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Administração Financeira
Tipologia: Notas de estudo
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2.1. FLUXO DE CAIXA - CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS
Denomina-se fluxo de caixa ao conjunto de ingressos e desembolsos de numerários em um período determinado. O fluxo de caixa consiste na representação dinâmica da situação financeira de uma empresa, considerando todas as fontes de recursos e todas as aplicações em itens do ativo (ZDANOWICZ, 2000, pAO) Para Zdanowicz (2000, p.33) o fluxo de caixa é o instrumento que permite demonstrar as operações fmanceiras que serão realizadas pela empresa, facilitando a análise e a decisão, de comprometer os recursos fmanceiros, de relacionar o uso das linhas de créditos menos onerosas, de determinar o quanto a organização dispõe de capitais próprios, bem como utilizar as disponibilidades da melhor forma possível. Iudicibus e Marion (1999, p.218) afirmam que a demonstração do fluxo de caixa "demonstra a origem e aplicação de todo o dinheiro que transitou pelo caixa em um determinado período e o resultado desse fluxo" sendo que o caixa engloba as contas caixa e bancos, evidenciando as entradas e saídas de valores monetários no decorrer das operações que ocorrem ao longo do tempo nas organizações. Por sua vez, Thiesen (2000, p.l0) complementa explicando que a Demonstração do Fluxo de Caixa "permite mostrar, de forma direta ou mesmo indireta, as mudanças que tiveram reflexo no caixa, suas origens e aplicações". AssafNeto e Silva (1997, p.38) explicam que o fluxo de caixa, de maneira ampla, "é um processo pelo qual a empresa gera e aplica seus recursos de caixa determinados pelas várias atividades". De acordo com Iudicibus e Marion (1999), esta demonstração ainda é utilizada apenas para fins de controle interno. Nota-se que a demonstração do fluxo de caixa refere-se
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Segundo Pinho (1996, p.9), a demonstração de fluxo de caixa para um determinado período deve apresentar o fluxo de caixa líquido oriundo ou aplicado nas atividades operacionais, de investimentos e de financiamentos e o seu efeito liquido sobre os saldos de caixa, conciliando seus saldos no início e no fmal do período. Assim, a Demonstração do Fluxo de Caixa visa mostrar o confronto entre as entradas e as saídas de caixa dando uma visão das atividades desenvolvidas, bem como as operações financeiras que são realizadas no ativo circulante, dentro das disponibilidades, e que representam o grau de liquidez da empresa.
Os objetivos básicos do Fluxo de Caixa são:
o período em que deverá ocorrer carências de recursos, havendo, tempo suficiente para as medidas necessárias, para que não chegue à situação de iliquidez; 6 - Certificar que os excessos monetários de caixa estão sendo devidamente aplicados; 7 - Determinar quanto de recursos próprios a empresa dispõe em dado período, e aplicá-Io de forma mais rentável possível, bem como analisar os recursos de terceiros que satisfaçam as necessidades da empresa;
possibilitando uma visão geral da situação fmanceira e administrativa da empresa aos sócios, investidores e demais interessados; 9 -Desenvolver o uso eficiente e racional do disponível; 10 - Projetar um plano efetivo de pagamento de débito; 11 - Analisar a viabilidade de serem comprometidos os recursos da empresa;
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Para que se possa implantar com eficiência o Fluxo de Caixa em uma empresa, é necessário que se determine algumas exigências, que serão relatadas abaixo: 1 - Definir as atividades meios e fins; 2 - Apoio da diretoria da empresa (pois sem esse apoio nada se poderá fazer);
responsabilidades de cada um; 4 - Integração dos setores elou departamentos da empresa ao sistema de fluxo de caixa;
utilizados, calendário de entrega de dados (periodicidade) e os responsáveis pela elaboração das diversas projeções;
7 - Criação do manual de operações financeiras; 8 - Controle fmanceiro adequado. Cumprida as exigências acima a próxima fase será a elaboração da Demonstração do Fluxo de Caixa.
A demonstração do fluxo de caixa pode ser elaborada de duas formas:
A) De posse da ficha da "conta caixa" (ou livro caixa), ordenando as operações de acordo com a sua natureza, e condensando-as, poderíamos extrair todos os saldos necessários. B) De posse das demonstrações financeiras, uma vez que nem sempre teremos acesso ao "livro caixa", lançaremos mão de técnica bastante prática, propiciando, assim, a elaboração da DFC para empresas diversas.
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a) Pagamentos de Dividendos aos Acionistas - se os investimentos dos proprietários da empresa representam entrada em Caixa, os dividendos pagos em cada exercício, significam diminuição do Caixa.
b) Pagamento de Juros, Correção Monetária da Dívida e Amortização da Dívida - o resgate das obrigações junto às Instituições Financeiras, bem como os encargos fmanceiros Ouros, comissões, correção monetária, etc) significam saída de dinheiro. c) Aquisição de Item do Ativo Permanente - são aquisições à vista de imobilizado e de itens do subgrupo Investimentos (ações etc).
d) Compras à Vista e Pagamentos a Fornecedores - são aquelas saídas de numerários referentes à matéria prima e material secundário.
e) Pagamentos de Despesas/Custos, Contas a Pagar e Outros - são os desembolsos com despesas administrativas de vendas, com itens dos custos e outros.
Figura 2: As transações que diminuem o Caixa (Disponível)
Compras à Vista e Pagamentos a Fornecedores
Correção Monetária e Amortização da Dívida
Pagamentos de Despesas/Custos,
Pagamentos de Dividendos aos Acionistas.
Para melhor compreensão dos ingressos e desembolsos de caixa, segue a representação gráfica que sintetiza os principais ingressos e desembolsos:
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Figura 3: As transações do caixa.
Fonte: ZDANOWICZ(2000, p.261)
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períodos depois, do eventual valor de alienação, sem a visão adequada do cotejo entre os dois para que se tenha a idéia do que representou, fmanceiramente, a aquisição e o uso desse ativo.
É importante o planejamento do fluxo de caixa, pois é por intermédio dele que se tem uma visão antecipada da necessidade de numerários para atender aos pagamentos dos compromissos que a empresa costuma assumir, considerando os prazos para cumpri-Ios. Com isso o administrador financeiro estará apto a planejar com antecedência os problemas de caixa que poderão surgir em caso de diminuição de receitas ou aumento no volume de pagamentos. O Fluxo de Caixa é de grande importância para eficácia econômico-fmanceira e gerencial da empresa quer seja ela pequena, média ou grande. É pôr este motivo que as instituições fmanceiras de crédito muitas vezes exigem a sua apresentação antes de aprovarem empréstimos a seus clientes. Quanto ao controle do fluxo de caixa é tão importante e essencial à empresa quanto o seu processo de planejamento, pois um depende do outro, para que ambos possam ser úteis e práticos. O administrador deverá acompanhar o desempenho dos planos, informando periodicamente aos seus responsáveis a realização e o quanto falta para realizar. O controle diário reduz a margem de erros, e permite acompanhar a performance, em tempo de aplicar eventuais medidas corretivas.
1 - Controle diário da movimentação bancária. 2 - Boletim diário de Caixa e Bancos.
Para melhor compreensão de planejamento e controle do fluxo de caixa, apresenta-se abaixo um demonstrativo de equilJbrio fmanceiro:
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Figura 4: Planejamento e Controle do fluxo de caixa.
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Fonte: ZDANOWICZ (2000, p.44)