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INTRODUÇÃO 04 DESENVOLVIMENTO 05 2.1 TECNOLOGIA PARA MAPEAMENTO DA ÁREA ATINGIDA 05 2.2 TECNOLOGIA PARA RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA 06 2.3 TÉCNICAS DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS 07 2.4 DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL 10 2.5 HOMEM, CULTURA E SOCIEDADE 11 CONSIDERAÇÕES FINAIS 12 REFERÊNCIAS 13
Tipologia: Trabalhos
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A tecnologia realmente revolucionou a vida das pessoas. E, agora, caminha- se para utilizar recursos tecnológicos também na preservação do meio ambiente. O Ministério do Meio Ambiente tem a intenção de adotar drones para monitorar atividades como desmatamento e queimadas nas principais preservações ambientais do país. As entidades têm dificuldade de fiscalizar as matas imensas pelo Brasil, como a Amazônia e o Cerrado, e os veículos aéreos não-tripulados, conhecidos como drones, poderão ajudar. Os drones transmitem imagens em tempos reais e voam rapidamente pelas áreas, o que traz muito mais agilidade do que o trabalho feito por pessoas. “Os drones chegam mais rápido e vão em lugares difíceis de serem explorados pelos homens, é uma ferramenta que contribuirá muito para a fiscalização das matas”, afirma Geovana Madruga, especialista em gestão ambiental. Drones são capazes de proporcionar soluções para automatização com cruzamento de informações em busca de soluções específicas; georreferenciamento; IMAGEM 01: Mapeamento com drone Existem diversos aplicativos de voo automatizado disponíveis no mercado, alguns gratuitos e outros pagos, compatíveis com Android e/ou IOS.
Atualmente, as tecnologias espaciais estão cada vez mais presentes no quotidiano da sociedade, abrindo um leque de possibilidades muitas vezes ainda desconhecidas. Em várias áreas, algumas dessas tecnologias têm permitido ganhos de produtividade e uma melhoria do custo-benefício. Este é o caso da maioria das atividades que dependem de uma análise espaço-temporal da sua ocupação sobre a superfície terrestre. Tal análise pode hoje se valer do uso de imagens digitais obtidas por satélites que podem ser incorporadas/integradas a um Sistema de Informações Geográficas - SIG que, de acordo com Burrough (1989), é um conjunto poderoso de ferramentas para coletar, armazenar, recuperar, transformar e visualizar dados sobre o mundo real. O monitoramento ambiental, através do Geoprocessamento, envolve áreas como a cartografia, com a utilização de mapas digitais, e o sensoriamento remoto, com as imagens de satélite, aparelhos receptores de sinais de sistemas de posicionamento por satélite, popularmente conhecidos como GPS (Global Position System), além de SIGs. Monitoramento implica em levantamentos de dados de um recorte da paisagem de uma área definida e com o uso de metodologia predefinida num momento inicial e num momento posterior para detectar mudanças que sustentem as tomadas de decisão de proteção à natureza e/ou apoiem planejamentos setoriais (LANG; BLASCHKE, 2009). Como afirmam estes autores, os Sistemas de Informações Geográficas tiveram as suas raízes no planejamento de paisagens e do meio ambiente, havendo grande expansão da utilização destes dentro da ecologia orientada espacialmente, das ciências ambientais e da proteção do meio ambiente. A utilização de produtos e técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento nas análises ambientais têm se tornado uma prática cada vez mais frequente entre as diversas áreas de pesquisa. No caso do uso do solo e da cobertura vegetal, estas técnicas contribuem de modo expressivo para a rapidez, eficiência e confiabilidade nas análises que envolvem os processos de degradação da vegetação natural, bem como vários outros fatores que podem ocasionar modificações na vegetação (ROSENDO, 2005). Hoppe & Ulbricht (1978) citam que
operacional e de custos associados, cabendo ao responsável pelo planejamento da restauração decidir quais indicadores serão avaliados e, ao responsável pelo processo de avaliação e monitoramento, como esses indicadores serão medidos ou coletados. De forma geral, os tipos de indicadores que podem ser obtidos por meio da medição e coleta de dados podem ser agrupados em indicadores quantitativos e indicadores qualitativos.
mortalidade no plantio, índices de herbivoria e de deficiência de nutrientes nas mudas ou regenerantes, riqueza (número de espécies por área) e densidade (indivíduos.ha-1 ) dos indivíduos plantados (verificação do espaçamento usado no projeto) ou regenerantes. Fase pós-implantação (1-3 anos) Essa avaliação abrange a segunda fase de implantação das ações de restauração, correspondente ao estádio médio de desenvolvimento das mudas ou da regeneração. Nessa fase, sugere-se que as avaliações sejam semestrais, representando duas avaliações por ano e quatro avaliações no total. São avaliados nessa fase indicadores para a avaliação dos indivíduos plantados ou regenerantes em relação à identificação taxonômica, altura do indivíduo e cobertura da copa, classificação das espécies em grupos sucessionais, síndromes de dispersão e origem (espécies nativas regionais ou exóticas, invasoras ou não), fenologia (floração e frutificação), taxa de mortalidade (no caso dos plantios), densidade (indivíduos.ha-1 ) dos indivíduos plantados ou regenerantes e riqueza (número de espécies por área). Fase de vegetação formada (4 ou mais anos) nessa fase deve-se priorizar o uso de indicadores que possibilitem apontar o sucesso ou não da restauração de uma dada área, com o propósito de que esses indicadores sustentem uma possível tomada de decisão sobre o abandono definitivo das áreas restauradas ou a recomendação de ações adicionais de restauração. Logicamente, o abandono definitivo não exclui a necessidade da manutenção do isolamento dessas áreas de possíveis perturbações antropogênicas graves, como corte total ou seletivo da vegetação, acesso de gado, fogo, descargas de enxurrada de áreas agrícolas ou urbanas, etc. Nessa fase, são avaliados principalmente os indicadores relacionados ao funcionamento e aos serviços ecossistêmicos. Com relação aos indicadores de funcionamento, tem destaque a avaliação da regeneração natural, pois o ambiente florestal só será mantido caso o dossel seja continuamente refeito por meio da substituição gradual das espécies à medida que os indivíduos das espécies pioneiras entram em senescência, com cerca de 10 a 15 anos de idade.
- Princípio do usuário ou poluidor pagador: aquele indivíduo ou empresa que causar danos ambientais terá que reparar os prejuízos por meio de pagamento dos custos para a preservação do meio ambiente - Princípio da reparação: todo aquele que causar danos ao meio ambiente terá que concertar o que fez de errado; - Princípio do acesso equitativo aos recursos naturais: todos têm direito de utilizar, de forma equilibrada, os recursos do meio ambiente; - Princípio da prevenção: baseia-se na prevenção, onde os recursos naturais não podem ser deteriorados, utiliza a conscientização como forma de prevenção; Crime de incêndio na Lei n. 9.605/98 - crimes ambientais Ao definir os crimes contra o meio-ambiente, a Lei n. 9.605 /98 tipifica o incêndio em mata ou floresta, admitindo a modalidade culposa. Se, culposamente, uma pessoa vem a provocar incêndio em floresta, acarretando extermínio de animais da fauna silvestre, responderá: A Lei n. 9.605 /98, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, em seu artigo 41 tipifica como crime contra a flora, a conduta de provocar incêndio em mata ou floresta. Art. 41. Provocar incêndio em mata ou floresta: Pena - reclusão, de dois a quatro anos, e multa. Parágrafo único. Se o crime é culposo, a pena é de detenção de seis meses a um ano, e multa. 2.5 HOMEM, CULTURA E SOCIEDADE Toda atividade econômica gera algum tipo de impacto ambiental. Mas tanto a produção quanto o consumo são indispensáveis para satisfazer as necessidades humanas. Tornaram-se problema muito recentemente na história humana, com o crescimento populacional e quando os avanços científicos e tecnológicos que se seguiram à Revolução Industrial aumentaram a capacidade dos seres humanos de extrair maiores quantidades de matéria-prima, até mesmo em áreas do globo antes inacessíveis, possibilitando a produção de milhares de compostos químicos
sintéticos, perigosos à saúde humana e resistentes aos processos naturais de degradação. O problema da produção e do consumo realizados em bases não sustentáveis é simples de ser entendido: não podemos extrair mais recursos naturais do que a natureza é capaz de repor quando se trata de recursos renováveis e, não podemos extrair indefinidamente recursos finitos, não renováveis. Também não podemos descartar mais resíduos do que a natureza é capaz de assimilar. Além disso, apesar dos avanços tecnológicos, a extração crescente de recursos não-renováveis (minérios e petróleo, por exemplo) para atender a demanda crescente de 7 bilhões de pessoas, é a crônica de um desastre anunciado. As montanhas de lixo que geramos nas chamadas sociedades dos descartáveis constituem um cenário desolador que criamos e recriamos todos os dias.
AMADO, Frederico. Direito Ambiental esquematizado. 5. ed. São Paulo: Método,
COSTA, Beatriz Souza. Meio ambiente como direito à vida: Brasil, Portugal e Espanha. Belo Horizonte: Editora o Lutador, 2010. SARDINHA, A. M.; MACEDO, F. W. Fogos florestais. Lisboa: Livraria Escolar,
As experiências descritas acima reafirmam as vantagens do uso de drones em desastres ambientais, sejam estes naturais, antrópicos ou mistos. Seu emprego auxilia o direcionamento de esforços para o auxílio e reconstrução, propiciando imagens em tempo real a um baixo custo. As imagens aéreas provêm informação vital para autoridades, resgatistas, população, jornalistas, entre outros profissionais. Através delas são realizadas vistorias, monitoramentos, registro de condições em locais de difícil acesso ou impróprios à presença humana em função de radiação, gases, alta temperatura, etc. Seu emprego contribui para avaliações quantitativas e qualitativas da extensão de desastres, mapeamento de áreas de risco, análise de estruturas colapsadas, imageamento voltado à localização de vítimas, produção de material jornalístico ou de divulgação, identificação de focos de incêndio e avaliação de áreas queimadas, na medição dos níveis de água após inundações e avaliação de danos às propriedades além de procedimentos preventivos como inspeções de grandes estruturas (oleodutos, gasodutos, plataformas de petróleo, linhas de transmissão, estruturas minerárias).