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Prevenção e Tratamento da Tuberculose e Hanseníase, Resumos de Saúde Pública

Informações sobre a tuberculose e a hanseníase, dois doenças transmitidas pelas vias respiratórias. Ele discute o agente etiológico da tuberculose, o mycobacterium tuberculosis, e como a doença pode evoluir para doença ativa ou manter-se em estado de latência. O documento também aborda a importância do rastreamento e do tratamento da infecção latente por tuberculose (iltb) como estratégia para prevenir a doença em populações com risco. Além disso, ele discute os sinais e sintomas da tuberculose e da hanseníase, o diagnóstico da doença e as situações em que o tratamento não pode ser iniciado.

Tipologia: Resumos

2022

Compartilhado em 22/04/2024

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Ana Laura S. de Faria, 9° período
20/01/2023
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PROTOCOLOS PARA TUBERCULOSE E HANSENÍASE
IN TRO DUÇ ÃO
A tuberculose (TB) e a Hanseníase, são doenças
infecciosas crônica e transmissíveis, de notificações
obrigatória, de grande relevância para saúde pública.
Os indicadores epidemiológicos, as colocam como
doenças de elevada incidência no país, e são incluídas
em programas de controle específicos, com oferta de
tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde
(SUS).
A TB afeta prioritariamente os pulmões, embora
possa acometer outros órgãos e/ou sistemas. Tem
como agente etiológico o Mycobacterium
tuberculosis ou bacilo de Koch que, a partir de uma
infecção pode evoluir para doença ativa ou manter-
se em estado de latência, denominada Infecção
Latente por Tuberculose (ILTB). O desequilíbrio do
sistema imunológico causado por doenças como a
AIDS, diabetes, uso de drogas imunossupressoras,
envelhecimento e hábitos como o etilismo e o uso de
drogas lícitas ou ilícitas, favorecem a progressão da
infeção latente para doença ativa (WHO, 2020).
A doença afeta desproporcionalmente pessoas do
sexo masculino, adultos jovens e países de baixa
renda, apontando para a associação entre a
ocorrência de TB e fatores socioeconômicos (WHO,
2019). A Estratégia da Organização Mundial da Saúde
(OMS) voltada a epidemia global da TB visa uma
redução de 90% da mortalidade e de 80% da
incidência da doença até 2030. A despeito do
progresso observado na detecção da doença e do
alcance de melhores taxas de cura, a doença continua
presente em vários países, representando um
importante problema de saúde pública.
A hanseníase também transmitida pelas vias
respiratórias através de secreções, tosses e espirros,
por meio de contato próximo e prolongado com
pessoas suscetíveis a adoecer, (inclusive crianças)
através de uma pessoa doente que apresenta a forma
infectante da doença (multibacilar MB) que ainda
não está sendo tratada (BRASIL, 2020).
Apesar de ser transmissível por meio das vias aéreas
superiores, um contato rápido com quem tem
hanseníase dificilmente fará com que o outro
indivíduo seja infectado pela doença. Estima se que
a maioria da população possua imunidade natural
contra o bacilo, portanto a maior parte da população
não adoece (BRASIL, 2020). Quando adoece, pode
acometer a pele e o sistema nervoso com lesões
dermatológicas e comprometimento neural, levando
a sérias complicações.
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Ana Laura S. de Faria, 9 ° período

PROTOCOLOS PARA TUBERCULOSE E HANSENÍASE

INTRODUÇÃO

  • A tuberculose (TB) e a Hanseníase, são doenças infecciosas crônica e transmissíveis, de notificações obrigatória, de grande relevância para saúde pública. Os indicadores epidemiológicos, as colocam como doenças de elevada incidência no país, e são incluídas em programas de controle específicos, com oferta de tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
  • A TB afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e/ou sistemas. Tem como agente etiológico o Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch que, a partir de uma infecção pode evoluir para doença ativa ou manter- se em estado de latência, denominada Infecção Latente por Tuberculose (ILTB). O desequilíbrio do sistema imunológico causado por doenças como a AIDS, diabetes, uso de drogas imunossupressoras, envelhecimento e hábitos como o etilismo e o uso de drogas lícitas ou ilícitas, favorecem a progressão da infeção latente para doença ativa (WHO, 2020).
  • A doença afeta desproporcionalmente pessoas do sexo masculino, adultos jovens e países de baixa renda, apontando para a associação entre a ocorrência de TB e fatores socioeconômicos (WHO, 2019). A Estratégia da Organização Mundial da Saúde (OMS) voltada a epidemia global da TB visa uma redução de 90% da mortalidade e de 80% da incidência da doença até 2030. A despeito do progresso observado na detecção da doença e do alcance de melhores taxas de cura, a doença continua presente em vários países, representando um importante problema de saúde pública.
  • A hanseníase também transmitida pelas vias respiratórias através de secreções, tosses e espirros, por meio de contato próximo e prolongado com pessoas suscetíveis a adoecer, (inclusive crianças) através de uma pessoa doente que apresenta a forma infectante da doença (multibacilar – MB) que ainda não está sendo tratada (BRASIL, 2020).
  • Apesar de ser transmissível por meio das vias aéreas superiores, um contato rápido com quem tem hanseníase dificilmente fará com que o outro indivíduo seja infectado pela doença. Estima – se que a maioria da população possua imunidade natural contra o bacilo, portanto a maior parte da população não adoece (BRASIL, 2020). Quando adoece, pode acometer a pele e o sistema nervoso com lesões dermatológicas e comprometimento neural, levando a sérias complicações.

Ana Laura S. de Faria, 9 ° período

Ana Laura S. de Faria, 9 ° período CONTROLE DA TUBERCULOSE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA ASPECTOS CLÍNICOS

  • Nem todo indivíduo que entra em contato com o Mycobacterium tuberculosis, agente causador da TB, desenvolve a doença. Pessoas infectadas pelo M. tuberculosis que não apresentam a doença ativa são identificadas como portadores da Infecção Latente pelo M. tuberculoisis (ILTB), estas pessoas podem permanecer saudáveis por muitos anos, sem transmitir o bacilo, portanto se tornam reservatórios que podem ser reativados sob condições de resposta imunológica alterada.
  • O maior risco de adoecimento se concentra nos primeiros dois anos após a primo-infecção, mas o período de latência pode se estender por muitos anos.
  • O rastreamento e o tratamento da ILTB é uma das principais estratégias para prevenção do adoecimento em populações com risco de desenvolver a doença, considerando que antes de se efetuar o tratamento da ILTB deve-afastar tuberculose ativa e, somente após descartada a doença, proceder o tratamento profilático.
  • Em se tratando de doença ativa, os sinais e sintomas podem ser variados. Na TB pulmonar, incluem: tosse por mais de três semanas, expectoração, febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento, astenia, hemoptise, dor nas costas e no peito (BRASIL, 2019).
  • Embora os sintomas sejam conhecidos, identificar precocemente os sintomáticos respiratórios (SR) e aqueles com maior potencial de adoecimento por TB é ainda um grande desafio (CASTRO et al., 2011), pois raramente procuram uma unidade de saúde no início dos sintomas, sendo esses sintomas atribuídos a uma gripe mal curada, a uma bronquite tabágica ou a outra situação clínica qualquer (CONDE et al., 2009). TUBERCULOSE ATIVA DIAGNÓSTICO
  • O diagnóstico rápido e o tratamento oportuno são de extrema importância no combate da doença, em especial ao tratar-se de formas pulmonares bacilíferas, uma vez que o tratamento quebra a cadeia de transmissão da doença evitando novas infecções e novos doentes.
  • Para o diagnóstico da TB podem ser utilizados um ou mais dos seguintes critérios: clínico, bacteriológico, por imagem, histopatológico e teste tuberculínico (para avaliar infecção latente – ILTB).
  • Os tipos de exames disponíveis e particularidades sobre cada um, podem ser consultados em (WHO, 2017; BRASIL, 2019), pontuados abaixo:
  • É importante destacar que a realização de uma coleta de escarro com qualidade, contribui na identificação dos bacilos, requerendo uma adequada abordagem do paciente pela equipe de enfermagem, adequadamente treinada. TRATAMENTO
  • A prescrição do tratamento (início ou renovação) só poderá ser realizada nas seguintes situações: o Nos casos novos - paciente que nunca usou medicamento anti-TB ou usou por menos de 30 dias. o No 1º retratamento após cura - indivíduo com tuberculose pulmonar em atividade que já se tratou anteriormente com esquema básico e recebeu alta por cura. Neste caso o enfermeiro poderá reiniciar o tratamento básico e solicitar Cultura e Teste de Sensibilidade, porém deverá agendar consulta médica no mês subsequente para reavaliação. o No retratamento após abandono – doente que após iniciado o tratamento básico de tuberculose pulmonar, deixou de realizar o tratamento por mais de 30 dias consecutivos após data de início

Ana Laura S. de Faria, 9 ° período do mesmo. Neste caso o enfermeiro poderá reiniciar o tratamento básico e solicitar Cultura e Teste de Sensibilidade, porém deverá agendar consulta médica no mês subsequente para reavaliação. o O enfermeiro poderá iniciar tratamento básico para tuberculose pulmonar em dependentes químicos nos casos novos, 1º retratamento ou retratamento após abandono de tratamento básico, porém deverá agendar consulta médica subsequente para reavaliação. O acompanhamento destes casos deverá ser compartilhado com o médico.

  • É importante destacar que não poderá iniciar o tratamento para tuberculose pulmonar nas seguintes situações: o menores de 18 anos; o gestantes; o pacientes com história de doença hepática e renal prévia; o pacientes com 60 anos de idade ou mais; o pacientes com desnutrição severa; o coinfecção por HIV; o TB multirresistente.
  • É importante ainda destacar que os esquemas especiais preconizados possuem complexidade clínica e operacional, sendo preferencialmente, em unidades com perfis assistenciais especializados. Desta forma, apresentamos o quadro 1, para identificação do local de manejo clínico adequado para cada caso.
  • Medicações As medicações utilizadas no esquema padronizado são: Isoniazida (H), Rifampicina (R), Pirazinamida (Z) e Etambutol (E). O esquema básico para adolescentes e adultos tem duração de seis meses, dividido em duas fases: a intensiva, composta por dois meses de uso de RHZE; e a de manutenção, com uso de RH por quatro meses. O esquema básico para criança, também por seis meses, contudo as drogas utilizadas são Isoniazida (H), Rifampicina (R) e Pirazinamida (Z). Esse esquema está indicado para todos os casos novos de tuberculose pulmonar e para os casos de retratamento. As doses das medicações prescritas são baseadas no peso do paciente e estão apresentadas abaixo (BRASIL, 2019).
  • Reações Adversas e Interações Medicamentosas As reações adversas ao tratamento da tuberculose são divididas em dois grupos: reações adversas menores e reações adversas maiores. O enfermeiro poderá realizar intervenções somente nas reações adversas menores, que normalmente não é necessário suspender o medicamento anti-TB, conforme quadro abaixo: INFECÇÃO DE TUBERCULOSE LATENTE (ILTB)
  • Identificação das pessoas com probabilidade de ILTB ou com maior risco de adoecimento
  • Em se tratando de tuberculose, deve se avaliar todos os contatos de casos confirmados de tuberculose, principalmente quando o caso índice for bacilífero.

Ana Laura S. de Faria, 9 ° período CONTROLE DA HANSENIASE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA

  • A hanseníase é uma doença crônica, de notificação compulsória, transmitida pelas vias respiratórias através de secreções, tosses e espirros, por meio de contato próximo e prolongado com pessoas suscetíveis a adoecer, (inclusive crianças) através de uma pessoa doente que apresenta a forma infectante da doença (multibacilar – MB) que ainda não está sendo tratada (BRASIL, 2020).
  • Apesar de ser transmissível por meio das vias aéreas superiores, um contato rápido com quem tem hanseníase dificilmente fará com que o outro indivíduo seja infectado pela doença. Estima – se que a maioria da população possua imunidade natural contra o bacilo, portanto a maior parte da população não adoece (BRASIL, 2020).
  • O agente etiológico é o Mycobacterim leprae, um bacilo álcool-ácido resistente, fracamente gram- positivo, que infecta os nervos periféricos e, mais especificamente, as células de Schawann. Acomete principalmente os nervos superficiais da pele e troncos nervosos periféricos (face, pescoço, terço médio do braço, abaixo do cotovelo e joelhos, olhos, mucosas, testículos, ossos, baço, fígado) (BRASIL, 2017).
  • A vacina BCG que compõe o calendário do Programa de imunização do Ministério da Saúde no Brasil, administrada ao nascer para a prevenção de formas graves da tuberculose, pode conferir proteção contra o bacilo. Embora sejam doenças distintas, são causadas por bactérias do gênero mycobacterium. No caso da tuberculose, o Mycobcterium tuberculosis, e na hanseníase, o Mycobacterium leprae (BRASIL, 2017).
  • Estudos evidenciam que a susceptibilidade ao M. leprae possui influência genética, portanto pessoas que possuem familiares com hanseníase têm maiores chances de adoecer, normalmente trata-se de um parente próximo ainda não diagnosticado, como pais, irmãos, cônjuges (BRASIL, 2020).
  • Considerada como uma das doenças mais antigas da humanidade, as referências mais remotas datam de 600 a.C. e procedem da Ásia, que, juntamente com a África, são consideradas o berço da doença; entretanto, a terminologia hanseníase é iniciativa brasileira para minimizar o preconceito secular atribuído à doença, adotada pelo Ministério da Saúde em 1976. Com isso, de acordo com a Lei nº 9.010, de 29 de março de 1995, o termo "Lepra" e seus derivados não poderão ser utilizados na linguagem empregada nos documentos oficiais da Administração centralizada e descentralizada da União e dos Estados-membros.
  • O Brasil está entre os 22 países em número de casos, ocupa a 2ª posição do mundo, atrás apenas da Índia. Em 2018, foram registrados mais de 27 mil novos casos, segundo o Ministério da Saúde. Isso representa mais de 93% das ocorrências registradas em países das Américas (BRASIL, 2018).
  • Em razão da elevada carga, a doença permanece como um importante problema de saúde pública no país, está fortemente relacionada à condições econômicas, sociais e ambientais desfavoráveis. Além disso, soma-se a esses fatores a dificuldade de acesso a rede de serviços às populações vulneráveis bem como informações sobre sinais e sintomas da doença (BRASIL, 2020).
  • A taxa de detecção anual de casos novos de hanseníase por 100 mil habitantes por ano, nos anos das coortes 2001 a 2019, no Brasil é de 11,23 (SINAN, 2020).
  • Em relação à proporção de cura de hanseníase entre os casos novos diagnosticados nos anos das coortes 2001 a 2019, a taxa no Brasil é de 79,85 (SINAN, 2020).
  • A Hanseníase por ser uma doença ainda endêmica no Brasil deve levar os profissionais de saúde a pensar no diagnóstico e avaliar o caso cuidadosamente.
  • Dentre as ações multiprofissionais envolvidas no diagnóstico, tratamento e acompanhamento, uma das mais importantes está em realizar de forma adequada e minuciosa a anamnese e exame físico (BRASIL, 2020).
  • Classificar adequadamente o paciente é muito importante pois, tratá-lo de forma equivocada, sendo esse multibacilar ao invés de paucibacilar, pode agravar a condição de saúde do mesmo e prejudicar o controle epidemiológico da doença (BRASIL,2018).
  • Sinais e sintomas mais frequentes da hanseníase o Lesão/lesões, manchas e/ou áreas da pele com alteração da sensibilidade térmica e/ou dolorosa e/ou tátil; o Comprometimento dos nervos periféricos, geralmente espessamento, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas; o Áreas com diminuição dos pelos e do suor; o Áreas do corpo com sensação de formigamento e/ou fisgadas; o Diminuição e/ou ausência da força muscular na face, mãos e pés;
  • Nódulos no corpo, em alguns casos hiperemiados e dolorosos (BRASIL, 2017).

Ana Laura S. de Faria, 9 ° período DIAGNÓSTICO DA HANSENÍASE

  • O diagnóstico de caso de hanseníase é essencialmente clínico e epidemiológico, realizado por meio do exame geral e dermatoneurólogico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos, com alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas (BRASIL, 2017).
  • Os casos com suspeita de comprometimento neural, sem lesão cutânea (suspeita de hanseníase neural pura), e aqueles que apresentam área com alteração sensitiva e/ou autonômica duvidosa e sem lesão cutânea evidente, deverão ser encaminhados para unidades de saúde de maior complexidade para confirmação diagnóstica. Recomenda-se que nessas unidades esses pacientes sejam submetidos novamente ao exame dermatoneurólogico criterioso, à coleta de material para exames laboratoriais (baciloscopia ou histopatológica cutânea ou de nervo periférico sensitivo), a exames eletrofisiológicos e/ou outros mais complexos, para identificar comprometimento cutâneo ou neural discreto e para diagnóstico diferencial com outras neuropatias periféricas (BRASIL, 2010).
  • Em crianças, o diagnóstico da hanseníase exige avaliação ainda mais criteriosa, diante da dificuldade de aplicação e interpretação dos testes de sensibilidade. Casos em criança, podem sinalizar transmissão ativa da doença, especialmente entre os familiares, o que deve, portanto, intensificar a investigação dos contatos. Para diagnóstico desses casos, recomenda-se utilizar o “Protocolo Complementar de Investigação Diagnóstica de Casos de Hanseníase em Menores de 15 Anos” (BRASIL, 2016).
  • O diagnóstico de hanseníase deve ser recebido de modo semelhante ao de outras doenças curáveis. Entretanto, se vier a causar impacto psicológico, tanto a quem adoeceu quanto aos familiares ou pessoas de sua rede social, essa situação requererá uma abordagem apropriada pela equipe de saúde, que permita a aceitação do problema, superação das dificuldades e maior adesão ao tratamento. Essa atenção deve ser oferecida no momento do diagnóstico, bem como no decorrer do tratamento da doença e, se necessária, após a alta (BRASIL, 2016).
  • A Hanseníase possui um período de incubação longo, além de ser transmissível. Para ser diagnosticado, o paciente precisa de avaliação médica, por isso é importante estar sempre atento aos sintomas. Após o diagnóstico, o paciente precisa iniciar o tratamento, e o apoio da família é muito importante. O diagnóstico precoce garante que o paciente tenha mais chances de uma recuperação sem nenhuma sequela ou complicações (BRASIL, 2010).
  • Apesar de ser transmissível por meio das vias aéreas superiores, um contato rápido com quem tem hanseníase dificilmente fará com que o outro indivíduo seja infectado pela doença.
  • Apenas pessoas que moram com o paciente sem tratamento ou convivem por um período prolongado podem adoecer, mas, ainda assim, para o contágio acontecer é preciso levar em consideração outras questões, como a resistência imunológica de cada indivíduo (BRASIL, 2010).
  • É importante ressaltar que a partir do momento em que o paciente começa o tratamento, a doença não é mais transmissível. Além disso, todas as pessoas que convivem com o paciente diariamente precisam comparecer à unidade de saúde para fazer exames e descartar a possibilidade de algum contágio. Devido ao período de incubação ser longo, se a pessoa contato, no primeiro exame, não apresentar sinais e sintomas, deverá ser orientada a necessidade de ser examinado/acompanhado por pelo menos 1 vez por ano durante 5 anos (BRASIL, 2017). TRANSMISSÃO
  • A transmissão ocorre quando uma pessoa com hanseníase, na forma infectante da doença, sem tratamento, elimina o bacilo para o meio exterior, infectando outras pessoas suscetíveis. A via de eliminação do bacilo pelo doente são as vias aéreas superiores (mucosa nasal e orofaringe), por meio de contato próximo e prolongado (BRASIL, 2017).
  • Os doentes com poucos bacilos – paucibacilares (PB)
  • não são considerados importantes como fonte de transmissão da doença devido à baixa carga bacilar. As pessoas com a forma multibacilar (MB) - muitos bacilos, constituem o grupo contagiante, mantendo- se como fonte de infecção enquanto o tratamento específico não for iniciado (BRASIL, 2017).
  • A hanseníase apresenta longo período de incubação, ou seja, tempo em que os sinais e sintomas se manifestam desde a infecção. Geralmente, dura em média de 2 a 7 anos, não obstante haja referências à períodos inferiores a 2 e superiores a 10 anos (BRASIL, 2017). TRATAMENTO
  • O tratamento da hanseníase é realizado através da associação de medicamentos (poliquimioterapia –

Ana Laura S. de Faria, 9 ° período o 30% podem desenvolver incapacidades (alteração de sensibilidade nos olhos, mãos e pés). REAÇÃO TIPO 1

  • As lesões cutâneas antigas ficam mais eritematosas, edematosas e dolorosas, e podem surgir lesões novas.
  • A neurite é um processo inflamatório agudo ou crônico de nervos periféricos, podendo evoluir com ou sem dor e com ou sem déficit sensitivo ou motor. É a sua manifestação mais grave, uma vez que o dano neural pode se instalar e ocasionar incapacidade e deformidade. A neurite pode manifestar-se isolada ou acompanhada de lesões cutâneas. TRATAMENTO:
  • Reação reversa sem neurite, sem lesões na face e lesão não próximas a troncos nervosos importantes. o Predinisona 0,5 – 1 mg/kg/dia
  • Reação reversa com neurite, com lesões na face ou próximas a troncos nervosos importantes e ou neurite isolada, orqui-epidimite, mão e pé reacionais. o Predinisona 1 – 2 mg/kg/dia
  • Indicações de Tratamento Cirúrgico para Neurites o Pacientes com contra-indicação ao uso de corticosteróide o Abscesso de nervo; o Paciente com neuropatia que não responde ao tratamento clínico para neurite dentro de 4 semanas; o Paciente com neuropatia (neurites) subentrante; o Paciente com dor não controlada e/ou crônica REAÇÃO TIPO 2
  • • A manifestação mais comum é o eritema nodoso que pode atingir todo o tegumento cutâneo.
  • Sintomas sistêmicos como febre, mal estar, anorexia, são frequentes.
  • Outras manifestações como linfadenopatias, orquite, irite, iridociclite e glomerulonefrite podem ocorrer.
  • A neurite na reação tipo 2 é menos dramática que na reação tipo 1. Tratamento:
  • Eritema Nodoso Hansênico (ENH) em Homens:
  • Verificar a gravidade e tentar classificar em Leve, Moderado, Grave. o Leve: Lesões cutâneas em pequeno número, com pouco ou nenhum acometimento do estado geral. ▪ Talidomida – 100mg/dia – 1 mês.- Antiinflamatório não hormonal (AINH) – Paracetamol – 750mg 2-3 vezes ao dia; ▪ Diclofenaco 50mg – 2 – 3 vezes/dia o Moderado: Lesões cutâneas disseminadas, com cometimento geral presente. ▪ Talidomida – 200mg/dia – 1 mês. 100mg/dia – 1 mês 50mg/dia – 1 mês o Grave: Lesões cutâneas disseminadas, com grave acometimento do estado geral, prostração, limitação funcional, perda de peso intensa; OU ACOMPANHADOS DE – ENH necrótico, mão e pé reacional, orqui-epididimite, irite/ iridociclite, NEURITE ▪ Talidomida – 300mg/dia – 1 mês. 200mg/dia – 1 mês 100mg/dia – 1 mês 50mg/dia – 1 mês ▪ Predinisona – 1 mg/kg/dia, associado, obedecendo os critérios anteriormente citados
  • Eritema Nodoso Hansênico em Mulheres:
  • Verificar a gravidade e tentar classificar em leve, moderado, grave, conforme critérios já definidos. o Leve: Lesões cutâneas em pequeno número, com pouco ou nenhum acometimento do estado geral. ▪ AINH – paracetamol 1,5-2g/dia ou PREDINISONA – 0,5mg/kg/dia até controle e redução da dose, conforme esquema anterior da reação reversa. o Moderado: Lesões cutâneas disseminadas, com acometimento geral presente. ▪ AINH – paracetamol 1,5-2g/dia ou PREDINISONA – 0,5mg/kg/dia até controle e redução da dose, conforme esquema anterior da reação reversa. o Grave: Lesões cutâneas disseminadas, com grave acometimento do estado geral, prostração, limitação funcional, perda de peso intensa ▪ AINH – paracetamol - 1,5-2g/dia ou ▪ PREDINISONA – 1 - 2mg/kg/dia até controle e redução da dose, conforme esquema anterior da reação reversa. ▪ CLOFAZIMINA - 300mg/dia – 1 mês. 200mg/dia – 1 mês 100mg/dia – 1 mês 50mg/dia, até alta da PQT.