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resumo mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm
Tipologia: Notas de aula
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Indicador não definido. Procedimentos .... Erro! Indicador não definido. IDENTIFICAÇÃO DA IDEIA CENTRAL .......... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO. Procedimentos .... Erro! Indicador Argumentação por autoridade Argumentação por TEXTO LITERÁRIO E NÃO-LITERÁRIO Combinação, contração e crase Concordância do sujeito simples
Interpretar é entender o que está escrito no texto, é esclarecer, é produzir de outra forma o que já se foi dito. A palavra TEXTO é originada do latim TEXTUM = ENTRELAÇAMENTO DE IDEIAS. Um texto é um entrelaçamento de ideias, não é apenas uma enumeração de frases e orações, e sim um conjunto de informações conectadas, entre si, que estabelecem a coesão e a coerência textual. As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto em que estão inseridos, tornando-se, necessário sempre fazer um confronto entre as partes que compõem o texto. Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento justifica-se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor, diante de uma temática qualquer. Podemos considerar que o texto é qualquer forma de comunicação oral ou escrita, verbal ou não verbal sempre direcionada ao leitor.
Figura 1: O texto (A) Apresenta uma placa de trânsito, mostrando que é proibida a circulação de bicicleta e mais ao fundo observamos outra placa que indica quebra molas na pista; (B) O texto tem uma imagem que indica a necessidade de silêncio no estabelecimento em que ela foi fixada; (C) O texto é uma charge da Mafalda que, ao caminhar por uma calçada, se surpreende ao pisar num trecho alagado. Após constatar que a água não vinha da chuva, ela contínua sua caminhada tentando saber a causa, num momento ela se depara com várias pessoas chorando, constatando que essa é a causa do alagamento.
Figura 2: O texto acima é conhecido como texto misto, por ser compostos simultaneamente por imagens e escritas. No 1º quadrinho o fato de Galvim gritar pela mãe é composto por um detalhe primordial que não podemos deixar de observar. Ele está com os pés do lado de fora. No 2º e 3º quadrinho, verificamos que Galvim reflete em obedecer à ordem da mãe. Por fim, notamos que só é possível depreender o significado de todo o texto somando a parte escrita da fala de Galvim com a imagem de desespero da mãe.
Interpretar também significa extrair o sentido. Numa primeira leitura, observamos somente aquilo que é superficial na mensagem transmitida pelo autor, o significado puro das palavras. Ao adotarmos uma postura interpretativa, passamos a questionar e aprofundar nosso raciocínio em busca da mensagem central do texto, aquilo que seu autor queria realmente explorar. Temos dois níveis de leituras:
Preconceitos Preconceitos são juízos firmados por antecipação; são rótulos prontos e aceitos para serem colados no que mal conhecemos. São valores que se adiantam e qualificam pessoas, gestos, ideias antes de bem distinguir o que sejam. São, nessa medida, profundamente injustos, podendo acarretar consequências dolorosas para suas vítimas. São pré-juízos. Ainda assim, é forçoso reconhecer: dificilmente vivemos sem alimentar e externar algum preconceito. São em geral formulados com um alcance genérico: “o povo tal não presta”, “quem nasce ali é assim”, “música clássica é sempre chata”, “cuidado com quem lê muito” etc. Dispensam-nos de pensar, de reconhecer particularidades, de identificar a personalidade própria de cada um. “Detesto filmes franceses”, me disse um amigo. “Todos eles?” − perguntei, provocador. “Quem viu um já viu todos”, arrematou ele, coroando sua forma preconceituosa de julgar. Não confundir preconceito com gosto pessoal. É verdade que nosso gosto é sempre seletivo, mas ele escolhe por um critério mais íntimo, difícil de explicar. “Gosto porque gosto”, dizemos às vezes. Mas o preconceito tem raízes sociais mais fundas: ele se dissemina pelas pessoas, se estabelece sem apelação, e quando damos por nós estamos repetindo algo que sequer investigamos. Uma das funções da justiça institucionalizada é evitar os preconceitos, e o faz julgando com critério e objetividade, por meio de leis. Adotar uma posição racista, por exemplo, não é mais apenas preconceito: é crime. Isso significa que passamos, felizmente, a considerar a gravidade extrema das práticas preconceituosas. (Bolívar Lacombe).
Ex.: 1: Atente para as seguintes afirmações.
1. No 1º parágrafo, o autor define o que seja preconceito e avalia a extensão dos prejuízos que sua prática acarreta, considerando ainda a dificuldade de se os evitar plenamente. 2. No 2º parágrafo, o autor reconhece na prática algumas formulações preconceituosas, reforçando a ideia de que os preconceitos impedem uma identificação adequada das coisas e das pessoas. 3. No 3º parágrafo, o autor estabelece um paralelo entre o juízo preconceituoso, passível de penalização, e o juízo decorrente do gosto pessoal, que se rege por critérios interiorizados e difíceis de definir. Em relação ao texto, está correto o que se afirma em a. Correto : 1, 2 e 3. b. 1 e 2, apenas. c. 2 e 3, apenas. d. 1 e 3, apenas. e. 2, apenas.
Erros comuns Três erros capitais na interpretação de texto. Extrapolação : Ocorre quando o leitor sai do contexto, acrescentando ideias que não estão no texto, normalmente porque já conhecia o assunto devido à sua bagagem cultural. Ocorre ao interpretar o que está escrito. Muita vezes são fatos reais, mas que não está expresso no texto. Deve se ater somente ao que está relatado. O corre quando saímos do contexto, acrescentando ideias que não estão no texto, normalmente porque já conhecia o tema or uso de sua imaginação criativa. Redução : É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um ou outro aspecto, esquecendo-se de que o texto é um conjunto de ideias. É o fato de se valorizar uma parte do contexto, deixando de lado sua totalidade, deixa-se de considerar o texto como um todo para se ater apenas à parte dele. Dá-se atenção apenas a um ou outro aspecto, esquecendo-se à parte dele. Dá-se atenção apenas a um ou oro aspecto, esquecendo-se de que o texto é um conjunto de ideias. Contraposição : Consiste em entender como correto o oposto do que se afirma no texto. É bom termos cuidado com algumas palavras como: Pode, deve, não, verbos ser, etc. É comum as alternativas apresentarem ideias contraria as do texto, fazendo o candidato chegar a conclusão equivocada, de modo a errar a questão; Internalizar as ideias do autor e ponha-se no lugar dele. Só contradiga o autor se for solicitado no comando da questão.
Vista Cansada Acho que foi Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que Hemingway tenha acabado como acabou. Fugiu enquanto pôde do desespero que o roía − e daquele tiro brutal que acabou dando em si mesmo. Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: Um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio. Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou trinta e dois anos a fio pelo mesmo hall do prédio de seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro.
Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer. Como era ele? Sua cara? Sua voz? Não fazia a mínima ideia. Em trinta e dois anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos. Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença. (Otto Lara Resende, Bom dia para nascer.)
Trata-se de uma crônica: a palavra crônica deriva do Latim chronica , que significava, no início do Cristianismo, o relato de acontecimentos em sua ordem temporal (cronológica). Era, portanto, um registro cronológico de eventos. É, primordialmente, um texto escrito para ser publicado em jornais e revistas, o que lhe determina vida curta. Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se inspira nos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica. Entretanto, há elementos que distinguem um texto do outro, visto que este inclui em seu texto ficção, fantasia e criticismo. Pode-se dizer, pois, que tal gênero situa-se entre o jornalismo e a literatura – o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia a dia. Na maioria dos casos, é um texto curto narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor. Apresentam, comumente, linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária.
Ex.:1: Deve-se entender o título do texto − Vista cansada − como uma alusão do autor ao fato de que: a. Os pessimistas, como Hemingway, acreditam que nosso olhar para as coisas implica sempre uma visão de despedida da vida. b. Os poetas, ao contrário de Hemingway, pensam ver tudo como se estivessem sempre se revelando um mundo inteiramente original. c. Correta : Nós tendemos a deixar de ver as coisas porque mecanizamos nosso olhar, não distinguindo o que lhes é característico. d. Nós tendemos a reparar tão somente nos detalhes das coisas, perdendo o sentido da visão do conjunto a que se integram. e. Nós tendemos, com o tempo, a enfraquecer nossa visão das coisas pelo excesso de atenção que nos esforçamos para lhes dedicar.
Politicas para a nova classe média O Brasil ainda enfrenta muitos obstáculos ao desenvolvimento de suas potencialidades, incluindo um sistema de ensino fraco, baixas taxas de poupança e um emaranhado de entraves regulatórios, só para citar alguns. Agora, para as perspectivas de crescimento futuro, o que importa não é o nível absoluto desses fatores, mas como eles evoluem no tempo. O Brasil pode avançar verticalmente se escolher os caminhos certos em direção à sua fronteira de possibilidades. É preciso dar o mercado aos pobres, completando o movimento dos últimos anos, quando, pelas vias da queda da desigualdade, demos os pobres aos mercados (consumidores). Devemos tratar o pobre como um receptor de transferência oficial de dinheiro e de crédito. Há quase que se turbinar a participação das pessoas. O dilema entre dar o peixe e ensinar a pescar, significa mostrar aos pobres, que já apreenderam a pescar, o mercado de peixes. Já a perspectiva versão socialista desse processo seria a redistribuição dos peixes. Há riqueza no meio da pobreza e o estado pode interagir com o setor privado. Uma agenda que está atrofiada no Brasil é a ligada aos trabalhadores por conta própria e aos pequenos produtores urbanos. Dar mercado significa, acima de tudo, melhorar o acesso das pessoas ao mercado de trabalho. Os fundamentos do crescimento econômico e as reformas associadas são fundamentais. A educação funciona como passaporte para o trabalho formal, metas sociais complementaram esse movimento, incorporando eficiência do setor privado ao setor público. Alguns gostariam de uma agenda mais amigável à ação privada, outros gostariam de um estado provedor. O coletivo brasileiro no fundo quer as duas coisas, respeitando às regras de mercado e politicas social ativa pelo estado. O desafio é combinar as virtudes do estado com as do mercado, sem esquecer-se de evitar as falhas de cada um dos lados.
Ex.: 1: Analisando o titulo e o texto, é correto afirmar que, segundo o autor, a. Correto : A classe média do Brasil pode contribuir com o crescimento econômico do país; b. Deve-se evitar tratar o pobre como um receptor de crédito; c. A classe média dificilmente será um mercado consumidor promissor; d. Dar o mercado tem o mesmo sentido de dar o peixe; e. O estado e a iniciativa privada devem ser independentes.
Ex.: 1:
O efeito de sentido de humor, nessa charge, a. É pouco perceptível, porque decorre de um enunciado sem nexo lógico com a realidade. b. Decorre da constatação, pelo orador, dos principais feitos da humanidade ao longo de sua Existência. c. Independe da associação entre a fala e os signos gráficos, porque a situação em que ocorre a fala desmente o que o orador afirma. d. Surge a partir do equívoco que consiste em criar uma situação solene para o orador expor ideias desconexas. e. Correto : É produzido pela interpretação dada à palavra humanidade, decorrente da deformação do sentido do ditado popular citado pelo orador.
Ex.: 2: Considere as afirmações sobre a charge:
1. A expressão, esgoto a céu aberto significa esgoto descoberto; 2. Há uma critica sobre as condições sociais brasileiras; 3. As expressões por baixo e esgoto, aliados aos elementos visuais da charge, enfatizam a gravidade da pobreza no Brasil. Esta correto o que se afirma em: a. 1, apenas; b. 2, apenas; c. 1 e 2 apenas; d. 2 e 3 apenas; e. Correto: 1, 2 e 3.
Ex.: 3: Considerando as falas da personagem no primeiro e no terceiro quadrinhos, conclui-se que para ela.
a. Impossibilidade de ser feliz impede a alienação; b. A busca pela verdade necessita de proteção; Correta : A dica é o uso do capacete que significa chapéu de forma arredondada, de metal, couro, cortiça ou outro material resistente. Sua finalidade básica é proteger a cabeça. Claro que indica a necessidade de proteção. c. A verdade é a forma real de se chegar à felicidade; d. A felicidade é o caminho para a verdade.
Ex.: 4: na opinião do palestrante:
a. O arrependimento com relação à tatuagem é dado como certo; Correta : você se arrependerá de qualquer forma. b. O adulto tem mais maturidade para nã se arrepender de se tatuar; c. A tatuagem deve ser uma marca que diferencia jovem e adultos; d. Os jovens devem ter uma que diferencia jovens e adultos; e. A tatuagem feita durante a vida adulta não provoca arrependimento.
Ex.: 5: De acordo com a norma padrão, as lacunas da tira devem ser preenchidas, respectivamente com:
a. Correta : Me interessa... o que me importa... têm; Note que a terceira lacuna deve ser preenchida com o verbo plural têm, para concordar com pessoas. b. Interessa a mim... me importa... tem; c. Interessa-me... o que importa à mim... têm; d. Me interessa... o que mim importa... tem; e. Interessa à mim... o que importa-me...têm.
Ex.: 6: Assinale a alternativa em que a reescrita da frase da personagem expressa a ideia do texto original e está de acordo com a norma padrão.
a. Me preocupa seriamente a aposentadoria? nem a alheia; b. Tenho preocupando-me seriamente com isso: a aposentadoria alheia; c. Correto : Preocupo-me seriamente com a aposentadoria alheia; Quanto à colocação pronominal e também reflete o sentido original do texto. d. Seriamente preocupa-me com a aposentadoria alheia; e. Me preocupa seriamente a aposentadoria... alheia...
Ex.: 7:
Nos quadrinhos acima, destaca-se a seguinte ideia: a. A constatação de que existem erros de impressão num conhecido jornal forma o efeito humorístico da tira. b. Correta : A notícia de jornal é compreendida de forma diferente, conforme a faixa etária e a perspectiva do leitor. c. A formatação diferenciada do jornal, no terceiro quadrinho, enfatiza a falta de objetividade da notícia. d. A semelhança entre a perspectiva do adulto e a das crianças fica evidente no quarto quadrinho. e. A notícia de jornal não pode ser compreendida de formas diferentes.
Tudo o que escrevemos recebe o nome de redação ou composição textual. Basicamente, existem três tipos de redação:
1. NARRAÇÃO (base em fatos); 2. DESCRIÇÃO (base em caracterização); 3. DISSERTAÇÃO (base em argumentação).
Narração A construção de um texto narrativo indica a existência de um narrador, que pode ser apresentado de forma explícita ou não. O narrador tem o objetivo de relatar fatos, que ocorreram em determinado tempo e lugar que envolve passagens. No texto narrativo há uma sequência de ações que ocorrem ao longo do tempo, mantendo a progressão temporal e consequentemente a sequência lógica do texto. Há uma predominância de verbos de ação. A narração é uma modalidade que se conta um fato, fictício ou não, que ocorrem num determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. Há uma relação de anterioridade e posterioridade.
Elementos da narração NARRADOR : 1ª pessoa: NARRADOR PERSONAGEM ; Dirige-me para o quarto, calado. Revirei a gaveta à procura da carta. Ao encontrá-la, fiquei criando coragem. As lagrimas banhavam-me o rosto.
“Quem um dia irá dizer que existe razão Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer Que não existe razão? Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar Ficou deitado e viu que horas eram Enquanto Mônica tomava um conhaque No outro canto da cidade Como eles disseram Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse --Tem uma festa legal e a gente quer se divertir (…)”.
Ex.: 1: Sobre o tipo de narrador presente na música Eduardo e Mônica, é correto afirmar que se trata de um: a. Correta : Narrador personagem, pois, além de narrar os fatos, verídicos ou não, faz parte da história contada, sendo assim, personagem dela. Esse tipo de personagem apresenta uma visão limitada dos fatos, já que a narrativa é conduzida sob seu ponto de vista. Comentário: Narrador personagem, pois há traços de emoção por parte de quem narra, mostrando ao leitor seu ponto de vista sobre os fatos.
b. Narrador testemunha, pois é uma das personagens que vivem a história contada, mas não é uma personagem principal. c. Narrador onisciente, pois sabe de tudo o que acontece na narrativa, seus aspectos e o comportamento das personagens, podendo, inclusive, descrever situações simultâneas, embora essas ocorram em lugares diferentes. d. Narrador observador, pois presencia a história, mas diferentemente do que acontece com o narrador onisciente, não tem controle e visão sobre todas as ações e personagens, confere os fatos, mas apenas de um ângulo. e. Narrador onisciente neutro, pois relata os fatos e descreve as personagens, no entanto, não tenta influenciar o leitor com opiniões a respeito das personagens, falando apenas sobre os fatos indispensáveis para a compreensão da leitura.
3ª pessoa: Participação objetiva e Participação onisciente. 3ª pessoa (PARTICIPAÇÃO OBJETIVA): Seixas ouvira falar da menina de Santa Tereza, mas ocupado nesta ocasião com uns galanteios aristocráticos, não moveu a curiosidade de conhecer desde logo a nova beldade fluminense. Aconteceu, porém, de jantar na vizinha em casa de um amigo, e em companhia de camaradas veio a falar-se de Aurélio, que era ainda o tema das conversas; constaram-se anedotas, fizeram-se comentários de toda a sorte. (José de Alencar- Senhora).
3ª pessoa (PARTICIPAÇÃO ONISCIENTE): Pobre Augusto!... Ele vê a um palmo dos olhos a perna mais bem torneada que é possível imaginar!... Através da finíssima meia aprecia uma mistura de cor de leite com a cor de rosae. Remontando esse interessante painel róseo, um pezinho que só poderia medir às polegadas, apertados num sapatinho de cetim, e que estava pedindo um... Dez... Mil beijos; mas quem o pensaria? Não foram beijos que desejou o prazer que sentiria dando-lhe uma dentada... Quase que já não se podia suster... Já estava de boca aberta e para saltar... Porém, lembrando-se da exótica figura em que se via, meteu a roupa que tinha enrolada entre os dentes, apertando-os com força, procurava iludir sua imaginação. (Joaquim Manoel de Macedo).
Ex.: 2: Um escritor destaca-se pela produção dos gêneros conto, crônica e romance. A sua produção está relacionada com o gênero: a. Épico. b. Lírico. c. Correto : Narrativo. Comentário : O conto, a crônica e o romance são classificados como gêneros narrativos, pois apresentam elementos como narrador, enredo, personagens, espaço e tempo, conflito, clímax, resolução do conflito e conclusão dos fatos. d. Poética. e. Dramático.
Texto Sinto-me um pouco intrusa vasculhando minha infância. Não quero perturbar aquela menina no seu ofício de sonhar. Não a quero sobressaltar quando se abre para o mundo que tão intensamente adivinha, nem interromper sua risada quando acha graça de algo que ninguém mais percebeu. Tento remontá-la aqui num quebra-cabeças que vai formar um retrato - o meu retrato? Certamente faltarão algumas peças. Mas, falhada e fragmentária, esta sou eu, e me reconheço assim em toda a minha incompletude. Algumas destas narrações já publiquei. São meu rebanho, e posso chamá-las de volta quando quiser. Muitas eu mesma vi e vivi; outras apanhei soltas no ar, pois sempre há quem se exponha a uma criança que finge não escutar nem enxergar muita coisa da sua vida ao rés-do-chão. Aqui onde estou - diante deste computador, nesta altura e deste ângulo -, afinal compreendo que não são as palavras que produzem o mundo, pois este nem ao menos cabe dentro delas. Assim aquela menina dançando no pátio na chuva não cabia no seu protegido cotidiano: procurava sempre o susto que viria além. Então enfiava-se atrás dos biombos da imaginação, colocava as máscaras e espiava o belo e o intrigante, que levaria o resto de sua vida tentando descrever.
Ex.: 1: O texto acima pode ser entendido como pertencente à tipologia narrativa. Desse modo, todos os elementos abaixo comprovam essa classificação, EXCETO : a. A presença de um narrador em primeira pessoa que relata, com parcialidade, os fatos e elementos descritos. b. Referências espaciais como o estar “diante deste computador, nesta altura e deste ângulo”. c. A presença de personagens como “aquela menina no seu ofício de sonhar”. d. Incorreto : A defesa de um posicionamento que fica claro na oposição entre o adulto e a criança no texto.
Discurso: Direto; Indireto e Indireto livre.
1. DISCURSO DIRETO : Reproduzem-se as palavras dos personagens. Esse tipo de discurso serve como uma comprovação concreta do que acabou de ser exposto pelo narrador, o qual cede espaço para que a personagem se mostre mais abertamente através do fato no presente.
Texto Estávamos sentados à mesa, fumando, quando bateram palmas lá fora. D. Maria José foi ver e voltou logo:
_- É a criada de D. Engrácia que tem negócio com o senhor.
Texto No começo de outubro, deu-se um incidente que desvendou ainda mais aos olhos do médico a situação da moça. Fortunado metera-se a estudar anatomia e fisiologia e ocupava-se nas horas vagas em rasgar e envenenar gatos e cães. Como os guinchos dos animais atordoavam os doentes, mudou o laboratório para casa, e a mulher, compleição nervosa, teve de sofrer. Um dia, porém, não podendo mais, foi ter com o médico e pediu-lhe que, como coisa sua, alcançasse do marido a cessação de tais experiências. (a causa secreta- Machado de Assis).
3. DISCURSO INDIRETO LIVRE : É feito com a associação das características do discurso direto e do indireto. A fala do personagem ou fragmentos dele é sutilmente inserida no discurso do narrador, permitindo-lhe expor aspectos psicológicos do personagem, já que esse tipo de discurso pode revelar o fluxo do pensamento do personagem.
Enquanto as descobertas corroboram a teoria longamente sustentada de que a Lua e a Terra têm origens comuns, também lançam dúvidas sobre a crença de que a Lua pode ter se formado após um desprendimento da Terra, perdendo boa parte de sua umidade neste processo de alta temperatura. Segundo esta teoria, de “enorme impacto” nos anos 1970, a Lua se formou depois que o nosso planeta colidiu com uma rocha espacial ou planeta, 4, bilhões de anos atrás. “Esta nova pesquisa revela que aspectos desta teoria devem ser reavaliados”, destacou o estudo. As descobertas também levantam interrogações sobre as teorias que afirmam que o gelo encontrado nas crateras dos polos lunares pode ser resultante do impacto de meteoros, sugerindo que parte do mesmo pode ter provindo da erupção de magmas lunares. A NASA anunciou, em 2009, que duas naves enviadas à Lua para colidir com a superfície do satélite descobriram pela primeira vez água congelada, uma revelação considerada enorme passo adiante na exploração espacial.
Dissertação argumentativa O autor, além de tentar convencer o leitor a respeito da ideia apresentada, usa um raciocínio lógico e coerente, usando como base de argumentação, provas que evidenciam suas ideias. O objetivo é perceber conhecimento do produtor em relação a uma determinada temática. Trata-se de um texto pessoal ( emotivo ) no qual o autor fará exposições, consoante sua visão crítica de forma parcial, exporá sua opinião, embasada em pesquisa. É exigido do autor o uso de argumentos universais, uma postura coerente e precisa, uma linguagem clara e concisa a fim de não haver contradição por parte do leitor.
Nos últimos anos, a discussão sobre o aquecimento global e suas consequências se tornou onipresente entre governos, empresas e cidadãos. É louvável que todos queiram salvar o planeta, mas o debate sobre como fazê-lo chegou ao patamar da irracionalidade. Entre cientistas e ambientalistas, estabeleceu-se uma espécie de fervor fanático e doutrinário pelas conclusões pessimistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da ONU. Segundo elas, ou se tomam providências radicais para cortar as emissões de gases do efeito estufa decorrentes da atividade humana, ou o mundo chegará ao fim do século XXI à beira de uma catástrofe. Nos últimos três meses, numa reviravolta espetacular, a doutrina do aquecimento global vem se desmanchando na esteira de uma série de escândalos. Descobriu-se que muitas das pesquisas que dão sustentação aos relatórios emitidos pelo IPCC não passam de especulação sem base científica.
Pior que isso: Os cientistas que conduzem esses estudos manipularam dados para amparar suas conclusões. A reputação do IPCC sofreu um abalo tectônico no início do ano quando se descobriu um erro grosseiro numa das pesquisas que compõem seu último relatório, divulgado em 2007. O texto afirma que as geleiras do Himalaia podem desaparecer até 2035, por causa do aquecimento global. O derretimento traria consequências devastadoras para bilhões de pessoas na Ásia, que dependem da água produzida pelo degelo nas montanhas. Os próprios cientistas que compõem o IPCC reconheceram que a previsão não tem o menor fundamento científico e foi elaborada com base em uma especulação. O mais espantoso é que tal previsão tenha sido tratada como verdade incontestável por três anos, desde a publicação do documento. Os relatórios do IPCC são elaborados por 3000 cientistas de todo o mundo e, por enquanto, formam o melhor conjunto de informações disponível para estudar os fenômenos climáticos. O erro está em considerá-lo infalível e, o que é pior, transformar suas conclusões em dogmas.
Tópico frasal Quando lemos um texto, identificamos que em cada parágrafo do desenvolvimento apresenta uma ideia principal. Articulada diretamente com o assunto central do texto. Ao lermos atentamente o primeiro parágrafo do texto, iremos perceber que a primeira frase sintetiza toda a ideia presente. É essa frase com informação central do parágrafo que se chama de TÓPICO FRASAL. Em alguns casos o tópico pode ser um período no meio do parágrafo, ou mesmo no final. Não é obrigatório o tópico frasal ocorrer no primeiro parágrafo.
1. 1º parágrafo : O tópico frasal que o inicia apresenta a ideia central (grande tese) do texto:
A discussão sobre o aquecimento global e suas consequências se tornou onipresente entre governos, empresas e cidadãos.
Uma boa estratégia para identificar o tópico frasal é o tamanho do período; geralmente, o período do tópico frasal é menor do que os outros que o explicam. Nos períodos seguintes desse parágrafo, notaremos que o autor direciona a sua discussão e o seu posicionamento.
2. 2º parágrafo e 3º parágrafo: As ideias principais que os abrem apresentam a informação central do próprio parágrafo que introduzem; a essa informação chamamos de PEQUENA TESE :
O escândalo relacionado às pesquisas desenvolvidas pelo IPCC.
3. As outras frases do parágrafo aprofundam essa visão geral, trazendo conhecimento objetivo acerca do assunto e o posicionamento do autor do texto em relação ao tema. 4º parágrafo :
A ideia principal que o inicia traz a aceitação de que os relatórios emitidos pelo IPCC são fundamentais e que o problema é a forma como se lida com as informações contidas neles.
Estudando a introdução A introdução é o parágrafo mais importante de um texto. Há varias formas de iniciarmos um texto, no entanto devemos fazer uso daquela que melhor se adapte ao nosso estilo de escrita.
Declaração É um grave erro a redução da maioridade penal. O problema da violência urbana não está associado ao jovem infrator, mas ao descaso com o qual tratamos as nossas crianças e adolescentes, vítimas de um sistema que segrega pessoas as quais vivem à margem da sociedade.
Oposição Se, por um lado, se acredita em menores de dezoito anos, beneficiados pela lei, ascenderem à violência urbana, por outro lado, tem-se a ciência do descaso sofrido por crianças e adolescentes, os quais se encontram nas ruas e drogados. A sociedade e as autoridades precisam entender que a redução da maioridade penal não amenizará a violência nas grandes metrópoles, haja vista a presença de crianças, em morros do Rio de Janeiro, por exemplo armadas.
Pergunta Quem pode afirmar que a redução da maioridade penal será a solução para a violência urbana? A sociedade e as autoridades precisam entender que as crianças e adolescentes brasileiros são marginalizados constantemente. O descaso dado a essas pessoas é o principal responsável pela ascensão da criminalidade juvenil.
Alusão histórica Ha algumas décadas, nas grandes metrópoles, viam-se crianças brincando pelas ruas de futebol, bola de gude, empinando pipa. Hoje, lastimavelmente, vemos crianças e adolescentes brincando de matar com armas de verdade. A violência infanto juvenil acentuo-se, de forma surpreendente, a ponto de acreditarmos na redução da maioridade penal como a solução para o problema da violência urbana.
Injunção O autor tenta fazer com que o leitor tome atitude a partir de uma sequência de comandos por convencimento; ele apresenta ordem, pedido, conselho etc. E por isso há predominância de verbos no imperativo e ordenação seriada das informações.
Receita de pizza 1. Peneire a farinha e o sal em uma tigela grande. Adicione o fermento e misture. 2. Faça um buraco no centro dos ingredientes secos. Despeje a água e o azeite e mexa até formar uma massa mole. 3. Amasse a massa sobre uma superfície levemente enfarinhada, por mais ou menos 10 minutos, até que ela fique lisa e elástica. 4. Coloque a massa em uma tigela untada e cubra com plástico transparente. Deixe-a num local morno para crescer por mais ou menos uma hora, até que ela tenha dobrado de tamanho. 5. Amasse novamente a massa. Coloque-a sobre uma base levemente enfarinhada e amasse por 2 a 3 minutos. Abra a massa como desejado e coloque- a em uma fôrma untada. A massa está pronta para a cobertura.
Diálogo Podemos observar que o texto é constituído por no mínimo dois locutores, que estabelecem um intercâmbio verbal. Ele é organizado de forma a reproduzir uma conversa validada, pois conferem realismo ao diálogo realizado pelos personagens que participam do mesmo espaço e discutem sobre o mesmo tema.
_- E que música prefere o senhor?
Argumentação por exemplos É realizado por meio de exemplos que elucidam ou justificam a ideia apresentada na tese. Um bom exemplo fundamenta a argumentação, pois pode relatar casos que sustentam a tese como verdadeira.
O resultado do referendo fez um bem ao país. Instaurou o império das cabeças desarrumadas, e o Brasil precisa delas. Uma pessoa de cabeça desarrumada é assim: defende a pena de morte e o ensino gratuito nas universidades públicas. É a favor do aborto e se diz católico. Votou Lula em 2002 e José Serra em 2004. É contra as cotas nas universidades e milita numa ONG de defesa da Mata Atlântica. Por desarrumada, essa cabeça pode pensar tudo ao contrário e não faz a menor diferença. A desarrumação determina e incentiva o debate. Opõe-se a um mundo de ideias ordenadas no qual a pessoa deve se preocupar em “pensar direito”, entendendo-se que sempre haverá alguém explicando o que vem a ser “pensar direito”. Houve uma época em que a expressão “raciocinar em bloco” designava, com alguma ironia, inteligências ou culturas privilegiadas, sacerdotes do bem-pensar. Aceitando-se as virtudes do mestre, esperava-se sua opinião e ia-se atrás. Essa atitude tanto pode colocar uma pessoa na condição de discípulo de um grande pensador como pode embalá-la na treva da ignorância. O segundo caso ocorre com maior freqüência. As cabeças arrumadas brasileiras, atraídas pela construção de modelos intelectuais harmônicos, dão pouca atenção ao funcionamento da sociedade. Preferem evitar o assunto. Alguns exemplos: O bem-pensar urbano do Rio de Janeiro legislou que é proibido construir apartamentos com menos de 30 metros quadrados. Coisa de gente muito bem educada. Faltou dizer onde vai morar uma família que não tem dinheiro para essa metragem. Na favela, por certo. A discussão dessa lei de incentivo à favelização está fora do debate urbano carioca. O bem-pensar tributário estabeleceu que os serviços de telefonia devam ser taxados com mãos de ferro, pois vai-se tomar dinheiro do andar de cima para custear investimentos que atenderão ao de baixo. Deu no seguinte: o patrão fala com Paris de graça pelo Skype e a empregada paga R$ 5 por um telefonema de dez minutos para Bangu. Um imposto destinado a buscar justiça produz injustiça, mas o tema está fora da agenda dos teletecas. O bem-pensar diplomático levou Lula a propor uma cruzada mundial contra a fome. Fez isso em Genebra, Paris e Nova York. Passados dois anos, contou que gostaria de arrumar recursos para combater a desnutrição da África, aumentando as taxas de embarque nos aeroportos brasileiros. Falta dizer aos usuários do Galeão que eles
pagam uma das taxas mais altas do mundo, o dobro do que se cobra no Aeroporto Kennedy. Num caso mais farisaico, tome-se o exemplo da legislação penal brasileira. Bem pensada, faz inveja a um advogado sueco. São muitos os doutores que fazem palestras pelo mundo descrevendo essa joia de modernidade. Jamais um ministro da Justiça contará que as maravilhas são parólas. O que vale mesmo é a lei da massa. O bandido que entra na prisão passa a uma nova instância judicial, a de seus pares. Maltratou a mãe? Morre. Estupro? Se não morrer, sofre o que fez. Respeito, só para os estelionatários. No Brasil das cabeças desarrumadas cada tema poderá ser discutido e avaliado isoladamente. Muitas opiniões resultarão contraditórias, mas é esse exercício do juízo individual que enriquece o debate público. Harmonia e nexo podem ser desejáveis, mas é preferível conviver com pessoas de cabeça desarrumada cujas opiniões não formam um nexo final do que aturar gente que tem muito nexo, mas não se responsabiliza pelas opiniões que dá.
Os trechos em negrito são argumentos exemplificativos que têm como objetivo mostrar a veracidade da tese apresentada no primeiro parágrafo ( O resultado do referendo fez um bem ao país. Instaurou o império das cabeças desarrumadas, e o Brasil precisa delas. ), comprovando o posicionamento do autor do texto.
Rio de Janeiro: A notícia é alarmante: Amazon se prepara para vender livros físicos no Brasil. O alarme não se limita à iminente entrada da Amazon no mercado brasileiro de livros, algo que lembrará o passeio de um brotossauro pela Colombo. A ameaça começa pela expressão _ **_livros físicos_** _´´ é o que, a partir de agora, o diferenciará dos livros digitais. Pelos últimos mil anos, dos manuscritos ao incurábulos e aos impressos a laser, os livro têm sido chamados de livros; nunca precisaram de adjetivos para distingui-los dos astrolábios, das guilhotinas ou das cenouras. Quando se dizialivro´´, todos entendiam um objeto de peso e volume, composto de folhas encadernadas, protegidas por papelão ou couro, nos quais se gravaram a tinta palavras ou imagens. Há 200 anos, os livros deixaram de ser privilégios das bibliotecas, públicas ou particulares e passaram a ser vendidas em lojas especializadas, chamadas livrarias. Desde sempre, as livrarias se caracterizam por estantes altas, vendedores atenciosos, uma atmosfera de paz e a ocasional presença de um gato. Foi nelas que leitores e escritores aprenderam a se encontrar e trocar ideias, gerando uma emulação com a qual a cultura teve muito a ganhar. A Amazon dispensa tudo isso. Ela vende livros físicos, mas a partir de um endereço imaterial, nada físico, acessível apenas pela internet. Dispensa as livrarias. Se você se interessar por um livro (certamente recomentado por uma lista de Best- sellers) basta o número do seu cartão de crédito e um clique. Em dois dias, ele estará em suas mãos, e a um preço mais em conta, porque a Amazon não tem gasto com aluguel, escritório, luz, funcionários humanos e nem mesmo a ração do gato. Com sorte, os livros continuarão físicos. Mas os leitores correm o risco de ser reduzidos a um número de cartão de credito e um clique.
Ex.: 1: O modo como o autor desenvolve seu texto sobre a notícia citada: a. Correto : Justifica que se considerem como marcador pelo tom de ironia os segmentos (certamente recomendado por uma lista de Best-seller) e com sorte, os livros continuarão físicos. b. Revela sua diferença pelas bibliotecas públicas ou particulares e a consideração que tem pelas livrarias, como se observa no seguimento há 200 anos, os livros deixarão de serem privilégios das bibliotecas públicas ou particulares e passaram a ser vendidos em lojas especializadas, chamadas livrarias. c. Explica o tom alarmante nele impresso, reconhecível, por exemplo, nos seguimentos ``A notificação é alarmante: Amazon se prepara para vender livros físicos no Brasil e a Amazon dispensa tudo isso.
d. Atesta o tom didático do texto, centrado em divulgar a história do livro e seduzir leitores, como se nota nos últimos mil anos, dos manuscritos. Aos impressos, a lazer, os livros têm sido chamados de livros e se você se interessar por um livro, basta o número do seu cartão de credito e um clique. e. Legitima a hipótese de que defende a busca de lucro pelos empresários ligados a indústria dos livros físicos, como o atestando o segmento a Amazon não tem gasto com aluguel, escritório, luz, funcionários humanos e nem mesmo a ração do gato. Resposta : Alternativa (a) resposta correta : Há marcação de ironia nos segmentos citado, Best-Seller. O mais vendido. O autor ironiza a forma e a indicação do livro: pode ser o mais indicado, o mais vendido, nem por isso o melhor. Mas é chic no momento. O leitor, muitas vezes, o adquire pela figuração da indicação, modismo ou status. Atrás do Best- selles sempre há um belo marketing para c e cultural do livro e teme pela sua sobrevivência. Alternativa (d): O tom no segmento não é didático, mas crítico no sentido de tentar preservar a importância que sempre, historicamente, caracterizou o livro. Alternativa (e): Não há defesa, da busca de lucros, nem a forma usada pelos empresários da indústria dos livros; há, sim, uma irônica alusão ao risco que o marketing eletrônico representa, distante das facilidades do consumo, perda do prazer da busca pelo livro que, através de um clique, que pode transformar-se em mais um mero produto de consumo descartável e perder toda a magia condita na palavra livro.
Trecho do romance Quincas Repito, Sofia comia bem, dormia largo e fofo. Chegara ao fim da missão das Alagoas, com elogios da imprensa; a Atalaia chamou-lhe “o anjo da consolação”. E não se pense que este nome a alegrou, posto que a lisonjeasse; ao contrário, resumindo em Sofia toda a ação da caridade, podia mortificar novas amigas, e fazer-lhe perder em um dia o trabalho de longos meses. Assim se explica o artigo que a mesma folha trouxe no número seguinte, nomeando, particularizando e glorificando as outras comissárias – “estrelas de primeira grandeza”. Nem todas as relações subsistiram, mas a maior parte delas estavam atadas, e não faltava à nossa dona o talento de as tornar definitivas. O marido é que pecava por turbulento, excessivo, derramado, dando bem a ver que o cumulavam de favores, que recebia finezas inesperadas e quase imerecidas. Sofia, para emendá-lo, vexava-o com censuras e conselhos, rindo:
- Você esteve hoje insuportável; parecia um criado. Sofia é que, em verdade, corrigia tudo. Observava, imitava. Necessidade e vocação fizeram-lhe adquirir, aos poucos, o que não trouxera do nascimento nem da fortuna. Cortou as relações antigas, familiares, algumas tão íntimas que dificilmente se poderiam dissolver; mas a arte de receber sem calor, ouvir sem interesse e despedir-se sem pesar, não era das suas menores prendas; e uma por uma se foram indo as pobres criaturas modestas, sem maneiras, nem vestidos, amizades de pequena monta, de pagodes caseiros, de hábitos singelos e sem elevação.
Ex.: 1: Levando em consideração o texto como um todo, assinale a alternativa correta. a. O processo de ascensão social de Sofia e de seu marido não ocorre senão por meio de sobressaltos comportamentais, em que ambos deixam transparecer a simplicidade de modos que os aproxima das “pobres criaturas modestas, sem maneiras, nem vestidos”, de que ambos querem se ver livres – o que leva o marido de Sofia, inclusive, a alguns excessos. b. Pode-se inferir do fragmento como um todo que Sofia engendrou premeditadamente a ascensão social de sua família, sem crises de consciência. Ao contrário do marido, que deixava transparecer o processo pelo qual passava o casal, Sofia adquiriu, por meio da observação atenta, a discrição inerente às famílias abastadas.
c. A relação entre Sofia e o marido é desigual: enquanto este, cujas ações indicam preferência pelas amizades menos abastadas, se confunde com o processo de ascensão social que o casal atravessa, a esposa urde a passagem às relações com amigas ricas, por meio da observação aguda e da atenta imitação, com os cuidados que essas pessoas exigem. d. Correto : O processo de ascensão social experimentado por Sofia e por seu marido é, inicialmente, acidental: um lance de sorte (a publicação da Atalaia, chamando-lhe às amigas de “estrelas de primeira grandeza”) permite ao casal a entrada numa rede fechada de amizades privilegiadas e o abandono de relações passadas. e. Ao afirmar que o marido estava “insuportável”, que “parecia um criado”, Sofia reprocha-lhe os modos que lhe trazem as origens humildes, que destoam das novas amizades que a esposa faz à sua revelia. Também é sem o consentimento do marido que Sofia abandona amaneiradamente os antigos amigos.
O texto literário tem uma dimensão estética, multissignificativa e dinâmica, que possibilita a criação de muitas e novas relações de sentido. Com predomínio da função poética da linguagem, é um meio importante de reflexão sobre a realidade, envolvendo um processo de recriação dessa realidade. Os textos literários exploram bastante, as construções de base conotativa , numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações diferenciadas em seus leitores. Conotação : É um sentido que só advém à palavra numa dada situação figurada, fantasiada, e que, para sua compreensão, depende do texto. Sendo assim, estabelece-se numa determinada construção frasal, uma nova relação entre significante e significado. A produção de um texto literário envolve: Valorizar a forma : O uso literário da língua caracteriza-se por um cuidado com a forma, visando à exploração de recursos que o sistema linguístico oferece, nos planos fônicos, prosódicos, léxico, morfossintático e semântico. Não é o tema, mas a maneira como ele é explorado formalmente que vai caracterizar um texto literário; Reflexão sobre o real : No lugar de apenas informar sobre o real, ou de produzi-las, a expansão literária é usada como um meio de refletir e recriar a realidade, reordenação. Isso dá ao texto literário um caráter ficcional, ou seja, o texto literário interpreta aspectos da realidade efetiva, de forma indireta, recriando o real num plano imaginário. Reconstrução da linguagem : No texto literário o uso estético da linguagem pressupõe criar novas relações entre as palavras, combinando-se as de forma inusitada, singular, revelando novas formas de ver o mundo. Multissignificação : No texto literário, faz um amplo uso de metáforas e metonímias, com o objetivo de despertar no leitor o prazer estético, isto é, o que define seu caráter plurissignificativo. No texto não-literário as relações são mais restritas, tendo em vista, a necessidade de uma informação mais objetiva e direta no processo de documentação da realidade, com predomínio da função referencial da linguagem, e na interação entre os indivíduos, com predomínio de outras funções. O texto não-literário usa bastante as construções de base denotativa. Denotativa : O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários, o chamado sentido real ou verdadeiro.
Exemplo de editorial Em 1952, inspirado nas descrições do viajante Hans Staden, o alemão De Bry desenhou as cerimônias de canibalismo de índios brasileiros. São documentos de alto valor histórico (...). Porém não podem ser vistos como retratos exatos: artista, sob a influência do renascimento, mitigou a violência antropofágica com imagens idealizadas de índios que ganharam traços e corpos esbeltos de europeus. As índias ficaram rechonchudas, como as divas sensuais do pintor holandês Rubens. No sec. XX, o pintor brasileiro Portinari trabalhou o mesmo tema, usando formas densas, rudes e nada idealizadas, Portinari evitou o ângulo da colonização e procurou não fazer julgamentos. A antropologia persegue a mesma coisa: investigar, descrever e interpretar as culturas em toda sua diversidade desconcertante. Assim, ela é capaz de revelar que o canibalismo é uma experiência simbólica e transcendental, jamais alimentar. Até os anos 50, Waris e Kaxinawas comiam pedaços dos corpos dos seus mortos. Ainda hoje, os Ianomâmis misturam as cinzas dos mortos no purê de banana. Ao observar esses rituais, a antropologia aprendeu que, na antropofagia que chegou ao séc., XX, o que há é um ato amoroso e religioso, destinado a ajudar a alma do morto a alcançar os céus. A SUPER, ao contar toda a história a você, pretende superar os olhares, preconceituosos e ampliar o conhecimento que os brasileiros têm do Brasil e estimular o respeito às culturas indígenas. Você vai ver que o canibalismo, para os índios, é tão digno quanto à eucaristia para os católicos. É sagrado. (adaptado de: Superinteressante, agosto, 1997, p.4).
Ex.: 1: Considere as seguintes informações sobre o texto:
1. Segundo o próprio autor do texto, a revista tem como único objetivo tornar o leitor mais informado acerca da história dos índios brasileiros; 2. Este texto introduz um artigo jornalístico sobre o canibalismo entre índios brasileiros; 3. Um dos principais assuntos do texto é a história da arte no brasil. Quais são as CORRETAS? a. Apenas 1; b. Apenas 2; c. Apenas 3; d. Apenas 1 e 3; e. Apenas 2 e 3. Alternativa (1): Ao usar a palavra único devemos ter cuidado com essa palavra, a afirmação reduz o texto, que vai além da ter como único objetivo informar sobre a história dos índios. Alias, não é a historia dos índios, mas sim da antropofagia deles. Alternativa (2) Correta: Traz uma imprecisão, o texto não introduz um artigo jornalístico. Alternativa (3): Está errada, pois a história da arte está longe de ser um dos assuntos principais do texto.