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Limites e derivadas 2006 Parte1, Notas de estudo de Cálculo Diferencial e Integral

Apostilas de Computação Científica sobre o estudo do Cálculo Diferencial e Integral, Noção intuitiva de limite, Cálculo de uma indeterminação do tipo 0/0.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 19/04/2013

Ipanema27
Ipanema27 🇧🇷

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ÁREA 1 - Faculdade de Ciência e Tecnologia
Cursos de Engenharia
Cálculo Diferencial e Integral I
Professor: Álvaro Fernandes Serafim
Apostila de limites e derivadas
“Uma grande descoberta envolve a solução de um grande problema, mas
há uma semente de descoberta na solução de qualquer problema. Seu
problema pode ser modesto; porém, se ele desafiar a sua curiosidade e
fizer funcionar a sua capacidade inventiva, e caso você o resolva sozinho,
então você poderá experimentar a tensão e o prazer do triunfo da descoberta”
George Polya
Última atualização: 02/06/2006
25
x
a
1limln
ax
x=
+
+∞ .
Qual o valor de a ?
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
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pf19
pf1a
pf1b

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ÁREA 1 - Faculdade de Ciência e Tecnologia

Cursos de Engenharia

Cálculo Diferencial e Integral I

Professor: Álvaro Fernandes Serafim

Apostila de limites e derivadas

“Uma grande descoberta envolve a solução de um grande problema, mas

há uma semente de descoberta na solução de qualquer problema. Seu

problema pode ser modesto; porém, se ele desafiar a sua curiosidade e

fizer funcionar a sua capacidade inventiva, e caso você o resolva sozinho,

então você poderá experimentar a tensão e o prazer do triunfo da descoberta”

George Polya

Última atualização: 02/06/

x

a ln lim 1

ax

x

→+∞

Qual o valor de a?

Índice

  • Limite e continuidade
  • Noção intuitiva de limite...........................................................................................................
  • Tabelas de aproximações...........................................................................................................
  • Cálculo de uma indeterminação do tipo 0/0..............................................................................
  • Definição intuitiva de limite.....................................................................................................
  • Propriedades dos limites...........................................................................................................
  • Limites infinitos........................................................................................................................
  • Limites no infinito.....................................................................................................................
  • Expressões indeterminadas.......................................................................................................
  • Limite fundamental exponencial...............................................................................................
  • Limite fundamental trigonométrico..........................................................................................
  • Funções limitadas.....................................................................................................................
  • Continuidade.............................................................................................................................
  • Aplicação 1: Problema da área sob o arco de uma parábola.....................................................
  • Aplicação 2: Problema do circuito RL em série......................................................................
  • Derivada
  • A reta tangente..........................................................................................................................
  • A reta normal............................................................................................................................
  • A derivada de uma função num ponto......................................................................................
  • Derivadas laterais.....................................................................................................................
  • Regras de derivação..................................................................................................................
  • Derivada da função composta (Regra da cadeia)......................................................................
  • Derivada da função inversa.......................................................................................................
  • Derivada das funções elementares............................................................................................
  • Derivada da função exponencial...............................................................................................
  • Derivada da função logarítmica.................................................................................................
  • Derivada das funções trigonométricas......................................................................................
  • Derivada das funções trigonométricas inversas........................................................................
  • Tabela de derivadas..................................................................................................................
  • Derivadas sucessivas................................................................................................................
  • Derivada na forma implícita.....................................................................................................
  • Derivada de uma função na forma paramétrica........................................................................
  • Diferencial................................................................................................................................
  • Aplicações da derivada
  • A regra de L’Hospital...............................................................................................................
  • Interpretação cinemática da derivada.......................................................................................
  • Taxa de variação.......................................................................................................................
  • Análise gráfica das funções......................................................................................................
    • Máximos e mínimos...........................................................................................................
    • Funções crescentes e decrescentes.....................................................................................
    • Critérios para determinar os extremos de uma função........................................................
    • Concavidade e inflexão.......................................................................................................
    • Assíntotas horizontais e verticais........................................................................................
    • Esboço gráfico.....................................................................................................................
  • Problemas de otimização.........................................................................................................

Tabelas de aproximações

As tabelas de aproximações são utilizadas para aproximar o valor da imagem de uma

função (se existir) quando a variável x se aproxima de um determinado ponto.

Atribuindo a x valores próximos de 1 , porém menores do que 1 : (tabela A)

x 0 0,5 0,75 0,9 0,99 0,999 0,

g(x) 1 1,5 1,75 1,9 1,99 1,999 1,

Atribuindo a x valores próximos de 1 , porém maiores do que 1 : (tabela B)

x 2 1,5 1,25 1,1 1,01 1,001 1,

g(x) 3 2,5 2,25 2,1 2,01 2,001 2,

Observemos que podemos tornar g(x) tão próximo de 2 quanto desejarmos, bastando

para isso tomarmos x suficientemente próximo de 1. De outra forma, dizemos:

“O limite da função g ( x ) quando x se aproxima de (tende a) 1 é igual a 2 ”.

Simbolicamente escrevemos: lim ( )

x

g x →

1

2 ou lim x

x

→ x

1

2 1

Observações:

1) Os dois tipos de aproximações que vemos nas tabelas A e B são chamados de limites laterais.

∗ Quando x tende a 1 por valores menores do que 1 (tabela A), dizemos que x tende a 1 pela

esquerda , e denotamos simbolicamente por x →

  1. Temos então que:

lim^ (^ )

x

g x → −^

1

(^2) ou lim x

x

→ − x

1

2 1

∗ Quando x tende a 1 por valores maiores do que 1 (tabela B), dizemos que x tende a 1 pela

direita , e denotamos simbolicamente por x →

  1. Temos então que:

lim^ (^ )

x

g x →

1

(^2) ou lim x

x

→ x

1

2 1

2) Se a função g se aproximasse de valores distintos à medida que x se aproximasse lateralmente de

1 , pela esquerda e pela direita, então diríamos que o limite da função g não existiria neste ponto ,

simbolicamente lim (^ )

x

g x → 1

3) O limite da função g(x) quando x se aproxima de 1 , somente existe se os limites laterais são

iguais. Simbolicamente:

lim^ (^ )

x

g x →

1

2 se, e somente se, lim (^ )^ lim (^ )

x x

g x g x → −^ →+

1 1

Será necessário sempre construir tabelas de aproximações para determinar o limite de uma função,

caso ele exista?

Não! Há uma forma bem mais simples, como veremos a seguir.

Obs: O sinal negativo no expoente do n o 1 simboliza apenas que x se aproxima do número 1 pela esquerda.

Obs: O sinal positivo no expoente do n

o 1 simboliza apenas que x se aproxima do número 1 pela direita.

Cálculo de uma indeterminação do tipo 0

Sempre que nos depararmos com uma indeterminação do tipo

0

, deveremos simplificar

a

expressão da função envolvida. Logo após, calculamos o limite da função substituindo, na

expressão já simplificada, o valor de x.

  • Para simplificar a expressão você deve utilizar fatoração, racionalização, dispositivo prático de

Briot-Ruffini para dividir polinômios, etc...

Vejamos os exemplos seguintes.

Exemplo 2. Determine lim (^ )

x

g x → 1

, onde g x(^ )

x

x

2 1

Observe que ( ) 0

g 1 = que é uma indeterminação matemática! Quando a variável x está cada vez

mais próxima de 1 , a função g está cada vez mais próxima de quanto? Devemos então simplificar a

expressão da função g e depois fazer a substituição direta.

( )

( )( ) ( x 1 ) , x 1 x 1

x 1 x 1

x 1

x 1 gx

2

= + ∀ ≠ −

= Então:

( )

( )( ) lim( x 1 ) 1 1 2 x 1

x 1 x 1 lim x 1

x 1 lim gx lim x 1 x 1

2

x 1 x 1

→ → → →

. Logo, lim x

x

→ x

1

2 1

Chegamos à mesma conclusão da análise feita pelas tabelas de aproximações, porém de uma forma

mais rápida e sistemática.

Não mais utilizaremos as tabelas de aproximações para casos semelhantes a este!!

Vale lembrar que a expressão lim x

x

→ x

1

2 1

2 significa que a função g x(^ )

x

x

2 1

está

tão próxima de 2 assim como x está suficientemente próximo de 1 , porém diferente de 1.

Graficamente podemos verificar isso:

Gráfico da função g x( )

x

x

= x

2 1

Exemplo 5. Calcule 2 x 4

3 x 6 lim

2

x (^2) +

usando as propriedades.

( )

( ) 4

limx 2

limx 2

x 2

x 2 lim 2

2 x 2

3 x 2 lim 2 x 4

3 x 6 lim

x 2

2

x 2

2

x 2

2

x 2

2

x 2

→ → → →

Obteríamos este resultado substituindo diretamente: ( ) 4

2 x 4

3 x 6 lim

2 2

x 2

Atividades (grupo 1).

Calcule os limites abaixo:

a) 2 x

4 x lim

2

x (^2) +

→−

b) x x 6

x 4 x 3 lim 2

2

x (^3) − −

c) 5 x 5

x 1 lim

3

x (^1) −

d) 2

3

x (^24) x

8 x lim −

→−

e) 3

4

x (^28) x

x 16 lim −

f) x 1

x 1 lim x (^1) −

g)

x 2 x

1 x lim

2

x (^1) + +

→−

h) x 49

2 x 3 lim x 7 2 −

i) 1 5 x

3 5 x lim x 4 − −

Atividades (grupo 2).

Calcule os limites indicados:

a) f ( x )

x x

x x

2 1 0

, calcule: lim ( ) , lim ( ) lim ( )

x x x

f x f x f x →− 1 → 2 → 0

e.

b) g x(^ )

x x

x

2 2

, calcule: lim (^ )

x

g x → 2

c) h x(^ )

x x

x x

2 ,

, calcule: lim (^ )

x

h x → 1

d) ( )

 

2 x 6 ,x 2

1 x , x 2

2 ,x 0

l x

2

x

0 , calcule: lim l( x), liml( )x, lim l( )x lim l( )x x 0 x 2 x x

e → → →−∞ →+∞

Limites infinitos

Quando resolvemos um limite e não encontramos como resposta valores numéricos, mas sim

infinito ( + ∞ou −∞), dizemos então que o limite é infinito.

Exemplo 6. Calcule x 1

x 1 lim

2

x (^1) −

→−

Neste caso, quando fazemos a substituição de x por − 1 na expressão

x

x

2 1

, encontramos

Esta não é uma situação especial. Sempre que na substituição de x ocorrer

k

, k≠ , o resultado

do limite será sempre zero, naturalmente.

E se na substituição do valor de x ocorrer

k k 0

Vamos analisar esta situação num caso particular e depois formalizar uma regra.

Exemplo 7. Estude o seguinte limite: lim x → (^0) x

Devemos analisar os limites laterais. Vamos recorrer às tabelas de aproximações:

Aproximação do zero pela direita (notação x →

0 )

x 1 0,1 0,01 0,001 0,

f(x)=1/x 1 10 100 1000 10.

Cada vez que tomamos x suficientemente próximo de zero (pela direita), f (^ x )= 1 x cresce

indefinidamente. Simbolizamos esta situação assim:

lim x → +^ x

0

Aproximação do zero pela esquerda (notação x →

− 0 )

x -1 -0,1 -0,01 -0,001 -0,

f(x)=1/x -1 -10 -100 -1000 -10.

Cada vez que tomamos x suficientemente próximo de zero (pela esquerda), f (^ x )= 1 x decresce

indefinidamente. Simbolizamos esta situação assim:

lim x → −^ x

0

Conclusão: Como os limites laterais são distintos, então lim x → (^0) x

Veja ao lado o gráfico da função f ( x) = 1 x.

Vale ressaltar ainda que, se n é um natural não nulo , então:

→+∞

n x

lim x e 

→−∞ (^) ímpar.

par.

, n

,n lim x

n x

Atividades (grupo 3). Calcule os limites:

a) x 2

x lim

2

x → (^2) −

b) ( ) x 3 2 x 3

2 x 4 lim −

c) ( ) x 3 2 x 3

2 x 7 lim −

d) 2 x 6 3 x

lim

3

x^2

→+∞

Atividades (grupo 4). Calcule os limites:

a) x 5

3 x lim x (^5) −

b) x x 6

3 x lim 2 x (^2) + −

→ − c)^ 2 x 10

x 10 lim

2

x (^5) +

− →−

d) x x 2

x 2 lim 2 x (^1) + −

→+

Expressões indeterminadas

Vimos que 0

é uma expressão de indeterminação matemática. Também são:

0 0 , ∞−∞, 0 ×∞, 1 , 0 ∞ ∞

e.

Vamos analisar os quatro primeiros casos. Os outros serão tratados em capítulos posteriores.

A indeterminação do tipo

Exemplo 9. Calcule os limites abaixo:

a)

5 x 3

x 1 lim 2

3

x (^) +

→+∞

b) x x

x 1 lim 4

2

x (^) +

→+∞

c) x x

1 x lim 2

2

x (^) +

→+∞

Podemos observar que estas expressões geram indeterminações do tipo

, pois quando x→+∞

as expressões do numerador e denominador também tendem a +^ ∞. Não podemos afirmar, a priori,

o valor delas. Vejamos:

a)

( )

( )

→+∞

→+∞

→ +∞ →+∞ →+∞ 51 0 5

5 x

lim 51

x

limx 1

5 x

x

x 1

lim

5 x

5 x 1

x

x 1

lim 5 x 3

x 1 lim

x^2

x^3

2

3

x

2

2

3

3

(^2) x

3

x

b)

( )

( )

x

lim x 1

x

lim 1

x

x 1

x

lim

x

x 1

x

x 1

lim x x

x 1 lim

x^3

x^2

3

2

2

x

3

4

2

2

(^4) x

2

x

→+∞

→+∞

→ +∞ →+∞ →+∞ 2

c)

( )

( )

3 x

lim 1

6 x

lim 1

3 x

6 x

lim

3 x

3 x 1

6 x

6 x 1

lim 3 x x

6 x 1 lim

x

(^2) x 2

x 2

2

2

(^2) x

2

x

→+∞

→+∞

→+∞ →+∞ →+∞

Observamos que nas três situações analisadas as indeterminações do tipo

produziram respostas

distintas (como era esperado, por isso que é indeterminação!) Você deve ter notado que para

resolver indeterminações deste tipo a idéia é colocar o termo de maior grau em evidência no

numerador e no denominador.

Atividades (grupo 5).

  1. Calcule os limites abaixo:

a) 5 x x 1

2 x 1 lim 3

3

x (^) + +

→+∞

b) 2 x 1

x 3 x lim

5 2

x (^) +

→+∞

c) 4

2 3

x (^5) x 3 x

x 2 x lim

→−∞

d) 2

2

x (^15) x

x lim →−∞ −

A indeterminação do tipo-

Exemplo 10. Calcule os limites abaixo:

a)

3 x

lim x −x →+∞

2

. b) lim 5 x x

2 x

→−∞

Podemos observar que estas expressões geram indeterminações do tipo ∞ - ∞, mas não podemos

afirmar, a priori, o valor delas. Vejamos:

Usando a mesma técnica da indeterminação anterior...

a) (^) =−∞( + ) =−∞( ) =−∞

→+∞ →+∞

x

lim x x lim x

3

x

3

x

2 .

b) (^) =+∞( + + ) =+∞( ) =+∞

→−∞ →−∞

5 x

5 x

lim x 5 x 7 lim 5 x 2

2 x

2 x

Atividades (grupo 6).

  1. Calcule os limites abaixo:

a) lim x x 2 x

3

x

→+∞

5

. b) lim x 5 x 6 x

→−∞

4 .

A indeterminação do tipo 0 × ∞

Exemplo 11. Calcule os limites abaixo:

a) ( x 1 )

x

lim

2 x^3

→+∞

. b) ( )x x

lim x →+∞

Tabela

x ( )

x

x

f x (^1)  

M M

x → + ∞ f(x) → e

Faça uma tabela para x → - ∞.

Gráfico:

Exemplo 12. Calcule os limites abaixo:

a)

5 x

x (^) x

lim (^1)  

→+∞

. b)

4 x

x (^) x

lim (^1)  

→−∞

Nestes dois casos percebemos indeterminações do tipo 1

. Vejamos as soluções...

a)

5

5 x

x

5 x

x

5 x

x

e x

lim 1 x

lim 1 x

lim 1 = 

→+∞ →+∞ →+∞

b) Neste caso, usaremos uma mudança de variável...

Faça x = − 3 t. Se x →−∞então t →+∞.

Logo,

( ) 12

t^12

t

12 t

t

4 3 t

t

4 x

x

e t

lim 1 t

lim 1 3 t

lim 1 x

lim 1

→+∞

→+∞

→−∞ →+∞

Atividades (grupo 8).

  1. Calcule os limites abaixo:

a)

2 x

x x

lim (^1)  

→+∞

. b)

5 x

x (^) x

lim (^1)  

→−∞

. c)

2 x

x (^) x 1

x 1 lim (^)  

→+∞

Conseqüências importantes do limite fundamental exponencial:

i) lim ( 1 x) e

1 x

x 0

. ii)^ ln( )a,^ a^0 a^1 x

a 1 lim

x

x 0

e.

Atividades (grupo 9). Resolva os dois limites acima com as sugestões a seguir:

  • No item (i) faça a mudança de variável t

x = e use o limite fundamental exponencial.

  • No item (ii) faça a mudança de variável a 1 t

x − = e use o item (i).

Atividades (grupo 10).

  1. Resolva os limites abaixo:

a) ( )

1 x

x 0

lim 1 + 2 x →

. (^) b) x

lim

x

x 0

. c) 4 x

e 1 lim

x

x 0

. d) x

e 2 lim

x x

x 0

Limite fundamental trigonométrico

O limite fundamental trigonométrico trata de um limite cuja indeterminação é do tipo 0

envolvendo a função trigonométrica y = sen( x). Este limite é muito importante, pois com ele

resolveremos outros problemas.

Proposição:

( ) 1 x

senx lim x 0

A função ( )

( )

x

senx f x = é par, isto é, f ( − x) =f( )x , ∀x ≠ 0 , pois

( )

( ) ( ) ( ) f( )x x

senx

x

senx

x

sen x f x = = −

Se

x → 0 ou

− x → 0 , f ( )x apresenta o mesmo valor numérico.

Vamos utilizar a tabela de aproximação para verificar este resultado.

Tabela

x ( )

( )

x

senx f x =

  • 0,9999999999999..

M M

x → (^0) f ( )x → 1

Funções limitadas

Definição: Uma função y = f( )x é chamada limitada, se existe uma constante

k ∈ ℜ , tal que

f ( )x ≤ k,∀x∈D( f), isto é , − k ≤f( )x ≤k,∀x∈D( f). Em outras palavras, y = f( )x possui o

conjunto imagem contido num intervalo de extremos reais.

Obs.: D ( f)significa o domínio da função f.

Exemplo 14. Algumas funções limitadas e seus gráficos.

f(x) = sen(x) e g(x) = cos(x) f(x) = k f(x) = sen(2x

2 +3x-1)

Proposição: Se lim f( )x^0 g( )x

x

x a

e

ou

→±∞

é uma função limitada, então lim f( )x.^ g( )x^0

x

x a

→±∞

→ ou

Exemplo 15.

a) Calcule

( )

x

senx lim x →+∞

Solução:

( )

→ +∞ x

senx lim x

⋅ ( ) = →+∞

sen x x

lim x

  • Usando a proposição: Se x →+∞ então (^0)

x

→. Como a função^ sen( )^ x é limitada, então o

resultado é zero.

Gráfico da função ( )

( )

x

senx f x = :

Observe que as oscilações vão reduzindo a sua amplitude quando x →+∞. O resultado do limite

permanece o mesmo se x →−∞.

b) Calcule

( )

x

cosx lim x →+∞

Solução: de forma análoga...

( )

→ +∞ x

cosx lim x

cos ( )x 0 x

lim x

→+∞

Gráfico da função ( )

( )

x

cosx f x = :

Observe que, da mesma forma que a função anterior, as oscilações vão reduzindo a sua amplitude

quando x →+∞. O resultado do limite permanece o mesmo se x →−∞.

c) Calcule cos( )x x 1

x 1 lim x^2

→+∞

x 1

x 1 lim x^2

^ =

→+∞

(Por quê?) e cos( ) x é uma função limitada. Logo, cos( )x 0 x 1

x 1 lim x^2

→+∞

Gráfico da função ( ) cos( )x

x 1

x 1 f x 2

Atividades (grupo 12).

  1. Resolva os limites abaixo usando o conceito de função limitada:

a) lim e sen( )x

x

x

→−∞

. b)

( ) x

x

x (^2)

3 cosx 2 lim

→+∞

b) Calculando o limite, temos:

( )( ) ( )( )( ) lim ( 1 x)( x 1 ) 4 x 1

1 x 1 x x 1 lim x 1

x 1

x 1

1 x 1 x lim x 1

1 x lim x 1 x 1 x 1

2

x 1

→+^ →+ →+ →+

( ) ( )( ) 2 lim ( x 1 ) 2 ( 2 ) 4 1 x

x 1 x 1 2 lim 1 x

2 x 1 lim 1 x

2 x 2 lim x 1 x 1

2

x 1

2

x 1

− − − − → → → →

Como os limites laterais são iguais, temos que lim g( x) 4 x 1

Calculando a imagem, temos: g ( ) 1 = 1 − 5 ( ) 1 =− 4.

Como limg( )x g( ) 1 x 1

, então a função é contínua no ponto x 0 = 1.

Atividades (grupo 13).

Determine, se possível, a constante a ∈ℜde modo que as funções abaixo sejam contínuas no ponto

x (^) o, sendo:

a) ( ) ( x 1 ) x 2 ,x 1

3 ax 2 ,x 1 f x o

2

=

=. (^) b) ( ) ( x 1 ) a ,x 1

ax 2 ,x 1 g x o 2

2

= 

Atividades (grupo 14).

Determine, se possível, as constantes a e b∈ℜde modo que as funções abaixo sejam contínuas no

ponto xo , sendo:

c) ( ) ( x 3 )

bx 1 ,x 3

ax,x 3

3 x 3 ,x 3

f x o

2

=. d) ( )

( )

( x 0 )

b 2 x ,x 0

7 x 3 a,x 0

2 a.cos x 1 ,x 0

g x o

2

π+ + <

Propriedades das funções contínuas.

Se as funções f e g são contínuas em um ponto x 0 , então:

i) f ± g é contínua em x 0 ;

ii) f

. g é contínua em x 0 ;

iii) f / g é contínua em x 0 desde que g (^ x 0 )^ ≠ 0.

  1. Problema da área sob o arco da parábola

2 y = x no intervalo [ 0 , 1 ](Figura 1).

Método dos retângulos.

Figura 1.

Dividindo o intervalo [ 0 , 1 ]em n subintervalos, cada subintervalo terá comprimento 1 n:

o subintervalo  

n

o subintervalo  

n

n

o subintervalo  

n

n

, ... , n

o subintervalo  

n

n , n

n 1

. Obs.: 1 n

n =.

Vamos construir retângulos (Figura 2) cujas bases são ao subintervalos e cujas alturas são as

imagens dos extremos direito

de cada subintervalo pela função

2 y = x :

a altura pode ser calculada sobre qualquer ponto do subintervalo, neste caso foi tomado o extremo

direito.

Figura 2. Figura 3.

Calculando as área desses retângulo ( A = b.h), obtemos:

2

2

1 n

n

A = ⋅ ,

2

2

2 n

n

A = ⋅ ,

2

2

3 n

n

A = ⋅ , ... ,

2

2

n n

n

n

A = ⋅.

A área total desses retângulos ( tn A ) nos dá uma aproximação da área (Figura 1) que queremos

calcular:

= (^) ∑ = + + + +

2

2 2 2 2

2

2

2

2

2

2

2

n 2

i 1

t i n

1 2 3 n

n

n

n

n

n

n

n

A A

n

L

L