Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Maceió Craveiro Costa, Notas de estudo de Arquitetura

.....................

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 28/09/2012

myllena-azevedo-10
myllena-azevedo-10 🇧🇷

4.7

(42)

138 documentos

1 / 137

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
:!
d
Ii
!
!!
;:
"
i
~
!
1
·1
Bibli
otec,
f"
lacei6. :
Ac. 2505.
Doa<;30 -.
. RS 1.68 ·
P
·,
ubUca~ao
comemorativa
do
ce
D.~eoiri
o
da c!d
::t.
dc
de
Ma:.cel6
(9
de
detembro
de
19 39 ) -
pr
o mo v lda.
peia
P'Tt:c
'
eltu
r a
Municipal,
sob
a.
o r i
en
ta!;
B.
o
do
De pa
r-
t
amento
Municipal
de
Estat(st!
c
o.
.
!
t
,
!
I
!
~
!
!
I
i
,
~
,
,
I
,
,
!
I
:
l
j
!
l
I
I
I
I
I
CRAVEIRO COSTA
UF
A.
L
RI8'
-'
~YE'"
-:;-
:
,JTRAL
C O
~
...
cC
.
..
.
J:-'c
.
..
,J
.13
--
MACEIO
!~
£01(;
.:\
0
SERV[(;OS CRA n
cos
D E A L AG
OAS
Sf
A.
_ SER G AS.-\
MACE! 6 - 1
9$[
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48
pf49
pf4a
pf4b
pf4c
pf4d
pf4e
pf4f
pf50
pf51
pf52
pf53
pf54
pf55
pf56
pf57
pf58
pf59
pf5a
pf5b
pf5c
pf5d
pf5e
pf5f
pf60
pf61
pf62
pf63
pf64

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Maceió Craveiro Costa e outras Notas de estudo em PDF para Arquitetura, somente na Docsity!

d

Ii

! !!

;:

"i ~ ! 1 · 1

Bibli otec,

f" lacei6. : Ac. 2505.

Doa<;30 -.

. RS 1.68 ·

P ·,ubUca~ao comemorativa do ce D.~eoiri o da c!d ::t. dc de Ma:.cel6 (9 de detembro de 19 3 9 ) - pr o m o v lda. peia P'Tt:c ' eltu r a Municipal, sob a. o r i en ta!; B. o do Depa r- t amento Municipal de Estat(st! c o..

!

t,

! I ! ~ ! !

I

i ,~ , ,

I, ,! I : l j! l I I I

I I

CRAVEIRO (^) COSTA

UF A. L RI8' -' ~YE'" -:;- :,JTRAL

C O ~ ... cC. .. .J:-'c ...,J.

--

MACEIO

!~ £01 (; .:\ 0

SERV[(;OS C RAn cos D E A L A G OAS Sf A. _ SE RG AS.-
M AC E! 6 - 1 9$[

--------------~~----; - ,~

~l? ~L • B;BUDTECA CEN!m

ii· f",.:=:, S b":> l ''I'-I

11.- Cc l : '~f"'" I ('.

AQU;,ic;o \0co..w)J

LJ'i~ii!!:

PI~~O: ~(~ .) t .~

I at,; ,; \ \ , 0,,,.

II.• Chomrn

.'. ~. ~ 1 -:":': I

r '] ~ 1

Ao leitor


Em meio, aos v:i'~ os (raba/hos desempenhados pela Se - creraria de Educac;ao e.. Cultura, merece urn e l ogio especial, o proposiro, da Ore -ediS · OIJ das obras hisroricas de aUlores a/agoanos.

Observando toda ur , a linha de trabalho executada pefa SEC, s€fHim05 que, a~ longo de tempo, houve uma preo cu p ac;ao maior pe la re a.(idade - Edllcac;50", Todavia , em "0550S d ias, urge reconhe 'c.~r, q ue 0 Sistema Educ.l(jo do ESlado njo sorre abalo em s{J8"..marcha, evidenciando-se urn inte r esse crescente do Exme : S!i.~secrel 'ir iO (Ie F.<JuC;)( JO pela dinamizac;ao da CuhurJ.

A re-edic;ao de - Macei6 - de ~v eiro Cos/a e cons- cientiza<;:jo do quan ta J Sec /e ear ;a de \ (d u ca~- jo e Cullura objetiva no scu plano de Arabalho n .1 ~ \rea cU/lur:tI para

A olcolha dessa no(a~e/ abra, teve 0 d'«! / do Egregio Con se/ho Estadual de Cu/tura , dianle do seu va lo r in fo rma- tivo para as gera<;6cs cia presen(e e fUluro

A pri me ira edi<;:<i o de Maceia de Crave i ro Costa ~urgi()

em 1939 feita pe/d Livraria Jose Olympi a Edir a ra, no Rio de

Janeiro COm a pJlroc!nio da Prefeitura tvlu n ic ipiJ! de Ma - CCHi

Me/hor presente, a ent<io Prefoi(o da Capital, Or. [us-

{jql1io Comes de Mel/o, nao poderj ofe recer a' comunida- (fe , quando doAI? Centen~irio <.fa e/eva <; ao de ;\4ar:c io a (i da- de 0 Capita/ <las A/agoas.

I

I,

!.

de Novembro", "Correio de Alago (^) as ", e "Cultemberg".

Deixou viirias obras, o'estacando _s

e

: "0 Fim da [po-

peia", "0 ViSconde de 5inimbu", "Alagoas em 7937 ", "His -

t or ia dJ5 Alagoas" e "Alacei6".

Realmente, re-edilar a obra - "Maceia" _ de Craveiro

COsia e, ,oodemos afirmar, um valoi050 p

r

esen1e da Serre -

laria da Educa,ao e CUll ura ;i comunidade Alagoa n a.

rer nas maos Maceio de Craveiro COSla, I' saborearum

Irabalho serio, onde a pesquisa serviu de base, urn eSlilo

suave que envolve 0 leilo r, Uma forma eleganle que reve:a

ser 0 aUlor urn qUJliiicado Ar(iSl

a

A sua pena nao serviu apenas para deixar sinm no

braneo do pa pel, foi Um Cinlel a esculpir uma obra de Ar(e.

Era C1ssim Crilveiro COsta.

Nossos parabens ao Prof. Jose Medeiros e nolSO incen_ l^ livo izadJ5^ para que.^ OUlras^ promo,6es^ dessa^ feilura^ sejam^ co^ nu^ e_

Criar uma Consciencia Cultural I' 0 grande emb","_

menlO para um movimenlO CUllural exp lo sivo e obl l

i,' em prof dZi cornunidade a/JgoanJ.

lvlacei6, 75 de janeiro de 7987

ER NAN I OTACi li O MERO

Diretor - DAC

I

,

(

, "

; ) ~~----\ ' 1.

I

f-----" '

Bibliotec

Alaceio. '

.-\0 .2 505

D03<;50 -

RS .68 '

'! i,

(^1) , , , , ,^ ~

i

I, ,

!ndice

, 'I - 0 POVOADO.

®- A VILA ...

III - NO TEMPO DE P6VOAS

IV - A FREGUESIA....

1

21

S

89

V - DA INDEPENDF.NCIA A ABDIC AC;ii.O II I

VI - A CAPITAL

VII - A C!DADE.

VIII - A POPULAC;ii.O

~ EVOLUC;AO URBAN.', E SOCIAL DE

MACEI6 NO PERlOOO REPUBL! - CANO..

137

151

I SS

l tV)

II

I

VIII CRAVEIRO

COS T A

Adquiridoo da familia do i[ustre h,·storiador as direilO

s

autorais do Uo{ume,. confiou-me a municipalidade de Nt acei

a incumbencia de, como diretor inter-ina do antigo Depar-

tamento de Estatistica e Publicidada, hoje Departamento

Mum"cipal de Esrar!srica, promouer, no Rio, a ediq60 do

traba/ho de Craueiro Costa, fazendo -o acompanhar de notas

e um esrudo complementar pela Sf. Manuel Dieques Junior

e mandando-o ilustrar pelo pintor Santa Rosa.

Fiz 0 pos s iL :el para dar bom desempenho a tarefa qu~ me foi COmet ida. Af astado~ par {icen~a , das minhas funfoes, sinco -m e satisfeito par ler contribuido um pOlleo para as

realizafc5es com que se solen/zou 0 centenario do aconceci.

mento de maxima significa,pio na vida historica da ca p ical

do meu Estado _

Aurelio Buarque de Hollanda Ferreira,

: I,

i,

.,

I

o POVOADO

II',;c,,,,,,,on;"luid'd',", £i "." d, om ~, ~ -. engenho $9 1 ~ sem ascend.enCla. co-

ilffW-~o~ ~ne~,da e assentamento autonzado nas --.~...,.,.,.., - cronicas do periodo hist6rico da Iuta pelo dominio

do gent io e conquista da terra.

Barleos, em sells mapas, (1) nao assinaia 110

ponto da costa da capitania de Duarte _Co;).ho Pe-

reira, onde esta hoje ; cidade de Macei6~ _ (2.') uma

-;-;;-abita<;ao. De praia acima, ante 0 a'ncoradouro

(1) Mela Morals, na sua Cro n lea GCl"al do Brasil, di uma naUda mlnuclosa i de Pernambuco e Al agaas, po r ocasi;io vista das c anas d e Barleo s, ~ste t re chci do ,",:·urlito h lstorl a -

 ## Jaragua e maL'J adlante 0 de Ju<;ara. 0 l ocal on.de esta hOle 5[ - tt:lada a cldade de lItace.16, capital da Proytncl:l das Alag oas. Daa tinha uma 80 casa, e nem vestigIa de ruorador, eo rnesmo no::! dois portos de ma r' ~.. (2) 0 riacho que d1 nome 0. cldade, dlndlIldo -a em d o l Imirro!; tlr!nclpals tern as seU3 manad e iros em T a bole lr o do ## Pinto pur dais b~a.C 0 3 - 0 Pitnnga e 0 !'ull - d'ArcQ. Des:.:t g- u l ~ no Allftuti eo d'Olpois _I_ de urn pe r Cl1 rsO de .6 qui. 16 w e t ro3. a?r ~x l~ madam e at s. Se gund o :'Ir o re i ra e Sliva, , )fa(;Ul-6 -lL1!I&..n\f!ca. Cl u e tapa 0 ala g ad1r. o. ' 2 CRAVEiRQ cOSTA _f> 12&'.-£r6 );0 .:-C? d?_ ~:;P/;" ", _"'C ae !"':;_ _[_ _sem_ reiereneia na cartOgraEi" barleana, ha\';a 0 cle- ' serto da era cabralina, deserto maior talvez, pais que o _cae!'_ indomavel, combatido a ierro e a _Eog o_ _,_ por- \'en u a escapo a persegui,ao legalizada, depois do naufragio da nau _Nossa SCI/hora d'Ajuda,_ (3) se embrenhara, aterrorizaclo da ringan,a do colon i- ~. _-0 Vr_ ';.9"" <--> _OfN__ "' ''''::/';;;'{/ Joannes de Lact, (4) diretor e cronista da _Com-_ panhirt '(~s Ind ias ?ciclentais, ~ Sua clescri<;:io cia Costa cia C~Pltan!a, II1cilcancio, 1l1ini 'ldente,/ Qs portos fa\'oraveis" _b\_ abrigos seguros da l~ e{ac;ao, os aCl- dentes ,""nos c1/ ,litoral, as pO)p<!dos que surgi::un dcntrc a espe~a-nc;a racll osa c1qs"C ana\'iais, l.!ao incil!.:' o ancora.s!ou,ro de araKua (5) nem a lude a habita_ _,ao_ circunrizinha. o si lencio clo c"«nist", conlemporaneo e teste- nlLll1ha \'iSua l cia COWjUl st a 10 anclesa e a ind ii ercnc;a clo cartog-rafo , ao tra,ar mapas colonia is ~_ . , ~ ilcam ignor:incia do ancora 'clouro; arenas cleixam pcrceber ° sell des\'al imellto, _ao_ tempo _da_ illl'asao ba- tava, WlllO base de opera<;<ies e P0\nto de desernbar_ <J"c, _quc_ sc cstim:ts sem, pela ciistalltia a f]llC ficav:! do" ]lOI'(Iacios rnais !Iorcscciltes, qlle mais intcrcssa _ \"a1l1 <1 iJl\ -asEio. Jod;"';"a ciOCll mcll to jll'lblico, cie l ull, referc a ]..[ _J\_ C t [ 6 3 existencia de Ullla as" c)'-. te,.1.1, tl!L ~'l:iu$.§ar , )ro - p;;ecTadc ci~l\Linllel Antonio Duro, ;, qlleu~ Soares, a lea ide'lnor - de Sa;~til:ll:a;:;a A.fudalella~dGar'!. l ;;;;a 4 s~ ~~ rl ~_ ru) _A_ eSCntlira dcssa doa,ao, cJatada de 25- de Ilo\'embro ci;)qlIcle allO. indica cbramente (ue muito antes da in\'a~;J(J hobn ·Je..:::.a" 1() 1 a- ~ia em Pajussar~ lIlila ha! ,u",<; a. o...ddil\iti. ~e..qlte.. .Ma_ ~ -WJ'L- .All'". «ill-' ..io , .- ": iJ.! I .1",·o..:.~~il-.\;"' "J"..j't:QP I: iet;icio, lIa \'.C I ~ -. tQor seguinte:^ (6)^ A^ escritu^ r<l.^ de^ doa\;ao^ a^ Jfallllel^ Antonio^ Duro^ e^ do "Saybam coantos este publiQuo (digO estc instl'omcnto de doasam E ooriga~:i.Q ,-irem qUO DO an-lID do na scimento de nos o senhor JezlJS Cristo de mil Ese!s seuta;>; E OOZ6 Aos \Iinte ESinco dias do Illez de nO"ewb,o do d i to anno nos l imites da alagoa nas cazas de Qlorada. dG Domingos Leitc10 de Brito da Villa de .Olinda Cap itaOia de pernambuco Est~do a hy prcl)en. t. de boa P.,t. benHique d. Can-alho Capilarn dos d!IOS limile s E de Dutra Manoel 2otonio duro matador lleUes logo {'Jela dito heoHiqoe de Can-albo [oi dilo pe'ante mi", tabeliiio E das teSle- Oluuhas 0.0 dieute nomcadas que eJJe hera prccnrad or bastante de d log o Soares lllo'ador n. sidade de lis!>o. Como logo fez seno _Dor_ hun fn s tr oUlC nto de proCur;u;ao [eita nn ditn. sidade nos Yln- te dias do mez d~ novenlbro do anna pasndo d ese is Seotos E de flUe Estil SOb!icrita Easinada Em p u blitl11Q PO t llli;r; mOuteiro Sih'a laue,lif,o danota, d. dila sid.d. de li s boa Co mo desta po- rcsia ll.:t (,'On ) llle dol 0 dito sOares C eu C01l5tetu!uto Em sell nome E l'omo tutor de seu Who gab r ie l soares de pina aJr.aide mor det vil la madalenrt Que S6 o ra fez nR dilu lagon puci e :' fie - [M, rtlr alguas terras pe l lo~ moradores da dita "ilIa E IJOvoasam )lor vinUdo oa coal pl'O!;Urar;tlO E oata que f oj dada Pello Ca~ l)it:\l.u f~ gover/indor desta c:apitania ao dieo seu cOustetuinle dis:-;o ello F;nrlquo do Carralho Em nome e Como procllt'ador do <iiIo di o ,~o sO",e, E ,e u filho ;;.'b';"l ,0arEs depio, qUe PO, <'!;tc 8illHromenlu davil e uoava g [azia doa sam do Sesllla ria ;\0 dito rnanuel :\ ntolJlo duro dc ni l o Se ll tas U I'a.Sas de (<' I 'ra POt' COsia na PHjUCl lJ '" H S'I/J<" I' da Ca7..l~ de tcl h a I1lH! 0 (fito 1I1' lun CI :\II (Ollill flu l'\) all\ ' rCIII ('oat/'o seur'ls HI'llsa", {}<Ira (} HO/'( !..' .E-~ (:OH(I'Q ~elt(:ts I, n':a () Si ll 1.; {l~II'a f) se l 'l:io tOdll, fl [ C I ' r :t (jllo O\l\'('\, lll h" l ~ utl' !i(; u' 111\ alngo:l d o n Ol'tc l ,;() rio quI'; p ~II' a db !'ill!' a Coa l SOI'lr. de terra. Jill'; da Pl:!lla sobn~ (/ita malJcirn. de Xi''"'''i, fo". liHe El i'ClOta >emfo,o oelll nilJulo a / gum n:ai. (Illo dizim o a f)cos Com tOllns :1" agoa:; E mad!~iras qUe na dita data OI.J\'er r esa h' :lndo _I):,_ p.l0S riat'S pUra Engeuhos E Inai.., n)acl('il'<l1'; de nl:lllguo qllO .o:en'Il'(:m Para. tll,iria g <innasl.lm della!; I,; PliO;'; qUI:! ~t'f'\,jJ'(.!lI1 Para ::JerLl!' a C(Ju l datil I lia da com I'ondis:lm I'} 11 I,; fn.r(i ilu<l Ca~a d!? .sotJr::ulo c:ott-ertn de I. ,; Jlla _un_ l~iLi-!. 1)1)\'on :-;a l1l do dill) eliliSO S() ;l)f}S E ::C'u nllw c i( a Em SulJallu~ j : ia f:.' is!!) UGI!lZ'O Elli liUIIl aillH) par.:! 0 I j \\f~ Qutros)' Ille fal. ) _j_ ## "\ " ~ ~ ~ .," ~ 1 } ~ ## l""'- (^6) CR.-\VEJRO COSTA A sesmaria de ~Ialluel Duro parece ter sido trallsferiaa " a-;"capjtKO-"~;0-liIl2r;O Fe~~~~des P;dj- ·Ill.a .- aniici;;is~i·mo proprietario de terras ' e'm' Tiace;;;; ' 'pois foi este quem fez traslaaarparir 0 livro' de ~Ot3S do tabeliao Bernabe do COllio Lemos, em juiho de 17 08. a escritura de d02<;ao fejta _em_ nome de Diogo Soares da Cllnha e seu fjlho Gabriel Soares de Pina. Apolinario Padilha de"e ter substitllido a Manuel Duro na posse e ;ai reit os da sesmaria~ Explliso a batavo, apos combates que assolaram e despovoaram a capitania, cessando ao mesmo tem- po a autoridade dos donatarios, em virtude da nova orienta,ao da metropole em relac;ao it colonizac;a o, 0 gO\'erno portugl1es procurou resgllardar a costa imensa pernambucaI~ nagueles- ponto-; - ainda des- . providos de defesa milita.r, contra passive is agres- s6es. E D. Pedro II) em 1~i3,_ ordenol1 ao governa- dor geral, Visconde de Barbacena, fizesse fortificar \ ~ p<irto de Jaragua e )ov0"I...i! coma rca das Alagoas I com ilheus dos Ac;ores. --+~.s:;..cv/"'.9 _cr -_ - o governador, porem, preocupado com as minas de prata, qlle tantos desgostos Ihe acarretaram, nao se dell a tais cans eiras defellsivas., e tudo (^) , militar- mente, continuou CO"lO dantes, ate Melo e Povoas, quasi seculo e meio. ~ ..A - i·Il\~ a; - hoJ;;ndesa encontrou florescentes as tres principais nllcleos da pOjlll a,ful..do..J e.r .:. 'io ala- goa no-=.. _/3011._ SU Gc ssa- (- l?<.irto,.c'LU' o.f.r.. aO-l.l.Ull!:.;.... _Sanla MOI·ia. Madalena da Alagon do Sill_ (A lagu.'lsJ ,_ au centro, e _P£'lledo do R io de S.ii a. Fro"cis(p_ CJ;:e- **nccio) ..** ~l!J. **,Farant Os bllrgos fUJl<.iamenta is cla** forl11 ~ l<;a(J g\.'()~ r:!f~ l'a **das** :-\Ia~·oas.· l\ Jati ~! -s" **de ·.Al- ...** **ur M.l. G -,'** ## CO :. (;J ),[ ACE I (^6 ) b \Lque rque, ao " r~irar:~e~ para _ a-. Europa, eI':' .. l.6:35, substituido na chefia ao exercito__egtpperaS6e~p.!l.10. malogrado _ Rojas"yJ,3;-ij as,~lhes as Jranqu~a~ , (l~, ~I~>m 12 <W-abril daq~~no;-~i · pr ~ '-;i- ;;encia' dos serviC;os · prestados na luta h~c1esa. Em torno dessas vilas, varios povoados forma- **--- -- -- -- _._- - -;-- .. ' -** vam-se, tumultuanarpente, ~~leI]s.~c!i'Q.....das _ s".5I1la: ri;;' -R cada n~,leo que. sUIgia, .r.9deando_o. _<;pg~9.. de ac;uc~-;::-'4.o ;;'inando 0 campo pastoril, beirando..9!i. cursos fluviais, ou emergindo ao longo das lagoas, p~ocurava, pela necessidade irresistivel das relac;6es 'sociais e permutas de interesses mercantis, ligar-<e **_P?_** **. ' -** -.. •. **,. --** - -. - - **-. --:::;:::...--** aos outros nUc1eos'Sanastomosa'ndci:-se Ip ara a vida que irrompia da inc emencia tropical. E, p~.~a ._ pouco, se foram rasgando no seiQ _da. lllata-o~ cami- nhos C!~~. ~;-;;du;i~m _ aos_ .cen.t.LQs_d e maiOLp9.P.lt la<;i9. ~ mais~~~-;d;-prep9nder;lI1cia,. .que...leva.\iam- do_. I~e~t~-;' - p;~-;;;i ito-;:a(~s ..prod w;6es a gT iCQla s",~@!~a \ I;;:aritima para o .sertao o. socorro _das, armas, quaqg ·a. trucule!1cia. das oposic;6es_indigenas se levantava contra a expansao colon ial, au quando estrl1gia a re- volta dos proprios colonos, tocados fundamente nos recessos da dignidade Oll do interesse of en dido pelo desregrarnento e cobic;a dos senhores da terra e da, proprias autoridades reillois. Po rque, "ao passo que pela granjearia e pelo comercio crescia a opulcncia dos sllditos, a li ccn<;a e a demasia dos go,""rnaciores cresciam, tao absolutos, que na o havia hom;!. "ida nem fazenda que nao estivesse it <Iisjlosi<;ao rle SCll gusto". (8) Com 0 aclvento da vida judiciar ia nesta;; paragt:J1S **(8) Frel Rafael de Jesus, ens-idulo L m;it:tn o.** / (^8) CRAVEIRO COSTA alagoanas , por onde imperavam a pSSP£,\inc ia .,:!os .J.e~ meiros .. e **0 arbitrio rude dos caoitaes-mores, e me-** dl da s outr as complementares, de policia e administra- <;ao, que v in ham, cle-sttbito, quebrar as asperidDes do **regime despotico vigorante, a .autoridade dos** gra~l des £.t:opriet<irios , em sens f eudos, e dos di,·ersos re- presentante s da metrop ole, nas vilas e povoados, fi- cou limitada , pairando sobre ela a aut(>ridadc do fel /-~ e as rigidas da lei. _ly_ _'_ I. ~1~_. _._ _ __ do ~orte , _ margCItI da lagoa >ig_. _I_ *'t.. ii, (^) **1_..** orte, e contel11poranea ."_ _ dessa fase. de f.orrr!a,i'io geo-. "_~_ _ -:-il · d,.; graiica e cresci111cnto soc ial eQ:o ."umico (Ie> terri tor io **_(Y&te-_** **/** ~ **ala goano.** Se~:uHd() **Gabrlel Soare.s, um cegu se esta-** belecera proxil11o i, el11bocadura do ri o MUl1datt, in- **=** vocanclo a misericordia cla santa pr o tetora dos que **perdem a vista. Eo cego fllndou 0 povoado. E' a len-** **da. A hist6ria, po rclI1, firma a origem da povoa<;ao** **na** doa~ao **de Diugu Gonc;alvcs ·Vieira a Antonio** **fvIartins Ribeiro, em 1610, de uma kgua de terra corn** L 3:LWLLl1-U;'W_ **de flliidar cnge nho e** -~ R~ beiro cu rnpriu as Cjue lhe haviam sido iIll- postas. Ao ~o cia glte r ra holanclcsa, er:,," tn!s as etlge[lh ~-:de ar/ lcar g-lit a li cxistiarn - 0 _S""lo .1,,-_ **_tanio,_** **it** [narge~ ' **do** riachrj ' Satt;ba~ **0** **_lYossa Sell/LOr ;;_** ---.. "= **_d'Ajllda_** **e 0** **_}"!ossa_** S~Flflo ra._ da EHCanl(7~·ar.J , **5 ll1ar -** gem do i\Iltlldatl, toclos com cal'cias. () povoado era **constdc[ ilYcl c resistiu he roicamente ('l invasao bata-** I I **va, recha c:;ando - a.** " **_.I_** **Depots da restaura\ao e que cleve lel' t"idv inki o** !, ~l1fY 0 povoac1o cle Maceio, [lela ellgel1lro dc _ar;llcar qu~ "i Sibliatec, ---- existin no local Clue est{[ hoje oCllJlago pela I'raFt Q. ## i\lacei. Ac. 2505 ## Doayao - RS lo68 ' Pedro II. - i l ## :. _. ' - I , :~ ~ J I Oibliotec ## i-- :-" '\(lcei6, **f1** **_r\c._** Doa\f~o. RS 1.6S. . / " **_J-)'_** **..,** /~ ## Iv ()om.9 de) -t8i1h3V~ v I _" Pv fvu- Cn w_ 6 c:.-< _We 1/_ i ## I I ~ I j 1 MAC E{6 (^9) Alguem, certamente de Santa Luzia do Norte, **desgarrou-se do burgo lacustreJ com eS'2ravaria e ga-** **dOJ a** a~.. entu ra **da industria do ac;ucar, e, a margenl** do rjadl(Li1fMQ}:Q, fundouJ!l!Ll:l}g~nhQ, --'. erta St o-o-proprtetarto _de.ssa-fabrica_co: ioni~\ ~~u n9m __ Rerdeu-se._ Os maj laboriosos in- vestigaClores passado, que se etnbrenhar~nos arqui\'os) \o ovoados ancestrjl.~a ~o~ 6, riao no encontrar n para a conpa-6a<;ao postuma do pa- tri~~ 0 da c!'dade. '· 0 local era 0 da escritura de 1611, a sesmarta de Manuel Antonio Duro, com oitocentas hra<;as de costa e fundos ate encontrar a rio Munda{!. Outros sesmeiros por ai se estabelece ram. Um deles, e dos mais antigos, foi Apalinario Fernandes Padilha, que, em 1762, constituia a patrimonio de Nossa Se- nhora dos Prazeres, daando-Ihe os terrenos de sua propriedade. . A capela de Nos sa Senhora dos Praze r es e an- .,' .. - -- .. _. - **-------- *--- - - -- -** tigujs?ima e deve ter sido contemporimea do eng£: ..u]Jll. Antes dessa inOl 'a<;ao, era consagrada a Sao ,Gon<;alo e pertcnceu ao padre Antonio Ferrei ra da Costa, que, em 1787 , a doau ao selt af ilhado Bento Ferreira da Costa. (9) A capela existiu ate 1 ]50, **(9) "Em nomn de Deos Hmeu Salba6 qua.ntos esto pu- blico iostruLIlento d** e~critt1ra **ou Como imdir e ito para sua. ,a- lid:ldo rnilh or u ome e IU{jur haja cdtzer sf.:possa ytrem que no .Auno do 1'.-a!icimeuto de Nosso Se!l.hor Jezus christo de roU ese te sent05 0 oitenta esete annOS .\03 ;-inte esiaco dl us do ruez de Abril do dito r\nn o c.estc Lugar dacapet[a de Mar,ay6 ca rue,sma capella termu d v\1la do :-;auta** ~ [arla **Magda!cnd a l:tA ia.- go:J.';\ doSul caber, a de cornarCa districto dacapitania do pe rnam - buco om a IDes ma capella aondo lie,** ort og r ant~ **0 Rc\'oron - do Padre An ton! Q F e rreira da Costa apar ec erilo parte preZi;) ll - tcs onoq;ante e** a~5eitantes **a saber do h urn COmo 0. Doad o r 0 d ito fteyereudo Pa d re Antonia Ferreir:>. da Costa e do o ulr o:l como lJoad os Benl o** FHr~it'a **Ouimaralos e Joti l)** F e rroir ( ~ **rla.** ## l " I ## l i (^10) CRAVEIRO (^) COSTA como matriz, quando f6i demolida. J a tinha alterada a sua' primitiva fisionomia, po r aumentos e recons- tru~6es que the fizeram. Do engenho encontraram-se vestigios em 1850, mas ,0 nome do fundador nunca fo i sabido. ' 0 cronista Claudino Jaime escreveu uma Me- moria sobre a Matriz de IVlaceio, e desse trabalho 0 trecho que se segue : "Con vern aqui notar que essa capela de S. GDn<;alo, segundo tradi<;iies, dizia- se ter pe rten - cido ao proprietario do engenho de fabricar a<;ucar, que aqui houve antigamente, engenho assentado, mais ou menos, no Ingar onde existe o palacete da Assembleia Provincial, sendo uma das provas da existenria desse engenho ter-se verificado distintamente a boca da fornalha do **Costa e Rita Mq.ria cazada COOl Luiz Jose Guimaralns** pe~oas **que** re conbe~ o ~ellas **proprias deque Setrata eO 'Que dou fe epor elle Doador** !O~ **dito que entre as mais digo que as Seas belns qU,e poSubla sao a saller hum crioJlo por nome An t onio bum** ## ~~~~ltDhO po~ nome Bens-dltD e burna criolinha por Dome olea- **e esta proprledad e COm huma c apella OJ. mesma proprie--** ## dade _ co~ tOd,Q as seus aSeSorios cujos belns, .. dava a Sahel' **a Joao ,Ferrei ra da Costa burn digO da Costa dOa ocrlol1o de** n o~e ~ I ~O **aSeSorios etAo bem as C<;7.Rg de telha. em quo mora** Cl~J~~ **elUs dava. a saber a Joao** Ferff~ira **dOl Costa Ihe dOll urn cr 0 0 de Iloruo Ant onio tro belltcro hurna criollnha por nome nfcncla chuas cazas detelha as d:lYa a mioha atllbad:\ Rita di- go arllhada** ~elo **arno r do Deus a Rita Maria da Boa ho ra ea.** ## Benlo Ih ,e ~ell::o esta. propriedade com todos os seas aSeSorios ## eh~m c n ollUho pOr n ome Benedlto e todo"- os lrastes que 5e **ac ,a r em do SeQ huzo a dedarau Q.ue lnlnl<l e8-crava par nome An - tODlQ a\Oendeo ao detunto Domingns Perei ra Marido de Clara Ho- dr_lgues par** Dre~o **Beoa ntla lie Setenta ruit f eis , (Ule l;e haxa naSua m,no cpapel de venda CUj03 berns doa\'a a ei!es ditos dOli d!tos os** doa~'a **par todo !) as Logar epa Subir como 0** r~~ i~ **elle Doador e milhor 51 em d!l'cito poder escr 0 q\!C pam ma\'o.** r e!llldad~ **d ap r esontc** doa~ao **deruiti:l lodo ado minio 6** ac <; ii~ 0 **ratlllcava, oa poSe os d** (^) **oa** d **Os e que r(;u unciava tOdr}5 os previ- leglOs** q~e a ~eo **favo)"** ra~fio **c Ilcrquc entao de uada se Q!.lcria valor e 51 curuprl , apreSCIlto** e~trllurn. **como nella l:ll com t cm** MACEI6 11 mesmo, ao descambar da ladeira, nessa mesma dire~ao do palacete, ao tempo que se estava eeli- ficando; lugar presentemente aterrado e que fi- cou dentro do muro que circunda a area e jardim do mencionado palacete." (10) Uma considera<;ao sugere a r eminiscencia histo- rica de Claudino Jaime. A capela_ p-'-Lmit~':'.~,-_a_ :ape~ , linha de S. Gnncalo, ,que, recon ,stI1l1Qa_.9u~1entada, 'SQb;- invoca<;ao de N,,>sa Senhora do~._J?Bz_e~, chegou a 1850 :q{1-;; ';d~ foi demolid;,p';;;a em seu lu- gar ~onstruir-se a atual~dral.jpertencera .ao pro- pnetano do engenho. E devla ser contemporanea da fabrica tradici onal, pois era costu I do do <:.n- !l:enho I construir-~ma ermida Quasi todos os en- genhos existentes i1 invasao holande ,a tinham capela. Pela escritu ra de doa<;ao de 1817, 0 padre An - **pe-llo que pedia. e rogil\'a as** Justi ~il5 **de Sua Magest:tde fldeli- clma decem a I1rez ente esc rltura. toda avall dade e cUIDtl rim 6cU- to do direito €I quer e ndo elle doador ViT cOnlra \ 6sta rt. julzo 0 a!ora cl" , ainda seus erdeil'os aSendentes ou desSeDdentes Que apos delle vierem the [osse denegado todo remedio a dl - reito pOl' quo.nlo {azia a Ilre senle** adoa~a.o **pelo amor de Deos epOr aver eriado seos afi lbados elheter ml.!:ito aDlor epor eSa razao hera com t€onto que deludo tomeru posse par Sila morte POSS6 judicial, " e qU6 qucr a tome Q.uer n:io desdo ja lhes bavia dado real eal! tllal corporal** epo~oal pel~t **clauzula consti- tuu edice 0 doador prometia cumprir a p.-ez.ente doa,«;ao nao bll' 6 nem vir em tempo algu m co ru tra a sua validade epor sua** pe~oa **e beins tlrometla tirar aos dondo s dequalqr duvid,'1. quo Ihes for movida Lo go pellos adoados fQ[ dlto qUG aSelta- \'am a prezente DOat;!i.o como neHa secontem em fe e testeDltl - nho de \'c rdadc aslm 0 dlcerao eortorgarao ped ir;la eaSe-itarao** ~u **Tabelliam oaSeila em nome de quem aorente toear (\ de tudo rnandariio !azer e5tc instrumenlO em que aSignariio e c omo test emunhas assignanlo }' rauclsco Machado Hebell o 0 Joao guedesMarluho a It rogo do Rita. Maria daboa hora aSlgnou oseo warldo Luil. J056 d(! Magalhacs depoes do 1l1er!iC r esta Il- da cnt£! todos e eu Francisco** **_J05P._** **de Andro!dc Ta\)elliam 0 es- erev l - 0 Peo Ant." r ,' (!I'o ' <.l ,a C0 5la, A SinQ a r ogo** d~ **minba rnulh cl· Ritn. maria da boa b ora, J.u iz do s6 dcmngtlllilul.i!i, J Ojio }<'t: l or,4 j)n Costa," (10)** lk~' ista **do In stituto lUstMko** ~]o **Alngollll,** ## i \ f ' \ i (^14) eRA V E.I RO ° cos T A maiores; aos lados a casaria colonial, aca<;apada, de porta e ' janela, 0 sobradinho onde se reuniram os _hom.ens bons,_ no grande dia da aclama<;ao da vila. A gravura nao acusa um so vestigio do enge- nho; mas adivinha-se-Ihe a existencia no conjunto desgracioso do largo ermo. All, realmente, ele devia ter existido, ali foi a sua existencia sem repercussao na vida economica da coma rca. Tudo aquilo, que a gravura deixa ver e era um avan<;o material cons ide- ravel em 1850, evoca a velha fabric a, movida a bois ronceiros, e a lab uta diaria da escravaria, lan<;ando, inconcientemente, os fundamentos das grandes usi- ' o!" nas · a~ucareiras. o ' A paisagem triste e patriarcaol su- gere a vida mono ton a dos primeiros dias da indus- tria _db_ a<;ucar, e 0 campo, entao transformado em n6cleo principal do povoado, era a bagaceira imunda de todos os engenhos, era a s~ sordida e tragi- ca, a poucos passos da CiFa senhorial, onde a escra- varia, ao cairoda tarde, r eco lhi a ao repouso, exausta, tangida e contada, as cabc<; as, uma a uma, pelo fei- tor; era a pastagem do gada lerdo, a contemplar pa- cificamente carros guinchantes, que rodavam aos so- lavancos; estrada £ora, pejados de caixas de a<;ucar; era 0 .2 !li'\li~ 1 imenso, verdejando, na dirc<;ao do ria .' cho, a esperan<;a das prodw;6es opimas... 0 0'-' Para a funda<;ao do engenho devia ter COllcor- rido a excelencia do local, it margcm do ancoradouro, que se deparava, franco e vasto, 0 atual porto- de Ja- rag1.la, ate a enseada de Pajussara, onde Manuel An. tonio Duro edificara a casa dC telha a que aludc a velha escritura de 1611. 0 porto, frequentado de quando em vez por corsarios franccses, **em** contacto MACEI6 lS^ ') ## .o. .j comercial com os habitantes das adjacencias, prova· velmente de Santa Luzia do Norte, porque em Santa Maria Madalena da Lagoa do SuI a vigilancia seria maior e capaz de frustrar 0 contrabando pelo porto do Frances, favorecia a clandestinidade da exporta- ~o e do comercio interno. E foi precisamente para evitar esse intercamb io clandestino que a metropole, agora cautelosa, recomendara ao governador geral, Visconde de Barbacena, fizesse fortificar 0 porto de Jaragua. !'orto de Heil acesso, permitia a saida do a~u car oe demais produtos, sem embara~os e sem grandes despesas de trans porte e talvez longe das vistas dos dizimeiros avidos, oferecendo aos produtores maio- res compensa~6es. A explora~ao agricola fartamente remunerado- ra, mesmo sem os recursos das contraven~6es as exi· gencias do fisco, atraiu outros aventureiros, da agri- cultura e do comercio, de varios pontos da capita· nia, que se fo ram localizando vantajosamente, pren- dendo-se a terra, que era feraz e hospitaleira, pela familia e pela propriedade, talvez a~orianos reco- mendados pela metropole ao Visconde de Barbacena. A sesmaria de Manuel Antonio Duro dividira- ~el:azoavelmet~te, como convinha ao desenvolvimento local, constituindo peql1enas proRriedades,rur<lis, que, .pouco a pouco, se transformaram em proprietJades urbanas, cedendo os sitios lugar as const r u~6es das vias publicas e dos prcdios ma rgina is. E a povoa~ao, que se foi formando derredor do engenilo, absor- velldo-o, por fim, a expansao do ,Qvoamento e a sub- _I_ f Bibliolt:c **t-.lace;: lO.** , \c 2iOi ## Doa<;,o - RS 1.68, ### CRAVEIRO COSTA ~ ~ .~ t; divisao das ierras , cresceu e prosperou. 0 engenho ~ **i1 -:"' """- - .. :'** _pejon_ definitivamente. ~ co,,·'"· Talveza mesma raz~o que fizera ali surg~r 0 ~ engenho, a beira do porto, para facilidade da expor - ~~ ta<;ao do a,ucar, possivelrnente escapo as exigencias ~ **rigorosas e as vezes extorsivas do fiseo, hotlyess::** ~ ~ concorrido para a sua extin<;ao ou 0 seu reCllO. Tal - ~ ve, z a morte do proprieta rio houve sse pa ra lisado para ~ sempre as moendas r onceiras que os grandes bois pa- ~ - cientes faziam mover, enquanto 0 povoado crescia. i estrada do c lO l11ercio em fora, acompanhando as cons- .i tnt,6es p r imitivas, q·ue por ai se fizeram, as tor tuo- ~. sidades do caminho, que ficaram, como urn pad ri o da ~ --. indlria dos tem. os na rtJi).. principal. E tquai1roo ~ engenho e plantat;6es circu ;;-dantes c~";~I~~r a ,~. vida do burgo, Cjue emergia ern frente ao ancoradou- J ro, a populat;ao rural, recuand o, localizava-se na es- i .: 1 trada do Po<; o, ate Pioca, ao no rt e, e,. ao su i, fixava- ,i s'e pelo cami:nho que conduzia a lagoa do Norte e ru - '~! mava 0 vale uberrimo do Mundau. ~ .. t-:.~.~_ ;D;'o-c":'L:'lm':'::".e ":n ":ta":d:':a":'m~e~n=te~o="'n;;'o;!;rn;;e;' ,.cI,;;o;"",ni,.;a::;i;;s....;;:acn-:t -:-ig-o,-·.,.p,..l ·~ ~_ -1f-:-~ ## ;l prietario de terras em Macei6, que aparece no corne- 'I. ,. ,0 do seculo XVIII, e 0 capita o Apolinario Fern an· .il des Padilha, fazendo transcrever nas notas do tabe-. , f liiio Bernalre do Couto Lemos a cscritura de doa<; ao t ' fcita em 1611, a Manuel Antonio Dllro. Temos co - 1 mo fundam '(; ntal a data daquela transcri<;ao - 170 8. I Deyt tel' datad o clai 0 inicio, mais autorizado, do po- .j, voamento desta parte cla costa cia capita nia, onde 1 '~ l ~ __ hoje esta ae capita l do EstacIo. Pela morte cle Paclilha, sua YIUVa, D. Beatriz 1 **Ferreira, ern processo judicial que !he n\overam.o al- J** I ! I .j i i .., - ~ ... **,.- ..:,** - - '" - - a- - - " .. - I ~ , I t t _t_ • ~ !r., **.:** **if'** " - ~ ".... - Elibliotec ~ ~lacCL6_ .-\c.2)0) DOJ~ao ~ RS 1.68 · **:** ., (^18) CRt.YEIRO COSTA ~ - A prodw;aa, procurando saida mais fa.cil para _a_ mar, fizera, naturalmente, _a_ desenvolvime nt o comer- cial da povoa~ao. o s!tio do padre Antonio Ferrei ra da ,Costa perdia, aos paucas, a sua fisionomia rur al, tomando o aspecta e vida movimentada de um burg o comer- ~ cia !. 0 comer cio fazia a prosperidade do povoado. Criou-se, entao, Uilla c1asse dominante na cOillunida- **de prospe ra - a** dos ~ na **Sua qu as i to-** talidade port~eses de naSCImento. Eram elcs agora os senhores daterra, os detentores da riqueza, que se antepl1nham it aristocracia rur al, cll jos brasoes datavam <los primei ras dias da coloniza,ao. Esta ia f icando nos sit ias rurais e nas engenhas, ciosa das **suas tradic;5es e dos seus pergaminhos, "vivendo a** maneira fidalga, cliitivan da as gentilezas clas saloes, o g6sto das munclanidades elegantes, _a_ amor clas suntuosidacles , as excessos cia indumentaria 11Ixuosa e b ri lhante". (12) M as a aristacrac ia a 8! iccia, pouco a pOll co, se tornou dependellte,_ pclas r_eia<;6es come.rci,ais e pela pressao da divida, cia fidalguia emergente e espuria dos m as cate s, T rabalhava para esta como as esc ravos trabalhayam para ela, Era a lei pllnidora das com- pensa<;5es ... . Ao norte, os engcnhas ficavam mais dependen- tes clo come rcio cio ~ sainclo por diversos por- tos maritimos a prodw;ao agricola, que, al ias, cle tada a comarca para Ii se dirigia , para 0 cEeito da expor- ta<;iio direta e pagamenta do dizimo a Fazenda Real. **(12) Ol1 ve !ra Ylann.,** ob~ d~. MA CE I6 (^19) A velha Al agoas via ala rmada a pr os pe riclade - da povoa<;iio lito ran ea. Def inhava, lenta me nk, fi- ~ando aD abandono 0 seu porto cle ma r, a quas I' sete l e01.l2S da vila legenclaria .. , " I ~ , ~ '. ,. ·r: ' ,. II': (: ' _I?:;_ ~ ' ,i :.' II A VILA o alvorceer do seculo XIX 0 povoado to rnara -se um emporio eo mcreial de eerta notoriedade, 0 ane ora douro criara 0 comcrcio, C 0 comercio, dilatando 0 povoa- do, operava 0 deSeIll'olvi111cnto cconomieo e demo - g r <ifieo, _Dt.:_ !C>cia parte chegavam advcn3S 3.0 novo burgo da coma rea das Alagoas, Com a sua clnsia de riqueza rapida na m<tscataria, 'pa r sitios e cn ,gC Ilhos, cspa- lhando, a bo rn p r c~o, as nov idadcs do ,,-cino, A lgun s, porem, vinham com a ide ia de fixar- se· na vida ~_ co la l acend cndQ , sob tetos ah ri ga dores., no vas Iilines pro pi ciatorio s, Ai n da outros sc abuletavarn nos la - ho res comerciai s, e m Gl sas toscas, que co ntrui am apressadamentc, p ar a lojas e vcn das , com balcao e p.rate! eira s, quc dcpois cra m cmp6rios da inciulllcnt.;l- nit aparatosa cia "poca C lIcharia" Eart:as )lJra a gcn- te cllclinh e irc:! da cobi<; os a das guiodicc_' s rein6is. _I_ ## I I