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Para aproveitar ao máximo a capacidade calorífica da construção, recomenda-se que as placas FLOORMATE sejam aplicadas sob a soleira ou sob a laje (conforme o ...
Tipologia: Provas
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Produto conforme as novas disposições meio ambientais Europeias (EC 2037/2000)
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Esta publicação fornece informação sobre as placas de isolamento térmico em poliestireno extrudido (XPS) FLOORMATE, e constitui um guia para o desenho e execução de pavimentos isolados termicamente com estes materiais, tanto em obra nova como em reabilitação.
Nos edifícios, as perdas de calor através dos pavimentos poderão atingir 20% das perdas totais, valor efectivamente importante e que justifica um cuidado especial em relação ao comportamento térmico dos pavimentos, quer sejam pavimentos em contacto com o terreno (soleira), sobre espaços de ar ventilados (laje sanitária), directamente sobre espaços não úteis ou exteriores. A temperatura superficial do solo poderá ser bastante inferior à temperatura ambiente interior de conforto, o que provoca, em edifícios com pavimentos não isolados, falta de conforto e aumenta consideravelmente o risco de condensação superficial. A forma mais fácil e eficiente de evitar o desconforto e o risco de condensações consiste em isolar termicamente o pavimento com um material de isolamento térmico adequado para esta aplicação.
De acordo com o tipo de utilização do edifício, os pavimentos estarão sujeitos a diferentes tipos de solicitações, para as quais deve estar preparado o material de isolamento térmico. Assim, podem ser distinguidos essencialmente três tipos de pavimentos: ››› Pavimentos residenciais ou comerciais, nos quais as acções de compressão são reduzidas. FLOORMATE – Isolamento térmico de pavimentos
››› Pavimentos industriais e com circulação de veículos ligeiros, nos quais as acções de compressão são consideráveis. ››› Pavimentos industriais especiais e com circulação de veículos pesados, nos quais as acções de compressão são muito elevadas.
O isolamento térmico poderá ser colocado: ››› Sobre o suporte do pavimento. ››› Sob o suporte do pavimento. ››› Sobre o terreno (nos casos de pavimentos térreos).
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O Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE), Decreto-Lei no 40/ de 6 de Fevereiro, foi o primeiro instrumento legal que em Portugal impôs requisitos ao projecto de edifícios novos e de grandes remodelações, de forma a salvaguardar as necessidades de conforto sem recurso a consumos excessivos de energia, assim como garantir a minimização de efeitos patológicos derivados de condensações nos elementos da envolvente. No entanto, a alteração de alguns pressupostos que serviram de base a este diploma (tal como o aumento de exigências a nível de conforto e o crescente recurso a equipamentos de climatização), assim como a necessidade de melhorar a qualidade dos edifícios de forma a reduzir os seus consumos de energia e consequentes emissões de gases que contribuem para o aquecimento global, levaram a que este regulamento fosse revisto sendo as exigências actualizadas para o contexto energético actual. Esta revisão é também um requisito da directiva 2002/91/CE do parlamento europeu referente à eficiência energética dos edifícios. A revisão acima referida, deu origem ao “novo” Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE)
Zona climática inverno
Zona climática I1 I2 I Uref. Umáx Uref. Umáx Uref.^ Umáx Elementos exteriores em zona corrente (pavimentos) 0,50 1,25 0,45 1,00 0,40^ 0, Elementos interiores em zona corrente (tectos ou pavimentos) 1,00 1,65 0,90 1,30 0,80^ 1,
Valores dos coeficientes de transmissão térmica U (W/m^2 °C), de referência e máximos admissíveis. Envolvente horizontal
No Anexo IX do RCCTE são indicados os valores dos coeficientes de transmissão térmica U, de referência e máximos admissíveis, em função das zonas climáticas (definidas no Anexo III) e do tipo de envolvente.
Os valores de U acima mencionados são facilmente satisfeitos na envolvente opaca horizontal de edifícios utilizando placas de isolamento térmico FLOORMATE, e considerando todas as soluções construtivas de pavimentos.
INÉRCIA TÉRMICA: Para aproveitar ao máximo a capacidade calorífica da construção, recomenda-se que as placas FLOORMATE sejam aplicadas sob a soleira ou sob a laje (conforme o caso). Pelas suas propriedades, não se alterará a sua resistência térmica, ainda que em contacto com o terreno e, assim colocadas colaboram com toda a eficácia possível para o melhor aproveitamento da inércia térmica do edifício, contribuindo para a estabilização da temperatura interior face às variações da temperatura exterior, permitindo ainda evitar o risco de ocorrência do fenómeno de condensação.
O método que permite analisar o risco de ocorrência de condensação baseia-se no desenho dos gráficos de perfil de temperaturas e de pressão de vapor (pressão de saturação e pressão real) correspondentes ao pavimento. O procedimento de cálculo está descrito na norma europeia EN 13788, baseada, por sua vez, na norma alemã DIN 4108 (diagrama GLASER de pressões de vapor). A informação necessária para a realização deste cálculo é a seguinte: ››› temperatura e condições higrotérmicas interiores e exteriores.
››› espessura de cada camada componente do pavimento. ››› condutibilidade térmica (ou resistência térmica) de cada camada componente do pavimento. ››› resistência à difusão do vapor de água de cada camada componente do pavimento.
Utilizando esta informação é possível obter o perfil de pressão de vapor através do pavimento. Se a linha de pressão real cruzar ou tocar a linha de pressão de saturação, haverá lugar a condensação no pavimento. Cabe realçar que, quanto maior for a resistência à passagem de vapor de água de um material isolante, menor será o risco de condensação. As placas de isolamento térmico FLOORMATE apresentam, como todos os produtos STYROFOAM, a resistência à passagem de vapor das mais elevadas de todos os isolamentos térmicos correntemente empregues em construção (factor μ = 100 a 200). Se for prevista a instalação de uma camada impermeável (como por exemplo um filme de polietileno), é aconselhável a sua aplicação sobre as placas FLOORMATE, como forma de se evitar o risco de condensação. No caso de uma câmara frigorífica, a “face quente” do isolamento será a exterior (e não a interior), pelo que esta camada impermeável, a ser aplicada, deverá sê-lo sob as placas FLOORMATE. Desta forma, o fluxo de vapor, que toma a direcção interior-exterior (direcção contrária em câmaras frigoríficas), é detido ou demorado num plano que se mantém quente e, portanto, onde o valor da temperatura não chegará ao valor da temperatura do ponto de orvalho, pelo que não haverá condensação.
O pavimento será isolado termicamente com placas rígidas de poliestireno extrudido (XPS) FLOORMATE 200-A com x mm de espessura, com uma condutibilidade térmica declarada (λD) de 0.035 W/mK, uma resistência mínima à compressão de 200 kPa, uma absorção de água por imersão inferior a 0.7% em volume e classificação de reacção ao fogo Euroclasse E. A execução e instalação do isolamento térmico observará as condições específicas (colocação do isolamento sobre ou sob o suporte, sobre o terreno e respectivos cuidados de aplicação específicos) (figs. 01, 02 e 03).
O pavimento será isolado termicamente com placas rígidas de poliestireno extrudido (XPS) FLOORMATE 500-A com x mm de espessura, com uma condutibilidade térmica declarada (λD) de 0.036 W/mK, uma resistência mínima à compressão de 500 kPa, uma absorção de água por imersão inferior a 0.7% em volume e classificação de reacção ao fogo Euroclasse E. A execução e instalação do isolamento térmico observará as condições específicas (colocação do isolamento sobre ou sob o suporte, sobre o terreno e respectivos cuidados de aplicação específicos).
O pavimento será isolado termicamente com placas rígidas de poliestireno extrudido (XPS) FLOORMATE 700 com x mm de espessura, com uma condutibilidade térmica declarada (λD) de 0.036 W/mK, uma resistência mínima à compressão de 700 kPa, uma absorção de água por imersão inferior a 0.5% em volume e classificação de reacção ao fogo B1. A execução e instalação do isolamento térmico observará as condições específicas (colocação do isolamento sobre ou sob o suporte, sobre o terreno e respectivos cuidados de aplicação específicos). Ter em atenção a necessidade de especificação de STYROFOAM IB-A nos casos de pavimentos isolados sob o suporte com revestimento aderido, ou WALLMATE CW-A nos casos de pavimentos isolados sob o suporte com revestimento não-aderido (tipo tecto falso).
➄
➃
➂
➁ ➀
➀ Revestimento ➁ Argamassa ➂ Camada de areia
➃ FLOORMATE 200-A ➄ Laje
Figura 01 >> Isolamento térmico sobre laje
➀ Revestimento ➁ Argamassa ➂ Camada de areia ➃ FLOORMATE 200
➄ Soleira de betão ➅ Camada de gravilha ➆ Terreno
Figura 02 >> Isolamento térmico sobre soleira
➆
➅
➄
➃
➂
➁➀
➀ Revestimento ➁ Argamassa ➂ Camada de areia ➃ Soleira de betão
➄ Filme de Polietileno ou similar ➅ FLOORMATE 200 ➆ Terreno
Figura 03 >> Isolamento térmico sob soleira
➆
➅
➄
➃
➂
➁ ➀
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As placas FLOORMATE são directamente apoiadas sobre a laje ou soleira sem necessidade de qualquer fixação. Devem ficar bem juntas para que não existam juntas abertas, e ser dispostas com juntas transversais desencontradas. A superfície de apoio das placas não deve apresentar irregularidades que impeçam a sua correcta aplicação. Quando necessário, poder-se-á estender uma camada de pequena espessura de areia fina para regularização. Esta camada de areia pode também ter a função de nivelar o piso em caso de passagem de canalizações ou tubagens. Nos pavimentos com acabamento aderido, é necessária a aplicação de um filme de polietileno (ou similar) sobre as placas de isolamento para evitar a passagem de aguadilhas de argamassa que, em contacto com o suporte, formariam pontes térmicas.
Pavimentos residenciais ou comerciais: ››› nos casos de acabamentos assentes em argamassas ou betonilhas, esta camada de assentamento deverá ter 40 mm como espessura mínima. ››› nos casos de acabamentos ligeiros ou colados recomenda-se a execução de uma argamassa de 30 mm de espessura armada com uma malha de 220 g/m^2.
Pavimentos industriais e com circulação de veículos: sobre a camada de isolamento térmico deve ser aplicado um filme de polietileno (ou similar), sobre o qual se executa uma betonilha armada com especificações e espessura adequadas ao tipo de utilização e solicitações do pavimento.
Figura 04 Figura 05 Figura 06
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Aquecimento por piso radiante
➀ Revestimento ➁ Argamassa ➂ Camada de areia ➃ Sistema de aquecimento
➄ Lâmina de alumínio (opcional) ➅ FLOORMATE 200-A ➆ Laje Figura 11 >> Isolamento em pavimentos aquecidos
➆
➅ ➄
➃
➂
➁
➀
Câmaras frigoríficas (fig. 12): Dadas as elevadas cargas, tanto estáticas como dinâmicas, específicas de uma câmara frigorífica, são aplicadas placas de isolamento térmico com maior resistência à compressão FLOORMATE 500-A ou FLOORMATE 700-A. Tendo em conta o elevado gradiente de pressão de vapor (sobretudo em câmaras de congelação), deve ser aplicada uma barreira pára-vapor na face exterior do isolamento térmico (“face quente” tomando a estação de Inverno como referência), tendo em conta que a temperatura dentro da câmara será inferior à temperatura exterior.
Nos pavimentos em contacto com o exterior ou com zonas interiores não-úteis, a camada de isolamento térmico pode ser aplicada sob a laje ou suporte. As placas FLOORMATE são fixas à face inferior da laje através de quatro fixações mecânicas (adequadas para poliestireno extrudido - XPS) por placa. No entanto, nos casos de pavimentos não térreos em contacto com o exterior ou com zonas interiores não-úteis, e em que se execute um acabamento para além da aplicação do isolamento térmico, o material de isolamento térmico mais adequado poderá não ser FLOORMATE, mas sim STYROFOAM IB-A ou ROOFMATE TG-A, dependendo da aplicação específica: ››› em aplicações de isolamento térmico sob o suporte e com revestimento aderido, serão utilizadas placas STYROFOAM IB-A. Para mais informações de instalação, consultar a informação técnica “Soluções STYROFOAM, WALLMATE CW-A, STYROFOAM IB-A, Isolamento térmico de paredes e correcção de pontes térmicas”. ››› em aplicações de isolamento térmico sob o suporte e com revestimento não-aderido (tipo tecto falso), serão utilizadas placas ROOFMATE TG-A. Para mais informações de instalação, consultar a informação técnica “Soluções STYROFOAM, ROOFMATE PT-A, ROOFMATE TG-A, Isolamento térmico de coberturas inclinadas”.
Nas situações de pavimentos térreos com uma laje sanitária, e quando não seja possível, por falta de espaço de trabalho, a aplicação do isolamento térmico sob a laje após a betonagem, pode recorrer-se a placas STYROFOAM IB-A aplicadas na cofragem. Para mais informações de instalação, consultar a informação técnica “Soluções STYROFOAM, WALLMATE CW-A, STYROFOAM IB-A, Isolamento térmico de paredes e correcção de pontes térmicas”.
Pavimentos aquecidos (fig. 11): As placas FLOORMATE são dispostas como indicado no capítulo “Instalação sobre laje ou soleira”. Sobre o isolamento térmico é aplicado o sistema de aquecimento do pavimento, quer seja eléctrico ou à base de água quente.
Como forma de serem evitadas quaisquer perdas de calor, o pavimento deve estar isolado termicamente no encontro de topo com todos os elementos verticais (paredes, etc.). Este isolamento é realizado com FLOORMATE.
Na maior parte das situações, e dada a exigência de grandes espessuras de isolamento térmico, são aplicadas duas camadas de placas FLOORMATE, sobrepostas com juntas desencontradas. Para evitar a eventual congelação do terreno sob o pavimento, poderá ser necessário equacionar a execução de uma soleira aquecida ou de uma caixa-de-ar devidamente ventilada entre o isolamento térmico e o terreno. O acabamento de pavimento sobre as placas FLOORMATE deve ter especificações e espessura adequadas ao tipo de utilização e solicitações do pavimento da câmara frigorífica.
➀ Laje de betão ➁ FLOORMATE 500-A/ FLOORMATE 700-A
➂ Barreira pára-vapor ➃ Soleira aquecida (opcional) ➄ Terreno Figura 12 >> Isolamento de pavimentos em câmaras frigoríficas
➄
➃
➂
➁
➀
Pavimentos de naves industriais
Pavimentos de câmaras frigoríficas
Em pavimentos de naves industriais, e dependendo do tipo de cargas e solicitações específicas da função do edifício, deve ser equacionado um sistema de isolamento térmico e de acabamento do pavimento adequados. Dependendo das cargas à compressão, o isolamento térmico será em placas FLOORMATE 500-A ou FLOORMATE 700-A. Os métodos de aplicação e execução seguem as indicações e recomendações acima descritas.
FLOORMATE 500-A / FLOORMATE 700-A – Parques de estacionamento
FLOORMATE 500-A / 700-A, pavimentos especiais
Nas coberturas planas que tenham por função adicional constituir parque de estacionamento, as placas para isolamento térmico de coberturas planas invertidas ROOFMATE SL-A não dispõem de resistência à compressão suficiente. Assim, devem ser utilizadas placas FLOORMATE 500-A ou FLOORMATE 700-A (de acordo com o tipo de cargas). As recomendações de instalação são semelhantes às de execução de um sistema de isolamento térmico em coberturas planas invertidas. O acabamento/pavimento da cobertura deve ter em conta as especificações e espessura adequadas ao tipo e solicitações de utilização.