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Acionamentos
Tipologia: Notas de estudo
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Considere um fio feito de material condutor. As extremidades desse fio, são ligadas aos
pólos de uma pilha, por exemplo, como mostra a figura abaixo. Desse modo, a fonte de tensão
estabelece uma diferença de potencial no fio condutor e, conseqüentemente, uma corrente
elétrica. Para se determinar o valor da corrente elétrica, coloca-se em série no circuito um
amperímetro e, em paralelo, um voltímetro que permititrá a leitura da tensão. A montagem do
circuito está ilustrada na figura abaixo:
Muitas vezes utilizam –se vários resistores associados entre si. Os resistores podem ser
associados em série, em paralelo ou numa combinação de ambas, a associação mista.
Resistor equivalente – É o resistor que produz o mesmo efeito que a associação, ou seja,
submetido à mesma ddp da associação, deixa passar corrente de mesma intensidade.
Associação em série
Um circuito elétrico com resistores, um seguido do outro, de modo a oferecer um
único caminho para a passagem da corrente.
Rs é o resistor equivalente da
associação.
Características da associação em série:
A intensidade de corrente I é a mesma em todos os resistores, pois eles estão
ligados um após o outro.
A tensão V na associação é igual à soma das tensões em cada resistor
1
2
3
Aplicando-se a Lei de ohm, podemos calcular a resistência do resitor equivalente
da associação, da seguinte forma :
1
2
3
Se houver somente dois resistores em paralelo, de resistências R 1 e R 2 , a resistência
equivalente R eq dessa associação pode ser determinada por:
eq
1
2
1
2
Associação mista
É aquela na qual encontramos, ao mesmo tempo, resistores associados em série
e em paralelo. A determinação do resistor equivalente final é feita a partir da
substituição de cada uma das associações, em série ou em paralelo, que compõem o
circuito pela respectiva resistência equivalente.
O amperímetro é um aparelho que serve para medir a intensidade da corrente
elétrica. Um amperímetro perfeito é aquele que apresenta uma resistência interna nula. Ele é
disposto em série com o elemento de circuito em que se deseja medir a corrente elétrica.
voltímetro é um aparelho utilizado para medir a diferença de potencial entre dois pontos de
um circuito elétrico. O voltímetro perfeito é aquele que apresenta uma resistência interna
infinita. Ele é disposto em paralelo com o elemento de circuito da corrente elétrica que se
deseja medir.
Uma Corrente Alternada (I CA ) é aquela que inverte, periodicamente, o sentido no qual
está circulando. Ela também varia a intensidade continuamente no tempo. Uma Tensão
Alternada (V CA ) é aquela que inverte, periodicamente, a polaridade da tensão. Já Tensão ou
Corrente Alternada Senoidal é aquela cuja forma de onda é representada por uma senóide.
Dizemos que é um sinal senoidal.
A forma de onda periódica mais importante e de maior interesse é a alternada senoidal
de tensão e de corrente, porque a energia gerada nas usinas das concessionárias e a maioria
dos equipamentos usam tensão e corrente alternadas senoidais.
A maior parte da energia elétrica consumida é gerada e distribuída na forma de tensão e
corrente alternadas para os consumidores que são as residências, o comércio e,
principalmente, as indústrias. A principal razão pela qual a energia elétrica gerada e distribuída
em grande escala ser em tensão e corrente alternadas é que ela apresenta uma facilidade
tanto na geração como na transformação dos níveis de tensão (elevação ou redução). Para
transportar a energia a longas distâncias é necessário elevar a tensão a níveis que chegam a
750kV, para reduzir as perdas no transporte (principalmente por Efeito Joule). Nos centros de
consumo a tensão é novamente reduzida e distribuída aos consumidores.
Os motores de corrente alternada são construtivamente menos complexos que os
motores de corrente contínua. Isto é uma grande vantagem pois, reduz custos e cuidados com
a manutenção. Por isso são os mais baratos e os mais usados nos equipamentos.
Quando a região onde um circuito elétrico se encontra apresenta uma variação de fluxo
magnético, surge nesse circuito, uma corrente elétrica. Este fenômeno é chamado de indução
eletromagnética.
Esta corrente induzida circula no circuito devido à uma diferença de potencial (tensão),
chamada de força eletromotriz induzida (FEM), ou simplesmente, tensão induzida.
A Lei de Faraday diz que a Fem (tensão) induzida média em um circuito é igual ao
resultado da divisão da variação do fluxo magnético numa bobina com N espiras pelo intervalo
de tempo em que ocorre, com sinal trocado. Ou seja, quanto mais o fluxo variar num intervalo
de tempo, tanto maior será a tensão induzida.
A Lei de Lenz diz que o sentido da corrente induzida é tal que origina um fluxo
magnético induzido, que se opõe à variação do fluxo magnético indutor.
Figura 2.2 – Indução Eletromagnética
Por exemplo, na figura 2.2 aproximação do imã provoca um aumento do fluxo
magnético perto da bobina. Conseqüentemente começa a circular, na bobina, uma corrente
que cria um campo magnético com polaridade inversa ao do imã. O campo criado tenta
impedir a aproximação do imã, tenta parar o imã, para manter o fluxo magnético constante
(variação de fluxo nula). Quando o ímã se afasta, o efeito é contrário e a corrente induzida tem
o seu sentido alternado.
Um condutor se movimentando num campo magnético também produz variação de
fluxo magnético e sofre, consequentemente, indução magnética de corrente.
Há três condições fundamentais que devem existir antes que uma tensão possa ser
produzida por magnetismo.
De acordo com estas condições, quando o condutor (ou condutores) se MOVER através
de um campo magnético de maneira que as linhas de campo o atravesse, elétrons DENTRO DO
CONDUTOR serão estimulados em uma direção ou outra. Assim, uma força eletromotriz, ou
tensão elétrica, é induzida (criada).
São apresentados a seguir os conceitos de algumas grandezas básicas, cuja
compreensão é necessária para melhor acompanhar as explicações das outras partes desta
apostila.
Motor elétrico é a máquina destinada a transformar energia elétrica em energia
mecânica (em geral, energia cinética ). No campo de acionamentos industriais, avalia-se que
de 70 a 80 % da energia elétrica consumida seja transformada em energia mecânica por
motores elétricos. Considerando-se um rendimento médio de 80 %, cerca de 15% da energia
elétrica industrial transforma-se em perdas nos motores.
Embora a energia seja uma coisa só, ela pode se apresentar de formas diferentes. Se
ligarmos uma resistência a uma rede elétrica com tensão, passará uma corrente elétrica que
irá aquecer a resistência. A resistência absorve energia elétrica e a transforma em calor, que
também é uma forma de energia. Um motor elétrico absorve energia elétrica da rede e a
transforma em energia mecânica disponível na ponta do eixo.
Circuitos de corrente contínua ( CC )
A “potencia elétrica”, em circuitos de corrente continua, pode ser obtida através da
relação da tensão ( V ), corrente ( I ) e resistência ( R ) envolvidas no circuito, ou seja:
P = V. I ( W ) ou, P =
2
( W ) ou, P = R.I
2
( W )
Onde: V = tensão em volt
I = corrente ampère ( A )
R = resistência em ohm ( )
P = potência média em Watt ( W )
Circuitos de corrente alternada ( CA )
a) Resistência
No caso de “resistências”, quanto maior a tensão da rede, maior será a corrente e mais
depressa a resistência irá se aquecer. Isto quer dizer que a potência elétrica será maior. A
potência elétrica absorvida da rede, no caso da resistência, é calculada multiplicando-se a
tensão da rede pela corrente, se a resistência (carga), for monofásica.
f
f
No sistema trifásico a potência em cada fase da carga será P f
f x I f , como se fosse um
sistema monofásico independente. A potência total será a soma das potências das três fases,
ou seja:
f
f
f
Lembrando que o sistema trifásico é ligado em estrela ou triângulo, temos as seguintes
relações:
Ligação estrela: V L
√ 3
f e I L
f
Ligação triângulo: V L
f e I L
√
f
Então, P =
Evidentemente, para as cargas resistivas, cos ϕ = 1 e a potência ativa se confunde com
a potencia aparente. A unidade de medidas para potência aparente e o Volt-ampère (VA) ou
seu multiplo, o quilo-volt-ampère (kVA).
Potência ativa ( P ) - É a parcela da potencia aparente que realiza trabalho, ou seja, que é
transformada em energia.
P = √ 3. V. I. cos ϕ ( W ) ou P = S. cos ϕ ( W )
Potencia reativa ( Q ) - É a parcela da potência aparente que “não” realiza trabalho.
Apenas
é transferida e armazenada nos elementos passivos (capacitores e indutores) do circuito.
Q = √ 3. V. I sen ϕ ( VAr ) ou Q = S. sen ϕ ( VAr )
É a diferença (ângulo em graus) da onda de tensão com relação a onda de corrente.
Essa diferença ocorre somente se tivermos no circuito cargas indutivas, capacitivas ou mistas.
Para cargas puramente resistivas não ocorre a defasagem pois neste caso o fator de potência é
igual a 1 (cos = 1).
O fator de potência, indicado por cos ϕ , onde ϕ é o ângulo de defasagem da tensão em
relação a corrente, e a relação entre a potencia real (ativa) P e a potência aparente S.
cos ϕ =
√
Assim,
Carga Resistiva: cos ϕ = 1
Carga Indutiva: cos ϕ atrasado
Carga Capacitiva: cos ϕ adiantado
Os termos, atrasado e adiantado, referem-se a fase da corrente em relação a fase da
tensão.
Um motor não consome apenas potencia ativa que é depois convertida em trabalho mecânico,
mas também potencia reativa, necessária para magnetização, mas que não produz trabalho.
3.7.1 - Correção do fator de potência
O aumento do fator de potência e realizado, com a ligação de uma carga capacitiva, em
geral, um capacitor ou motor síncrono superexcitado, em paralelo com a carga.
Por exemplo:
Um motor elétrico, trifásico de 100 CV (75kW), IV pólos, operando com 100% da
potência nominal, com fator de potencia original de 0,87 e rendimento de 93,5%. O fator de
potência desejado é de 0,95.
Solução:
Utilizando-se da tabela 3.1, na intersecção da linha 0,87 com a coluna de 0,95, obtém-se o
valor de 0,238, que multiplicado pela potência do motor em kW, absorvida da rede pelo motor,
Tabela 3.1 - Correção do fator de potência
3.8.1 Velocidade síncrona (n s
A velocidade síncrona de um motor ( n s ) é definida pela velocidade de rotação do
campo girante, que depende diretamente do número de pólos ( p ) e da freqüência ( f ) da
rede, em Hertz. Assim sendo, a velocidade síncrona de um motor é dada por:
s
(rpm)
O rotor de um motor de indução em carga, jamais gira com velocidade síncrona. Pois se
isso acontecesse a velocidade do rotor seria igual a do campo do estator. Sem o movimento
relativo entre os dois, não haveria corrente induzida no rotor, e conseqüentemente não haveria
conjugado.
3.8.2 Escorregamento (s)
Quando ligamos um motor de indução, o rotor acelera até próximo da velocidade
síncrona e, em carga nominal, ele apresenta uma velocidade ligeiramente inferior a velocidade
síncrona. Essa diferença em percentual é denominada escorregamento.
s (rpm) =
s
s
ou s (%) =
s
s
x 100
Onde: s = escorregamento
s = rotação síncrona (rpm)
N = rotação nominal (rpm)
Exemplo : Para um motor de seis pólos, 60 Hz, que gira a 1120 rpm com carga, o
escorregamento será:
s (%) =
x 100 = 6,7%
3.8.3 - Rendimento