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LEIS DE DIRETRIZES BASICAS, Notas de estudo de Cultura

LEIS DE DIRETRIZES BASICAS DE ENSINO

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 17/10/2011

roselene-n-de-santana-8
roselene-n-de-santana-8 🇧🇷

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j 4 29.03 - dolo CRENÇAS E REPRESENTAÇÕES DOS PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL A RESPEITO DE INOVAÇÕES PEDAGÓGICAS DERIVADAS DA NOVA LDB' Patrícia Rossi Carraro Antônio dos Santos Andrade? INTRODUÇÃO Em nome da urgência de se atender à determinação do artigo 210 da Constituição Federal de 1988 que demanda a definição de conteúdos mínimos para O ensino fundamental, ocorre a implementação da proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), realizada pelo Ministério da Educação e Desporto (MEC) e encaminhada no início de 1996 às/os professoras/es do ensino fundamental. Esse assunto, devido à sua complexidade, não demorou muito a se transformar em debate nacional, sendo levantadas questões sobre a estratégia utilizada na sua elaboração, bem como as concepções pedagógicas inspiradoras desse documento. Segundo Moreira (1996), existem muitas críticas a serem feitas aos PCN. Destaca-se dentre elas a argumentação de que professores da escola pública e das universidades não foram incluídos na elaboração deste documento, ficando sob a responsabilidade de professores fundamentalmente ligados à Escola da Vila-S.P. Ressalta-se também que a experiência de fato inspiradora dos Parâmetros foi a espanhola, sendo o professor César Coll transformado no principal consultor do trabalho. Além disso, questiona-se a hegemonia do Construtivismo na proposta e a não contemplação de outras teorias e possibilidades para O ensino. o ! Artigo publicado em: CARRARO, P. RM, e ANDRADE, AS. (2002) “Crenças e representações dos professores do ensino fundamental a respeito de inovações pedagógicas derivadas da nova LDB”. IN: EMINÁRIO DE PESQUISA, V, Ribeirão Preto, SP, TOMO IL LIVRO DE ARTIGOS, p. 197-206. Trabalho subvencionado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). 2 Professor Assistente Doutor do Departamento de Psicologia Educação da FFCLRP/USP. Endereço para correspondência: Av. dos Bandeirantes, 3900 - 4.040-901 Ribeirão Preto, e-mail: antandra(õ ffelrp.usp.br; home page: http:/geps usp.br/. METODOLOGIA O projeto foi desenvolvido com quarenta professores do Ensino Fundamental, de duas escolas da Rede Pública Estadual, de Ribeirão Preto. Com estes, foi realizada entrevista de profundidade, em duas sessões. A primeira teve como objetivo a contextualização da formação, história e a prática profissional dos informantes e o estabelecimento de um vínculo mais favorável que facilitasse a participação dos entrevistados. A segunda sessão foi temática, e investigou as crenças e representações em relação ao Construtivismo, os PCN e as Inovações Pedagógicas. Para analisar os resultados das entrevistas, depois de transcritos de suas audio- gravações, foi utilizada a análise de conteúdo segundo a perspectiva proposta por Bardin (1979), ampliada pela contribuição de Minayo (1998), que em sua discussão dos limites deste tipo de análise apresenta uma proposta de enriquecimento da mesma integrado na que denominou de análise hermenêutica - dialética. Dentre as várias técnicas de análise de conteúdo descritas por Bardin (1979), foi utilizada a análise temática, a qual operacionalmente organiza-se em torno de três etapas: a pré - análise; a exploração do material; e, por último, o tratamento dos resultados obtidos, a inferência e a interpretação. RESULTADOS PRELIMINARES Caracterização das Escolas: Caracterização da Escola “A”: A primeira Escola Pública Estadual onde a pesquisa se realizou denominada de Escola “A”, foi fundada em 1976 e localiza-se na cidade de Ribeirão Preto, S.P. O bairro onde a escola se encontra é residencial, porém cercado de comércio nas avenidas que o circundam. A escola é próxima a duas outras escolas (municipal e estadual) e uma Universidade Particular. Resultados Preliminares das entrevistas com os professores. Através da análise das entrevistas de quatorze professores da Escola “A” e de nove professores da Escola “B”, de acordo com a metodologia descrita anteriormente, encontrou-se seis classes de categorias, como se pode perceber a seguir: Anteriores 1.1. A Formação 1.2. As Experiências Profissionais 1.3. As Experiências Escolares 1.4. O Prof. e a escola em que trabalha atualmente 2. O Emprego Atual 2.1. A Escola Pública 2.2. A Escola onde trabalha 2.3. A Escolha por esta Escola 2.4. O Trabalho Atual 2.5. A Equipe Técnica/Pedagógica Os Colegas de Trabalho 2.7. Os Alunos desta Escola 3. A Prática em Sala de Aula 3.1. A Forma de Ensinar 3.2. O Planejamento 3.3. A Avaliação 3.4. As Dificuldades da Sala de Aula 3.5. As Satisfações e Frustrações dos Professores 1. A Formação e as Experiências 4. Os Parâmetros Curriculares Nacionais 4.1. Os PCN 4.2. A Implantação dos PCN 4.3. O Estudo dos PCN 4.4. As Contribuições dos PCN 5. O Construtivismo 5.1. O Construtivismo 5.2. O Contato com o Construtivismo 5.3. O Construtivismo e a Sala de Aula 5.4. A Implantação do Construtivismo 6. As Inovações do Ensino Atual 6.1. As Inovações Atuais no Ensino 6.2. Amigos da Escola 6.3. O Dia da Família na Escola 6.4. A Escola Padrão 6.5. A Progressão Continuada 6.6. Inovações nos Recursos Didáticos Quadro 01: Categorias resultantes da Análise de Conteúdo das Escolas “A” e “Bo. Dado a brevidade deste artigo, serão comentadas as três últimas classes de categoria por sua maior implicação educacional. Na Escola “A”, na classe de categoria “Os Parâmetros Curriculares Nacionais”, encontrou-se quatro categorias e a que mais se destacou devido a sua importância educacional foi “Os PCN”. Apesar deste assunto ser ainda novo, os professores parecem demonstrar conhecimento sobre este assunto. Dos quatorze professores entrevistados, nove vêm construindo uma opinião favorável aos PCN e três outros possuem idéias 9 interpretado e mal trabalhado e para alguns destes, o Construtivismo vem a ser ainda um método de ensino. Dois desconhecem o assunto e um professor além de demonstrar conhecer um pouco mais do assunto, faz uma crítica do Construtivismo nas escolas. “O Construtivismo, eu vejo a palavra já me vem a idéia da construção. Então, o Construtivismo fala assim: "ah, o construtivismo ele é um método que ele não deu certo" não, não é que ele não deu certo, mas quais foram as pessoas que foram e trabalhar com esse método? Es: Is pessoas foram preparadas para realizar trabalho? Essas pessoas tiveram condições para realizar esse trabalho?. Mas o Construtivismo ele não ficou, ele não se instalou, ele foi uma coisa totalmente... ele foi um método que... ele foi dito, mas ele não foi aplicado, quem pegou ele foi trabalhado de uma forma muito superficial. Eu acho que foi um pecado o que fizeram com esse método.” (Prof.06) Já na Escola “B”, para a classe de categoria “O Construtivismo”, na categoria “O Construtivismo” todos os professores comentaram o que pensam sobre este tema. Seis professores têm uma visão bastante superficial sobre o assunto. Dois parecem conhecer um pouco melhor o Construtivismo e um professor não tem noção alguma do assunto. “eu acho que tudo isso que eles colocam de teoria para gente é utopia, até esse construtivismo. O construtivismo é maçante, é chato, é uma leitura chata, é ficar lendo Emilia Ferreiro, todos esses caras que ficam falando de escola que tem que seguir esse monte de coisa, é tudo chato demais (...). Eu não sei deve ser sei lá que o aluno constrói alguma coisa, construtivismo tem a ver com construção, então ele vai caminhando conforme ele vai tendo a necessidade de alguma coisa, não sei, deve ser por aí, não tenho noção não.” (Prof. 02) Na Escola “A”, na classe de categoria “As Inovações do Ensino Atual”, foram encontradas seis categorias e a que mais se destacou foi “As Inovações Atuais do Ensino”. Todos os quatorze professores se referiram a este assunto € dez parecem não serem muito favoráveis às mudanças que vêm ocorrendo na Educação. Três outros professores até consideram que as mudanças que ocorrem sejam para que tenham melhorias no ensino,