Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Interpretação de textos - questões comentadas, Provas de Cultura

800 questões de interpretação de textos para concursos.

Tipologia: Provas

Antes de 2010

Compartilhado em 19/01/2010

adrienny-cruz-5
adrienny-cruz-5 🇧🇷

4.5

(8)

1 documento

1 / 436

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Interpretação
de Textos
TEORIA e 800 QUESTÕES COMENTADAS
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48
pf49
pf4a
pf4b
pf4c
pf4d
pf4e
pf4f
pf50
pf51
pf52
pf53
pf54
pf55
pf56
pf57
pf58
pf59
pf5a
pf5b
pf5c
pf5d
pf5e
pf5f
pf60
pf61
pf62
pf63
pf64

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Interpretação de textos - questões comentadas e outras Provas em PDF para Cultura, somente na Docsity!

Interpretação

de Textos

TEORIA e 800 QUESTÕES COMENTADAS

PROVAS E CONCURSOS

Interpretação de Textos

TEORIA E 800 QUESTÕES COMENTADAS

6ª EDIÇÃO

Apresentação

NÃO DEIXE DE LER!

A interpretação de textos, tão comum em provas de Português, sempre foi um martírio para os alunos ou candidatos a concursos públicos ou vestibulares.

A dificuldade é geral e, com certeza, oriunda da falta de treinamento. As pessoas têm pouca disposição de mergulhar no texto; elas conseguem, obviamente, lê-lo, mas não aprofundam a leitura, não extraem dele aquelas informações que uma leitura superficial, apressada, não permite.

Ao tentar resolver o problema, as pessoas buscam os materiais que julgam poder ajudá-las. Caem, então, no velho vício de ler teoria em excesso, estudar coisas que nem sempre dizem respeito à compreensão e interpretação dos textos. Cansadas, não fazem o essencial: ler uma grande quantidade de textos — e tentar interpretá-los.

Este livro que chega às suas mãos é extremamente prático. A teoria apresentada é pequena, mas deve ser estudada com boa vontade e disposição de aprender. Depois, você vai encontrar uma enorme quantidade de textos, 112, para ser preciso. São 815 questões, mais de 4000 itens, todos comentados.

Fundamental é que você os leia na ordem em que são apresentados, resolvendo com atenção máxima as questões propostas. Começa-se por textos muito curtos, uma ou duas linhas, e vai-se aumentando, tanto em tamanho quanto em dificuldade. Cabe ainda ressaltar que não tivemos a preocupação de distinguir interpretação de compreensão. Levando-se em conta o objetivo da obra, isso seria absolutamente inútil.

Não tenha medo da interpretação de textos. Como qualquer outra atividade intelectual, ela pede paciência e boa vontade. Não tente fazer apressadamente, pois isso prejudicará o seu estudo. Talvez o mais difícil seja começar. Depois, acredite, vem o progresso, objetivo maior de todos nós.

O Autor

PAGE VI

PAGE VI

Sumário

  • Parte 1 GENERALIDADES
  • Capítulo 1 Explicações preliminares
  • Capítulo 2 Denotação e conotação. Figuras
  • Capítulo 3 Coesão e coerência. Conectores
  • Capítulo 4 Tipologia textual
  • Capítulo 5 Significação das palavras
  • Capítulo 6 A prática
  • Parte 2 INTERPRETAÇÃO I
  • Parte 3 INTERPRETAÇÃO II
  • Parte 4 GABARITO E COMENTÁRIOS
    • Gabarito
    • Comentários
  • BIBLIOGRAFIA

PARTE I

GENERALIDADES

  1. Utilização de termos anafóricos, isto é, que remetem a outros já citados no texto.

Ex.: Paulo e Antônio já saíram. Paulo foi ao colégio; Antônio, ao cinema. Paulo e Antônio já saíram. Aquele foi ao colégio; este, ao cinema.

Aquele = Paulo este = Antônio

  1. Troca de termo verbal por nominal, e vice-versa.

Ex.: É necessário que todos colaborem. É necessária a colaboração de todos. Quero o respeito do grupo. Quero que o grupo me respeite.

  1. Omissão de termos facilmente subentendidos.

Ex.: Nós desejávamos uma missão mais delicada, mais importante. Desejávamos missão mais delicada e importante.

  1. Mudança de ordem dos termos no período.

Ex.: Lendo o jornal, cheguei à conclusão de que tudo aquilo seria esquecido após três ou quatro meses de investigação. Cheguei à conclusão, lendo o jornal, de que tudo aquilo, após três ou quatro meses de pesquisa, seria esquecido.

  1. Mudança de voz verbal

Ex.: A mulher plantou uma roseira em seu jardim. (voz ativa) Uma roseira foi plantada pela mulher em seu jardim. (voz passiva analítica)

Obs.: Se o sujeito for indeterminado (verbo na 3ª pessoa do plural sem o sujeito expresso na frase), haverá duas mudanças possíveis.

Ex.: Plantaram uma roseira. (voz ativa) Uma roseira foi plantada. (voz passiva analítica) Plantou-se uma roseira. (voz passiva sintética)

  1. Troca de discurso

Ex.: Naquela tarde, Pedro dirigiu-se ao pai dizendo: - Cortarei a grama sozinho. (discurso direto) Naquela tarde, Pedro dirigiu-se ao pai dizendo que cortaria a grama sozinho. (discurso indireto)

  1. Troca de palavras por expressões perifrásticas (vide perífrase, no capítulo seguinte) e vice-versa

Ex.: Castro Alves visitou Paris naquele ano. O poeta dos escravos visitou a cidade luz naquele ano.

  1. Troca de locuções por palavras e vice-versa:

Ex.: O homem da cidade não conhece a linguagem do céu. O homem urbano não conhece a linguagem celeste. Da cidade e do céu são locuções adjetivas e correspondem aos adjetivos urbano e celeste. É importante conhecer um bom número de locuções adjetivas. Consulte o assunto em nosso livro Redação para Concursos.

Numa paráfrase, vários desses recursos podem ser utilizados concomitantemente, além de outros que não foram aqui referidos, mas que a prática nos

PAGE 452

apresenta. O importante é ler com extrema atenção o trecho e suas possíveis paráfrases. Se perceber mudança de sentido, a reescritura não pode ser considerada uma paráfrase. Há muitas questões de provas baseadas nisso. Vamos então fazer um exercício. Leia com atenção o trecho abaixo e anote a alternativa em que não ocorre uma paráfrase. O homem caminha pela vida muitas vezes desnorteado, por não reconhecer no seu íntimo a importância de todos os instantes, de todas as coisas, simples ou grandiosas. a) Freqüentemente sem rumo, segue o homem pela vida, por não reconhecer no seu íntimo o valor de todos os instantes, de todas as coisas, sejam simples ou grandiosas. b) Não reconhecendo em seu âmago a importância de todos os momentos, de todas as coisas, simples ou grandiosas, o homem caminha pela vida muitas vezes desnorteado. c) Como não reconhece no seu íntimo o valor de todos os momentos, de todas as coisas, sejam elas simples ou não, o homem vai pela vida freqüentemente desnorteado. d) O ser humano segue, com freqüência, vida afora, sem rumo, porquanto não reconhece, em seu interior, a importância de todos os instantes, de todas as coisas, simples ou grandiosas. e) O homem caminha pela vida sempre desnorteado, por não reconhecer, em seu mundo íntimo, o valor de cada momento, de cada coisa, seja ela simples ou grandiosa. O trecho foi reescrito cinco vezes. Utilizaram-se vários recursos. Em quatro opções, o sentido é rigorosamente o mesmo. Tal fato não se dá, porém, na letra e, que seria o gabarito. O texto original diz que “o homem caminha pela vida muitas vezes desnorteado...”, contudo a reescritura nos diz “sempre desnorteado”. Ora, muitas vezes é uma coisa, sempre é outra, bem diferente. Observações a) Tenha cuidado com a mudança de posição dos termos dentro da frase. Palavras ou expressões podem alterar profundamente o sentido de um texto. Ex.: Encontrei determinadas pessoas naquela cidade. Encontrei pessoas determinadas naquela cidade. Na primeira frase, determinadas é um pronome indefinido, equivalente a certas, umas, algumas; na segunda, é um adjetivo e significa decididas.

b) Cuidado também com a pontuação, que costuma passar despercebida.

Ex.: A criança agitada corria pelo quintal. A criança, agitada, corria pelo quintal. Na primeira frase, o adjetivo agitada indica uma característica da criança, algo inerente a ela, isto é, trata-se de uma pessoa sempre agitada. Na segunda, as vírgulas indicam que a criança está agitada naquele momento, sem que necessariamente ela o seja no seu dia-a-dia.

PAGE 452

Muitas vezes, as perguntas de interpretação se voltam para o emprego denotativo ou conotativo dos vocábulos. E mais: o entendimento global do texto pode depender disso. Leia-o, pois, com atenção. A leitura atenta é tudo.

III) Figuras de linguagem

As figuras constituem um recurso especial de construção, valorizando e embelezando o texto. Há questões de provas, inclusive em concursos públicos, que cobram, direta ou indiretamente, o emprego adequado da linguagem figurada. Vejamos as mais importantes, que você não pode desconhecer. Elas não serão, aqui, agrupadas de acordo com sua natureza: de palavras, de pensamento e de sintaxe. Não há importância nessa distinção, para interpretarmos um texto.

1) Comparação ou simile

Consiste, como o próprio nome indica, em comparar dois seres, fazendo uso de conectivos apropriados.

Ex.: Esse liqüido é azedo como limão. A jovem estava branca qual uma vela.

2) Metáfora

Tipo de comparação em que não aparecem o conectivo nem o elemento comum aos seres comparados.

Ex.: “Minha vida era um palco iluminado...” (Minha vida era alegre, bonita etc. como um palco iluminado.) Tuas mãos são de veludo. (Entenda-se: mãos macias como o veludo) “A vida, manso lago azul...” (Júlio Salusse)

(Neste exemplo, nem o verbo aparece, mas é clara a idéia da comparação: a vida é suave, calma como um manso lago azul.)

3) Metonímia

Troca de uma palavra por outra, havendo entre elas uma relação real, concreta, objetiva. Há vários tipos de metonímia.

Ex.: Sempre li Érico Veríssimo, (o autor pela obra) Ele nunca teve o seu próprio teto. (a parte pelo todo) Cuidemos da infância. (o abstrato pelo concreto: infância / crianças) Comerei mais um prato. (o continente pelo conteúdo) Ganho a vida com meu suor. (o efeito pela causa)

4) Hipérbole

Consiste em exagerar as coisas, extrapolando a realidade.

Ex.: Tenho milhares de coisas para fazer. Estava quase estourando de tanto rir. Vive inundado de lágrimas.

5) Eufemismo

É a suavização de uma idéia desagradável. Chamado de linguagem diplomática.

PAGE 452

Ex.: Minha avozinha descansou. (morreu) Ele tem aquela doença. (câncer) Você não foi feliz com suas palavras. (foi estúpido, grosseiro)

6) Prosopopéia ou personificação

Consiste em se atribuir a um ser inanimado ou a um animal ações próprias dos seres humanos.

Ex. A areia chorava por causa do calor. As flores sorriam para ela.

7) Pleonasmo

Repetição enfática de um termo ou de uma idéia.

Ex.: O pátio, ninguém pensou em lavá-lo. (lo = O pátio) Vi o acidente com olhos bem atentos. (Ver só pode ser com os olhos.)

8) Anacoluto

É a quebra da estruturação sintática, de que resulta ficar um termo sem função sintática no período. É parecido com um dos tipos de pleonasmo.

Ex.: O jovem, alguém precisa falar com ele.

Observe que o termo O jovem pode ser retirado do texto. Ele não se encaixa sintaticamente no período. Caso disséssemos Com o jovem, teríamos um pleonasmo: com o jovem = com ele.

9) Antítese

Emprego de palavras ou expressões de sentido oposto.

Ex.: Era cedo para alguns e tarde para outros. “Não és bom, nem és mau: és triste e humano.” (Olavo Bilac)

10) Sinestesia

Consiste numa fusão de sentidos.

Ex.: Despertou-me um som colorido. (audição e visão) Era uma beleza fria. (visão e tato)

11) Catacrese

É a extensão de sentido que sofrem determinadas palavras na falta ou desconhecimento do termo apropriado. Essa extensão ocorre com base na analogia. Por isso, ela é uma variação da metáfora.

Ex.: Leito do rio. Dente de alho. Barriga da perna. Céu da boca.

Curiosas são as catacreses constituídas por verbos: embarcar num trem, enterrar uma agulha no dedo etc. Embarcar é entrar no barco, não no trem; enterrar é entrar na terra, não no dedo.

12) Hipálage

Adjetivação de um termo em vez de outro.

Ex.: O nado branco dos cisnes o fascinou, (brancos são os cisnes)

PAGE 452

16) Assíndeto

Ausência de conectivo. É um tipo especial de elipse, que é a omissão de qualquer termo.

Ex.: Entrei, peguei o livro, fui para a rede. Ligando as duas últimas orações, deveria aparecer a conjunção e.

17) Polissíndeto

Repetição da conjunção, geralmente e.

Ex.: “Trejeita, e canta, e ri nervosamente.” (Padre Antônio Tomás) “E treme, e cresce, e brilha, e afia o ouvido, e escuta.” (Olavo Bilac)

18) Zeugma

Omissão de um termo, geralmente verbo, empregado anteriormente. Variação da elipse.

Ex.: “A moral legisla para o homem; o direito, para o cidadão.” (Tomás Ribeiro) “São estas as tradições das nossas linhagens; estes os exemplos de nossos avós.” (Herculano)

Obs.:Na primeira frase, está subentendida a forma verbal legisla; na segunda, são.

19) Apóstrofe

Chamamento, invocação de alguém ou algo, presente ou ausente. Corresponde ao vocativo da análise sintática.

Ex.: “Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?!” (Castro Alves) “Erguei-vos, menestréis, das púrpuras do leito!” (Guerra Junqueiro)

20) Ironia

Consiste em dizer-se o contrário do que se quer. É figura muito importante para a interpretação de textos.

Ex.: “Moça linda bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta, um amor.” (Mário de Andrade)

Observe que, após chamar a moça de burra, o poeta encerra a estrofe com um aparente elogio: um amor.

21) Hipérbato

É a inversão da ordem dos termos na oração ou das orações no período.

Ex.: “Aberta em par estava a porta.” (Almeida Garrett) “Essas que ao vento vêm Belas chuvas de junho!” (Joaquim Cardozo)

22) Anástrofe

Variante do hipérbato. Consiste em se inverter a ordem natural existente entre o termo determinado (principal) e o determinante (acessório).

PAGE 452

Ex.: Sentimos do vento a carícia. Determinado: a carícia Determinante: do vento

Obs.: Nem sempre é simples a distinção entre hipérbato e anástrofe. Há certa discordância entre os especialistas do assunto.

23) Onomatopéia

Palavra que imita sons da natureza.

Ex.: O ribombar dos canhões nos assustava. Não agüentava mais aquele tique-taque insistente. “Não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano.” (Machado de Assis)

24) Aliteração

Repetição de fonemas consonantais.

Ex.: Nem toda tarefa é tão tranqüila. “Ruem por terra as emperradas portas.” (Bocage) “Os teus grilhões estrídulos estalam.” (Raimundo Correia)

Obs.: Nos dois últimos exemplos, as aliterações procuram reproduzir, sons naturais, constituindo-se também em onomatopéias.

25) Enálage

Troca de tempos verbais.

Ex.: Se você viesse, ganhava minha vida mais entusiasmo, Agora que murcharam teus loureiros Fora doce em teu seio amar de novo.” (Álvares de Azevedo)

Obs.: Na primeira frase, ganhava está no lugar de ganharia; na segunda, fora substitui seria.

PAGE 452

Carlos trouxe o memorando e o entregou ao chefe.

O = memorando (referente)

2) Pronomes possessivos

Ex.: Pedro, chegou a sua maior oportunidade.

Sua = Pedro (de Pedro)

3) Pronomes demonstrativos

Os demonstrativos estão entre os mais importantes conectores da língua portuguesa. Freqüentemente se criam questões de interpretação ou compreensão com base em seu emprego. Veja os casos seguintes.

a) O filho está demorando, e isso preocupa a mãe.

Isso = O filho está demorando.

b) Isto preocupa a mãe: o filho está demorando.

Isto = o filho está demorando.

Parecidos, não é mesmo? A diferença é que isso (esse, esses, essa, essas) é usado para fazer referência a coisas ou fatos passados no texto. Isto (este, estes, esta, estas) refere-se a coisas ou fatos que ainda aparecerão. Embora se faça uma certa confusão hoje em dia, o seu emprego adequado é exatamente o que acabamos de expor.

c) O homem e a mulher estavam sorrindo. Aquele porque foi promovido; esta por ter recebido um presente.

Aquele = homem

esta = mulher

Temos aqui uma situação especial de coesão: evitar a repetição de termos por meio do emprego de este (estes, esta, estas) e aquele (aqueles, aquela, aquelas). Não se usa, aqui, o pronome esse (esses, essa, essas). Com relação ao exemplo, a palavra aquele refere-se ao termo mais afastado (homem), enquanto esta, ao mais próximo (mulher). Semelhante correlação também pode ser feita com numerais (primeiro e segundo) ou com pronomes indefinidos (um e outro).

4) Pronomes indefinidos

Ex.: Naquela época, os homens, as mulheres, as crianças, todos acreditavam na vitória.

todos = homens, mulheres, crianças

5) Pronomes relativos

Ex.: Havia ali pessoas que me ajudavam.

que = pessoas

No caso do pronome relativo, o seu referente costuma ser chamado de antecedente.

6) Pronomes interrogativos

PAGE 452

Ex.: Quem será responsabilizado? O rapaz do almoxarifado, por não ter conferido os materiais.

Quem = rapaz do almoxarifado

7) Substantivos

Ex.: José e Helena chegaram de férias. Crianças ainda, não entendem o que aconteceu com o professor.

Crianças = José e Helena

8) Advérbios

Ex.: A faculdade ensinou-o a viver. Lá se tornou um homem.

Lá = faculdade

9) Preposições

As preposições ligam palavras dentro de uma mesma oração. Em casos excepcionais, ligam duas orações. Elas não possuem referentes no texto, simplesmente estabelecem vínculos.

Ex.: Preciso de ajuda.

Morreu de frio.

Nas duas frases, a preposição liga um verbo a um substantivo. Na primeira, em que introduz um objeto indireto (complemento verbal com preposição exigida pelo verbo), ela é destituída de significado. Diz-se que tem apenas valor relacional. Na segunda, em que introduz um adjunto adverbial, ela possui valor semântico ou nocional, uma vez que a expressão que ela inicia tem um valor de causa. Veja, a seguir, os principais valores semânticos das preposições.

  • De causa

Ex.: Perdemos tudo com a seca.

  • De matéria

Ex.: Trouxe copos de papel.

  • De assunto

Ex.: Falavam de política.

  • De fim ou finalidade

Ex.: Vivia para o estudo.

  • De meio

Ex.: Falaram por telefone.

  • De instrumento

Ex.: Feriu-se com a tesoura.

  • De condição

Ex.: Ele não vive sem feijão.

PAGE 452