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Um experimento prático para determinar a razão carga/massa do elétron, seguindo os passos do experimento de thomson. A teoria por trás do experimento, os materiais necessários, o procedimento experimental detalhado e os resultados obtidos. Além disso, inclui uma análise dos dados e uma discussão sobre a importância do experimento para a compreensão da estrutura atômica.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Trabalho solicitado pelo Prof.Haroldo Guerreiro para obten¸c˜ao da segunda nota parcial no curso de f´erias 2025, sobre o Experimento de Thom- son do Laborat´orio de F´ısica Moderna I.
Este documento foi feito com base no experimento realizado no Laborat´orio de Moderna do Departamneto de F´ısica da Universidade Federal do Amazonas. O Laborat´orio de F´ısica Moderna I, ilustra os fenˆomenos abordados na disciplina de maneira a tornar o conhecimento mais acess´ıvel e concreto para os estudantes, durante a realiza¸c˜ao do Experimento de Thomson. Esta experiˆencia permitiu uma compreens˜ao pr´atica dos primeiros conceitos da natureza at˜omica.
O experimento de Thomson, realizado no final do s´eculo XIX, foi um marco na hist´oria da f´ısica, pois permitiu a determina¸c˜ao da raz˜ao carga/massa dos el´etrons. Antes dessa descoberta, a natureza da eletricidade e da mat´eria era ainda pouco compreendida. A pesquisa de Thomson utilizou tubos de raios cat´odicos e foi baseada nas intera¸c˜oes das part´ıculas carregadas com campos el´etricos e magn´eticos.
Figura 1: Modelo de tubo de raios cat´odicos utilizado pelo Thomson. Fonte: (Instituto de F´ısica da UFRGS, 2020)
Segundo o artigo de (ALLAN et al., 1997), os raios cat´odicos s˜ao feixes de part´ıculas emitidos pelo catodo em um tubo de v´acuo. Thomson mostrou que esses raios eram compostos por part´ıculas carregadas negativamente, posteriormente denominadas el´etrons. O estudo desses feixes foi poss´ıvel atrav´es da aplica¸c˜ao de campos el´etricos e magn´eticos perpendiculares `a dire¸c˜ao de propaga¸c˜ao das part´ıculas. Quando um campo el´etrico ´e aplicado entre placas paralelas dentro do tubo, as part´ıculas carregadas sofrem uma for¸ca el´etrica dada por:
Fe = eE (1)
onde ´e a carga da part´ıcula. Essa for¸ca provoca uma acelera¸c˜ao na dire¸c˜ao perpendicular ao movimento original da part´ıcula, resultando em um deslocamento medido no final do tubo. De forma an´aloga, quando um campo magn´etico ´e aplicado perpendicularmente `a dire¸c˜ao dos raios cat´odicos, a part´ıcula sofre uma for¸ca magn´etica dada por:
Fm = evB (2)
onde ´e a velocidade da part´ıcula. Essa for¸ca faz com que a part´ıcula se desvie, seguindo uma trajet´oria curva.
Combinando os deslocamentos produzidos pelos campos el´etrico e magn´etico, Thomson derivou a express˜ao para a raz˜ao carga/massa das part´ıculas dos raios cat´odicos:
Nos finais do s´eculo XIX e in´ıcio do s´eculo XX, a f´ısica estava passando por uma revolu¸c˜ao com as descobertas sobre a natureza das part´ıculas subatˆomicas. A partir da descoberta do el´etron por J.J. Thomson em 1897, e os experimentos posteriores de Robert Millikan (1909), a compreens˜ao sobre o comportamento de part´ıculas carregadas come¸cou a tomar forma. Millikan, por exemplo, determinou com precis˜ao o valor da carga elementar do el´etron atrav´es de seu famoso experimento da gota de ´oleo, utilizando o movimento de el´etrons em campos el´etricos e magn´eticos.
Figura 3: J.J. Thomson. Fonte: (British physicist)
Um conceito fundamental que surgiu a partir desses estudos ´e a dinˆamica das part´ıculas carregadas quando elas se movem sob a influˆencia de um campo magn´etico. Esse movimento ´e descrito pela for¸ca de Lorentz, e ´e observado em sistemas como ciclotr˜oes e aceleradores de part´ıculas. Essa equa¸c˜ao ´e uma forma de relacionar o movimento circular do el´etron sob a influˆencia de um campo magn´etico com as grandezas f´ısicas envolvidas, como a energia cin´etica U , o campo magn´etico B, e o raio da trajet´oria r. Eu posso express´a-la como:
e m 0
(Br)^2
Esse estudo ´e uma aplica¸c˜ao direta das leis do movimento de part´ıculas carregadas em campos magn´eticos, que s˜ao fundamentais para a constru¸c˜ao de dispositivos como canais de part´ıculas, ciclotr˜oes e at´e t´ecnicas de imagem em f´ısica de part´ıculas.
Figura 4: Montagem experimental para determina¸c˜ao da rela¸c˜ao e/m. Fonte: (Silveira)
Figura 7: Montagem experimental no Lab de Moderna. Fonte: (Filho, 2025.)
Figura 8: Controle da ilumin¸c˜ao. Fonte: (Filho, 2025.)
Figura 9: Observa¸c˜ao da curvatura do feixe. Fonte: (Filho, 2025)
O desvio padr˜ao (σ) pode ser calculado utilizando a seguinte f´ormula:
σ =
v u u t 1 n − 1
X^ n
i=
(xi − ¯x)^2 (6)
C´alculo do desvio padr˜ao:
σ =
r
σ =
r
σ =
σ = 1. 90 × 1010
Portanto, o desvio padr˜ao para os dados ´e:
σ ≈ 1. 90 × 1010
Os dados experimentais obtidos envolvem as medi¸c˜oes realizadas para diferentes valores de corrente el´etrica (I), raio da ´orbita (r), tens˜ao aplicada (U ) e campo magn´etico (B), com o objetivo de determinar a raz˜ao (^) me , que ´e a rela¸c˜ao entre a carga e a massa do el´etron. Essa raz˜ao ´e um parˆametro fundamental na f´ısica de part´ıculas e pode ser determinada a partir da equa¸c˜ao fornecida(4).
Os valores de (^) me variam de 1, 7 × 1011 C/kg a 2, 3 × 1011 C/kg, o que ´e consistente com os valores conhecidos para o el´etron. As varia¸c˜oes observadas podem ser atribu´ıdas a pequenas flutua¸c˜oes experimentais e `a precis˜ao das medi¸c˜oes.
Com base nos dados experimentais apresentados e nas equa¸c˜oes f´ısicas utilizadas, podemos concluir que a raz˜ao (^) me do el´etron pode ser determinada com uma boa precis˜ao, embora pequenas varia¸c˜oes sejam observadas devido `a sensibilidade do sistema experimental. A an´alise da tabela reflete a rela¸c˜ao entre as diferentes vari´aveis experimentais, como corrente, raio, tens˜ao e campo magn´etico, e como elas influenciam a determina¸c˜ao dessa constante fundamental. O experimento ´e consistente com os valores conhecidos para (^) me , contribuindo para o entendimento da dinˆamica das part´ıculas carregadas em campos magn´eticos.