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Introdução AVEI, Notas de estudo de Fisioterapia

AVEI Acidente vascular encefalico isquemico

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 23/09/2013

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michael-maschio-11 🇧🇷

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ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO HEMORRÁGICO
MASCHIO, M1
RESUMO
Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE) é
uma perda repentina da função cerebral resultante do rompimento do suprimento sanguíneo
para uma parte do cérebro. Segundo mostrado em estudos, esse evento é a maior causa de
morte no Brasil e a principal causa de lesão permanente em adultos. O acidente vascular
cerebral é classificado em duas grandes categorias: o AVC isquêmico e o hemorrágico.
Objetivos: Aplicar a avaliação funcional, compreender o caso da paciente através do quadro
clínico apresentado e desenvolver o melhor tratamento embasado na literatura, buscando
melhorar as capacidades funcionais da paciente e adequá-la para a realização de suas
atividades de vida diária. Metodologia: A avaliação e o tratamento foram realizados na
Clinica Escola de Pesquisa e Atendimento de Fisioterapia – CEPAF da Universidade do Oeste
de Santa Catarina, Campus de Joaçaba com a paciente T. M. S, sexo feminino, com 72 anos
de idade, da cidade de Herval D’Oeste – SC, com diagnóstico clínico de Acidente Vascular
Encefálico Hemorrágico. Conclusão: Concluímos que a abordagem do tratamento de um
paciente com Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico deve ser bem estruturada, mas
adaptada a condição da paciente com esta patologia, a distribuição, a evolução dos sintomas
e o contexto em que se desenvolve a doença. O tratamento realizado demonstrou-se
compatível com o que a literatura nos mostra e eficaz desde que haja continuidade para que se
tornem mais visíveis os resultados.
Palavras chaves: Acidente vascular encefálico hemorrágico. Fisioterapia. Reabilitação
Joaçaba, 2009.
Universidade do Oeste de Santa Catarina – campus Joaçaba.
Área das Ciências Biológicas e da Saúde
¹ Acadêmico do curso de fisioterapia da Universidade do Oeste de Santa Catarina Campus Joaçaba.
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ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO HEMORRÁGICO

MASCHIO, M 1

RESUMO

Introdução : O acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE) é uma perda repentina da função cerebral resultante do rompimento do suprimento sanguíneo para uma parte do cérebro. Segundo mostrado em estudos, esse evento é a maior causa de morte no Brasil e a principal causa de lesão permanente em adultos. O acidente vascular cerebral é classificado em duas grandes categorias: o AVC isquêmico e o hemorrágico. Objetivos : Aplicar a avaliação funcional, compreender o caso da paciente através do quadro clínico apresentado e desenvolver o melhor tratamento embasado na literatura, buscando melhorar as capacidades funcionais da paciente e adequá-la para a realização de suas atividades de vida diária. Metodologia : A avaliação e o tratamento foram realizados na Clinica Escola de Pesquisa e Atendimento de Fisioterapia – CEPAF da Universidade do Oeste de Santa Catarina, Campus de Joaçaba com a paciente T. M. S, sexo feminino, com 72 anos de idade, da cidade de Herval D’Oeste – SC, com diagnóstico clínico de Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico. Conclusão: Concluímos que a abordagem do tratamento de um paciente com Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico deve ser bem estruturada, mas adaptada a condição da paciente com esta patologia, a distribuição, a evolução dos sintomas e o contexto em que se desenvolve a doença. O tratamento realizado demonstrou-se compatível com o que a literatura nos mostra e eficaz desde que haja continuidade para que se tornem mais visíveis os resultados.

Palavras chaves : Acidente vascular encefálico hemorrágico. Fisioterapia. Reabilitação

Joaçaba, 2009. Universidade do Oeste de Santa Catarina – campus Joaçaba. Área das Ciências Biológicas e da Saúde

¹ Acadêmico do curso de fisioterapia da Universidade do Oeste de Santa Catarina Campus Joaçaba.

INTRODUÇÃO

O acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE) é uma perda repentina da função cerebral resultante do rompimento do suprimento sanguíneo para uma parte do cérebro. Segundo mostrado em estudos, esse evento é a maior causa de morte no Brasil e a principal causa de lesão permanente em adultos. O acidente vascular cerebral é classificado em duas grandes categorias: o AVC isquêmico e o hemorrágico (SMELTZER e BARE 2005).

O AVC isquêmico é causado por uma obstrução de uma das artérias cerebrais principais, por um ateroma ou êmbolos que são levados do coração a vasos doentes do pescoço. Dentro deste podemos citar o AVC embólico (êmbolos que podem vir do coração, de uma trombose da artéria carótida interna, ou de uma placa de ateroma do seio carotídeo) e o AVC trombótico (placas de ateroma e a hipertensão interagem para produzir infartos cerebrovasculares (RYERSON, 1994). O AVC hemorrágico ocorre nas partes profundas do cérebro sendo causado freqüentemente por um aneurisma, ou seja, pela ruptura de vasos sanguíneos, onde há o extravasamento de sangue, resultando em um hematoma que pode se alastrar. É freqüentemente causado também por uma doença cardíaco-renal hipertensivo, e por uma pressão sangüínea elevada. Pode haver como reação dores de cabeça fortes, vômitos, perda de consciência (ADAMS et al, 1987, SANTOS et al_._ , 2005)

Este tipo de lesão é uma das principais causas das sequelas neurológicas apresentando déficits motores como a hemiplegia (perda total da função motora de um hemicorpo) ou hemiparesia (perda parcial da função motora), podendo estar associada a outras sequelas como afasia e alterações viso-espaciais. Esta lesão traz conseqüências difíceis de serem solucionadas, tanto no aspecto físico, psíquico, social e econômico, sendo considerado, também causa de morte chegando a 4,6 milhões a cada ano e três quartos destas mortes ocorrem em países em desenvolvimento. (UMPHRED, 1994)

MATERIAL E MÉTODO

Paciente T. M. S do gênero feminino, 72 anos de idade, etnia branca, da cidade de Herval D’ Oeste que procurou atendimento fisioterápico na Clínica Escola de Fisioterapia (CEPAF) da Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC), com diagnóstico clinico de Acidente vascular Encefálico Hemorrágico.

A avaliação fisioterapêutica foi realizada por uma terapeuta que constou de anamnese, exame físico, exame neurológico e avaliação funcional. O instrumento avaliativo utilizado foi à ficha de avaliação de acidente vascular encefálico da CEPAF.

Durante a anamnese foram colhidas informações a respeito da história da doença pregressa (HDP), história da doença atual (HDA), a queixa principal (QP) do paciente, historia de antecedentes familiares (HF), investigou-se também se o paciente faz uso de algum medicamento (HM).

No exame físico foi avaliado, a força muscular utilizando a escala de 0-5, sendo 0 ausência de contração muscular e 5 quando o paciente realiza o movimento contra a gravidade e contra-resistência, presença de dor, contraturas e deformidades.. No exame

neurológico foi avaliada a sensibilidade superficial e profunda, o equilíbrio estático e dinâmico, coordenação motora dinâmica e estática e trocas posturais. Na avaliação funcional, questionou-se sobre a realização das atividades da vida diária.

Os objetivos do tratamento foram ganho de mobilidade e flexibilidade, fortalecimento de MMSS do lado bom, melhora da biomecânica da cintura escapular e umeral, facilitar e orientar nas AVDS, melhorar a funcionalidade de tronco, reeducar quanto à postura e evitar atrofia muscular.

RESULTADOS

Durante a anamnese a paciente relatou que apresenta seguidamente episódios de convulsão, faz uso de Gadernal® (anticonvulsivante) 1x por dia, antes de dormir, sente dor na região da cabeça do úmero do lado direito quando realiza muitos movimentos e para alívio da dor faz o uso de Dipirona®. Apresenta membro superior esquerdo plégico devido AVE, dificultando suas AVD's. (Atividades de Vida Diária). Há pouco mais de 1 mês apresentou ameaça de um novo AVE, encaminhada pelo

anestesiada, a dolorosa é normal e tátil tem hipoestesia em todo o membro. O equilíbrio estático e o dinâmico é normal, a coordenação estática e dinâmica também é normal, nas trocas posturais rola com dificuldade, usa mais o lado plégico devido ao medo que a prótese se desloque e comece a doer, senta-se apoiando levemente com lado direito, passa para em pé apoiando-se com os MMSS, sobrecarregando mais o lado plégico (E), o que faz com que se desequilibre. Quanto as AVD’s a paciente consegue realizar varias atividades, algumas com mais dificuldades.

Os objetivos do tratamento são ganho de mobilidade e flexibilidade, fortalecimento do MSD, melhora da biomecânica da cintura escapular e umeral, facilitar e orientar nas AVD`s, melhorar a funcionalidade de tronco, reeducação postural e evitar atrofia muscular.

DISCUSSÃO

Segundo a própria paciente ela apresenta crises convulsivas e por esse motivo faz uso de medicamento diariamente, de acordo com SIMON (2005) o Acidente Vascular que afeta o córtex cerebral, produz convulsão em 5% a 15% dos pacientes. O uso do fenobarbital, princípio ativo do Gardenal® é um barbitúrico com propriedades anticonvulsivantes, devido à sua capacidade de elevar o limiar de convulsão.

Após o AVE, os pacientes apresentam alterações sensitivas, cognitivas e motoras como fraqueza muscular, espasticidade, padrões anormais de movimento e descondicionamento físico. Esses déficits podem limitar a capacidade de realizar tarefas funcionais como deambular, fazer compras, subir escadas e autocuidar-se. Essas limitações podem contribuir para uma pobre auto-estima, depressão, isolamento social e deterioração física. (JUDGE, UNDERWOOD, GENOSA, 1993)

Imediatamente após o AVC há perda do tônus muscular referido como paralisia flácida, o tônus muscular tende a aumentar gradualmente e a espasticidade, a se instalar. A espasticidade caracteriza-se pelo aumento da resistência ao alongamento passivo e é dependente da velocidade do alongamento, está associada à exacerbação dos reflexos tendinosos, sendo uma das seqüelas mais comuns presentes nas lesões do sistema nervoso central. (DUNCAN, RICHARDS, WALLACE, 1998 apud TEIXEIRA-SALMELA et al , 2000).

A paciente apresenta o tônus hipertônico espástico, a espasticidade apresenta reflexos exacerbados e seus membros permanecem em flexão ou extensão, podendo associar-se a uma adução com rotação interna do segmento tendendo a permanecer fechado em torno do tronco, e seus movimentos são duros e sem plasticidade. No tratamento devem-se evitar movimentos bruscos e de resistência sendo importante que se incentive a execução de movimentos seletivos com o máximo de simetria tanto de um lado quanto do outro. (SANTOS, 2005).

No membro superior esquerdo a paciente apresenta contraturas e deformidades, as contraturas e deformidades resultantes de um AVE decorrem da perda de movimentos, espasticidade e posicionamento inadequado. São frequentes contraturas do punho e dedos e no membro inferior contraturas em flexão plantar. (O’SULLIVAN e SCHMITZ, 1993)

geral e evitar ou minimizar o risco de lesões musculotendíneas. (O’SULLIVAN e SCHMITZ,

A diminuição da força está relacionada a vários fatores mensuráveis e pode ser definida como a diminuição da habilidade de gerar um momento de força sobre a articulação, uma deficiência na potência do músculo, ou diminuição do trabalho realizado pelo músculo. (ALONSO et al , 2002)

A fraqueza é encontrada em 80 a 90% dos pacientes que sofreram AVC. O grau de fraqueza pode variar entre a incapacidade total de conseguir alguma contração visível e os comprometimentos mensuráveis na geração de força. (O’SULLIVAN e SCHIMITZ, 2005).

Apesar das evidências da fraqueza muscular e das conseqüentes limitações funcionais em hemiplégicos, o fortalecimento muscular não tem sido amplamente utilizado na reabilitação desses pacientes em razão do receio, não comprovado cientificamente, de exacerbação da restrição imposta pelo músculo espástico e de reforço dos padrões anormais de movimento. Entretanto, trabalhos mais recentes que empregaram programas de fortalecimento muscular e/ou condicionamento aeróbio em pacientes hemiplégicos demonstraram ser possível obter ganhos no desempenho motor e funcional sem alterar o grau de espasticidade. (TEIXEIRA-SALMELA et al. , 2003)

Foi utilizada também no tratamento da paciente a estimulação elétrica neuromuscular, a EENM, foi considerada segura e efetiva no tratamento de atrofia de desuso. Além disso, é útil na manutenção da amplitude de movimento e na reeducação muscular. (STAUB et al. 2005).

A estimulação elétrica neuromuscular tem sido usada em pacientes que estão se recuperando de AVE, a fim de facilitar os ganhos de controle motor voluntário, força muscular e redução da espasticidade. Provou-se que a EENM aumenta a capacidade que o músculo tem de exercer força ao ativar preferencialmente as unidades motoras de contração rápida. (O’SULLIVAN e SCHIMITZ, 2005)

As orientações fisioterapêuticas são de grande importância na recuperação funcional do hemiplégico, pois é uma forma de ajudar estas pessoas e seus familiares a executarem tarefas do dia-a-dia de forma segura e correta preservando a integridade física e melhorando a qualidade de vida de ambos. (BOCCHI, 2006)

Foi usada com a paciente também a mobilização escapular, pois ela apresentava dor no ombro direito ao realizar os movimentos globais desta articulação alem de restrição de movimentos. A mobilização é uma técnica de terapia manual que tem como principal objetivo mobilizar superfícies articulares de forma a atingir um determinado efeito terapêutico, podendo este ser de aumento das amplitudes articulares como a diminuição de dor. (KISNER e COLBY, 2004)

A dor geralmente está associada ao estiramento dos músculos e ligamentos, devido ao posicionamento incorreto e forma inadequada de levantar, combinados com uma escápula imóvel, alteração do plano da articulação entre a escápula e úmero, fraqueza muscular e ligamentos frouxos, pinçamento do manguito rotador e o não alinhamento entre as superfícies ósseas entre a escápula e o úmero. (UMPHRED, 2004).

A substituição artroplástica do ombro tem sido realizada com menor freqüência que a do quadril ou joelho, porém, é o tratamento de escolha para várias doenças degenerativas, bem como para certas seqüelas de lesões traumáticas da extremidade proximal do úmero

Quanto à prótese de úmero as indicações são quando a osteoartrite, artrite reumática grave, dano físico severo e/ou fraturas graves. Já as contra-indicações são em casos de infecções, lesões nervosas, lesão muscular ou músculo inativo, problemas neuromusculares, e/ou perda de suprimento sanguíneo. (ELKIND e SACCO, 1998)

A artroplastia no tratamento das fraturas graves da extremidade proximal do úmero é um procedimento atualmente clássico e que se traduz em bons resultados em relação ao alívio da dor e satisfação dos pacientes, mas com resultados insatisfatórios quando analisamos a amplitude de movimentos ativos e força muscular. Devido a esses resultados insatisfatórios, a literatura recente tem tendência a indicar, para algumas fraturas graves, a reconstrução articular, preferencialmente com síntese mínima (ELLMAN e KAYS, 1991)

REFERÊNCIAS

ADAMS, G. F et al. Os aspectos clínicos dos acidentes cerebrais. In: DOWNIE, P.A Neurologia para fisioterapeutas. 4 o^ ed, São Paulo: Panorâmica, 1987.

ALONSO et al. Análise cinemática da marcha em pacientes hemiparéticos. Revista FisioBrasil , São Paulo, n.55, p.06-17, set./out. 2002.

ANDRÉ, Charles. Manual de AVC. 2°ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2006

ARAÚJO, A. P. S., SILVA, P. C. F., MOREIRA, R. C. P. S., BONILHA, S. F. Prevalência dos fatores de risco em pacientes com acidente vascular encefálico atendidos no setor de neurologia da clínica de fisioterapia da UNIPAR, campus sede. Arq. Ciênc. Saúde Unipar, Umuarama, v. 12, n. 1, p. 35-42, jan./abr. 2008.

ELKIND MS, SACCO RL. Stroke risk factors and stroke prevention. Semin Neurol 18:

419-40, 1998

ELLMAN H., KAY S.P.: Arthroscopic subacromial decompression for chronic impingement

  • Two to five years results. J Bone Joint Surg 73: 395- 398, 1991

HASAN SS et al. Characteristics of unsatisfactory shoulder arthroplasties. J Shoulder Elbow Surg. 2002;11(5):431-

RYERSON, S.D. Hemiplegia resultante de dano ou doença vascular. In: UNPHRED,D.A. Fisioterapia neurológica. 2 O^ .ed,São Paulo: Manole,1994.

SMELTZER S.C, BARE B.G Tratado de enfermagem médico-cirúrgico. 10ª Ed. Rio de Janeiro. Ganabara koogan, 2005.

SANTOS, S. L. M. Fisioterapia na equoterapia: analise de seus efeitos sobre o portador de necessidades especiais .São Paulo: Idéias e Letras, 2005.

SANTOS, Raimundo Rodrigues et al. Manual de socorro de emergências. 1°ed. São Paulo: Atheneu, 2005.

STAUB, Ana L. P. et al. Efeitos da estimulação elétrica neuromuscular em pacientes com paralisia cerebral do tipo diplegia espástica. Revista Fisioterapia Brasil , Porto Alegre, v.6, n.1, p.6-9, jan./fev. 2005

STOKES, M. Neurologia para fisioterapeutas. 1ª Ed São Paulo. Premier, 2000.

TEIXEIRA-SALMELA, Luci F. et al. Fortalecimento muscular e condicionamento físico em hemiplégicos. Acta Fisiátrica 7(3): 108-118 2000.

UMPHRED, Darcy. A. Fisioterapia Neurológica, 2ª Ed. São Paulo. Manole 1994.

UMPHRED , Darcy A. Reabilitação neurológica. 2. Ed. São Paulo: Manole, 2004