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Introdução à Cinemática: Conceitos Básicos e Aplicações, Esquemas de Física

Uma introdução aos conceitos fundamentais da cinemática, como posição, velocidade e aceleração. Aborda a relação entre esses conceitos e a representação gráfica do movimento, incluindo a interpretação de gráficos de posição versus tempo e velocidade versus tempo. O documento também explora a aceleração média e instantânea, bem como a relação entre aceleração e posição. Além disso, são apresentados exemplos práticos para ilustrar os conceitos abordados.

Tipologia: Esquemas

2024

Compartilhado em 27/09/2024

maria-ines-barros
maria-ines-barros 🇵🇹

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Física I – apontamentos
1. Movimento a uma dimensão – retilíneo
1.1 - Movimento
No movimento unidimensional, o movimento dá-se ao longo de uma linha reta (a
trajetória pode ser vertical, horizontal ou inclinada, mas deve ser retilínea) e são as
forças que alteram o movimento.
1.2 - Posição e deslocamento
A posição é onde o objeto se encontra e o deslocamento é a mudança de uma posição x1
para uma posição x2:
x=x2x1
Um resultado positivo indica que o movimento é no sentido positivo e um resultado
negativo indica que o movimento é no sentido negativo.
No deslocamento o número de metros percorridos é irrelevante. Só é necessário a
posição final e a posição inicial.
É uma grandeza vetorial (possui um módulo e uma orientação). O módulo é a distância
entre as posições final e inicial e a orientação que pode ser representada por um sinal
positivo ou negativo se o movimento for retilíneo.
Nota:
Grandezas escalares: possuem apenas um valor numérico. São especificadas por um
número com uma unidade.
Grandezas vetoriais: possuem um valor numérico (módulo) e uma orientação (ex: cima,
baixo...)
1.3- Velocidades
Uma forma de descrever a posição de um objeto é desenhar um gráfico da posição x em
função do tempo t, ou seja, um gráfico x(t) (posição no eixo do y e tempo no eixo do x).
Um objeto no estado estacionário mantém sempre a posição para todos os tempos.
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Física I – apontamentos

  1. Movimento a uma dimensão – retilíneo

1.1 - Movimento

No movimento unidimensional, o movimento dá-se ao longo de uma linha reta (a

trajetória pode ser vertical, horizontal ou inclinada, mas deve ser retilínea) e são as

forças que alteram o movimento.

1.2 - Posição e deslocamento

A posição é onde o objeto se encontra e o deslocamento é a mudança de uma posição x

para uma posição x2:

∆ x=x 2 −x 1

Um resultado positivo indica que o movimento é no sentido positivo e um resultado

negativo indica que o movimento é no sentido negativo.

No deslocamento o número de metros percorridos é irrelevante. Só é necessário a

posição final e a posição inicial.

É uma grandeza vetorial (possui um módulo e uma orientação). O módulo é a distância

entre as posições final e inicial e a orientação que pode ser representada por um sinal

positivo ou negativo se o movimento for retilíneo.

Nota:

Grandezas escalares: possuem apenas um valor numérico. São especificadas por um

número com uma unidade.

Grandezas vetoriais: possuem um valor numérico (módulo) e uma orientação (ex: cima,

baixo...)

1.3- Velocidades

Uma forma de descrever a posição de um objeto é desenhar um gráfico da posição x em

função do tempo t, ou seja, um gráfico x(t) (posição no eixo do y e tempo no eixo do x).

Um objeto no estado estacionário mantém sempre a posição para todos os tempos.

Velocidade média é a razão entre o deslocamento e o intervalo de tempo durante o qual

esse deslocamento ocorre:

V

média

∆ x

∆ t

x 2 −x 1

t 2 −t 1

m/s

A velocidade média também é uma grandeza vetorial caracterizada por um módulo, uma

direção e um sentido.

O declive do gráfico posição em função do tempo é a velocidade média que é o módulo

da grandeza. Se o valor da velocidade média for:

☆. Positivo – a reta está inclinada para cima da esquerda para a direita.

☆. Negativo – a reta está inclinada para baixo da direita para a esquerda.

Velocidade escalar média (grandeza escalar) S ecalar

distânciatotal

∆ t

Na velocidade escalar média o que conta é o número de metros percorridos,

independentemente da direção.

Velocidade instantânea

A velocidade instantânea mede a rapidez com o qual o objeto de move num determinado

instante. Daí chamar-se velocidade instantânea ou simplesmente velocidade.

v= lim

∆ t → 0

∆ x

∆ t

dx

dt

A velocidade é a derivada de x em ordem a t.

É uma grandeza vetorial e por isso possui um sentido e uma direção.

1.4 - Aceleração

Quando a velocidade de uma partícula varia diz-se que a partícula sofreu uma

aceleração ou que foi acelerada.

Para movimentos ao longo de um eixo determina-se a aceleração média

a média

∆ v

∆ t

v 2 −v 1

t 2 −t 1

Aceleração instantânea ou aceleração

a=

dv

dt

m/s

2

Aceleração constante

Quando a aceleração é constante a aceleração e a aceleração média são iguais:

a=a média

v−v 0

t− 0

Onde v 0

é a velocidade no instante zero. Assim:

v=v 0

  • at
E

v média

x−x 0

t − 0

x=x 0

  • v média

t

Fazendo a média aritmética da velocidade média e fazendo substituições, obtém-se:

x−x 0

=v 0

t +

a t

2

x−x 0

=vt−

a t

2

Estas equações são utilizadas para resolver qualquer problema onde a aceleração seja

constante.

Aceleração em queda livre: a aceleração em queda livre é igual ao valor da constante

gravitacional.

1.5 – Integração de gráficos em análise de movimento

Quando temos o gráfico da aceleração de um objeto em função do tempo, podemos

integrar o gráfico para obter a velocidade do objeto em qualquer instante dado. Como a

aceleração é definida em termos da velocidade como a=^

dv

dt

então:

v 1

−v 0

t 0

t 1

a dt

Este integral pode ser calculado a partir do gráfico a(t) e é a área entre a curva de

aceleração e o eixo dos tempos t0 e t1. Quando a curva da aceleração está acima do eixo

do x, a área é positiva, mas quando está abaixo do eixo do x, é negativa.

Da mesma forma podemos obter a posição, mas num gráfico v(t), pois

v=

dx

dt

x 1

−x 0

t 0

t 1

v dt

  1. Vetores

Um vetor é utilizado para descrever o movimento de uma partícula em qualquer

trajetória.

2.1. Soma de vetores

Para somar dois vetores a ⃗^ e

(^) b fazemos coincidir a origem de

(^) bcom a extremidade de a ⃗.

O deslocamento total é o vetor soma ⃗s.

a⃗ +

b= ⃗s

d= ⃗a−

b

Quando colocamos um sinal de menos antes do vetor, o vetor muda de sentido.

2.2. Componentes de Vetores

Como alternativa à soma comum de vetores temos uma técnica que requer que os

vetores sejam representados num sistema de coordenadas retangulares.

Uma componente de um vetor é a projeção do vetor em um eixo. Na figura abaixo,

a xé a

componente do vetor a ⃗^ em relação ao eixo x^ e a componente

a y é a componente em

relação ao eixo do y.

Uma componente de um vetor de um vetor tem o mesmo sentido que o vetor. Na figura

a x

e a^ y

são componentes positivas porque a ⃗ aponta no sentido positivo dos eixos. Na

figura seguinte vemos que o vetor

(^) b tem uma componente positiva b x

e uma

componente negativa a^ y

2.4. Multiplicação de vetores

Multiplicação de um vetor por um escalar

Quando multiplicamos um vetor ⃗a por um escalar s, obtemos um outro vetor cujo

módulo é o produto do módulo de a ⃗ pelo valor absoluto de s, cuja direção é a mesma de

a⃗ e o sentido é o mesmo de ⃗a se s for positivo e o sentido oposto se s for negativo.

Para dividir a ⃗ por s, multiplicamos pelo inverso de s.

Multiplicação de um vetor por um vetor

Existem duas formas de multiplicar um vetor por um vetor: produto escalar cujo

produto é um escalar e o produto vetorial cujo resultado é um vetor.

Produto escalar

a ⃗.

b=abcosϕ

Onde a e b são os módulos dos vetores e ϕ^ é o ângulo entre os vetores. Existem dois

ângulos possíveis entre os vetores, ϕ^ e 2 π^ −ϕ.

O produto escalar pode ser considerado como o produto de duas grandezas: o

módulo de um dos vetores e a componente escalar do outro vetor em relação ao

primeiro.

Por exemplo na figura seguinte, a ⃗^ tem uma componente escalar em relação a

b e

essa componente pode ser determinada traçando uma perpendicular a

(^) b que passe

pela extremidade de a ⃗. Assim

(^) b possui uma componente escalar bcosϕ em relação a

a⃗. Podemos então aplicar a fórmula

⃗ a.

b=(^ a)^ (^ bcosϕ)=‖a‖‖b‖. cos ( a⃗.

b)

Produto vetorial

⃗ a ×

b= ⃗c=absenϕ

Onde ϕ^ é o menos dos ângulos entre (^) ⃗a

b.

Se a ⃗^ e

b forem paralelos ou antiparalelos, então a ⃗ ×

b= 0. O módulo

de ⃗a ×

b é máximo quando a ⃗^ e

b são perpendiculares.

A direção de c ⃗^ é perpendicular ao plano definido por (^) a ⃗ e

b.

Podemos escrever o produto vetorial sob a forma de matriz e calcular o determinante:

^

i

^

j

^

k

a x

a y

a z

b x

b y

b z

  1. Movimento em duas e três dimensões

A localização de uma partícula pode ser especificada através do vetor posição

r⃗ =x

^

i+ y

^

j+ z

^

k. Onde x, y e z são as componentes escalares e^ x^

^

i, y

^

j e (^) z

^

k são as

componentes vetoriais.

Quando uma partícula se move, o vetor posição varia:

Δ r=(x 2 −x 1 )

^

i+( y 2 − y 1 )

^

j+(z 2 −z 1 )

^

k

Velocidade média V média

∆ r

∆ t

Δ xi+∆ yj+ ∆ zk

∆ t

Velocidade instantânea

⃗^ v=^

d r⃗

dt

Para calcular a velocidade instantânea num certo instante fazemos o tempo tender para

zero:

⃗^ v=lim

t → 0

d ⃗r

dt

Análise do movimento projétil

a. Movimento uniforme (a=0)

Como não existe aceleração na direção horizontal, a componente horizontal

v x

permanece inalterada e igual ao valor inicial durante toda a trajetória, então

v x

=v 0 x

x=x 0

+v 0 x

t

x=x 0

+( v ¿¿ 0 cosθ)t ¿

b. Movimento uniformemente variado (a=k)

y= y 0

  • v 0 x

t−

g t

2

y=(v 0

senθ)t−

g t

2

A componente vertical da velocidade está dirigida para cima inicialmente e o

módulo diminui progressivamente até se anular, exatamente no ponto mais alto

da trajetória. Logo após este momento, a componente vertical da velocidade

muda de sentido e o módulo passa a aumentar com o tempo.

c. Equação da trajetória

y=xtanθ −

g x

2

2 (v 0

cosθ)

2

d. Alcance

O alcance de um projétil é a distância horizontal percorrida pelo projétil até

voltar à altura inicial (altura de lançamento).

A=v 0

g

sen 2 θ

Esta equação não fornece a distância horizontal percorrida pelo projétil quando

a altura final é diferente da altura de lançamento.

e. Altura máxima

x m á x

v 0

2

senθcosθ

g

y m á x

v 0

2

senθ

2

g

3.2. Movimento circular uniforme

Descreve uma circunferência ou um arco de circunferência com velocidade escalar

constante (uniforme). A partícula está acelerada porque há variação a direção da

velocidade muda.

A velocidade está sempre na direção tangente à circunferência e tem o mesmo sentido

que o movimento. A aceleração está sempre na direção radial e aponta para o centro da

circunferência. Por esta razão, a aceleração associada ao movimento circular uniforme é

designada aceleração centrípeta:

a=

v

2

r

Onde r é o raio da circunferência e v a velocidade da partícula.

Segundo a primeira lei de newton, mesmo que um corpo seja submetido a várias forças,

se a resultante dessas forças for zero, então o corpo não tem aceleração.

4.1.2 Massa

Uma dada força produz acelerações diferentes consoante a massa de um corpo. Um

corpo de menos massa, adquire maior aceleração.

A massa é definida como sendo uma propriedade que relaciona uma força que age sobre

o corpo à aceleração resultante.

4.2. Segunda Lei de Newton

A força resultante que age sobre um corpo é igual ao produto da massa pela aceleração.

F

res

=m a⃗

A componente da aceleração em relação a um dado eixo é causada apenas pela soma das

componentes das forças em relação a esse eixo.

Se a força resultante que age sobre um corpo é nula, então a aceleração também é nula,

se o corpo está em repouso, permanece em repouso e se está em movimento continua a

mover-se com velocidade constante.

Um sistema é formado por um ou mais corpos e qualquer força exercida sobre os corpos

do sistema por corpos que não pertençam ao sistema designa-se por força externa. Se os

corpos estão ligados um ao outro podemos tratar o sistema como um único corpo e a

força resultante a que está submetido esse corpo é a soma vetorial das forças externas

(não incluímos as forças internas, ou seja, as forças entre dois corpos pertencentes ao

sistema).

Também podemos relacionar a força resultante externa que age sobre um sistema à

aceleração do sistema através da segunda lei de Newton.

4.3. Outras forças

Força gravitacional: força que atrai um corpo verticalmente para baixo, em direção ao

centro da Terra.

F

g

=mg

Peso: é o módulo da força necessária para impedir que o corpo caia livremente, medida

em relação ao solo, ou seja, para equilibrar a força gravitacional que a Terra exerce.

Assim duas forças pelo menos atuam no corpo: uma força gravítica dirigida para baixo e

uma força de módulo P, que aponta para cima e que equilibra a força gravitacional:

P−F

g

=m

O peso de um corpo é igual ao módulo da força gravítica que age sobre o corpo.

P=mg

Força normal: Quando um corpo exerce força sobre uma superfície, a superfície

empurra o corpo com uma força normal, que é perpendicular à superfície.

Tração: Quando uma corda é presa a um objeto e é esticada, aplica-se uma força de

tração orientada ao longo da corda. A tensão da corda é o módulo T da força exercida

sobre o corpo.

A massa da corda é considerada desprezível.

Quando alguém puxa a corda, a força de tração exercida entre a mão e a corda é a

mesma que é exercida entre a corda e o objeto:

No caso c, a força resultante da corda em torno da bobine é 2T.

4.4. Terceira Lei de Newton

Quando dois corpos interagem, as forças que cada corpo exerce sobre o outro são iguais

em módulo e têm sentidos opostos.

A terceira lei aplica-se para corpos em repouso ou em movimento.

  1. Energia

6.1. Energia cinética

A energia cinética é a energia associada ao estado de movimento de um objeto. Quanto

mais depressa o objeto se move, maior é a energia cinética. Quando um objeto está em

repouso, a energia cinética é nula.

K=

mv

2

( joules)

6.2. Trabalho (aplicado a uma força constante)

É a transferência de energia para um objeto ou de um objeto através de uma força que é

aplicada no objeto. Quando a energia é transferida para o objeto, o trabalho é positivo,

quando a energia é transferida pelo objeto, o trabalho é negativo.

W =F

x

d

Só realiza trabalho a componente da força paralela ao eixo do x.

F

x

=Fcosϕ

Assim:

W =Fdcosϕ

O trabalho realizado por uma força é positivo se a força possui uma componente

vetorial no sentido do deslocamento e negativo se a força possui uma componente

vetorial no sentido oposto ao do deslocamento. Se a força não possui uma componente

vetorial na direção do deslocamento, o trabalho é nulo.

6.3. Teorema do trabalho e da energia cinética

E. cinética final = E. cinética inicial + trabalho executado

Se o trabalho total realizado sobre a partícula é positivo, a energia cinética da partícula

aumenta de um valor igual ao trabalho realizado.

Se o trabalho é negativo, a energia cinética da partícula diminui de um valor igual ao

trabalho realizado.

6.4. Trabalho realizado pela força gravítica

w g

=mgdcosϕ

Durante a subida

F

g tem o sentido contrário ao do deslocamento, assim^

ϕ = 180 º, assim,

o sinal negativo indica que durante a subida o objeto perde velocidade, uma vez que a

força gravítica remove energia da energia cinética:

w g

=−mgd

Quando o objeto atinge uma altura máxima e começa a descer, o àngulo é zero:

w g

=mgd

6.4. Força elástica

A força elástica é uma força variável, exercida por uma mola.

F

elástica

=−k ∆ x

É negativa porque o sentido da força elástica é sempre oposto ao sentido do

deslocamento.

K é a constante elástica e quanto maior o valor de k, maior é a força exercida pela mola

para um dado deslocamento.

Se x é positivo, a mola está alongada para a direita e se x for negativo, a mola está

alongada para a esquerda.

Trabalho realizado pela força elástica

W =

k x i

2

k x f

2