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Forças Intermoleculares: Tipos, Interações e Importância, Notas de estudo de Engenharia Elétrica

As forças intermoleculares, incluindo as forças eletrostáticas (dipolo-dipolo, ion-dipolo, dispersão de london e ligação de hidrogênio). Explica-se a importância dessas interações na determinação das propriedades físicas de líquidos e sólidos moleculares. O texto inclui figuras e exemplos para facilitar a compreensão.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 22/11/2011

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FORÇAS INTERMOLECULARES
As propriedades físicas de líquidos e sólidos
moleculares são relativas em grande parte às forças
intermoleculares (forças de van der Waals).
Existem quatro tipos de forças, eletrostáticas
por natureza, envolvendo atrações entre espécies
positivas e negativas:
Dipolo-dipolo
Dispersão de London (ou apenas força de
dispersão)
Ligação de hidrogênio
Íon-dipolo
Obs. Todas essas forças tendem a ser até 15%
menos fortes que as ligações covalentes e iônicas.
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Baixe Forças Intermoleculares: Tipos, Interações e Importância e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia Elétrica, somente na Docsity!

FORÇAS INTERMOLECULARES

As propriedades físicas de líquidos e sólidos

moleculares são relativas em grande parte às forças

intermoleculares (forças de van der Waals).

Existem quatro tipos de forças, eletrostáticas

por natureza, envolvendo atrações entre espécies

positivas e negativas:

Dipolo-dipolo

Dispersão de London (ou apenas força de

dispersão)

Ligação de hidrogênio

Íon-dipolo

Obs. Todas essas forças tendem a ser até 15%

menos fortes que as ligações covalentes e iônicas.

Figura 1. Comparação da ligação covalente (força

intramolecular) e atração intermolecular.

FORÇAS DIPOLO-DIPOLO

Moléculas polares neutras se atraem quando o

lado positivo de uma molécula está próximo do lado

negativo de outra. Essas forças são efetivas

quando moléculas polares estão muito próximas.

São mais fracas que as forças íon-dipolo.

Figura 3. interações eletrostáticas de duas

moléculas polares e de muitos dipolos no

estado condensado.

FORÇAS DE DISPERSÃO DE LONDON

Entre átomos e moléculas apolares, não pode

haver forças dipolo-dipolo. Entretanto, o

movimento de elétrons em um átomo ou molécula

pode criar um momento de dipolo instantâneo:

Figura 4. Duas representações esquemáticas dos dipolos instantâneos em

átomos de hélio adjacentes, mostrando a atração eletrostática entre

eles. Tal força é significativa somente quando as moléculas estão

próximas.

As forças de dispersão ocorrem em

todas as moléculas, não importa se elas são

polares ou apolares. As moléculas polares

sofrem interações dipolo-dipolo, mas

também sofrem forças de dispersão ao

mesmo tempo. Na realidade, estima-se que

as forças de dispersão são responsáveis

por mais de 80% da atração total entre as

moléculas; as atrações dipolo-dipolo

respondem pelo resto.

Quando as moléculas têm massas molares

iguais e formas comparáveis , as forças de

dispersão são aproximadamente iguais. Nesse

caso as diferenças em magnitudes das forças

atrativas devem-se às diferenças de atração

dipolo-dipolo, com a maioria das moléculas

polares tendo atrações mais fortes.

Quando as moléculas diferem muito em suas

massas molares , as forças de dispersão

tendem a ser decisivas. Nesse caso, as

diferenças em magnitudes das forças atrativas

podem geralmente ser associadas com as

diferenças nas massas molares, com a molécula

mais massiva tendo as ligações mais fortes.

Figura 6. Exemplos de ligação de hidrogênio. As linhas sólidas

representam ligações covalentes, as linhas vermelhas pontilhadas

representam ligações de hidrogênio.

Figura 7. Pontos de ebulição dos hidretos dos grupos 14 e 16 em função

da massa molar.

As ligações de hidrogênio são responsáveis

pela maneira como o DNA é capaz de transportar a

informação genética.

Figura 8. Ligação de hidrogênio entre os pares de

bases complementares. As ligações de hidrogênio

são responsáveis pela estrutura de fitas duplas

helicoidais do DNA.

Pratique

1) Em qual das seguintes substâncias é mais

provável que a ligação de hidrogênio tenha

papel importante na determinação das

propriedades físicas: CH

4

(metano), H

2

NNH

2

(hidrazina) fluoreto de metila (CH

3

F) ou

sulfeto de hidrogênio (H

2

S)?

Mistura de soluto iônico e solvente apolar

Se adicionarmos cloreto de sódio, em um

solvente apolar, como o tetracloreto de carbono

(CCl

4

), a dissolução não ocorre. O tetracloreto de

carbono é uma molécula apolar devido à sua

estrutura tridimensional. As polaridades das quatro

ligações de C-Cl são anuladas devido à sua estrutura

tetraédrica. As moléculas apolares se mantêm unidas

por interações intermoleculares bastante fracas. Ao

misturar NaCl e CCl

4

, a ligação iônica deste sólido é

forte o suficiente para não ser quebrada pela

interação de seus íons com as moléculas apolares do

líquido. Assim, a mistura dessas duas substâncias

não forma solução, mas sim uma mistura

heterogênea, com duas fases distintas: sólida e

líquida.

Dissolução de soluto polar em solvente polar

Borbulhando ácido clorídrico, HCl, gasoso

em água, a dissolução ocorre, com a

consequente formação de íons. Nesse caso, os

átomos constituintes desse ácido estão ligados

por ligação covalente polar, devido à diferença

de eletronegatividade entre eles. Na dissolução

do HCl em água, os dipolos da água e da

molécula de HCl se atraem, provocando a sua

ionização. O que acontece é que as moléculas

de água atraem o hidrogênio da molécula polar

do HCl com força suficiente para romper a

ligação covalente entre esses dois átomos,

porém a eletronegatividade do cloro é forte

suficiente para arrancar o elétron do hidrogênio,

formando os íons Cl

e H

3

O

em solução.

Quando ocorre a dissolução da sacarose na água, são

estabelecidas novas ligações de hidrogênio entre os

grupamentos hidroxila (OH) polares das moléculas de

sacarose e as moléculas de água, também polares. Essas

novas interações são fortes o suficiente para romper as

interações intermoleculares existentes antes da dissolução:

sacarose-sacarose e água-água. Em outras palavras, as

forças soluto-solvente são mais fortes que as forças soluto-

soluto e solvente-solvente. A interação entre a água e a

sacarose permite a dissolução da sacarose em água.

Na solução de sacarose, não ocorre a formação de íons

em solução, mas a formação de ligações de hidrogênio entre

as moléculas da sacarose e da água. Assim, as moléculas

de sacarose ficam dispersas nas moléculas de água. Por

não formar íons em solução, esta substância é chamada de

não-eletrólito e a sua solução não é boa condutora de

eletricidade.

Ligações de hidrogênio são responsáveis pela total

miscibilidade do etanol (CH

3

CH

2

OH) em água. Ao misturar

essas duas substâncias, são estabelecidas ligações de

hidrogênio entre as moléculas de água e etanol, permitindo

a dissolução completa de um líquido no outro, conforme

ilustrado na figura abaixo:

Moléculas de etanol e água interagem livremente através de ligações de hidrogênio.