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Análise Sintática: Funções Sintáticas e Complementos, Notas de aula de Lexicologia

A função sintática de sujeito é desempenhada pelo constituinte da frase que con- ... Ex.: O exercício foi elaborado pelos alunos. (frase passiva).

Tipologia: Notas de aula

2023

Compartilhado em 17/01/2023

Jandiara62
Jandiara62 🇵🇹

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Ficha 2
FUNÇÕES SINTÁTICAS
FUNÇÕES SINTÁTICAS A NÍVEL DA FRASE
1. Sujeito
A função sintática de sujeito é desempenhada pelo constituinte da frase que con-
trola a concordância verbal.
Esta função sintática pode ser desempenhada por um grupo nominal (isto é, um
grupo de palavras cujo constituinte principal é um nome ou um pronome e que funciona
como uma unidade sintática) (a), por uma oração subordinada substantiva relativa (b)
ou por uma oração subordinada substantiva completiva (c).
Exs.: a) A amiga da Maria é muito inteligente.
b) Quem muito fala pouco acerta.
c) É fantástico que tenhas conseguido vencer a corrida.
Quando a função sintática de sujeito é desempenhada por um grupo nominal ou
uma oração subordinada substantiva relativa, é possível identificar este constituinte atra-
vés da sua substituição pela forma nominativa dos pronomes pessoais (eu, tu, ele/ela,
nós, vós, eles/elas).
Exs.: a) A amiga da Maria é muito inteligente. Ela é muito inteligente.
b) Quem muito fala pouco acerta. Ele pouco acerta.
Quando a função sintática de sujeito é desempenhada por uma oração subordinada
substantiva completiva, podemos identificar este constituinte através da sua substituição
pelo pronome demonstrativo invariável «isso», que deve ser colocado antes do verbo.
Ex.: É fantástico que tenhas conseguido vencer a corrida. Isso é fantástico.
Classificação do sujeito
Quando o sujeito está expresso na frase, pode ser classificado como simples
oucomposto.
Sujeito simples — é constituído apenas por um grupo nominal (a) ou por uma
oração (b).
Exs.: a) O João pintou a casa.
b) É essencial que conheças esta obra.
Sujeito composto — é constituído por grupos nominais coordenados (a) ou por
orações (b) que surgem coordenadas entre si.
Exs.: a) Eu e a Joana jantámos num restaurante ótimo.
A Raquel, o Manuel e o Ricardo também foram juntos ao concerto.
b) Quem leu a obra e quem foi às aulas obteve melhor resultado na prova.
Quando o sujeito não está expresso na frase, estamos perante um sujeito nulo.
Osujeito nulo pode ser subentendido, indeterminado ou expletivo.
Sujeito nulo subentendido — surge quando é possível identificar o sujeito através
da pessoa e do número da forma verbal.
Ex.: Comprámos um carro novo. (Através da forma verbal «comprámos»,
épossível identificar o sujeito: «nós».)
Caderno
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Ficha 2

FUNÇÕES SINTÁTICAS

FUNÇÕES SINTÁTICAS A NÍVEL DA FRASE

1. Sujeito

A função sintática de sujeito é desempenhada pelo constituinte da frase que con- trola a concordância verbal. Esta função sintática pode ser desempenhada por um grupo nominal (isto é, um grupo de palavras cujo constituinte principal é um nome ou um pronome e que funciona como uma unidade sintática) (a), por uma oração subordinada substantiva relativa (b) ou por uma oração subordinada substantiva completiva (c). Exs.: a) A amiga da Maria é muito inteligente. b) Quem muito fala pouco acerta. c) É fantástico que tenhas conseguido vencer a corrida. Quando a função sintática de sujeito é desempenhada por um grupo nominal ou uma oração subordinada substantiva relativa, é possível identificar este constituinte atra- vés da sua substituição pela forma nominativa dos pronomes pessoais (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas). Exs.: a) A amiga da Maria é muito inteligente. → Ela é muito inteligente. b) Quem muito fala pouco acerta. → Ele pouco acerta. Quando a função sintática de sujeito é desempenhada por uma oração subordinada substantiva completiva, podemos identificar este constituinte através da sua substituição pelo pronome demonstrativo invariável «isso», que deve ser colocado antes do verbo. Ex.: É fantástico que tenhas conseguido vencer a corrida. → Isso é fantástico.

Classificação do sujeito

Quando o sujeito está expresso na frase, pode ser classificado como simples ou composto.

  • Sujeito simples — é constituído apenas por um grupo nominal (a) ou por uma oração (b). Exs.: a) O João pintou a casa. b) É essencial que conheças esta obra.
  • Sujeito composto — é constituído por grupos nominais coordenados (a) ou por orações (b) que surgem coordenadas entre si. Exs.: a) Eu e a Joana jantámos num restaurante ótimo. A Raquel, o Manuel e o Ricardo também foram juntos ao concerto. b) Quem leu a obra e quem foi às aulas obteve melhor resultado na prova. Quando o sujeito não está expresso na frase, estamos perante um sujeito nulo. O sujeito nulo pode ser subentendido, indeterminado ou expletivo.
  • Sujeito nulo subentendido — surge quando é possível identificar o sujeito através da pessoa e do número da forma verbal. Ex.: Comprámos um carro novo. (Através da forma verbal «comprámos», é possível identificar o sujeito: «nós».)

Caderno de atividades e avaliação contínua ficha 2

ANEXO I. CLASSES DE PALAVRAS, SINTAXE E LEXICOLOGIA

  • Sujeito nulo indeterminado — neste caso, o verbo encontra-se na terceira pessoa do singular e é seguido do pronome pessoal «-se» (a) ou encontra-se na terceira pessoa do plural (b). Este sujeito não designa uma entidade específica, pelo que pode ser parafraseado por «alguém». Exs.: a) Conta-se que nesta floresta vivia uma fada. b) Dizem que as pessoas desta aldeia são muito acolhedoras.
  • Sujeito nulo expletivo — ocorre quando o verbo é impessoal, não podendo, por isso, ter sujeito. São impessoais os verbos meteorológicos (a), o verbo «haver» (quando o seu significado é «existir») (b) e o verbo «ser» nas expressões que indicam tempo (c). Exs.: a) Ontem choveu no norte do País. Na semana passada, nevou na serra da Estrela. b) Há livros interessantes na biblioteca. c) É tarde.

2. Predicado

A função sintática de predicado é desempenhada pelo grupo verbal da frase (ou seja, um grupo de palavras que tem como constituinte principal o verbo e que funciona como uma unidade sintática) (a), do qual fazem parte os complementos (b) e modifica- dores (c) do verbo.

Exs.: a) O António adormeceu. b) A Maria telefonou à irmã. c) O João chegou agora.

3. Modificador (da frase)

A função sintática de modificador é desempenhada por um constituinte que não é selecionado pelos elementos do grupo sintático de que faz parte. Uma vez que não é exigido por estes, em geral pode ser omitido, sem que isso ponha em causa a gramati- calidade da frase.

Esta função sintática pode ser desempenhada por um grupo adverbial (isto é, um grupo de palavras cujo principal constituinte é um advérbio e que funciona como uma unidade sintática) (a), uma oração subordinada adverbial condicional (b) ou uma oração subordinada adverbial concessiva (c). Este constituinte não se inclui no predicado.

Exs.: a) Felizmente, eles conseguiram chegar a tempo à reunião. b) Se estiver sol, iremos passear. c) Ainda que o percurso seja difícil, vale a pena realizá-lo.

4. Vocativo

A função sintática de vocativo é desempenhada pelo constituinte utilizado para interpelar o interlocutor. O vocativo ocorre, em geral, em frases do tipo interrogativo, exclamativo e imperativo.

Ex.: Tomás, podes trazer-me aquele livro, por favor?

ANEXO I. CLASSES DE PALAVRAS, SINTAXE E LEXICOLOGIA

O constituinte com esta função sintática pode ser um grupo nominal (a), um grupo adjetival — grupo de palavras cujo constituinte principal é um adjetivo e que funciona como uma unidade sintática (b) —, um grupo preposicional (c) ou um grupo adverbial — grupo de palavras que tem como principal constituinte um advérbio e que funciona como uma unidade sintática (d).

Exs.: a) Eles são cientistas. b) Elas ficaram felizes. c) A Maria ficou na escola. d) Os livros continuam aí.

6. Predicativo do complemento direto

A função sintática de predicativo do complemento direto é desempenhada por um constituinte selecionado por um verbo transitivo predicativo — verbo que seleciona um sujeito, um complemento direto e um predicativo do complemento direto (achar, cha- mar, considerar, julgar, tratar, eleger, nomear). Este constituinte predica algo sobre o complemento direto e pode ser um grupo nominal (a), um grupo adjetival (b) ou um grupo preposicional (c).

Exs.: a) Ela considera a Maria uma amiga fantástica. b) Eles achavam-no tímido. c) Os colegas tratavam-no por Zé.

7. Modificador (do grupo verbal)

Tal como o complemento oblíquo, o modificador do grupo verbal pode também ser um grupo preposicional (a) ou adverbial (b). No entanto, distingue-se daquele consti- tuinte por não ser selecionado pelo verbo. O modificador que se inclui no grupo verbal pode também ser uma oração subordinada adverbial causal (c), temporal (d) ou final (e).

Exs.: a) Ela leu um livro interessantíssimo na biblioteca. b) Ela entrou em casa silenciosamente. c) Ela não conseguiu nadar no rio, porque a água estava gelada. d) Enquanto nós líamos, eles ouviam música. e) Ele esforçou-se muito para que todos os convidados se sentissem bem.

Teste para distinguir complementos oblíquos de modificadores (do grupo verbal)

Pergunta: O que é que + sujeito + verbo «fazer» + constituinte a testar? (ou) O que é que aconteceu a + sujeito + constituinte a testar? Resposta: Verbo (+ restantes complementos e/ou modificadores). Quando o resultado é gramatical, estamos perante um modificador (do grupo verbal). Caso seja agramatical, o constituinte é um complemento oblíquo. Exs.: a) O Mário viu o filme em casa. O que é que o Mário fez em casa? Viu o filme. → O resultado é gramatical, pelo que «em casa» é um modificador do grupo verbal. b) O João morou em Évora. *O que é que aconteceu ao João em Évora?

  • Morou. → O resultado é agramatical, pelo que «em Évora» é um complemento oblíquo.

Ficha 2

FUNÇÕES SINTÁTICAS INTERNAS AO GRUPO NOMINAL

1. Complemento do nome

A função sintática de complemento do nome é desempenhada por um constituinte selecionado pelo nome. Pode ser um grupo preposicional (a) — que pode surgir sob a forma de uma oração (b) — ou, embora com menos frequência, um grupo adjetival (c). Exs.: a) O acesso à educação é um direito fundamental do Homem. b) A ideia de que eles não apreciariam esta homenagem é absurda. c) Registou-se um considerável avanço tecnológico a partir de meados do século XX. Nomes que pedem complemento:

  • Nomes epistémicos (do campo do conhecimento) — ex.: «ideia», «hipótese»;
  • Nomes icónicos (referentes a imagens) — ex.: «fotografia», «gravura»;
  • Nomes de parentesco — ex.: «tio», «primo»;
  • Nomes deverbais (que têm origem em verbos) — ex.: «regresso», «adoção».

2. Modificador restritivo (do nome)

A função sintática de modificador restritivo é desempenhada por um constituinte que não é selecionado pelo nome. Pode ser um grupo adjetival (a), um grupo preposi- cional (b) ou uma oração subordinada relativa restritiva (c). Como o seu nome indica, este modificador restringe a referência do nome, não podendo ser separado dele por vírgula. Exs.: a) Comprei um casaco azul. b) A menina de tranças é a minha filha. c) Os alunos que participaram na viagem divertiram-se muito.

3. Modificador apositivo (do nome)

Tal como o modificador restritivo, o constituinte com a função sintática de modi- ficador apositivo não é selecionado pelo nome. No entanto, ao contrário do anterior, o modificador apositivo não restringe a referência do nome, sendo possível separá-lo dele por vírgula. Em geral, é um grupo nominal (a) ou uma oração subordinada adjetiva rela- tiva explicativa (b). Exs.: a) D. Sebastião, o Desejado, sonhava regressar à guerra de cruzada. b) Os meninos, que não esperavam a chegada dos colegas, ficaram agradavelmente surpreendidos.

FUNÇÃO SINTÁTICA INTERNA AO GRUPO ADJETIVAL

1. Complemento do adjetivo

A função sintática de complemento do adjetivo é desempenhada por um consti- tuinte selecionado pelo adjetivo, sendo um grupo preposicional (a), que ocorre, por vezes, sob a forma de oração (b). Exs.: a) Ele está convicto da inocência do seu cliente. b) Ela está entusiasmada por poder participar na competição.