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A fenomenologia se propõe como uma alternativa a essa bipolarização. Um objeto fora da relação com a consciência, com o conhecimento, o ser em si das coisas é compreensível pela formulação de um "sujeito absoluto", para o qual o ser é assim como os objetos assumem seu valor relacional para o sujeito vulgar. Em palavras mais simples, trata-se de uma analogia que assume existir uma consciência superior
Tipologia: Notas de estudo
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Belém-PA 2013
Ironilde Brito
Fenomenologia
Trabalho referente a disciplina de Metodologia e Pesquisa Cientifica do 1° período do Curso de Terapia Ocupacional da "x" Orientado professor(a) X Realizado pelo(s) aluno(s) X....
Belém-PA 2013
Método fenomenológico consiste em mostrar o que é apresentado e esclarecer este fenômeno. Para a fenomenologia um objeto é como o sujeito o percebe, e tudo tem que ser estudado tal como é para o sujeito e sem interferência de qualquer regra de observação cabendo a abstração da realidade e perda de parte do que é real, pois tendo como objeto de estudo o fenômeno em si, estuda-se, literalmente, o que aparece. Para a fenomenologia um objeto, uma sensação, uma recordação, enfim, tudo tem que ser estudado tal como é para o espectador.
1884, para Viena, onde, sob a influência de Franz Brentano, descobriu sua vocação filosófica. Em 1887, Husserl, que fora judeu, converteu-se à Igreja Luterana. Ensinou filosofia, como livre docente, em Halle, de 1887 a 1901; em Göttingen, de 1901 a 1918; e, em Freiburg, de 1918 a 1928, quando se aposentou. É uma ciência subjetiva, estuda o próprio fenômeno, o termo “Fenomenologia” provém do grego “phainesthai” que é tudo aquilo que se revela, e “logos” que significa estudo. Visa reconhecer e esclarecer o fenômeno sob estudos que consideram a visão de um determinado sujeito espectador. Essa filosofia surgiu no século XIX, a partir dos estudo de Franz Brentano e teve em sua corrente de estudos os filósofos Edmund Husserl, Martin Heidegger, Jean-Paul Sartre e Merleau-Ponty.
O objetivo do método fenomenológico é alcançar a intuição das essências. Busca interpretar o mundo através da consciência de um determinado sujeito, segundo as suas experiências. Existem 3 tipos de Femenologia para Husserl:
A fenomenologia visa mostrar e descrever com rigor. Segundo a concepção clássica da filosofia racionalista, a exemplo de Spinoza ou Descartes, o dado era reconstruído a partir de uma dedução sistemática de alguns princípios básicos, que funcionavam como axiomas. A fenomenologia irá se colocar em outra perspectiva. Ela terá a preocupação em mostrar, e não demonstrar, em explicitar as estruturas em que a experiência se verifica, em deixar transparecer na descrição da experiência as suas estruturas universais.
O projeto de Husserl não consiste em erguer uma ciência exata da fenomenologia. As ciências exatas têm o seu exemplo na matemática que é uma ciência eidética dedutiva. A fenomenologia será uma ciência rigorosa, mas não exata, uma ciência eidética que procede por descrição e não por dedução. Ela se ocupa de fenômenos, mas como uma atitude diferente das ciências exatas e empíricas. Os seus fenômenos são os vividos da consciência, os atos e os correlatos dessa consciência. Intencional idade da consciência. Uma das ideais principais da fenomenologia é a de que "toda consciência é consciência de alguma coisa". Este tema era ensinado por Brentano, cujos cursos foram frequentados por Husserl; entretanto esta intencionalidade da consciência era compreendida por ele como todo ato de pensamento através deste ato.
Para Husserl, entretanto, a consciência se define essencialmente em termos de intenção voltada para um objeto. Perceber não é receber sensações na psique. Não nos é possível separar fenômeno e coisa em si. O fenômeno é conhecido diretamente, sem intermediários, ele é objeto de uma intuição originariamente doadora. Não há fenômeno que não seja fenômeno para uma consciência de algo, não há consciência sem que ela seja consciência de algo, sem que ela seja determinada como uma certa maneira de visar os objetos, o mundo. Para toda modalidade da consciência intencional temos uma correspondência ou uma certa maneira do objeto se apresentar à consciência.
A todo conteúdo visado, a todo objeto (NOEMA), corresponde uma certa modalidade da consciência (NOESIS). O objeto é o correlato intencional do polo subjetivo (NOESIS e NOEMA são palavras traduzidas do grego, que significam respectivamente, o ato do conhecimento e o conteúdo relativo ao ato do conhecimento).
Como se vê, a tarefa que Husserl se impõe a levar adiante possui uma grandeza extraordinária. Simplesmente ela se põe no caminho da “crítica da razão” capaz de liberar o fluxo do próprio “retorno à consciência”. Deste modo, ao provocar o retorno radical à (consciência pura), a “redução fenomenológica” institui a suspeição de todos os dados da consciência empírica (consciência psicológica, existencial, ôntico (refere ao ser), e isto de tal forma que a própria consciência supere a sua identificação com o conhecimento natural, mostrando-se como consciência de coisas, de fatos, de ideações, de afetos, etc.
Podendo, assim, ser rigorosamente investigada na sua construção, ou melhor, no modo como constitui os objetos e é constituída por eles, segundo uma indissolúvel relação dialética.
2 .Fenomenologia social A fenomenologia, fundada por Edmund Husserl (se bem que este termo venha de Hegel), é a ciência dos fenómenos e das suas essências (ou “ideias puras”). Um fenómeno é o que aparece à consciência, o que implica que existe uma relação íntima entre o fenómeno e a consciência que o descobre. Podemos dizer então que a fenomenologia analisa a forma como as coisas aparecem. Aliás, “aparecer” vem do grego clássico “phaïnesthaï”, ou seja, a palavra “fenómeno” quer dizer, literalmente, “o que aparece”.
À primeira vista, uma fenomenologia do invisível parece impossível, dado o facto de que este modelo teórico deve “fazer ver” (Heidegger, 1927). No entanto, já Heidegger no seu Seminário em Zähringen se tinha interessado por uma “fenomenologia do inaparente”(Heidegger, 1976).Para o filósofo o modo radical do fenómeno, porque o inaparente “no seu inaparecer abre a possibilidade do que aparece de
aparecer”(Heidegger 1976). O movimento de “inaparecer” é um movimento intencional significante em si. A intencionalidade é um termo central para esta pesquisa e por isso necessita de alguns esclarecimentos.
A fenomenologia viaja sem descanso entre o observado e o observador. No entanto, como Husserl avisa, o mundo real não é simplesmente o mundo das coisas observadas, mas implica também um mundo de valores que faz com que as coisas sejam importantes para um indivíduo. Este pensamento ao afirmar que a vida concreta “é uma vida de ação e de sentimento, de vontade e de julgamento estético, de interesse e de desinteresse.
Por isso, o mundo correlativo desta vida é, certamente, objeto de contemplação teórica, mas também é mundo desejado, sentido, mundo de ação” (Levinas, 1978). Os preconceitos da esfera subjetiva, combinados com certas situações, são capazes de perturbar a experiência coletiva intersubjetiva. E não podemos esquecer que é esta experiência subjetiva que dá objetividade à realidade. Para tornar inteligível a noção de invisibilidade social, é portanto necessário compreender a reciprocidade do não-ver coletivo como uma intencionalidade significante.
Se considerarmos a ação social de “não ver outrem”, podemos afirmar que o motor desta relação é a intersubjetividade. O “não-ver” aparece sob esta luz como uma prática coletiva, comum, mas no fundo a sua significação social conduz-nos a uma sedimentação de certas tipificações. Defendo, seguindo esta lógica, que o ato de não-ver é uma atividade orientada significativamente. Se agir implica escolher, então o não-reconhecimento de outrem torna-se num ato intencional, sem que se possa dizer, porém, que é voluntário. Para compreender a existência de uma alteridade invisível é necessário analisar a coerência do sistema de conhecimento quotidiano, ou seja, as sequências
sujeito que não é intramundano, empírico e psicológico. Não se pode falar de nada anterior ao sujeito transcendental, pois ele é a condição de conhecimento.
Essa proposição difere da de Kant, que aceita a realidade-em-si (que ele chama de númena) sobre a qual o pensamento se volta e traduz o mundo percebido, ou seja, o eu transcendental kantiano também é intramundano. Husserl não aceita essas pré-existências, mas entende o sujeito transcendental como condição de possibilidade do mundo. O fato de chamar tal pensamento de idealismo fenomenológico acaba sendo criticado por seus colaboradores por sugerir certo cunho metafísico não-intencional, pois a palavra "idealismo" não teria sua acepção clássica.
Suas críticas à psicologia são voltadas à abordagem natural da mesma, ou seja, à busca de uma compreensão do sujeito empírico e intramundano, em uma relação de determinação do sujeito por causa e efeito, não investigando o sentido, o sujeito transcendental. Nas faculdades humanas não há uma relação determinista causal, com leis de obrigatoriedade de resultados, mas sim um nexo relacional de sentido. A título de ilustração dessa divergência, pode-se citar a lei da gravidade, que opera por constâncias de resultado, por causalidade, em contraste com a satisfação que se tem com a vitória de um time esportivo pelo qual se torce, algo que tem seu sentido relacional e independente de obrigatoriedade. Essas ideais da fenomenologia seriam posteriormente usadas no meio terapêutico, principalmente com o advento das contribuições de seu discípulo Heidegger, dando origem à psicologia fenomenológica existencial.
A "redução fenomenológica", na expressão de Husserl, é o processo que consiste em pôr "entre parênteses" a existência dos conteúdos da consciência, ou das vivências,
e também do eu, enquanto sujeito psicofísico ou suporte existencial da consciência, assim reduzida ao eu puro, ou transcendental.
Trata-se, portanto de se realizar uma redução "eidética", ou seja, reduzir as vivências à sua essência ("eidos"), objetos ideais que não se acham na mente (hipótese psicológica), nem no mundo platônico das ideais (hipótese metafísica), nem na inteligência divina (hipótese teológica). Tais objetos são ideais, são "significações", alheias ao tempo e ao espaço, de validade permanente. Enquanto ciência, a fenomenologia é, assim, investigação de essências e de relações entre essências, quer dizer, a determinação de configurações essenciais da consciência e de seus correlatos intencionais, investigados e fixados de modo puramente contemplativo em sua conexão sistemática.
Tradicionalmente, na filosofia, o conhecimento era visto em duas perspectivas da relação sujeito-objeto: a apreensão objetiva e passiva do sentido de um objeto, ou seja, do que ele é em si (visão chamada realismo) ou a representação subjetiva das emanações do objeto, construindo o seu sentido (idealismo). A fenomenologia se