




Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Resumo sobre lipídios e seu metabolismo, do ano de 2025, para fisioterapia
Tipologia: Resumos
1 / 8
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!





Lipídeos são moléculas originadas de material biológico extraídas por solventes de baixa polaridade, ou seja, são compostos biológicos insolúveis em água Reserva energética celular (Principalmente os triglicerídeos do tecido adiposo) Componentes de membranas como a bicamada lipídica Isolante términos no tecido adiposo Vitaminas Hormônios Lipideos simples: Formados por álcool e esterificados por acido graxo. Nessa classe, são encontrados 3 tipos de lipídeos Glicerideos: Esteres de ácidos graxos com álcool glicerol Ceras: Esteres de ácidos Graxos e álcoois de cadeia longa Esterídeos: Ésteres de ácidos graxos e álcoois policíclicos Lipídeos Complexos: Derivados de lipídeos simples. Essa classe apresenta 2 tipos de lipídeos. Eles têm uma cadeia hidrocarbonada Fosfoglicerideos ou glicerofosfolipideos: Derivados de glicerídeos Esfingolipídios: Derivados de cera Esfingofosfolipideos: Derivados de ceras È uma molécula que tem na extremidade o radical carboxílico (COOH) e uma longa cadeia carbônica. Os carbonos podem estar ligados por ligações simples (Acido graxo saturado) ou por ligações duplas (Ácidos graxos insaturados) Identificação: A identificação é feita a partir de uma identidade numérica, ou seja se um ácido graxo saturado tem 12 carbonos e tem somente ligações simples, a sua identificação será Acido dodecanóico 12:0. Onde o primeiro número indica o número de carbonos na cadeia e o segundo número indica o número de ligações duplas, que no caso é zero Já se a cadeia estiver representando um acido graxo insaturado com 18 carbonos na cadeia e uma ligação dupla no carbono 9, sua identificação será ácido cis-9-octadecenoico 18:1(9). Onde, o primeiro numero indica a quantidade de carbonos na cadeia, o segundo indica a quantidade de ligações duplas e o número entre parênteses indica
em que carbono da cadeia se inicia a ligação dupla Quando o ácido graxo é saturado, a cadeia é linear, já se o acido graxo é insaturado, a cadeia no carbono com a ligação dupla dobra Isso é importante, pois como os ácidos graxos saturados tem cadeias lineares, eles vão conseguir se encaixar e se empacotar por conta da dimensão da sua cadeia. Porem, como os insaturados tem essas dobras, eles não vão conseguir se empacotar e se encaixar. Por isso, os saturados apresentam maior ponto de fusão do que os insaturados e quando se esta em temperatura ambiente, os saturados estão em forma solida, enquanto os insaturados estão em forma liquida Se um tipo de lipídio apresentar mais acido graxo insaturado do que saturado em temperatura ambiente, ele vai estar em estado líquido. Já se apresentar maior quantidade de saturados em relação aos insaturados, ele vai estar em estado solido, pois o ponto de fusão será maior Na identificação de ácidos graxos, sempre iniciamos a contagem para a identificação do carbono com a ligação dupla, pelo lado da cadeia onde se está o radical carboxílico Nesse caso a contagem dos carbonos se inicia pelo lado direito, que é onde se esta o radical carboxílico, fazendo com que o carbono que tenha a ligação dupla é o 9 e ficando com uma nomenclatura Ácido cis-9- octadecenóico 18:1(9) Já na classificação ômega, a contagem começa do lado oposto do que está o radical carboxílico, fazendo com que o ômega seja classificado a partir do carbono em que se inicia a ligação dupla No ômega-3 a contagem de carbonos se iniciou do lado oposto em que se estava o radical carboxílico, ou seja, Constituição de ácidos graxos em lipídeos
Triglicerídeos: Formado por 3 ácidos graxos e um álcool glicerol. Quando há a formação dele é chamado de síntese e quando há a quebra dele é chamado de hidrolise Podemos ter o tipo simples, que é quando os três ácidos graxos são iguais ou misto, que são formados por diferentes ácidos graxos Óleo é quando se tem característica liquida e gordura é quando se tem característica solida Na presença de agua o acido graxo se separa do glicerol (Hidrolise). Quem ajuda essa reação ocorrer é um aquecimento, um meio acido ou enzimas lipases que catalisam a reação Em meio básico, quando há a hidrolise na presença de uma base forte, o glicerol também se separa do acido graxo, porem o acido não fica em forma de acido graxo e sim em forma de sal, formando um sal de acido graxo. Esse tipo de molécula, fica com polaridades diferentes em cada extremidade, sendo a parte do sal mais polar do que o resto da cadeia. Isso configura o sabão, pois há a formação de micelas, em que a parte apolar do sabão se adere a poeira e a parte polar (micela) fica do lado de fora que se liga com agua e transporta sujeira para fora da pele Monoglicerideo: Formado por um acido graxo e um álcool glicerol Diglicerídeo: Formado por 2 ácidos graxos e um álcool glicerol Formado por acido graxo ligado a álcoois de cadeia longa. Esse tipo esta presente em gorduras de baleias e na camada protetora de plantas e animais São os lipídeos cujo o álcool tem uma cadeia com vários anéis Ela ocorre no intestino por meio de enzimas, chamadas de lipase que catalisam a hidrolise. Para que isso ocorra, precisa-se do bicarbonato, pois o alimento passa no estomago com um PH muito ácido, necessitando do bicarbonato para acertar o PH do bolo alimentar, para que ele atinja o PH ideal da ação das enzimas que catalisam a hidrolise. Também precisa dos sais biliares, pois eles emulsificam os lipídeos, ou seja, eles englobam os lipídeos formando um agregado chamado de micela. Dessa forma, os sais biliares facilitam a entrada do lipídio na mucosa do intestino (Enterócito), pois interagem com a membrana. No enterócito ocorre um rearranjo dos lipídios e uma junção deles com proteínas, formando uma lipoproteína, que quando esta dentro da mucosa se chama Chylomicron. Quando ela
sai, ela vai para o sistema linfático e é transportada pelo sangue Lipoproteína: é um agregado de lipídio e proteínas. Tem função de solubilizar os lipídios e transportá-los pelo sangue, permitindo que ele atinja diferentes células. No núcleo central há lipídeos apolares (éster de Colesterol e triglicerídeos), já na membrana a lipídeos com características bipolares (Fosfolipídios e colesterol) e em seu exterior ha proteínas, chamadas de Apolipoproteína grudadas na parede do agregado São formadas nas células do parênquima intestinal, transportadas pelos vasos linfáticos ate os vasos sanguíneos Classes de Lipoproteínas: Chylomicron: É a primeira lipoproteína, formada no parênquima intestinal. Nela há uma grande quantidade de lipídeos e muito pouco de proteína VLDL: Tem uma densidade um pouco maior do que a do Chylomicron, pois a quantidade de proteínas vai ficando maior e a de lipídeos menor IDL: Lipoproteína intermediaria LDL: Tem uma densidade maior do que a VLDL, devido a maior quantidade proteínas em relação a de lipídeos HDL: Tem densidade maior ainda do que o LDL. A HDL é considerada boa por causa que é a que apresenta uma maior quantidade de apoliproteínas e elas facilitam o transporte de lipídeos pelo sangue O LDL é considerado ruim porque contem uma alta concentração de colesterol, o que torna essa lipoproteína muito heterogênea As Apolipoproteína também têm função de reconhecimento de uma lipoproteína pelos receptores de algumas células de alguns tecidos O Chylomicron vai ser degradado por enzimas lipases e parte dos lipídeos dele vão ser liberados e vão para os tecidos, onde podem ser convertidos em energia ou armazenados no tecido adiposo. O resto que sobrou do Chylomicron vai ser novamente modificado no fígado por ações de outras enzimas lipases. Quando ele sai do fiagado e vai para o sangue, ele sai em forma de VLDL que vai sofrer ação de
(hiperglicemia), pois consumimos carboidratos além de lipídeos, o organismo libera insulina. Esse hormônio inibe a lipase, bloqueando a quebra de gordura. Nessa condição, o corpo utiliza a glicose como fonte de energia, produzindo ATP, enquanto os ácidos graxos são armazenados como reserva energética no tecido adiposo. Epinefrina: Quando se esta em situações de alta demanda energética, a epinefrina estimula a degradação de glicogênio muscular a partir da geração de que AMPc, que ativa outra enzima chamada PKA, resultando na quebra do glicogênio (Armazenado no fígado e formado por glicoses), onde depois é transformado em energia (ATP) para o músculo usar Entrada de ácidos graxos na mitocôndria: Antes de entrar na mitocôndria, os ácidos graxos se ligam a uma molécula chamada carnitina com a ajuda da enzima carnitil-acil transferase I. Essa ligação permite que ele atravesse a membrana e entre na mitocôndria. Dentro da mitocôndria, a carnitina é removida, e o ácido graxo entra no processo de beta-oxidação, que quebra a cadeia de carbono dos ácidos graxos em pedaços de dois carbonos, liberando acetil- CoA. O acetil-CoA segue para o ciclo de Krebs e a cadeia transportadora de elétrons, onde é convertido em energia na forma de ATP Enzima carnitil-acil transferase I - inibida por alta concentração de ATP, sinalizando que os ácidos graxos não precisam entrar na mitocôndria para serem oxidados e gerarem ATP. Esta enzima é que regula a beta-oxidação de ácidos graxos os ácidos graxos são metabolicamente mais energéticos do que a glicose, pois enquanto 1 molécula de glicose gera cerca de 30- moléculas de ATP, os ácidos graxos possuem mais carbonos e são mais reduzidos do que a glicose, o que significa que liberam mais elétrons ao serem oxidados, por exemplo 1 molécula de ácido graxo (com 16 carbonos) gera cerca de 106 moléculas de ATP. Os lipídeos da bicamada lipídica têm característica anfifílica, ou seja, tem uma parte hidrofílica e uma hidrofóbica
Catabolismo: Degradar aquilo que ingerimos para retirar energia. Porem, tem vezes que ingerimos alimentos em excesso, fazendo com que uma parte seja armazenada, para podermos usa- la para gerar energia quando estamos em jejum A mesma quantidade de ATP utilizado, vai ser a mesma que vamos reservar, se sair desse equilíbrio, ocorre morte celular
O fígado é o ponto central do nosso corpo, ele que distribui moléculas para os tecidos, para ocorrer a síntese de ATP Se fizermos uma dieta que tem carboidrato, lipídeos e proteínas. Os carboidratos serão digeridos, formando glicose, que é absorvida e chega ao sangue, onde é transportada para todo o corpo para formar ATP. Porem, se ingerirmos uma quantidade a cima daquela que precisamos, a glicose vai ser transportada para o fígado e transformada em glicogênio, sendo armazenada, para ser utilizada posteriormente em situações de jejum, mas se ainda sobrar glicose, ela é transformada em triglicerídeo que vai para o tecido adiposo. Os lipídeos, vão ser digeridos, transformados em quilomícrons e vão para o tecido adiposo, onde são armazenados. Já as proteínas, vão ser transformadas em outras proteínas, já se consumimos mais que o necessário, os aminoácidos vão para o fígado sendo transformados em lipídeos, que vão ser armazenados no tecido adiposo Em jejum inicial ou transitório, quem fornece energia é a glicose originada do processo de Glicogenólise, em que quebra o glicogênio guardado no fígado Agora, se o jejum for prolongado, vamos ficar sem glicogênio, fazendo com que tenhamos que fazer: oxidação de ácidos graxos: Nessas situações, o glucagon estimula a quebra de triglicerídeos no tecido adiposo em ácidos graxos, que são transportados para as mitocôndrias, sofrem beta-oxidação e formam energia síntese de corpos cetonicos: No fígado, o excesso de acetil-CoA é convertido em corpos cetônicos, que são liberados no sangue e usados pelo cérebro e pelas hemácias, que não conseguem usar lipídeos para gerar energia. Gliconeogênese: o corpo produz glicose a partir de aminoácidos, glicerol e lactato Os corpos cetonicos são moléculas formadas a partir de ácidos graxos no fígado e utilizadas em outras células para obtenção de energia. O processo de síntese desses corpos se chama cetogenese e a utilização deles, se chama cetose. Agora a diminuição no PH devido ao excesso desses corpos, se chama Cetoacidose Via metabólica de Síntese de glicogênio quando se está alimentado: Glicogênese Via metabólica que corresponde a transformação de glicose em piruvato: Glicólise