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exercícios uerj, Exercícios de Cálculo

Material de estudo de cálculo 1. Exercícios resolvidos.

Tipologia: Exercícios

2011

Compartilhado em 07/08/2011

larissa-iris-7
larissa-iris-7 🇧🇷

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bg1
Capítulo 9
EXEMPLOS DIVERSOS
Agradecemos ao Professor Silvio Pinha Gomes do Departameneto de Análise do IME-UERJ,
por ceder, gentilmente estes exercícios.
9.1 Limites
[1] Determine o valor da constante aRpara que exista
lim
x0
1 + x(1 + a x)
x2
e calcule o limite.
Solução : Primeiramente racionalizemos a expressão:
1 + x(1 + a x)
x2=1 + x(1 + a x)
x2
1 + x+ (1 + a x)
1 + x+ (1 + a x)=1 + x(1 + a x)2
x2(1 + x+ (1 + a x))
=x12aa2x
x2(1 + x+ (1 + a x))
=12a
x(1 + x+ (1 + a x)) a2
(1 + x+ (1 + a x)).
Logo, a condição necessária para que o limite exista é que a primeira parcela seja nula, isto é,
a=1
2; então:
lim
x0
1 + x(1 + a x)
x2= lim
x01
4 (1 + x+ (1 + a x)) =1
8.
[2] Calcule: lim
x0sen(x)
x
sen(x)
xsen(x).
Solução : Primeiramente reescrevamos o expoente da expressão:
sen(x)
xsen(x)=
sen(x)
x
1sen(x)
x
.
371
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a

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Capítulo 9

EXEMPLOS DIVERSOS

Agradecemos ao Professor Silvio Pinha Gomes do Departameneto de Análise do IME-UERJ,

por ceder, gentilmente estes exercícios.

9.1 Limites

[1] Determine o valor da constante a ∈ R para que exista

lim x→ 0

1 + x − (1 + a x)

x^2

e calcule o limite.

Solução : Primeiramente racionalizemos a expressão:

√ 1 + x − (1 + a x)

x^2

1 + x − (1 + a x)

x^2

1 + x + (1 + a x) √ 1 + x + (1 + a x)

1 + x − (1 + a x)^2

x^2 (

1 + x + (1 + a x))

= x

[

1 − 2 a − a^2 x

x^2 (

1 + x + (1 + a x))

]

1 − 2 a

x (

1 + x + (1 + a x))

a^2

(

1 + x + (1 + a x))

Logo, a condição necessária para que o limite exista é que a primeira parcela seja nula, isto é,

a =

; então:

lim x→ 0

1 + x − (1 + a x)

x^2

= lim x→ 0

1 + x + (1 + a x))

[2] Calcule: lim x→ 0

[

sen(x)

x

] sen(x) x − sen(x) .

Solução : Primeiramente reescrevamos o expoente da expressão:

sen(x)

x − sen(x)

sen(x)

x

sen(x)

x

372 CAPÍTULO 9. EXEMPLOS DIVERSOS

Fazendo t = 1 −

sen(x)

x

, temos que 1 − t =

sen(x)

x

. Por outro lado observamos que se x → 0 ,

então t → 0 e:

sen(x)

x − sen(x)

1 − t

t

t

Logo:

lim x→ 0

[

sen(x)

x

]

sen(x)

x − sen(x) = lim t→ 0

(1 − t)

t

− 1 = lim t→ 0

(1 − t)

t (^) (1 − t)−^1 = e−^1.

[3] Calcule: lim x→ π 4

[

tg(x)

]tg(2x) .

Solução : Primeiramente reescrevamos o expoente da expressão. Fazendo t = 1 − tg^2 (x), temos

que tg(x) =

1 − t e

tg(2 x) =

2 tg(x)

1 − tg^2 (x)

1 − t

t

Por outro lado observamos que se x →

π

4

, então t → 0 e:

lim x→ π 4

[

tg(x)

]tg(2x) = lim t→ 0

[√

1 − t

]

1 − t

t (^) = lim t→ 0

[(

1 − t

t

]]√ 1 −t = e−^2.

[4] Determine as constantes k, b ∈ R tais que

lim x→+∞

[

k x + b −

x^1000 + 1

x^999 + 1

]

Solução : Primeiramente reescrevamos a expressão:

[

k x + b −

x^1000 + 1

x^999 + 1

]

k x^1000 + k x + b x^999 + b − x^1000 − 1

x^999 + 1

x^1000 (k − 1) + b x^999 + k x + b − 1

x^999 + 1

Sabemos que lim x→+∞

P (x)

Q(x)

= 0 se grau(Q) > grau(P ). Logo, k − 1 = 0 e b = 0, ou seja k = 1 e

b = 0.

[5] Calcule:

lim x→+∞

x +

x +

x −

x.

Solução : Primeiramente racionalizemos a expressão:

374 CAPÍTULO 9. EXEMPLOS DIVERSOS

Solução : Dividindo os polinômios:

x

n

  • x

n− 1

  • x

n− 2 +...... + x

2

  • x − n = (x − 1) Pn(x),

onde Pn(x) = xn−^1 + 2 xn−^2 + 3 xn−^3 +... + (n − 2) x^2 + (n − 1) x + n. Logo:

lim x→ 1

xn^ + xn−^1 + xn−^2 +...... + x^2 + x − n

x − 1

= lim x→ 1

Pn(x) = Pn(1).

Por outro lado:

Pn(1) = 1 + 2 + 3 +...... + (n − 2) + (n − 1) + n =

n (n + 1)

2

[8] Calcule: lim x→ 0

cos(x) − [[sen(x)]]

π

2

≤ x ≤

π

2

Solução : Considere f (x) = cos(x) − [[sen(x)]]. Se −

π

2

≤ x < 0 , então − 1 ≤ sen(x) < 0 e

[[sen(x)]] = − 1 , logo f (x) = cos(x) + 1. Se 0 ≤ x <

π

2

então 0 ≤ sen(x) < 1 e [[sen(x)]] = 0,

logo f (x) = cos(x). Se x =

π

2

, então [[sen

( (^) π

2

]] = 1 e f

( (^) π

2

= − 1. Logo:

f (x) =

cos(x) + 1 se −

π

2

≤ x < 0

cos(x) se 0 ≤ x <

π

2 − 1 se x =

π

2

Então:

lim x→ 0 +^

f (x) = lim x→ 0 +^

cos(x) = 1,

lim x→ 0 −^

f (x) = lim x→ 0 −^

cos(x) + 1 = 2.

Consequentemente, lim x→ 0

cos(x) − [[sen(x)]]

não existe.

  • 1.5 - 1.0 - 0.5 0.0 0.5 1.0 1.

Figura 9.1: Gráfico de f (x) = cos(x) − [[sen(x)]].

[9] Calcule:

lim x→ π 6

sen

x +

5 π

6

cotg^3 (x) − 3 cotg(x)

9.2. CONTINUIDADE 375

Solução : Primeiramente reescrevamos o numerador:

sen

x +

5 π

6

= sen(x) cos

( (^5) π

6

  • sen

( (^5) π

6

cos(x) =

[

cos(x) −

3 sen(x)

]

sen(x)

2

[

cotg(x) −

]

pois sen(x) 6 = 0, então:

sen

x +

5 π

6

cotg^3 (x) − 3 cotg(x)

sen(x)

cotg(x) −

2 cotg(x)

cotg(x) −

cotg(x) +

sen(x)

2 cotg(x)

cotg(x) +

Logo:

lim x→ π 6

sen

x +

5 π

6

cotg^3 (x) − 3 cot(x)

= lim x→ π 6

sen(x)

2 cotg(x)

cotg(x) +

9.2 Continuidade

Analise a continuidade das seguintes funções:

[1] f (x) =

sen(x)

|x|

se x 6 = 0

3 se x = 0.

Solução : Claramente, o problema é determinar se f é contínua em 0. Reescrevamos a função:

f (x) =

sen(x)

x

se x < 0

3 se x = 0 sen(x)

x

se x > 0.

Logo,

lim x→ 0 −^

f (x) = − lim x→ 0 +

sen(x)

x

= − 1 e lim x→ 0 +^

f (x) = lim x→ 0 +

sen(x)

x

Então f não é contínua em 0.

-6 -4 -2 2 4 6

-0.

1

Figura 9.2: Gráfico de f.

[2] f (x) =

21 /x^ − 1

21 /x^ + 1

9.2. CONTINUIDADE 377

Então, f é contínua em R.

-3 3

3

Figura 9.4: Gráfico de f.

Determine as constantes tais que as seguintes funções sejam contínuas:

[1] f (x) =

m x + 3 se x < − 3

cos

( (^) π x

3

se − 3 ≤ x ≤ 3

n x + 3 se x > 3.

Solução : Se x = − 3 , então f (−3) = cos(−π) = − 1. Por outro lado:

lim x→− 3 −^

f (x) = lim x→− 3

m x + 3

= − 3 m + 3 e lim x→− 3 +^

f (x) = lim x→− 3

cos

( (^) π x

3

Como os limites laterais devem ser iguais, temos que − 3 m + 3 = − 1 , isto é, m =

. Se x = 3,

então f (3) = cos(π) = − 1. Por outro lado:

lim x→ 3 −^

f (x) = lim x→ 3

cos

( (^) π x

3

= − 1 e lim x→ 3 +^

f (x) = lim x→ 3

n x + 3

= 3 n + 3.

e Como os limites laterais devem ser iguais, temos que 3 n + 3 = − 1 , isto é, n = −

. Logo:

f (x) =

4 x

3

  • 3 se x < − 3

cos

( (^) π x

3

se − 3 ≤ x ≤ 3

4 x

3

  • 3 se x > 3.

-3 3

1

Figura 9.5: Gráfico de f.

378 CAPÍTULO 9. EXEMPLOS DIVERSOS

[2] f (x) =

sen(11 x − 22)

3 x − 6

se x < 2

m se x = 2

x^3 + 5 x^2 − 32 x + 36

x^3 − 3 x^2 + 4

se x > 2.

Solução : Primeiramente fatoremos os polinômios:

x^3 + 5 x^2 − 32 x + 36

x^3 − 3 x^2 + 4

(x − 2)^2 (x + 9)

(x − 2)^2 (x + 1)

Por outro lado:

sen(11 x − 22)

3 x − 6

sen

11 (x − 2))

3 (x − 2)

, fazendo t = x − 2 , temos que x → 2 −, então

t → 0 −, e:

sen(11 x − 22)

3 x − 6

sen

11 (x − 2))

3 (x − 2)

sen

11 t

3 t

[

sen

11 t

11 t

]

Se x = 2, então f (2) = m. Logo:

lim x→ 2 −^

f (x) = lim x→ 2 −

sen

11 (x − 2))

3 (x − 2)

= lim t→ 0 −

[

sen

11 t

11 t

]

lim x→ 2 +^

f (x) = lim x→ 2 +

x^3 + 5 x^2 − 32 x + 36

x^3 − 3 x^2 + 4

= lim x→ 2 +

x + 9

x + 1

Então, m =

e:

f (x) =

sen(11 x − 22)

3 x − 6

se x < 2

se x = 2

x^3 + 5 x^2 − 32 x + 36

x^3 − 3 x^2 + 4

se x > 2.

-1 1 2 3 4 5 6

1

2

3

4

Figura 9.6: Gráfico de f.

[3] f (x) =

esen(x)^ − 1

x

se x < 0

m cos(π x) + n se 0 ≤ x ≤ 3

x^3 + 11 x^2 − 93 x + 153

x^3 − 4 x^2 − 3 x + 18

se x > 3.

380 CAPÍTULO 9. EXEMPLOS DIVERSOS

Solução : Se x = 0, então f (0) = m − 1. Logo, necessáriamente devemos ter que:

lim x→ 0 −^

f (x) =

m^2 − 4

m

= f (0) = m − 1 ,

isto é, m = 4. Por outro lado:

lim x→ 0 +^

f (x) = lim x→ 0 +

[

sen(n x)

n x

] [

n x

ln(1 + 100 x)

]

= n lim x→ 0 +

[

x

ln(1 + 100 x)

]

= n lim x→ 0 +

[

ln(1 + 100 x)

x

]

Como: lim x→ 0 +^

ln(1 + 100 x)

x (^) = ln

lim x→ 0 +

(1 + 100 x)

x

= ln(e^100 ) = 100, temos, lim x→ 0 +^

f (x) =

n

100

por outro lado, lim x→ 0 +^

f (x) = f (0), temos que n = 300 e:

f (x) =

x + 12

4 − arctg(11 x)

se x < 0

3 se x = 0 sen(300 x)

ln(1 + 100 x)

se x > 0.

-0.1 -0.05 0.05 0.

Figura 9.8: Gráfico de f.

9.3 Derivada

[1] Considere a função f (x) = a+b cos(2 x)+c cos(4 x), onde a, b, c ∈ R. Sabendo que f

( (^) π

2

f (0) = f ′(0) = f ′′(0) = f (3)(0) = 0 e que f pode ser escrita na forma f (x) = senn(x), n ∈ N,

determine a, b, c e n.

Solução : Primeiramente note que f (0) = a + b + c, f ′′(0) = b + 4 c e f

( (^) π

2

= a − b + c; logo,

obtemos o sistema: (^) 



a + b + c = 0

a − b + c = 1

b + 4 c = 0,

cuja solução é a =

, b = −

e c =

; então:

f (x) =

cos(2 x)

2

cos(4 x)

8

9.3. DERIVADA 381

Por outro lado, cos(4 x) = 2 cos^2 (2 x) − 1 e cos(2 x) = 1 − 2 sen^2 (x), logo:

f (x) =

cos(2 x)

2

cos(4 x)

8

cos(2 x)

2

cos^2 (2 x)

4

= sen^4 (x).

Então a =

, b = −

, c =

e n = 4.

[2] Determine a equação da reta tangente e a equação da reta normal à curva y = arcsen

( (^) x − 1

2

no ponto onde a curva intersecta o eixo dos x.

Solução : Determinemos a interseção da curva com o eixo dos x. Se y = 0, temos:

arcsen

( (^) x − 1

2

x − 1

2

= 0 ⇔ x = 1.

Logo, o único ponto de interseção é (1, 0). Por outro lado, os coeficientes angulares da reta

tangente e da reta normal à curva são, respectivamente:

m 1 = y

3 + 2 x − x^2

⇒ m 1 (1) =

m 2 = −

y′^

3 + 2 x − x^2 ⇒ m 2 (1) = − 2.

Logo, as equações da reta tangente e da reta normal são, respectivamente:

y =

(x − 1) ⇒ x − 2 y = 1

y = −2 (x − 1) ⇒ 2 x + y = 2.

  • 1 1 2 3
    • 2
    • 1

1

2

Figura 9.9: Gráficos do exemplo [2].

[3] Determine a equação da reta normal à curva y = x ln(x), que é paralela à reta 2 x− 2 y+3 = 0.

Solução : Primeiramente, calculemos os coeficientes angulares que precisamos. O coeficiente

angular da reta 2 x − 2 y + 3 = 0 é m 1 = 1. O coeficiente angular da reta normal à curva é:

m 2 = −

y′^

1 + ln(x)

9.3. DERIVADA 383

1

1

2

Figura 9.11: Exemplo [4].

[5] A forma de uma colina numa área de preservação ambiental, pode ser descrita pela equação

y = −x^2 + 17 x − 66 , sendo 6 ≤ x ≤ 11. Um caçador, munido de um rifle está localizado no

ponto (2, 0). A partir de que ponto da colina, a fauna estará 100% segura?

Solução : Denotemos por P 0 = (x 0 , y 0 ) o ponto além do qual a fauna não pode ser vista pelo

caçador, situado no ponto (2, 0). A fauna estará a salvo, além do ponto P 0 onde a reta que liga

(2, 0) à colina seja tangente à mesma.

2

Figura 9.12: Vista bidimensional do problema.

Observe que y′^ = − 2 x + 17 é o coeficiente angular de qualquer reta tangente à parábola; logo,

no ponto P 0 , temos y′^ = − 2 x 0 + 17 e a equação da reta tangente é:

y − y 0 = (− 2 x 0 + 17) (x − x 0 ).

Como a reta passa por (2, 0), temos:

(1) − y 0 = (− 2 x 0 + 17) (2 − x 0 ).

O ponto P 0 também pertence à parábola; então:

(2) y 0 = −x^20 + 17 x 0 − 66.

Igualando (1) e (2):

x

2 0 −^4 x^0 −^ 32 = (x^0 −^ 8) (x^0 + 4) = 0^ ⇒^ x^0 = 8^ e^ y^0 = 6.

Então, P 0 = (8, 6) e a fauna estará a salvo a partir de x > 8.

[6] A reta tangente à curva y = −x^4 + 2 x^2 + x no ponto (1, 2) é também tangente à curva em

um outro ponto. Ache este ponto.

384 CAPÍTULO 9. EXEMPLOS DIVERSOS

Solução : O coeficiente angular da reta tangente à curva é y′^ = − 4 x^3 + 4 x + 1, como (1, 2)

é um ponto comum à reta e a curva, temos y′(1) = 1. A equação da reta tangente que passa

pelo ponto (1, 2) é: y = x + 1. Para determinar os pontos comuns à curva e à reta tangente,

resolvemos o sistema: (^) {

y = −x^4 + 2 x^2 + x

y = x + 1,

obtendo x^4 − 2 x^2 + 1 = (x^2 − 1)^2 = 0 e x = ± 1. O ponto procurado é (− 1 , 0).

-1 1

2

Figura 9.13: Exemplo [6]

[7] O ponto P = (6, 9) pertence à parábola x^2 = 4 y. Determine todos os pontos Q da parábola

tais que a normal em Q passe por P

Solução : Um ponto arbitrário da parábola é Q =

a,

a^2

4

e o coeficiente angular da reta normal

à curva é: m 1 = −

y′^

x

. A equação da reta normal à curva no ponto Q é:

y −

a^2

4

a

(x − a).

Mas a normal passa pelo ponto (6, 9), logo:

a^2

4

a

(6 − a) ⇒ a^3 − 28 a − 48 = (a − 6) (a + 2) (a + 4) = 0.

Os pontos procurados são Q 1 = (− 4 , 4), Q 2 = (− 2 , 1) e Q 3 = (6, 9).

-4 -2 6

1

4

9

Figura 9.14: Exemplo[7].

[8] Nos pontos de interseção da reta x − y + 1 = 0 com a curva y = x^2 − 4 x + 5, traçam-se as

normais à curva. Calcule a área do triângulo formado pelas normais e pela corda que subtende

os referidos pontos de interseção.

386 CAPÍTULO 9. EXEMPLOS DIVERSOS

Note que y′(−3) não existe e f é contínua em x = − 3 ; como Dom(f ) = [− 3 , +∞), no ponto

x = − 3 a reta tangente à curva é vertical. Determinemos os pontos extremos, estudando o sinal

de y′^ ao redor do ponto x = − 2 :

y

′ > 0 ⇔ x > − 2

y′^ < 0 ⇔ x < − 2 ,

logo, x = − 2 é ponto de mínimo local e y = − 2. Pela simetria em relação ao eixo dos x, se

consideramos y = −x

x + 3, o ponto (− 2 , 2) é de máximo. A curva não possui pontos de

inflexão ou assíntotas.

-3 -2 -1 1 2

1

2

Figura 9.16: Exemplo [9].

[10] Dada uma circunferência de raio r, determine o comprimento de uma corda tal que a soma

desse comprimento com a distância da corda ao centro da circunferência seja máxima?

Solução :

y^ y

x r

Figura 9.17: Exemplo [9].

Com as notações do desenho, x^2 + y^2 = r^2 ; então y =

r^2 − x^2. O comprimento da corda é

C = 2 y; logo C = 2

r^2 − x^2. Logo, a função que devemos maximizar é: f (x) = x+

r^2 − x^2.

Derivando e igualando a zero:

f ′(x) = 1 −

2 x √ r^2 − x^2

= 0 ⇔ 2 x =

r^2 − x^2 ⇔ 5 x^2 = r^2 ⇐⇒ x =

r √ 5

Derivando novamente:

f ′′(x) =

2 r^2

(r^2 − x^2 )^3 /^2

⇒ f ′′

( (^) r √ 5

4 r

Logo,

r √ 5

é ponto de máximo e:

f

( (^) r √ 5

5 r.

9.3. DERIVADA 387

[11] Determine o cilindro circular reto de volume máximo que pode ser inscrito num cone

circular reto.

Solução :

B E C

D

A

x

y

Figura 9.18: Seção bidimensional do problema.

Com as notações do desenho, sejam r e h o raio e a altura do cone, respectivamente; x e y o raio

a altura do cilindro. Por outro lado, o ∆ABC é semelhante ao ∆DEC; temos:

AB

DE

BC

EC

h

y

r

r − x

⇒ y =

h

r

(r − x) (1).

O volume do cilindro é V = π x^2 y; logo, de (1) temos que a função a maximizar é:

V (x) =

π h

r

(r x

2 − x

3 ).

Derivando e igualando a zero:

V ′(x) =

π h

r

(2 r − 3 x) x = 0 ⇒ x = 0 ou x =

2 r

3

como x 6 = 0, o único ponto crítico é x =

2 r

3

. Estudemos o sinal de 2 r − 3 x:

2 r − 3 x > 0 ⇔ 0 < x <

2 r

3

2 r − 3 x < 0 ⇔ x >

2 r

3

Então x =

2 r

3

é ponto de máximo. Logo, o cilindro de volume máximo inscrito num cone tem

raio da base igual a 2 / 3 do raio da base do cone e altura igual a 1 / 3 da altura do cone.

9.4. INTEGRAÇÃO 389

Solução : Fazendo : t = sen(x) ⇒ dt = cos(x) dx. Então:

I =

t

1 + t^4

dt =

t

1 +

t^2

) 2 dt^ =^

arctg(t^2 )

2

  • c =

arctg

sen^2 (x)

  • c.

[3] Calcule I =

x √

1 + x^2 +

(1 + x^2 )^3

dx.

Solução : Note que 1 + x^2 +

(1 + x^2 )^3 = 1 + x^2 + (1 + x^2 )

1 + x^2 = (1 + x^2 ) (1 +

1 + x^2 ),

então; √

1 + x^2 +

(1 + x^2 )^3 =

1 + x^2

1 + x^2.

Agora, fazendo:

u = 1 +

1 + x^2 ⇒ du =

x √ 1 + x^2

dx;

logo,

I =

du √ u

u + c = 2

1 + x^2 + c.

[4] Calcule I =

x arctg(x) ln(x^2 + 1) dx.

Solução : Integramos por partes:

u = ln(x

2

    1. ⇒ du =

2 x

1 + x^2

dx

dv = x arctg(x) dx ⇒ v =

x arctg(x) dx.

Denotemos por I 1 =

x arctg(x) dx. Para achar v, novamente integramos por partes:

u = arctg(x) ⇒ du =

dx

1 + x^2

dv = x dx ⇒ v =

x^2

2

Logo:

I 1 =

x^2 arctg(x)

2

x^2

1 + x^2

dx =

x^2 arctg(x)

2

∫ [

1 + x^2

]

dx

x^2 arctg(x)

2

[

x − arctg(x)

]

(x^2 + 1) arctg(x)

2

x

2

Voltando a I: v du =

x

x^2 + 1

[

(x^2 + 1) arctg(x) − x

]

= x arctg(x) −

x^2

x^2 + 1

e:

v du = I 1 + arctg(x) − x,

Então:

I = u v −

v du =

[

(1 + x^2 ) arctg(x) − x

] [

ln(x^2 + 1) − 1

]

− arctg(x) + x + c.

390 CAPÍTULO 9. EXEMPLOS DIVERSOS

[5] Calcule I =

∫ (^) π

0

x sen(x)

1 + cos^2 (x)

dx.

Solução : Fazendo x = π − t, dx = −dt; se x = 0, então t = π e se x = π, então t = 0. Por ouro

lado: x sen(x)

1 + cos^2 (x)

(π − t) sen(π − t)

1 + cos^2 (π − t)

(π − t) sen(t)

1 + cos^2 (t)

Logo:

I = −

π

(π − t) sen(t)

1 + cos^2 (t)

dt =

∫ (^) π

0

π sen(t)

1 + cos^2 (t)

dt − I ⇒ 2 I =

∫ (^) π

0

π sen(x)

1 + cos^2 (x)

dx.

Observe que a integral definida não depende da variável de integração. Fazendo u = cos(x),

então du = −sen(x) dx e:

2 I = −π

1

du

1 + u^2

= π

− 1

du

1 + u^2

= π

[

arctg(1) − arctg(−1)

]

π^2

2

Logo I =

π^2

4

[6] Verifique que: ∫ (^1)

0

(1 − x

2 )

n dx =

22 n

n!

2 n + 1)!

, n ∈ N.

Solução : Fazendo x = sen(t), dx = cos(t) dt; se x = 0, então t = 0 e se x = 1, então t =

π

2

. Por

outro lado, (1 − x^2 )n^ dx =

1 − sen^2 (t)

)n cos(t) dt = cos^2 n+1(t) dt, então:

In =

0

(1 − x^2 )n^ dx =

∫ (^) π/ 2

0

cos^2 n+1(t) dt;

integrando por partes:

In = cos^2 n(t) sen(t)

π/ 2

0

  • 2 n

∫ (^) π/ 2

0

cos^2 n−^1 (t) sen^2 (t) dt

= 2 n

∫ (^) π/ 2

0

cos

2 n− 1 (t) dt − 2 n

∫ (^) π/ 2

0

cos

2 n (t) dt

= 2 n

∫ (^) π/ 2

0

cos^2 n−^1 (t) dt − 2 n In,

isto é In =

2 n

2 n + 1

In− 1 , como I 0 =

∫ (^) π/ 2

0

cos(t) dt = 1, logo:

I 1 =

I 0 =

1 × 2

1 × 3

I 2 =

I 1 =

1 × 2 × 4

1 × 3 × 5

I 3 =

I 2 =

1 × 2 × 4 × 6

1 × 3 × 5 × 7

I 4 =

I 3 =

1 × 2 × 4 × 6 × 8

1 × 3 × 5 × 7 × 9

In =

1 × 2 × 4 × 6 ×... × (2 n − 2) × 2 n

1 × 3 × 5 × 7 ×... × (2 n − 1) × (2 n + 1)