




























































































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Apostila de informática básica para os cursos Técnico em Meio ambiente e Tecnologia em Silvicultura. Apostila desenvolvida pelo MEC.
Tipologia: Notas de estudo
1 / 137
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!





























































































- Curso Técnico de Formação para os Funcionários da Educação / Informática Básica
Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. B823 Informática básica / João Kerginaldo Firmino do Nascimento. – Brasília : Universidade de Brasília, Centro de Educação a Distância, 2006. 136 p. – (Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário ; 7)
ISBN 85-86290-58-
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Sobre o Autor
João Kerginaldo Firmino do Nascimento
Graduado em Tecnologia de Processamento de Dados e especialista pós-graduado em redes de computadores, educação profissional e criptografia, o professor João Kerginaldo Firmino do Nascimento é mestre em Educação pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense radicado em Brasília há 39 anos, Kerginaldo já desempenhou várias outras atividades na área de tecnologia como diretor de informática na Administração Regional de Ceilândia - cidade do Distrito Federal distante 30 km do centro de Brasília e gestor de capacitação, no mesmo órgão. Atualmente é responsável pela gestão de recursos tecnológicos do Centro de Educação Profissional de Ceilândia.
- e o trabalho do homem na sua relação com a natureza - Unidade 2 – Tecnologias e mercado de trabalho - Unidade 3 – Sistema operacional Windows XP - Unidade 4 – Editor de texto Word XP UNIDADE 1
com a natureza e o trabalho
12
O homem, ao longo de toda a história, utiliza sua inteligência, criatividade e curiosidade para descobrir, inventar, transfor- mar e aperfeiçoar ferramentas, materiais e recursos, a fim de melhorar sua vida, proteger-se e garantir sua sobrevivência. O ser humano, em suas relações sociais, torna-se produtor de cultura e de trabalho, com inteligência, para desenvolver a sua tecnologia a partir de realizações cotidianas. Foi na Pré-Histó- ria que apareceram os primeiros indícios de cultura humana, por meio da manufatura de instrumentos de pedra trabalha- dos de forma intencional pelo homem, para obter suas armas de caça ou de defesa.
Duas descobertas ocorridas na Pré-História foram fundamentais para o desenvolvimento do ho- mem: o fogo e a roda. Com o domínio da utiliza- ção do fogo, o homem se protegia contra pre- dadores, cozinhava e trabalhava outros ma- teriais, como metais e madeira. Foi também o fogo que propiciou ao homem aproveitar melhor o meio ambiente e se locomover para outras regiões do planeta. A roda, por sua vez, revolucionou os meios de transporte e possibilitou avanços tecnoló- gicos, como os relógios, as máquinas a vapor, a locomotiva e o automóvel. Ainda na Pré-História, no período chamado Neolítico, o ho- mem aprendeu a polir a pedra e, com isso, conseguiu produzir instrumentos mais eficientes e com melhor acabamento. Foi nesse período que ocorreu a Revolução Agrícola. O homem foi abandonando a vida de caçador e coletor e começou a cultivar cereais e a domesticar animais, promovendo grande desenvolvimento das forças produtivas e se libertando da de- pendência absoluta da natureza.
Uma das grandes invenções do período Neolítico foi a cerâ- mica, que permitiu a melhoria da qualidade da alimentação do homem primitivo, uma vez que se tornou possível arma- zenar alimentos ou cozinhá-los misturados. Também nesse período teve início a construção de casas de barro, junco ou madeira. No final do período Neolítico, o homem abandonou os instrumentos de osso e pedra e passou a utilizar os metais, iniciando a chamada Revolução ou Idade dos Metais. Nesse período, a necessidade de se defender levou o homem à for- mação de grupos sociais mais complexos: as tribos.
UNIDADE 1
com a natureza e o trabalho
13
I M P O R T A N T E
No período final do Neolítico, a invenção do tear e a fun- dição de metais modificaram o cotidiano de nossas vidas. Com essas descobertas, houve grande desenvolvimento de todos os ramos de produção e da produtividade do trabalho humano, provocando aumento da produção de excedentes e separação entre o trabalho artesanal e o trabalho agrícola. Com o desenvolvimento da linguagem escrita e das ciên- cias ligadas às técnicas de produção, as camadas dominan- tes da sociedade diferenciaram a sua cultura da cultura dos outros setores da população.
O surgimento da escrita marcou o fim da Pré-História. É comumente aceito, segundo Thompson 1 , que o primeiro sistema completo de escrita foi desenvolvido por volta do ano 3000 antes de Cristo pelos sumerianos no sul da Me- sopotâmia, e, pouco tempo depois, um sistema um pou- co diferente, provavelmente de maneira independente, foi desenvolvido pelos antigos egípcios. A evidência histórica mostra que as primeiras formas de escrita sumeriana con- sistiam de pequenas placas de argila ou rótulos que eram presos a objetos e serviam como sinal para identificação da propriedade.
Com o desenvolvimento da escrita, as tabuletas de argila foram gradualmente substituídas pelo papiro e pergami- nho como meios técnicos de transmissão. De acordo com Thompson 2 , as folhas de papiro surgiram no Egito pelo ano 2600 antes de Cristo e eram feitas de uma planta cujas fo- lhas eram transformadas em material de escrita ao serem amassadas com martelo de madeira e colocadas para se- car. O papiro foi utilizado como o principal meio de transmissão até o desenvolvimento da técnica de pro- dução de papel, inventado na China por volta de 105 depois de Cristo.
Por volta do ano 1100 depois de Cristo, ocorreram muitas inovações na forma de utilizar os meios tradi- cionais de produção. No setor agrí- cola, por exemplo, foi fundamental o desenvolvimento de ferramentas, como a charrua, o peitoral, o uso de ferraduras e a utilização de moinhos
(^1) THOMPSON, John B. IDEOLOGIA E CULTURA MODERNA. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995. (^2) Idem.
UNIDADE 1
com a natureza e o trabalho
15
I M P O R T A N T E
Joseph Niépce, em 1826. Em 1839, Daguerre revelou à Aca- demia Francesa de Ciências o processo que originava as foto- grafias. Essa tecnologia capaz de captar as imagens fez com que a perfeição das pinturas fosse substituída pela fotografia, redefinindo o papel e a expressão das artes plásticas da épo- ca. Já em 1895, surgiu em caráter oficial o cinema, quando os irmãos Louis Lumière e Auguste Lumière, dando movimento às imagens, apresentaram a primeira sessão de projeção em Paris. No início, o cinema era mudo. O som só chegou às pro- duções cinematográficas no final da década de 1920.
A segunda fase da Revolução Industrial, no período de 1860 a 1900, foi caracterizada pela difusão dos princípios de industria- lização na França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Estados Unidos e Japão. Nessa fase, as principais mudanças no pro- cesso produtivo foram a utilização de novas formas de ener- gia – a elétrica e a derivada do petróleo –, o aparecimento de novos produtos químicos e a substituição do ferro pelo aço. Toda essa revolução trouxe conseqüências sociais e econômi- cas. O lucro passou a se concentrar na indústria, as condições de trabalho e os salários eram desfavoráveis aos operários.
Segundo Castells^3 , a eletricidade foi a força central da segunda revolução, apesar de outros avanços extraordinários, como o motor de combustão interna, o telégrafo, a telefonia, além dos já citados produtos químicos e do aço. Isso porque, somente com a geração e distribuição de eletricidade, os outros campos puderam desenvolver suas aplicações e serem conectados en- tre si. Um caso especial citado por Castells é o telégrafo elétrico, que, utilizado experimentalmente de 1790 a 1799 e em pleno uso desde 1837, só conseguiu desenvolver-se em uma rede de comunicação mundial a partir da difusão da eletricidade.
Outra grande invenção do homem, patenteada em 1876 nos Estados Unidos por Graham Bell, foi o telefone. Em 1973, a empresa Motorola apresentou um protótipo do primeiro celular portátil, mas somente em 1981 a Motorola e a American Radio Phone iniciaram os tes- tes com um sistema próprio de radiofone. O uso comercial do telefone celular começou em 1983, nos Estados Unidos, e a Motorola lan- çou o primeiro celular portátil. Hoje o uso tanto do telefone fixo quanto do celular se popularizou pelo mundo.
(^3) CASTELLS, Manuel. A SOCIEDADE EM REDE. Volume I, 8ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
Saiba mais sobre a invenção do telefone na página: http://ste.mc.gov.br/ divulgação/historia.jsp
UNIDADE 1
com a natureza e o trabalho
16
Foi em 1888 que o físico alemão Heinrich Hertz conseguiu produzir as primeiras ondas de rádio. Entretanto, a primeira transmissão de rádio, ocorrida em 1895, denominada naque- la época telegrafia sem fio, é atribuída ao italiano Guglielmo Marconi, que fundou, em julho de 1897, a primeira companhia de rádio do mundo e, em 1899, a primeira fábrica de equipa- mento de rádio. Características como a abrangência, a mobili- dade, o baixo custo e a autonomia fazem do rádio até hoje um importante meio de comunicação. As transmissões por ondas de rádio possibilitaram mais tar- de a transmissão de imagens e a invenção do televisor. Em 1842, Alexander Bain obteve a transmissão telegráfica de uma imagem por meio do fax. O surgimento da televisão deve- se a grandes cientistas que foram descobrindo os elementos e componentes necessários para a transmissão de imagens e a fabricação do televisor. A primeira transmissão oficial da televisão se deu em 1935 na Alemanha. A televisão passou a exercer grande influência na sociedade, com aspectos positi- vos e negativos, até os dias atuais.
Na terceira fase da Revolução Industrial, a partir de 1900, sur- giram os grandes complexos industriais e as empresas multi- nacionais. A produção passou a se caracterizar pela automa- ção. As indústrias química e eletrônica desenvolveram-se. Os avanços da robótica e da engenharia genética também foram incorporados ao processo produtivo, que dependiam cada vez menos de mão-de-obra e cada vez mais de alta tecnolo- gia. Nos países de economia mais desenvolvida, ocorreu o desemprego estrutural, e o mercado se globalizou, apoiado na expansão dos meios de comunicação e de transporte.^4 No final do século XIX, Thomas Alva Edison desenvolveu uma lâmpada elétrica que poderia ser comercializada. Em trinta anos, as nações industrializadas geraram energia elétrica para iluminação e uso em outros sistemas. Invenções desse perío- do, como o telefone, o rádio, o automóvel a motor e o avião, revolucionaram o modo de vida e de trabalho de milhões de pessoas. As sociedades industriais se transformaram com ra- pidez, devido ao aumento da mobilidade e da comunicação rápida.
O trem foi o principal meio de transporte do século XIX. A uti- lização do automóvel como meio de transporte data do início do século XX. Sua produção em maior escala iniciou-se na (^4) HISTÓRIA GERAL. Disponível no site www.conhecimentosgerais.com.br
Telefone: Meio de comunicação verbal com emprego da corrente elétrica. As ondas do som entram no bocal do fone e agitam o microfone que contém granulado por trás de uma delgada lâmina de metal, o diafragma.
UNIDADE 1
com a natureza e o trabalho
18
Na nossa história mais recente, vivemos a substituição pro- gressiva do videocassete pelo DVD player (aparelho de repro- dução do disco de vídeo digital) a partir de 1997. A tecnologia da gravação e da leitura de sons, dados e imagens por meios óticos, presente nos CDs ( compact disc ), produzidos em esca- la comercial a partir de 1982, e recentemente nos DVDs (disco de vídeo digital), já está incorporada à nossa realidade. No áudio, os CDs substituíram os discos de vinil, representando não só um avanço tecnológico, mas também uma mudança para a indústria fonográfica.
1.1 A industrialização no Brasil A origem da industrialização no Brasil está relacionada à eco- nomia cafeeira. A partir de 1910, os cafeicultores começaram a aplicar seus lucros no setor industrial, temendo a recorrên- cia da crise do café. Mas, segundo Piletti^6 , foi sem dúvida a Primeira Guerra Mundial, ocorrida entre 1914 e 1918, que deu grande impulso à indústria brasileira. As principais causas do surto industrial brasileiro da época foram a substituição das im- portações e a exportação de carne congelada du- rante a guerra.
Segundo Luiz Koshiba e Denise Pereira 7 , a Segunda Guerra Mundial, no período de 1939 a 1945, trouxe efeitos favorá- veis à indústria nacional com o crescimento da exportação de produtos manufaturados. De acordo com os autores, as realizações efetivamente inovadoras da industrialização bra- sileira tomaram forma somente na Era Vargas. Em 1939, foi elaborado no Governo Vargas um plano qüinqüenal de metas para a indústria. De acordo com Piletti, uma das mais importantes realizações econômicas para o Brasil foi a indústria de base, que teve iní- cio em 1946, quando começou a funcionar a Companhia Si- derúrgica Nacional de Volta Redonda, e a serem produzidas no Brasil barras de ferro, folhas de flandres e chapas de aço, necessárias para o funcionamento de outras indústrias, como a de ferramentas, parafusos, motores, utensílios de cozinha, automóveis, aviões, navios e outras.
Como conseqüência da indústria de base, vários outros seto- res industriais também se expandiram, entre os quais as fábri- (^6) PILETTI, Nelson. HISTÓRIA DO BRASIL. 8ª ed. São Paulo: Ática, 1988. (^7) KOSHIBA, Luiz e PEREIRA, Denise Manzi Frayze. HISTÓRIA DO BRASIL. 5ª ed. São Paulo: Atual, 1987.
Detalhe dos frutos do cafeeiro. O cafeeiro é um arbusto da família Rubiaceae e do gênero Coffea, do qual se colhem sementes para a preparação de uma bebida estimulante, também conhecida como café.
UNIDADE 1
com a natureza e o trabalho
19
I M P O R T A N T E
cas de rádios, televisores, geladeiras e eletrodomésticos em geral, além das indústrias de ladrilhos, louças, vidros, papel, conservas e outras. A indústria de base exigiu a construção de novas e mais potentes usinas hidrelétricas, para suprir a demanda de energia elétrica da grande indústria.
O nacionalismo da Era Vargas foi substituído pelo desenvolvi- mentismo do Governo Juscelino Kubitschek, de 1956 a 1961. Atraindo o capital estrangeiro e estimulando o capital nacio- nal, Juscelino instalou a indústria de bens de consumo du- ráveis, principalmente eletrodomésticos e veículos. No início dos anos 60, o setor industrial superou a média do crescimen- to dos demais setores da economia brasileira.^8
No período de 1968 a 1973, ocorreu o chamado “milagre eco- nômico”, com a aceleração do crescimento, que levou a in- vestimentos em infra-estrutura, nos diversos segmentos da indústria e na agroindústria de alimentos. Na década de 80, conhecida como “a década perdida”, a alta internacional dos juros fez com que a economia brasileira entrasse em dificul- dades, e o Brasil enfrentasse uma longa recessão, que levou à estagnação da atividade industrial do país.
Nos anos 90, o Brasil deu início a uma abertura econômica para importação de mercadorias. Essa fase da industrialização brasileira, iniciada no Governo Collor, com continuidade até o Governo Fernando Henrique Cardoso, marcou o avanço do Neoliberalismo no país – que prega a desregulamentação da economia e consiste na redução da participação do Estado nas atividades econômicas. Nesse contexto, houve privatiza- ção de quase todas as empresas estatais brasileiras.^9
Conforme José Henrique do Carmo 10 , a partir do início dos anos 90, a indústria no Brasil se depara com a crescente li- beralização da economia nacional, num contexto de interna- cionalização da produção mundial, a chamada globalização
No dia 26 de março de 1991, Brasil, Argentina, Paraguai e Uru- guai assinaram o Tratado de Assunção, dando início ao Mercado
(^8) INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA. http://geocities.yahoo.com.br/vinicrashbr/historia/brasil/industrial- izacaobrasileira.htm 9 INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA. http://www.brasilrepublica.hpg.ig.com.br/industrializacaobrasileira.htm 10 CARMO, José Henrique do. GLOBALIZAÇÃO E COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA NO BRASIL. http://www.economia.ufpr.br/publica/textos/1997/TXT2997%202%20Carmo.doc