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Interpretação de Textos: Exercícios e Questões (IBGE), Exercícios de Português (Gramática - Literatura)

Interpretação de Textos-230 questões com gabarito.doc

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 14/10/2020

liliane-cristina-barbosa
liliane-cristina-barbosa 🇧🇷

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INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
(IBGE) Texto para as questões 1 a 6:
1º Uma diferença de 3.000 quilômetros e 32 anos de vida separa
as margens do abismo entre o Brasil que vive muito, e bem, e o
Brasil que vive pouco, e mal. Esses números, levantados pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, e pela
Fundação Joaquim Nabuco, de Pernambuco, referem-se a duas
cidades situadas em pólos opostos do quadro social brasileiro.
Num dos extremos está a cidade de Veranópolis, encravada na
Serra Gaúcha. As pessoas que nascem ali têm grandes
possibilidades de viver até os 70 anos de idade. Na outra ponta
fica Juripiranga, uma pequena cidade do sertão da Paraíba. Lá,
chegar à velhice é privilégio de poucos. Segundo o IBGE, quem
nasce em Juripiranga tem a menor esperança de vida do país:
apenas 38 anos.
§2º A estatística revela o tamanho do abismo entre a cidade
serrana e a sertaneja. Na cidade gaúcha, 95% das pessoas são
alfabetizadas, todas usam água tratada e comem, em média,
2.800 calorias por dia. Os moradores de Juripiranga não têm a
mesma sorte. Só a metade deles recebe água tratada, os
analfabetos são 40% da população e, no item alimentação, o
consumo médio de calorias por dia não passa de 650.
§3º O Brasil está no meio do trajeto que liga a dramática
situação de Juripiranga à vida tranqüila dos veranenses. A
média que aparece nas estatísticas internacionais dá conta de
que o brasileiro tem uma expectativa de vida de 66 anos.
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INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

(IBGE) Texto para as questões 1 a 6: 1º Uma diferença de 3.000 quilômetros e 32 anos de vida separa as margens do abismo entre o Brasil que vive muito, e bem, e o Brasil que vive pouco, e mal. Esses números, levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, e pela Fundação Joaquim Nabuco, de Pernambuco, referem-se a duas cidades situadas em pólos opostos do quadro social brasileiro. Num dos extremos está a cidade de Veranópolis, encravada na Serra Gaúcha. As pessoas que nascem ali têm grandes possibilidades de viver até os 70 anos de idade. Na outra ponta fica Juripiranga, uma pequena cidade do sertão da Paraíba. Lá, chegar à velhice é privilégio de poucos. Segundo o IBGE, quem nasce em Juripiranga tem a menor esperança de vida do país: apenas 38 anos. §2º A estatística revela o tamanho do abismo entre a cidade serrana e a sertaneja. Na cidade gaúcha, 95% das pessoas são alfabetizadas, todas usam água tratada e comem, em média, 2.800 calorias por dia. Os moradores de Juripiranga não têm a mesma sorte. Só a metade deles recebe água tratada, os analfabetos são 40% da população e, no item alimentação, o consumo médio de calorias por dia não passa de 650. §3º O Brasil está no meio do trajeto que liga a dramática situação de Juripiranga à vida tranqüila dos veranenses. A média que aparece nas estatísticas internacionais dá conta de que o brasileiro tem uma expectativa de vida de 66 anos.

§4º Veranópolis, como é comum na Serra Gaúcha, é formada por pequenas propriedades rurais em que se planta uva para a fabricação de vinhos. Tem um cenário verdejante. Seus moradores - na maioria descendentes de imigrantes europeus - plantam e criam animais para o consumo da família. Na cidade paraibana, é óbvio, a realidade é bem diferente. Os sertanejos vivem em cenário árido. Juripiranga não tem calçamento e o esgoto corre entre as casas, a céu aberto. Não há hospitais. A economia gira em torno da cana-de-açúcar. Em época de entressafra, a maioria das pessoas fica sem trabalho. §5º No censo de 1980, os entrevistadores do IBGE perguntaram às mulheres de Juripiranga quantos de seus filhos nascidos vivos ainda sobreviviam. O índice geral de sobreviventes foi de 55%. Na cidade gaúcha, o resultado foi bem diferente: a sobrevivência é de 93%. §6º Contrastes como esses são comuns no país. A estrada entre o país rico e o miserável está sedimentada por séculos de tradições e culturas econômicas diferentes. Cobrir esse fosso custará muito tempo e trabalho. (Revista Veja - 11/05/94 - pp. 86-7 - com adaptações)

  1. Os 32 anos referidos no texto como um dos indicadores do abismo existente entre as cidades de Veranópolis e Juripiranga corresponde à diferença entre: a) suas respectivas idades, considerando a época da fundação b) as idades do morador mais velho e do mais jovem de cada cidade

( ) Apesar de afastadas pelas estatísticas, Veranópolis e Juripiranga se unem pelas tradições culturais. ( ) Embora com resultados diferentes, a base da economia das duas cidades é a agricultura. ( ) De seus ancestrais europeus os sertanejos adquiriram as técnicas rurais. A seqüência correta é: a) V - V - V - F - F d) F - F - V - F - V b) V - V - F - F - F e) F - F - V - V - V c) V - V - F - V - F

  1. "Cobrir esse fosso custará muito tempo e trabalho." O fosso mencionado no texto diz respeito ao (à): a) abismo entre as duas realidades b) esgoto que corre a céu aberto c) calçamento deficiente das estradas brasileiras d) falta de trabalho durante a entressafra e) distância geográfica entre os dois pólos
  1. Numa análise geral do texto, podemos classificá-lo como predominantemente: a) descritivo d) narrativo b) persuasivo e) sensacionalista c) informativo
  2. Em "a cidade de Veranópolis, encravada na Serra Gaúcha"... e "A estrada ... está sedimentada por séculos...", os termos sublinhados alterariam o sentido do texto se fossem substituídos, respectivamente, por: a) cravada e assentada d) enfiada e fixada b) fincada e estabilizada e) escavada e realçada c) encaixada e firmada (IBGE) Texto para as questões 7 a 11: A ABOLIÇÃO DO TRÁFICO NEGREIRO

§7º Finalmente, em 1850, o Parlamento brasileiro aprovou a Lei Eusébio de Queirós, que proibia, definitivamente, o tráfico negreiro para o Brasil. (Ana Maria F. da Costa Monteiro e outros. História. Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Educação, 1988, p.181, com pequenas adaptações.)

  1. A leitura dos dois primeiros parágrafos do texto nos permite concluir que: a Inglaterra necessitava da ampliação de mercado consumidor e, portanto, fomentou o fim da escravidão na América. a escravidão na América foi resultado da mecanização da produção na Inglaterra. o capitalismo industrial gerou consumidores marginalizados: os escravos. o Brasil, ao mecanizar sua produção, definiu o fim do tráfico de escravos. A Inglaterra apoiava a escravidão na América porque necessitava dar um salto qualitativo em sua economia.
  2. A expressão "para inglês ver" (5§º) significa que: a) a Inglaterra estava vigiando os navios negreiros

b) o Brasil obedeceu ao Bill Alberdeen, do Parlamento inglês c) os ingleses viram a Lei de 1831, que terminou com o tráfico negreiro d) a Lei de 1831, criada e anunciada aos ingleses, não foi cumprida e) em 1831, a Inglaterra viu que a abolição do tráfico era uma realidade

  1. A Lei de 1831 foi uma tentativa para extinguir o tráfico negreiro porque (§4º): proibia a entrada de negros no país permitia o confisco dos navios negreiros que aqui aportassem dava aos negros o direito à liberdade, desde que a desejassem considerava livres os negros que entrassem no Brasil após aquela data não permitindo que os navios negreiros aportassem, gerava prejuízo aos traficantes
  2. Assinale a afirmativa incorreta a respeito do fim do tráfico de escravos: Levou a economia brasileira ao caos

( ) "Não conseguindo fazer a reposição da energia física e mental, os trabalhadores de baixa renda tornam-se as maiores vítimas de doenças, comprometendo até mesmo a sua força de trabalho. ( ) Quando realizamos um trabalho, gastamos certa quantidade de energia física e mental. ( ) E a situação torna-se ainda mais grave quando o trabalhador se vê forçado a prolongar sua jornada de trabalho a fim de aumentar seus rendimentos e atender às suas necessidades. ( ) Portanto, quanto maior a jornada de trabalho, maior será seu desgaste físico e mental, afetando, desse modo, ainda mais, a sua saúde. ( ) A energia despendida precisa ser reposta através de uma alimentação adequada, do descanso em moradia ventilada e higiênica e outros fatores." (Melhem Adas. Geografia. Vol. 2. São Paulo, Moderna, 1984, p. 33)

A seqüência correta é: a) 3 - 5 - 1 - 4 - 2 d) 1 - 4 - 5 - 3 - 2 b) 3 - 1 - 4 - 5 - 2 e) 2 - 1 - 4 - 5 - 3 c) 2 - 3 - 1 - 5 - 4 (IBGE) Texto para as questões 13 a 16: §1º O Brasil é um país cuja história e cultura foram e seguem sendo uma construção do trabalho de "três raças": os índios, habitantes originais de todo o território nacional, os pretos trazidos da África e os brancos vindos de Portugal a partir de

§2º De acordo com a maioria dos estudiosos do assunto na atualidade, os fragmentos de "contribuição cultural" de diferentes grupos étnicos não são o mais relevante. Pretender mensurar a participação do indígena ou do negro brasileiros em uma cultura dominantemente branca e de remota origem européia, através do seu aporte à culinária, à tecnologia agrícola, ao artesanato, ou à vida ritual do país, é ocultar, sob o manto da pitoresca aparência, aquilo que é fundamentalmente essencial. §3º Isto porque em toda a nação que, como o Brasil, resulta do encontro, dos conflitos e das alianças entre grupos nacionais e étnicos, sempre a principal lição que se pode tirar é o aprendizado da convivência cotidiana com a diferença, com o

  1. Com relação ao parágrafo anterior, o último parágrafo expressa uma: a) advertência d) justificativa b) condição e) oposição c) contradição
  2. O vocábulo "originais" (1º parágrafo) pode ser interpretado como: a) diferentes d) peculiares b) excêntricos e) primitivos c) exóticos
  3. O vocábulo "mensurar" (2º parágrafo) pode ser interpretado como: a) averiguar d) regular b) examinar e) sondar c) medir
  1. (CESGRANRIO) Assinale a opção em que a inversão dos termos altera o sentido fundamental do enunciado: a) Era uma poesia simples / Era uma simples poesia b) Possuía um sentimento vago / Possuía um vago sentimento c) Olhava uma parasita mimosa / Olhava uma mimosa parasita d) Havia um contraste eterno / Havia um eterno contraste e) Vivia um drama terrível / Vivia um terrível drama (TST) As questões de números 18 a 21 baseiam-se no texto que se segue: A racionalidade comunicativa se tornou possível com o advento da modernidade, que emancipou o homem do jugo da tradição e da autoridade, e permitiu que ele próprio decidisse, sujeito unicamente à força do melhor argumento, que proposições são ou não aceitáveis, na tríplice dimensão: da verdade (mundo objetivo), da justiça (mundo social) e da veracidade (mundo subjetivo). Ocorre que simultaneamente com a racionalização do mundo vivido, que permitiu esse aumento de autonomia, a modernidade gerou outro processo de racionalização, abrangendo a esfera do Estado e da Economia, que acabou se automatizando do mundo vivido e se incorporou numa esfera "sistêmica", regida pela razão instrumental. A racionalização sistêmica, prescindido da coordenação comunicativa das ações e impondo aos indivíduos uma coordenação automática, independente de sua vontade, produziu uma crescente perda de liberdade.

c) a instrumental e a da Economia d) a da tradição e a da autoridade e) a da comunicação e a do mundo vivido

  1. A racionalização regida pela razão institucional: a) veio explicar a tradição e a autoridade b) é imprescindível para a comunicação humana c) impõe aos indivíduos a comunicação das ações d) ganhou dimensão maior por causa do Estado e) fez decrescer a liberdade (ETF-SP) Instruções para as questões de números 22 e 23. Essas questões referem-se a compreensão de leitura. Leia atentamente cada uma delas e assinale a alternativa que esteja de acordo com o texto apresentado. Baseie-se exclusivamente nas informações nele contidas. Para fazer uma boa compra no ramo imobiliário, não basta ter dinheiro na mão. É imprescindível que o comprador seja frio, calculista e bem informado. Na hora de comprar um imóvel, a emoção é um dos maiores inimigos de um bom negócio. Assim, por mais que se goste de uma casa, convém manter sempre um certo ar de contrariedade. Se o vendedor perceber qualquer

sinal de emoção, isso poderá custar dinheiro ao comprador. Não é por outra razão que quem compra para especular ou apenas para investir costuma conseguir um melhor negócio do que quem está à procura de um lugar para morar.

  1. Segundo o texto: Os vendedores, via de regra, buscam ludibriar os compradores, e vice-versa. O vendedor costuma aumentar o preço do imóvel quando o comprador não está bem informado sobre o mercado de valores. O mercado imobiliário oferece bons investimentos apenas para quem pretende especular. No ramo imobiliário, uma atitude que aparente indiferença pode propiciar negócio mais vantajoso para o comprador. No mercado imobiliário, o comprador realiza melhor negócio adquirindo uma propriedade de que não tenha gostado muito.
  2. Segundo o mesmo texto: Quanto maior a disponibilidade financeira do comprador, maior a probabilidade de sucesso no negócio imobiliário. Disponibilidade econômica não é o único fator que possibilita a realização de um bom negócio.

que existe uma seqüência cronológica dos fatos um exagero do conectivo que existe uma descontinuidade de fatos que existe uma implicação natural de conseqüência dos dois últimos fatos em relação ao primeiro que existe uma coordenação entre as três orações

  1. A afirmação: "Sete Quedas por nós passaram / E não soubemos amá-las." Faz-nos entender que: a) só agora nos damos conta do valor daquilo que perdemos b) enquanto era possível, não passávamos por Sete Quedas c) Sete Quedas pertence agora ao passado d) Todos, antigamente, podiam apreciar o espetáculo; agora não e) Os brasileiros costumam desprezar a natureza
  2. Na passagem: "E todas sete foram mortas, / E todas sete somem no ar." O uso de todas sete se justifica:

a) como referência ao número de quedas que existiram no rio Paraná b) para representar todo conjunto das quedas que desaparece c) para destacar o valor individual de cada uma das quedas d) para confirmar que a perda foi parcial e) pela necessidade de concordância nominal

  1. (FARIAS BRITO) "Nada há mais velho que a moda, nada mais fácil que a originalidade das desobediências". (João Ribeiro: Páginas de Estética) A palavra sublinhada apresenta conotação: a) de absoluto aplauso d) irônica b) de censura impiedosa e) de irrestrita co-participação c) de constrangido aplauso
  2. (CESCEM) "O homem-momento desempenha, na História, papel semelhante ao do pequeno holandês que tapou com o dedo um buraco no dique, e assim salvou a cidade. Sem querer reduzir o encanto da lenda, podemos salientar que, praticamente, qualquer pessoa naquela situação poderia ter feito o mesmo (...) Aqui, por assim dizer, tropeça-se na grandeza, exatamente como se poderia tropeçar num tesouro que salvasse uma cidade. A grandeza, entretanto, é algo que deve exigir