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Monografia desenvolvida durante a disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso II e apresentada à banca avaliadora do Curso de Engenharia Elétrica como pré-requisito para a obtenção do título de Engenheiro Eletricista
Tipologia: Teses (TCC)
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Manaus
Monografia desenvolvida durante a disciplina de Trabalho
de Conclusão de Curso II e apresentada à banca avaliadora
do Curso de Engenharia Elétrica, como pré-requisito para
a obtenção do título de Engenheiro Eletricista.
Orientador: Dr. Elder Luis Fernández Ávila.
Manaus
Monografia desenvolvida durante a disciplina de
Trabalho de Conclusão de Curso II e apresentada à
banca avaliadora do Curso de Engenharia Elétrica
como pré-requisito para a obtenção do título de
Engenheiro Eletricista.
Aprovada em _____/_____/_____.
Área de concentração: Processamento de Imagem
Orientador: Elder Luis Fernández Ávila, Dr.
Avaliador: André Luiz Printes, M. Sc.
Avaliador: Roberto Higino Pereira da Silva, M. Sc.
Manaus 2008
Dedico este trabalho aos meus pais que sempre estiveram
do meu lado apoiando minhas decisões e proporcionando
um lar maravilhoso cheio de paz e harmonia.
Este trabalho descreve a implementação de um sistema de inspeção visual
automático para análise de display de segmentos. Sabe-se que, atualmente, a inspeção visual
faz parte de muitos processos produtivos com a finalidade de detectar produtos defeituosos.
Fazendo uso de técnicas de processamento de imagens com a ajuda da ferramenta MATLAB
objetivou-se a construção de um sistema para automatizar esse processo de inspeção,
transferindo o poder de rejeição e aprovação do ser humano para a máquina, logrando-se
assim, maior confiabilidade nos produtos. Após um resumo sobre as teorias relacionadas ao
processamento de imagem e uma descrição sobre toolboxes do MATLAB utilizados em
sistemas de inspeção visual automáticos, aborda-se a montagem de um protótipo, incluindo o
algoritmo e a sua parte física, o qual representa o produto final desse trabalho.
Palavras-chaves: Inspeção Visual; Processamento de Imagem; MATLAB.
This work describes the implementation of an automatic inspection system for analysis of
segments. It is known that, nowadays, visual inspection is part of many productive processes with the
finality of detecting defective products. Making use of imaging processing techniques and help of the
MATLAB tool this paper strived for the development of a system to automate the inspection process,
transferring the power of rejecting or approving from a human being to the machine, gaining that
way, more reliability in the products. After a resume about the theories related to imaging processing
and a description about the MATLAB toolboxes utilized in automatic visual inspection, it is addressed
the assembling of a prototype, including the algorithm and its physical side, the represents the final
part of this work.
Key-words: Visual Inspection; Image Processing; MATLAB.
E/S. - Entrada/ Saída
hfe - Ganho de corrente Beta
ID - Número de Identificação
LPT - ( Line Print Terminal ) Porta paralela
PDI - Processamento Digital de Imagem
R10 - Resistor conectado à base do transistor na placa eletrônica do protótipo
R21 - Resistor conectado ao catodo do display
R6 - Resistor conectado à base do transistor na placa eletrônica do protótipo
A inspeção visual foi possivelmente o primeiro ensaio não destrutivo utilizado pelo
homem e continua sendo utilizado em todos os ramos da indústria. A inspeção visual exige
que os critérios de aprovação e rejeição dos produtos estejam bem definidos, além de precisar
de inspetores treinados para cada tipo ou família de produto [ 1 - 2 ].
Os inspetores estão sujeitos a fadiga visual, pois observam o mesmo produto durante
um longo período de tempo, isso possibilita fracassos na inspeção, podendo ser aprovados
produtos não conformes [ 3 - 2]. Espera-se de um inspetor humano uma eficiência de 60% a
70% em condições normais, ou seja, podemos ter até 40% de defeito mesmo após a inspeção
Existe a tendência de desenvolver equipamentos de inspeção visual automática para
cobrir os problemas encontrados acima, fazendo uso de métodos de PDI (Processamento
Digital de Imagem), ramo que vem crescendo vigorosamente desde 1964 até hoje. As
primeiras aplicações na área referem-se a melhoramento de imagens digitalizadas para jornais
enviadas através de cabos submarinos de Londres à Nova Iorque. Hoje, os principais métodos
de PDI são aplicados nas áreas de Melhoria de informações visuais para facilitar a
interpretação pelos humanos e processamento de dados extraídos automaticamente de
imagens. [ 5 ].
abaixo, a Figura 1 mostra um fluxograma das etapas fundamentais necessários para
executar uma tarefa de processamento digital de imagem [ 5 ]. O primeiro passo é a Aquisição
de imagem onde será adquirida a imagem digital. Em seguida, a etapa de pré-processamento,
utiliza-se tipicamente técnicas de realce de contrastes, remoção de ruídos e outras técnicas
para melhorar a imagem de forma a aumentar as chances de sucesso nos processo seguintes.
Nas etapas seguintes são responsáveis por extrair informações da imagem processada,
como por exemplo, a situação de um display, ou seja, se ele está ou não em condições
normais de uso.
Figura 1 - Etapas do Processamento de Imagem
Após o processamento das imagens, pode extrair diversas informações a respeito da
qualidade dos produtos, no caso de um display de segmentos, podemos extrair informações
tais como: Display riscado, Display não liga, segmento do Display não acende ou Display em
perfeitas condições. Isso faz parte da área de PDI que estuda a extração de dados das imagens.
Quando se pensa em aplicar técnicas de PDI em sistemas automáticos de inspeção
visual, deve levar em consideração dois requisitos muito importantes [ 1 ]:
Devem ser rápidos: Os métodos não podem ser muito complexos a ponto de
comprometer a eficiência de uma linha de produção. O sistema de inspeção deve ser tão ou
mais rápido que um inspetor humano realizando a mesma tarefa.
Aquisição de Imagem
Pré-Processamento
Segmentação
Representação e
descrição
Reconhecimento e
Interpretação
Figura 3 - Defeito no Display: Segmentos faltando
Os defeitos referentes a display representam 32% dos ocorridos em campo como pode
ser visto na Figura 4 [ 6 ]. Observando-se os outros índices, nota-se que 26% de defeitos está
relacionado a Buzzer sem Sinal Sonoro, totalizando, entre display e buzzer , 58% de todos os
defeitos. Visto o fato de esses defeitos serem somente detectáveis no processo através de
inspeção manual, pode-se confirmar a falta de eficiência humana nessa área.
Figura 4 - Percentual de Defeitos em Campo.
Com as vantagens dos sistemas automáticos em relação aos testes manuais, viu-se
muito útil a aplicação dos conceitos de processamento de imagem para desenvolver um
algoritmo que seja capaz de detectar falhas nos displays de segmentos (falha com maior
índice no campo).
O projeto foi desenvolvido utilizando o MATLAB, pois é uma ferramenta de alto
desempenho para computação numérica, além de integrar vários pacotes de soluções
específicas chamados de toolboxes , onde encontramos um específico para processamento
digital de imagem, aquisição de imagens, aquisição de dados, etc. [ 5 ]
O processo de amostragem consiste basicamente em dividir o plano 𝑥𝑦 em uma
grade com coordenadas espaçadas igualmente. 𝑓(𝑥, 𝑦) é uma imagem digital se 𝑥 e 𝑦 forem
números inteiros e 𝑓 uma função que representa o nível de cinza para cada coordenada (𝑥, 𝑦)
distinta [ 5 ].
Seja a imagem contínua da Figura 5 que desejamos converter para forma digital,
precisamos amostrar a função de escala de cinza de toda a imagem. Amostrando o segmento
𝐴𝐵 da imagem, obtêm-se valores como mostra a Figura 6. Os quadrados brancos superpostos
a 𝑓 são os valores amostrados.
Os valores resultantes da amostragem, ainda se encontram na forma contínua e
precisam ser quantizados. A quantização é feita através da atribuição, para cada amostra, um
valor discreto de nível de cinza referente ao valor amostrado. No exemplo dado, considerando
uma escala de cinza de 8 níveis, como mostra na Figura 7 , obtêm-se um valor de intensidade
para cada par de coordenada amostrado no segmento 𝐴𝐵. Fazendo o mesmo procedimento
linha a linha consegue-se chegar à imagem digitalizada conforme Figura 8. A qualidade de
uma imagem digital é proporcional à quantidade de amostras e pela quantidade de níveis de
cinza [ 8 ].
Figura 5 - Imagem contínua 𝒇(𝒙, 𝒚)
Figura 6 - Amostragem de uma imagem contínua
Figura 7 - Quantização em 8 níveis de cinza
Escala de Cinza