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Fluxo de Caixa, Notas de estudo de Engenharia de Produção

Administração Financeira

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 24/03/2010

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fernanda-8 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
DEPARTAMENTO DE FINANÇAS E CONTABILIDADE
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM CONTROLADORIA
A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DO FLUXO DE CAIXA NO
PROCESSO DECISÓRIO DAS EMPRESAS
Neide de Souza Ferreira
João Pessoa -PB
2003
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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS

DEPARTAMENTO DE FINANÇAS E CONTABILIDADE

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM CONTROLADORIA

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DO FLUXO DE CAIXA NO

PROCESSO DECISÓRIO DAS EMPRESAS

Neide de Souza Ferreira

João Pessoa - PB

------ -.~^ ~--._-.--

NEIDE DE SOUZA FERREIRA

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DO FLUXO DE CAIXA NO
PROCESSO DECISÓRIO DAS EMPRESAS

Monografia apresentada ao I Curso de

Especialização em Controladoria da

Universidade Federal da Paraíba, em

cumprimento às exigências para

obtenção do título de Especialista em

Controladoria.

Orientadora: Prof' Ms Simone Bastos Paiva

João Pessoa - PB

n...__________ --

Aos meus filhos,
Kátia, Klewer, Francisco e Alessandro
Pelo apoio, paciência e dedicação.
A Soares, meu esposo
Pelo incentivo e compreensão

"Não desanimes quando seus esforços

demonstrarem ser em vão, pois, o sol

ao nascer, faz um belo espetáculo, e

quase sempre, encontra sua platéia

dormindo, nem por isso ele deixa de

iluminar as nossas vidas".

(Autor Desconhecido)

RESUMO

A Demonstração do Fluxo de Caixa apesar de ser uma das técnicas mais

utilizadas no processo decisório das empresas ainda é pouco divulgada. Neste

trabalho aborda-se essa técnica, sua elaboração, sua implantação com

eficiência, os métodos utilizados, seu planejamento, seu controle. Mostra-se

também o quanto às informações fornecidas por ela é essencial e de grande

importância para o gerenciamento para as empresas, quer sejam pequenas,

médias ou de grande porte, quer sejam industriais, comerciais ou de serviços.

Um aspecto importante dessa demonstração é que a mesma não exige de seus

usuários conhecimentos profundos de contabilidade, por fornecer informações

de fácil entendimento.

LISTA DE FIGURAS

Figura 1: As transações que aumentam o caixa (Disponível)

Figura 2: As transações que diminuem o caixa (Disponível)

Figura 3: As transações do caixa

Figura 4: Planejamento e controle do fluxo de caixa

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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. FLUXO DE CAIXA - CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS

Denomina-se fluxo de caixa ao conjunto de ingressos e desembolsos de numerários em um período determinado. O fluxo de caixa consiste na representação dinâmica da situação financeira de uma empresa, considerando todas as fontes de recursos e todas as aplicações em itens do ativo (ZDANOWICZ, 2000, pAO) Para Zdanowicz (2000, p.33) o fluxo de caixa é o instrumento que permite demonstrar as operações fmanceiras que serão realizadas pela empresa, facilitando a análise e a decisão, de comprometer os recursos fmanceiros, de relacionar o uso das linhas de créditos menos onerosas, de determinar o quanto a organização dispõe de capitais próprios, bem como utilizar as disponibilidades da melhor forma possível. Iudicibus e Marion (1999, p.218) afirmam que a demonstração do fluxo de caixa "demonstra a origem e aplicação de todo o dinheiro que transitou pelo caixa em um determinado período e o resultado desse fluxo" sendo que o caixa engloba as contas caixa e bancos, evidenciando as entradas e saídas de valores monetários no decorrer das operações que ocorrem ao longo do tempo nas organizações. Por sua vez, Thiesen (2000, p.l0) complementa explicando que a Demonstração do Fluxo de Caixa "permite mostrar, de forma direta ou mesmo indireta, as mudanças que tiveram reflexo no caixa, suas origens e aplicações". AssafNeto e Silva (1997, p.38) explicam que o fluxo de caixa, de maneira ampla, "é um processo pelo qual a empresa gera e aplica seus recursos de caixa determinados pelas várias atividades". De acordo com Iudicibus e Marion (1999), esta demonstração ainda é utilizada apenas para fins de controle interno. Nota-se que a demonstração do fluxo de caixa refere-se

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Segundo Pinho (1996, p.9), a demonstração de fluxo de caixa para um determinado período deve apresentar o fluxo de caixa líquido oriundo ou aplicado nas atividades operacionais, de investimentos e de financiamentos e o seu efeito liquido sobre os saldos de caixa, conciliando seus saldos no início e no fmal do período. Assim, a Demonstração do Fluxo de Caixa visa mostrar o confronto entre as entradas e as saídas de caixa dando uma visão das atividades desenvolvidas, bem como as operações financeiras que são realizadas no ativo circulante, dentro das disponibilidades, e que representam o grau de liquidez da empresa.

Os objetivos básicos do Fluxo de Caixa são:

1 - Permitir o planejamento dos desembolsos de acordo com as disponibilidades de caixa,
evitando-se o acúmulo de compromissos vultosos em época de pouco encaixe;
2 - Avaliar alternativas de investimentos;
3 - Avaliar e controlar ao longo do tempo as decisões importantes que são tomadas na
administração da empresa, com reflexos monetários;
4 - Facilitar a análise e o cálculo nas linhas de créditos a serem obtidos junto às instituições
fmanceiras;
5 - Programar os ingressos e desembolsos de caixa de forma criteriosa, permitindo determinar

o período em que deverá ocorrer carências de recursos, havendo, tempo suficiente para as medidas necessárias, para que não chegue à situação de iliquidez; 6 - Certificar que os excessos monetários de caixa estão sendo devidamente aplicados; 7 - Determinar quanto de recursos próprios a empresa dispõe em dado período, e aplicá-Io de forma mais rentável possível, bem como analisar os recursos de terceiros que satisfaçam as necessidades da empresa;

8 - Proporcionar o intercâmbio dos diversos departamentos da empresa com a área fmanceira,

possibilitando uma visão geral da situação fmanceira e administrativa da empresa aos sócios, investidores e demais interessados; 9 -Desenvolver o uso eficiente e racional do disponível; 10 - Projetar um plano efetivo de pagamento de débito; 11 - Analisar a viabilidade de serem comprometidos os recursos da empresa;

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12 - Participar e integrar todas as atividades da empresa, facilitando assim os controles
fmanceiros;
13 - Avaliar a capacidade de geração de caixa da empresa; se ela faz dinheiro hoje e
demonstra capacidade de fazê-Io no futuro.

Para que se possa implantar com eficiência o Fluxo de Caixa em uma empresa, é necessário que se determine algumas exigências, que serão relatadas abaixo: 1 - Definir as atividades meios e fins; 2 - Apoio da diretoria da empresa (pois sem esse apoio nada se poderá fazer);

3 - Organização da estrutura funcional da empresa com definição clara dos níveis de

responsabilidades de cada um; 4 - Integração dos setores elou departamentos da empresa ao sistema de fluxo de caixa;

5 - Defmição do sistema de informação quanto à qualidade e aos formulários a serem

utilizados, calendário de entrega de dados (periodicidade) e os responsáveis pela elaboração das diversas projeções;

6 - Treinamento do pessoal envolvido;

7 - Criação do manual de operações financeiras; 8 - Controle fmanceiro adequado. Cumprida as exigências acima a próxima fase será a elaboração da Demonstração do Fluxo de Caixa.

2.2 ELABORAÇÃO DA DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

A demonstração do fluxo de caixa pode ser elaborada de duas formas:

A) De posse da ficha da "conta caixa" (ou livro caixa), ordenando as operações de acordo com a sua natureza, e condensando-as, poderíamos extrair todos os saldos necessários. B) De posse das demonstrações financeiras, uma vez que nem sempre teremos acesso ao "livro caixa", lançaremos mão de técnica bastante prática, propiciando, assim, a elaboração da DFC para empresas diversas.

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2.2.1.2 Transações que diminuem o Caixa (Disponível)

a) Pagamentos de Dividendos aos Acionistas - se os investimentos dos proprietários da empresa representam entrada em Caixa, os dividendos pagos em cada exercício, significam diminuição do Caixa.

b) Pagamento de Juros, Correção Monetária da Dívida e Amortização da Dívida - o resgate das obrigações junto às Instituições Financeiras, bem como os encargos fmanceiros Ouros, comissões, correção monetária, etc) significam saída de dinheiro. c) Aquisição de Item do Ativo Permanente - são aquisições à vista de imobilizado e de itens do subgrupo Investimentos (ações etc).

d) Compras à Vista e Pagamentos a Fornecedores - são aquelas saídas de numerários referentes à matéria prima e material secundário.

e) Pagamentos de Despesas/Custos, Contas a Pagar e Outros - são os desembolsos com despesas administrativas de vendas, com itens dos custos e outros.

Figura 2: As transações que diminuem o Caixa (Disponível)

Aquisição de

nem Ativo
Pennanete

Compras à Vista e Pagamentos a Fornecedores

Pagamento deJlD'OS,

Correção Monetária e Amortização da Dívida

Pagamentos de Despesas/Custos,

Contas a Pagar e OUtros

Pagamentos de Dividendos aos Acionistas.

Para melhor compreensão dos ingressos e desembolsos de caixa, segue a representação gráfica que sintetiza os principais ingressos e desembolsos:

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Figura 3: As transações do caixa.

Fonte: ZDANOWICZ(2000, p.261)

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períodos depois, do eventual valor de alienação, sem a visão adequada do cotejo entre os dois para que se tenha a idéia do que representou, fmanceiramente, a aquisição e o uso desse ativo.

2.2.3 A importância do planejamento do Fluxo de Caixa

É importante o planejamento do fluxo de caixa, pois é por intermédio dele que se tem uma visão antecipada da necessidade de numerários para atender aos pagamentos dos compromissos que a empresa costuma assumir, considerando os prazos para cumpri-Ios. Com isso o administrador financeiro estará apto a planejar com antecedência os problemas de caixa que poderão surgir em caso de diminuição de receitas ou aumento no volume de pagamentos. O Fluxo de Caixa é de grande importância para eficácia econômico-fmanceira e gerencial da empresa quer seja ela pequena, média ou grande. É pôr este motivo que as instituições fmanceiras de crédito muitas vezes exigem a sua apresentação antes de aprovarem empréstimos a seus clientes. Quanto ao controle do fluxo de caixa é tão importante e essencial à empresa quanto o seu processo de planejamento, pois um depende do outro, para que ambos possam ser úteis e práticos. O administrador deverá acompanhar o desempenho dos planos, informando periodicamente aos seus responsáveis a realização e o quanto falta para realizar. O controle diário reduz a margem de erros, e permite acompanhar a performance, em tempo de aplicar eventuais medidas corretivas.

A revisão do fluxo de caixa compreende os seguintes controles:

1 - Controle diário da movimentação bancária. 2 - Boletim diário de Caixa e Bancos.

3 - Controle fmanceiro diário, em termos de ingressos e desembolsos de caixa.

Para melhor compreensão de planejamento e controle do fluxo de caixa, apresenta-se abaixo um demonstrativo de equilJbrio fmanceiro:

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Figura 4: Planejamento e Controle do fluxo de caixa.

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Fonte: ZDANOWICZ (2000, p.44)