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PEDAGOGIA JOGOS E BRINCADEIRAS
Tipologia: Resumos
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JOGOS E BRINCADEIRAS NO COTIDIANO DA EDUCAÇÃO INFANTIL: um estudo na escola “Chapada das Mulatas.” CHAPADINHA-MA
JOGOS E BRINCADEIRAS NO COTIDIANO DA EDUCAÇÃO INFANTIL: um estudo na escola “Chapada das Mulatas.” Monografia exigida como requisito parcial para obtenção do certificado de conclusão doCurso de Licenciatura em Pedagogia pela Faculdade do Médio Parnaíba – FAMEP, sob orientação da Profª. Teresa Cristina Sousa Amorim.
Primeiramente a Deus, pelo dom da vida, saúde, amor e sabedoria. À nossa família que nos apoiou e nos ajudou durante todo o curso. À Faculdade do Médio Parnaíba, pela oportunidade. À todos os professores do curso de Pedagogia, fica minha eterna gratidão
O presente trabalho teve como objetivo necessário investigar se as práticas pedagógicas desenvolvidas na escola “Chapada das Mulatas.” estão contribuindo para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças. A pesquisa classifica-se quanto à forma de abordagem como qualitativa e quanto aos meios como pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo. O estudo foi realizado com a participação de 2 professoras por meio da aplicação de questionários. Os resultados apontaram que as atividades lúdicas possibilitam o desenvolvimento e uma melhor aprendizagem da criança. Nesse enfoque, destaca-se a importância de se desenvolver práticas educativas nas escolas voltadas para a ludicidade. As escolas precisam ainda pensar em trabalhar pela diminuição das desigualdades sociais e promover a paz de todos. Sabe-se que isso é um desafio, porém, com o esforço de todos, em uma ação coletiva é possível superar esse desafio. Palavras-chave: Educação Infantil. Desenvolvimento. Aprendizagem.
Nesse contexto, diante a problemática em questão, surgiram as seguintes indagações: As práticas pedagógicas desenvolvidas na escola “Chapada das Mulatas” estão contribuindo para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças? De que maneira os jogos e brincadeiras contribuem para o desenvolvimento infantil? O interesse pelo tema surgiu por se perceber, em observações empíricas, as práticas desenvolvidas na pré-escola pesquisada. Portanto, a mesma almeja contribuir com o ensino das crianças, em especial os da escola pesquisada, oferecendo subsídios teóricos que nortearão a prática dos docentes que lá atuam. A pesquisa ocorreu na escola Chapada das Mulatas. A escolha pela referida escola, se deu pelo interesse em contribuir com a formação daqueles alunos, pois o problema foi detectado em pesquisa sem caráter cientifico realizado anteriormente. Para tanto, fez-se necessário investigar se as práticas pedagógicas desenvolvidas na escola “Chapada das Mulatas.” estão contribuindo para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças. Quanto à estrutura, a presente pesquisa encontra-se dividida em capítulos, sendo o primeiro de caráter introdutório. No segundo capítulo, fez-se um histórico da Educação Infantil, neste mesmo capítulo, abordou-se sobre a Educação Infantil segundo a Legislação vigente no país, fez-se algumas considerações sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e refletiu-se acerca da concepção de criança nas diferentes sociedades. No terceiro capítulo, abordou-se questões relacionada são desenvolvimento infantil trazendo as contribuições de Piaget, Vygotsky e Wallon. No quarto capítulo, discutiu-se sobre a importância das atividades lúdicas como contribuintes do processo de ensino e aprendizagem. No quinto capítulo, inicialmente foi feita a caracterização da escola-campo e em seguida, foram analisados e discutidos os resultados da pesquisa à luz de teóricos da área. O sexto e último capítulo fez algumas considerações acerca da temática em questão. Destaca-se que essa pesquisa foi a forma mais viável para comparar teoria e prática e observar a importância da relação das duas no processo de aquisição da aprendizagem da criança de 04 a 05 anos de idade. Assim na sua efetivação contou com a pesquisa bibliográfica norteada por teóricos da área e com a pesquisa de campo.
Em se tratando do ensino voltado para a educação infantil, segundo Oliveira (2005), teve início nos países europeus por volta do século XVIII. A educação infantil tem um contexto histórico marcado por diversas épocas e por várias ideias acerca da criança. Ainda segundo Oliveira (2005), à criança, em tempos remotos, foi negado o direito de usufruir de direitos, afetivos, emocionais e educacionais e a falta de conhecimento e sensibilidade da sociedade, fez tardio o reconhecimento da educação no desenvolvimento intelectual da criança e isso foi crucial para a sua inserção e participação na sociedade. Ao longo de muitos séculos, o cuidado e a educação das crianças foram entendidos como tarefas de responsabilidades familiar, particularmente da mãe e de outras mulheres. Logo após o desmame, a criança pequena era vista como pequeno adulto e, quando atravessava o período de dependência de outros para ter atendidas suas necessidades físicas, passava a ajudar os adultos nas atividades cotidianas, em que aprendia o básico para sua integração no meio social (OLIVEIRA, 2005, p. 58). Percebe-se que durante muito tempo as crianças só recebiam educação familiar, ou seja, a família, em especial a mãe,era quem cuidava sozinha de seus filhos, oferecendo uma educação voltada apenas para o cuidado e a alimentação. Quando maiores eram tratadas como pessoas adultas na qual lhe ensinavam a realizar tarefas, conduzindo-as a um trabalho futuro, igual ao das pessoas adultas, ou seja, elas não tinham vontade e nem vida própria. Nas classes sociais mais privilegiadas, as crianças eram geralmente vistas como objeto divino, misterioso, cuja transformação em adulto também se fazia pela direta imersão no ambiente doméstico. Nesses casos, paparicos a existência de uma identidade pessoal (OLIVEIRA, 2005, p.58). Observa-se que todas as crianças independentes das classes sociais eram educadas no ambiente familiar, até mesmo os filhos de famílias abastardas. “O recorte em favor da família como a matriz educativa preferencial aparece também nas denominações das instituições de guarda e educação da primeira infância” (OLIVEIRA, 2005, p. 58).
Nos séculos XV e XVI, novos modelos educacionais foram criados para responder aos desafios estabelecidos pela maneira como a sociedade europeia então se desenvolvia. O desenvolvimento científico, a expansão comercial e as atividades artísticas ocorridas no período do Renascimento estimularam o surgimento de novas visões sobre a criança e sobre como ela deveria ser educada. Autores como Erasmo (1465-1530) e Montaigne (1483- 1553)sustentavam que a educação deveria respeitar a natureza infantil, estimular a atividade da criança e associar o jogo à aprendizagem (OLIVEIRA, 2005, p.59). A partir dos séculos XV e XVI criaram uma nova visão no que diz à educação das crianças. Com a Revolução Industrial e com as ideias de alguns estudiosos a concepção de criança foi mudando, inclusive autores como: Erasmo e Montaigne consideravam a aprendizagem das crianças a partir de jogos (OLIVEIRA, 2005). Oliveira (2005) destaca ainda que aos poucos foram criadas outras formas de atendimento às crianças. A educação passou a ser de responsabilidade de entidades filantrópicas de cunho religioso, onde as mesmas recolhiam as crianças e as educavam, conduzindo-as a um ofício quando grandes. O ensino era voltado apenas para as questões de valores éticos e religiosos. Outras iniciativas levaram à criação de instituições para atender crianças acima de 3 anos, filhos de mulheres operárias.[...] o básico, todavia, para os filhos dos operários era o ensino da obediência, da moralidade, da devoção e do valor do trabalho, sendo comuns propostas de atividades realizadas em grandes turmas, muitas delas com cerca de 200 crianças (OLIVEIRA 2005, p.61). Com a Revolução Industrial muitas mulheres foram obrigadas a trabalhar nas fábricas, deixando seus filhos aos cuidados de outras instituições, porém, o atendimento oferecido a essas crianças era somente assistencialista. A Revolução Industrial então em curso – possibilitada pelo acúmulo de capital originado da exploração de novos continentes por europeus e dos grandes conhecimentos científicos então angariados – iniciou um processo de expropriação de antigos saberes dos trabalhadores, o que modificou as condições e exigências educacionais das novas gerações (OLIVEIRA 2005, p.62). Deste modo, novas demandas surgiram para o atendimento das crianças. Devido o crescimento comercial houve uma preocupação em criar novas maneiras de educar esses pequenos, conforme as exigências da sociedade moderna. A discussão sobre a escolaridade obrigatória, que se intensificou em vários países europeus nos séculos XVIII e XIX, enfatizou a importância da educação para o desenvolvimento social. Nesse momento, a criança passou a ser o centro do interesse educativo dos adultos (OLIVEIRA 2005, p.62). 14
Compreende-se que nesse período houve uma preocupação pela necessidade em garantir a todas as crianças o direito à educação escolar de modo a possibilitar a inserção da criança no meio social. Assim, a criança começou a ser vista como um ser diferente de um adulto, ou seja, com ideias e sentimentos próprios. “Autores como Comênio, Rousseau, Pestalozzi, Decroly, Forbel e Montessori, entre outros, estabeleceram as bases para um sistema de ensino mais centrado na criança” (OLIVEIRA 2005, p.63). Percebe-se que foi a partir das ideias desses grandes pensadores que passou a existir um olhar mais atento à educação das crianças. Nesta mesma direção, Oliveira (2005, p.91) ressalta ainda que:“A história da Educação Infantil no nosso país tem de certa forma, acompanhado a história dessa área no mundo, havendo, é claro, características que lhe são próprias”. Nessa conjuntura, entende-se que não houve interesse de entidades públicas ou privadas e muito menos das famílias em alfabetizar as crianças. Percebe-se que o período antecedente à Proclamação da República, as poucas atitudes isoladas de proteger as crianças eram voltadas ao assistencialismo e combate a mortalidade infantil. Já no final do século XIX, um novo discurso de uma ideia surge para convencer as elites do país a acolher novas normas educacionais elaboradas e trazidas da Europa. O Jardim de Infância foi fruto dessas ideias. Ratificando o exposto, Oliveira (2005, p. 92, grifo do autor) afirma que: A ideia de “Jardim de infância”, todavia, gerou muitos debates entre os políticos da época. Muitos a criticavam por identificá-la com as salas de asilo francesas, entendidas como locais de mera guarda das crianças. Outros a defendiam por acreditarem que trariam vantagens para o desenvolvimento infantil, sob a influência dos escolanovistas. O cerne da polêmica era argumentação de que, se os jardins - de- infância tinham objetivos de caridade e destinavam-se aos mais pobres, não deveriam ser mantidos pelo poder público. Nesta mesma direção, Oliveira (2005) complementa que foram criados (1875 a
Para Oliveira (2005), desde o início dos séculos até a década de 50, o foco de atendimento assistencialista foi a forma de legitimar o atendimento infantil. A partir da década de 70, Oliveira (2005), diz que houve um redimensionamento no que diz respeito ao atendimento em creches. O antigo trabalho de cunho assistencial preocupado apenas com a alimentação e higiene da criança, soma-se à criação de pré-escolas, à preocupação em oferecer às crianças condições necessária ao desenvolvimento intelectual e afetivo, estimulando assim a criatividade e a capacidade de integração em seu próprio meio. Atualmente, o trabalho oferecido às crianças é executado por pessoas remuneradas e preparadas, as crianças são divididas em grupos etários e atendidas através de modernas práticas pedagógicas e conforme as determinações legais destinadas à Educação Infantil. 1.1 A Educação Infantil segundo a legislação brasileira A história da educação infantil no Brasil tem mais de cem anos e somente nas últimas décadas alcançou um novo patamar, no que diz respeito à quebra de paradigmas tradicionais, isso se deu devido à crescente demanda da mesma no mundo, da inserção da mulher no mercado de trabalho, da consciência social sobre a concepção de criança, do reconhecimento sobre os direitos da criança à educação, além da necessidade em atender as novas exigências do século XXI. Oliveira (2005) destaca ainda que o ensino pré-escolar em 1961, quando foi criada a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei de n° 4.024/61, tratava da educação pré-primária determinando que o ensino fosse administrado em jardins de infância e escolas maternais oferecidos às crianças menores de 7 anos. Os Art. 23 e 24 da referida Lei determinava: Art. 23 – A educação pré-primária destina-se aos menores de até 7 anos, e será ministrada em escolas maternais ou jardins de infância. Art.24 – As empresas que tenham a seu serviço mães de menores de sete anos serão estimuladas a organizar e manter, por iniciativa própria ou em cooperação com os poderes públicos, instituições de educação pré-primária (OLIVEIRA, 2005, p.102). Em resumo, com o crescimento das indústrias e a urbanização houve a necessidade de criar espaços para oferecer atendimento às crianças filhos de
trabalhadores operários, uma vez que, com a inserção da mulher no mercado de trabalho, esta, precisaria de um local para cuidar de seus filhos em período integral. Sobre isso, Oliveira (2005, p. 108 grifo do autor) ressalta que: A nova Legislação sobre o ensino formulada em 1971 (Lei 5692) trouxe novidades à área, ao dispor que: “Os sistemas velarão para que as crianças de idade inferior a 7 anos recebam educação em escolas maternais, jardins de infância ou instituições equivalentes”. Dez anos depois é aprovada a Lei de Diretrizes e Bases 5.692/71 que estabelece a pré-escola como “direito da criança” a ser atendida em creches e pré-escolas, assegurando dessa forma o direito às mães trabalhadoras em educar seus filhos enquanto trabalham nas fábricas. Complementando, Oliveira (2005, p. 110) diz que: O aumento da demanda por pré-escola incentivou, na década de 70, o processo de municipalização da educação pré-escolar pública, com a diminuição de vagas nas redes estaduais de ensino e sua ampliação nas redes municipais. Em síntese, na década de 70 surgiram as primeiras pré-escolas públicas municipais, pois as creches não conseguiam abrigar todas as crianças pelo fato de ter aumentado muito o número de mulheres trabalhando na indústria. Assim, as vagas nas redes estaduais eram limitadas, surgindo nesse período a necessidade de ampliar os espaços institucionais municipais. De acordo com Oliveira (2005, p. 111 grifo do autor), o parecer do Conselho Federal de Educação em 1974 apresentava a seguinte indicação: “O Ministério de Educação e Cultura criou o Serviço de Educação Pré-Escolar e, em 1975, a Coordenadoria de Ensino Pré-Escolar”. Deste modo, o Ministério da Educação e Cultura (MEC)destacou a importância da educação pré-escolar e a necessidade de incrementá-la nas diversas instituições de ensino. O contexto econômico e político das décadas de 70 e 80 abrigou movimentos operários e feministas em curso no quadro da luta pela democratização do país e do combate às desigualdades sociais, então gritantes. No processo de abertura política que marcou o final do regime militar, a fim de dar vazão às tensões sociais latentes no país, foram adotadas medidas para ampliar o acesso da população mais pobre à escola (OLIVEIRA, 2005, p.112). Neste contexto, percebe-se que a luta dos operários e mulheres trabalhadoras por um país livre, foi um marco na história brasileira, os manifestantes reivindicavam igualdade de direitos e na oportunidade foram tomadas medidas relacionadas à
à criança de zero a seis anos, complementada pelas ações de saúde e assistência, a fim de cumprir as funções de não apenas cuidar, mas educar a criança. Segundo a proposta do Ensino Fundamental de nove anos, com a aprovação da Lei de n° 11.274/2006, as crianças que tiverem completos seis anos de idade serão matriculadas no Ensino Fundamental, alterando dessa forma alguns artigos da LDB como o Art. 29 que diz que: Art. 29 -A educação infantil primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade (BRASIL 2010, p.35). A LDB em seu Artigo 29, define a Educação Infantil como a primeira etapa da Educação Básica, destinada à criança de zero a 6 anos de idade. Complementando o Art. 29, o Art. 30 dispõe: “Art. 30 – A educação infantil será oferecida em: I- Creches ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade. II – pré-escolas, para as crianças de quatro a seis anos de idade” (BRASIL 2012, p. 35). Portanto, o artigo 30 da LDB, determina que a educação infantil seja oferecida em creches ou instituições equivalentes até a criança completar os três anos de idade e pré-escola para crianças de 4 a 5 anos. Ressalta-se ainda que conforme as Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil, Resolução n° 5, de 17 de dezembro de 2009: É obrigatória a matrícula na Educação Infantil de crianças que completam 4 ou 5 anos até o dia 31 de março do ano em que ocorrer a matrícula. As crianças que completam 6 anos após o dia 31 de março devem ser matriculadas na Educação Infantil (BRASIL, 2010, p.15). Nesse sentido, tais preceitos criados pelo MEC informa que é obrigação da família e responsáveis matricular a criança na pré-escola aos 4 anos de idade quando esta completar até o dia 31 de março do ano em curso, lembrando que a criança só será matriculada no Ensino Fundamental de nove anos se ela completar 6 anos até o dia 31 de março, revelando dessa forma que a criança que completar seis anos depois dessa data permanece na pré-escola até o final do ano letivo. Conforme as diretrizes Curriculares para a Educação Infantil, as propostas de Educação Infantil devem contemplar alguns princípios como: éticos, políticos e estéticos. Dessa forma, vale considerar as propostas pedagógicas dos Referenciais
Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, que têm como propósito subsidiar as práticas educacionais do professor em sala de aula. 1.2 Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil Os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil – (RECNEI), é um documento que deve ser usado pelos educadores com o intuito de subsidiar suas práticas pedagógicas, assim como o ato de planejar e avaliar o desempenho dos alunos. Nesse sentido, o RECNEI tem como objetivo melhorar a qualidade do atendimento da educação infantil. Este documento constitui-se em um conjunto de referências e orientações pedagógicas que visam a contribuir com a implantação ou implementação de práticas educativas de qualidade que possam promover e ampliar as condições necessárias para o exercício da cidadania das crianças brasileiras (BRASIL, 1998, p.13). O RECNEI norteia e subsidia a prática pedagógica a fim de que os educadores possam oferecer aos alunos um aprendizado mais significativo. Assim, no ato de planejar é fundamental o uso desses documentos, uma vez que eles têm a função de melhorar a qualidade e equalização de atendimento às crianças da educação infantil. De acordo com o RECNEI, se levado em conta as características emocionais, sociais e intelectuais dos alunos, certamente contribuirá para que a criança desempenhe em meio à sociedade seu papel de cidadã, porém, esses requisitos devem estar fundamentados nos princípios: O respeito à dignidade e aos direitos das crianças, consideradas nas suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas, religiosas etc; o direito das crianças a brincar, como forma particular de expressão, pensamentos, interação e comunicação infantil; o acesso das crianças aos bens socioculturais disponíveis, ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, à comunicação, à interação social, ao pensamento, à ética e à estética; socialização das crianças por meio de sua participação e inserção nas mais diversificadas práticas sociais, sem discriminação de espécie alguma; o atendimento aos cuidados essenciais à sobrevivência e ao desenvolvimento de sua identidade (BRASIL 1998, p.13). Entende-se que o ensino voltado para as crianças da educação infantil deve atender suas necessidades enquanto crianças, ampliando seu universo cultural, respeitando-as enquanto sujeito que possui jeitos próprios de ser e encontrar-se no mundo, a partir de brincadeiras e outras ferramentas que as possibilite atuar na sociedade de maneira independente.