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Definição A Hidrocefalia, também conhecida vulgarmente como "água na cabeça”. É a dilatação ventricular cerebral secundaria a distúrbios na dinâmica do liquido cefalorraquidiano e costuma esta associada ao aumento da PIC (Pressão Intracraniana) e aumento do PC (Perímetro Cefálico) já em seu inicio. A Hidrocefalia pode estar presente ao nascimento (congênita) ou pode desenvolver depois (adquirida).
Tipologia: Trabalhos
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É o acúmulo de líquido LCR (cefalorraquidiano no sistema ventricular). Compressão do tecido nervoso de encontro à caixa craniana. Em crianças pequenas ou RN, aumentará excessivamente de tamanho visto que os ossos cranianos, ainda, não se “colaram”. Tecnicamente, diz-se que as suturas cranianas não se fecharam. Em crianças maiores e adultos, como as suturas cranianas já se fecharam, não haverá aumento no perímetro cefálico caso ocorra hidrocefalia. Por isso, a hidrocefalia, no adulto, não se revela à simples inspeção do doente.
Definição A Hidrocefalia, também conhecida vulgarmente como "água na cabeça”. É a dilatação ventricular cerebral secundaria a distúrbios na dinâmica do liquido cefalorraquidiano e costuma esta associada ao aumento da PIC (Pressão Intracraniana) e aumento do PC (Perímetro Cefálico) já em seu inicio. A Hidrocefalia pode estar presente ao nascimento (congênita) ou pode desenvolver depois (adquirida).
Hidrocefalia Congênita Está presente desde o nascimento, refere-se ao aumento ventricular progressivo. Sendo responsável por malformações durante o desenvolvimento do local de drenagem do liquor, ocorrendo na 6ª e 17 ª semana de gestação. É importante salientar que esse tipo de hidrocefalia não implica em hereditariedade. Sua causa exata é normalmente desconhecida, mas pode incluir causas genéticas e certas infecções durante a gravidez como a sífilis. Prematuridade: bebês nascidos prematuramente correm um risco maior de adquirir hidrocefalia do que bebês nascido a termo, uma vez que alguns tecidos ainda não adquiriram maturidade. Espinha Bífida: a maioria dos bebês portadores de espinha bífida têm hidrocefalia. Além das anormalidades que ocorrem no cordão espinhal, também existem anormalidades na estrutura física de certas partes do cérebro que se desenvolvem, antes do nascimento, comprometendo, assim, a absorção do LCR (cefalorraquidiano no sistema ventricular).
Hidrocefalia Adquirida A Hidrocefalia Adquirida resulta de traumas, doenças que acontecem durante ou depois do nascimento, como: infecções no cérebro e na coluna vertebral (meningites), sangramento de vasos sanguíneos no cérebro, trauma de crânio, ou tumores e cistos cerebrais. Meningite: é uma infecção das membranas que recobre o cérebro. O LCR circula entre as membranas denominadas pia mater e membrana subracnóide. No processo inflamatório causado pela infecção, esses tecidos criam debris e tecido fibroso que dificultam a circulação do LCR, causando, assim, hidrocefalia
comunicante. A meningite pode ocorrer em qualquer faixa etária.
Tumores: tumores intracranianos podem causar compressão e edema dos tecidos vizinhos, dificultando a circulação liquórica e, portanto, causando hidrocefalia. Essa dificuldade para a circulação liquórica pode ser transitória, havendo a necessidade de medidas de controle temporário da hidrocefalia, como o caso de drenagem temporária de líquor.
Podem ser:
Quadro Clínico Os sintomas mais comuns: Em crianças São notadas a partir do nascimento ao primeiros 9 meses de vida. São elas:
Rápido aumento do Perímetro cefálico; Fontanela abaulada com separação de suturas; Adelgaçamento dos ossos do crânio com vasos sanguíneos proeminentes; Hipertensão intracranial; Irritabilidade; Sonolência excessiva; Perda de apetite e vômito frequente Choro constante e agudo Crises convulsivas Incapacidade de seguir com olhar Crianças mais velhas e em adultos Dor de cabeça Dificuldade para caminhar Perda das habilidades físicas Diminuição da capacidade mental Vômitos e Letargia
As manifestações clínicas podem vir associadas à malformações: 30% dos casos com mielomeningocele;
11% dos casos com alterações cromossômicas; 6% dos casos com ventriculomegalia
Diagnóstico -A Hidrocefalia congênita pode ser diagnosticada durante um ultra-som no pré-natal, porem freqüentemente é descoberta durante a infância. -O médico pode suspeitar de hidrocefalia antes dos demais sintomas quando uma criança apresentar uma cabeça “grande”. -Se a fontanela anterior ainda está aberto, uma ultra-som da cabeça pode determinar se o crânio está crescendo. -O médico irá perguntar pela história clínica da pessoa e fará um exame físico e neurológico, após ira solicitar Tomografia Computadorizada (TC) ou um exame de Imagem de Ressonância Magnética (IRM).
Prevenção -Algumas das causas de Hidrocefalia podem ser prevenidas como: -Evitar lesões graves da cabeça, usando capacete de proteção apropriado a sua prática esportiva ou outras atividades. -Se você estiver grávida, inicie o pré-natal assim que souber da gravidez, pois seu médico irá checar algumas possíveis infecções e problemas que possam acontecer durante a gravidez.
Tratamento Ocasionalmente, são usados medicamentos para reduzir a velocidade de produção do líquido cérebro-espinhal por um tempo. Porém, isto não tem êxito no tratamento a longo prazo.
A maioria dos casos requer drenagem do líquido em excesso, onde um tubo chamado “Derivação” é inserido em uma das cavidades do cérebro por um buraco no crânio.
A derivação é inserida debaixo da pele da cabeça fazendo o percurso do cérebro até o abdome, levando o fluido cérebro-espinhal onde possa ser absorvido.
Derivação Ela pode ter a necessidade de ser substituída, quando a criança cresce, se o paciente desenvolve uma infecção ou ainda se ficar obstruída.
Algumas pessoas podem ser tratadas de Hidrocefalia Obstrutiva com uma técnica chamada Ventriculostomia, onde o neurocirurgião faz uma incisão no local do bloqueio para permitir que o líquido cérebro-espinhal seja drenado.