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Este texto discute a importância da comunicação rural, sua história e evolução, especialmente com a chegada da tecnologia digital. O autor destaca a importância de melhorar a vida rural através da comunicação efetiva, oferecendo informações sobre saúde, estudos, oportunidades e tecnologias. O texto também aborda a importância da comunicação social na extensão rural e o uso de tecnologias de informação e comunicação (tics) para ajudar na emancipação dos usuários e acesso à informação.
Tipologia: Notas de estudo
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Segundo Bordenave (1988), comunicação rural é uma estrutura que permite a circulação de informações, diálogos e influências entre os integrantes do meio rural e entre eles e os demais setores. É a partir dos projetos extensionistas para o desenvolvimento de tecnologias para o campo que começa a ser pensada uma comunicação voltada para o rural. De acordo com Bordenave (1988), no Brasil, o primeiro projeto com esta intenção aconteceu em São Paulo, em setembro de 1899, com a promulgação da lei 676. Essa lei visava à reorganização do serviço agrônomo do estado e atribuía a Secretaria de Agricultura a função de editar e publicar uma revista sobre a agricultura. Inicialmente, a comunicação rural se deu nessa perspectiva de divulgação de ações realizadas pelo estado e seus órgãos. Os seus informativos objetivavam levar o conhecimento das novas tecnologias para a agricultura para os moradores do campo. Essas informações agrícolas eram passadas por meio de palestras, revistas, cartazes e programas de rádio. No entanto, esse modelo de comunicação não supria as necessidades de comunicação entre os extensionistas e os moradores do campo. E não apenas isso, os agricultores necessitavam mais do que tecnologias de armazenamento de grãos e filtragem de água, eles necessitavam de saneamento, educação, eletricidade, atualidades. E com a chegada da agricultura digital e as novas gerações dominando o campo, os métodos de comunicação foram reformulados e aprimorados, como o uso de redes sociais para promover informações propagandas, promoções e novidades. Esse tema se intensificou mais e se tornou muito necessário, principalmente para aqueles que não acompanharam a modernidade tecnológica de hoje. Pois após o início da pandemia do covid-19, praticamente todas as coisas e informações se tornaram de forma digital e tecnológica, como por via de aplicativos e plataformas como WhatsApp, sites interativos, ligação telefônica e propaganda em todas as redes sócias e televisões. Com isso, mostrou cada vez mais a importância da modernização e o acompanhamento do meio rural as tecnologias e facilidades encontradas ao passar do tempo, aonde se tornou de forma muito fácil, obter conhecimento, trazer estudos mesmo sem acesso a escola estudando de forma remota, descobrindo informações através da internet, aumenta a qualidade de vida.
Ou seja, a comunicação rural veio com o objetivo de melhorar a vida rural, da mais informação sobre saúde, estudos, vida e oportunidades de melhorar sua qualidade de vida e com o incremento e a chegada da tecnologia no meio rural isso facilitou muito a comunicação de forma instantânea e de forma abrangente e por diversas maneiras e mudando a visão do meio rural.
A Comunicação Social, na verdade, desperta, nos extensionistas, nos agricultores e nas famílias rurais assistidas, a consciência de que o trabalho de Extensão Rural não é, simplesmente, para quebrar a resistência do homem do campo, como que o obrigando a adotar práticas agropecuárias e gerenciais. Não há necessidade de estudos aprofundados, para chegar-se à conclusão de que a Comunicação Social, no Serviço de Extensão Rural, além de um instrumento de divulgação e promoção, é peça importante e fundamental, quando da transferência de tecnologias agropecuárias e gerenciais, mediante a troca de saberes extensionista/agricultor e na valorização dos clientes interno e externo. O Serviço Brasileiro de Assistência Técnica e Extensão Rural usa os diversos meios de Comunicação de Massa, sem falar da Comunicação Interpessoal (diálogo com os agricultores), quando da troca de saberes (repasse de tecnologias agropecuárias e gerenciais), com vistas ao aumento da produção, produtividade das lavouras e da pecuária, da renda líquida, da geração de empregos, no meio rural, e, consequentemente, à melhoria das condições de vida das famílias sertanejas. O certo é que a Extensão Rural, por intermédio dos extensionistas, tem a Comunicação Social, em suas diversas modalidades, como componente obrigatório na busca do desenvolvimento rural sustentado. E não pode ser diferente, haja vista que, ao prestar serviços de assistência técnica e extensão rural, contribui para mudanças no comportamento de seu público-alvo. Segundo declaração de Nélson de Araújo Queiroz, no folheto “O Rádio na Extensão Rural”, decisões só se tomam com base em informações. É dele,
ainda, o pensamento de que, por meio do rádio, do jornal, da televisão, do filme, da mídia eletrônica - e acrescento – da Comunicação Interpessoal, o homem sai do seu isolamento para uma vivência cosmopolita, que altera hábitos, costumes e a própria cultura. Como a Extensão Rural exerce um papel fundamental, no meio campestre, pois trabalha com a educação não-formal dos agricultores, precisa ter responsabilidade de formar um indivíduo/cidadão, sobretudo no mundo globalizado, com a visão de futuro, com novas habilidades e acompanhando o que se passa, também, fora da sua porteira. Em síntese: exercer, responsavelmente, o seu direito de cidadania. Isso, porém, somente é possível com o uso dos meios massais de Comunicação, o Interpessoal e o Grupal. Agora, afirmo, categoricamente, que a Extensão Rural não deve, nem pode, por meio da Comunicação Social, seja lá de que modalidade for, manipular o seu público-alvo, como o fez nos tempos da Ditadura (regime discricionário), quando cumpria ordens, advindas dos escalões superiores, que empurravam os abomináveis “pacotes agrícolas”, elaborados em gabinetes refrigerados de Brasília-DF, num total desrespeito ao agricultor. Esqueciam-se de que, afinal, ele sempre será o sujeito (o correto) do seu desenvolvimento e não um mero objeto a ser manipulado por uma elite cultural e de elevado poder político e econômico, que, na época, se julgava com o direito de conduzir os destinos dos que não faziam (e ainda não fazem) parte da classe dominante no Brasil. Ante o exposto, mister se faz que a Extensão Rural, além de conhecer e aplicar os princípios sociológicos, psicológicos, antropológicos e éticos, aplique, também, os princípios da Comunicação Social, pois o extensionista é, antes de tudo, um Educador informal e não um mero repassador (despejador) de inovações tecnológicas agropecuárias e gerenciais. E o extensionista deve estar consciente de que essa Comunicação é uma forte aliada, no trabalho diário, com as famílias rurais, na busca incessante por melhores condições de vida para a sofrida gente sertaneja, sobretudo os agricultores de base familiar, ou seja, que têm, na Agropecuária, a sua principal ocupação, fonte de renda e para a velha lei da sobrevivência. Encerrando meus comentários sobre a Comunicação Social, aplicada na Extensão Rural, vale citar, dentre os estudiosos da Ciência da Comunicação Social, Juan Diaz Bordenave, que assim se manifestou em uma de suas obras: