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Historia da Educação, Notas de estudo de Pedagogia

Desafio de Aprendizagem - Anhanguera Uniderp - Centro de Educaçao a Distância

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 22/06/2011

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Anhanguera – UNIDERP Interativa (Pólo MACE)
Disciplina: História da Educação e da Pedagogia.
Prof. Ead Ma. Mariciane Mores Nunes
Acadêmicas:
Diojanes Moreira de Abreu. RA 198898
Isabel Crisna Moraes da Cruz. RA 219342
Leila Santos Pereira. RA 284523
HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL
Para começar vamos fazer uma viagem no tempo e citar os principais marcos desta história:
Período Jesuítico (1549 – 1759)
A primeira grande ruptura na história da educação no Brasil travou-se com a chegada dos portugueses ao território
do Novo Mundo.
Não podemos deixar de reconhecer que os portugueses trouxeram um padrão de educação próprio da Europa, o
que não quer dizer que as populações que por aqui viviam já não possuíam características próprias de se fazer educação.
E convém ressaltar que a educação que se praticava entre as populações indígenas não tinha as marcas repressivas do
modelo educacional europeu.
Quando os jesuítas por aqui chegaram não trouxeram somente a moral, os costumes e a religiosidade européia;
trouxeram também os métodos pedagógicos.
A primeira escola elementar brasileira foi fundada em Salvador, onde o ensino era dedicado a propagação da Fe
religiosa.
O ensino jesuítico não se conteve somente em Salvador, estendeu-se também para o Sul.
Alem do curso elementar mantinham cursos de Letras e Filosofia, considerados secundários, e o curso de Teologia
e Ciências Sagradas, para formação de sacerdotes.
Este modelo de ensino perpetuou-se por 210 anos, ate a expulsão dos jesuítas pelo Marques de Pombal.
Com isso a educação brasileira vivenciou uma grande ruptura histórica num processo já implantado e consolidado
como modelo educacional.
Período Pombalino (1760 – 1808)
Os jesuítas foram expulsos das colônias em função de radicais diferenças de objetivos com os interesses da Corte.
Com a expulsão dos jesuítas, acabou-se também a organização monolítica baseada no Ratio Studiorum.
Pombal pensava em organizar a escola para servir aos interesses do Estado, para isto criou aulas régias de latim,
grego e retórica, criou também a Diretoria de Estudos.
Apesar de seu esforço a educação no Brasil estava estagnada e Portugal teve de intervir instituindo o “subsidio
literário” para manutenção dos ensinos primários e médios, se tratava de uma taxação, ou um imposto, que incidia sobre a
carne verde, o vinho, o vinagre e a aguardente. Mas não resolveu, pois alem de ser exíguo, nunca foi cobrado com
regularidade e os professores ficavam longos períodos sem receber vencimentos à espera de uma solução vinda de
Portugal.
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Anhanguera – UNIDERP Interativa (Pólo MACE) Disciplina: História da Educação e da Pedagogia. Prof. Ead Ma. Mariciane Mores Nunes

Acadêmicas: Diojanes Moreira de Abreu. RA 198898 [email protected]

Isabel Cris�na Moraes da Cruz. RA 219342 e-mail – [email protected]

Leila Santos Pereira. RA 284523 e-mail – [email protected]

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

Para começar vamos fazer uma viagem no tempo e citar os principais marcos desta história:

Período Jesuítico (1549 – 1759) A primeira grande ruptura na história da educação no Brasil travou-se com a chegada dos portugueses ao território do Novo Mundo.

Não podemos deixar de reconhecer que os portugueses trouxeram um padrão de educação próprio da Europa, o que não quer dizer que as populações que por aqui viviam já não possuíam características próprias de se fazer educação. E convém ressaltar que a educação que se praticava entre as populações indígenas não tinha as marcas repressivas do modelo educacional europeu.

Quando os jesuítas por aqui chegaram não trouxeram somente a moral, os costumes e a religiosidade européia; trouxeram também os métodos pedagógicos.

A primeira escola elementar brasileira foi fundada em Salvador, onde o ensino era dedicado a propagação da Fe religiosa.

O ensino jesuítico não se conteve somente em Salvador, estendeu-se também para o Sul. Alem do curso elementar mantinham cursos de Letras e Filosofia, considerados secundários, e o curso de Teologia e Ciências Sagradas, para formação de sacerdotes.

Este modelo de ensino perpetuou-se por 210 anos, ate a expulsão dos jesuítas pelo Marques de Pombal. Com isso a educação brasileira vivenciou uma grande ruptura histórica num processo já implantado e consolidado como modelo educacional.

Período Pombalino (1760 – 1808) Os jesuítas foram expulsos das colônias em função de radicais diferenças de objetivos com os interesses da Corte. Com a expulsão dos jesuítas, acabou-se também a organização monolítica baseada no Ratio Studiorum.

Pombal pensava em organizar a escola para servir aos interesses do Estado, para isto criou aulas régias de latim, grego e retórica, criou também a Diretoria de Estudos.

Apesar de seu esforço a educação no Brasil estava estagnada e Portugal teve de intervir instituindo o “subsidio literário” para manutenção dos ensinos primários e médios, se tratava de uma taxação, ou um imposto, que incidia sobre a carne verde, o vinho, o vinagre e a aguardente. Mas não resolveu, pois alem de ser exíguo, nunca foi cobrado com regularidade e os professores ficavam longos períodos sem receber vencimentos à espera de uma solução vinda de Portugal.

O sistema jesuítico foi desmantelado e nada que pudesse chegar próximo deles foi organizado para dar continuidade a um trabalho de educação.

Período Joanino (1808 – 1821)

Para atender as necessidades da vinda da família Real ao Brasil, D. João VI abriu Academias Militares, Escolas de Direito e Medicina, a Biblioteca Real, o Jardim Botânico e sua iniciativa mais marcante em termos de mudança foi a Imprensa Régia.

O surgimento da imprensa permitiu que os fatos e as idéias fossem divulgados e discutidos no meio da população letrada, mas ao mesmo tempo a educação continuava a ter importância secundaria.

Período Imperial (1822 – 1888)

D. Pedro I proclama a Independência do Brasil e cria a primeira Constituição brasileira, no qual dizia que a “instrução primaria é gratuita para todos os cidadãos”.

Como eram poucos os professores instituiu-se o Método Lancaster, onde um aluno treinado ensinava um grupo de dez alunos sob rígida vigilância de um inspetor.

Em 1826um Decreto instituiu quatro graus de instrução: Pedagogias (escolas primarias), Liceus, Ginásios e Academias. Já no ano seguinte um projeto de lei propõe a criação de pedagogias em todas as cidades e vilas, alem de prever o exame na seleção de professores, para nomeação e também propunha a abertura de escolas para meninas.

Em 1834 as províncias passariam a ser responsáveis pela administração do ensino primário e secundário, com isto surgiu à primeira Escola Normal do país, em Niterói.

Em 1837 foi criado o Colégio Pedro II, com o objetivo de se tornar um modelo pedagógico para o curso secundário.

Apesar de todas estas medidas, durante sua gestão o Imperador D. Pedro II pouco fez para que se criasse, no Brasil, um sistema educacional.

Período da Primeira Republica (1889 – 1929)

Na organização escolar percebe-se influencia da filosofia positivista. A Reforma de Benjamim Constant tinha como princípios orientadores a liberdade e laicidade do ensino, como também a gratuidade da escola primária.

Esta reforma foi bastante criticada pelos positivistas, já que não respeitava os princípios pedagógicos de Comte, pelos que defendiam a predominância literária, já que o que ocorreu foi o acréscimo de matérias cientificas as tradicionais, tornando o ensino enciclopédico.

A Reforma Rivadávia Correa, de 1911, pretendeu que o curso secundário se tornasse formador do cidadão e não como simples promotor a um nível seguinte. Os resultados desta reforma foram desastrosos para a educação brasileira.

A Reforma João Luiz Alves introduziu a cadeira moral e cívica na educação, com a intenção de tentar combater os protestos estudantis contra o governo do presidente Arthur Bernardes.

Alem destas foram realizadas diversas reformas, no que se refere a educação, de abrangência estadual, como as de Lourenço Filho (no Ceará em 1923), a de Anísio Teixeira (na Bahia em 1925), a de Francisco Campos e Mario Casassanta (em Minas em 1927), a de Fernando de Azevedo (no Distrito Federal em 1928) e a de Carneiro Leão (em Pernambuco em 1928).

Nos anos de 1922 a 1927 aconteceram; o Movimento dos 18 do Forte, a Semana de Arte Moderna, a fundação do Partido Comunista, a Revolta Tenentista e a Coluna Prestes.

Período da Segunda República (1930 – 1936)

A nova realidade brasileira passou a exigir uma mão-de-obra especializada e para tal era preciso investir na educação, em 1930 foi criado o Ministério da Educação e Saúde Publica e em 1931 o governo provisório sanciona decretos organizando o ensino secundário e as universidades brasileiras ainda inexistentes.

Em 1932 um grupo de educadores lança a nação o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, redigido por Fernando de Azevedo e assinado por outros conceituados educadores da época.

É no período da ditadura militar onde qualquer expressão popular contraria aos interesses do governo era abafada, muitas vezes pela violência física, que é instituída a Lei 5.692, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em

  1. A característica mais marcante desta Lei era tentar dar a formação educacional um cunho profissionalizante.

Período da Abertura Política (1986 – 2003) Profissionais de outras áreas, distantes dos conhecimentos pedagógicos, passaram a assumir postos na área da educação. Um projeto de lei para uma nova LDB foi encaminhado a Câmara Federal, pelo Deputado Octavio Elísio, em

  1. No ano seguinte o Deputado Jorge Hage enviou a Câmara um substitutivo ao Projeto e, em 1992, o Senador Darcy Ribeiro apresenta um novo Projeto que acabou por ser aprovado em dezembro de 1996. O Conselho Federal de Educação foi extinto pelo Ministro da Educação Paulo Renato de Souza e foi criado o Conselho Nacional de Educação, esta mudança tornou o Conselho menos burocrático e mais político. Nesta mesma administração foi colocado como critério para alunos das universidades receberem seus diplomas o Exame Nacional de Cursos.

A educação no Brasil nos dias atuais

A educação brasileira não evoluiu muito no que se refere à questão da qualidade. As avaliações, de todos os níveis, estão priorizadas na aprendizagem dos estudantes, embora existam outros critérios. O que podemos notar, por dados oferecidos pelo próprio Ministério da Educação, é que os estudantes não aprendem o que as escolas se propõem a ensinar.

Até os dias de hoje muito tem se mexido no planejamento educacional, mas a educação continua a ter as mesmas características impostas em todos os países do mundo, que é mais o de manter o “status quo”, para aqueles que freqüentam os bancos escolares, e menos de oferecer conhecimentos básicos, para serem aproveitados pelos estudantes em suas vidas práticas.

Na evolução da Educação brasileira a próxima ruptura precisaria implantar um modelo que fosse único, que atenda às necessidades de nossa população e que seja capaz de beneficiar todos os brasileiros.

O Brasil se coloca na 76º posição entre 129 países no ranque do Índice de Desenvolvimento de Educação para

Todos (IDE). O risco do Brasil, segundo a UNESCO, esta na possibilidade de não reduzir pela metade, até 2015 a taxa de

analfabetismo e de não alcançar a paridade de gêneros na educação

básica.

Em termos de percentual de analfabeto o Brasil só perde para a Bolívia na América Latina, aonde o

percentual de analfabetos chega a quase 12%.

Na última prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), participaram mais de 1milhão de alunos e 23 mil

escolas, 75% públicas e 25% privadas. As escolas da capital de São Paulo Obtiveram a média de 54 pontos (numa escala

de 0 a 100) e se colocaram em 10º lugar entre as capitais brasileiras, atrás das escolas de Vitória, Porto Alegre,

Florianópolis, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Rio de Janeiro e Salvador. Quando se consideram apenas as

escolas da rede pública, São Paulo obteve a média de 48 pontos e manteve a 10º posição. Nas escolas da rede particular,

São Paulo ficou com a média de 64 pontos e desceu para a 12º posição.

Segundo dados do IBGE o Brasil gasta em média US$ 9.019,00 anuais por aluno no ensino superior e US$

1.159,00 no ensino fundamental. Quase oito vezes mais no ensino superior o que por si é um contra-senso.

A situação atual do Brasil é delicada, pois sem uma educação de qualidade estaremos prejudicando a capacidade

do país de continuar crescendo no futuro. Precisamos começar a participar mais ativamente das iniciativas para modificar

esse panorama atual.

A educação atual esta estagnada, as classes responsáveis pela educação formal dos indivíduos não cumprem o que

é proposto muitas vezes por eles mesmos.

É fundamental o envolvimento familiar na educação dos nossos alunos para que, desta forma, possamos obter

melhor desenvolvimento no ambiente escolar. Um exemplo do que foi deixado no passado e poderia estar presente na

educação hoje, era este envolvimento dos pais, poderia voltar à época em que a educação moral não era apenas

incumbência da escola e dos professores, e sim dos pais, da família.

Referências bibliográficas

Na internet:

“O Beabá do Brasil”. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/conteudo/objetos_de_aprendizagem/pedagogia/

historia_ed_brasil.swf - Acesso em 20 de abril de 2011.

“Educação no Brasil: a história das rupturas”, de José Luiz de Paiva Bello. Disponível em:

http://docs.google.com/Doc?docid=0AVK82Jno7AxdZGNudHZkcndfMjFuMnYzc2tjZg&hl=en – Acesso em 20

de abril de 2011.

“Linha do tempo: história da educação no Brasil”. Disponível em:

http://docs.google.com/Doc?docid=0AVK82Jno7AxdZGNudHZkcndfMjJnY3o1a3NncQ&hl=e – Acesso em 20

de abril de 2011.

“Panorama da educação, segundo OECD: gastos, taxa de emprego e eficiência”, de Fábio José Garcia dos Reis. Disponível em:

http://docs.google.com/fileview?

id=0B1K82Jno7AxdY2M1YzcyZDgtNTY1My00ZTZiLTk3MmEtYWQ2YzY4N2FiNzM3&hl=en – Acesso em 22 de

abril de 2011.

“Panorama da Educação”, de Newton Freitas. Disponível em: http://docs.google.com/Doc?docid=0AVK82Jno7AxdZGNudHZkcndfMThjdms0YnM0bQ&hl=en – Acesso em 22

de abril de 2011.