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Fichamento sobre fenomonologia
Tipologia: Notas de estudo
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Compartilhado em 24/05/2021
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Universidade Estadual de Goiás - UEG Unidade Universitária de Goiânia – ESEFFEGO Curso de Licenciatura em Educação Física Luenes Kelly Cabral^1 FICHAMENTO DE TEXTO Dados da Obra: TRIVINOS, Augusto N. S.; Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1989 (p. 41-49). Palavras chave: idealismo; sujeito; ciência; intencionalidade Introdução Husserl definiu a fenomenologia como ciência dos fenômenos, sendo o fenômeno compreendido como aquilo que é imediatamente dado em si mesmo à consciência do homem. Para Husserl, a fenomenologia assume, principalmente, o papel de um método ou modo de ver a essência do mundo e de tudo quanto nele existe. Para o autor a fenomenologia é uma ciência rigorosa, mas não exata, uma ciência eidética (que busca a compreensão da essência) que procede por descrição e não por dedução. A fenomenologia se ocupa da análise e interpretação dos fenômenos, mas com uma atitude totalmente diferente das ciências empíricas e exatas. Os fenômenos são os vividos pela consciência, os atos e os correlatos dessa consciência. A consciência é sempre consciência de alguma coisa, estando direcionada para um determinado objeto em análise. Por sua vez, o objeto também é sempre objeto-para- um-sujeito. Fichamento “[...], a fenomenologia representa uma tendência dentro do idealismo filosófico e, dentro deste, ao denominado idealismo subjetivo.” (p. 41) “[...] um dos conceitos fundamentais da fenomenologia husserliana, o da intencionalidade. [...]” (p. 42) (^1) Aluno do 3º período do curso de licenciatura em Educação Física da Eseffego, bolsista do PIBID, voluntário no Programa de Iniciação Científica (PPG-IELT) no projeto Escola e Práticas Pedagógicas Criativas.
“Como ocorreu com o positivismo, também, dentro da fenomenologia, podemos assinalar ‘grupos de pensadores’ que apresentam suas próprias peculiaridades, introduzindo mudanças no pensamento original da fenomenologia, aprofundando certos aspectos dela, lutando para manter as ideias iniciais, etc. [...]” (p. 42) “Husserl pretendeu inicialmente fazer da filosofia uma ciência rigorosa. Mais tarde, o que significou uma renúncia às suas declarações primeiras, voltou-se para a investigação do ‘mundo vivido’ pelos sujeitos considerados isoladamente.” (p. 42) “A ideia fundamental, básica, da fenomenologia, é a noção de intencionalidade. Esta intencionalidade é da consciência que sempre está rígida a um objeto. [...]” (p. 42 e 43) “[...] A fenomenologia é o estudo das essências, e todos os problemas, segundo ela, tornam a definir essências [...]” (p. 43) “Trata-se de descrever, e não de explicar nem analisar. Esta primeira conotação de Husserl dava à fenomenologia nascente de uma ‘psicologia descritiva’ ou de retornar às ‘coisas mesmas’ foi primeiramente desmentido da ciência. [...]” (p. 43) “[...] O pensador francês Merleau-Ponty (1908-1961), [...], diz que a fenomenologia é, colocando as ideias básicas que achamos conveniente sublinhar, para, em seguida, seguindo o pensamento de Husserl, tratar de esclarecer.” (p. 43) “Mas questionar o conhecimento não é negá-lo, não é ter uma concepção céptica com respeito a ele. [...], o método fenomenológico parte da ideia da necessidade de ter um conhecimento indubitável ou possível [...]” (p. 43 e 44) “[...]. Para determinar a possibilidade do conhecimento, ‘precisa-se da redução fenomenológica’. Este é o segundo passo no método fenomenológico. O primeiro é o do questionamento do conhecimento. [...]. Para Husserl não existem conteúdos da consciência, mas exclusivamente fenômenos. O dado é a consciência intencional perante o objeto.” (p. 44) “[...], segundo Husserl, as essências são dadas intuitivamente. Mas estas essências não constituem uma espécie de mundo das ideias platônicas nem são conceitos lógicos. [...]” (p.
“[...], quando Husserl estabelecia as essências, pensava-se que a fenomenologia seria uma ciência-base de todas as outras ciências.” (p. 44) “[...]. Em geral, podemos dizer que a intenção é a tendencia para algo que, no caso de Husserl, como já expressamos, é a característica que apresenta a consciência de estar orientada para o objeto. Isto é, não é possível nenhum tipo de conhecimento se o entendimento não se sente atraído por algo, concretamente por um objeto.” (p. 45)
“A fenomenologia, sem dúvida, representa uma tendência filosófica que, entre outros méritos, parece-nos, tem o de haver questionado os conhecimentos do positivismo, elevando a importância do sujeito no processo da construção do conhecimento. [...]. o esquecimento do histórico na interpretação dos fenômenos da educação, sua omissão do estudo da ideologia, dos conflitos sociais de classes, da estrutura da economia, [...] autorizam a pensar que um enfoque teórico pode alcançar de proveitoso quando se está visando os graves problemas de sobrevivência dos habitantes do Terceiro Mundo.” (p. 48 e 49) Considerações Finais Neste capítulo Triviños nos mostra os conceitos desenvolvido por Husserl, tomando como base estes princípios, o autor nos fala que a essência do indivíduo é pautada na intencionalidade, e pode ser considerada uma construção, ou seja, o sujeito é único e moldado a partir de todas as experiências que este já viveu, os fenômenos sociais, e como esse sujeito ainda viverá outras e novas experiências, o mesmo está em constante construção e modificação. A respeito da relação sujeito-objeto, na fenomenologia a ênfase está no sujeito, enquanto no positivismo a ênfase estava no objeto.