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material gestão estoque e compras
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Não perca as partes importantes!








































Conselho Regional José Evaristo dos Santos Presidente
Departamento Regional de Goiás Felicidade Maria de Faria Melo Diretora Regional
Maria de Lourdes Martins Narciso Diretora de Educação Profissional
Maria Cândida Rodrigues Diretora Financeira
Girsei Severino de Paula Diretor Administrativo
Coordenação de Apoio Técnico Amália Cardoso da Silva Aguiar Angélica Cristina Pereira Carla Baylão de Carvalho Cláudia Márcia Alencar Costa Pereira Délcio Marques da Costa Kátia de Araújo Jaime Márcia Neves Rocha de Oliveira Rômulo Criston Gomes Nascimento Veronízia Theodoro Luz
Elaboração Luz Magdalena Láscar Alarcón
Diagramação Tatiane Aquino de Sousa
A Administração de materiais é parte fundamental de qualquer organização que produza itens ou serviços de valor econômico, sendo essencial não só ao setor industrial como ao comercial, existindo tanto em empresas dos setores públicos e privados.
Regular estoques, transportá-los e guardá-los está arraizado na humanidade há muito tempo. Conta a bíblia que José do Egito por motivos próprios iniciou, naquela época, uma grande movimentação de bens (alimentos) para estocagem. Registrando quantidades e regulando, de forma muito sabia, conseguiu graças a suas “previsões” que o povo do Egito conseguisse passar ileso por uma grande crise de alimentos e em conseqüência disso o país teve um forte diferencial entre os demais.
Com o decorrer dos séculos, a gestão dos recursos materiais não chamou a atenção dos administradores. Tais recursos eram apenas observados nas questões de almoxarifado. Por vários anos, a grande preocupação estava voltada apenas para: Venda Produção e Serviços. Porém, com os problemas que o mundo atravessou a partir da década de 80, inflação, mão-de-obra especializada, custos de transporte etc. as empresas tiveram que focar seus esforços nas reduções de seus recursos. E como grande parte do ativo das empresas está depositada na conta de estoque, almoxarifado e patrimônio, a atenção se volta para a redução destes recursos.
As organizações trabalham num ambiente complexo, afetado por muitos fatores, entre os mais importantes temos:
As principais funções do estoque são:
Hoje todas as empresas procuram de uma forma ou de outra, a obtenção de uma vantagem competitiva em relação a seus concorrentes, e a oportunidade de atendê-los prontamente, no momento e na quantidade desejada, é grandemente facilitada com a administração eficaz dos estoques. Como os estoques constituem uma parcela considerável dos ativos das empresas, eles recebem um tratamento contábil minucioso. São classificados em cinco grandes categorias:
empresa compra para usar no processo produtivo fazem parte do estoque matérias-primas, independentemente de serem materiais diretos, que se incorporam ao produto final, ou indiretos, que não se incorporam ao produto final.
Os materiais como recursos que são, recebem as seguintes denominações:
Estoque – quando se está falando dos materiais em geral, armazenados pela empresa.
Material – quando se está falando sobre determinado item ou pequeno grupo (família) de item.
Demanda (D) – em alguns casos é utilizada a letra “C”. - é a quantidade consumida ou requisitada de estoque para uso em um determinado período.
Demanda Média Mensal (D) – é a quantidade média de material consumida em um determinado período.
Demanda Reprimida – é quando se está falando do não atendimento a solicitações de material. Na realidade está relacionada a falta de estoque ( materiais zerados em quantidades)
Tempo de Ressuprimento/Reposição (TR) – é o espaço de tempo decorrido entre a data da emissão da requisição para compra e aquela em que o material é recebido pelo almoxarifado, podendo ser considerados: tempo de processo de compra e entrega pelo fornecedor.
Lote de Compra (LC) – é a quantidade de material solicitada em cada ressuprimento de estoque.
Ressuprimento – processo de suprir as quantidades faltantes, quer dizer, reabastecer o estoque com quantidades, comprar mais material.
Ponto de Ressuprimento (PR) ou Ponto de Encomenda (PE) ou Ponto de Pedido (PP) – corresponde ao nível de estoque que ao ser atingido indica a necessidade de ressuprimento.
Estoque Máximo (EM) – é a quantidade máxima de material a ser mantida em estoque.
Estoque Mínimo (Em) – é a quantidade mínima a ser estabelecida ao atendimento da organização.
Lista de Material ou Relatórios de Estoque – é a relação de todos os itens de materiais controlados pela empresa. Devido a expansão dos processos, as Listas de Material estão sendo classificadas por famílias de material ou por classificação
ABC ou por tipo de equipamento aplicado, como forma de redução de custo na impressão das mesmas.
Lead Time – é o tempo de ressuprimento ou o número de frações de tempo entre a liberação do pedido até o recebimento de determinado item de material. O Lead Time pode ser encontrado com a terminologia Tempo de atendimento.
Inventário – é a contagem física a ser confrontada com os controles definidos pela empresa, podendo ser estes controles manuais ou informatizados.
Segundo a ciência das economias, demanda é: “Disposição de comprar determinada mercadoria ou serviço, por parte dos consumidores”. Porém, na Administração de Recursos Materiais, demanda é a saída média estimada de uma determinada mercadoria em certo espaço de tempo. A demanda visa “formatar” graficamente uma tendência característica do objeto em estudo que, por muitas vezes pode até aparentemente se comportar de forma inconstante, contudo sempre haverá uma característica (perfil) da movimentação deste produto.
Se os dados históricos referentes à demanda são contrapostos a uma escala de tempo, o gráfico mostrará formatos ou padrões consistentes. Padrão é o formato geral de uma série temporal. A variação do padrão de demanda pode variar por quatro motivos bem distintos:
A característica básica que predefine um item de demanda normal, é que sua movimentação e uma mediam de si mesmo, dentro de qualquer quantidade considerada. Ou seja, um item que considerada sua demanda media em 55 unidades, como de um ano entre 10 a 20% sobre a sua media, tanto para mais como para menos. Outra característica é a da não sazonalidade. Tanto sobe como desce em qualquer dos meses do ano.
A característica básica de um item sazonal é em primeiro lugar, que não existe uma media confiável durante o período de um ano. Nota-se que em determinados períodos, ele tem uma demanda que chega a 50 e 60% maior ou menor que a media sempre no mesmo período do ano. Tem quase sempre um fator externo a influenciá-lo. Pode não acontecer a sazonalidade positiva quando não nos preparamos para ele.
A característica básica do item de demanda crescente é a de estar sempre acima da media anterior. No mês a mês, mostra um aumento sempre que o estoque disponível permite. Cai ou mantêm sua media somente por falta de produto. Tendo mais, vende mais. Sua tendência é sempre crescente. Após um período variável, tem tendência a estabilizar-se como demanda normal ou assumir queda livre. Requer muita atenção e conhecimento dos principais fatores a influencia-lo. É um grande causador dos excessos de estoque.
Sua característica já é a descrita pelo próprio nome. Não há movimentação para o item. Não pode afirmar, sem maiores análises, trata-se de um item obsoleto. Tem que ser verificado se o item e parte de um produto ou e de venda casada (só e vendido juntamente com outro item), e se seu par esta faltando no estoque, no período verificado.
Notar a real importância da função Compras como potencial fonte de competitividade é fundamental para a empresa que deseja estar participando eficazmente de seu mercado no presente e no futuro. Considerando a totalidade do valor econômico de seu produto, as Compras devem ser devidamente focadas dentro de sua estratégia de competitividade, considerando o real peso do que está a montante dela. Na estrutura de custos de uma empresa, segundo Rafael Herrera da Prodix, economizar 5% na função Compras pode representar um acréscimo de até 30% do resultado líquido, de acordo com o segmento (e de acordo com a margem de contribuição do produto).
Ainda hoje se foca a produtividade interna da empresa como principal fonte de ganhos econômicos. Mesmo organizações que levaram à exaustão seus processos produtivos e administrativos ainda permanecem com grande atenção nessas áreas.
No entanto, existem sérias razões para integrar a função de Compras na concepção da competitividade.
QUANT. 50 40 30 20
Na Nova Economia, ser competitivo não é, predominantemente, somente uma questão de preço dos produtos no ponto de venda. São fatores tão importantes quanto preço e serviços agregados ao produto: a capacidade de diferenciação dos produtos e a velocidade em que ocorre a inovação.
Avanços decisivos em qualidade e novos meios de comercialização também são fatores mais percebidos hoje do que no passado.
Uma empresa que busca melhorar sua performance de mercado tem na sua cadeia de fornecimento, um importante aliado que pode favorecer, acelerar ou, ao contrário, vir a representar obstáculos ao sucesso de sua estratégia.
Nos setores de consumo (alimentos, bebidas e cosméticos, por exemplo), criatividade e inovação tecnológica têm sido bastante usados para trazer maior competitividade às empresas.
A função compras, segundo DIAS (1993) “tem por finalidade suprir as necessidades de materiais ou serviços, planejá-las quantitativamente e satisfazê-las no momento certo com as quantidades corretas, verificar se recebeu efetivamente o que foi comprado e providenciar armazenamento.”
O sinal de demanda é a forma sob a qual a informação chega à área de compras para desencadear o processo de aquisição de bem material ou patrimonial. No caso de bens patrimoniais, o sinal pode vir, por exemplo, de um estudo de viabilidade ou de uma necessidade de expansão. Já no caso de obras públicas, ele pode ser resultado, entre outros, de um estudo de mercado ou de necessidades sociais.
Os objetivos básicos de uma seção de compras são:
4. Diversos - Fazer estimativa de custo - Dispor de materiais desnecessários, obsoletos ou excedentes. - Cuidar das relações comerciais recíprocas.
a) Ver a negociação como um processo contínuo, no qual nenhum item é imutável, mesmo fechado o acordo e assinado o contrato; b) Ter mente aberta; c) Estar alerta para suas necessidades pessoais e de seu negócio, sem se descuidar das necessidades de seu oponente; d) Ser flexível e capaz de, rapidamente, definir metas e interesses mútuos; e) Não tentar convencer o oponente de que o ponto de vista dele está errado e deve ser mudado; f) Desenvolver alternativas criativas que vão ao encontro das necessidades de seu oponente; g) Ser cooperativo porque a cooperação possibilita clima propício à solução de problemas, em harmonia; h) Ser competitivo, o que estimula as duas partes a serem mais eficientes na procura de benefícios mútuos desejados; i) Compreender que a manipulação de pessoas é incompatível com as metas de harmonia resultantes da cooperação e competição; j) Atingir os próprios objetivos e, ao mesmo tempo, fazer contribuições significativas para alcançar as metas da organização.
a) Comece sempre a negociação, fornecendo e solicitando informações, fatos, deixando opiniões, julgamentos e valores para depois. b) Procure “vestir a pele” do outro negociador, o que o ajudará a compreender melhor a argumentação e as idéias dele; c) Nunca esqueça que um bom negócio só é bom quando é bom para ambas as partes; logo, as idéias só serão aceitas, se forem boas para ambas as partes; d) Procure sempre fazer perguntas que demandem respostas além do simples sim ou não; e) A dimensão confiança é importantíssima no processo de negociação; procure ter atitudes geradoras de confiança em relação ao outro negociador; f) Evite fazer colocações definitivas ou radicais; g) Nunca encurrale ou pressione o outro negociador, deixando sempre uma saída honrosa. h) Toda pessoa tem seu estilo de negociação e determinado tipo de necessidade e motivação; ao negociar lembre-se dessas diferenças; i) Saiba ouvir e procure não atropelar verbalmente o outro negociador; j) Procure sempre olhar os aspectos positivos do outro negociador; observe suas forças, evite concentrar-se em suas características negativas de comportamento e em suas fraquezas, porque ele pode perceber.
Um dos instrumentos mais eficazes no relacionamento do comprador e seus fornecedores é a confiança mútua. Quanto mais aberta e clara a negociação, maiores são as chances de uma boa compra. As informações de ambas as partes devem circular abertamente, a fim de que distorções eventualmente detectadas sejam corrigidas por meio de um diálogo construtivo. Da mesma forma que o comprador quer estar seguro de receber seus produtos pelo melhor preço e da melhor qualidade no prazo determinado, o fornecedor quer ter garantia de clientes fiéis e satisfeitos.