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Limpeza e Desinfeccção, Esquemas de Saúde Pública

Limpeza e desinfeção como higienizar as surperficies com segurança

Tipologia: Esquemas

2020

Compartilhado em 22/06/2020

JohnPontes7
JohnPontes7 🇧🇷

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PROTOCOLO
UNIDADE DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE E
QUALIDADE HOSPITALAR/11/2017
LIMPEZA E DESINFECÇÃO
DE SUPERFÍCIES
Versão 1.0
2017
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PROTOCOLO

UNIDADE DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE E

QUALIDADE HOSPITALAR/11/

LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES

Versão 1.

2017

PROTOCOLO

UNIDADE DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE E

QUALDIADE HOSPITALAR/11/

Limpeza e Desinfecção de

Superfícies

Versão 1.

HOSPITAL DE CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO
ADMINISTRADO PELA EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES
(EBSERH)
JOSÉ MENDONÇA BEZERRA FILHO

Ministro de Estado da Educação KLEBER DE MELO MORAIS Presidente da Ebserh LUIZ ANTÔNIO PERTILI RODRIGUES DE RESENDE Superintendente do HC-UFTM AUGUSTO CÉSAR HOYLER Gerente Administrativo do HC-UFTM DALMO CORREIA FILHO Gerente de Ensino e Pesquisa do HC-UFTM GEISA PEREZ MEDINA GOMIDE Gerente de Atenção à Saúde do HC-UFTM CRISTINA DA CUNHA HUEB BARATA DE OLIVEIRA Chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente do HC-UFTM EVA CLAUDIA VENANCIO DE SENNE Chefe da Unidade de Vigilância em Saúde e Qualidade Hospitalar do HC-UFTM EXPEDIENTE - PRODUÇÃO Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro

HISTÓRICO DE REVISÕES

Data Versão Descrição Gestor do Protocolo Autores do Protocolo e/ou responsáveis pelas alterações 09 / 2017 Trata-se da atualização das medidas de limpeza e desinfecção de superfí- cies Cristina Hueb Barata Autores: Eva Claudia Venancio de Senne Luciana Paiva Romualdo Patrícia Borges Peixoto Revisores: Eva Claudia Venancio de Senne Luciana Paiva Romualdo Patrícia Borges Peixoto Daniela Galdino Costa

PROTOCOLO/11/2017 Limpeza e Desinfecção de Superfícies

OBJETIVO

Atualizar as medidas de prevenção e controle das infecções relacionadas a limpeza e desinfecção das superfícies do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC- UFTM), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). GLOSSÁRIO Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária CCIH - Comissão de Controle de Infecção Hospitalar EPI - Equipamento de Proteção Hospitalar Ebserh - Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares HC - Hospital de Clínicas PGRSS - Plano de Gerenciamento de Resíduos dos Serviços de Saúde PVC - Policloteto de vinila UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro UTI - Unidade de Terapia Intensiva APLICAÇÃO Unidades assistenciais e de apoio do HC-UFTM. INFORMAÇÕES GERAIS As superfícies carreiam um risco mínimo de transmissão direta de infecção, mas podem contribuir para a contaminação cruzada secundária, por meio das mãos dos profissionais de saú- de e de instrumentos ou produtos que poderão ser contaminados ao entrar em contato com essas superfícies, contaminar pacientes ou outras superfícies. Dessa forma, a higienização das mãos dos profissionais e a limpeza e desinfecção de superfícies são fundamentais para a prevenção e redução das infecções relacionadas a assistência à saúde.

PROTOCOLO/11/2017 Limpeza e Desinfecção de Superfícies O objetivo de classificação das áreas dos serviços de saúde é orientar a complexidade e a minuciosidade dos serviços a serem executados nesses setores, de modo que o processo de lim- peza e desinfecção de superfícies sejam adequados.  Áreas críticas: São áreas com risco aumentado de transmissão de infecção, onde reali- zam procedimentos de risco. Exemplo: centro cirúrgico, unidade de terapia intensiva, unidade de diálise, laboratório de análises clínicas, setor de hemodinâmica, unidade de queimados, berçário de alto risco, unidade de isolamentos, central de materiais e esterilização, lactário, serviço de nutrição, farmácia e área suja da lavanderia;  Áreas semicríticas: são áreas ocupadas por pacientes com doenças infecciosas de bai- xa transmissibilidade e doenças não infecciosas. Exemplos: enfermarias, ambulató- rios, banheiros, posto de enfermagem, elevador e corredores;  Áreas não-críticas: são todas as demais áreas não ocupadas por pacientes e onde não se realizam procedimentos de risco. Exemplos: vestiário, copa, áreas administrativas, almoxarifado, secretaria e sala de costura.

1. PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA A LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍ- CIES Princípios gerais (^)  Proceder frequente higienização das mãos;  Não utilizar adornos durante o trabalho;  Manter cabelos presos e arrumados e unhas limpas e aparadas;  O uso de equipamento de proteção individual (EPI) deve ser apropriado para cada função;  Nunca varrer superfícies a seco, pois favorece a dispersão de microorganismos veiculadas com as partículas de pó;  Utilizar varredura úmida, por meio de mops ou rodo e panos de limpeza;  A limpeza de pisos deve ser realizada por varredu- ra úmida com enxague e secagem da superfície;  O uso de desinfetantes deve ser indicado pela Co- missão de Controle de Infecção Hospitalar

PROTOCOLO/11/2017 Limpeza e Desinfecção de Superfícies penetração nas superfícies, dispersando e emulsifi- cando a sujidade. Tem a função de remover, tanto as sujeiras hidrossolúveis, quanto aquelas não so- lúveis em água. Produtos saneantes padronizados para desinfecção  Álcool 70% Características: Bactericida, virucida, fungicida e tu- berculicida. Não é esporicida. Fácil aplicação e ação imediata; Indicação: Mobiliário em geral; Mecanismo de ação: Desnaturação de proteínas que compõe a parede celular dos microrganismos; Desvantagens: Inflamável, volátil, opacifica acrílico, resseca plásticos e borrachas, ressecamento de pele; Concentração de uso: 70%.  Hipoclorito de sódio 1 % Características: Bactericida, virucida, fungicida, tu- berculicida e esporicida, dependendo da concentração de uso. Ação rápida e baixo custo; Indicação: Desinfecção de superfícies fixas (chão e parede) dos banheiros; Mecanismo de ação: O exato mecanismo não está completamente elucidado; Desvantagens: Instável (afetado pela luz solar, tempe- ratura maior que 25° e pH ácido). Inativo em presença de matéria orgânica, corrosivo para metais, odor desa- gradável e pode causar irritabilidade nos olhos e mu- cosas; Concentração de uso: 1%.  Quaternário de amônia Características: Alta performance biocida. Em geral tem baixa ação contra micobactérias, vírus não enve- lopados e esporos. É recomendado o enxágue com

PROTOCOLO/11/2017 Limpeza e Desinfecção de Superfícies água para retirada completa do produto; Indicação: Desinfecção de superfícies fixas (chão e parede), incluindo áreas da nutrição e de neonatologia; Mecanismo de ação: Inativação de enzimas produtoras de energia, desnaturação de proteínas e quebra da membrana celular; Desvantagens: Pode ser inativado em presença de ma- téria orgânica, por sabões e tensoativos aniônicos; Concentração de uso: De acordo com o fabricante. Equipamentos  Máquinas lavadoras e extratoras: Esfregam, lim- pam, succionam a solução do piso e secam em uma única operação, não interferindo no tráfego local, permitindo lavagem de pequenas e grandes áreas;  Máquinas lavadoras com injeção automática de solução: A solução é injetada automaticamente no piso, e posteriormente, é necessário a sucção da água por meio de aspiradores de água ou retirada manual;  Enceradeiras de baixa rotação: Utilizadas para fazer remoção de sujidades (quando utilizadas com produtos químicos);  Enceradeiras de alta rotação: São específicas para dar brilho em resinas acrílicas especiais, gerando filmes mais duros. Materiais (^)  Conjunto MOP: É formado por cabo, armação ou haste ou suporte e luva ou refil;  Cabo: Deverá ser de alumínio ou de Policloteto de vinila (PVC). Os cabos de madeira não são reco- mendados por serem porosos e de difícil higieni- zação, podendo causar proliferação de microrga- nismos;

PROTOCOLO/11/2017 Limpeza e Desinfecção de Superfícies  Carros para transporte de resíduos: Devem ser de fácil manuseio, impermeável, de fácil lavagem e de uso exclusivo para a função;  Placa de sinalização: Apresentam desenhos ou inscrições que permitem transeuntes identificar a situação da área delimitada (piso escorregadio, área interditada para reforma e outros). Limpeza concorrente (^)  É o procedimento de limpeza realizado diariamen- te em todas as unidades com a finalidade de limpar e organizar o ambiente, repor materiais de consu- mo diário, recolher resíduos e detecção de materi- ais e equipamentos que não estão funcionando. Es- tão incluídas a limpeza de todas as superfícies ho- rizontais da unidade de internação do paciente, das salas de cirurgia, de mobiliários, equipamentos, portas e maçanetas, parapeitos de janelas e a lim- peza do piso e instalações sanitárias;  Não abrir ou fechar portas com a mão enluvada. As luvas devem ser lavadas antes de serem descal- çadas e sempre ao término do procedimento;  Os baldes devem ser lavados e secos antes de nova utilização;  Classificação das áreas x Frequência mínima: Áreas críticas: 3x dia e sempre que necessário; Áreas semicríticas: 2x dia e sempre que necessário; Áreas não-críticas: 1x dia e sempre que necessário; Áreas comuns: 1x dia e sempre que necessário; Áreas externas: 1x dia e sempre que necessário;  Produtos: água e sabão/detergente neutro. Limpeza preparatória (^)  É o procedimento de limpeza realizado especial- mente nas salas cirúrgicas e de parto, se o local es- tiver em uso por mais de 12 horas antes do início

PROTOCOLO/11/2017 Limpeza e Desinfecção de Superfícies das cirurgias do dia, mesmo tendo sido realizado limpeza terminal no dia anterior. Tem objetivo de remover as partículas de poeira eventualmente de- positadas nas superfícies horizontais de equipa- mentos e mobiliários, após a limpeza terminal do dia anterior, seguida da utilização de álcool 70%. Limpeza operatória (^)  Todas as salas cirúrgicas devem ser limpas com o mesmo rigor, independente da cirurgia realizada;  Na limpeza de piso e corredor, deve-se dar prefe- rência aos horários de menor movimento;  Em caso de uso de máquinas, devem ser utilizados os mesmos procedimentos da limpeza concorrente de piso. Limpeza terminal (^)  É uma limpeza mais completa, incluindo todas as superfícies horizontais e verticais, internas e exter- nas;  É realizada na unidade do paciente após alta hospi- talar, transferências, óbitos (desocupação do local) ou nas internações de longa duração (programada);  Nesse tipo de limpeza deve-se utilizar máquinas de lavar piso, cabo regulável com esponjas sintéticas com duas faces para parede e os kits de limpeza de vidros e de teto. As paredes devem ser limpas de cima para baixo e o teto deve ser limpo em sentido unidirecional;  Classificação das áreas x Frequência mínima Áreas críticas: semanal (data, horário, dia da semana preestabelecido); Áreas semicríticas: quinzenal (data, horário, dia da semana preestabelecido); Áreas não-críticas: mensal (data, horário, dia da sema- na preestabelecido);

PROTOCOLO/11/2017 Limpeza e Desinfecção de Superfícies mados e superfícies, com exceção de esporos bac- terianos;  É imprescindível que o local seja rigorosamente limpo antes da desinfecção;  Deve-se desinfetar as superfícies ambientais com a qual paciente teve contato com álcool 70%;  No caso das unidades da Unidade de Terapia In- tensiva (UTI) neonatal, a desinfecção das incuba- doras deve ser realizada com água e sabão e solu- ção de quaternário de amônio;  Para o Clostridium difficile , a desinfecção deve ser feita com hipoclorito de sódio na concentração de 1000ppm. Não usar aminas, quaternários e gluco- protamina. Técnica de desinfecção  Remover a matéria e proceder à limpeza, utilizan- do a técnica de dois baldes;  Realizar, primeiramente, a limpeza com sabão ou detergente na superfície a ser desinfetada;  Enxaguar e secar;  Após a limpeza, aplicar o desinfetante na área, deixando o tempo necessário para ação do produto (seguir orientação do fabricante);  Se necessário, realizar enxágue e secagem;  Se mobiliário: realizar limpeza com sabão ou de- tergente na superfície a ser desinfetada, com o au- xílio de panos de mobília. Após a limpeza de mo- biliário, realizar a fricção com álcool 70%.

PROTOCOLO/11/2017 Limpeza e Desinfecção de Superfícies Quadro 1 - Limpeza e Desinfecção de Superfícies em Serviço de Saúde. EQUIPAMENTO TÉCNICA ATUAÇÃO Abrigo de lixo Limpeza e/ou Desinfecção. Lavar interna e externamen- te com água e sabão; Enxaguar e realizar desin- fecção. Armários e escaninhos Limpeza e/ou Desinfecção. Realizar limpeza das partes internas e externas com água e sabão; Enxaguar e secar; Friccionar com álcool 70%. Bancadas e prateleiras Limpeza e/ou Desinfecção. Realizar a limpeza com água e sabão; Enxaguar e secar. Friccionar com álcool 70%. Bebedouros Limpeza e/ou Desinfecção. Realizar limpeza com água e sabão; enxaguar e secar. Friccionar parte metálica com álcool 70%. Berço acrílico e berço fixo Limpeza e/ou Desinfecção. Realizar limpeza com água e sabão; Enxaguar e secar; Friccionar com álcool 70%; Não utilizar álcool no acríli- co. Contêiner Limpeza e/ou Desinfecção. Levar o contêiner para uma área externa própria para lavagem de contêiner; Lavar interna e externamen- te com água e sabão; Enxaguar e realizar desin- fecção.

PROTOCOLO/11/2017 Limpeza e Desinfecção de Superfícies Lavatórios/pias Limpeza Lavar com água e sabão; Enxaguar e secar. Lixeiras Limpeza e/ou Desinfecção. Realizar a limpeza com água e sabão. Mesa cirúrgica (utilizar a técnica de limpeza e/ou de- sinfecção) Limpeza e/ou Desinfecção. Retirar excesso de secreções com papel toalha ou pano velho. Acondicionar no lixo conforme Plano de Gerenci- amento de Resíduos dos Serviços de Saúde (PGRSS); Realizar limpeza com água e sabão; Enxaguar e secar; Friccionar parte metálica e o colchão com álcool 70%. Papeleiras Limpeza e/ou Desinfecção. Realizar a limpeza com água e sabão; Enxaguar e secar; Friccionar com álcool 70%; Abastecer sempre que ne- cessário. Paredes Limpeza e/ou Desinfecção. Realizar a limpeza com água e sabão; Utilizar movimento unidire- cional (de cima para baixo). Piso Limpeza e/ou Desinfecção. Diariamente: varredura úmi- da, ensaboar, enxaguar e secar (sempre iniciando pe- los cantos e conduzindo de forma que não atrapalhe o trânsito); Semanalmente: lavar com

PROTOCOLO/11/2017 Limpeza e Desinfecção de Superfícies máquina utilizando-se sa- bão. Encerar com cera acrí- lica e polir, conforme neces- sidade; Notas: na presença de maté- ria orgânica, retirar o exces- so com papel toalha ou com auxílio de rodo e pá, realizar a limpeza e proceder à téc- nica de desinfecção; Máscara e óculos de prote- ção devem ser utilizados. Proteção bate maca Limpeza Realizar limpeza com água e sabão; Enxaguar e secar. Saboneteira Limpeza e/ou Desinfecção. Interior e exterior: realizar a limpeza com água e sabão; Friccionar com álcool 70%; Trocar refil sempre que ne- cessário. Tanque Limpeza e/ou Desinfecção. Lavar com água e sabão. Telefone Limpeza e/ou Desinfecção. Na presença de sujidade, limpar com pano úmido em água limpa e secar; Friccionar com álcool 70%. Teto Limpeza. Varredura úmida; Utilizar o pano úmido para retirada de pó. Unidade do paciente: cama (colchão, pés e cabeceiras), mesa, suporte de soro, lixeira, escada, biombos, braçadeira, Limpeza e/ou Desinfecção. Realizar a limpeza com água e sabão; Friccionar com álcool 70%, após alta do paciente.