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interdisciplinar pedagogico, Esquemas de História da Educação

trabalho interdisciplinar individual

Tipologia: Esquemas

2022

Compartilhado em 06/01/2023

dhones-soares
dhones-soares 🇧🇷

5 documentos

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RELATÓRIO DO PROJETO INTERDISCIPLINAR
VIABILIZAÇÃO DA SEMANA CULTURAL
Eunápolis -BA
2022
MARIA DE FATIMA DOS SANTOS SOARES
SOARES
PEDAGOGIA - LICENCIATURA
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RELATÓRIO DO PROJETO INTERDISCIPLINAR

VIABILIZAÇÃO DA SEMANA CULTURAL

Eunápolis -BA

MARIA DE FATIMA DOS SANTOS SOARES

SOARES

PEDAGOGIA - LICENCIATURA

Pedagogia – Licenciatura

Maria De Fatima Dos Santos Soares

Portfólio Indiciplinar Individual

Trabalho apresentado como requisito parcial

Para a obtenção de média semestral.

Eunapolis –BA

Introdução É de conhecimento geral quê a arte na educação é uma estratégia que contribui significativamente para a formação de crianças e jovens. É por meio dela que os alunos conhecem mais sobre a história da cultura e de suas origens, e sobre as sensações e expressões que as obras artísticas desperta. Sabemos que a evolução da ciência é cada vez maior. Desta forma, podemos dizer que o progresso da tecnologia se dá juntamente com as descobertas da ciência oferecendo aos estudiosos recursos para ampliar e aperfeiçoar os conhecimentos científicos. Segundo a presquisa irei relatar tambem , sobre: A importancia da lingua portuguesa no contexto de aprendigem , Oque é legislação; Importancia da literatura infatojuvenil e Aprendizagem da geografia e história.

Arte na educação No campo educativo, a Arte é considerada um objeto de estudo aprofundado, e não somente uma atividade complementar nas escolas. Ela deve ser trabalhada com os discentes para estimular a criatividade, o senso crítico e a capacidade de interpretação, funcionando como uma ferramenta interdisciplinar que aborda outras disciplinas, como Literatura, Matemática e História. Hoje em dia, o conhecimento artístico é considerado essencial para a formação escolar. O professor, nesse caso, deve optar por uma abordagem que relacione os diferentes saberes da Arte com a realidade e o nível de ensino de crianças e jovens, tornando o processo de ensino-aprendizagem amplo em relação ao repertório cultural, cognitivo e visual dos discentes. A Arte na educação desperta a capacidade de criação e auxilia os estudantes a expressarem sentimentos, interagindo de maneira a trabalhar a inserção social de forma ampla nas instituições escolares. Assim, a disciplina vai muito além da recreação e do lazer, fazendo parte do processo natural de desenvolvimento cognitivo e motor de crianças e jovens. Aprendizagem na linguagem Portuguêsa O trabalho em forma de artigo científico teve como objetivo principal compreender e utilizar a Língua Portuguesa no Ensino Fundamental como fonte geradora de significados que estruturam, representam e explicam simbolicamente as realidades, as experiências humanas e os conhecimentos produzidos nas diversas esferas de atuação do homem. A prática da importância da Língua Portuguesa envolve vários elementos, ou seja, a socialização é um deles e com isso desenvolve o raciocínio, imaginação, o relacionamento entre ideias, a capacidade de pensar e extrair significados e a verbalização. Além disso, oferece aos alunos condições para prever sequências de ação, dirigir o próprio comportamento e participação das práticas com a Língua Portuguesa no Ensino fundamental. A metodologia utilizada na pesquisa foi uma abordagem teórica metodológica, onde a mesma foi pautada em uma pesquisa qualitativa, com caráter bibliográfico, assim, diversos autores puderam prestar suas contribuições para esse trabalho. Os resultados serviram de ponto de partida para objetivos ainda maiores do que este, como por exemplo, destacar a grande contribuição que a língua portuguesa possui em todos os níveis de ensino. Hoje, pode-se encontrar facilmente nas salas de aula, especialmente quando as aulas são de língua portuguesa algo que é interpretado como uma “pedra no caminho” em diversas instituições escolares, seja pública ou particular, classes econômicas desfavorecidas, e isso resulta em um distanciamento muito grande entre a norma linguística dos alunos e a que serve de objeto de ensino (AMARAL, et al, 2012). O trabalho pretende responder a seguinte problemática: O aprendizado dos alunos ao desenvolver suas capacidades de Juaprender a Língua portuguesa no Ensino fundamental, como meios básicos para o pleno domínio da leitura e da escrita, ampliando o domínio ativo nas mais diversas situações de uso da Língua Portuguesa é de fato compreendido no contexto escolar?

que realizam essas mediações, para a reflexão sobre questões éticas implícitas nas relações entre Ciência, Sociedade e Tecnologia.Com este artigo, pretendemos abrir espaço para a reflexão sobre o ensino de Ciências Naturais tentando mostrá-la como um conhecimento que colabora para a compreensão do mundo e suas transformações, para reconhecer o homem como parte do universo e como indivíduo. Assim, faz-se necessário que a escola procure um caminho diferente do já traçado e que introduza na sala de aula, ações realmente interativas para que a educação se dê de forma significativa na vida do indivíduo, afim de que ele possa compreender melhor a sociedade em que vive e sua relação com o resto do mundo, para assim poder desempenhar o seu papel na construção da realidade e consequentemente, na própria história. Para tanto é preciso criar estratégias para despertar o interesse do aluno prevendo nos currículos o uso dos meios tecnológicos, colocando-os a serviço de um ensino criativo, mais interessante na tentativa de acompanhar a evolução. A legislação educacional A legislação da educação pode ser considerada como o drcorpo ou conjunto de leis referentes à educação, seja ela estritamente voltada ao ensino ou às questões à matéria educacional, como, por exemplo, a profissão de professor, a democratização de ensino ou as mensalidades escolares. Ainda assim, a partir do nova ordem geral da educação nacional, decorrente da Lei 9.394/96, poderíamos de alguma forma cogitar o uso das expressões legislação educacional e legislação de ensino. Quanto utilizarmos a expressão legislação educacional ou legislação da educação estaremos nos referindo à legislação que trata da educação escolar, nos níveis de educação (básica e superior). Quando dizemos legislação educacional estamos nos referindo, portanto, de forma geral, à educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio) e à educação superior. Daí, posso referir-me apenas à legislação da educação básica ou à legislação da educação superior. Se desejo referir-me aos níveis de ensino fundamental e ensino médio, que formam à educação básica, posso utilizar a expressão legislação do ensinofundamental ou legislação do ensino médio. Certo é que a legislação educacional pode ser, pois, tomada como corpo ou conjunto

de leis referentes à educação. É um complexo de leis cujo destinatário é o homem trabalhador ou o homem consumidor. É este o sentido de legislação como legis data. A legislação se revela, sobretudo, em regulamentos ditos orgânicos ou ordenados, expedidos pelos magistrados em face da outorga popular. A legislação educacional, como nos parece sugerir, é uma disciplina de imediato interesse do Direito ou mais precisamente do Direito Educacional. Mas um olhar interdisciplinar dirá que ela é central na Pedagogia quando no estudo da organização escolar. Por não termos alcançado, ainda, uma fase de pleno gozo de eqüidade, diríamos que a legislação educacional é até final do século XX a única forma de Direito Educacional que conhecemos e vivenciamos na estrutura e funcionamento da educação brasileira. Desta forma, a legislação educacional pode ser entendida como a soma de regras instituídas regular e historicamente a respeito da educação. Todas as normas educacionais, legais e infralegais, leis e regulamentos, com instrução jurídica, relativas ao setor educacional, na contemporaneidade e no passado, são de interesse da legislação educacional. Vemos, deste modo, que a legislação educacional pode ter uma acepção ampla, isto é, pode significar as leis da educação, que brotam das constituições nacionais, como a Constituição Federal, considerada a Lei Maior do ordenamento jurídico do país, às leis aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo Presidente da República. Pode, também, a legislação abranger os decretos presidenciais, as portarias ministeriais e interministeriais, as resoluções e pareceres dos órgãos ministeriais ou da administração superior da educação brasileira. Para este trabalho, vai nos interessar o sentido da Legislação Educacional como ação do Estado sobre a educação, vista, pelo Estado-gestor, como política social. A legislação educacional é, portanto, base da sustentação da estrutura político-jurídica da educação. A legislação Educacional possui duas naturezas: uma reguladora e uma regulamentadora. A partir de seu caráter, podemos derivar sua tipologia. Dizemos que a legislação é reguladora, quando se manifesta através de leis, sejam federais, estaduais ou municipais. As normas constitucionais que tratam da educação são as fontes primárias

da educação. A legislação Educacional possui duas naturezas: uma reguladora e uma regulamentadora. A partir de seu caráter, podemos derivar sua tipologia. Dizemos que a legislação é reguladora, quando se manifesta através de leis, sejam federais, estaduais ou municipais. As normas constitucionais que tratam da educação são as fontes primárias da regulação e organização da educação nacional, pois, por elas, definem-se as competências constitucionais e atribuições administrativas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Abaixo das normas constitucionais, temos as leis federais, ordinárias ou complementares, que regulam o sistema nacional de educação. A legislação reguladora estabelece, pois, a regra geral, a norma jurídica fundamental. Daí, o processo regulatório voltar-se sempre aos princípios gerais e à disposição da educação como direito, seja social ou público subjetivo. O principal traço da regulação é sua força de regular, isto é, poder, regularmente, ou que pode traduzido também pela democraticamente, estabelecer regras gerais de Direito ou normas gerais criadores de Direito. Leitura anfantojuvenil acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, 71% das crianças de 5 a 10 anos e 81% dos pré- adolescentes, cuja idade varia dos 11 aos 13 anos, têm o hábito de ler. Porém, há uma tendência de queda a partir da faixa etária posterior, que engloba os adolescentes, fase que dura dos 14 aos 17 anos. O estudo também mostrou que 48% das crianças de 5 a 10 anos e 33% dos pré- adolescentes leram algum livro nos últimos 12 meses por gosto. Já no caso dos adolescentes, essa porcentagem cai para 24%. Os números são ainda menores quando a motivação para a leitura envolve uma exigência escolar, alcançando apenas 12% dos discentes com 5 a 10 anos, 11% daqueles com idade entre 11 e 13 anos e 10% dos adolescentes. Para reverter esse quadro, é fundamental que a escola e os pais incentivem os estudantes a desenvolverem o gosto pelos livros durante a infância e a adolescência. Nesse sentido, a literatura infantojuvenil não só contribui para que as crianças e os adolescentes desenvolvam o hábito de ler, como também é benéfica para a formação acadêmica e pessoal deles. Quer saber mais? Então continue a leitura para descobrir o que é e qual a importância da literatura infantojuvenil, além de conferir dicas de como incentivar as crianças e os adolescentes a lerem mais.

O que é e qual a importância da literatura infantojuvenil? As obras literárias infantojuvenis são voltadas para os estudantes com idade entre 5 e 13 anos. E é justamente por englobar essa faixa etária que esse tipo de literatura possui um papel fundamental. “É durante as séries intermediárias da educação básica que os estudantes constroem o hábito de leitura que levarão para toda a vida. Isso porque essa fase é marcada por grandes mudanças, visto que as crianças começam a se despedir do universo infantil em direção ao mundo adulto. Assim, elas desenvolvem suas capacidades de ler e de interpretar o mundo, passando a ter um olhar mais crítico sobre diferentes fatos”, explica Paulo Mucci, coordenador do Ensino Fundamental II do Colégio Etapa Valinhos. “Por isso, durante essa etapa, os estudantes devem ser incentivados a descobrirem quais gêneros lhes despertam o interesse, de forma que comecem a encarar a literatura como uma nova forma de aprendizagem, buscando por livros que abordem os temas que os interessam. Assim, eles ampliarão o próprio vocabulário ao mesmo tempo que desenvolvem o autoconhecimento e compreendem melhor o mundo”. Vale destacar que os livros infantojuvenis e a literatura infantil fazem parte de gêneros literários diferentes. “Geralmente, as obras destinadas às crianças que estão na Educação Infantil apresentam mais ilustrações e menos palavras, já que se trata de um público em fase de pré-alfabetização”, afirma Celia Passoni, coordenadora do Grupo Etapa. “Já no caso das crianças que dominam a escrita e a leitura e dos adolescentes, a tendência das obras é fortalecer os aspectos verbais em detrimento dos elementos visuais, visto que o gosto pela leitura e o poder de concentração tendem a ser desenvolvidos com o avançar das faixas etárias. Por isso, as produções elaboradas para esse público podem ser de diferentes gêneros, mas a abordagem e o conteúdo dos livros varia de acordo com a idade dos leitores”, acrescenta Passoni. Ademais, vale destacar que a literatura infantojuvenil possui inúmeros benefícios. “Durante a fase escolar, é muito importante desenvolver a organização e a capacidade de reter informações. E o contato com a literatura infantojuvenil, além de estimular uma maior aptidão para a aprendizagem, contribui para o desenvolvimento da autonomia e da criatividade. Por isso, os adolescentes que possuem o hábito de ler conseguem ler, interpretar e escrever textos de forma mais fácil”, destaca Mucci. “Portanto, é fundamental que os adolescentes tenham contato com gêneros textuais variados ao longo de toda sua formação. Assim, os estudantes vão acumular um repertório significativo de leituras que contribuirá para que formulem seus próprios argumentos e opiniões”. “Inclusive, costuma-se dizer que a versatilidade do pensamento nasce justamente do hábito de ler. E isso é facilmente comprovado! Se o escopo vocabular de um adolescente for de cerca de mil palavras, por exemplo, ele pensará e se expressará a partir apenas desses termos. Mas se ele dobrar seu vocabulário, passará a ter mais

comparar os sistemas de geopolítica que construíram a Historiografia como na obra do WANDERLEY MESSIAS DA COSTA, Geografia Política e Geopolítica, sobre este aspecto temos uma linha de raciocínio que desenha para o educando as mudanças e quais as razões para tais modificações. Um exemplo destas atividades seria um professor de História que ministra aula e a planeja levando em consideração o que os professores de Geografia e Ciências usaram em aula. Pegando o tema: A História da terra e os recursos minerais, poderíamos falar dos recursos nas aulas de Geografia, em Ciências sobre meio ambiente e sua estrutura até os primórdios da nossa civilização (Pré-História). As Curriculares do Estado de São Paulo em suas múltiplas ciências (EXATA, HUMANAS E LINGUÍSTICAS) permitem a reelaboração temática das disciplinas levando em consideração uma fórmula comum resultando em uma aprendizagem mais fácil para o educando em sala de aula. Tudo isso será possível se houver solicitude entre os professores nas suas diferentes áreas e que a administração pedagógica desenvolva métodos de estímulo para facilitar a comunicação e elaboração das aulas interdisciplinares, desta forma elas deixam de ser aulas esporádicas e se tornam constantes.O aluno será o grande favorecido neste caso, fazendo um método quase impossível de ser aplicado, se tornar algo essencial em sala de aula. A avaliação da aprendizagem escolar é um meio e não um fim em si mesma. A prática escolar predominante hoje se realiza dentro de um modelo que pressupõe a educação como um mecanismo de conservação e reprodução da sociedade, sendo o autoritarismo elemento necessário para a garantia desse modelo social, utilizando a prática da avaliação manifestada de forma autoritária. Opostamente, é fundamental posicionar a avaliação a serviço de uma metodologia que entenda e esteja preocupada com a educação como mecanismo de transformação social. Vivemos sob o modelo burguês de sociedade, em que o poder é centralizado e hierarquizado. Os exames são classificatórios, ou seja, classificam os alunos em aprovados ou reprovados e excluem grande parte dos educandos, estabelecendo uma escala de notas de zero a dez. Trata-se de um método seletivo e excludente. Nesse sentido observa-se o que Luckesi afirma: A atual prática da avaliação escolar estipulou como função do ato de avaliar a classificação e não o diagnóstico, como deveria ser constitutivamente. Ou seja, o julgamento de valor sobre o objeto avaliado passa a ter a função estática de classificar um objeto ou um ser humano histórico num padrão definitivamente determinado. Do ponto de vista da aprendizagem escolar, poderá ser definitivamente classificado como inferior, médio ou superior. Classificações essas que são registradas e podem ser transformadas em números e por isso, adquirem a possibilidade de serem somadas e divididas em médias (Luckesi, 1999, p. 34). O ato de avaliar geralmente não é utilizado como forma de repensar a prática, e sim como meio de julgá-la e torná-la estratificada. Com a função classificatória, a avaliação não auxilia o avanço e o crescimento do aluno, somente a função diagnóstica serve para essa finalidade. Um grande poder é atribuído ao professor; sempre se entendeu que avaliar o aluno era verificar o quanto ele havia assimilado do conteúdo transmitido. Como afirmou Luckesi ao Jornal do Brasil em 2000, “o professor detém o poder: escolhe os assuntos das provas, elabora questões, julga se elas são adequadas, aplica-as, corrige, qualifica, aprova ou reprova. Ao educando cabe submeter-se a esse ritual e temer a exclusão”. O uso autoritário da avaliação escolar transforma-a em mecanismo disciplinador de condutas sociais. É uma prática comum ameaçar os alunos na escola com o poder e peso da avaliação, caso a ordem social da instituição ou das salas de aula sejam infligidas. De instrumento diagnóstico para o crescimento, a avaliação passa a ameaça, e disciplina os alunos pelo medo, ganha o direito e função de premiar ou castigar os educandos dentro de um ritual pedagógico. A avaliação não deveria ser fonte de decisão sobre o castigo, mas de decisão sobre os caminhos do desenvolvimento escolar sadio. Perrenoud (1999) classifica as funções da avaliação entre muitas lógicas, as quais

regulam a aprendizagem, o trabalho, as relações de autoridade e cooperação em aula e de certa forma, as relações entre família e escola ou entre profissionais da educação. Ele afirma: Avaliar é – cedo ou tarde – criar hierarquias de excelência em função das quais se decidirão a progressão no curso seguido, a seleção no início do Secundário, a orientação para diversos tipos de estudo, a certificação antes da entrada no mercado de trabalho e, frequentemente, a contratação. Avaliar é também privilegiar um modo de estar em aula e no mundo, valorizar formas e normas de excelência, definir um aluno modelo, aplicado e dócil para uns, imaginativo e autônomo para outros (Perrenoud, 1999, p. 9). No caso da avaliação a serviço da seleção, Perrenoud explica que tradicionalmente a avaliação é associada na escola à criação de hierarquias. Os alunos são comparados e depois classificados em virtude de uma norma de excelência definida pelo professor ou pelo modelo dos melhores alunos. O autor critica também a avaliação que visa à certificação, uma vez que esta fornece poucos detalhes dos saberes, das competências e do nível de conhecimento adquiridos. Afirma que as provas tradicionais se revelam de pouca utilidade porque são essencialmente concebidas mais para a classificação dos alunos do que para a identificação do nível de domínio de cada um, permite dar boas e más notas, criando assim hierarquia. A avaliação apenas deixará de ser autoritária se o modelo social e a concepção teórico-prática da educação deixarem de ser autoritários. Então o primeiro passo a redirecionar os caminhos da prática da avaliação é assumir um posicionamento pedagógico claro e explícito para que se possa orientar a prática pedagógica no planejamento, na execução e na avaliação. Isso implica o resgate da avaliação em sua essência constitutiva, ou seja, uma avaliação educacional voltada para a transformação. Para não ser autoritária e conservadora, deverá ter a função diagnóstica para auxiliar cada educando no seu processo de competência e crescimento para a autonomia. A avaliação na perspectiva amorosa, afetiva e acolhedora, é aquela que traz na sua intencionalidade a integração e inclusão pelos mais variados meios, respeitando e valorizando a subjetividade do aluno no decorrer da construção do conhecimento. Essa forma de avaliar evita julgamentos e rótulos e não seleciona, mas faz um diagnóstico e por meio dele toma decisões para melhorar a aprendizagem do educando. O objetivo da avaliação é intervir para melhorar, porém a maioria das escolas promove exames que são uma prática de avaliação e não a avaliação em si. Esse ato de avaliar é classificatório e seletivo; a avaliação diagnóstica, ao contrário, é inclusiva. Classificar o ato de avaliar a aprendizagem por si só é um ato amoroso (Entrevista de Luckesi à revista Nova Escola , 2006). A prática escolar usualmente denominada de avaliação constitui-se de provas e exames, pouco tem a ver com a verdadeira avaliação da aprendizagem. Assim sendo, exclui uma parte dos alunos; manifesta-se, pois, como uma prática seletiva. Tratando dessa compreensão da avaliação como um ato amoroso, Luckesi afirma que: Podemos entender a avaliação da aprendizagem escolar como um ato amoroso, na medida em que a avaliação tem por objetivo diagnosticar e incluir o educando pelos mais variados meios, no curso da aprendizagem satisfatória, que integre todas as suas experiências de vida (Luckesi, 1999, p. 173). Luckesi (1999) define avaliação da aprendizagem como um ato amoroso no sentido de que a avaliação por si só deve ser um ato acolhedor e inclusivo, que integra, diferentemente do julgamento puro e simples, que não dá oportunidades, distingue apenas o certo do errado partindo de padrões predeterminados. Assim, o verdadeiro papel da avaliação visa à inclusão, não à exclusão. Para o autor, o ato amoroso é aquele que acolhe a situação como ela é; nesse ato não julga, não exclui. A avaliação, portanto, não deve afastar o educando do educador, mas antes acolher e integrar. O ato de avaliar é o ato do homem bem constituído, não se fundamenta nos atos de mecanismos de defesa como estratégia de sobrevivência, que são atitudes regressivas, conservadoras e primitivas da condição humana. No processo avaliativo, deve existir acolhimento, uma atitude que caracteriza o homem livre, reflexivo e questionador. A avaliação tem como papel criar condições para que sejam obtidos resultados daquilo que se deseja alcançar, que é a

vivida. A avaliação deve ser diversificada, desenvolvida de várias maneiras, usando diferentes instrumentos de forma contínua. De maneira alguma se deve elaborar uma prova com o objetivo de verificar o que os alunos não sabem. As provas escritas podem abordar questões com situações-problema naturais que surgem no cotidiano; problemas muito dificultosos, como uma espécie de quebra-cabeça, não cabem nesse caso; evidentemente eles deveriam ser aproveitados como desafios durante as aulas, em geral os estudantes aceitam participar pelo prazer em decifrar enigmas. Notas ou conceitos não deveriam ser o objetivo principal da avaliação; muito mais humano seria pensar na avaliação como instrumento para garantir o sucesso escolar no processo de ensino-aprendizagem. A avaliação tradicional consiste em aplicar provar escritas; há crianças que se amedrontam ou criam bloqueios em situações em que serão avaliadas mediante provas ou testes, por isso seria importante o docente analisar vários tipos de avaliação para escolher qual seria mais apropriada a determinados alunos, incluindo aqueles que possuem alguma dificuldade de aprendizagem ou mesmo deficiências físicas ou intelectuais; nesse campo, o apoio psicopedagógico é de fundamental importância. Há exemplos de atividades que propiciam momentos de avaliação além das provas escritas: sessões de cálculo mental, atividades orais, incluindo aquelas em que o aluno pode utilizar o quadro-negro ou branco, aulas de resolução de problemas, trabalhos extras, como pesquisas propostas pelo professor ou eleitas pela turma, jogos que ocorram em sala de aula e eventuais autoavaliações. O professor pode fazer registros sobre os alunos para avaliar seus avanços e dificuldades e assim poderá também refletir sobre sua própria prática docente. Além disso, a avaliação vai além da sala de aula; diversos aspetos dos discentes devem ser levados em conta, como seus resultados em trabalhos individuais ou em grupo, em âmbitos afetivos, cognitivos, sociais, dentre outros. O exame desses elementos constitui um processo global que envolve todo o histórico escolar. A responsabilidade de avaliar o aluno não se limita apenas ao professor; este pode receber auxílio dos orientadores, psicopedagogos, enfim, toda a equipe pedagógica da instituição deve participar da construção do conhecimento do aluno e suas aprendizagens. O psicopedagogo, com sua visão diferenciada no contexto escolar, pode promover e desenvolver esse trabalho em equipe com todos os participantes do processo educacional, visando a uma educação transformadora. O olhar psicopedagógico sobre a avaliação escolar Segundo Hoffmann (2008), a avaliação educacional transformou-se em um sintoma do sistema de ensino atual, confirmador de injustiças sociais e ineficaz em aspectos como: para que avaliar e para quem? A prática avaliativa reproduz e revela fortemente as vivências do docente, tanto sendo estudante como sendo educador. Dessa forma, o maior desafio da ferramenta do avaliar é como é encarada pelos profissionais da educação: como poder, sinônimo de autoritarismo. Uma nova perspectiva de avaliação exige do educador a concepção de que os estudantes são sujeitos do seu próprio desenvolvimento dentro do contexto de sua realidade social e política; são seres autônomos intelectual e moralmente, capazes e livres para tomar suas próprias decisões. Nesse sentido, a Psicopedagogia contribui para a construção do homem como um cidadão consciente, crítico, que faz parte da sociedade e dos processos dela. Pedagogia da Autonomia é uma das obras mais importantes do célebre educador Paulo Freire, sendo a última publicada em vida. Apresenta orientações a respeito da compreensão da prática docente enquanto dimensão social da formação do ser humano .Orienta para a necessidade do educador assumir a postura vigilante contra

todas as práticas de desumanização. Para isso a auto-reflexão crítica e o saber-ser da sabedoria exercitados podem ajudar a realizar a leitura crítica das reais causas da degradação humana. Paulo Freire anuncia a solidariedade enquanto compromisso histórico de homens e mulheres, como uma das formas de luta capazes de propiciar e instaurar a ética universal do ser humano. A sensibilidade com que problematiza e conscientiza o educador aponta para a dimensão estética de sua prática. Segundo o educador e filósofo, a educação parte de uma concepção problematizadora, na qual o conhecimento resultante é crítico e reflexivo. Nesta perspectiva, a educação é um ato político; sendo o ensino muito mais que uma profissão, que exige comprovados saberes em seu processo. Saberes que são essencias na prática pedagógica como a ética e a estética, a competência profissional, o respeito pelos saberes do educando e o reconhecimento da identidade cultural, rejeição de todas e quaisquer formas de discriminação, a reflexão crítica da prática pedagógica, a corporeificação, o saber dialogar e escutar, o querer bem aos educandos, ter alegria e esperança, ter liberdade e autoridade, curiosidade e consciência do inacabado. sFinalmente relata sobre a perseverança. Todo este processo de construção utópica exige uma profunda perseverança para transformar as dificuldades em um campo de possibilidades. A formação docente ao lado da reflexão sobre a prática educativa em favor da autonomia do educando é o ponto central desta obra. É necessário que o formando, desde o início de sua experiência formadora, assuma- se como sujeito também da produção do saber, criando possibilidades para a sua construção. Vivendo a autenticidade exigida pela prática de ensinar-aprender participa de uma experiência total em que a beleza deve estar de mãos dadas com a decência e a seriedade. O educador não pode negar-se o dever, de na sua prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando, bem como sua curiosidade, sua insubmissão. Uma de suas tarefas fundamentais é trabalhar com os educandos a rigorosidade metódica com quem devem se “aproximar” do conhecimento. Aprender criticamente é possível por parte dos educandos que vão se transformando em reais sujeitos da construção e reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo. Percebe-se desta forma, a importância do papel do educador, o seu mérito, a vivência da certeza de que faz parte de sua tarefa docente não apenas ensinar os conteúdos, mas também ensinar a pensar certo. E uma das condições necessárias a pensar certo é de não estarmos demasiadamente certos de nossas certezas. Através do “pensar certo” pode-se intervir no mundo e conhecê-lo. Não há ensino sem pesquisa. Pesquisa-se para conhecer o que ainda não se sabe e comunicar ou anunciar o novo. Outro saber fundamental a experiência educativa é em relação a sua natureza. Como educador é necessário compreender a clareza de sua prática e que o ato de ensinar exige comprometimento. A busca da autonomia vai se constituindo na experiência de inúmeras decisões, que vão sendo tomadas ao longo do tempo. A autonomia enquanto do ser para si é um processo, é vir a ser. Nesse sentido, a “Pedagogia da

Afirmo que a Interdisciplinaridades são ações que visam ajudar o aluno a

entender como as diferentes matérias estão interligadas por assuntos que se

complementam. Seria muito mais fácil se tivéssemos professores preparados

para escolher, elaborar e até reelaborar, se necessário, materiais para estas

aulas dirigidas em conjunto. Sendo assim a Pedagogia da Autonomia é uma

das obras mais importantes do célebre educador Paulo Freire, sendo a última

publicada em vida. Apresenta orientações a respeito da compreensão da

prática docente enquanto dimensão social da formação do ser humano. A

legislação reguladora estabelece, pois, a regra geral, a norma jurídica

fundamental. Daí, o processo regulatório voltar-se sempre aos princípios gerais

e à disposição da educação como direito, seja social ou público subjetivo.

Porém a perspectiva de uma avaliação classificatória e seletiva torna-se um

fator de exclusão escolar. Tradicionalmente, as experiências avaliativas

remetem a uma concepção que classifica as aprendizagens em certas ou

erradas, separando aqueles estudantes que aprenderam os conteúdos

programados daqueles que aparentemente não aprenderam. Agindo sob essa

perspectiva, alguns professores criam e utilizam a avaliação excludente,

baseada no autoritarismo, na punição e na imposição de poder, perpetuando

assim de geração em geração a imagem da avaliação como atividade de

controle e exclusão.

Referência

https://www.webartigos.com/artigos/o-ensino-de-ciencias- naturais-e-sua-importancia/ https://blog.elevaplataforma.com.br/arte-na-educacao/ https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/contexto- de-aprendizagem https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/579/O-que-e- Legislacao-Educacional https://blog.etapa.com.br/colegio/literatura-infantojuvenil? hs_amp=true https://m.monografias.brasilescola.uol.com.br/amp/educacao/ geografia-historia-uma-relacao-sala-aula.htm#indice_