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Funções da Linguagem: Exercícios para Compreensão e Análise, Exercícios de Português (Gramática - Literatura)

Uma série de exercícios sobre funções da linguagem, com foco em análise textual e identificação de elementos como emissor, receptor, mensagem e contexto. Os exercícios são extraídos de provas como enem e simulados, proporcionando uma prática relevante para estudantes que se preparam para vestibulares e concursos.

Tipologia: Exercícios

2025

Compartilhado em 25/03/2025

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rayane-costa-32 🇧🇷

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Funções da Linguagem
Exercícios
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Funções da Linguagem

Exercícios

Exercícios

1. (ENEM)

ESTOJO ESCOLAR

Rio de Janeiro – Noite dessas, ciscando num desses canais a cabo, vi uns caras oferecendo maravilhas eletrônicas, bastava telefonar e eu receberia um notebook capaz de me ajudar a fa- bricar um navio, uma estação espacial. [...] Como pretendo viajar esses dias, habilitei-me a comprar aquilo que os caras anunciavam como o top do top em matéria de computador portátil. No sábado, recebi um embrulho complicado que necessitava de um manual de instruções para ser aberto. [...] De repente, como vem acontecendo nos últimos tempos, houve um corte na memória e vi diante de mim o meu primeiro estojo escolar. Tinha 5 anos e ia para o jardim de infância. Era uma caixinha comprida, envernizada, com uma tampa que corria nas bordas do corpo principal. Dentro, arrumados em divi- sões, havia lápis coloridos, um apontador, uma lapiseira cromada, uma régua de 20 cm e uma borracha para apagar meus erros. [...] Da caixinha vinha um cheiro gostoso, cheiro que nunca es- queci e que me tonteava de prazer. [...] O notebook que agora abro é negro e, em matéria de cheiro, é abominável. Cheira vilmente a telefone celular, a cabine de avião, a aparelho de ultrassonografia onde outro dia uma moça veio ver como sou por dentro. Acho que piorei de estojo e de vida. CONY, C. H. Crônicas para ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2009 (adaptado). No texto, há marcas da função da linguagem que nele predomi- na. Essas marcas são responsáveis por colocar em foco o(a) a) mensagem, elevando-a à categoria de objeto estético o mun- do das artes. b) código, transformando a linguagem utilizada no texto na pró- pria temática abordada. c) contexto, fazendo das informações presentes no texto seu aspecto essencial. d) enunciador, buscando expressar sua atitude em relação ao conteúdo do enunciado. e) interlocutor, considerando-o responsável pelo direciona mento dado à narrativa pelo enunciador.

2. (SIMULADO)

A raça humana é uma semana trabalho de Deus... A raça humana é a ferida acesa uma beleza, uma podridão, o fogo eterno e a morte a morte e a ressurreição. A raça humana é o cristal de lágrimas da lavra da solidão,

da mina cujo mapa traz na palma da mão. A raça humana risca, rabisca, pinta a tinta, a lápis, carvão ou giz. O rosto da saudade que traz do gênesis. Dessa semana santa entre parênteses. Desse divino oásis da grande apoteose. Da perfeição divina na grande síntese. Disponível em: https://www.vagalume.com.br.gilberto-gil/ a-raca-humana.html. Acesso em: 8 set. 2020.

Nos textos em geral, é comum a manifestação simultânea de várias funções da linguagem, com o predomínio, entretanto, de uma sobre as outras. Na composição musical de Gilberto Gil, a função da linguagem predominante é a a) metalinguística, pois o discurso do enunciador tem como foco o emissor. b) poética, pois chama a atenção para a elaboração estética da mensagem. c) conativa, pois o interlocutor é o foco do enunciador na cons- trução da informação. d) fática, pois o enunciador tem como objetivo principal a manu- tenção da comunicação. e) referencial, pois o contexto é o elemento que se sobressai em detrimento dos demais.

(ENEM) Vou-me embora p’ra Pasárgada foi o poema de

mais longa gestação em toda a minha obra. Vi pela primei- ra vez esse nome Pasárgada quando tinha os meus dezesseis anos e foi num autor grego. [...] Esse nome de Pasárgada, que significa “campo dos persas” ou “tesouro dos persas”, suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias, como o de L’invitation au Voyage , de Baudelaire. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo, num mo- mento de fundo desânimo, da mais aguda sensação de tudo o que eu não tinha feito em minha vida por motivo da doença, saltou-me de súbito do subconsciente este grito estapafúrdio: “Vou-me em- bora p’ra Pasárgada!” Senti na redondilha a primeira célula de um poema, e tentei realizá-lo, mas fracassei. Alguns anos depois, em idênticas circunstâncias de desalento e tédio, me ocorreu o mes- mo desabafo de evasão da “vida besta”. Desta vez o poema saiu sem esforço como se já estivesse pronto dentro de mim. Gosto desse poema porque vejo nele, em escorço, toda a minha vida; [...] Não sou arquiteto, como meu pai desejava, não fiz nenhuma casa, mas reconstruí e “não de uma forma imperfeita neste mundo de aparências’, uma cidade ilustre, que hoje não é mais a Pasárgada de Ciro, e sim a “minha” Pasárgada. BANDEIRA, M. Itinerário da Pasárgada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; Brasília: INL, 1984

Os processos de interação comunicativa preveem a presença ativa de múltiplos elementos da comunicação, entre os quais se destacam as funções da linguagem. Nesse fragmento, a função da linguagem predominante é a) emotiva, porque o poeta expõe os sentimentos de angústia que o levaram à criação poética. b) referencial, porque o texto informa sobre a origem do nome empregado em um famoso poema de Bandeira.

2 GRAMÁ T I C A • FERN AND A P ESS O A

c) poética, porque o texto chama a atenção para os recursos de linguagem, d) conativa, porque o texto procura orientar comportamentos do leitor. e) referencial, porque o texto trata de noções e informações conceituais.

(ENEM CANCELADO) Em uma famosa discussão

entre profissionais das ciências biológicas, em 1959, C. P. Snow lançou uma frase definitiva: “Não sei como era a vida antes do clorofórmio”. De modo parecido, hoje podemos dizer que não sabemos como era a vida antes do computador. Hoje não é mais possível visualizar um biólogo em atividade com ape- nas um microscópio diante de si; todos trabalham com o auxílio de computadores. Lembramo-nos, obviamente, como era a vida sem computador pessoal. Mas não sabemos como ela seria se ele não tivesse sido inventado. PIZA, D. Como era a vida antes do computador? OceanAir em Revista, nº 1, 2007 (adaptado). Neste texto, a função da linguagem predominante é a) emotiva, porque o texto é escrito em primeira pessoa do plural. b) referencial, porque o texto trata das ciências biológicas, em que elementos como o clorofórmio e o computador impulsio- naram o fazer científico. c) metalinguística, porque há uma analogia entre dois mundos distintos: o das ciências biológicas e o da tecnologia. d) poética, porque o autor do texto tenta convencer seu leitor de que o clorofórmio é tão importante para as ciências médicas quanto o computador para as exatas. e) apelativa, porque, mesmo sem ser uma propaganda, o re- dator está tentando convencer o leitor de que é impossível trabalhar sem computador, atualmente.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Canção do vento e da minha vida O vento varria as folhas, O vento varria os frutos, O vento varria as flores... E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De frutos, de flores, de folhas.

[...] O vento varria os sonhos E varria as amizades... O vento varria as mulheres... E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De afetos e de mulheres.

O vento varria os meses E varria os teus sorrisos... O vento varria tudo! E a minha vida ficava

porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, de preferên- cia colhido no noticiário matutino, ou da véspera, em que, com as suas artimanhas peculiares, possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida emocionalmente despertados pela concentração. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. MORAES, V. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São Paulo: Cia. das Letras, 1991.

Predomina nesse texto a função da linguagem que se constitui a) nas diferenças entre o cronista e o ficcionista. b) nos elementos que servem de inspiração ao cronista. c) nos assuntos que podem ser tratados em uma crônica. d) no papel da vida do cronista no processo de escrita da crônica. e) nas dificuldades de se escrever uma crônica por meio de uma crônica.

(ENEM PPL) Já reparei uma coisa: bola de futebol, seja

nova, seja velha, é um ser muito compreensivo, que dança conforme a música: se está no Maracanã, numa decisão de título, ela rola e quiçá com um ar dramático, mantendo sempre a mesma pose adulta, esteja nos pés de Gérson ou nas mãos de um gandula. Em compensação, num racha de menino, ninguém é mais sapeca: ela corre para cá, corre para lá, quiçá no meio-fio, para de estalo no can- teiro, lambe a canela de um, deixa-se espremer entre mil canelas, depois escapa, rolando, doida, pela calçada. Parece um bichinho. NOGUEIRA, A. Peladas. Os melhores da crônica brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1977 (fragmento).

O texto expressa a visão do cronista sobre a bola de futebol. Entre as estratégias escolhidas para dar colorido a sua expres- são, identifica-se, predominantemente, uma função da lingua- gem caracterizada pela intenção do autor em a) manifestar o seu sentimento em relação ao objeto bola. b) buscar influenciar o comportamento dos adeptos do futebol. c) descrever objetivamente uma determinada realidade. d) explicar o significado da bola e as regras para seu uso. e) ativar e manter o contato dialógico com o leitor.

(ENEM) A biosfera, que reúne todos os ambientes onde

se desenvolvem os seres vivos, se divide em unidades menores chamadas ecossistemas, que podem ser uma floresta, um deserto e até um lago. Um ecossistema tem múltiplos meca- nismos que regulam o número de organismos dentro dele, con- trolando sua reprodução, crescimento e migrações. DUARTE, M. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Predomina no texto a função da linguagem a) emotiva, porque o autor expressa seu sentimento em relação à ecologia. b) fática, porque o texto testa o funcionamento do canal de comunicação.

4 GRAMÁTICA • FERNANDA PESSOA

Cada vez mais cheia De tudo.

BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967.

11. (ENEM) Predomina no texto a função da linguagem

a) fática, porque o autor procura testar o canal de comunicação. b) metalinguística, porque há explicação do significado das expressões. c) conativa, uma vez que o leitor é provocado a participar de uma ação. d) referencial, já que são apresentadas informações sobre acon- tecimentos e fatos reais. e) poética, pois chama-se a atenção para a elaboração especial e artística da estrutura do texto.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
O CANTO DO GUERREIRO

Aqui na floresta Dos ventos batida, Façanhas de bravos Não geram escravos, Que estimem a vida Sem guerra e lidar.

  • Ouvi-me, Guerreiros,
  • Ouvi meu cantar.

Valente na guerra, Quem há, como eu sou? Quem vibra o tacape Com mais valentia? Quem golpes daria Fatais, como eu dou?

  • Guerreiros, ouvi-me;
  • Quem há, como eu sou? Gonçalves Dias.

MACUNAÍMA (Epílogo) Acabou-se a história e morreu a vitória. Não havia mais ninguém lá. Dera tangolomângolo na tribo Tapanhumas e os filhos dela se acabaram de um em um. Não havia mais ninguém lá. Aqueles lugares, aqueles campos, fu- ros puxadouros arrastadouros meios-barrancos, aqueles matos misteriosos, tudo era solidão do deserto... Um silêncio imenso dormia à beira do rio Uraricoera. Nenhum conhecido sobre a terra não sabia nem falar da tribo nem contar aqueles casos tão pançudos. Quem podia saber do Herói?

Mário de Andrade.

(ENEM) Considerando-se a linguagem desses dois

textos, verifica-se que

a) a função da linguagem centrada no receptor está ausente tan- to no primeiro quanto no segundo texto. b) a linguagem utilizada no primeiro texto é coloquial, enquan- to, no segundo, predomina a linguagem formal. c) há, em cada um dos textos, a utilização de pelo menos uma palavra de origem indígena. d) a função da linguagem, no primeiro texto, centra-se na forma de organização da linguagem e, no segundo, no relato de in- formações reais. e) a função da linguagem centrada na primeira pessoa, predo- minante no segundo texto, está ausente no primeiro.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Rios sem discurso Quando um rio corta, corta-se de vez o discurso-rio de água que ele fazia; cortado, a água se quebra em pedaços, em poços de água, em água paralitica. Em situação de poço, a água equivale a uma palavra em situação dicionária: isolada, estanque no poço dela mesma, e porque assim estanque, estancada; e mais: porque assim estancada, muda, e muda porque com nenhuma comunica, porque cortou-se a sintaxe desse rio, o fio de água por que ele discorria. João Cabral de Melo Neto. A educação pela pedra.

(FUVEST-ETE) No texto, predominam as seguintes

funções da linguagem: a) fática e referencial. b) referencial e conativa. c) metalinguística e poética. d) poética e conativa. e) metalinguística e fática.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
NO PAÍS DA BIODIVERSIDADE, FALTAM RECURSOS
PARA GERIR OS NOSSOS PARQUES

(^1) Quem já visitou 2 algum 3 parque brasileiro certamente se sur- preendeu com 4 tamanha exuberância cênica 5 desses locais. 6 Não por acaso, 7 nossos parques conservam uma rica biodiversidade − uma das maiores do mundo − cuja excepcionalidade projetou algumas 8 dessas áreas ao patamar de patrimônio natural da hu- manidade. 9 Enquanto a natureza nos dá motivos de sobra para enaltecer nossos parques, 10 a realidade de escassez e limitação de recursos para a gestão e manutenção dessas áreas tem com- prometido grande parte do seu potencial gerador de desenvol- vimento, saúde e bem-estar − para não mencionar a vulnerabili- dade a que sua fauna e flora ficam expostas. (^11) Esse retrato de limitações foi capturado na edição recém- -lançada da pesquisa Diagnóstico de Uso Público em Parques Brasileiros: A Perspectiva da Gestão, produzida pelo Instituto

FERNANDA PESSOA • GRAMÁTICA 5

GABARITO:

Resposta da questão 1: [D] No texto, predominam marcas da função emotiva da linguagem, função que se estabelece na subjetividade com que a mensagem que é transmitida pelo emissor, através da enunciação de suas emoções e sentimentos. No caso da crónica de Carlos Heitor Cony, o relato da diferença de emoções experimentadas no pre- sente, quando adquire um computador, e as vividas na sua infân- cia, quando se extasiou com o seu primeiro estojo escolar. Assim, è correta a opção [D].

Resposta da questão 2: [B] Alternativa [A] - Incorreta, pois não predomina a função meta- linguistica, além de ela não ter como foco comunicativo o emis- sor, mas sim o código. Alternativa [B] - Correta, pois o compositor chama a tenção do leitor/ouvinte para a construção trabalhada da mensagem a respeito da raça humana por meio de uma linguagem muito conotativa. Alternativa [C] - Incorreta, pois não há a intenção do compositor em colocar o interlocutor como centro da comunicação. Alternativa [D] - Incorreta, pois não função fática (testagem/ma- nutenção do canal comunicativo). Alternativa [E] Incorreta, pois a intenção do compositor não é usar seu texto para informar.

Resposta da questão 3: [C] É correta a opção [C], pois, ao relatar o processo que deu origem ao poema «Itinerário de Pasárgada”, Manuel Bandeira tece co- mentários sobre o fazer poético, instaurando a função metalin- guistica da linguagem no texto.

Resposta da questão 4: [C] No texto predomina a função referencial ou denotativa da lin- guagem, que visa a informar o leitor sobre a disponibilização de acesso a imagens de obras de arte que fazem parte da coleção do Instituto de Arte de Chicago, fornecendo também instruções de como utilizar o programa. Assim, é correta a opção [C].

Resposta da questão 5: [E] Em “As atrizes”, Chico Buarque explora a função emotiva, ca- racterizada pela mensagem centrada no emissor através de um discurso construído com pronomes em primeira pessoa (“me”, “minha” “meu” e “mim”), além da presença do advérbio valo- rativo “muito”, revelador da intensidade da admiração que es- sas atrizes provocam no eu lírico: “é natural que toda a atriz/ Presentemente represente/Muito para mim”. Assim, é correta a opção [E].

Resposta da questão 6: [D] A principal característica da função metalinguística é o fato de a mensagem estar centrada no próprio código como, por exemplo, nos dicionários, cujos verbetes explicam a própria palavra, no filme que tem por próprio tema o cinema, no teatro que tem por tema a própria dramaturgia, etc. No texto do enunciado, a autora chama a atenção do leitor para a importância do ato de ler, pelo que é correta a opção [D].

Resposta da questão 7: [E] O autor compara o trabalho de escrever ficção com o de escrever uma crônica. Para o poeta e cronista. o segundo gênero é mais

difícil. Segundo Vinicius, a ficção cria personagens, situações e pronto enquanto o cronista tem que evocar alguma coisa que de fato aconteceu e ainda por cima dar uma pincelada de poesia. Maneira jocosa de valorizar o seu oficio discutido dentro do pró- prio meio, isto é, um cronista dentro da própria crònica discutin- do suas dificuldades de elaboração. Metalinguagem pura. Resposta da questão 8: [A] O cronista, ao emprestar caracteristicas humanas à bola de fute- bol, transmite a subjetividade com que a interpreta, instaurando no texto a função emotiva com a qual é possivel identificar suas opiniões, emoções, sentimentos e pontos de vista. Assim, é cor- reta a opção [A]. Resposta da questão 9: [E] O texto não apresenta subjetividade, tentativa de estabelecer comunicação com o receptor através de mensagens sem conteú- do, recursos literários ou figuras de linguagem expressivas, nem verbos no imperativo ou uso de pronomes em 2 ou 3a pessoas, indicativos da necessidade de convencer o leitor. Estas consi- derações descartam as opções a), b), c) e d), respectivamente. Portanto, apenas a e) é correta, na medida em que o texto visa apenas à informação. objetiva, transmitindo impessoalidade em linguagem denotativa. Resposta da questão 10: [B] A alternativa A é incorreta. A função emotiva está presente no texto, cuja linguagem revela as reações do emissor, diante daqui- lo que está transmitindo e cuja mensagem revela os sentimentos e emoções do remetente. O excerto de Piza faz uma reflexão so- bre a importância do computador, não mostra os sentimentos do emissor. A alternativa C é incorreta. O conceito de função metalinguística está equivocado aí. Essa função existe nos textos que falam sobre o próprio código. A alternativa D está incorreta. A função poética ocorre quando o sentido de uma mensagem é reforçado pelo ritmo das frases, pela sonoridade das palavras, pelo aspecto material da lingua- gem. Existe nos textos em que o significante é tão importante quanto o significado. O fragmento não valoriza esses recursos apontados. A afirmação E está errada. A função apelativa ou conativa da lin- guagem é utilizada para influenciar o receptor, mas o objetivo do emissor da mensagem não é persuadir o receptor, é refletir sobre a importância do computador. A alternativa B está correta. A função referencial está presente no texto, porque o emissor procura transmitir a informação refe- rente às ciências biológicas, em que elementos como o clorofor- mio e o computador impulsionaram o fazer científico. Resposta da questão 11: [E] O texto referido é poético, cuja construção pauta-se pelo em- prego de uma linguagem figurada na qual o autor utilizou-se de alguns recursos expressivos, conferindo uma autêntica expres- sividade à linguagem. Resposta da questão 12: [C] As palavras “tacape” e “tapanhumas” pertencem à lingua indígena e estão presentes nos textos I e II respectivamente, o que é afirmado em C. A função conativa (ou apelativa) está presente nos imperativos

FERNANDA PESSOA • GRAMÁTICA 7

do texto I, assim como a emotiva e a linguagem formal. Também am- bos os textos apresentam função poética (organização das palavras com intenção estética), o que invalida as demais opções. Resposta da questão 13: [C] No texto, predominam as funções metalinguistica e poética da linguagem. A primeira, porque a mensagem utiliza o próprio có- digo para falar dele mesmo e a segunda, pela forma com que a palavra é trabalhada pelo autore comunicada de forma atraente e sugestiva para o leitor. Assim, é correta a opção [C]. Resposta da questão 14: [D] A função de linguagem predominante no texto é a referencial, assinalada na opção [D] com suas respectivas características. Todas as demais, além de não serem predominantes no texto, apresentam justificativas erróneas para as funções designadas.

Resposta da questão 15: [D] Alternativa [A] - Incorreta, pois o fragmento textual não tem como finalidade comunicativa mostrar o sentimento de Olimpico por Macabéa, uma vez que eles não se conhecem. Alternativa [B] - Incorreta, pois a função referencial da lingua- gem não é predominante no fragmento textual. Alternativa [C]

  • Incorreta, pois o fragmento apresenta o começo já embaraço- so entre as personagens. Mesmo que a Clarice Lispector tivesse criado o nome Macabéa (neologismo onomástico), isso não é o motivo crucial do fragmento. Alternativa [D] - Correta, pois a função predominante da lingua- gem é a fática, cuja intenção crucial é a manutenção do diálo- go entre Macabéa e Olímpico. Alternativa [E] - Incorreta, pois o propósito crucial do fragmento não é explicar o nome Macabéa. Apenas a personagem Olímpico o achou estranho/feio.

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8 GRAMÁTICA • FERNANDA PESSOA