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Trabalho Pontes
Tipologia: Trabalhos
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Itajaí 2014
Trabalho apresentado como requisito parcial para a obtenção da M1, na disciplina de Pontes e Concreto Protendido, na Universidade do Vale do Itajaí, do Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar.
Itajaí 2014
Diversas estruturas isostáticas são solicitadas por cargas móveis. Uma estrutura é isostática quando o número de restrições é igual ao número de equações da estática. Os esforços internos nesse tipo de estrutura variam de acordo com a intensidade e posição das cargas aplicadas. Para isso, é necessário determinar os arranjos das cargas móveis que originam os esforços mais críticos do elemento.
Para resolver esse problema, seria necessário analisar a ação das cargas em várias posições da estrutura a fim de encontrar os valores extremos. Entretanto, esse é um procedimento pouco prático de uma maneira geral, exceto para estruturas e carregamentos simples. Um procedimento preconizado para determinar as posições de cargas móveis e acidentais que provocam valores extremos, é feito com auxílio de Linhas de Influência, idealizadas no final do século XIX por Winkler e Mohr.
Uma linha de influência registra a variação de um determinado esforço, deslocamento ou reação em função da posição de uma força unitária que percorre a estrutura (PAPALLARDO, 2011).
Por conseguinte, baseando-se nos diagramas gerados pelas linhas de influência, e em conjunto com os diagramas das ações permanentes, constroem-se as envoltórias limites de esforços cortantes e momentos fletores, em que se determinam as envoltórias máximas e mínimas e se permite o dimensionamento da estrutura sujeita a estas solicitações (DOS SANTOS; SCOZ, 2012, p.30).
Para a realização deste trabalho, utilizou-se referências de origem fidedigna. Após a leitura das referências, procedeu-se ao tratamento de dados e elaboração da estrutura do trabalho. A primeira parte consistiu em organizar os conceitos teóricos, e em seguida, deu-se inicio a elaboração do procedimento para a determinação de linhas de influência em estruturas isostáticas.
A linha de influência é determinada, utilizando uma carga P = 1 em diversos pontos ao longo de uma estrutura em barra. Assim, para cada um dos pontos, calcula-se o efeito considerado e desenha-se o diagrama, com os valores encontrados (SUSSEKIND,1973).
Inicialmente, determinam-se as reações de apoio, em que são necessárias as equações de equilíbrio de esforço cortante e momento fletor para a resolução das incógnitas das reações. A seqüência de cálculo dar-se-à com a determinação das linhas de influência das reações, do esforço cortante e do momento fletor de uma seção genérica da viga.
Para se obter o efeito produzido por um trem-tipo ocupando uma dada posição sobre a linha de influência (conhecida), basta multiplicar cada carga concentrada do trem-tipo pela ordenada da linha de influência sob ela e cada carga distribuída pela respectiva área de influência, tomando-se os resultados (SUSSEKIND,1973).
É importante observar a diferença entre os conceitos de linha de estado e linha de influência.
As cargas permanentes têm posição fixa e atuam com mesma intensidade durante toda a vida útil da estrutura. Para essas estruturas carregadas com cargas permanentes, a análise dos esforços para o dimensionamento da mesma realiza-se através dos diagramas de estado (momento fletor e torção, força cortante e normal). A partir das linhas de estado obtêm-se os esforços mais desfavoráveis que atuam na estrutura. Já as linhas de influência auxiliam na determinação dos valores limites dos esforços internos em uma estrutura submetida a cargas móveis.
A figura abaixo ilustra o exemplo de uma viga biapoiada de comprimento L, com uma carga unitária a uma distância x do ponto inicial A.
II. Carga unitária no trecho CB
Figura 02: Carga unitária no trecho CB. Fonte: Autor.
Procedendo-se de forma análoga ao trecho anterior, o momento fletor em C é dado por:
M⤓ = z. (L − x)L (Equação 06)
A força cortante em C vale:
V⤓ = (L − x)L (Equação 07)
A partir das equações anteriores, pode-se traçar as linhas de influência de momento fletor e de força cortante na seção transversal C da viga simplesmente apoiada.
Dada a viga biapoiada, será realizado o processo de determinação da linha de influência.
Figura 03: Posicionamento da carga unitária. Fonte: Autor.
A partir das equações 02 e 03, determina-se as reações de apoio e traçam-se as linhas de influência das reações de apoio para várias posições x da viga.
Rb = 9 x (Equação 02)
Ra = (9 − ᡶ) 9 (Equação 03)
x Ra Rb 0 1 4 3 0,67 0, 6 0,33 0, 9 0 1 Tabela 01: Reações de apoio.
Figura 04: Linha de influência da reação de apoio. Fonte: Autor.
Utilizando-se as equações 05 e 07, determina-se o esforço cortante em várias posições da viga, e desenham-se as linhas de influência do esforço cortante.
V⤓ = − x 9 (Equação 05)
V⤓ = (9 − x) 9 (Equação 07)
x Vc 0 0 3 -0, 3 0, 6 0, 9 0 Tabela 02: Esforço Cortante.
Diversas estruturas são solicitadas por cargas móveis. Pontes rodoviárias e ferroviárias ou pórticos industriais que suportam pontes rolantes para transporte de cargas são alguns exemplos. Os esforços internos neste tipo de estrutura não variam apenas com a magnitude das carga aplicadas, mas também com a posição de atuação das cargas.
A obtenção dos valores dos efeitos máximos e mínimos de carga móvel para várias seções ao longo da estrutura, a partir do esboço da linha de influência, torna possível realizar o traçado das envoltórias dos efeitos ao longo da estrutura, justificando a acuidade do tópico em estudo.
NUNES, André Cahn. Ferramenta Gráfica para Traçado de Linhas de Influência. Disponível em http://www.tecgraf.puc rio.br/publications/artigo_2001_tracado_linhas_influencia.pdf. Acesso em: 13 mar. 2014.
PAPPALARDO, Dr. Alfonso. Cargas Móveis. São Paulo, 2011.
SUSSEKIND, José Carlos. Curso de análise estrutural: estruturas isostáticas. São Paulo: Globo, 1973. 366 p.
ALMEIDA, Maria Cascão Ferreira de. Estruturas isostáticas. Rio de Janeiro: Ofina de Textos. 168 p.
Ra = (ᠸ − ᡶ)ᠸ = 12 − 0 12 = 1 (Equação 01)
Rb = Lx =^0 L = 0 (Equação 02)
Figura 04: Seção 1. Fonte: Autor.
Determinou-se o Esforço Cortante máximo da seção 1.
Figura 05: Trem tipo. Fonte: Autor.
Q⡩⤣⤑⤴⡸ = 10.1 + 5.0,75 + 1.12 2 = +19,75 tf (Equação 03)
Q⡩⤣⤑⤴⡹ = 0 (Equação 04)
Seção 2:
Figura 06: Seção 2. Fonte: Autor.
Determinou-se o Esforço Cortante máximo da seção 2.
Figura 07: Determinação da Linha de Influência do Esforço Cortante. Fonte: Autor.
Q⡰⤣⤑⤴⡸ = 10.0,75 + 5.0,50 + 0,75.9 2 = +13,34 tf (Equação 05)
Q⡰⤣⤑⤴⡹ = −5.0 − 10.0,25 − 0,25.3 2 = − 2,9 tf (Equação 06)
Conhecido o maior Esforço Cortante, desenha-se a Linha de Influência do Momento Fletor, e calcula-se a magnitude do mesmo.
Figura 08: Determinação da Linha de Influência do Momento Fletor. Fonte: Autor.