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Fundamentos de Controle Clássico, Notas de estudo de Eletrônica

- - - - - - -

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 21/12/2008

marcio-rocha-2
marcio-rocha-2 🇧🇷

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1
FUNDAMENTOS DE CONTROLE CLÁSSICO
Richard M. Stephan – Março 2008
1 INTRODUÇÃO
O controle de um processo só se dá definitivamente após as etapas de modelagem e análise. Esta
seqüência está esquematizada na Fig. 1 e apresenta o procedimento regular adotado em projetos
de engenharia. Quando a análise não fornece resultados compatíveis com a realidade, o modelo
precisa ser aprimorado através de métodos de identificação. Quando o comando ou controle
implementado não funciona, deve-se suspeitar de uma análise superficial ou de um modelo
inadequado. Estas reavaliações estão sugeridas na figura através das linhas de retorno.
Fig. 1 - Procedimento de projetos em engenharia
Os sistemas de comando ou controle à malha aberta exigem um conhecimento muito preciso do
processo em estudo. Já os sistemas de controle à malha fechada apresentam como vantagens:
- Rejeição de perturbações externas.
- Compensação de variações dos parâmetros do processo.
- Imposição de uma dinâmica diferente da apresentada pelo processo original.
Fig. 2 Sistema de controle à malha fechada
Como ponto negativo, os sistemas à malha fechada são mais caros uma vez que, para sua
implementação, são necessárias:
- Sensores (transdutores).
- Controladores.
- Atuadores, que convertem os sinais de baixa potência dos controladores em entradas do
processo.
e
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Saída
FORNECIMENTO DE
POTÊNCIA PERTURBAÇÃO
-
CONTROLADOR
ATUADOR
PROCESSO
SENSOR
Referência
IDENTIFICAÇÃO / MODELO
ANÁLISE
COMANDO / CONTROLE
pf3
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pf5
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pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13

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FUNDAMENTOS DE CONTROLE CLÁSSICO

Richard M. Stephan – Março 2008

1 INTRODUÇÃO

O controle de um processo só se dá definitivamente após as etapas de modelagem e análise. Esta seqüência está esquematizada na Fig. 1 e apresenta o procedimento regular adotado em projetos de engenharia. Quando a análise não fornece resultados compatíveis com a realidade, o modelo precisa ser aprimorado através de métodos de identificação. Quando o comando ou controle implementado não funciona, deve-se suspeitar de uma análise superficial ou de um modelo inadequado. Estas reavaliações estão sugeridas na figura através das linhas de retorno.

Fig. 1 - Procedimento de projetos em engenharia

Os sistemas de comando ou controle à malha aberta exigem um conhecimento muito preciso do processo em estudo. Já os sistemas de controle à malha fechada apresentam como vantagens:

  • Rejeição de perturbações externas.
  • Compensação de variações dos parâmetros do processo.
  • Imposição de uma dinâmica diferente da apresentada pelo processo original.

Fig. 2 Sistema de controle à malha fechada

Como ponto negativo, os sistemas à malha fechada são mais caros uma vez que, para sua implementação, são necessárias:

  • Sensores (transdutores).
  • Controladores.
  • Atuadores, que convertem os sinais de baixa potência dos controladores em entradas do processo.

e u Saída

FORNECIMENTO DE POTÊNCIA

PERTURBAÇÃO

CONTROLADOR ATUADOR PROCESSO

SENSOR

Referência

IDENTIFICAÇÃO / MODELO

ANÁLISE

COMANDO / CONTROLE

O projeto do controlador também exige técnicas especiais. Intuitivamente, percebe-se que o

sinal de erro obtido pela diferença entre um sinal de referência desejado e a atual saída do

processo, indicado por " e " na Fig. 2, permitirá que se tomem as ações adequadas para obter os

sinais de entrada do processo. No entanto, o processamento do sinal de erro, se não for

corretamente escolhido, pode ser catastrófico para o desempenho do sistema realimentado.

Vários exemplos da vida cotidiana servem para ilustrar estes inter-relacionamentos. Por

exemplo, basta pensar nas ações tomadas por um pai quando percebe que o comportamento de

determinado filho está se distanciando de uma referência desejada. A forma como este desvio é

processado e as ações daí resultantes podem fazer com que o filho se recupere ou se perca

totalmente. Este exemplo figurativo mostra também que o conhecimento do processo a ser

controlado (no caso, o filho) facilita muito as ações do controlador (no caso, o pai).

Para os processos industriais, o processamento do sinal de erro através de ações proporcional,

integral e derivativa costuma ser suficiente. Este tipo de controlador é conhecido como PID e

sua função de transferência dada por:

= + + T s Ts

K

Es

U s D I

p

, (1)

onde

K (^) p - Ganho proporcional, TI - Tempo integral, TD - Tempo derivativo.

No domínio do tempo, tem-se:

( ) ( ) ( )

( )  

= + ∫ +

t (^) t t D I

t p t dt

de e dt T T

u K e ο

. (2)

A parcela proporcional fornece uma resposta imediata para sinais de erro.

A parcela derivativa reage em função da taxa de variação do erro e influencia principalmente os

instantes transitórios.

A parcela integral garante erro zero em condições de regime permanente com referências e

perturbações constantes. Isto porque, a saída do integrador só fornece um sinal constante se sua

entrada for nula. Naturalmente, estas conclusões partem do princípio que o sistema realimentado

é estável, o que nem sempre acontece. Por isto mesmo, a escolha do controlador precisa se

apoiar em métodos de projeto.

Além da condição de estabilidade que se impõe como pré-requisito de qualquer projeto, outras

características permitem definir o comportamento dinâmico de um sistema linear. Usualmente,

para uma entrada em degrau, quantifica-se a resposta dinâmica através do tempo de subida ( tr ),

do tempo de assentamento ( ts ), do tempo de pico ( tp ) e do sobrepasso ( Mp ), apresentados na Fig.

3 para um sistema com erro de regime zero.

Um breve exemplo servirá para ilustrar esta ferramenta. Tomando ( 2 )

ss

G s , a função de

transferência à malha fechada vale: s s K

K

GMF s

Os pólos desta função de transferência encontram-se em:

s (^) 1 , 2 = − 1 ± 1 − K.

Para 0 ≤ K ≤ 1, as raízes são s (^) 1 , 2 = − 1 ± 1 − K.

Para K > 1, as raízes são s 1 (^) , 2 = − 1 ± j K − 1.

Este resultado está apresentado graficamente na Fig. 5.

Fig. 5 Exemplo de Lugar das Raízes

As raízes do sistema à malha fechada assumem posições diferentes no plano complexo em

função do valor de K. Chama-se Lugar das Raízes (LR) o diagrama que apresenta o lugar que as

raízes do sistema realimentado ocupam no plano complexo em função de K.

Evans estabeleceu uma série de regras para o traçado deste lugar geométrico sem a necessidade

do cálculo das raízes, como foi feito no exemplo anterior. Atualmente, existem vários

programas de computador que fazem este cálculo. No entanto, é útil conhecer as regras mais

simples, uma vez que a partir delas já se torna possível esboçar algumas curvas.

Considerando G ( s )= N ( s )/ D ( s ), as raízes de 1 + KG ( s )= 0 são as raízes de

D ( s )+ KN ( s )= 0.

Assim, para K= 0, esta igualdade reduz-se a D ( s )= 0. Os valores de " s " que atendem esta

condição são os pólos do sistema à malha aberta (REGRA 1).

Para K →∞, a igualdade será satisfeita se N ( s )= 0. Os valores de “s” que satisfazem esta

igualdade são os zeros do sistema à malha aberta (REGRA 2).

Concluí-se, assim, que o LR inicia nos pólos do sistema à malha aberta e termina nos zeros e

que existem tantos ramos quantos são os pólos.

x x

K=0 K=

+j

-j

K=

K=

Como usualmente o número de pólos de um sistema é o maior do que o número de zeros, as

regras 1 e 2 sugerem que alguns ramos devem tender a infinito quando K →∞, pois esta seria

uma forma de também atender à equação D ( s )+ KN ( s )= 0.

Demonstra-se que estes ramos se encontram em um ponto do eixo real dado por:

p z

n i

n i

n n

p z

p z

∑ 1 ∑ 1

α (REGRA 3),

onde pi são os pólos do sistema à malha aberta e zi seus zeros, np o número de pólos e nz o

número de zeros.

Estas n (^) pnz assíntotas formam com o eixo real ângulos dados por

( )

p z

j n n

j

φ , j = 1 , 2 ,...,( np − nz )(REGRA 4).

Para os demais valores de K , considerando K > 0 , verifica-se que:

G ( s ) =∠− 1 =− 180 º.

Esta simples relação permite concluir que existirão raízes sobre o eixo real sempre que existir

um número ímpar de pólos mais zeros à direita do ponto considerado (REGRA 5).

Por outro lado, se ∠ G ( s )=− 180 º então ∠ G ( s *)= 360 º−∠ G ( s )=− 180 º.

Portanto, o LR é simétrico em relação ao eixo real (REGRA 6).

Quando dois ramos do LR se encontram em um ponto do eixo real, os ramos explodem para o

plano complexo com ângulos de ± 90 º. O exemplo anterior ilustrou este fato (REGRA 7).

2.2 Posição de pólos e resposta no tempo

Numerosos processos podem ser aproximados como possuindo dois pólos dominantes. A

função de transferência parametrizada em termos do coeficiente de amortecimento ( ξ )e da

freqüência natural não amortecida ( ω (^) n )permite o estabelecimento de critérios de projeto com

base no LR. Assim, para H ( s )dado por:

2 2

2

n n

n s s

H s ξω ω

ω

pode-se obter a resposta ao degrau unitário e apresentá-la com o tempo normalizado ( ω (^) nt )e

parametrizada em função de ξ (Fig. 6).

Os pólos deste sistema são dados por:

2

s 1 , 2 =−ξω n ±ω n ξ − (5)

e apresentados no plano complexo na Fig. 7 para ξ ≤ 1.

Deste conjunto de observações, percebe-se que a resposta no tempo pode ser inferida a partir do

posicionamento dos pólos dominantes. Por exemplo, para coeficientes de amortecimento

maiores que 0,7, o ângulo θ (Fig. 7) deve ser menor que 45º. Os tempos de assentamento estão

intimamente relacionados à parte real das raizes, portanto ao produto ξω n. Por sua vez, o

sobrepasso M p (Fig. 3) depende de ξ.

2.3 Procedimentos para projeto

A partir de determinada especificação dada em termos de sobrepasso ou tempo de assentamento,

pode-se delimitar uma região do plano complexo onde devem se situar as raízes dominantes do

sistema realimentado.

As seguintes relações são bastantes úteis:

n

ts

1 % |parte real dos polos| > t s

.

5 % 0 , 7 cos 45 º

1 = ⇒ = ⇒ = =

M (^) p ξ θ ξ.

15 % 0 , 5 cos 60 º

1 = ⇒ = ⇒ = =

M (^) p ξ θ ξ.

Uma vez delimitada esta região, cabe ao projetista, engenhosamente, encontra o compensador e

o ganho da malha de controle de modo que as raízes fornecidas pelo traçado do LR se

encontrem na região pré-estabelecida.

Para esta tarefa, o auxílio propiciado por programas de computador facilita extremamente o

trabalho. Por exemplo, no MATLAB, existem disponíveis as ferramentas RLTOOL e

SISOTOOL. Diferentes tipos de compensadores podem ser testados, o valor do ganho variado e

a resposta no tempo observada.

O projetista, no entanto, precisa de uma boa noção do que está sendo calculado. Assim, o

conhecimento das regras básicas do LR ajuda bastante. Por exemplo, se for necessário trazer as

raízes do sistema realimentado para a esquerda do plano complexo, a REGRA 2 ensina que

deve-se introduzir um zero na malha aberta. Em outras palavras, isto significa um compensador

PD, cuja função de transferência é dada por:

G (^) R^ (^ s )^ = K ( 1 + TDs ). (6)

O compensador lead, dado por:

( ) T s

T s G s K D

D c

, (7)

com α<1, fornece uma realização da operação Proporcionalmente Derivativa com atenuação da

ação derivativa em altas freqüencias, portanto, mais realista.

3 RESPOSTA EM FREQÜÊNCIA

3.1 Conceituação

Os métodos por freqüência são provavelmente os mais empregados em projetos industriais.

Apresentam como vantagem o fato de poderem ser empregados sem a necessidade do

conhecimento dos pólos e zeros do sistema a ser controlado (conhecimento indispensável no

caso do método pelo Lugar da Raízes) e de fornecerem bons resultados mesmo em face de

incertezas no modelo da planta em estudo.

Dado um sistema G ( s )estável, linear e invariante no tempo, a resposta em regime permanente

para uma excitação senoidal representada por:

u ( t )= A sen ω t , (8)

vale

y ( t ) = A | G ( j ω )|sen[ω t +∠ G ( j ω )]. (9)

Asen ω t G^ (^ s ) A | G ( j ω )|sen[( ω t )+∠ G ( j ω)]

Fig. 9 Resposta em freqüência para um sistema linear invariante no tempo.

Ou seja, a saída, em regime permanente, tem a mesma freqüência da excitação, porém com uma

alteração de amplitude e fase que só dependem de G ( s )para s = j ω.

A forma de representação de G ( j ω), que será enfatizada neste texto, chama-se diagrama de

Bode. Existe o diagrama de Bode de amplitude e o diagrama de Bode de fase. Ambos colocam

as freqüências em escala logarítmica no eixo das abcissas. No diagrama de amplitude, o módulo

de G ( j ω)ocupa o eixo das ordenadas também em escala logarítmica, na forma:

20 log G ( j ω). (10)

Valores apresentados pela Eq. (10) levam a unidade decibel (dB).

No diagrama de fase, o ângulo de G ( j ω), ∠ G ( j ω), usualmente em graus, é colocado no eixo

das ordenadas em uma escala linear.

Esta representação facilita muito o traçado das curvas de resposta em freqüência. Da mesma

forma que existem regras simples para o traçado do LR, existem também procedimentos rápidos

para o traçado dos diagramas de Bode, que não serão discutidos neste texto. Atualmente, com

diversos programas que se encarregam desta tarefa, o trabalho não é tão grande, mas esta

situação apresentava-se de forma muito diferente em meados dos anos 40, quando estabeleceu-

se esta técnica.

Diagramas de Bode para o sistema descrito pela Eq. 4 estão apresentados na Fig. 10.

3.2 Estabilidade

Os diagramas de Bode não são úteis apenas para informar as mudanças de amplitude e fase em

condições de regime permanente e excitação senoidal. Eles servem principalmente para

determinar o comportamento dinâmico de sistemas realimentados, segundo a topologia dada na

Fig. 4, a partir do conhecimento da resposta em freqüência de G ( s ).

Tomando-se o caso de um sistema para o qual o aumento do ganho leva à instabilidade do

sistema realimentado, o LR ensinou que o valor crítico de ganho K (^) c ocorre quando as raízes

encontram-se sobre o eixo imaginário (Fig. 11). Nesta situação, s = ± j ω c. Além disso, a

condição 1 + KG ( s )= 0 tem que ser satisfeita. Ou seja, KcG ( j ω) =− 1. A amplitude do

sistema à malha aberta é unitária ou, segundo a Eq. (10), 0dB. A fase, em ω c , por seu lado, vale

-180º.

Para valores de K< Kc , o LR mostra que o sistema realimentado é estável, e para K> Kc ,

instável.

Pode-se assim estabelecer um critério de estabilidade do sistema à malha fechada a partir curvas

de resposta em freqüência do sistema à malha aberta.

Se, na freqüência onde ∠ G ( j ω) =− 180 º, KG ( j ω) < 1 então o sistema realimentado será

estável, uma vez que há uma margem para se aumentar o ganho antes de se atingir a situação

limítrofe de estabilidade.

Se, no entanto, na freqüência onde ∠ G ( j ω) =− 180 , o ganho da malha aberta KG ( j ω)for

maior do que 1, o sistema realimentado será instável, uma vez que já se ultrapassou o ganho da

situação limítrofe de estabilidade.

Há casos em que o aumento de ganho pode levar o sistema da instabilidade para a estabilidade.

Em outros casos, podem ocorrer mais de um cruzamento com a linha de -180º ou com a linha de

0dB (ganho unitário). Nestes casos, o simples critério enunciado acima e baseado nos diagramas

de Bode, não é válido. Pode-se então recorrer ao critério de Nyquist, que é uma ferramenta de

resposta em freqüência mais elaborada. Como estes casos são menos comuns, eles ultrapassam

o objetivo deste texto. Além do que, através do método do LR, já se dispõe de uma ferramenta

de análise.

3.3 Procedimentos para projeto

No item anterior, foi estabelecido um relacionamento entre a resposta em freqüência do sistema

à malha aberta e a estabilidade do sistema realimentado. Admitindo-se um sistema G ( s )dado

por:

( (^) n )

n s s

Gs

2

O sistema realimentado com K = 1 , vale

2 2

2

(^1 2) n n

n G s s

G

. (12)

Chama-se Margem de Fase (MF) o quanto de fase está disponível na freqüência em que o ganho

do sistema for unitário. Chama-se Margem de Ganho (MG) o quanto de ganho está disponível

na freqüência em que a fase for -180º. A Fig. 12 ilustra estas definições.

O cálculo da MF, para o sistema descrito pela Eq. (11), permite chegar à relação aproximada.

MF ( emgraus )

válida para MF < 70º.

Os resultados apresentados na Fig. 6 também estabeleceram, para o sistema descrito pela Eq.

(12), uma ligação entre o sobrepasso (Mp) e o amortecimento. Assim:

M MF

M MF

p

p

Fig. 12 Margens de fase (MF) e ganho (MG).

Por outro lado, a freqüência ω = ω c , para a qual G ( j ω)tem módulo unitário, pode ser

diretamente determinada.

2 2

2 1 1 4 2 ( 2 )

c n c c n

n

j j

(14)

A Tabela 1 apresenta alguns valores da Eq. (14).

Tabela 1 Freqüência de corte da malha aberta em função da freqüência natural não amortecida da malha fechada

ξ ω n

0,

ω c

0,2 (^) 1,

ω c

0,5 1,046 ω c

0,7 1,161 ω c

0,9 1,508 ω c

1,0 (^) 2,

ω c

Portanto, a freqüência natural não amortecida ( ω n ) situa-se aproximadamente entre ω c e 2 ω c ,

sendo muito próxima de ω c para ξ < 0,7.

O relacionamento com o tempo de assentamento ( t (^) s )já foi apresentado no item 2.3.

n

ts

( 1 %)=^.^ (15)

Naturalmente, estas relações foram todas obtidas a partir da Eq. (11). No entanto, de uma forma

geral, pode-se associar a margem de fase ao sobrepasso do sistema à malha fechada e a

freqüência de corte à freqüência natural não amortecida do sistema à malha fechada. Estas são

0dB

0 MF

1/MG ω

ω

|G|

∠G

Fig. 14 Problema da integração seguida de limitador

Admitindo-se que o sinal de entrada assuma os valores:

1

t t

t t

e e

e e

a saída do integrador (u) será uma rampa crescente até t = t 1 e decrescente a partir deste

instante. O problema surge pelo fato da saída do limitador só perceber a variação ocorrida no

instante (^) " t 1 "algum tempo depois, como indicado na figura com o tempo (^) " t (^) 2 ". Este atraso é

tanto maior quanto maior for a capacidade de integração do controlador.

Se a integração for realizada eletronicamente, com amplificadores operacionais, a capacidade

de integração fica limitada aos valores das tensões de alimentação, no entanto, no caso de uma

realização numérica, em computador, os limites são elevados e os retardos significativos.

Para resolver este problema, é preciso bloquear a integração assim que o limite do atuador for

atingido. Chama-se de "anti-reset wind up" esta solução e diversas são as estratégias propostas,

principalmente no caso de reguladores analógicos. Com esta simples providência, o

comportamento (Fig. 15) não apresenta mais retardo.

Fig. 15 Anti-reset windup

e (^) u y

e+

e-

t 1

t 1

e u

t 1 t 2

y

e (^) u y

e+

e-

t 1

t 1

e u

t 1 t 2

y

anti reset wind-up

6 AMOSTRADORES APÓS DERIVADORES

Atuadores que só percebem alterações da entrada amostradamente, como são os circuitos retificadores ou inversores largamente empregados em circuitos chaveados de eletrônica de potência, não devem ser precedidos de controladores com ação derivativa. A origem deste erro encontra-se ilustrada na Fig. 16. Para um sinal de entrada com variação em degrau no instante

" t 1 ", a saída do derivador fornece um impulso no mesmo instante. Se não houver amostragem

em " t 1 ", a saída do atuador será indiferente ao ocorrido. Portanto, a ação derivativa torna-se

inócua nestas situações.

Fig. 16 Problema da derivada seguida de atuação amostrada

7 CONCLUSÃO

Neste capítulo, foram revistos os fundamentos de Controle Clássico para Sistema Lineares e Invariantes no Tempo. Não foram abordadas situações especiais como as oriundas da influência dos zeros na dinâmica do sistema, em particular, dos sistemas com zeros de parte real positiva, conhecidos como sistemas de fase não mínima, ou as peculiaridades dos sistemas para os quais o aumento do ganho não implica necessariamente em instabilidade, chamados de condicionalmente estáveis. Para os sistemas eletromecânicos, que são o foco deste texto, estas condições raramente acontecem. Existe uma vasta bibliografia de controle, onde os interessados podem encontrar subsídios para aprofundamento [e.g. Franklin et al., 2002].

REFERÊNCIAS

Evans, W.R. (1948), Graphical Analysis of Control Systems. Trans. Am. Inst. Electr. Eng. , vol. 67,

pp.547-551.

Franklin,G.; Powell,J.; Naeini,A., Feedback Control of Dynamic Systems, Prentice Hall, 2002.

Kessler,C.(1955), Über die Vorausberechnung optimal abgestimmter Regelkreise.

Regelungstechnik, 3, pp. 40-48.

Kessler, C. (1958), Das Symmestrische Optimun. Regelungstechnik, 6, pp. 395-400, 432-436.

Umland, J.W.; Safuddin, M. (1990), Magnitude and Symmetric Optimum criterion for the design of

linear control systems: What is it and how does it compare with the others?, IEEE Trans. On Ind. Appl. , 26, pp. 489-497.

e (^) u y

t 1

t 1

e u

t 1

dt^ y

d

2.1) ( ) s

G s

, ( ) s

A

U s =

( ) s

A

s

A

s

A

s

Y s τ

τ

τ +

( ) ( )

t τ y t A t Ae

− = ⋅ 1 −

2.2) ( )

( )

( s )

s Gs 2

1 1

= , ( ) s

A

U s =

( )

( )

( )

( )

s

A

s

A

s

A

s

s Ys 2

2 1

2

1 1 1

( ) 1 ( ) ( 2 1 ) 1

τ

t y t A t A e

− = ⋅ − −

Verifica-se que se τ 2 ≈ τ 1 , a amplitude da parte exponencial é muito pequena.

2

n n

n

s s

Gs

= , ( ) s

A

U s = , com ξ < 1.

( ) 2 2 2 2 2 2 2 2

2

n n

n

n n n n

n

n n

n s s

A

s s

As

s

A

s s

As

s

A

s

A

s s

Y s

( ) ( ) ( ) (ω θ)

ξω ξω

− − e sen t

A

y t A t Ae t sen t A t d

t d d

nt^ n 2 2 1

1 cos

com

2 ω (^) d = ω n 1 − ξ

2 1 arctg

ANEXO 2

IMPLEMENTAÇÃO DE REGULADORES COM AMPLIFICADORES OPERACIONAIS

Tipo Realização com Amplificador

Operacional

Função de Transferência

Diagramas de Bode

I

Es Ts

U s

I

TI = RC

PI

Ts

K

Es

U s

I

p

TI = RC

Kp = R/R 1

C

R

C

R 1

R

log ω

log ω

GdB

  • 20dB/dec 0

1 /TI

∠G

-90o

log ω

log ω

GdB

  • 20dB/dec

0 1 /TI

∠G

o

20log Kp

0 1 /10TI^10 /TI

o

Lead

PD-real

Ts

Ts

Es

U s

0<α<

T=RC 2

α T=RC 1

α = C 1 / C 2

α θM 3 30

0

5 42

0

10 55

0

15 62

0

Lag

Ts

Ts

Es

U s

α>

T=RC 2

α T=RC 1 α = C 1 / C 2

α θm 3 -

0

5 -

0

10 -

0

15 -

0

Obs: Para sistemas estáveis e de fase mínima (i.e. todos os pólos e zeros posicionados no semi-plano da esquerda), o diagrama de fase pode ser deduzido diretamente do diagrama de amplitude. Por exemplo, inclinações de –20dB/dec por mais de uma década correspondem a ângulos de aproximadamente -

o

. Este fato pode ser comprovado nos diagramas acima apresentados.

R

R

C 1

C 2

R

R

C 1

C 2

log ω

GdB

+20dB/dec 0

1 / α T

∠G

θM

log ω

-20log α

1 / α T

0 o

1 /T

GdB

  • 20dB/dec

1 /T

∠G

θm

-20log α log ω

0 o^1 /^ α^ T

1 / α T

log ω