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integração, Notas de estudo de Cultura

- - -

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 16/11/2008

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bg1
Integra¸ao Num´erica
Diogo Pinheiro Fernandes Pedrosa
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Centro de Tecnologia
Departamento de Engenharia de Computa¸ao e Automa¸ao
http://www.dca.ufrn.br/
1 Introdu¸ao
O conceito de integral est´a ligado ao problema de determinar a ´area de uma figura
plana qualquer. A defini¸ao da ´area de uma figura plana ´e feita aproximando a figura por
pol´ıgonos cujas ´areas podem ser calculados pelos etodos de Geometria Elementar.
Considerando a defini¸ao da ´area da figura delimitada por uma fun¸ao f(x), pelo eixo
das abscissas xe por duas retas x=aex=b, como ilustrado pela figura 1.
xa b
f(x)
Figura 1: Defini¸ao da ´area delimitada por uma fun¸ao f(x), por um intervalo [a, b] e
pelo eixo dos x.
Dividindo este intervalo [a, b] em nsubintervalos iguais de comprimento
x=ba
n
onde x0=a < x1< x2< . . . < xn=bao os pontos dessa divis˜ao. Em cada um
desses intervalos, definem-se os pontos ξ1no primeiro, ξ2no segundo intervalo, e assim
sucessivamente at´e ξn, no ´ultimo intervalo. Dessa forma, ´e poss´ıvel definir uma erie de
retˆangulos de base xe altura f(ξ1), f(ξ2), ...,f(ξn) (ver figura 2).
A soma das ´areas dos retˆangulos ´e:
Sn=
n
X
i=1
f(ξi)∆x
pf3
pf4
pf5
pf8
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Integra¸c˜ao Num´erica

Diogo Pinheiro Fernandes Pedrosa

Universidade Federal do Rio Grande do Norte Centro de Tecnologia Departamento de Engenharia de Computa¸c˜ao e Automa¸c˜ao http://www.dca.ufrn.br/

1 Introdu¸c˜ao

O conceito de integral est´a ligado ao problema de determinar a ´area de uma figura plana qualquer. A defini¸c˜ao da ´area de uma figura plana ´e feita aproximando a figura por pol´ıgonos cujas ´areas podem ser calculados pelos m´etodos de Geometria Elementar. Considerando a defini¸c˜ao da ´area da figura delimitada por uma fun¸c˜ao f (x), pelo eixo das abscissas x e por duas retas x = a e x = b, como ilustrado pela figura 1.

a b x

f (x)

Figura 1: Defini¸c˜ao da ´area delimitada por uma fun¸c˜ao f (x), por um intervalo [a, b] e pelo eixo dos x.

Dividindo este intervalo [a, b] em n subintervalos iguais de comprimento

∆x =

b − a n

onde x 0 = a < x 1 < x 2 <... < xn = b s˜ao os pontos dessa divis˜ao. Em cada um desses intervalos, definem-se os pontos ξ 1 no primeiro, ξ 2 no segundo intervalo, e assim sucessivamente at´e ξn, no ´ultimo intervalo. Dessa forma, ´e poss´ıvel definir uma s´erie de retˆangulos de base ∆x e altura f (ξ 1 ), f (ξ 2 ),.. ., f (ξn) (ver figura 2). A soma das ´areas dos retˆangulos ´e:

Sn =

∑^ n

i=

f (ξi)∆x

 

 

 

 

 

 

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

  

  

  

  

  

  

 

 

 

 

 

 

 

x 0 xn x

f (x)

x 1 x 2 x 3 xn− 1

Figura 2: Retˆangulos definidos nos subintervalos de [x 0 = a, xn = b].

Nota-se que este valor Sn ´e, aproximadamente, o valor da ´area delimitada por f (x) e x, no intervalo [a, b]. Se a quantidade de subintervalos cresce tendendo ao infinito, ent˜ao obt´em-se o conceito d integral:

Sn = lim n→∞

∑^ n

i=

f (ξi)∆x =

∫ (^) b

a

f (x) · dx

que ´e chamada de Integral de Riemann. O seu resultado ´e um valor num´erico. Embora haja um conjunto de regras para calcular a chamada fun¸c˜ao primitiva F (x), ou seja:

F (x) =

f (x) · dx

em determinados casos, esta fun¸c˜ao primitiva n˜ao ´e conhecida, ou a sua obten¸c˜ao n˜ao ´e trivial. Al´em disso, em situa¸c˜oes pr´aticas nem sempre se tem a forma anal´ıtica da fun¸c˜ao a ser integrada, f (x), mas ´e disponibilizada uma tabela de pontos que descreve o comportamento da fun¸c˜ao. Assim, para calcular o valor da integral de f (x) considerando estes casos particula- res, torna-se necess´ario a utiliza¸c˜ao de m´etodos num´ericos. A solu¸c˜ao num´erica de uma integral ´e chamada de quadratura. H´a dois m´etodos bastante empregados para calcular a quadratura de uma fun¸c˜ao:

  1. As f´ormulas de Newton-Cotes, que empregam valores de f (x), onde os valores de x s˜ao igualmente espa¸cados; - Regra dos Trap´ezios; - Regras de Simpson.
  2. A f´ormula da quadratura gaussiana que utiliza pontos diferentemente espa¸cados.

Este curso abordar´a principalmente as f´ormulas de Newton-Cotes.

2 F´ormulas de Newton-Cotes

Nas f´ormulas de Newton-Cotes a id´eia b´asica ´e a substitui¸c˜ao da fun¸c˜ao f (x) por um polinˆomio que a aproxime razoavelmente no intervalo [a, b] em pontos igualmente

          

          

          

          

          

          

          

x 0 x 1 x

f (x)

Figura 3: Interpreta¸c˜ao gr´afica da Regra dos Trap´ezios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

  

  

  

  

  

  

 

 

 

 

 

 

 

x 0 xn x

f (x)

x 1 x 2 x 3 xn− 1

Figura 4: Interpreta¸c˜ao gr´afica da Regra dos Trap´ezios repetida.

Exemplo 1 Seja I =

0 e

x (^) · dx, calcular uma aproxima¸c˜ao para I utilizando 10 subin-

tervalos e a regra dos Trap´ezios repetida.

Para 10 subintervalos tem-se um passo h igual a:

h =

b − a n

Dessa forma, como xi+1 = xi + h, ent˜ao:

x 0 = 0. 0 x 1 = 0. 1 x 2 = 0. 2 .. . x 9 = 0. 9 x 10 = 1. 0

Assim: I ∼=

[

e^0 + e^0.^1 + e^0.^2 +... + e^0.^9 + e^1

]

2.2 Primeira Regra de Simpson

Esta primeira regra ´e obtida aproximando-se a fun¸c˜ao f (x) por um polinˆomio inter- polador de segundo grau. Para isto, ser˜ao necess´ario 3 pontos (x 0 = a, x 1 e x 2 = b) igualmente espa¸cados.

f (x) ∼= b 0 p 0 (x) + b 1 p 1 (x) + b 2 p 2 (x)

onde os termos pi(x) s˜ao: p 0 (x) = (x − x 1 )(x − x 2 ) p 1 (x) = (x − x 0 )(x − x 2 ) p 2 (x) = (x − x 0 )(x − x 1 )

e os termos bi s˜ao:

b 0 =

f (x 0 ) (x 0 − x 1 )(x 0 − x 2 )

b 1 =

f (x 1 ) (x 1 − x 0 )(x 1 − x 2 )

b 2 =

f (x 2 ) (x 2 − x 0 )(x 2 − x 1 ) Dessa forma, tem-se que a f´ormula geral para a Primeira Regra de Simpson ´e obtida atrav´es de: ∫ (^) x 2

x 0

f (x) · dx ∼= b 0

∫ (^) x 2

x 0

p 0 (x) · dx + b 1

∫ (^) x 2

x 0

p 1 (x) · dx + b 2

∫ (^) x 2

x 0

p 2 (x) · dx

Resolvendo estas integrais e, depois, substituindo x 1 = x 0 +h e x 2 = x 0 +2h, a f´ormula geral fica igual a: (^) ∫ b

a

f (x) · dx ∼=

h 3

[f (x 0 ) + 4f (x 1 ) + f (x 2 )]

cuja interpreta¸c˜ao significa que os pontos x 0 , x 1 e x 2 s˜ao interpolados pelo polinˆomio de Lagrange de segundo grau.

Exemplo 2 Seja f (x) uma fun¸c˜ao conhecida apenas nos pontos tabelados a seguir. Uti-

lizando a primeira regra de Simpson, encontrar uma aproxima¸c˜ao para

2 f^ (x)^ ·^ dx. i xi f (xi) 0 2. 0 41 1 3. 0 130 2 4. 0 297

Como, neste caso, o espa¸camento h ´e igual a 1, ent˜ao: ∫ (^4)

2

f (x) · dx ∼=

[f (2.0) + 4f (3.0) + f (4.0)]

∼= 1 3

[41 + 4 · 130 + 297] = 286

Da mesma forma como foi realizado com a Regra dos Trap´ezios, deve-se subdividir o intervalo de integra¸c˜ao [a, b] em n subintervalos iguais de amplitude h e, a cada par de

e os termos bi s˜ao:

b 0 =

f (x 0 ) (x 0 − x 1 )(x 0 − x 2 )(x 0 − x 3 )

b 1 =

f (x 1 ) (x 1 − x 0 )(x 1 − x 2 )(x 1 − x 3 )

b 2 =

f (x 2 ) (x 2 − x 0 )(x 2 − x 1 )(x 2 − x 3 )

b 3 =

f (x 3 ) (x 3 − x 0 )(x 3 − x 1 )(x 3 − x 2 ) Assim: ∫ (^) b

a

f (x) · dx ∼= b 0

∫ (^) b

a

p 0 (x) · dx + b 1

∫ (^) b

a

p 1 (x) · dx + b 2

∫ (^) b

a

p 2 (x) · dx + b 3

∫ (^) b

a

p 3 (x) · dx (1)

Como utiliza-se um polinˆomio de terceiro grau, ent˜ao s˜ao necess´arios quatro pontos a serem interpolados: x 0 = a x 1 = x 0 + h x 2 = x 0 + 2h x 3 = x 0 + 3h = b

Fazendo a integra¸c˜ao indicada pela aproxima¸c˜ao 1 e substituindo os termos dados pelas equa¸c˜oes 2, ent˜ao fica-se com a seguinte f´ormula geral para a Segunda Regra de Simpson: (^) ∫ x 3 =b

x 0 =a

f (x) · dx ∼=

3 h 8

[f (x 0 ) + 3f (x 1 ) + 3f (x 2 ) + f (x 3 )]

Esta segunda regra tamb´em ´e conhecida como a Regra dos 3/8. Subdividindo o intervalo [a, b] em n subintervalos, onde n dever´a ser m´ultiplo de 3, tem-se a seguinte f´ormula para a aplica¸c˜ao repetida:

∫ (^) xn

x 0

f (x) · dx ∼=

3 h 8

[f (x 0 ) + 3f (x 1 ) + 3f (x 2 ) + 2f (x 3 )+

  • 3f (x 4 ) + 3f (x 5 ) + 2f (x 6 ) +... +
  • 3f (xn− 2 ) + 3f (xn− 1 ) + f (xn)]

Exemplo 4 Calcular o valor da integral

I =

1

ln

x^3 +

ex^ + 1

· dx

aplicando a regra dos 3 / 8 com 3 e 9 subintervalos.

Para 3 subintervalos, tem-se que h = 4 − 3 1 = 1. Assim:

x 0 = 1 → f (1) = 1. 0744 x 1 = 1 + 1 = 2 → f (2) = 2. 3884 x 2 = 2 + 1 = 3 → f (3) = 3. 4529 x 3 = 3 + 1 = 4 → f (4) = 4. 2691

Portanto:

I ∼=

[1.0744 + 3 · 2 .3884 + 3 · 3 .4529 + 4.2691] = 8. 5753

Para 9 subintervalos, tem-se que:

h =

Pode-se construir uma tabela utilizando este h e x 0 = a = 1, resultando em:

i xi f (xi) 0 1 1. 0744 1 4 / 3 1. 5173 2 5 / 3 1. 9655 3 2 2. 3884 4 7 / 3 2. 7768 5 8 / 3 3. 1305 6 3 3. 4529 7 10 / 3 3. 7477 8 11 / 3 4. 0187 9 4 4. 2691

Aplicando a f´ormula da segunda regra de Simpson repetida, tem-se:

I ∼=

3 h 8

[f (x 0 ) + 3f (x 1 ) + 3f (x 2 ) + 2f (x 3 ) + 3f (x 4 ) + 3f (x 5 ) + 2f (x 6 )+

  • 3f (x 7 ) + 3f (x 8 ) + f (x 9 )]

Por fim, substituindo os valores correspondentes, o resultado ´e I ∼= 8.5619.

3 Exerc´ıcios

  1. Calcular os valores das integrais a seguir utilizando a Regra dos Trap´ezios.

(a)

0

cos x x+1 ·^ dx; (b)

4

1 x^2 ·^ dx; e (c)

3 (3x^ + 2)^ ·^ dx.

  1. Dada a fun¸c˜ao y = f (x) atrav´es da tabela a seguir, calcular o valor de I =

0 f^ (x)·dx utilizando a Regra dos Trap´ezios.

i xi yi 0 0. 0 5. 021 1 0. 5 6. 146 2 1. 0 6. 630 3 1. 5 6. 940 4 2. 0 7. 178 5 2. 5 7. 364 6 3. 0 7. 519