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necessidades funcionais. Os ganhos na ADM são possíveis por até 12 meses enquanto o tecido colágeno continua a re- modelar-se. Os exercícios resistidos para melhorar a força c a resistência à fadiga são progredidos para simular movi- mentos envolvidos em atividades funcionais, incluindo po- sições que provocam instabilidade. O treinamento pliomé- trico é introduzido e progredido gradualmente, sobretudo em pacientes que pretendem retornar à prática de esportes ou atividades ocupacionais de alta demanda. A participação nas atividades ocupacionais e esportivas desejadas normal mente leva até 6 meses pós-operatório. PRECAUÇÕES: Alguns pacientes podem (cr restrições permanentes às atividades funcionais envolvendo movimen- tos de alto risco e que pooem causar recidiva da instabilida- de. Após alguns procedimentos de estabilização anterior, paie não ser aconselhável ou possível a rotação externa (RE) completa em 90º de abdução? Resultados O sucesso no resultady pós-operatório envolve a re cuperação da habilidade dc participar das atividades fun cionais desejadas sem recidiva de instabilidade da articula ção GU. Os estudos de acompanhamento medem resultados subjetivos e objetivos, como restauração de ADM e força, retorno da dar, apreensão quanto à instabilidade, habili- dade para participar de atividades descjadas e satisfação geral do paciente. [lá uma grande quantidade de estudos de acompanhamento de saúde descrevendo vários resulta- dos após procedimentos de estabilização. Contudo, a maioria dos estudos comparando o sucesso de uma inter- venção cirúrgica com outra não é randomizada — o que é compreensível, já que o exame do cirurgião é a basc para determinar qual procedimento será mais apropriado « terá maior probabilidade de produzir bons resultados em cada paciente. Embora os exercícios pós-operatórios (supervisiona- dos ou não) sejam constantemente descritos como essen- ciais para bons resultados após uma cirurgia de estabiliza- ção, não foram identificados estudos randomizados atuais comparando a efetividade dos programas de exercícios pós-opcratórios na estabilização da articulação GU (mé todo de instrução, conteúdo, velocidade da progressão) para csla revisão. Como ocorre nas decisões cirúrgicas, a maioria dos programas de reabilitação pós-operatória é individualizada para suprir as necessidades de cada pa ciente, tornando difícil a comparação dos resultados. Os resultados da cirurgia e da reabilitação pós-opera- tória são tipicamente relatados para doenças específicas, populações de pacientes e procedimentos de estabilização cirúrgica, sendo determinados por meio de uma varieda- de de medidas de resultados, Apcsar disso, podem ser fei- tas algumas generalizações. Recidiva da instabilidade, Como foi observado no infei desta seção sobre procedimentos de estabilização, a insta- bilidade recorrente de origem traumálica responde mais favoravelmente ao tratamento cirúrgico do que às insta- CAPÍTULO 17 OmbroeCintura Escapular 553 bilidades atraumáticas.'t:º Além disso, a taxa de recidiva da instabilidade é substancialmente mais alta em pacien- tes jovens (< 30 ou < 40 anos de idade) ou que retorna- ram a atividades ocupacionais de alta demanda ou espor- tes competitivos, com movimentos acima da cabeça, do que em pacientes menos ativos e mais velhos (> 30 ou > 4) anos). “9% As taxas de nova luxação após procedimentos aber- TOS e artroscópicos também têm sido comparadas. Historicamente, as taxas de recidiva após estabilização artroscópica têm sido mais altas do que após cstabiliza- ção aberta 281º Por exemplo, em uma revisão de estudos sobre procedimentos de estabilização anterior, a laxa média de nova luxação após uma estabilização aberta (reparo de lesão de Bankart) era de 11% (variação de 4% a 23%), porém após a estabilização artroscópica a taxa de recidiva era de 18% (variação de 2% a 32%) quando usa- da fixação por meio de sutura transglenoidal e 17% (va- riação de 0% a 30%) na fixação por meio de tachas.” Em outra revisão de estudos recentes, as taxas de recidiva da instabilidade anterior após um reparo de Bankart artros- cópico variaram entre 8% e 17%." As taxas menores de nova luxação após procedimentos artroscópicos Lêm sido atribuídas às melhoras em técnicas artroscópicas. Atualmente, cin muitos casos a estabilização artroscópica tem se mostrado igual à estabilização aberta para pacien tes com instabilidade unidirecional anterior da articula- ção GU.*lvo iss Contudo, nas instabilidades multidirecio- nais os resultados de estudos de acompanhamento após estabilização artroscópica, einbora promissores, ainda não são iguais aos resultados após uma estabilização aherta.!º Os resultados após procedimentos de estabilização para instabilidades anteriores e posteriores também têm sido comparados. A estabilização cirúrgica de uma instabi- lidade anterior unidirecional recorrente tem mostrado re- sultados mais previsíveis e taxas mais baixas de recidiva da instabilidade do que as instabilidades posteriores ou multi direcionais. !H0142190207 A taxa média de recidiva para ins tabilidade posterior (, sn estabilização artroscópica) tem sido particularmente alta. Uma fonte relatou 30% a 40% de taxa nova luxação!'S e ontra relatou taxas de até 50%. Em contraste, após os procedimentos de estabilização an- terior foram relatadas taxas de 119% e 17% a 18%, respec- tivamente, para procedimentos abertos e artroscópicos.” À medida que o diagnóstico pré-operatório melhora e = escolha de candidatos apropriados para cirurgia é aperfei- çoada, a recidiva da instabilidade após estabilização poste- rior tem diminuído. Em um estudo!!! com acompanhamen- to de 39,1 meses, a laxa de recidiva da instabilidade após estabilização posterior (acesso artroscópico) foi de apenas 12,1% (4 de 33 pacientes com uma idade média de 25 anos e uma história de luxação involuntária ou voluntária da ar- ticulação GU associada à lesão traumática aguda e traumas repetitivos crônicos). ADM de ombro. A amplitude de movimento do ombro é outro resultado medido fregúentemente. Embora seja possível alcançar a ADM completa no pós-operatório, nos e micro-