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texto sobre propriedades mecanicas e estruturas das madeiras/ madeira laminada.
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!


































A madeira é um material natural de origem vegetal encontrada em florestas natu- rais e em florestas resultantes de reflorestamentos. Uma grande vantagem da ma- deira é que sua fonte de matéria prima é abundante e renovável.
A madeira compete com o concreto e com o aço, quando comparamos suas ca- racterísticas estruturais e geralmente possui um peso especifico muito menor que o aço e o concreto.
Existe na sociedade brasileira um preconceito quanto ã durabilidade e ã resistên- cia da madeira, que foi sendo formado ao longo do tempo, principalmente porque as indústrias do aço e do concreto, investiram em pesquisas e divulgação dos re- sultados, acompanhados pela atualização de suas normas de cálculo, propiciando a elaboração de projetos com alto grau de qualidade técnica.
No Brasil, a madeira produzida pelas serrarias, e a aplicação da madeira na construção civil, ocorreu desordenadamente e sem acompanhamento técnico a- dequado. No Brasil o texto original da norma brasileira para estruturas de madeira, a NBR 7190 – Cálculo e Execução de Estruturas de Madeira foi editado pela pri- meira na década de 50, foi atualizado somente em 1997.
A madeira pode ser considerada um material estrutural muito resistente quando utilizamos a espécie adequada na classificação, associado a um sistema estrutural apropriado.
A durabilidade da construção em madeira depende diretamente do projeto arquite- tônico, como uso de beirais largos, formas de proteger a madeira do contato direto com a umidade do solo, deixar a madeira respirar, etc... podem garantir uma vida útil de 50 anos ou mais.
Uma característica de madeira que merece destaque é a anisotropia, responsável por diferentes comportamentos de acordo com a direção de aplicação da carga em relação às fibras. Outra característica importante refere-se à grande variabili- dade de suas propriedades devida às inúmeras espécies disponíveis no mercado.
Muitas pesquisas foram realizadas nas últimas duas décadas no Brasil e com isso realizou-se a revisão da norma brasileira para estruturas de madeira com grande contribuição da Escola de Engenharia da USP/ São Carlos e o LAMEM que resul- tou na aprovação da atual norma brasileira para projeto de estruturas de madeira, NBR 7190:1997. Muitas pesquisas precisam ser realizadas para o desenvolvimen- to da tecnologia da madeira no Brasil e a parceria entre as indústrias e as institui- ções de pesquisas, gerando publicações e criando um melhor envolvimento de arquitetos e engenheiros.
Conhecer as propriedades físicas da madeira é de grande importância porque es- tas propriedades podem influenciar significativamente no desempenho e resistên- cia da madeira utilizada.
Entre as características físicas da madeira cujo conhecimento é importante para sua utilização como material de construção, destacam-se:
Outro fator a ser considerado na utilização da madeira é o fato de se tratar de um material anisotrópico, ou seja, com comportamentos diferentes em relação à dire- ção de crescimento das fibras. Devido à orientação das fibras de madeira e à sua forma de crescimento, as propriedades variam de acordo com três eixos perpendi- culares entre si: longitudinal, radial e tangencial.
As diferenças das propriedades nas direções radial e tangencial são relativamente menores quando comparadas com a direção longitudinal. Comumente as proprie- dades da madeira são apresentadas, para utilização estrutural, somente no senti- do paralelo às fibras da madeira (longitudinal), e no sentido perpendicular às fibras (radial e tangencial).
A umidade da madeira é determinada pela seguinte expressão:
Onde: m 1 = massa úmida m 2 = massa seca w= umidade (%)
A água é importante para o crescimento e desenvolvimento da árvore, constituin- do uma grande porção da madeira verde. Na arvore a água na célula da madeira apresenta-se de duas formas, como água livre contida nas cavidades das células (lumens), e como água impregnada contida nas paredes das células.
Quando a árvore é cortada, ela tende a perder rapidamente a água livre existente em seu interior para, a seguir, perder a água de impregnação mais lentamente. A umidade na madeira tende a um equilíbrio com a umidade e temperatura do ambi- ente em que se encontra. O teor de umidade correspondente ao mínimo de água livre e o máximo de água de impregnação é denominado de “ponto de saturação das fibras”. Para as madei- ras brasileiras esta umidade encontra-se em torno de 25%.
A perda de água na madeira até o ponto de saturação das fibras se dá sem a o- corrência de problemas para a estrutura de madeira. A partir deste ponto a perda de umidade é acompanhada pela retração (redução das dimensões) e o aumento
2
1 2 m
m m w
bem dimensionada ela apresenta resistência ao fogo superior à de outros materi- ais estruturais.
Uma peça de madeira exposta ao fogo torna-se um combustível para a propaga- ção das chamas, porém, após alguns minutos, a camada mais externa da madeira se carboniza se tornado um isolante térmico que retém o calor, auxiliando, assim, na contenção do incêndio, evitando que toda peça seja destruída.
Outra característica importante da madeira com relação ao fogo é o fato de não apresentar distorção quando submetidas a altas temperaturas, tal como ocorre com o aço, dificultado assim a ruína da estrutura.
D) DURABILIDADE NATURAL
A durabilidade da madeira, com relação a biodeterioração, depende da espécie e das características anatômicas. Certas espécies apresentam alta resistência natu- ral ao ataque biológico enquanto outras são menos resistentes.
Outro ponto importante que deve ser destacado é a diferença na durabilidade da madeira de acordo com a região da tora da qual a peça de madeira foi extraída, o cerne e o alburno apresentam características diferentes, incluindo-se aqui a dura- bilidade natural, com o alburno sendo muito mais vulnerável ao ataque biológico, e o cerne sendo mais resistente ao ataque biológico, devido às resinas ali deposita- das ao longo dos anos . A baixa durabilidade natural de algumas espécies pode ser compensada com um tratamento preservativo, alcançando-se assim melhores níveis de durabilidade, próximos dos apresentados pelas espécies naturalmente resistentes.
As propriedades mecânicas são responsáveis pela resposta da madeira quando solicitada por carregamentos externos. São divididas em propriedades de resis- tência e elasticidade
1.41 - PROPRIEDADES ELÁSTICAS
Elasticidade é a capacidade do material de retornar à sua forma inicial, após a reti- rada a ação do carregamento externo que o solicitava, sem apresentar deforma- ção residual. Apesar de não ser um material elástico ideal, pois apresenta uma deformação re- sidual após a solicitação, a madeira pode ser considerada como tal para a maioria das aplicações estruturais.
As propriedades elásticas são descritas por três constantes: o módulo de elastici- dade longitudinal (E), o módulo de elasticidade transversal (G) e o coeficiente de
Poisson (v). Como a madeira é um material ortotrópico, as propriedades de elasti- cidade variam de acordo com a direção das fibras em relação à direção de aplica- ções da força.
De acordo com a norma brasileira trabalha-se com três valores de módulo de elas- ticidade: o módulo de elasticidade longitudinal (E 0 ), determinado através do ensaio de compressão paralela às fibras da madeira; o módulo de elasticidade normal (E 90 ), que pode ser representado com uma fração do módulo de elasticidade longi- tudinal pela seguinte expressão.
0 90
Pode ser estimado a partir do módulo de elasticidade longitudinal (E 0 ), pela se- guinte relação:
A norma brasileira, NBR 7190:1997, não traz em seu texto nenhuma especifica- ção a respeito de valores do coeficiente de Poisson para madeira.
1.42 - PROPRIEDADES DE RESISTÊNCIA
Estas propriedades descrevem as resistências últimas de um material quando so- licitado por uma força. As propriedades de resistência da madeira também dife- rem segundo os três eixos principais, embora com valores muito próximos nas direções tangencial e radial. Por isso, as propriedades de resistência são analisa- das segundo duas direções: paralela e normal às fibras.
Três são as solicitações às quais se podemos submeter à madeira na compres- são: paralela, normal ou inclinada em relação às fibras.
COMPRESSÃO PARALELA: encurtamento das células da madeira ao longo do seu eixo longitudinal.
TRAÇÃO PARALELA: alongamento das células da madeira ao longo eixo longitu- dinal.
COMPRESSÃO NORMAL AS FIBRAS (perpendicular): comprime as células da madeira perpendicular ao eixo longitudinal.
TRAÇÃO NORMAL AS FIBRAS: tende a separar as células da madeira perpendi- cular aos seus eixos, onde a resistência é baixa, devendo ser evitada.
Existem três tipos de cisalhamento que podem ocorrer em peças de madeira. O primeiro se dá quando a ação age no sentido perpendicular às fibras (cisalhamen- to vertical), este tipo de solicitação não é crítico na madeira, pois, antes de romper por cisalhamento a peça já apresentará problemas de resistência na compressão normal.
Os outros dois tipos de cisalhamento referem-se à força aplicada no sentido longi- tudinal às fibras (cisalhamento horizontal) e a força aplicada perpendicular às li- nhas dos anéis de crescimento (cisalhamento “rolling”). O caso mais crítico é o do cisalhamento horizontal que leva à ruptura pelo escorregamento entre as células de madeira. Já o cisalhamento “rolling” produz uma tendência das células rolarem uma sobre as outras.
CISALHAMENTO VERTICAL: deforma as células da madeira perpendicularmente ao eixo longitudinal. Normalmente não é considerada, pois, outras falhas ocorre- rão antes. CISALHAMENTO HORIZONTAL: produz a tendência das células da madeira de separarem e escorregarem longitudinalmente.
Quando a madeira é solicitada à flexão simples ocorrem quatro tipos de esforços: compressão paralela às fibras, tração paralela às fibras, cisalhamento horizontal e nas regiões dos apoios compressão normal às fibras.
A madeira apresenta uma ótima resistência na direção paralela as fibras. Tanto na tração quanto na compressão. Portanto resiste bem a flexão.
E) DEFEITOS DE SECAGEM
São originados pela deficiência dos sistemas de secagem e armazenamento das peças. Podem ser: encanoamento, arqueamento, encurvamento, torcimento e ra- chadura.
1.6 - DIMENSÕES COMERCIAIS DA MADEIRA
Apresenta-se a nomenclatura, seguida das seções comerciais das madeiras en- contradas comercialmente no Brasil.
A) DIMENSÕES COMERCIAIS DA MADEIRA SERRADA
Ripas 1,2 x 5,0 1,5 X 5, Ripões 2,0 x 5,0 2,5 X 6, Sarrafos 2,0 x 10,0 3,0 X 12,0 3,0 X 16, Caibros 5,0 x 6,0 6,0 X 6, Caibrões 6,0 X 8, Pontaletes 7,5 x 7,5 10,0 X 10, Vigotas, Vigas 6,0 x 12,0 6,0 X 16, Tábuas 2,5 x 22,0 2,5 X 30, Pranchas 4,0 x 20,0 4,0 X 30, Pranchões 6,0 x 20,0 6,0 X 30, Postes 12,0 x 12,0 15,0 X 15,
7 Leve 18,5 13, 8 Leve 19,7 14,
9 Leve
Leve Médio Pesado
Leve Médio Pesado
Leve Médio Pesado
Médio Pesado
14 Médio Pesado
Médio Pesado
Médio Pesado
Médio Pesado
Médio Pesado
Médio Pesado
Médio Pesado
Fonte:
FONTE: www.habitlegno.it/assets/images/tabgrigia.gif