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Função Renal, Notas de estudo de Medicina

Função Renal Fisiologia Clínica 2/2010 - 3º período Curso de Medicina Prof. Neusa Lopes Araujo Faria (Dra. em endocrinologia)

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 26/11/2010

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Fisiologia Renal
Anatomia e Fisiologia do Trato Urinário Inferior
Uma vez que a urina tenha saído dos cálices renais e da pelve renal ela flui pelos ureteres
e entra na bexiga urinária, onde é armazenada.
Os ureteres são tubos musculares com cerca de 30 cm de comprimento. Entram na
bexiga na face posterior, próximo à base, acima do colo da bexiga.
A bexiga é composta de 2 partes:
fundo ou corpo, que armazena a urina
colo (uretra posterior) que tem forma de funil e une-se a uretra; nas mulheres é o final
do trato urinário e ponto de saída da urina e nos homens a urina flui da uretra
posterior até a anterior, que se estende pelo pênis.
A bexiga, os cálices renais, a pelve e o ureter são revestidos com epitélio transicional,
composto por várias camadas celulares, este epitélio é envolvido por fibras longitudinais
e espirais de tecido muscular liso.
Na bexiga este tecido muscular recebe o nome de músculo detrusor.
As fibras musculares da bexiga próximas ao colo formam o esfíncter interno (não é um
esfíncter verdadeiro, formado por fibras musculares convergentes), este esfíncter não
está sobre controle voluntário. Seu tônus evita o esvaziamento da bexiga até que
estímulos apropriados ativem a micção.
O esfíncter externo (formado de músculo esquelético) está sob controle voluntário, e
pode ser usado para interromper ou impedir a micção.
As células do músculo liso, no trato urinário inferior, são acopladas eletricamente,
exibem potenciais de ação espontâneos, contraem-se quando estiradas e estão sob
controle autonômico.
As paredes dos ureteres, bexiga e uretra são altamente pregueadas e dessa forma
dilatáveis.
O volume da bexiga pode aumentar a partir de um volume mínimo de 10 ml, após a
micção até 400 ml; a pressão, porém varia apenas 5 cm de H2O.
O músculo liso do colo da bexiga recebe inervação simpática dos nervos hipogastros. Os
receptores alfa-adrenérgicos, localizados principalmente no colo da bexiga e na uretra,
causam contração (fechamento da uretra e armazenamento de urina).
As fibras parassimpáticas sacrais (muscarínicas) inervam o corpo da bexiga e causam
contração mantida da bexiga.
Fibras sensoriais dos nervos pélvicos (via visceral aferente) também inervam o fundo,
carregam informações dos receptores que detectam o volume da bexiga, dor e sensações
de temperatura.
Os nervos pudendos sacros inervam as fibras do músculo esquelético do esfíncter
externo.
Micção
Micção é o processo de esvaziamento da bexiga urinária.
Duas etapas estão envolvidas:
1) Enchimento progressivo da bexiga até que a pressão
chegue a um valor crítico
2) Reflexo neuronal - reflexo da micção - que esvazia a
bexiga.
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Fisiologia Renal

Anatomia e Fisiologia do Trato Urinário Inferior

  • Uma vez que a urina tenha saído dos cálices renais e da pelve renal ela flui pelos ureteres e entra na bexiga urinária, onde é armazenada.
  • Os ureteres são tubos musculares com cerca de 30 cm de comprimento. Entram na bexiga na face posterior, próximo à base, acima do colo da bexiga.
  • A bexiga é composta de 2 partes:
    • fundo ou corpo, que armazena a urina
    • colo (uretra posterior) que tem forma de funil e une-se a uretra; nas mulheres é o final do trato urinário e ponto de saída da urina e nos homens a urina flui da uretra posterior até a anterior, que se estende pelo pênis.
  • A bexiga, os cálices renais, a pelve e o ureter são revestidos com epitélio transicional, composto por várias camadas celulares, este epitélio é envolvido por fibras longitudinais e espirais de tecido muscular liso.
  • Na bexiga este tecido muscular recebe o nome de músculo detrusor.
  • As fibras musculares da bexiga próximas ao colo formam o esfíncter interno (não é um esfíncter verdadeiro, formado por fibras musculares convergentes), este esfíncter não está sobre controle voluntário. Seu tônus evita o esvaziamento da bexiga até que estímulos apropriados ativem a micção.
  • O esfíncter externo (formado de músculo esquelético) está sob controle voluntário, e pode ser usado para interromper ou impedir a micção.
  • As células do músculo liso, no trato urinário inferior, são acopladas eletricamente, exibem potenciais de ação espontâneos, contraem-se quando estiradas e estão sob controle autonômico.
  • As paredes dos ureteres, bexiga e uretra são altamente pregueadas e dessa forma dilatáveis.
  • O volume da bexiga pode aumentar a partir de um volume mínimo de 10 ml, após a micção até 400 ml; a pressão, porém varia apenas 5 cm de H 2 O.
  • O músculo liso do colo da bexiga recebe inervação simpática dos nervos hipogastros. Os receptores alfa-adrenérgicos, localizados principalmente no colo da bexiga e na uretra, causam contração (fechamento da uretra e armazenamento de urina).
  • As fibras parassimpáticas sacrais (muscarínicas) inervam o corpo da bexiga e causam contração mantida da bexiga.
  • Fibras sensoriais dos nervos pélvicos (via visceral aferente) também inervam o fundo, carregam informações dos receptores que detectam o volume da bexiga, dor e sensações de temperatura.
  • Os nervos pudendos sacros inervam as fibras do músculo esquelético do esfíncter externo.

Micção

  • Micção é o processo de esvaziamento da bexiga urinária. Duas etapas estão envolvidas:
  1. Enchimento progressivo da bexiga até que a pressão chegue a um valor crítico
  2. Reflexo neuronal - reflexo da micção - que esvazia a bexiga.

Análise da Urina

  • A análise do volume e das propriedades física, química e microscópica da urina, chamada de análise de elementos anormais e sedimento ( EAS ), revela muito sobre as condições do corpo.
  • As principais características são: volume, cor, aspecto, odor, pH e gravidade específica (densidade).
  • A água responde por 95% do volume total de urina e os 5% restantes consistem em eletrólitos, solutos derivados do metabolismo celular e substâncias exógenas, tais como fármacos.
  • Cilindros:
    • Cilindros hialinos: significado – urina concentrada, doenças febris, exercício extenuante, durante tratamento com diuréticos (não indicam doença renal).
    • Cilindros hemáticos: significado – glomerulonefrite.
    • Cilindros leucocitários: significado – necrose tubular aguda, nefrite intersticial.
    • Cilindros epiteliais: não específicos, podem representar necrose tubular aguda.
    • Cilindros granulares: não específicos, podem representar necrose tubular aguda.
    • Cilindros céreos: significado - IRC, indicam estase nos túbulos coletores, indicativos de anúria ou oligúria.