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Tipologia: Notas de estudo
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação, pesquisa
Boi/Vaca
Estado de conservação Não avaliada : Domesticado Classificação científica Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovidae
Subfamília: Bovinae
Género: Bos
Espécie: B. taurus
Nome binomial Bos taurus L. 1758 Sub-espécies Bos taurus taurus Bos taurus indicus
O gado bovino é composto por bois - termo que, em sentido amplo, dá nome ao animal mamífero, ruminante, artiodáctilo, com par de chifres não ramificados, ocos e permanentes, do gênero Bos em que se incluem as espécies domesticadas pelo homem.
Terminologia
O boi, em sentido estrito, é o macho castrado, sem possibilidade reprodutiva da espécie "Bos taurus" (família Bovidae), sendo também usado na denominação vernacular do indivíduo pertencente ao gado bovino.
A vaca é a fêmea desta espécie e o touro [ desambiguação necessária ]^ é o macho com os testículos
intactos, com aptidão reprodutiva. É um mamífero, artiodáctilo e ruminante. Seus cornos que são diferentes de chifres pois são ósseos, não possuem pele igual aos chifres, são em par, ocos, não ramificados e permanentes.
Subespécies
Possui duas subespécies, a saber: Bos taurus taurus (gado taurino , de origem europeia) e Bos taurus indicus (gado zebuíno , de origem asiática). Os cruzamentos entre os indivíduos de ambas as divisões é frequente tanto em programas de melhoramento genético dos rebanhos, quanto em propriedades onde a monta é natural e sem controle algum. Esses híbridos são muito usados para combinar a produtividade do gado taurino com a rusticidade e adaptabilidade a meios tropicais do gado zebu.
Leite - bezerro mamando
História
O gado doméstico descende do auroque na Europa e do gauro na Ásia. Começou a ser domesticado entre 5 000 e 6 000 anos atrás, servindo como animal de carga ou fornecendo carne, leite e couro. Era pouco comum criar gado para alimentação. O animal era comido apenas se morresse ou não fosse mais útil para carga ou para fornecer leite. Assim como a cabra, também servia como animal de carga, mas precisava de pastagens maiores. Hoje em dia, no entanto, os bovinos são largamente utilizados para a produção de carne. A cadeia produtiva da carne engloba vários ramos
Raças crioulas brasileiras
As raças crioulas brasileiras descendem dos rebanhos trazidos para a América pelos colonizadores portugueses e espanhóis.
Esta espécie foi domesticada pelo homem e é explorada para a produção de leite, carne e pele (couro) e também como meio de transporte e animal de carga. Também os ossos são aproveitados, para a fabricação de farinha, sabão e rações animais. O casco e os chifres têm usos diversos e os pêlos das orelhas são usados para a confecção de pincéis artísticos.
Os machos de determinadas raças podem ser também usados como entretenimento nas touradas e nos rodeios.
A carne no consumo humano
Touro Brahman em julgamento (Avaré)
A carne bovina por ser largamente consumida nas mais diversas partes do mundo, principalmente nos países de origem latina, é vendida em pedaços, bifes, moídas com as variantes de nomes dado a cada tipo de carne extraída de determinadas regiões do boi/ vaca.
Assim temos os seguintes cortes:
Dianteiro
Costela
Traseiro
Definição : Compreende a criação de gado (bovino, suíno e eqüino e etc.), aves, coelhos e abelhas.
A criação de gado bovino é a mais difundida mundialmente devido à utilidade que apresenta ao homem - força de trabalho, meio de transporte e principalmente fornecimento de carne, leite e couro. O gado bovino compreende três espécies principais: O boi comum (bos taurus), o zebu ou boi indiano (bos indians) e o búfalo (bubalus bubalis).
Finalidades: Atende a duas finalidades básicas: a pecuária de corte e a pecuária leiteira. A pecuária de corte é a criação destinada ao abate para o fornecimento de carne, as principais raças encontradas no Brasil são: Angus, Hereford, Shorthorn , Devon e etc. (inglesas) Nelore, Gir, Guzerá (indianas) e indu - brasileiras, Red polled, Normanda, Santa Gertudes e etc. (mistas) A pecuária leiteira é a criação destinada à produção de leite e derivados. As melhores raças surgiram também na Europa daí espalhando-se para o mundo. As principais são: Holandesa, Flamenga e Jersei.
MG: Zona da Mata, região de Belo Horizonte e Sul do estado RJ: Vale do Paraíba e norte do estado ES: Sul do estado (cachoeirinha de itapemirim)
OBS.: A região Sudeste possui a maior bacia leiteira e a maior concentração industrial de laticínios no país, abastecendo os maiores mercados consumidores, representados por S.P., R.J. e B.H.
Região Sulè possui o 3º maior rebanho distribuído pelo R.S., P.R. e S.C. Esta região destaca-se por possuir o rebanho que além de numeroso, é o de melhor qualidade no Brasil. O rebanho é constituído por raças européias (Hereford, Devon, Shorthorn) e conta com técnicas aprimoradas de criação e condições naturais favoráveis, como: relevo suave, pasto de melhor qualidade, clima subtropical com temperaturas mais baixas e chuvas regulares. No Sul prevalece a pecuária de corte. A principal área de criação é a Campanha Gaúcha , onde se localizam a maior parte do rebanho e importantes frigoríficos, tais como Anglo (Pelotas), Swift (Rosário). A pecuária nesta região destina-se principalmente à obtenção de carne, couro e charque para atender ao mercado interno e externo. A pecuária leiteira é menos importante, aparecendo principalmente nas áreas: RS: porção norte - nordeste , abrangendo Vacaria, Lagoa Vermelha e Vale do Jacuí; SC: regiões de lagoas e Vale do Itajaí PR: porção leste do estado, abrangendo as regiões de Curitiba, Castro e Ponta Grossa.
Além da pecuária bovina, a região Sul possui os maiores rebanhos nacionais de ovinos, concentrados principalmente na Campanha Gaúcha ( Uruguaiana, Alegrete, Santana do Livramento e Bagé) e de suínos, que aparecem no norte - nordeste de R.S. (Santana Rosa e Erexim), sudoeste do Paraná e no oeste catarinense ( concórdia e Chapecó), onde se localizam os principais frigoríficos como a Sadia.
Região Centro - Oeste Possui o maior rebanho bovino do país, distribuídos por G.O., M.S., M.T. e D.F. A pecuária do C.O. é predominantemente extensiva de corte e destinada, na maior parte, ao abastecimento de mercado paulista. Apesar de estar disseminada por toda a região, abrangendo tanto as áreas de cerrado como o pantanal, as maiores densidades de gado aparecem no sudoeste de M.T. (Chapada dos Parecis) e centro - leste (vales dos rios Cristalino e das Mortes), sudeste de G.O. e maior parte de M.S. (pantanal e centro - sul) A maio parte do C.O., oferece boas possibilidades de expansão pecuária porque sua posição geográfica é favorável, é muito exterior, tem abundância de pastagens naturais, boa pluviosidade no verão, os preços das terras são mais acessíveis em relação aos do Sudeste e Sul e é próxima do maior centro consumidor do país. Na verdade a quantidade de cabeças vem crescendo, porém a qualidade deixa muito a desejar. A pecuária leiteira é pouco significativa ainda; aparecendo principalmente na Porção Sudeste de Goiás (Vale do Paraíba), que abastece as regiões de Goiânia e D.F.
Região Nordeste Possui o 4º maior rebanho bovino do país , concentrado principalmente em: B.A., M.A., C.E., P.E. e P.I. A pecuária bovina do nordeste é predominantemente extensiva de corte. Apesar de estar difundida por toda a região, a principal área pecuarista é o Sertão. A pecuária leiteira ocupa posição secundária e está mais concentrada no Agreste, onde se destacam duas bacias leiteiras, a bacia do Recife (Pesqueira, Cachoeirinha, Alogoinhas e Guranhum) e a de Batalha em Alagoas A produtividade do rebanho nordestino é das mais baixas do país, tanto em carne
como em leite.
Região Norte Possui o menor rebanho bovino do país, concentrado principalmente no estado do Pará. Apesar de ser o menor, foi o que mais cresceu no último decênio. Nesta região predomina a pecuária extensiva de corte, e as áreas tradicionais de criação correspondem aos campos naturais do: Pará: Campos de Marajó, médio e baixo Amazonas. Amazonas: médio Amazonas e as regiões dos rios Negro e Solimões Acre: Alto Peirus e alto Jureiá Amapá: Litoral Rondônia: Vale do rio madeira
Nas ultimas décadas a expansão pecuária na região Norte tem sido muito grande, mesmo a custa de desmatamento indiscriminado, invasão de terras indígenas e restrição das áreas de lavoura. Essas áreas de expansão estão principalmente no leste e sudeste do Pará (Paragominas, Conceição do Araguaia), Amazonas, Rondônia e Acre. A pecuária leiteira é muito restrita e aparece nas proximidades das capitais Belém, Manaus e etc. Esta região conta com o maior rebanho de búfalos do país, concentrados principalmente na ilha de Marajó (P.A.).
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2.1 Apresentação
A origem da atividade bovina no país se deu com o deslocamento de animais da Península Ibérica, principalmente de Portugal. O gado crioulo era geralmente de pequeno porte e tardio no crescimento e na reprodução. Alguns fazendeiros com recursos importavam da França e da Inglaterra reprodutores para cruzamento, melhorando seus animais de trabalho. Com a introdução do zebu, aos poucos, o gado crioulo foi absorvido pelas raças indianas, através de cruzamentos contínuos. A composição do rebanho brasileiro atualmente tem alto nível de participação zebuína, cerca de 80 a 85% do contigente nacional. Pesquisas revelam que o cruzamento entre as espécies geram produtos de melhor qualidade e maior desempenho. No eixo Centro-Sul, além de cruzamentos com objetivos industriais, são feitas tentativas de formação de novas raças.
apontou idade inicial no confinamento de 34,5 meses com variação de vinte a quarenta e oito meses e peso médio inicial de aproximadamente de 340 kg, variando entre os limites de 270 e 445 kg. Os valores médios para idade foram considerados superiores aos tecnicamente recomendados, o que contribui para a conversão alimentar média inferior à desejada.
Segundo Vasconcellos, animais mais novos, em recria, são ainda capazes de garantir bons ganhos de peso através de crescimento compensatório, desde que alimentados com alto nível nutricional.
Outro fator de importância diz respeito ao preparo dos animais para o confinamento, que pretende deixá-los em boas condições para responder a um trato específico e intensivo na forma de ganho rápido de peso. Trata-se, na verdade, de seguir os precondicionamentos sanitário, alimentar e ambiental, destinados a reduzir quaisquer fatores desfavoráveis à acumulação de gordura nos tecidos do animal.
O precondicionamento sanitário consiste em um programa específico de vacinações e controle de parasitas, aliado a um acompanhamento permanente do estado de saúde dos bovinos. Por exemplo, a vacinação contra a febre afetosa deve ser realizada antes de se iniciar o confinamento.
O precondicionamento alimentar visa fazer com que a flora e a fauna microbianas do rúmen tenham uma adaptação rápida à transformação de um conteúdo dietético. Assim, a silagem de grãos e concentrados, requer maior tempo de adaptação que a cana-de- açúcar. Em geral, o processo de adaptação demora de dez a vinte dias para se completar.
Finalmente o ambiente: os procedimentos nessa área têm como objetivo acostumar o animal às instalações do confinamento, ao movimento de máquinas e implementos, à presença do ser humano, dentre outras coisas. O precondicionamento ambiental também envolve a convivência entre animais de origens distintas. Esta fase inclui ainda o implante ou o fornecimento de anabolizantes e aditivos, utilizadas para tornar mais eficaz o trabalho de engorda.
Uma última consideração importante trata da pesagem dos animais, que deve ser feita num período intervalo com vinte e oito dias. Com o intuito de não prejudicar muito o animal, uma vez que o momento da pesagem exige muito do gado, sugere-se, como uma medida de segurança, pesar o lote de animais em uma amostragem significativa - estatisticamente correta, evitando assim o estresse do boi e um rendimento maior, dada a necessidade do pré-jejum para a pesagem.
A fase de terminação de bovinos em confinamento está diretamente relacionada à viabilidade econômica da atividade, em que são levados em conta o preço real diferenciado da carne bovina na entressafra, o alto ganho diário de peso e o custo de produção compatível com a expectativa de preço do mercado.
2.3 Alimentos
Nos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, a pecuária de corte, com ênfase no confinamento, se apresenta num estágio inicial, sem técnica desenvolvida e com poucos recursos para a obtenção de energia e proteína nas dietas dos animais, salvo através de alimentos volumosos. No entanto, a disponibilidade de grãos é pequena, os suprimentos protéicos são exportados em larga escala, a relação disponibilidade de grãos e o preço de carne bovina é desvantajosa, na maior parte do ano. Ainda, a variação do valor real da carne ao longo do ano é muito grande, principalmente entre os períodos de picos de safra e entressafra.
Como conseqüência, o confinamento de bovinos tem se concentrado na entressafra, com ênfase na utilização de animais mais velhos, dois a três anos, menos exigentes que os mais jovens, e que normalmente apresentam um ganho satisfatório, baseando-se no uso de larga escala de alimentos volumosos.
2.4 Ração Balanceada
[Ruiz, 1984] define como ração balanceada a quantidade de alimento capaz de prover, para um animal, os diversos nutrientes numa porção compatível com determinado nível de produção diária. Assim, a formulação de uma ração implica em integração de conhecimentos relacionados com as exigências do animal (para determinado nível de produção), características nutricionais dos alimentos e relação benefício - custo esperado.
2.5 Custo de Produção Compatível com a Expectativa de Preços de Mercado
Por ser a terminação de bovinos em confinamento uma atividade que demanda alto investimento, num período de curta duração, e o preço de mercado da carne apresentar- se às vezes baixo, é importante que o produtor gerencie os recursos para o confinamento, usando todas as recomendações que maximizem o lucro. No custo de produção do bovino confinado, o componente que tem maior participação é a alimentação, com cerca de 60 a 80% do custo variável. Portanto, é de suma importância que a produção, aquisição, balanceamento e manejo da alimentação sejam conduzidos de modo adequado, para se obter maior eficiência deste investimento no confinamento.
A alimentação no confinamento é composta basicamente do volumoso, da ração concentrada e do sal mineralizado. Dentre estes, a ração concentrada apresenta a maior participação no custo total da alimentação.
2.6 Manejo da Alimentação
A viabilidade econômica da atividade está calcada no desempenho do bovino em confinamento, tendo como considerações o balanceamento nutritivo adequado, o manejo da alimentação e, de certa forma, no uso de aditivos e anabolizantes. A utilização correta destes mecanismos permite aumentar o ganho diário de peso vivo e melhorar a conversão alimentar.
O manejo adequado está intimamente relacionado com a freqüência da alimentação. A ração, no dia a dia, de uma maneira regular, tem um efeito positivo no desempenho de bovinos em confinamento. Boin [Peixoto, 1989], aconselha, como orientação prática, fornecer a ração em pelo menos quatro porções diárias, evitando-se o desperdício.
No intuito de não permitir fermentações secundárias que possam afetar a ingestão e a saúde do animal, produtos úmidos conservados na forma de silagem devem ser fornecidos várias vezes ao dia.
O balanceamento das rações sempre é feito com base em uma composição bromatológica média (proteína e sais minerais) e um valor nutritivo médio (energia) para cada ingrediente utilizado. Qualquer variação na composição e no valor nutritivo dos ingredientes causará alteração no desempenho do animal.
Os dois fatores que delimitam a produtividade são a capacidade de ingestão de energia digestível e a composição de ganho de peso vivo. No entanto, nem sempre é desejável
Raça é uma subdivisão da espécie, constituída por uma porção de indivíduos pertencentes à mesma espécie, que possuem certos caracteres chamados étnicos, transmissíveis por herança aos filhos (descendentes) quando são acasalados (cruzados), permitindo diferenciar tipos de raças. Esses caracteres são:
1.Morfológicos - quando visíveis a olho nu, como: forma do corpo, espessura, maciez e elasticidade de couro ou da pele; cor dos pelos e da mucosa: tamanho das orelhas; estatura; chifres, etc.
2.Fisiológicos - quando internos, como: rusticidade; precocidade; vigor, prolificidade, etc.
3.Psicológicos - quando relacionados com o sistema nervoso, como: vivacidade; instinto; caráter, etc. e
4.Econômicos - de acordo com a aptidão, como: leiteira; produtora de carne; de manteiga, etc.
Os cruzamentos entre taurinos e indianos constituem a solução lógica e prática para a pecuária brasileira, tanto no que se refere a leite como a corte, permitindo formar a curto prazo rebanhos com maiores índices de produtividade, melhor constituição e mais fortes.
O cruzamento simples produz animal do tipo industrial, de maior resistência e produtividade, que apresenta o vigor híbrido ou heterose, responsável pelo aumento de produção dos descendentes em relação à média dos pais. O produto é uma animal de extraordinária eficiência econômica, constituindo a melhor produção de carne ou leite de forma moderna e eficiente, uma vez que não existe nenhuma raça significativamente superior.
As características econômicas desejadas com o uso de cruzamentos são a fertilidade - índice mais alto de natalidade; elevação da porcentagem de bezerro (crescimento rápido); habilidade maternal; maior precocidade, antecipando a entrada na reprodução e a idade para abate. Eficiência na utilização dos alimentos (conversão).
A pecuária de corte mostra que os animais produtores de carne são aqueles que, mediante seleção rigorosa, podem converter a menor quantidade de alimentos na maior quantidade de carne dentro de um tempo mínimo; devem ainda apresentar alto rendimento do peso bruto em músculos, considerado bom quando superior a 58%. Do peso bruto vivo, descontando-se a cabeça, o couro, as vísceras e os mocotós, fica a carcaça limpa, que deverá conter no máximo 6% de gordura, distribuída uniformemente na parte externa, com a ossatura mais leve possível.
Na escolha dos animais para exploração de carne, a preferência recairá nos animais de aclimatação rápida e completa, precocidade no desenvolvimento, índole mansa, rusticidade, couro solto com pigmentação escura (para melhor resistência ao calor e às fortes exposições ao sol), capacidade de boa conversão, mesmo quando em terras fracas, com pastagens nativas ou praguejadas e, ainda, resistência aos parasitos (bernes, carrapatos, vermes etc.).
No caso das fêmeas, devem parir animais de cabeça relativamente pequena, para não surgirem problemas na ocasião do parto.
Com esses requisitos, mais as informações com referência ao ganho de peso (ficha abaixo) há condições de se obter um animal que, com menos idade e em menor espaço de tempo, produza carne tenra, enxuta, macia e saborosa.
Quadro 2.1 - Algumas Características Transmitidas por Hereditariedade
O índice de fertilidade, ou capacidade reprodutora, deve ser elevado (acima de 80%) para que a vaca apresente produção anual de um bezerro e possa criá-lo, resultando em pouco descarte ou reposição.
Os animais destinados a servir como touros devem ser filhos de vacas de grande fertilidade e também possuir alta capacidade de fecundar fêmeas. O potencial genético individual deve ser alto e a eficiência de ganho de peso acima de 80%, produzindo animais vigorosos e pesados em tempo precoce, com boa capacidade de conversão, à razão de 1 kg de peso vivo por dia, com rendimento de 55% no mínimo. O mérito da carcaça é o fator principal no gado de corte.
2.9 Instalações para o Confinamento
[Peixoto, 1991] e [Vasconcellos, 1993] descrevem cuidados para as construções e instalações diversas, onde ressaltam preocupação da presença da assistência técnica, devendo ser observados os conceitos de economia e funcionalidade e respeitadas as normas conforme os objetivos preestabelecidos.
1.1 Motivação
A pesquisa agropecuária é nova no país. Investimentos de grande monta datam de meio século e têm como objetivo, de uma maneira geral, identificar e resolver problemas locais. A escassez de recursos do produtor menos privilegiado faz com que a atividade pecuária se torne quase inoperável. Uma sugestão para amenizar o problema é indicar caminhos que permitam uma transformação, viabilizando o aumento de produtividade a baixo custo.
A pesquisa cresce tanto no que diz respeito a produção de novas alternativas específicas para a pecuária, como no interesse de elaborar instrumentos capazes de auxiliar no seu desenvolvimento.
A aplicação dos conhecimentos gerados pela pesquisa depende de alguns fatores: a conscientização do pecuarista em planejar as opções inerentes a esta cultura, visando o aumento significativo de sua produtividade; obtenção de recursos físicos e financeiros para desenvolver com segurança a atividade, proporcionando orientação à mão-de-obra, tornando-a eficiente no sistema de produção; a flexibilidade do processo, que permita a utilização da propriedade para outros fins fora da época de confinamento e a facilidade no que tange a comunicação e o transporte, justificando de forma completa a relação benefício - custo.
As técnicas de bovinocultura de corte aos poucos estão se desenvolvendo, principalmente pela capacidade que o gado tem em processar e transformar substâncias não comestíveis pelo homem - forragens (rami, palha, feno, sorgo), penas (farinha hidrolisada) - em carne, alimento rico em proteína.
A evolução desta atividade no Brasil tem se baseado na expressão horizontal (gado extensivo), sem uma maior preocupação na incorporação de novas áreas de pastagens, enquanto que os índices zootécnicos têm se mantido praticamente constantes.
No entanto, aos poucos, o agente produtor muda de comportamento; basta verificar o aumento das áreas de pastagens cultivadas, resultando em maior capacidade de suporte e ganho de peso dos animais.
viável a conquista de conhecimentos e a criação de processos decisórios. São de grande auxílio os sistemas de apoio à decisão, sistemas especialistas, sistemas de inteligência artificial, enfim os modelos matemáticos para a resolução de problemas práticos do dia- a-dia.
A pesquisa trabalha com um tema importante da economia nacional e internacional, pretendendo aumentar o potencial produtivo do Brasil, objetivando o próprio Mercosul. É fundamental produzir matéria prima de alta qualidade a preços compatíveis e competitivos, tendo em vista a nova realidade das nações. Internamente, visa atingir patamares de oferta de produtividade de carne bovina jamais alcançadas na história brasileira, permitindo, assim, uma melhor qualidade de vida à população e um retorno justo à pecuária nacional.
O aumento da taxa de desfrute na pecuária de corte tem um papel social da maior grandeza, em que o fator trabalho passa a ter um valor diferenciado, ampliando expressivamente a oferta de empregos no meio rural, resultando na permanência do ser humano do campo, seu meio natural.
Este estudo tem sua importância também na sugestão de como contornar algumas limitações do sistema de produção, como por exemplo: informar a existência de pesquisas para melhoramento genético das raças; trabalhar a alimentação animal de acordo com as exigências nutricionais nos parâmetros mundiais e adequar à realidade regional e monetária do produtor.
Por se tratar de um processo dinâmico, o confinamento de boi traz também como vantagem a aceleração do giro de capital, com retorno mais rápido dos valores investidos na engorda.
Com a vinda de recursos materiais e financeiros, a adequação do servidor ao meio ambiente se fará de forma imediata, possibilitando, assim, o aumento de informação e formação da parte humana envolvida. Dadas as instalações e os cuidados que serão tomados, ao longo do período, fica também resolvida a questão da saúde do animal.
Estes fatores, aliados ao investimento da pesquisa, apresentam uma sólida base para um desenvolvimento racional da atividade agropecuária no Brasil. Haverá ganho para o produtor e especialmente para a população, que terá a possibilidade de adquirir um poderoso alimento com menor preço.
1.5 Limitações
Esta abordagem não pode deixar de se preocupar com os fatores de produção: capital, trabalho e terra. Desta forma, é o uso inteligente das informações, associadas aos recursos disponíveis trazidos pela pesquisa que torna possível avançar na direção do planejamento elaborado.
Assim, pode-se trazer à tona as prováveis limitações da pecuária de corte brasileira: o grave problema da entressafra, ocasionada por fatores climáticos e agravada pela fertilidade do solo e seu manejo inadequado. Faz-se necessária uma alimentação especial para o animal nesta época, de maio/junho a outubro/novembro.
Também são considerados estudos que se concentram na atualidade, na formação de animais mais produtivos, alcançados pela mestiçagem entre dois ou três cruzamentos de gados azebuados com os seus parentes europeus.
Um problema é a ausência de uma política agrícola voltada para a pecuária de corte de longo prazo, que estimule os investimentos e garanta o retorno econômico necessário à
atividade. Numa visão mais ampla, o baixo poder de compra da população deprime o mercado de carnes, trazendo aspectos negativos na produção via compressão de preços.
Um dos componentes mais críticos do sistema pecuário de corte em pasto é a alimentação animal, pois a engorda do gado está diretamente relacionada à estação climática. Na entressafra, a seca é um fator limitante.
Ressalta-se que foi inviável coletar os dados em campo devido a falta de oportunidade e interesse de algum pecuarista em permitir a montagem de um laboratório para fins específicos da pesquisa. Assim sendo, utilizou-se técnicas de Pesquisa Operacional (Simulação) para elucidar o meio ambiente do rebanho.
1.6 Organização do Trabalho
Nesta pesquisa procurou-se conciliar o tratamento matemático rigoroso do modelo com o tratamento qualitativo e simplificado da utilização do mesmo. O primeiro capítulo faz uma discussão dos aspectos gerais que motivaram a presente pesquisa, apresentando o problema da agropecuária nacional e informando, em linhas gerais, as ferramentas a serem utilizadas para atingir o objetivo proposto. O capítulo ainda mostra a importância da pesquisa diante do papel de agente de transformação em instrumentação prática. Finalmente, são expostas as limitações do campo de estudo.
O capítulo dois descreve a bovinocultura de corte dentro da perspectiva do confinamento, apresentando os fatores de excelência para o sucesso dessa atividade. O capítulo três reserva uma descrição minuciosa do modelo matemático, como estrutura de tomada de decisão. As conclusões da pesquisa e recomendações estão no quarto capítulo.
Nutricional Minerais Sanitário vacinas Vermes e Vermífugos Os riscos do homem Manejo Geral Os lotes A identificação A Tropa Sinuelos Pastos e Sub-Divisões Vacas amojadas Recém nascidos Mamando Desmame Estresse da desmama Desmame precoce Recria castração
6. MANEJO Manejo é um termo amplo que diz respeito a todas as atividades diariamente desenvolvidas com o rebanho. 6.1. NUTRICIONAL Os distúrbios carenciais, devidos à insuficiente nutrição (incluindo minerais) dos animais, são responsáveis por perdas econômicas consideráveis, reduzindo a produção e a produtividade dos rebanhos. Costumo dizer, a grosso modo, que a pecuária não tem dois segredos. Tanta é a importância que dou a nutrição, uma vez que altos índices nutritivos estão a disposição dos animais, significa normalmente que, os outros critérios à boa produtividade estão sendo atendidos. "Nutrição adequada ao rebanho a ser inseminacaodo" significa dizer que os animais a serem submetidos ao programa de Inseminação Artificial devem estar em boas pastagens com subdivisões, suplementação mineral de boa qualidade e procedência, ministrada de preferência em cochos cobertos, aguadas de boa qualidade e fácil acesso, suplementação na época da seca (silos, fenos, etc.). Não administrar uréia e seus derivados a animais em plena estação reprodutiva. São condições que atendem não apenas às necessidades
Puberdade Ciclo estral Pré cio Reconhecimento do cio Cio Momento ideal de inseminacaor Pós cio Anestro fisiológico Anestro Puerpério fisiológico Hemorragia de metaestro Cio de encabelamento Cio silencioso Gestação Intervalo parto-concepção Intervalo entre partos
Com palheta média, palheta fina ou minitubo Com ampola
caracterizada por perda de apetite, pele e pelagem áspera, perda de peso e sérios problemas reprodutivos. Dentro do contexto do manejo reprodutivo, a obrigatoriedade da suplementação mineral torna-se ainda mais evidente, tendo em vista basicamente dois fatores: 1º: As fazendas de cria estão se deslocando cada vez mais para solos mais pobres e; 2º: As vacas gestantes ou com bezerro ao pé são as categorias mais exigentes em minerais. O fósforo na reprodução animal representa um elemento vital, motivo pelo qual é alvo de maior atenção na formulação de suplementos e rações. Participa em torno de 1% do peso vivo do animal e podemos destacar como suas funções mais importantes:
O micromineral cromo passou a ser reconhecido como um elemento mineral essencial para bovinos de corte pelo NRC (National Research Council, 1996), onde a forma mais indicada, segundo o próprio NRC, para a suplementação de cromo aos bovinos é a forma orgânica, conhecida também como complexo de minerais orgânicos, ou quelatos de minerais. Tais compostos possuem algumas particularidades, sendo bem mais absorvido pelo organismo animal que as formas tradicionais (formas inorgânicas, como óxidos, sulfatos, carbonatos, etc.). Os novos avanços na biotecnologia da nutrição animal tem permitido a oferta de micro minerais mais biodisponíveis e menos tóxicos que tem proporcionado incrementos significativos na produtividade animal, inclusive no campo da reprodução. Entendemos por suplementação mineral correta aquela que preenche os seguintes requisitos: A mistura final deve conter de 6 a 9% de fósforo de boa qualidade e livre de contaminantes; Deve conter significativa proporção de microelementos que devem ser de alta disponibilidade e livres de efeitos tóxicos; A mistura deve ser suficientemente palatável para consumo adequado ao requerimento animal; A mistura deve ser tecnicamente equilibrada e bastante homogênea; Estar disponível durante todo o ciclo de produção animal; Bem distribuídas e bem manejadas através de cochos para suplementos minerais adequados Marcos Sampaio Baruselli Zootecnista da Tortuga Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos para Bovinos de Corte.
Nutricional Minerais Sanitário
6.3. MANEJO GERAL 6.3.1. OS LOTES Para um bom manejo da fazenda é conveniente que os animais sejam separados em lotes de acordo com sua categoria, por exemplo: lotes de bezerros desmamados machos e fêmeas; novilhas, garrotes, bois, vacas paridas cheias e vazias, vacas solteiras cheias e vazias, vacas gestantes, vacas amojadas, touros, etc. 6.3.2. A IDENTIFICAÇÃOí Deve ser feita a identificação dos animais (a fogo, tatuagem, brincos, correntes, nitrogênio líquido, eletronicamente ou outro método qualquer) para que se possa ter controle de repetições de cio, data da prenhez, provável data do parto,