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Título - Importância da Amostragem
João Castro Docente/Orientador
Kalina Smardjeva
Unidade Curricular
Métodos Instrumentais de Análise
Resumo
O presente trabalho pretende demonstrar o procedimento de um trabalho prático sobre
a importância da amostragem.
Foram-nos fornecidas seis amostras de feijões e a percentagem mássica real( branco,
preto, catarino, frade, manteiga e vermelho). Retirou-se aleatoriamente os feijões em 3
recipientes diferentes (pequeno, médio e grande), procedeu-se à sua pesagem na
balança analítica e registaram-se os dados na ferramenta excel.
Pretende-se através da introdução deste trabalho demonstrar uma pesquisa onde é
descrito os tipo de métodos instrumentais e qual a sua importância na escolha do
mesmo
Seguindo a parte do material e métodos onde é descrito todo material e o procedimento
deste trabalho.
Na apresentação dos resultados são apresentados os cálculos e recorreu-se a tabelas
das três amostras e gráficos para uma melhor compreensão. cálculos foram o peso do
feijão a dividir pelo peso total e multiplicando por 100 para dar o resultado em
percentagem.
Por fim através da conclusão pretende.-se demonstrar que a escolha do método
instrumental aleatório simples e que o tamanho da amostra influencia.! 2
1. Introdução
Ao escolher um método instrumental é necessário ter em conta os objetivos da análise
e do que se vai estudar, o método, o material, a população e por conseguinte a amostra
de modo a poder garantir a confiabilidade do resultado. Sendo que um dos objetivos é
minimizar o erro e garantir um resultado o mais fiável possível um dos maiores desafios
para além do custo do equipamento é a preparação adequada dos analistas, que é
necessário despender tempo, esforço e custos para uma boa preparação.
Assim sendo define-se por população ou universo estatístico ao conjunto de todos os
elementos que têm pelo menos uma característica em comum (1). Amostra é um
subconjunto da população escolhida para analisar e fazer inferências.
As técnicas mais conhecidas são a amostragem aleatória simples, a amostragem
sistemática e a amostragem estratificada.
No que diz respeito à amostragem aleatória simples qualquer elemento da população
tem a mesma probabilidade de ser escolhido. Na amostragem sistemática os
elementos da amostra são seleccionados a partir de uma regra estabelecida e por fim a
amostragem estratificada utiliza-se quando a população está dividida em estratos ou
grupos diferenciados (1).
Pode-se dizer que o trabalho dividiu-se em duas partes, primeiro o registo de dados por
grupo e depois de toda a turma para análise.
Na fase seguinte procedeu-se a uma compilação de todos os dados dos elementos da
turma, realizando o mesmo procedimento, colecta, pesagem, separação e pesagem.
A formula usada para obter o erro real é o valor obtido menos o valor real a dividir pelo
valor real, e visto que o erro relativo é em percentagem multiplica-se por 100. Espera-
se que com o aumento do tamanho das amostras o erro relativo diminuía.
2. Material e Métodos
Para a realização do nosso caso de estudo a nossa população - alvo foram feijões.
Dentro do tipo de feijões existiam 6 variedades dos mesmos, sendo essas o feijão
branco, feijão preto, manteiga, vermelho, frade e catarino. As amostras foram retiradas
aleatoriamente para três recipientes com três medidas diferentes ( pequeno, médio e
grande), após, a recolha da amostra procedeu-se à pesagem dos mesmos. Os
recipientes continham assim os diferentes tipos de feijões, com as diferentes dosagens:
o pequeno continha 10,18 gramas, o médio 26,77 gramas e o grande 68,22 gramas.
Após as pesagens dos recipientes separaram-se os feijões pelos seus tipos e
procedeu-se à pesagem individual e registados em tabelas, onde aparecerão descritos
na apresentação de resultados.
A metodologia usada para a elaboração deste trabalho foi a seguinte: na primeira fase
foi-nos fornecido a nossa população e daí selecionamos a amostra, no nosso caso o
objecto de estudo foram seis tipos de feijões (branco, preto, manteiga, vermelho, frade
e catarino), sendo que as percentagens totais eram conhecidas. A amostra foi
selecionada aleatoriamente para três recipientes, um pequeno, médio e grande, em
seguida procedeu-se à pesagem numa balança analítica de laboratório para obter
assim a sua massa, a balança continha um erro de 0,005g. Pesaram-se os três
recipientes com os feijões e depois pesaram-se os feijões separadamente. À medida
que eram pesados os recipientes com os feijões os dados eram registados no excel
para análise. Assim os dados eram registados por tamanho da amostra (pequena,
média e grande), em cada amostra registaram-se os seguintes dados: o seu peso
apresentado em massa grama, a massa em percentagem a percentagem real e o erro
relativo. A massa determinou-se pela pesagem na balança, para a percentagem foi
através da massa de cada feijão a dividir pelo total e multiplicar por 100, a percentagem
real foram-nos fornecidos os valores e por fim o erro relativo calculou-se através do
valor da massa em percentagem menos a percentagem real a dividir pela percentagem
real.
Na fase seguinte procedeu-se a uma compilação de todos os dados dos elementos da
turma, realizando o mesmo procedimento, colecta, pesagem, separação e pesagem.
3. Apresentação de Resultados
Neste capitulo serão apresentados os dados e os resultados obtidos deste trabalho
prático. Procurou-se realizar um registo dos dados da amostra de modo a compreender
as suas variações consoante o tamanho da amostra.
Desta forma o objectivo deste trabalho foi tentar determinar a influência que o tamanho
da amostra tem, através da compilação de dados e elaboração de tabelas e tentar
demonstrar que os erros vão ser diluídos conforme a percentagem da quantidade.
Os dados foram registados em duas fases primeiro por grupo e depois a compilação
dos dados da turma toda.
1ª Fase registo dos dados individuais em tabela.
Nesta fase foram registados os dados da amostra pequena, média e grande ( ver
tabelas 1, 2 e 3). Os dados apresentados nas tabelas são os seguintes: tipo de feijão,
peso em massa, massa em percentagem, percentagem real e o erro relativo.
Para a apresentação destes resultados foi necessário uma balança analítica
laboratorial através do peso dos feijões conseguiu-se determinar a massa em
percentagem, os cálculos foram os seguintes: feijão branco a dividir pelo peso total e
multiplicar por 100 para dar percentagem! = 8,2%. A percentagem real
foi-nos fornecido para podermos calcular o erro relativo que se procedeu da seguinte
maneira: massa em percentagem a subtrair a percentagem real e a dividir pela
percentagem real, exemplo! %
5,6/68,22 x 100 (8,2 − 7,8)/7,8 X 100 = 4,
Tabela 1 - amostra pequena
Vermelho 3,13 30,7 41,7 26, Tabela 2 - amostra média Catarino 2,41 9,0 6,8 32, Tabela 3 - Amostra grande Vermelho 31,96 46,8 41,7 12,
- Introdução
- Material e Métodos
- Apresentação de Resultados
- Conclusão
- Bibliografia
- Branco 0,66 6,5 7,8 16, Tipo m(g) m(%) % real Erro Relativo (%)
- Preto 0,29 2,8 3,6 20,
- Manteiga 3,98 39,1 23,6 65,
- Frade 1,38 13,6 16,5 17,
- Catarino 0,78 7,7 6,8 12,
- Vermelho 3,13 30,7 41,7 26,
- Total 10,18
- Branco 2,07 7,7 7,8 0, Tipo m(g) m(%) % real Erro Relativo (%)
- Preto 0,50 1,9 3,6 48,
- Manteiga 7,40 27,6 23,6 17,
- Frade 2,45 9,2 16,5 44,
- Catarino 2,41 9,0 6,8 32,
- Vermelho 11,26 42,1 41,7 0,
- Total 26,77
- Branco 5,56 8,2 7,8 4, Tipo m(g) m(%) % real Erro Relativo (%)
- Preto 2,02 3,0 3,6 17,
- Manteiga 13,53 19,8 23,6 16,
- Frade 12,47 18,3 16,5 10,
- Catarino 3,64 5,3 6,8 21,
- Vermelho 31,96 46,8 41,7 12,
- Total 68,22
2ª Fase registo dos dados de todos os grupos em tabela.
Nesta segunda parte do trabalho os dados apresentados são os dados de toda a
turma. Após os dados agrupados calculou-se a média da massa percentual através da
soma dos dados dos feijões por tipo e divisão pelo total que foram sete ( ver tabela 4) e
o seu erro relativo.
Tabela 4 - Registo de todos os grupos
Copo Tipo 1 2 3 5 4 6 7 Média % Real Erro Relativo (%) Vermelho 44,6 30,8 47,3 49,8 32,0 34,7 44,2 40,5 41,7 2, Manteiga 25,2 39,1 16,2 14,6 13,6 32,3 2,0 20,4 23,6 13, Pequeno Branco 14,8 6,5 9,3 7,8 18,9 4,6 8,0 10,0 7,8 28, Preto 3,1 2,9 6,9 4,5 9,7 4,5 2,4 4,8 3,6 34, Frade 11,1 13,6 4,7 19,3 21,1 9,6 15,5 13,6 16,5 17, Catarino 4,1 7,7 15,6 5,1 14,3 9,6 8,1 6,8 18, Vermelho 39,5 42,1 37,5 39,4 46,4 38,7 49,7 41,9 41,7 0, Manteiga 31,3 27,6 31,5 21,3 21,2 20,5 16,3 24,2 23,6 2, Médio Branco 7,1 7,7 6,4 13,6 10,5 9,3 7,7 8,9 7,8 13, Preto 3,6 1,9 1,9 3,9 2,3 2,7 3,0 2,7 3,6 23, Frade 10,6 9,2 18,2 15,9 15,2 12,6 15,6 13,9 16,5 15, Catarino 9,2 9,0 4,6 5,9 4,4 16,3 7,5 8,1 6,8 19, Vermelho 36,1 46,9 45,8 44,3 39,3 45,0 38,4 42,2 41,7 1, Manteiga 25,5 19,8 25,1 19,7 22,6 23,3 27,6 23,4 23,6 1, Grande Branco 8,2 8,2 6,1 11,3 9,9 6,2 7,5 8,2 7,8 4, Preto 5,0 3,0 3,9 4,3 3,3 2,5 2,7 3,5 3,6 2, Frade 17,9 18,3 14,3 15,5 16,8 15,6 13,8 16,0 16,5 2, Catarino 7,3 5,3 4,8 5,3 8,2 7,3 10,0 6,9 6,8 1,
4. Conclusões
Após a análise dos dados pode-se concluir que: verificou-se que o tamanho da amostra
influencia no erro, sendo que quanto maior a amostra menor deve ser o erro relativo da
amostra, e ao contrário quanto menor for a amostra maior será o erro e quanto maior
for a massa percentual real na amostra menor deverá ser o erro.
- O método usado é o método de amostragem aleatória simples, pois qualquer
elemento da população teve a mesma oportunidade de ser escolhida.
- À medida que o tamanho da amostra vai aumentando o erro vai diminuindo.
- Existiram algumas excepções, o feijão vermelho na amostra grande aumentou o erro
perante a amostra média e o feijão catarino aumentou o erro da amostra média
perante a amostra pequena.
Pode-se concluir que apesar de haver algumas excepções manteve-se a tendência das
amostras, diminuição do erro.