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Ficha 6. FUNÇÕES SINTÁTICAS. FUNÇÕES SINTÁTICAS A NÍVEL DA FRASE. 1. Sujeito. A função sintática de sujeito é desempenhada pelo constituinte da frase que ...
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A função sintática de sujeito é desempenhada pelo constituinte da frase que con- trola a concordância verbal. Esta função sintática pode ser desempenhada por um grupo nominal (um grupo de palavras cujo constituinte principal é um nome ou um pronome e que funciona como uma unidade sintática) (a), por uma oração subordinada substantiva relativa (b) ou por uma oração subordinada substantiva completiva (c). Exs.: a) A amiga da Maria é muito inteligente. b) Quem muito fala pouco acerta. c) É fantástico que tenhas conseguido vencer a corrida. Quando a função sintática de sujeito é desempenhada por um grupo nominal ou uma oração subordinada substantiva relativa, é possível identificar este constituinte atra- vés da sua substituição pela forma nominativa dos pronomes pessoais (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas). Exs.: a) A amiga da Maria é muito inteligente. → Ela é muito inteligente. b) Quem muito fala pouco acerta. → Ele pouco acerta. Quando a função sintática de sujeito é desempenhada por uma oração subordinada substantiva completiva, podemos identificar este constituinte através da sua substituição pelo pronome demonstrativo invariável «isso», que deve ser colocado antes do verbo. Ex.: É fantástico que tenhas conseguido vencer a corrida. → Isso é fantástico.
Quando o sujeito está expresso na frase, pode ser classificado como simples ou composto.
Caderno de atividades e avaliação contínua ficha 2
A função sintática de predicado é desempenhada pelo grupo verbal da frase (um grupo de palavras que tem como constituinte principal o verbo e que funciona como uma unidade sintática) (a), do qual fazem parte os complementos (b) e modificadores (c) do verbo.
Exs.: a) O António adormeceu. b) A Maria telefonou à irmã. c) O João chegou agora.
A função sintática de modificador é desempenhada por um constituinte que não é selecionado pelos elementos do grupo sintático de que faz parte. Uma vez que não é exigido por estes, em geral pode ser omitido, sem que isso ponha em causa a gramati- calidade da frase.
Esta função sintática pode ser desempenhada por um grupo adverbial (um grupo de palavras cujo principal constituinte é um advérbio e que funciona como uma unidade sintática) (a), um grupo preposicional (um grupo cujo constituinte principal é uma pre- posição e que funciona como uma unidade sintática) (b), uma oração subordinada adverbial condicional (c) ou uma oração subordinada adverbial concessiva (d). Este constituinte não se inclui no predicado.
Exs.: a) Felizmente, eles conseguiram chegar a tempo à reunião. b) Na verdade, eles têm toda a razão. c) Se estiver sol, iremos passear. d) Ainda que o percurso seja difícil, vale a pena realizá-lo.
A função sintática de vocativo é desempenhada pelo constituinte utilizado para interpelar o interlocutor. O vocativo ocorre, em geral, em frases do tipo interrogativo, exclamativo e imperativo.
Ex.: Tomás, podes trazer-me aquele livro, por favor?
O constituinte com esta função sintática pode ser um grupo nominal (a), um grupo adjetival — grupo de palavras cujo constituinte principal é um adjetivo e que funciona como uma unidade sintática (b) —, um grupo preposicional (c) ou um grupo adverbial — grupo de palavras que tem como principal constituinte um advérbio e que funciona como uma unidade sintática (d).
Exs.: a) Eles são cientistas. b) Ela ficou feliz. c) A Maria ficou na escola. d) Os livros continuam aí.
A função sintática de predicativo do complemento direto é desempenhada por um constituinte selecionado por um verbo transitivo predicativo — verbo que seleciona um sujeito, um complemento direto e um predicativo do complemento direto (achar, cha- mar, considerar, julgar, tratar, eleger, nomear). Este constituinte predica algo sobre o complemento direto e pode ser um grupo nominal (a), um grupo adjetival (b) ou um grupo preposicional (c).
Exs.: a) Ela considera a Maria uma amiga fantástica. b) Eles achavam-no tímido. c) Os colegas tratavam-no por Zé.
Tal como o complemento oblíquo, o modificador do grupo verbal pode também ser um grupo preposicional (a) ou adverbial (b). No entanto, distingue-se daquele consti- tuinte por não ser selecionado pelo verbo. O modificador que se inclui no grupo verbal pode também ser uma oração subordinada adverbial causal (c), temporal (d) ou final (e).
Exs.: a) Ela leu um livro interessantíssimo na biblioteca. b) Ela entrou em casa silenciosamente. c) Ela não conseguiu nadar no rio, porque a água estava gelada. d) Enquanto nós líamos, eles ouviam música. e) Ele esforçou-se muito para que todos os convidados se sentissem bem.
Pergunta: O que é que + sujeito + verbo «fazer» + constituinte a testar? (ou) O que é que aconteceu a + sujeito + constituinte a testar? Resposta: Verbo (+ restantes complementos e/ou modificadores). Quando o resultado é gramatical, estamos perante um modificador (do grupo verbal). Caso seja agramatical, o constituinte é um complemento oblíquo. Exs.: a) O Mário viu o filme em casa. O que é que o Mário fez em casa? Viu o filme. → O resultado é gramatical, pelo que «em casa» é um modificador do grupo verbal. b) O João morou em Évora. *O que é que aconteceu ao João em Évora?
A função sintática de complemento do nome é desempenhada por um constituinte selecionado pelo nome. Pode ser um grupo preposicional (a) — que pode surgir sob a forma de uma oração (b) — ou, embora com menos frequência, um grupo adjetival (c). Exs.: a) O acesso à educação é um direito fundamental do Homem. b) A ideia de que eles não apreciariam esta homenagem é absurda. c) Registou-se um considerável avanço tecnológico a partir de meados do século XX. Nomes que pedem complemento:
A função sintática de modificador restritivo é desempenhada por um constituinte que não é selecionado pelo nome. Pode ser um grupo adjetival (a), um grupo preposi- cional (b) ou uma oração subordinada relativa restritiva (c). Como o seu nome indica, este modificador restringe a referência do nome, não podendo ser separado dele por vírgula. Exs.: a) Comprei um casaco azul. b) A menina de tranças é a minha filha. c) Os alunos que participaram na viagem divertiram-se muito.
Tal como o modificador restritivo, o constituinte com a função sintática de modi- ficador apositivo não é selecionado pelo nome. No entanto, ao contrário do anterior, o modificador apositivo não restringe a referência do nome, sendo possível separá-lo dele por vírgula. Em geral, é um grupo nominal (a) ou uma oração subordinada adjetiva rela- tiva explicativa (b). Exs.: a) D. Sebastião, o Desejado, sonhava regressar à guerra de cruzada. b) Os meninos, que não esperavam a chegada dos colegas, ficaram agradavelmente surpreendidos.
A função sintática de complemento do adjetivo é desempenhada por um consti- tuinte selecionado pelo adjetivo, sendo um grupo preposicional (a), que ocorre, por vezes, sob a forma de oração (b). Exs.: a) Ele está convicto da inocência do seu cliente. b) Ela está entusiasmada por poder participar na competição.