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Leis de kirchhoff, Notas de estudo de Cultura

lei de kirchhoff

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 19/09/2013

david-borges-5
david-borges-5 🇧🇷

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Sumário
Introdução 5
Primeira Lei de Kirchhoff 6
Características do circuito paralelo 6
Segunda Lei de Kirchhoff 12
Características dos circuitos série 12
Segunda Lei de Kirchhoff 17
Leis de Kirchhoff e Ohm em circuitos mistos 17
Apêndice 29
Questionário 29
Bibliografia 29
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Sumário

  • Introdução
  • Primeira Lei de Kirchhoff
    • Características do circuito paralelo
  • Segunda Lei de Kirchhoff
    • Características dos circuitos série
    • Segunda Lei de Kirchhoff
    • Leis de Kirchhoff e Ohm em circuitos mistos
  • Apêndice
    • Questionário
    • Bibliografia

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Leis de Kirchhoff

Primeira Lei de Kirchhoff

A primeira Lei de Kirchhoff refere-se à forma como a corrente se distribui

nos circuitos paralelos, como mostrado na Fig..

R R

I

T

I

1

I

1

I

T

I

2

I

2

1 2

Fig.1 Distribuição da corrente em um circuito paralelo.

Através da primeira Lei de Kirchhoff e da Lei de Ohm, pode-se

determinar a corrente em cada um dos componentes associados em paralelo.

O conhecimento e compreensão da primeira Lei de Kirchhoff é

indispensável para a manutenção e projeto de circuitos eletrônicos.

CARACTERÍSTICAS DO CIRCUITO PARALELO

Os circuitos paralelos apresentam algumas características particulares,

cujo conhecimento é indispensável para a compreensão da primeira Lei de

Kirchhoff. Essas características podem ser analisadas, tomando-se como ponto

de partida o circuito da Fig. 2.

Série de Eletrônica

L

1

L

2

Lâmpada 1 Lâmpada 2

V

CC

Fig.2 Exemplo de circuito paralelo.

Observando-se o circuito, verifica-se que tanto a lâmpada 1 como a

lâmpada 2 têm um dos terminais ligado diretamente ao pólo positivo da fonte de

alimentação e o outro ligado ao pólo negativo.

Ligadas dessa forma, cada uma das lâmpadas (L 1 e L 2 ) está diretamente

conectada à fonte de alimentação recebendo a mesma tensão nos seus terminais,

como mostrado na Fig. 3.

Lâmpada 2

Lâmpada 1

V

CC

V

CC

V

CC

Fig.3 Cada lâmpada submetida à mesma tensão V cc

Em um circuito paralelo, a tensão sobre os componentes

associados é a mesma.

A função da fonte de alimentação nos circuitos é fornecer a corrente

elétrica necessária para o funcionamento dos consumidores.

Série de Eletrônica

Portanto, a corrente total é:

0 , 0125 A

T

T

R

V

I

Esse valor de corrente circula em toda a parte do circuito que é comum às

duas lâmpadas.

A partir do nó (no terminal positivo da pilha) a corrente total I T divide-se

em duas partes, conforme ilustrado na Fig. 5.

L L

2

I

T

I

T

1 2

I

I

1

V

cc

Fig. 5 Divisão da corrente total em correntes parciais.

Essas correntes são chamadas de correntes parciais e podem ser

denominadas de I 1

(para a lâmpada L 1

) e I 2

(para a lâmpada L 2

A forma como a corrente I T

se divide a partir do nó depende unicamente

das resistências das lâmpadas. A lâmpada de menor resistência permitirá a

passagem de uma maior parcela da corrente.

Pode-se afirmar que a corrente I 1

na lâmpada L 1

(de menor resistência)

será maior que a corrente I 2

na lâmpada L 2

, como pode ser visto na Fig. 6.

L 2 L 1

200 300  

I T

I 1

I 2

I T

I 1

I 2

V cc

+

-

Fig. 6 Divisão da corrente total através das lâmpadas.

Leis de Kirchhoff

O valor da corrente que circula em cada ramal pode ser calculada através

da Lei de Ohm, uma vez que se conhece a tensão aplicada e a resistência de cada

lâmpada.

Exemplo 2:

Determinar o valor da corrente que circula em cada lâmpada e a corrente

total do circuito da figura abaixo.

L 2

L 1

200  300 

I 1

I 2

I T

1,5V

Solução :

Lâmpada 1

00075 A 7 , 5 mA

1

L

L

1

1

1

   , I 

R

V

I

Lâmpada 2

0005 A 5 mA

2

L

L

2

2

2

   , I 

R

V

I

Observando-se os valores das correntes no nó, verifica-se que as correntes

que saem, somadas, originam um valor igual ao da corrente que entra.

Essa afirmativa é válida para qualquer nó de um circuito elétrico, sendo

conhecida como a primeira Lei de Kirchhoff.

Leis de Kirchhoff

Segunda Lei de Kirchhoff

A segunda Lei de Kirchhoff se refere à forma como a tensão se distribui

nos circuitos série, como por exemplo, o mostrado na Fig..

R

R 1

V 2

V 1

2

Fig.7 Distribuição da tensão em um circuito série.

O conhecimento e compreensão da segunda Lei de Kirchhoff é importante

porque é aplicada a todos os circuitos com componentes associados em série.

CARACTERÍSTICAS DOS CIRCUITOS SÉRIE

Os circuitos série têm características particulares cujo conhecimento é

indispensável para a compreensão da segunda Lei de Kirchhoff.

Série de Eletrônica

Tomando como referência um circuito simples, com duas cargas ligadas

em série, essas características podem ser identificadas. A Fig. 8 mostra esse

circuito.

L 1

L 2

I

I

V

cc

Fig. 8 Exemplo de circuito série.

O circuito série se caracteriza por possibilitar um caminho único para a

circulação da corrente elétrica.

Como existe um único caminho, a mesma corrente que sai do pólo

positivo da fonte passa através da lâmpada L 1

, da lâmpada L 2

e retorna à fonte

pelo pólo negativo.

Isto significa que um medidor de corrente (amperímetro), pode ser

colocado em qualquer parte do circuito. Em qualquer uma das posições, o valor

indicado pelo instrumento será o mesmo, como indicado na Fig. 9.

- **-

-**

L 1

A

I

I

I

I

I I

A

A

L 2

cc

1

2

3

V

Fig. 9 Medição de corrente em um circuito série.

A intensidade da corrente é a mesma ao longo de todo o

circuito série.

Série de Eletrônica

Exemplo 3:

Determinar a corrente no circuito da figura abaixo.

L 1 L 2

-

12V

I

I

40  60 

Solução :

120 mA

R

V

I

Pelo fato de não estarem com os dois terminais ligados diretamente à

fonte, a tensão nos componentes de um circuito série é diferente da tensão da

fonte de alimentação. O valor da tensão em cada um dos componentes é sempre

menor do que a tensão de alimentação. Esta parcela da tensão que fica sobre

cada componente do circuito é denominada de queda de tensão no componente.

A queda de tensão é representada pela notação V , como ilustrado na Fig .11.

R

R V

V

Voltímetro que indica a queda

de tensão

Voltímetro que indica a queda

de tensão

V cc

1

2

1

R

V

2

R

V

I R 1

I R 2

(=

(=

)

)

Fig. 11 Queda de tensão nos componentes R 1

e R 2

Leis de Kirchhoff

A queda de tensão em cada componente de uma associação

série pode ser determinada pela Lei de Ohm, quando se dispõe da

corrente no circuito e dos seus valores de resistência.

Exemplo 4:

Determinar a queda de tensão nos resitores R 1

e R 2

da figura abaixo.

12V

R R

40 60

1 2

Solução :

0 , 12 A

T

R

V

I

012 40 4 , 8 V

R R 1 1 1

V  I  R  ,  

012 60 7 , 2 V

R R 2 2 2

V  I  R  ,  

Observando-se os valores de resistência e queda de tensão, verifica-se

que:

 O resistor de maior valor fica com uma parcela maior de tensão.

 O resistor de menor valor fica com a menor parcela de tensão.

Pode-se dizer que, em um circuito série, a queda de tensão é proporcional

ao valor do resistor, ou seja :

Maior valor do resistor, maior queda de tensão.

Menor valor do resitor, menor queda de tensão.

Leis de Kirchhoff

Os valores elétricos de cada componente do circuito podem ser

determinados a partir da execução da seqüência de procedimentos a seguir:

 Determinação da resistência equivalente.

 Determinação da corrente total.

 Determinação das tensões ou correntes nos elementos do circuito.

A utilização da seqüência de procedimentos será demonstrada a partir dos

seguintes exemplos :

Exemplo 5:

Para o circuito da figura abaixo, determinar :

a) A resistência equivalente.

b) A corrente total.

c) As tensões e as correntes individuais.

10V

R

1

R

3

R

2

Série de Eletrônica

Solução :

a) Determinação da resistência equivalente :

Para se determinar a resistência equivalente ( R eq

) do circuito, empregam-

se “circuitos parciais” através dos quais o circuito original é reduzido e

simplificado até a forma de um único resistor.

As figuras abaixo mostram os circuitos utilizados para a determinação da

resistência equivalente.

12

47 56

10V

R 1

R 2

R 3

12

10V

25

R 1

R A

10V

37

R

eq

Série de Eletrônica

12

56 47

0,27A

R 3

R 2

R 1

V cc

c) Determinação das tensões e correntes individuais :

A corrente total aplicada ao “circuito parcial” permite que se determine a

queda de tensão no resistor R 1 , como mostra a figura abaixo.

R R 1 1 1

V  I  R

1

R

V  

3 , 243 V

1

R

V 

10V

12

25

0,27A

R 1

R A

Leis de Kirchhoff

A queda de tensão em R A

pode ser determinada pela 2.

a

Lei de Kirchhoff

(a soma das quedas de tensão em um circuito série é igual à tensão de

alimentação) ou pela Lei de Ohm.

Pela 2.ª Lei de Kirchhoff Pela Lei de Ohm

1 A

R R

V  V  V

R R A

R

A A

V  I 

A 1

R R

V  V  V 0 , 27 25

A

R

V  

A

R

V   6 , 75 V

A

R

V 

6 , 75 V

A

R

V 

Calculando-se a queda de tensão em R A

, calcula-se na realidade, a queda

de tensão na associação paralela de R 2

com R 3

, mostrada nas figuras abaixo.

10V

12

25 6,75V

0,27A R 1

R A

12

47 R 56 3

R 2

R 1

6,75V

0,27A

V cc

10V

12

25

0,27A 3,24V R 1

R A