Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Cálculo do Módulo de Elasticidade do Concreto: Exercícios e Exemplos, Manuais, Projetos, Pesquisas de Construção

apostila de fluencia concreto protendido

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 28/09/2023

keize-delvalle
keize-delvalle 🇧🇷

4 documentos

1 / 264

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
UNESP - Campus de Bauru/SP
Departamento de Engenharia Civil
FUNDAMENTOS DO CONCRETO
PROTENDIDO
Prof. Dr. PAULO SÉRGIO BASTOS
(wwwp.feb.unesp.br/pbastos)
Bauru/SP
Abril/2021
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48
pf49
pf4a
pf4b
pf4c
pf4d
pf4e
pf4f
pf50
pf51
pf52
pf53
pf54
pf55
pf56
pf57
pf58
pf59
pf5a
pf5b
pf5c
pf5d
pf5e
pf5f
pf60
pf61
pf62
pf63
pf64

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Cálculo do Módulo de Elasticidade do Concreto: Exercícios e Exemplos e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Construção, somente na Docsity!

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

UNESP - Campus de Bauru/SP

Departamento de Engenharia Civil

FUNDAMENTOS DO CONCRETO

PROTENDIDO

Prof. Dr. PAULO SÉRGIO BASTOS

(wwwp.feb.unesp.br/pbastos)

Bauru/SP

Abril/

APRESENTAÇÃO

Esta apostila é utilizada como notas de aula na disciplina Concreto Protendido, do curso de

Engenharia Civil da Universidade Estadual Paulista – UNESP, Bauru/SP. O texto está de acordo

com as prescrições da norma NBR 6118/2014 ( Projeto de estruturas de concreto – Procedimento ),

para o projeto e dimensionamento de elementos em Concreto Armado e Protendido, e toma como

base a excelente bibliografia, nacional e estrangeira, mostrada nas referências.

A apostila não está completa, de modo que recomendamos complementar o aprendizado com o

estudo de três livros brasileiros: a) CARVALHO, R.C. Estruturas em Concreto Protendido – Pré-

tração, Pós-tensão, Cálculo e Detalhamento. São Paulo, Ed. Pini, 2012, 431p.; b) CHOLFE, L. ;

BONILHA, L. Concreto Protendido – Teoria e Prática. São Paulo, Ed. Pini, 2ª ed., 2015, 345p.; c)

HANAI, J.B. Fundamentos do concreto protendido. São Carlos, Escola de Engenharia de São

Carlos – USP, Departamento de Engenharia de Estruturas, E-Book, 2005. Disponível em

https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2255776/mod_resource/content/1/Fundamentos%20do%

0Concreto%20Protendido%20-%20J%20B%20Hanai.pdf

Diversas referências, como artigos técnicos, dissertações, teses, catálogos, etc., encontram-se

disponibilizadas na página da disciplina na internet, no endereço:

http://wwwp.feb.unesp.br/pbastos/pag_protendido.htm

A apostila vem sendo melhorada e ampliada e alguns capítulos ainda estão em processo de

desenvolvimento ou revisão e serão acrescentados futuramente, como: estudo de ancoragens,

deslocamentos verticais, projeto de vigas simples, torção, vigas contínuas e lajes.

Críticas e sugestões serão bem-vindas.

    1. PRINCÍPIOS BÁSICOS
  • 1.1 EXEMPLOS DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS
  • 1.2 BREVE HISTÓRICO DO CONCRETO PROTENDIDO
  • 1.3 COMPARAÇÃO ENTRE CONCRETO PROTENDIDO E CONCRETO ARMADO
  • 1.4 MÉTODOS DE APLICAÇÃO DA PROTENSÃO
  • 1.4.1 PROTENSÃO COM PRÉ-TENSÃO
  • 1.4.2 PROTENSÃO COM PÓS-TENSÃO
  • 1.4.3 PROTENSÃO COM PÓS-TENSÃO COM CORDOALHA ENGRAXADA .......................................................................
  • 1.4.4 PROTENSÃO EXTERNA................................................................................................................................
  • 1.4.5 DISPOSITIVOS DE ANCORAGEM PARA A PÓS-TENSÃO ......................................................................................
  • 1.5 NÍVEL DE PROTENSÃO
  • 1.6 TENSÕES ELÁSTICAS
  • 1.6.1 EXEMPLO – TENSÕES ELÁSTICAS EM LAJE ......................................................................................................
    1. MATERIAIS
  • 2.1 CONCRETO
  • 2.1.1 COMPOSIÇÃO DO CONCRETO ......................................................................................................................
  • 2.1.2 RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO ......................................................................................................................
  • 2.1.3 RESISTÊNCIA À TRAÇÃO ..............................................................................................................................
  • 2.1.4 MASSA ESPECÍFICA DO CONCRETO ...............................................................................................................
  • 2.1.5 MÓDULO DE ELASTICIDADE DO CONCRETO ...................................................................................................
  • 2.1.6 DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO DO CONCRETO À COMPRESSÃO ..................................................................
  • 2.1.7 PARÂMETROS DE PROJETO .........................................................................................................................
  • 2.1.8 DEFORMAÇÕES DO CONCRETO ....................................................................................................................
  • 2.1.8.1 Deformação Imediata........................................................................................................................
  • 2.1.8.2 Fluência .............................................................................................................................................
  • 2.1.8.3 Retração ............................................................................................................................................
  • 2.1.9 FADIGA NO CONCRETO ..............................................................................................................................
  • 2.1.10 EFEITOS DA TEMPERATURA E CURA TÉRMICA ..............................................................................................
  • 2.1.11 PEÇAS PROTENDIDAS PRÉ-FABRICADAS .......................................................................................................
  • 2.2 AÇOS PARA ARMADURA ATIVA
  • 2.2.1 NORMAS BRASILEIRAS ...............................................................................................................................
  • 2.2.2 DEFINIÇÕES .............................................................................................................................................
  • 2.2.3 FIOS .......................................................................................................................................................
  • 2.2.4 CORDOALHAS ...........................................................................................................................................
  • 2.2.5 BARRAS ESPECIAIS.....................................................................................................................................
  • 2.2.6 MASSA ESPECÍFICA, COEFICIENTE DE DILATAÇÃO TÉRMICA E MÓDULO DE ELASTICIDADE......................................
  • 2.2.7 DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO ..............................................................................................................
  • 2.2.8 FADIGA NOS AÇOS DE PROTENSÃO ..............................................................................................................
  • 2.3 AÇOS PARA ARMADURA PASSIVA
  • 2.3.1 TIPO DE SUPERFÍCIE ADERENTE ...................................................................................................................
  • 2.3.2 CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS .................................................................................................................
  • 2.3.3 SOLDABILIDADE ........................................................................................................................................
  • 2.3.4 DIAGRAMA TENSÃO-DEFORMAÇÃO .............................................................................................................
  • 2.4 BAINHA
  • 2.5 CALDA DE CIMENTO
    1. CRITÉRIOS DE PROJETO
  • 3.1 AGRESSIVIDADE DO AMBIENTE, QUALIDADE DO CONCRETO E COBRIMENTO
  • 3.1.1 AGRESSIVIDADE DO AMBIENTE
  • 3.1.2 QUALIDADE DO CONCRETO DE COBRIMENTO.................................................................................................
  • 3.1.3 ESPESSURA DO COBRIMENTO DA ARMADURA ................................................................................................
  • 3.2 ESTADOS-LIMITES
  • 3.2.1 ESTADO-LIMITE ÚLTIMO (ELU) ...................................................................................................................
  • 3.2.2 ESTADO-LIMITE DE SERVIÇO (ELS) ...............................................................................................................
  • 3.2.3 DOMÍNIOS DE DEFORMAÇÕES .....................................................................................................................
  • 3.2.3.1 Reta a.................................................................................................................................................
  • 3.2.3.2 Domínio 1 ..........................................................................................................................................
  • 3.2.3.3 Domínio 2 ..........................................................................................................................................
  • 3.2.3.4 Domínio 3 ..........................................................................................................................................
  • 3.2.3.5 Domínio 4 ..........................................................................................................................................
  • 3.2.3.6 Domínio 4a ........................................................................................................................................
  • 3.2.3.7 Domínio 5 ..........................................................................................................................................
  • 3.2.3.8 Reta b ................................................................................................................................................
  • 3.3 AÇÕES NAS ESTRUTURAS....................................................................................................................
  • 3.3.1 AÇÕES PERMANENTES ...............................................................................................................................
  • 3.3.1.1 Diretas ...............................................................................................................................................
  • 3.3.1.2 Indiretas ............................................................................................................................................
  • 3.3.2 AÇÕES VARIÁVEIS .....................................................................................................................................
  • 3.3.2.1 Diretas ...............................................................................................................................................
  • 3.3.2.2 Indiretas ............................................................................................................................................
  • 3.3.3 AÇÕES EXCEPCIONAIS ................................................................................................................................
  • 3.3.4 VALORES DAS AÇÕES .................................................................................................................................
  • 3.3.4.1 Valores Característicos ......................................................................................................................
  • 3.3.4.2 Valores Representativos....................................................................................................................
  • 3.3.4.3 Valores de Cálculo .............................................................................................................................
  • 3.3.5 COMBINAÇÕES DE AÇÕES ...........................................................................................................................
  • 3.3.5.1 Combinações Últimas ........................................................................................................................
  • 3.3.5.2 Combinações de Serviço ...................................................................................................................
  • 3.3.6 COEFICIENTES DE PONDERAÇÃO DAS AÇÕES ..................................................................................................
  • 3.3.6.1 Estado-Limite Último (ELU) ...............................................................................................................
  • 3.3.6.2 Estado-Limite de Serviço (ELS) ........................................................................................................
  • 3.4 RESISTÊNCIAS DE CÁLCULO E COEFICIENTES DE PONDERAÇÃO
  • 3.4.1 VALORES CARACTERÍSTICOS ......................................................................................................................
  • 3.4.2 VALORES DE CÁLCULO .............................................................................................................................
  • 3.4.2.1 Resistência de Cálculo .....................................................................................................................
  • 3.4.2.2 Tensões Resistentes de Cálculo.......................................................................................................
  • 3.4.2.3 Resistência de Cálculo do Concreto ................................................................................................
  • 3.4.2.4 Resistência de Cálculo do Aço .........................................................................................................
  • 3.4.3 COEFICIENTE DE PONDERAÇÃO DAS RESISTÊNCIAS
  • 3.4.3.1 Estado-Limite Último (ELU) .............................................................................................................
  • 3.4.3.2 Estado-Limite de Serviço (ELS) ........................................................................................................
  • 3.5 VERIFICAÇÃO DA SEGURANÇA
  • 3.5.1 CONDIÇÕES CONSTRUTIVAS DE SEGURANÇA ................................................................................................
  • 3.5.2 CONDIÇÕES ANALÍTICAS DE SEGURANÇA .....................................................................................................
  • 3.5.3 ESFORÇOS RESISTENTES DE CÁLCULO .........................................................................................................
  • 3.5.4 ESFORÇOS SOLICITANTES DE CÁLCULO ........................................................................................................
  • 3.6 TENSÕES ADMISSÍVEIS DO CONCRETO
  • 3.7 VALORES-LIMITES DE TENSÃO NO ESTIRAMENTO DA ARMADURA DE PROTENSÃO
  • 3.8 VERIFICAÇÃO DO ESTADO-LIMITE ÚLTIMO NO ATO DA PROTENSÃO............................................................
  • 3.9 ESCOLHA DO NÍVEL DE PROTENSÃO
  • 3.10 POSIÇÃO DOS ESFORÇOS SOLICITANTES NAS ARMADURAS ATIVAS E PASSIVAS
  • 3.11 DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS
  • 3.11.1 TRAÇADO DE CABOS DE PROTENSÃO ........................................................................................................
  • 3.11.2 CURVATURAS DE CABOS DE PROTENSÃO ...................................................................................................
  • 3.11.3 CURVATURA NAS PROXIMIDADES DAS ANCORAGENS...................................................................................
  • 3.11.4 FIXAÇÃO DURANTE A EXECUÇÃO .............................................................................................................
  • 3.11.5 EXTREMIDADES RETAS ...........................................................................................................................
  • 3.11.6 PROLONGAMENTO DE EXTREMIDADE .......................................................................................................
  • 3.11.7 EMENDAS ............................................................................................................................................
  • 3.11.8 ANCORAGENS.......................................................................................................................................
  • 3.11.9 AGRUPAMENTO DE CABOS NA PÓS-TRAÇÃO ..............................................................................................
  • 3.11.10 ESPAÇAMENTOS MÍNIMOS ...................................................................................................................
    1. ANÁLISE DE VIGAS À FLEXÃO......................................................................................................
  • 4.1 INTRODUÇÃO
  • 4.2 EFETIVIDADE DA FORÇA DE PROTENSÃO...............................................................................................
  • 4.3 TENSÕES ELÁSTICAS
  • 4.4 COMPORTAMENTO DE VIGAS NA FLEXÃO
  • 4.5 VIGA PARCIALMENTE PROTENDIDA.....................................................................................................
  • 4.6 DETERMINAÇÃO DA FORÇA DE PROTENSÃO E DA EXCENTRICIDADE DA ARMADURA DE PROTENSÃO
  • 4.6.1 ESTIMATIVA DA FORÇA DE PROTENSÃO FINAL (P) COM A EXCENTRICIDADE CONHECIDA ...................................
  • 4.6.1.1 Protensão Completa........................................................................................................................
  • 4.6.1.2 Protensão Limitada .........................................................................................................................
  • 4.6.1.3 Protensão Parcial.............................................................................................................................
  • 4.6.1.4 Força de Protensão no Estiramento (Pi) e Cálculo da Área de Armadura de Protensão ................
  • 4.6.1.5 Exemplo 1 – Protensão Completa em Viga Duplo T Pré-tensionada ..............................................
  • 4.6.1.6 Exemplo 2 – Protensão Limitada em Viga Duplo T Pré-tensionada ................................................
  • 4.6.1.7 Exemplo 3 – Protensão Limitada em Viga T Pré-tensionada ..........................................................
  • 4.6.1.8 Exemplo 4 – Protensão Limitada em Viga I Pós-tensionada ...........................................................
  • 4.6.2 DETERMINAÇÃO DA FORÇA DE PROTENSÃO E DA EXCENTRICIDADE ..................................................................
  • 4.6.3 DETERMINAÇÃO DA SEÇÃO TRANSVERSAL MÍNIMA ......................................................................................
  • 4.6.3.1 Viga com Excentricidade Variável ...................................................................................................
  • 4.6.3.2 Viga com Excentricidade Constante ................................................................................................
  • 4.6.4 DETERMINAÇÃO DA SEÇÃO TRANSVERSAL MÍNIMA CONFORME NILSON ..........................................................
  • 4.6.4.1 Viga com Excentricidade Variável ...................................................................................................
  • 4.6.4.2 Viga com Excentricidade Constante ................................................................................................
  • LIMITADA E EXCENTRICIDADE VARIÁVEL .................................................................................................................. 4.6.5 EXEMPLO 1 – FORÇA DE PROTENSÃO E EXCENTRICIDADE EM VIGA RETANGULAR PÓS-TENSIONADA COM PROTENSÃO
  • COMPLETA E EXCENTRICIDADE CONSTANTE ............................................................................................................. 4.6.6 EXEMPLO 2 – FORÇA DE PROTENSÃO E EXCENTRICIDADE EM VIGA DUPLO T PRÉ-TENSIONADA COM PROTENSÃO
  • EXCENTRICIDADE VARIÁVEL .................................................................................................................................. 4.6.7 EXEMPLO 3 – FORÇA DE PROTENSÃO E EXCENTRICIDADE EM VIGA I PÓS-TENSIONADA COM PROTENSÃO PARCIAL E
  • 4.7 VERIFICAÇÃO DE TENSÕES NAS SEÇÕES TRANSVERSAIS AO LONGO DO VÃO
  • 4.7.1 PROCESSO DO FUSO LIMITE ......................................................................................................................
  • 4.7.2 PROCESSO DAS CURVAS LIMITES ................................................................................................................
    1. PERDAS DE PROTENSÃO.................................................................................................................
  • 5.1 INTRODUÇÃO
  • 5.2 PERDAS DE PROTENSÃO NA PRÉ-TRAÇÃO
  • 5.3 PERDAS DE PROTENSÃO NA PÓS-TRAÇÃO
  • 5.4 VALORES TÍPICOS DA FORÇA DE PROTENSÃO.........................................................................................
  • 5.4.1 FORÇA DE PROTENSÃO PI .........................................................................................................................
  • 5.4.2 FORÇA DE PROTENSÃO PA.........................................................................................................................
  • 5.4.3 FORÇA DE PROTENSÃO PO ........................................................................................................................
  • 5.4.4 FORÇA DE PROTENSÃO PT .........................................................................................................................
  • 5.4.5 VALORES CARACTERÍSTICOS E DE CÁLCULO DA FORÇA DE PROTENSÃO .............................................................
  • 5.5 PERDAS DE PROTENSÃO INICIAIS
  • 5.5.1 PERDA POR ESCORREGAMENTO DA ARMADURA NA ANCORAGEM NA PRÉ-TENSÃO ............................................
  • 5.5.2 PERDA POR RELAXAÇÃO DA ARMADURA .....................................................................................................
  • 5.5.3 PERDA POR RETRAÇÃO E POR FLUÊNCIA DO CONCRETO
  • 5.5.3.1 Cálculo Aproximado
  • 5.5.3.2 Cálculo Conforme o Anexo A da NBR
  • 5.6 PERDAS DE PROTENSÃO IMEDIATAS
  • 5.6.1 PERDA POR ENCURTAMENTO ELÁSTICO IMEDIATO DO CONCRETO NA PRÉ-TENSÃO
  • 5.6.1.1 Exemplo 1 – Perda por Encurtamento Elástico Imediato do Concreto em Viga T Pré-tensionada
  • tensionada 5.6.1.2 Exemplo 2 – Perda por Encurtamento Elástico Imediato do Concreto em Viga Retangular Pré-
  • tensionada 5.6.1.3 Exercício Proposto – Perda por Encurtamento Elástico Imediato do Concreto em Viga Calha U Pré-
  • TENSÃO 5.6.2 PERDA POR ENCURTAMENTO ELÁSTICO IMEDIATO DO CONCRETO PELO ESTIRAMENTO DOS CABOS RESTANTES NA PÓS-
  • 5.6.3 PERDA POR ATRITO NA PÓS-TENSÃO ..........................................................................................................
  • 5.6.3.1 Exemplo 1 - Perda de Força de Protensão por Atrito
  • 5.6.3.2 Exemplo 2 - Perda de Força de Protensão por Atrito
  • 5.6.3.3 Exemplo 3 - Perda de Força de Protensão por Atrito
  • 5.6.3.4 Exercício Proposto - Perda de Força de Protensão por Atrito
  • 5.6.4 PERDA POR ESCORREGAMENTO DA ARMADURA NA ANCORAGEM NA PÓS-TENSÃO
  • 5.6.4.1 Exemplo 1 - Perda por Escorregamento na Ancoragem na Pós-tensão
  • 5.6.4.2 Exemplo 2 - Perda por Escorregamento na Ancoragem na Pós-tensão
  • 5.7 PERDAS PROGRESSIVAS POSTERIORES
  • 5.7.1 PROCESSO SIMPLIFICADO PARA O CASO DE FASES ÚNICAS DE OPERAÇÃO (ITEM 9.6.3.4.2)
  • 5.7.2 PROCESSO APROXIMADO (ITEM 9.6.3.4.3) ................................................................................................
  • 5.7.3 MÉTODO GERAL DE CÁLCULO ...................................................................................................................
  • 5.7.4 MÉTODO SIMPLIFICADO DO EUROCODE 2 ...................................................................................................
  • 5.7.5 MÉTODO SIMPLIFICADO ALTERNATIVO .......................................................................................................
    1. ANÁLISE DA RESISTÊNCIA ÚLTIMA À FLEXÃO
  • 6.1 TIPOS DE RUPTURA POR FLEXÃO
  • 6.2 RELAÇÃO CARGA X FLECHA
  • 6.3 TENSÕES E DEFORMAÇÕES EM DIFERENTES ESTÁGIOS DO CARREGAMENTO
  • 6.4 DEFORMAÇÕES NA ARMADURA DE PROTENSÃO ADERENTE AO CONCRETO...................................................
  • 6.5 DOMÍNIOS DE DEFORMAÇÃO
  • 6.6 DETERMINAÇÃO DO MOMENTO FLETOR ÚLTIMO
  • 6.6.1 SEÇÃO RETANGULAR ...............................................................................................................................
  • 6.6.2 SEÇÃO T ................................................................................................................................................
  • 6.7 CONDIÇÕES DE DUCTILIDADE
  • 6.8 ROTEIRO PARA CÁLCULO DE MRD
  • 6.9 EXEMPLOS DE CÁLCULO DE MOMENTO FLETOR ÚLTIMO (MRD)
  • 6.9.1 EXEMPLO 1 – SEÇÃO RETANGULAR COM ARMADURA DE PROTENSÃO E ARMADURAS PASSIVAS AS E A’S .................
  • 6.9.2 EXEMPLO 2 – SEÇÃO I COM ARMADURA DE PROTENSÃO E ARMADURAS PASSIVAS AS E A’S ..................................
  • 6.9.3 EXEMPLO 3 – SEÇÃO DUPLO T COM APENAS ARMADURA DE PROTENSÃO .........................................................
  • 6.9.4 EXEMPLO 4 – SEÇÃO RETANGULAR COM APENAS ARMADURA DE PROTENSÃO E ANÁLISE DA DUCTILIDADE .............
  • DUCTILIDADE ...................................................................................................................................................... 6.9.5 EXEMPLO 5 – SEÇÃO RETANGULAR COM ARMADURA DE PROTENSÃO E ARMADURA PASSIVA AS E ANÁLISE DA
  • DUCTILIDADE ...................................................................................................................................................... 6.9.6 EXEMPLO 6 – SEÇÃO RETANGULAR COM ARMADURA DE PROTENSÃO E ARMADURAS PASSIVAS AS E A’S E ANÁLISE DA
  • 6.10 DIMENSIONAMENTO DE ARMADURAS PASSIVAS
  • 6.10.1 SEÇÃO RETANGULAR COM ARMADURA PASSIVA TRACIONADA
  • 6.10.1.1 Exemplo 1 – Dimensionamento de armadura As em viga de seção retangular ............................
  • 6.10.1.2 Exemplo 2 – Dimensionamento de armadura As em seção retangular ........................................
  • 6.10.2 SEÇÃO RETANGULAR COM ARMADURAS PASSIVAS TRACIONADA E COMPRIMIDA.............................................
  • 6.10.2.1 Exemplo 1 – Dimensionamento de armaduras passivas As e A’s em viga de seção retangular ....
  • 6.11 EXERCÍCIOS PROPOSTOS.................................................................................................................
    1. ANÁLISE À FORÇA CORTANTE.....................................................................................................
  • 7.1 EFEITOS DA FORÇA CORTANTE
  • 7.2 EFEITO DA COMPONENTE TANGENCIAL DA FORÇA DE PROTENSÃO
  • 7.3 VERIFICAÇÃO À FORÇA CORTANTE NO ESTADO-LIMITE ÚLTIMO (ELU)
  • 7.3.1 MODELO DE CÁLCULO I ...........................................................................................................................
  • 7.3.2 MODELO DE CÁLCULO II
  • 7.3.3 ARMADURA MÍNIMA ...............................................................................................................................
  • 7.4 EXEMPLO
    1. REFERÊNCIAS

Cap. 1 - Princípios Básicos 2

aplicar previamente elevadas tensões de compressão na região inferior da seção transversal da viga,

para que posteriormente em serviço, com a atuação dos carregamentos aplicados, as tensões de

tração sejam diminuídas ou até mesmo completamente eliminadas da seção transversal, como

mostrado no diagrama de tensões resultantes da Figura 1.2. A tensão nula na base da viga caracteriza

a chamada protensão completa , como o francês Eugène Freyssinet preconizou inicialmente, e que

apresenta a vantagem de proporcionar peças livres de fissuras durante o trabalho em serviço.

No caso da protensão ser aplicada em um nível tal a ponto de não eliminar completamente as

tensões de tração atuantes na viga em serviço, permitindo assim uma fissuração controlada, tem-se a

chamada protensão parcial , que configura uma situação intermediária entre o Concreto Armado e o

Concreto Protendido com protensão completa , isto é, uma combinação de ambos.^3

P Ap P

Viga

t,m

c,m

c,p

t,p

  • =

c

P M M+P

0

Figura 1.2 – Tensões normais na viga protendida.

A obtenção de uma força que comprime a peça (força P na Figura 1.2) ocorre pelo estiramento ou

tracionamento de um aço até um valor de tensão de tração inferior à tensão correspondente ao limite

do regime elástico, de modo que o aço, como um elástico, ao tender a voltar à deformação inicial

nula, aplica a força de compressão (protensão) na peça. Para que a força de protensão seja ainda

suficientemente elevada, a fim de compensar as várias perdas de força que ocorrem ao longo do

tempo, naturais do processo, é imprescindível a utilização de aços com grande capacidade de

deformação ainda no regime elástico, algo possível de obter somente com aços de elevadíssimas

resistências.

A peça protendida, ao aliar concretos e aços de resistências muito mais elevadas que as utilizadas

nas peças de Concreto Armado, possibilita eliminar ou diminuir as tensões de tração e a fissuração, e

consequentemente as peças resultam muito mais rígidas e com flechas muito menores. Esse melhor

comportamento proporciona às peças importantes vantagens técnicas e econômicas, para vãos

grandes, algo acima de 10-12 m.

A Figura 1.3 mostra uma viga de concreto segundo três possibilidades. A viga de Concreto

Simples, sem armadura longitudinal de flexão, rompe bruscamente quando inicia uma primeira

fissura, causada pela tensão de tração atuante que alcança a resistência do concreto à tração na flexão

(fct,f); a força F aplicada é pequena. Na viga de Concreto Armado, uma armadura é colocada na

região tracionada da viga, próxima à fibra mais tracionada. A armadura começa a trabalhar de

maneira mais efetiva após o surgimento de fissuras, quando passa a resistir às tensões de tração

atuantes, atuando como ponte de transferência de tensões entre as fissuras. Desse modo a viga rompe

sob uma força F muito mais elevada. Na viga de Concreto Protendido, a força de protensão

excêntrica P comprime a viga, e equilibra as tensões de tração devidas à força externa F, prevenindo

o surgimento de fissuras e diminuindo ou eliminando a flecha.^4

(^3) Há uma tendência de no futuro os dois tratamentos (CA e CP) serem unificados, o que já vem ocorrendo com o termo “ structural

concrete ”. (^4) Recomendamos para estudo o livro: CARVALHO, R.C. Estruturas em Concreto Protendido – Pré-tração, Pós-tensão, Cálculo e

Detalhamento. São Paulo, Editora Pini, 2a^ ed., 2017, 448p.

UNESP (Bauru/SP) Fundamentos do Concreto Protendido (^) 3

Figura 1.3 – Viga de Concreto Simples, de Concreto Armado e de Concreto Protendido.[^3 ]

A NBR 6118 apresenta as seguintes definições (itens 3.1.2, 3.1.3 e 3.1.5):

“ Elementos de Concreto Simples : elementos estruturais elaborados com concreto que não possui

qualquer tipo de armadura ou que a possui em quantidade inferior ao mínimo exigido para o

concreto armado.

Elementos de Concreto Armado : aqueles cujo comportamento estrutural depende da aderência

entre concreto e armadura, e nos quais não se aplicam alongamentos iniciais das armaduras antes

da materialização dessa aderência.

Elementos de Concreto Protendido : aqueles nos quais parte das armaduras é previamente alongada

por equipamentos especiais de protensão, com a finalidade de, em condições de serviço, impedir ou

limitar a fissuração e os deslocamentos da estrutura, bem como propiciar o melhor aproveitamento

de aços de alta resistência no estado-limite último (ELU).

Armadura passiva : qualquer armadura que não seja usada para produzir forças de protensão, isto

é, que não seja previamente alongada.

Armadura ativa (de protensão) : armadura constituída por barras, fios isolados ou cordoalhas,

destinada à produção de forças de protensão, isto é, na qual se aplica um pré-alongamento inicial. ”

1.1 Exemplos de Estruturas Protendidas

Após décadas de desenvolvimento e experiência, o Concreto Protendido está hoje plenamente

aprovado e competitivo para aplicação nos mais diversos setores da construção civil, como

elementos estruturais (vigas, lajes, estacas, postes, dormentes ferroviários, etc.), e diferentes tipos de

construção (pontes – com vãos de até mais de uma centena de metros, túneis, tanques, torres,

estruturas offshore, pavimentos, etc.).

Um contínuo desenvolvimento vem ocorrendo, com a aplicação de concretos de resistências mais

elevadas (CAD – Concreto de Alto Desempenho, e aqueles de ultra-alta resistência), de concretos

reforçados com fibras e concretos leves, nas peças pré-moldadas (lajes alveolares, vigas I e T, etc.),

aplicadas em diversos tipos de edificações, e em pontes.

a) viga não armada (Concreto Simples);

F

F

c) Concreto Protendido.

F

b) Concreto Armado;

P P

UNESP (Bauru/SP) Fundamentos do Concreto Protendido (^) 5

Figura 1. 6 – Viga pré-moldada protendida seção I, com vão de 2 5 m, para cobertura de galpão. (Cortesia: Marka Soluções Pré-fabricadas, www.marka.ind.br)

Figura 1. 7 – Vigas pré-moldadas protendidas seção retangular e I, para cobertura de galpão. (Cortesia: Marka Soluções Pré-fabricadas, www.marka.ind.br)

Cap. 1 - Princípios Básicos 6

Figura 1.8 – Viga pré-moldada protendida seção T, para cobertura. (Fonte: Protendit, https://www.protendit.com.br)

Figura 1. 9 – Laje alveolar protendida pré- moldada. (Fonte: Protensul, http://www.protensul.com.br)

Figura 1. 10 – Vigas biapoiadas pré-moldadas seção I em superestrutura de ponte. (Fonte: Protensul, http://www.protensul.com.br)

Figura 1. 11 – Vigas biapoiadas pré-moldadas seção I em superestrutura de viaduto (Fonte: Mold Estruturas, http://mold.com.br)

Figura 1. 12 – Vigas biapoiadas pré-moldadas seção I em superestrutura de viaduto. (Fonte: National Precast Concrete Association, http://precast.org)

Cap. 1 - Princípios Básicos 8

a) bainhas metálicas entre armaduras passivas;

b) cabos^6 de protensão com cordoalhas.

Figura 1. 17 – Parede de reservatório protendida com pós-tensão. (Fonte: Freyssinet, http://www.freyssinet.com)

a) posicionamento e fixação dos fios de protensão no interior da fôrma metálica. A fixação neste caso é feita por meio de porca rosqueada no fio;

b) estiramento dos fios de protensão, que permanecem fixados e ancorados na própria fôrma metálica, dimensionada para resistir à força de protensão aplicada;

c) lançamento do concreto nas fôrmas; d) movimentação das fôrmas para a cura térmica; Figura 1. 18 – Fabricação de dormentes ferroviários de Concreto Protendido pré-tensionados. (Fonte: Vollert, https://www.vollert.de)

(^6) Cabo de protensão é um conjunto de cordoalhas, geralmente colocadas no interior de uma bainha metálica.

UNESP (Bauru/SP) Fundamentos do Concreto Protendido (^) 9

a) lançamento do concreto nas fôrmas metálicas, com os fios previamente estirados e ancorados na própria fôrma;

b) fôrmas preenchidas com concreto. Os fios de protensão são relaxados das ancoragens somente após o concreto apresentar a resistência requerida;

c) desmoldagem das peças por meio do giro das fôrmas; d) produto final. Figura 1. 19 – Fabricação de dormentes ferroviários de Concreto Protendido pré-tensionados. (Fonte: Vollert, https://www.vollert.de)

a) fôrma metálica com os fios de protensão posicionados;

b) estiramento dos fios de protensão com equipamento projetado especificamente para o dormente fabricado; Figura 1. 20 – Fabricação de dormentes ferroviários de Concreto Protendido pré-tensionados. (Fonte: Vollert, https://www.vollert.de)

UNESP (Bauru/SP) Fundamentos do Concreto Protendido (^) 11

ancorados com cunhas cônicas, princípio hoje ainda largamente utilizado. Inventou métodos

construtivos, equipamentos, aços e concretos especiais. Projetou e construiu várias pontes

protendidas, competitivas com as estruturas em aço.[^3 ]

Após a Segunda Guerra, devido à necessidade da reconstrução das pontes destruídas, e da

construção de outras novas, a protensão ganhou um grande impulso na Europa.

P. W. Abeles na Inglaterra desenvolveu o conceito de protensão parcial, entre os anos 30 e 60 do

século XX. Diversos outros engenheiros contribuíram para o desenvolvimento e expansão do

Concreto Protendido, como F. Leonhardt na Alemanha, V. Mikhailov na Rússia e T. Y. Lin nos

Estados Unidos. Várias técnicas e sistemas de protensão foram desenvolvidos, diversos livros

editados, associações e institutos criados, sendo hoje o CP plenamento aplicado.

No Brasil, em 1948 foi construída no Rio de Janeiro a primeira ponte em CP, com sistema de

Eugene Freyssinet, e em 1952 a Companhia Belgo-Mineira iniciou a fabricação de aços de

protensão. Daquela época e até o presente momento, o CP vem sendo aplicado com grande sucesso,

nos mais variados tipos de construção, no mesmo nível técnico dos países precursores.

1.3 Comparação entre Concreto Protendido e Concreto Armado

Nas peças protendidas são aplicados concretos e aços de resistências elevadas, e somado à

possibilidade da protensão poder eliminar as tensões de tração no concreto, as peças destinadas a

vencer vãos (como as vigas e lajes) podem ser projetadas com alturas menores que aquelas de

Concreto Armado, algo em torno de 65 a 80 % da altura, o que implica vencer grandes vãos de

maneira econômica. No caso de vãos até cerca de 10 m, o custo adicional do Concreto Protendido,

proveniente de materiais mais resistentes, da utilização de dispositivos e equipamentos e das

operações de protensão, tornam o Concreto Armado mais viável.[^5 ]^ Desse modo, a protensão é viável

para vãos maiores que 10 m.^7

A aplicação de concretos de resistências elevadas e com melhor controle de qualidade, diminui

o custo de manutenção das estruturas protendidas, sejam pré-fabricadas ou moldadas no local, e

aumenta a vida útil das edificações.

O Concreto Protendido (CP) e o Concreto Armado (CA) não competem entre si, e mais, na

verdade se complementam, em funções e aplicações. Como o CP permite vencer vãos grandes,

compete mais com as estruturas metálicas que com o CA, sendo que as peças de concreto oferecem

vantagens como maior resistência ao fogo e isolamento térmico, baixa manutenção, versatilidade de

aplicação, etc. Algumas características positivas do CP em relação ao CA são apresentadas por

Naaman:[^3 ]

1) o CP utiliza concretos e aços de resistências muito elevadas, como cordoalhas de 1900 e 2100

MPa, e concretos de resistências de até 100 MPa, sendo comum 60 a 75 MPa em peças pré-

moldadas, o que resulta seções com menores consumos de materiais;

2) em CP geralmente toda a seção transversal permanece submetida a tensões de compressão, o que é

adequado para o concreto, e somado à utilização de materiais de resistências mais elevadas, as seções

em CP são menores e mais leves, esteticamente mais bonitas, e muito indicadas em estruturas de

grandes vãos, como as pontes, onde o peso próprio exerce uma influência preponderante no projeto;

3) CP pode ser projetado para permanecer livre de fissuras quando atuando em serviço ( protensão

completa ), e ao longo de toda a vida útil, adequado portanto para estruturas inseridas em ambientes

agressivos, em reservatórios de líquidos, usinas nucleares, e especialmente em ambientes marítimos;

4) o CP, mesmo com protensão parcial , apresenta flechas significativamente menores, sendo muito

adequado para estruturas com grandes vãos, como pontes e viadutos;

5) CP tem melhor resistência à força cortante, devido à pré-compressão no concreto e à inclinação

dos cabos de protensão inclinados nas proximidades dos apoios (no caso principalmente de

elementos pós-tensionados), o que reduz as tensões de tração diagonais, e requer portanto uma menor

quantidade de estribos.

(^7) Para vãos próximos de 10-12 m a escolha entre CA e CP deve ser feita após uma análise técnica e econômica.

Cap. 1 - Princípios Básicos 12

Excluídos alguns casos específicos, de modo geral é o vão a ser vencido o fator mais importante

para a indicação do CP, onde suas vantagens sobressaem-se em relação ao CA. Como o CP requer

um maior nível de tecnologia na sua execução, além de equipamentos e dispositivos, com a

utilização de concretos de resistências mais elevadas, cilindros e bombas hidráulicas, ancoragens

laboriosas em pós-tensão com aderência, e mão de obra específica, os custos adicionais decorrentes

do CP o recomendam para vãos superiores a 10-12 m.[^3 ]

1.4 Métodos de Aplicação da Protensão

A operação de protensão, que consiste no estiramento (ou tracionamento) da armadura de

protensão,^8 geralmente feita por meio de cilindro hidráulico, pode ser realizada antes ou após a

confecção da peça, ou seja, antes ou depois do lançamento e endurecimento do concreto. Quando o

estiramento é feito antes, tem-se a pré-tensão (ou pré-tração), e após o endurecimento do concreto

tem-se a pós-tensão (ou pós-tração).^9

Na operação é necessário fixar os fios ou cordoalhas^10 nas extremidades, sendo muito comum a

utilização de conjuntos metálicos formados por cunhas e porta-cunhas, como mostrados na Figura

1.23, Figura 1.24 e Figura 1.25. A cunha, que pode ser bi ou tripartida, é inserida no furo tronco-

cônico da peça chamada porta-cunha, e desse modo possibilita uma fixação (ancoragem) simples e

de baixo custo.

Figura 1. 23 – Fixação de fios de protensão por meio de cunha tripartida embutida em furo tronco-cônico da peça porta-cunha.(Fotografia do Autor)

Figura 1. 24 – Cunha do tipo bipartida e cordoalha galvanizada. (Fonte: Catálogo Dywidag[^6 ])

(^8) A armadura de protensão é formada pelo conjunto de fios, cordoalhas ou barras de aço. (^9) Sugestão de estudo: item 1.2 Tipos de concreto protendido quanto à aderência e execução , do livro CARVALHO, R.C. Estruturas

em Concreto Protendido – Pré-tração, Pós-tensão, Cálculo e Detalhamento. São Paulo, Editora Pini, 2012, 431p. (^10) A fixação de barras de aço para protensão utiliza outros dispositivos, como porca e placa de aço, conforme mostrado no item 1.4.5.