tecnologia, é mais um pdf que pode lhe dar dicas para a língua portuguesa, contendo- é claro- exercícios.
Tipologia: Exercícios
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Não perca as partes importantes!





























2 Na prova de Linguagens e Códigos, a interpretação textual significa muito, seja analisando-se textos literários ou não literários, gráficos, tirinhas ou gravuras. É por isso que interpretação de texto foi, de longe, o tema mais presente nos exames aplicados. Vale ressaltar que a prova do ENEM é, notadamente, uma avaliação contextualizada, ou seja, sempre há um ou mais textos a serem analisados (verbais, não- verbais ou mistos), bem como um enunciado bastante explicativo, o qual guia o candidato para a resposta mais adequada. A prova de linguagens e códigos apresenta três tipos de perguntas:
- Interpretação do texto: aquelas cuja resposta está no interior do próprio texto. Nesse caso, a mera leitura do texto ou mesmo do enunciado já dá certas dicas para a resposta adequada. - Análise do texto: as que pedem uma análise dos efeitos de sentido que ele produz (de humor, social, político, por exemplo). Ou seja, com base em nossas leituras e conhecimentos de mundo, fica até mais fácil entender esse tipo de questão. - Intertextualidade: as que pedem uma correlação com outros textos ou obras de arte. Nesse caso, pode haver a relação temática entre textos verbais e não-verbais, apenas verbais ou apenas não-verbais, além dos mistos. Saber identificar gêneros textuais, norma culta e popular, funções e figuras de linguagem também costuma ser exigido. Além disso, é necessário possuir conhecimentos básicos sobre literatura brasileira e gramática (a qual sempre aparece de maneira contextualizada). Além da língua portuguesa, ainda são cobrados, nessa prova, língua inglesa ou espanhola , conceitos de educação física, cultura, arte e tecnologia. #FICAADICA - o candidato poderá ser desafiado a interpretar músicas, poemas, propagandas e obras de arte. Nesse caso, lembre- se que o enunciado da questão e qualquer outra informação, como legendas, podem ajudar na análise.
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O que a internet esconde de você? Sites de busca manipulam resultados. Redes sociais decidem quem vai ser seu amigo – e descartam as pessoas sem avisar. E, para cada site que você pode acessar, há 400 outros invisíveis, Prepare-se para conhecer o lado oculto da internet. GRAVATÁ, A. Superinteressante. São Paulo, ed.
A venda colocada na imagem associada a uma cabeça humana robotizada representa conotativamente o lado oculto da internet (ou seja, a omissão de informações) que, “cego”, o usuário da internet é incapaz de descobrir. RESPOSTA CORRETA: B
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Os gráficos expõem dados estatísticos por meio de linguagem verbal e não verbal. No texto, o uso desse recurso: A) exemplifica o aumento da expectativa de vida da população. B) explica o crescimento da confiança na Instituição do casamento. C) mostra que a população brasileira aumentou nos últimos cinco anos. D) indica que as taxas de casamento e emprego cresceram na mesma proporção. E) sintetiza o crescente número de casamentos e de ocupação no mercado de trabalho.
Os gráficos utilizados no texto apresentam dados que demonstram o crescimento tanto do número de casamentos entre 2003 e 2008 de pessoas acima de 60 anos (que foi de 44%), como também do ingresso dessas pessoas no mercado de trabalho (que foi de 7%), como pontua a opção E. RESPOSTA CORRETA: E Casados e independentes Um novo levantamento do IBGE mostra que o número de casamentos entre pessoas na faixa dos 60 anos cresce, desde 2003, a um ritmo 60% maior que o observado na população brasileira como um todo... Fontes: IBGE e Organização Internacional do Trabalho (OIT) *Com base no último dado disponível, de 2008 Veja, São Paulo, 21 abr. 2010 (adaptado). (Foto: Reprodução)
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Nesse cartaz publicitário de uma empresa de papel e celulose, a combinação dos elementos verbais e não verbais visa: A) justificar os prejuízos ao meio ambiente, ao vincular a empresa à difusão da cultura. B) incentivar a leitura de obras literárias, ao referir- se a títulos consagrados do acervo mundial. C) seduzir o consumidor, ao relacionar o anunciante às histórias clássicas da literatura universal. D) promover uma reflexão sobre a preservação ambiental ao aliar o desmatamento aos clássicos da literatura. E) construir uma imagem positiva do anunciante, ao associar a exploração alegadamente sustentável à produção de livros.
Geralmente, histórias são impressas em livros que são feitos de papel. Tudo isso aliado a uma empresa de papel que associa a sua propaganda uma foto de floresta nos leva a concluir que a exploração de matéria-prima é consciente e sustentável. Assim, há o claro compromisso com o reflorestamento. RESPOSTA CORRETA: E
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Uma mesma língua apresenta inúmeras maneiras de ser falada. Assim, percebemos que, além da norma culta, existem também as variações linguísticas. Norma culta: Aquela utilizada em situações formais, é ensinada nas escolas e utilizada em escritas oficiais (jornais, revistas, redações de vestibulares, documentos), a fim de garantir que todos compreendam o que é de interesse coletivo. Por isso, é a norma de maior prestígio. Variações linguísticas: As demais formas de falar existentes na língua são estabelecidas de acordo com as condições sociais, culturais, regionais, econômicas e históricas de seus falantes. Essas variantes, às vezes rejeitadas pelos que dominam a norma culta, são válidas desde que respeitem os interlocutores, os quais precisam se entender.
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Até quando? Não adianta olhar pro céu Com muita fé e pouca luta Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer E muita greve, você pode, você deve, pode crer Não adianta olhar pro chão Virar a cara pra não ver Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus Sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer! GABRIEL, O PENSADOR. Seja você mesmo (mas não seja sempre o mesmo). Rio de Janeiro: Sony Music, 2001 (fragmento). As escolhas linguísticas feitas pelo autor conferem ao texto: A) caráter atual, pelo uso de linguagem própria da internet. B) cunho apelativo, pela predominância de imagens metafóricas. C) tom de diálogo, pela recorrência de gírias. D) espontaneidade, pelo uso da linguagem coloquial. E) originalidade, pela concisão da linguagem.
Para responder a esta questão, é possível ficar em dúvida entre três alternativas. A opção B está incorreta porque, apesar de existirem imagens metafóricas na letra, não são elas as responsáveis pelo cunho apelativo (e sim o uso da interlocução). Já a letra C está incorreta porque, apesar de termos um tom de diálogo (também causado pela interlocução), não há tantas gírias. Logo, a alternativa correta é a D, já que se trata de um rap, escrito em linguagem informal. RESPOSTA CORRETA: D
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Óia eu aqui de novo xaxando Óia eu aqui de novo pra xaxar Vou mostrar pr’esses cabras Que eu ainda dou no couro Isso é um desaforo Que eu não posso levar Que eu aqui de novo cantando Que eu aqui de novo xaxando Óia eu aqui de novo mostrando Como se deve xaxar. A letra da canção de Antônio Barros manifesta aspectos do repertório linguístico e cultural do Brasil. O verso que singulariza uma forma do falar popular regional é: A) “Isso é um desaforo” B) “Diz que eu tou aqui com alegria” C) “Vou mostrar pr’esses cabras” D) “Vai, chama Maria, chama Luzia” E) “Vem cá, morena linda, vestida de chita”
Todo o texto é construído a partir de uma determinada variedade linguística, representada por expressões típicas da linguagem oral, como podemos observar em “óia” (olha), “Diz que tou” (Diga que estou). O candidato deve, no entanto, atentar para o fato de a questão privilegiar a identificação de vocabulário regional e não apenas variações fonéticas; é o que se identifica no verso “Vou mostrar pr’esses cabras”, em que “cabras” – típico do falar de algumas localidades do Nordeste – substitui “homens” ou “pessoas”. RESPOSTA CORRETA: C Vem cá morena linda Vestida de chita Você é a mais bonita Desse meu lugar Vai, chama Maria, chama Luzia Vai, chama Zabé, chama Raque Diz que tou aqui com alegria. (BARROS, A. Óia eu aqui de novo. Disponível em <www.luizluagonzaga.mus. br > Acesso em 5 mai 2013)
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Em bom português No Brasil, as palavras envelhecem e caem como folhas secas. Não é somente pela gíria que a gente é apanhada (aliás, já não se usa mais a primeira pessoa, tanto do singular como do plural: tudo é “a gente”). A própria linguagem corrente vai-se renovando e a cada dia uma parte do léxico cai em desuso. Minha amiga Lila, que vive descobrindo essas coisas, chamou minha atenção para os que falam assim:
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Elementos da comunicação Ao elaborarmos uma redação, precisamos ter em mente que estamos escrevendo para alguém. Seja um texto literário ou escolar, a redação sempre apresenta alguém que o escreve, o emissor , e alguém que o lê, o receptor. O que o emissor escreve é a mensagem. O elemento que conduz o discurso para o receptor é o canal (no nosso caso, o canal é o papel). Os fatos, os objetos ou imagens, os juízos ou raciocínios que o emissor expõe ou sobre os quais discorre constituem o referente. A língua que o emissor utiliza (no nosso caso, obrigatoriamente, a língua portuguesa) constitui o código. Assim, por meio de um canal, o emissor transmite ao receptor, em um código comum, uma mensagem, que se reporta a um contexto ou referente. Elementos da comunicação: Eles são imprescindíveis para que uma comunicação se efetive Emissor – quem emite a mensagem. Receptor – quem recebe a mensagem. Mensagem – o conjunto de informações transmitidas. Código – a combinação de signos usados para transmitir uma mensagem. A comunicação só acontece se o receptor souber decodificar a mensagem, a qual pode ser verbal, não-verbal ou mista. Canal de Comunicação – é o meio pelo qual a mensagem é transmitida (livro, TV, cordas vocais...) Contexto – a situação a que a mensagem se refere, também chamado de referente.
1616 Exemplo: b) Função Referencial ou denotativa É centrada na informação, no referente. Transmite um dado da realidade com linguagem objetiva, direta e denotativa. É usada em matérias jornalísticas. Certamente a mais comum e mais usada no dia a dia, a função referencial ou informativa, também chamada denotativa ou cognitiva, privilegia o contexto. Ela evidencia o assunto, o objeto, os fatos, os juízos. É a linguagem da comunicação. Faz referência a um contexto, ou seja, a uma informação sem qualquer envolvimento de quem a produz ou de quem a recebe. Sua intenção é unicamente informar. É a linguagem das redações escolares, principalmente das dissertações, das narrações não-fictícias e das descrições objetivas. Caracteriza também o discurso científico, o jornalístico e a correspondência comercial. Exemplo: Todo brasileiro tem direito à aposentadoria. Mas nem todos têm direitos iguais. Um milhão e meio de funcionários públicos, aposentados por regimes especiais, consomem mais recursos do que os quinze milhões de trabalhadores aposentados pelo INSS. Enquanto a média dos benefícios aos aposentados do INSS é de 2, salários mínimos, nos regimes especiais tem gente que ganha mais de 100 salários mínimos. (Programa Nacional de Desestatização)
1717 Exemplo: c) Função Apelativa ou Conativa É centrada no interlocutor (receptor) e tem como objetivo influenciar seu comportamento. Os verbos aparecem no imperativo e também são utilizados vocativos. A função conativa é aquela que busca mobilizar a atenção do receptor, produzindo um apelo ou uma ordem. Pode revelar uma vontade (“Por favor, eu gostaria que você se retirasse.”), ou imperativa, que é a característica fundamental da propaganda. Exemplos: Antônio, venha cá! / Compre um e leve três. / Beba Coca-Cola.
1919 e) Função Fática Tem por objetivo iniciar, prolongar ou encerrar um contato. Se a ênfase está no canal, para checar sua recepção ou para manter a conexão entre os falantes, temos a função fática. Exemplos:
_- Bom-dia!
2020 Função expressiva Primeira pessoa do singular (eu) Emoções Interjeições Exclamações Blog Autobiografia Cartas de amor Função Referencial Terceira pessoa do singular (ele/ela) Informações Descrições de fatos Neutralidade Jornais Livros técnicos Função Apelativa ou Conativa Segunda pessoa do singular Imperativo Figuras de linguagem Discursos políticos Sermões Promoção em pontos de venda Função Fática Interjeições Lugar-comum Saudações Comentários sobre o clima Função Poética Subjetividade Figuras de linguagem Brincadeiras com o código Poesia Letras de música Propaganda Função Metalinguística Referência ao próprio código Poesia sobre poesia Propaganda sobre propaganda Dicionário
Lusofonia rapariga: s.f., fem. de rapaz: mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz. Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada no café, em frente da chávena de café, enquanto alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra rapariga não quer dizer o que ela diz em portugal. Então, terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café, a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga que alisa os cabelos com a mão, num café de lisboa, não