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Desafio de Aprendizagem - Anhanguera Uniderp - Centro de Educaçao a Distância
Tipologia: Notas de estudo
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Anhanguera – UNIDERP Interativa (Pólo MACE) Disciplina: História da Educação e da Pedagogia. Prof. Ead Ma. Mariciane Mores Nunes
Acadêmicas: Diojanes Moreira de Abreu. RA 198898 [email protected]
Isabel Cris�na Moraes da Cruz. RA 219342 e-mail – [email protected]
Leila Santos Pereira. RA 284523 e-mail – [email protected]
Para começar vamos fazer uma viagem no tempo e citar os principais marcos desta história:
Período Jesuítico (1549 – 1759) A primeira grande ruptura na história da educação no Brasil travou-se com a chegada dos portugueses ao território do Novo Mundo.
Não podemos deixar de reconhecer que os portugueses trouxeram um padrão de educação próprio da Europa, o que não quer dizer que as populações que por aqui viviam já não possuíam características próprias de se fazer educação. E convém ressaltar que a educação que se praticava entre as populações indígenas não tinha as marcas repressivas do modelo educacional europeu.
Quando os jesuítas por aqui chegaram não trouxeram somente a moral, os costumes e a religiosidade européia; trouxeram também os métodos pedagógicos.
A primeira escola elementar brasileira foi fundada em Salvador, onde o ensino era dedicado a propagação da Fe religiosa.
O ensino jesuítico não se conteve somente em Salvador, estendeu-se também para o Sul. Alem do curso elementar mantinham cursos de Letras e Filosofia, considerados secundários, e o curso de Teologia e Ciências Sagradas, para formação de sacerdotes.
Este modelo de ensino perpetuou-se por 210 anos, ate a expulsão dos jesuítas pelo Marques de Pombal. Com isso a educação brasileira vivenciou uma grande ruptura histórica num processo já implantado e consolidado como modelo educacional.
Período Pombalino (1760 – 1808) Os jesuítas foram expulsos das colônias em função de radicais diferenças de objetivos com os interesses da Corte. Com a expulsão dos jesuítas, acabou-se também a organização monolítica baseada no Ratio Studiorum.
Pombal pensava em organizar a escola para servir aos interesses do Estado, para isto criou aulas régias de latim, grego e retórica, criou também a Diretoria de Estudos.
Apesar de seu esforço a educação no Brasil estava estagnada e Portugal teve de intervir instituindo o “subsidio literário” para manutenção dos ensinos primários e médios, se tratava de uma taxação, ou um imposto, que incidia sobre a carne verde, o vinho, o vinagre e a aguardente. Mas não resolveu, pois alem de ser exíguo, nunca foi cobrado com regularidade e os professores ficavam longos períodos sem receber vencimentos à espera de uma solução vinda de Portugal.
O sistema jesuítico foi desmantelado e nada que pudesse chegar próximo deles foi organizado para dar continuidade a um trabalho de educação.
Período Joanino (1808 – 1821)
Para atender as necessidades da vinda da família Real ao Brasil, D. João VI abriu Academias Militares, Escolas de Direito e Medicina, a Biblioteca Real, o Jardim Botânico e sua iniciativa mais marcante em termos de mudança foi a Imprensa Régia.
O surgimento da imprensa permitiu que os fatos e as idéias fossem divulgados e discutidos no meio da população letrada, mas ao mesmo tempo a educação continuava a ter importância secundaria.
Período Imperial (1822 – 1888)
D. Pedro I proclama a Independência do Brasil e cria a primeira Constituição brasileira, no qual dizia que a “instrução primaria é gratuita para todos os cidadãos”.
Como eram poucos os professores instituiu-se o Método Lancaster, onde um aluno treinado ensinava um grupo de dez alunos sob rígida vigilância de um inspetor.
Em 1826um Decreto instituiu quatro graus de instrução: Pedagogias (escolas primarias), Liceus, Ginásios e Academias. Já no ano seguinte um projeto de lei propõe a criação de pedagogias em todas as cidades e vilas, alem de prever o exame na seleção de professores, para nomeação e também propunha a abertura de escolas para meninas.
Em 1834 as províncias passariam a ser responsáveis pela administração do ensino primário e secundário, com isto surgiu à primeira Escola Normal do país, em Niterói.
Em 1837 foi criado o Colégio Pedro II, com o objetivo de se tornar um modelo pedagógico para o curso secundário.
Apesar de todas estas medidas, durante sua gestão o Imperador D. Pedro II pouco fez para que se criasse, no Brasil, um sistema educacional.
Período da Primeira Republica (1889 – 1929)
Na organização escolar percebe-se influencia da filosofia positivista. A Reforma de Benjamim Constant tinha como princípios orientadores a liberdade e laicidade do ensino, como também a gratuidade da escola primária.
Esta reforma foi bastante criticada pelos positivistas, já que não respeitava os princípios pedagógicos de Comte, pelos que defendiam a predominância literária, já que o que ocorreu foi o acréscimo de matérias cientificas as tradicionais, tornando o ensino enciclopédico.
A Reforma Rivadávia Correa, de 1911, pretendeu que o curso secundário se tornasse formador do cidadão e não como simples promotor a um nível seguinte. Os resultados desta reforma foram desastrosos para a educação brasileira.
A Reforma João Luiz Alves introduziu a cadeira moral e cívica na educação, com a intenção de tentar combater os protestos estudantis contra o governo do presidente Arthur Bernardes.
Alem destas foram realizadas diversas reformas, no que se refere a educação, de abrangência estadual, como as de Lourenço Filho (no Ceará em 1923), a de Anísio Teixeira (na Bahia em 1925), a de Francisco Campos e Mario Casassanta (em Minas em 1927), a de Fernando de Azevedo (no Distrito Federal em 1928) e a de Carneiro Leão (em Pernambuco em 1928).
Nos anos de 1922 a 1927 aconteceram; o Movimento dos 18 do Forte, a Semana de Arte Moderna, a fundação do Partido Comunista, a Revolta Tenentista e a Coluna Prestes.
Período da Segunda República (1930 – 1936)
A nova realidade brasileira passou a exigir uma mão-de-obra especializada e para tal era preciso investir na educação, em 1930 foi criado o Ministério da Educação e Saúde Publica e em 1931 o governo provisório sanciona decretos organizando o ensino secundário e as universidades brasileiras ainda inexistentes.
Em 1932 um grupo de educadores lança a nação o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, redigido por Fernando de Azevedo e assinado por outros conceituados educadores da época.
É no período da ditadura militar onde qualquer expressão popular contraria aos interesses do governo era abafada, muitas vezes pela violência física, que é instituída a Lei 5.692, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em
Período da Abertura Política (1986 – 2003) Profissionais de outras áreas, distantes dos conhecimentos pedagógicos, passaram a assumir postos na área da educação. Um projeto de lei para uma nova LDB foi encaminhado a Câmara Federal, pelo Deputado Octavio Elísio, em
A educação no Brasil nos dias atuais
A educação brasileira não evoluiu muito no que se refere à questão da qualidade. As avaliações, de todos os níveis, estão priorizadas na aprendizagem dos estudantes, embora existam outros critérios. O que podemos notar, por dados oferecidos pelo próprio Ministério da Educação, é que os estudantes não aprendem o que as escolas se propõem a ensinar.
Até os dias de hoje muito tem se mexido no planejamento educacional, mas a educação continua a ter as mesmas características impostas em todos os países do mundo, que é mais o de manter o “status quo”, para aqueles que freqüentam os bancos escolares, e menos de oferecer conhecimentos básicos, para serem aproveitados pelos estudantes em suas vidas práticas.
Na evolução da Educação brasileira a próxima ruptura precisaria implantar um modelo que fosse único, que atenda às necessidades de nossa população e que seja capaz de beneficiar todos os brasileiros.
O Brasil se coloca na 76º posição entre 129 países no ranque do Índice de Desenvolvimento de Educação para
Todos (IDE). O risco do Brasil, segundo a UNESCO, esta na possibilidade de não reduzir pela metade, até 2015 a taxa de
analfabetismo e de não alcançar a paridade de gêneros na educação
básica.
Em termos de percentual de analfabeto o Brasil só perde para a Bolívia na América Latina, aonde o
percentual de analfabetos chega a quase 12%.
Na última prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), participaram mais de 1milhão de alunos e 23 mil
escolas, 75% públicas e 25% privadas. As escolas da capital de São Paulo Obtiveram a média de 54 pontos (numa escala
de 0 a 100) e se colocaram em 10º lugar entre as capitais brasileiras, atrás das escolas de Vitória, Porto Alegre,
Florianópolis, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Rio de Janeiro e Salvador. Quando se consideram apenas as
escolas da rede pública, São Paulo obteve a média de 48 pontos e manteve a 10º posição. Nas escolas da rede particular,
São Paulo ficou com a média de 64 pontos e desceu para a 12º posição.
Segundo dados do IBGE o Brasil gasta em média US$ 9.019,00 anuais por aluno no ensino superior e US$
1.159,00 no ensino fundamental. Quase oito vezes mais no ensino superior o que por si é um contra-senso.
A situação atual do Brasil é delicada, pois sem uma educação de qualidade estaremos prejudicando a capacidade
do país de continuar crescendo no futuro. Precisamos começar a participar mais ativamente das iniciativas para modificar
esse panorama atual.
A educação atual esta estagnada, as classes responsáveis pela educação formal dos indivíduos não cumprem o que
é proposto muitas vezes por eles mesmos.
É fundamental o envolvimento familiar na educação dos nossos alunos para que, desta forma, possamos obter
melhor desenvolvimento no ambiente escolar. Um exemplo do que foi deixado no passado e poderia estar presente na
educação hoje, era este envolvimento dos pais, poderia voltar à época em que a educação moral não era apenas
incumbência da escola e dos professores, e sim dos pais, da família.
Referências bibliográficas
Na internet:
“O Beabá do Brasil”. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/conteudo/objetos_de_aprendizagem/pedagogia/
historia_ed_brasil.swf - Acesso em 20 de abril de 2011.
“Educação no Brasil: a história das rupturas”, de José Luiz de Paiva Bello. Disponível em:
http://docs.google.com/Doc?docid=0AVK82Jno7AxdZGNudHZkcndfMjFuMnYzc2tjZg&hl=en – Acesso em 20
de abril de 2011.
“Linha do tempo: história da educação no Brasil”. Disponível em:
http://docs.google.com/Doc?docid=0AVK82Jno7AxdZGNudHZkcndfMjJnY3o1a3NncQ&hl=e – Acesso em 20
de abril de 2011.
“Panorama da educação, segundo OECD: gastos, taxa de emprego e eficiência”, de Fábio José Garcia dos Reis. Disponível em:
http://docs.google.com/fileview?
id=0B1K82Jno7AxdY2M1YzcyZDgtNTY1My00ZTZiLTk3MmEtYWQ2YzY4N2FiNzM3&hl=en – Acesso em 22 de
abril de 2011.
“Panorama da Educação”, de Newton Freitas. Disponível em: http://docs.google.com/Doc?docid=0AVK82Jno7AxdZGNudHZkcndfMThjdms0YnM0bQ&hl=en – Acesso em 22
de abril de 2011.