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Guias e Dicas
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Prática Isolamento Térmico, Trabalhos de Transferência de Calor

Prática de laboratório isolamento térmico.

Tipologia: Trabalhos

2022

Compartilhado em 20/03/2023

nicole-catharine-de-paiva
nicole-catharine-de-paiva 🇧🇷

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Departamento de Engenharia Mecânica
Graduação em Engenharia Mecânica
José Barcelos Lima Junior
Nicole Catharine de Paiva
Matheus Filipe da Silva
PRÁTICA 04
Isolamento Térmico
Belo Horizonte
2022
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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS

Departamento de Engenharia Mecânica

Graduação em Engenharia Mecânica

José Barcelos Lima Junior

Nicole Catharine de Paiva

Matheus Filipe da Silva

PRÁTICA 04

Isolamento Térmico

Belo Horizonte

José Barcelos Lima Junior

Nicole Catharine de Paiva

Matheus Filipe da Silva

PRÁTICA 04

Isolamento Térmico

Relatório apresentado na disciplina de

Laboratório de Termodinâmica e Transferência

de Calor do curso de Engenharia Mecânica da

Pontifícia Universidade Católica de Minas

Gerais.

Orientador: Prof. Gustavo Fonseca de Freitas Maia.

Belo Horizonte

1. OBJETIVO

O objetivo deste experimento consiste na determinação experimental da condutividade

térmica do polietileno expandido, o coeficiente de transferência de calor entre a superfície

externa do isolante e ambiente e o raio crítico de isolamento.

2. DESENVOLVIMENTO TEÓRICO

Para a realização deste experimento, que têm em vista determinar experimentalmente as

propriedades térmicas do polietileno expandido, foram utilizados Termopares do tipo T, fixados

na superfície interna e externa do polietileno, a fim de obter as temperaturas no isolante,

observar a condução de calor unidirecional em regime permanente em sistemas radias e definir

a condutividade térmica, o coeficiente de transferência de calor e o raio critico de isolamento

do polietileno expandido.

2. 1 Termopar Tipo T

Os termopares, ou pares termoelétricos, são dispositivos sensores que funcionam a partir

de uma diferença de potencial entre dois metais unidos que são submetidos a uma determinada

temperatura. O termopar tipo T, constituído de cobre e constantan, é ideal para medir

temperaturas de - 200 °C a 37 0 °C. Ele possui uma ótima precisão, sendo recomendado para uso

em atmosferas oxidantes, redutoras, inertes ou no vácuo.

Figura 0 1 : Termopar tipo T

Tendo em vista que os termopares não apresentam uma relação linear entre a força eletromotriz

em função da temperatura, é necessário a utilização de uma equação polinomial, onde os

valores de coeficientes variam de acordo com o termopar de referência. Para o termopar tipo

T, é utilizada a seguinte equação:

𝑇(°𝐶) = 0.10086091 + 25727.94369 ∗ 𝐸 − 767345.8295 ∗ 𝐸 2 + 78025595.81 ∗ 𝐸 3 − 9247486589 ∗

5

𝐸^4 + 6.97688 ∗ 10^11 ∗ 𝐸^5 − 2.66192 ∗ 10^13 ∗ 𝐸^6 + 3.94078 ∗ 10^14 ∗ 𝐸^ 7 ( 1 )

Onde:

E = Força eletromotriz (aferida + T ambiente), em Volts;

2.2 Isotubo de Polietileno Expandido

Os Isotubos são tubos de alta densidade, aglomerados com resinas especialmente desenvolvidas.

Recomendados para altas, médias e baixas temperaturas, em isolamentos térmicos de

tubulações, flanges, válvulas e conexões.

Os Isotubos de Polietileno Expandido, são resultado da expansão de células de Polietileno, uma

resina termoplástica parcialmente cristalina e flexível, obtida através da polimerização do

etileno.

Figura 02: Isotubo de Polietileno Expandido

3. DESENVOLVIMENTO EXPERIMENTAL

3.1 Materiais utilizados

7

Figura 05: Desenho esquemático da montagem.

Com o aquecimento elétrico ligado, após o sistema entrar em regime permanente, foram

registrados os valores obtidos pelos medidores na tabela de dados, para cada termopar indicado.

Os dados dos termopares foram representados por valores de tensão, se fazendo necessário para

a conversão o uso da equação (1). Também foi necessário apurar a temperatura ambiente, para

isso foi utilizada uma termorresistência de platina (PT-100), cujos dados obtidos foram

representados em valores de resistência, se fazendo necessário a conversão pela fórmula:

𝑅 = 100 ∗ [1+ 0,003927 ∗ (𝑇 − 0 )] ( 2 )

Onde:

  • R = Resistência medida em ohms;
    • T = Temperatura em °C;
  • 0,003927 = Coeficiente de resistividade (°C-1);

A fim de obter a potência elétrica (W), com o sistema em regime permanente, foi registrado na

tabela de dados a diferença de potencial (V) e a corrente elétrica (A) que alimentou o sistema.

4. RESULTADOS

4.1 Fórmulas e Cálculos

Lei de resfriamento de Newton:

Fórmula 1: 𝑞′′ = h ⋅

[ (

)]

8

Lei de Fourier

Fórmula 2 : 𝑞 = −𝑘 ∗ 𝐴 ∗

𝑑𝑇

𝑑𝑥

 Cálculos do coeficiente de transferência convectiva de calor, fluxo de calor,

condutividade térmica e raio crítico:

Taxa transferência de calor = potência gerada

q = 11,63 W

q” = q/A = 11,63/0,1507 = 77,1238 W/m²

k = q * ln(r1/r2) / (T * 2  = 0, 03441 W/ (m.°C)

h = q’’ /(Ts - 𝑇

h = 2 , 66 W/m^2.°C

r crit

= k/h = 0,3441/2,66 = 0,127 m ∴ r crit >

r cilindro

4.2 Dados obtidos

Tabela 1 - Temperaturas no isolante

Tabela 2 - Potência elétrica

4.4 Análise dos resultados

Tendo sido obtido as leituras de temperaturas ao longo da barra condutora e se obtendo

os valores da taxa de temperatura cedida ao ambiente, é viável a afirmação de que tal taxa é

constante e que os coeficientes de condução e convecção estão dentro do esperado. Foi

observado que os valores de temperatura medidos mais próximos à extremidade da barra

demostram uma diferença em comparação com a medição realizada mais ao centro da barra,

porém, para desconsiderar essa diferença, foi realizada uma média dos valores e estas foram

Posição dos termopares Força eletromotriz (mv) Temperatura (°C)

3 0.551 39.

5 0.618 41.

7 0.529 39.

2 1.257 56.

4 1.203 54.

6 1.211 55.

Diferença de potencial (V) Corrente elétrica (A) Potência elétrica (W)

17.1 0.68 11.