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harmonia funcional 20 ggfddddddddddddddddddffffffffffffffffffffffffffffff
Tipologia: Exercícios
Compartilhado em 03/02/2020
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Não perca as partes importantes!





























































































Este método foi planejado e desenvolvido para ser um diferencial no mercado, com conteúdos bastante explicativos e completos, visando tanto o iniciante quanto o profissional da área, que necessita se aperfeiçoar, porém não encontra materiais adequados para este fim, em português. Ao todo, serão três volumes totalizando aproximadamente mil páginas e 700 exercícios (com correções a serem publicadas posteriormente), além de cerca de 500 músicas rigorosamente selecionadas. Tudo isso para que o leitor consiga tirar o maior proveito possível desta arte chamada Harmonia. No entanto, não é destinado à curiosos. Apesar da revisão de escalas, intervalos e formação de acordes, no início do método, parto do pressuposto de que o leitor já saiba (e bem, preferencialmente) teoria musical, além de um certo domínio de seu instrumento para visualização prática do conteúdo. Lembre-se que há uma grande diferença entre entender e saber. Atingir o primeiro é fácil. Depende apenas de uma leitura superficial da matéria e de, no máximo, resolução de alguns exercícios. E por experiência, tenho absoluta certeza de que muitos pararão por aqui e que, após concluído (total ou parcialmente) tal objetivo, este método estará condenado ao canto escuro e empoeirado da estante. Porém, somente com muita dedicação e persistência, o leitor atingirá o domínio do conteúdo no seu mais alto grau de informação, adquirido principalmente pela prática contínua do mesmo. Resolva o máximo de exercícios que puder e, principalmente, aplique seus conhecimentos no instrumento, sem medo de errar (lembre-se que só aprendemos os acordes certos tocando os errados). Com isso, aos poucos, a nova linguagem será internalizada, enriquecendo seu vocabulário e, por conseqüência, desenvolvendo substancialmente sua percepção harmônica. Afinal de contas, só conseguimos ouvir o que somos capazes de fazer. Enfim, tenho o prazer de disponibilizar aqui não só o caminho das pedras, mas uma verdadeira excursão por este maravilhoso mundo da harmonia funcional. Todos a bordo!
Um grande abraço e bons estudos.
Alan G. Santos
a.2) Acorde dominante suspenso ( 4
b.2) Acorde dominante suspenso ( 4
Primitiva Harmônica Melódica
Escala é um grupo ou uma seleção de notas a serem usadas para uma determinada finalidade: composição, arranjo, improvisação, etc. Na música ocidental, esta seleção é feita com base nas doze notas do sistema temperado, podendo ser classificada quanto a quantidade (pentatônica – 5 notas, hexacordal – 6 notas, heptatônica – 7 notas, etc.) e quanto a sua funcionalidade (diatônica, cromática, exótica, etc.). Por enquanto estaremos interessados apenas na diatônica. Escala Diatônica é o conjunto de 7 notas (heptatônica) consecutivas, sem repetição, começando e terminando na tônica e guardando entre si, geralmente, o intervalo de tom ou semitom. O grau é a posição da nota na escala diatônica e é numerado por algarismos romanos. O oitavo grau é apenas repetição do primeiro.
() A Tônica é a nota que dá nome a escala e a tonalidade, sendo o principal grau. (*) Sensível quando a distância do VII para o VIII grau for de um semitom. Subtônica quando for de um tom. As escalas diatônicas podem ser de dois tipos: Maior e menor, onde o que diferencia uma da outra é o intervalo gerado entre a tônica e o III grau (alguns chamam de modo ao invés de tipo, porém este nome pode confundir com outra matéria a ser vista posteriormente). Se este intervalo for de terça Maior, a escala é do tipo Maior. Se for de terça menor, a escala é do tipo menor.
Comparando estas duas escalas (com mesma tônica, uma maior e outra menor) temos o III, VI e VII graus como sendo diferenciáveis. Estes são chamados de graus modais, onde o III grau é invariável, ou seja, sempre difere, e os graus VI e VII, variáveis, podendo diferenciar ou não. Cada tipo de escala se divide em três grupos: primitiva, harmônica e melódica.
Escala Diatônica
Maior
menor
Primitiva Harmônica Melódica
1.1) Escala diatônica Maior primitiva
Denominada genericamente como “escala Maior”, é uma escala composta por dois tetracordes consecutivos, unidos por um intervalo de tom. Um tetracorde (do grego tetrakhordon: quatro-corda) é uma seqüência de 4 notas diferentes, separadas por intervalos de TOM-TOM- SEMITOM.
Ex. 1: Tetracorde de dó Ex. 2: Tetracorde de fá
Obs.1: no tetracorde de fá, para conservar a estrutura, a nota “si” é abaixada em um st.
Desta forma, podemos construir a escala de Dó Maior, modelo para a construção das demais escalas:
Obs.2: o primeiro tetracorde é chamado também de tetracorde inferior , por ser o mais grave, o segundo de superior , por ser o mais agudo.
Ex.: Escala de Ré Maior:
Obs.3: a escala Maior primitiva também é chamada genericamente de escala Maior natural. Porém, por teoria, este nome só se aplica à escala de Dó Maior, pois é a única composta apenas por notas naturais. Desta forma, dou preferência ao termo primitiva. Obs.4: a escala Maior primitiva também é chamada por alguns de escala Maior pura. Obs.5: seguindo rigorosamente a formação da escala maior, pode-se perceber que não haverá duas notas com mesmo nome (por exemplo, mib e mi) e as escalas serão compostas somente por (#) ou (b). O mesmo é válido para as demais escalas diatônicas. Obs 6: os acidentes colocados à frente da nota são chamados de acidentes ocorrentes. Obs 7: apesar de existirem teoricamente, na prática não são usadas escalas com dobrado sustenido ou dobrado bemol. Desta forma, como temos 7 notas musicas e dois tipos de acidentes (# e b), teremos 14 escalas e mais a de Dó Maior (composta apenas por notas naturais), que são: Dó, Dó#, Réb, Ré, Mib, Mi, Fá, Fá#, Solb, Sol, Láb, Lá, Sib, Si e Dób.
Temos, desta forma, a escala de Sol Maior, a primeira escala sustenizada, e o “fá#”, o primeiro sustenido. Pelo mesmo raciocínio, pode-se construir as demais escalas Maiores sustenizadas, sempre transformando o segundo tetracorde da escala anterior em primeiro de uma nova escala, acrescentando o segundo tetracorde desta com o VII grau elevado em um semitom.
Sol Maior
Ré Maior
Lá Maior
Etc.
Obs.1: note que os acidentes são sempre os mesmos da escala anterior, acrescentando-se mais um acidente no VII grau. Obs.2: as escalas sustenizadas se sucedem por quintas justas ascendentes: Sol – Ré – Lá – Mi – Si – Fá# - Dó#.
Os sustenidos são grafados na armadura na mesma ordem em que surgem na formação das escalas sustenizadas, ou seja: FÁ – DÓ – SOL – RÉ – LÁ – MI – SI
Obs.3: os sustenidos se sucedem como as escalas, por quintas justas ascendentes, a partir do “fá#” (o primeiro sustenido).
b) Formação das escalas Maiores com bemóis
A partir da escala modelo (Dó Maior), pode-se fazer a alteração inversa à das escalas sustenizadas, ou seja, o primeiro tetracorde é transformado em segundo de uma outra escala, que terá seu primeiro tetracorde acrescentado para completá-lo.
Pode-se perceber que o segundo tetracorde está completo, porém o primeiro diverge em sua formação. Para corrigir este problema, é necessário abaixar o IV grau em um semitom.
Temos, desta forma, a escala de Fá Maior, a primeira escala bemolizada, e o “sib”, o primeiro bemol. Pelo mesmo raciocínio, pode-se construir as demais escalas Maiores bemolizadas, sempre transformando o primeiro tetracorde da escala anterior em segundo de uma nova escala, acrescentando o primeiro tetracorde desta com o IV grau abaixado em um semitom.
Fá Maior
Sib Maior
Mib Maior
Etc.
Para o cálculo contrário, a partir da escala, basta descer um semitom na tônica para achar a sensível, que corresponde ao último sustenido da armadura. Depois basta contar os sustenidos na ordem de formação. Ex.: Quantos sustenidos têm a escala de Mi Maior? A tônica é “mi”. Descendo um semitom, tem-se a sensível, ou seja, “re#”, que corresponde ao último sustenido da armadura. Conta-se os sustenidos pela ordem até o “re#”. Desta forma, a Escala de Mi Maior tem 4 sustenidos: fá, dó, sol e ré.
Obs.: as escalas maiores sustenizadas que contêm sustenido no nome são Fa# Maior e Dó#Maior.
b) Escalas bemolizadas
Basta achar o penúltimo bemol da escala. Este corresponde a tônica.
No ex.1, o penúltimo bemol da armadura é “mib”, que corresponde a tônica da escala, ou seja, esta armadura corresponde a escala de Mib Maior. No ex.2, a armadura corresponde a escala de Solb Maior.
Para o cálculo contrário, basta contar os bemóis na ordem de formação, onde o penúltimo deve coincidir com a tônica da escala. Ex.: Quantos bemóis têm a escala de Láb Maior? A tônica é “láb”, que corresponde ao penúltimo bemol da armadura. Contando pela ordem, temos que a escala de Láb Maior contêm 4 bemóis: si, mi, lá e ré.
Obs.: a escala de Fá Maior possui apenas um bemol na armadura (não existindo, portanto, o penúltimo) e é a única escala Maior bemolizada que não contêm bemol no nome.
n. de acidentes # b 0 Dó Dó 1 Sol Fá 2 Ré Síb 3 Lá Mib 4 Mi Láb 5 Si Réb 6 Fá# Solb 7 Dó# Dób
e EXERCÍCIOS:
3) Identifique o nome da escala maior a partir da armadura:
4) Determine o número de sustenidos ou bemóis a partir do nome da escala:
a) Ré M:_______ b) Láb M:______ c) Mi M:_______ d) SolbM:______ e) Fá# M:______ f) Fá M:_______
1.4) Escalas diatônicas Maiores harmônica e melódica
A escala Maior harmônica é a escala Maior primitiva com o VI grau abaixado em um semitom. A escala Maior melódica é a escala Maior primitiva com o VI e VII graus abaixados em um semitom.
Escala de Dó Maior harmônica:
Escala de Dó Maior melódica:
Obs.1: a escala melódica, teoricamente é estudada como sendo igual a Maior primitiva na forma ascendente e com o VI e VII graus abaixados na forma descendente. Esta forma dada acima é a chamada escala melódica real , visando apenas a estrutura que a diferencia da primitiva. Obs.2: note que, nas escalas Maiores harmônica e melódica, o primeiro tetracorde permanece
Obs.4: além das escalas relativas, podemos ter as escalas homônimas e as escalas enarmônicas. Escalas homônimas são duas escalas com mesma tônica, porém pertencentes a tipos diferentes: por exemplo, uma maior e outra menor. Ex.: Dó Maior e dó menor. Escalas enarmônicas são escalas cujas notas se correspondem enarmonicamente. Ex.: Dó# Maior e Réb Maior.
n. de acidentes
Maior menor Maior menor 0 Dó lá Dó lá 1 Sol mi Fá ré 2 Ré si Sib sol 3 Lá fá# Mib dó 4 Mi dó# Láb fá 5 Si sol# Réb sib 6 Fá# ré# Solb mib 7 Dó# lá# Dób láb
Esc. Sust. n. de acid.
Esc. Bemol. n. de acid.
soma dos acid. Dó M 0 Dób M (^) 7b 7 lá m láb m Sol M (^) 1# Solb M (^) 6b 7 mi m mib m Ré M (^) 2# Réb M (^) 5b 7 si m sib m Lá M (^) 3# Láb M (^) 4b 7 fá# m fá m Mi M (^) 4# Mib M (^) 3b 7 dó# m dó m Si M (^) 5# Sib M (^) 2b 7 sol# m sol m Fá# M (^) 6# Fá M (^) 1b 7 ré# m ré m Dó# M (^) 7# Dó M (^0 ) lá# m lá m
e EXERCÍCIOS:
5) Encontrar a escala relativa de:
a) Fá M: _______ e) si m:_______ b) Lá M:_______ f) fá m:_______ c) RébM:_______ g) sol#m:______ d) Fá#M:_______ h) lábm:______
6) Indicar o número e o tipo de acidentes na armadura da escala menor de:
a) mi m:______ b) dó m:______ c) sol# m:_____ d) mib m:_____
7) Indicar o nome da escala menor com:
a) 2b:_______ b) 4#:_______ c) 5b:_______ d) 7#:_______
8) Em caderno pautado a parte, escrever a escala relativa menor das 15 escalas Maiores do exercício 2.
1.6) Escalas diatônicas menores harmônica e melódica
A escala menor harmônica é similar a escala menor primitiva, porém com o VII grau elevado em um semitom, transformando-o numa sensível. A partir de agora, trabalharemos com escalas homônimas (Dó Maior e dó menor), pois, no estudo de harmonia, a fusão dos dois tipos (Maior e menor) é mais comum entre homônimos do que entre relativos.
Esta escala se caracteriza por possuir um intervalo de 2ª aumentada (um tom e meio) entre o VI e VII graus. A escala menor melódica é similar a escala menor primitiva, porém com o VI e VII graus elevados em um semitom.