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Tipologia: Notas de estudo
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f" lacei6. : Ac. 2505.
. RS 1.68 ·
P ·,ubUca~ao comemorativa do ce D.~eoiri o da c!d ::t. dc de Ma:.cel6 (9 de detembro de 19 3 9 ) - pr o m o v lda. peia P'Tt:c ' eltu r a Municipal, sob a. o r i en ta!; B. o do Depa r- t amento Municipal de Estat(st! c o..
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CRAVEIRO (^) COSTA
UF A. L RI8' -' ~YE'" -:;- :,JTRAL
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MACEIO
SERV[(;OS C RAn cos D E A L A G OAS Sf A. _ SE RG AS.-
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Ao leitor
Em meio, aos v:i'~ os (raba/hos desempenhados pela Se - creraria de Educac;ao e.. Cultura, merece urn e l ogio especial, o proposiro, da Ore -ediS · OIJ das obras hisroricas de aUlores a/agoanos.
Observando toda ur , a linha de trabalho executada pefa SEC, s€fHim05 que, a~ longo de tempo, houve uma preo cu p ac;ao maior pe la re a.(idade - Edllcac;50", Todavia , em "0550S d ias, urge reconhe 'c.~r, q ue 0 Sistema Educ.l(jo do ESlado njo sorre abalo em s{J8"..marcha, evidenciando-se urn inte r esse crescente do Exme : S!i.~secrel 'ir iO (Ie F.<JuC;)( JO pela dinamizac;ao da CuhurJ.
A re-edic;ao de - Macei6 - de ~v eiro Cos/a e cons- cientiza<;:jo do quan ta J Sec /e ear ;a de \ (d u ca~- jo e Cullura objetiva no scu plano de Arabalho n .1 ~ \rea cU/lur:tI para
A olcolha dessa no(a~e/ abra, teve 0 d'«! / do Egregio Con se/ho Estadual de Cu/tura , dianle do seu va lo r in fo rma- tivo para as gera<;6cs cia presen(e e fUluro
A pri me ira edi<;:<i o de Maceia de Crave i ro Costa ~urgi()
Janeiro COm a pJlroc!nio da Prefeitura tvlu n ic ipiJ! de Ma - CCHi
{jql1io Comes de Mel/o, nao poderj ofe recer a' comunida- (fe , quando doAI? Centen~irio <.fa e/eva <; ao de ;\4ar:c io a (i da- de 0 Capita/ <las A/agoas.
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de Novembro", "Correio de Alago (^) as ", e "Cultemberg".
: "0 Fim da [po-
t or ia dJ5 Alagoas" e "Alacei6".
COsia e, ,oodemos afirmar, um valoi050 p
laria da Educa,ao e CUll ura ;i comunidade Alagoa n a.
Era C1ssim Crilveiro COsta.
Nossos parabens ao Prof. Jose Medeiros e nolSO incen_ l^ livo izadJ5^ para que.^ OUlras^ promo,6es^ dessa^ feilura^ sejam^ co^ nu^ e_
menlO para um movimenlO CUllural exp lo sivo e obl l
i,' em prof dZi cornunidade a/JgoanJ.
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Bibliotec
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!ndice
, 'I - 0 POVOADO.
®- A VILA ...
III - NO TEMPO DE P6VOAS
IV - A FREGUESIA....
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21
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89
V - DA INDEPENDF.NCIA A ABDIC AC;ii.O II I
VI - A CAPITAL
VII - A C!DADE.
VIII - A POPULAC;ii.O
~ EVOLUC;AO URBAN.', E SOCIAL DE
MACEI6 NO PERlOOO REPUBL! - CANO..
137
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autorais do Uo{ume,. confiou-me a municipalidade de Nt acei
Mum"cipal de Esrar!srica, promouer, no Rio, a ediq60 do
Fiz 0 pos s iL :el para dar bom desempenho a tarefa qu~ me foi COmet ida. Af astado~ par {icen~a , das minhas funfoes, sinco -m e satisfeito par ler contribuido um pOlleo para as
mento de maxima significa,pio na vida historica da ca p ical
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o POVOADO
II',;c,,,,,,,on;"luid'd',", £i "." d, om ~, ~ -. engenho $9 1 ~ sem ascend.enCla. co-
ilffW-~o~ ~ne~,da e assentamento autonzado nas --.~...,.,.,.., - cronicas do periodo hist6rico da Iuta pelo dominio
do gent io e conquista da terra.
Barleos, em sells mapas, (1) nao assinaia 110
ponto da costa da capitania de Duarte _Co;).ho Pe-
reira, onde esta hoje ; cidade de Macei6~ _ (2.') uma
-;-;;-abita<;ao. De praia acima, ante 0 a'ncoradouro
(1) Mela Morals, na sua Cro n lea GCl"al do Brasil, di uma naUda mlnuclosa i de Pernambuco e Al agaas, po r ocasi;io vista das c anas d e Barleo s, ~ste t re chci do ,",:·urlito h lstorl a -
## Jaragua e maL'J adlante 0 de Ju<;ara. 0 l ocal on.de esta hOle 5[ - tt:lada a cldade de lItace.16, capital da Proytncl:l das Alag oas. Daa tinha uma 80 casa, e nem vestigIa de ruorador, eo rnesmo no::! dois portos de ma r' ~.. (2) 0 riacho que d1 nome 0. cldade, dlndlIldo -a em d o l Imirro!; tlr!nclpals tern as seU3 manad e iros em T a bole lr o do ## Pinto pur dais b~a.C 0 3 - 0 Pitnnga e 0 !'ull - d'ArcQ. Des:.:t g- u l ~ no Allftuti eo d'Olpois _I_ de urn pe r Cl1 rsO de .6 qui. 16 w e t ro3. a?r ~x l~ madam e at s. Se gund o :'Ir o re i ra e Sliva, , )fa(;Ul-6 -lL1!I&..n\f!ca. Cl u e tapa 0 ala g ad1r. o. ' 2 CRAVEiRQ cOSTA _f> 12&'.-£r6 );0 .:-C? d?_ ~:;P/;" ", _"'C ae !"':;_ _[_ _sem_ reiereneia na cartOgraEi" barleana, ha\';a 0 cle- ' serto da era cabralina, deserto maior talvez, pais que o _cae!'_ indomavel, combatido a ierro e a _Eog o_ _,_ por- \'en u a escapo a persegui,ao legalizada, depois do naufragio da nau _Nossa SCI/hora d'Ajuda,_ (3) se embrenhara, aterrorizaclo da ringan,a do colon i- ~. _-0 Vr_ ';.9"" <--> _OfN__ "' ''''::/';;;'{/ Joannes de Lact, (4) diretor e cronista da _Com-_ panhirt '(~s Ind ias ?ciclentais, ~ Sua clescri<;:io cia Costa cia C~Pltan!a, II1cilcancio, 1l1ini 'ldente,/ Qs portos fa\'oraveis" _b\_ abrigos seguros da l~ e{ac;ao, os aCl- dentes ,""nos c1/ ,litoral, as pO)p<!dos que surgi::un dcntrc a espe~a-nc;a racll osa c1qs"C ana\'iais, l.!ao incil!.:' o ancora.s!ou,ro de araKua (5) nem a lude a habita_ _,ao_ circunrizinha. o si lencio clo c"«nist", conlemporaneo e teste- nlLll1ha \'iSua l cia COWjUl st a 10 anclesa e a ind ii ercnc;a clo cartog-rafo , ao tra,ar mapas colonia is ~_ . , ~ ilcam ignor:incia do ancora 'clouro; arenas cleixam pcrceber ° sell des\'al imellto, _ao_ tempo _da_ illl'asao ba- tava, WlllO base de opera<;<ies e P0\nto de desernbar_ <J"c, _quc_ sc cstim:ts sem, pela ciistalltia a f]llC ficav:! do" ]lOI'(Iacios rnais !Iorcscciltes, qlle mais intcrcssa _ \"a1l1 <1 iJl\ -asEio. Jod;"';"a ciOCll mcll to jll'lblico, cie l ull, referc a ]..[ _J\_ C t [ 6 3 existencia de Ullla as" c)'-. te,.1.1, tl!L ~'l:iu$.§ar , )ro - p;;ecTadc ci~l\Linllel Antonio Duro, ;, qlleu~ Soares, a lea ide'lnor - de Sa;~til:ll:a;:;a A.fudalella~dGar'!. l ;;;;a 4 s~ ~~ rl ~_ ru) _A_ eSCntlira dcssa doa,ao, cJatada de 25- de Ilo\'embro ci;)qlIcle allO. indica cbramente (ue muito antes da in\'a~;J(J hobn ·Je..:::.a" 1() 1 a- ~ia em Pajussar~ lIlila ha! ,u",<; a. o...ddil\iti. ~e..qlte.. .Ma_ ~ -WJ'L- .All'". «ill-' ..io , .- ": iJ.! I .1",·o..:.~~il-.\;"' "J"..j't:QP I: iet;icio, lIa \'.C I ~ -. tQor seguinte:^ (6)^ A^ escritu^ r<l.^ de^ doa\;ao^ a^ Jfallllel^ Antonio^ Duro^ e^ do "Saybam coantos este publiQuo (digO estc instl'omcnto de doasam E ooriga~:i.Q ,-irem qUO DO an-lID do na scimento de nos o senhor JezlJS Cristo de mil Ese!s seuta;>; E OOZ6 Aos \Iinte ESinco dias do Illez de nO"ewb,o do d i to anno nos l imites da alagoa nas cazas de Qlorada. dG Domingos Leitc10 de Brito da Villa de .Olinda Cap itaOia de pernambuco Est~do a hy prcl)en. t. de boa P.,t. benHique d. Can-alho Capilarn dos d!IOS limile s E de Dutra Manoel 2otonio duro matador lleUes logo {'Jela dito heoHiqoe de Can-albo [oi dilo pe'ante mi", tabeliiio E das teSle- Oluuhas 0.0 dieute nomcadas que eJJe hera prccnrad or bastante de d log o Soares lllo'ador n. sidade de lis!>o. Como logo fez seno _Dor_ hun fn s tr oUlC nto de proCur;u;ao [eita nn ditn. sidade nos Yln- te dias do mez d~ novenlbro do anna pasndo d ese is Seotos E de flUe Estil SOb!icrita Easinada Em p u blitl11Q PO t llli;r; mOuteiro Sih'a laue,lif,o danota, d. dila sid.d. de li s boa Co mo desta po- rcsia ll.:t (,'On ) llle dol 0 dito sOares C eu C01l5tetu!uto Em sell nome E l'omo tutor de seu Who gab r ie l soares de pina aJr.aide mor det vil la madalenrt Que S6 o ra fez nR dilu lagon puci e :' fie - [M, rtlr alguas terras pe l lo~ moradores da dita "ilIa E IJOvoasam )lor vinUdo oa coal pl'O!;Urar;tlO E oata que f oj dada Pello Ca~ l)it:\l.u f~ gover/indor desta c:apitania ao dieo seu cOustetuinle dis:-;o ello F;nrlquo do Carralho Em nome e Como procllt'ador do <iiIo di o ,~o sO",e, E ,e u filho ;;.'b';"l ,0arEs depio, qUe PO, <'!;tc 8illHromenlu davil e uoava g [azia doa sam do Sesllla ria ;\0 dito rnanuel :\ ntolJlo duro dc ni l o Se ll tas U I'a.Sas de (<' I 'ra POt' COsia na PHjUCl lJ '" H S'I/J<" I' da Ca7..l~ de tcl h a I1lH! 0 (fito 1I1' lun CI :\II (Ollill flu l'\) all\ ' rCIII ('oat/'o seur'ls HI'llsa", {}<Ira (} HO/'( !..' .E-~ (:OH(I'Q ~elt(:ts I, n':a () Si ll 1.; {l~II'a f) se l 'l:io tOdll, fl [ C I ' r :t (jllo O\l\'('\, lll h" l ~ utl' !i(; u' 111\ alngo:l d o n Ol'tc l ,;() rio quI'; p ~II' a db !'ill!' a Coa l SOI'lr. de terra. Jill'; da Pl:!lla sobn~ (/ita malJcirn. de Xi''"'''i, fo". liHe El i'ClOta >emfo,o oelll nilJulo a / gum n:ai. (Illo dizim o a f)cos Com tOllns :1" agoa:; E mad!~iras qUe na dita data OI.J\'er r esa h' :lndo _I):,_ p.l0S riat'S pUra Engeuhos E Inai.., n)acl('il'<l1'; de nl:lllguo qllO .o:en'Il'(:m Para. tll,iria g <innasl.lm della!; I,; PliO;'; qUI:! ~t'f'\,jJ'(.!lI1 Para ::JerLl!' a C(Ju l datil I lia da com I'ondis:lm I'} 11 I,; fn.r(i ilu<l Ca~a d!? .sotJr::ulo c:ott-ertn de I. ,; Jlla _un_ l~iLi-!. 1)1)\'on :-;a l1l do dill) eliliSO S() ;l)f}S E ::C'u nllw c i( a Em SulJallu~ j : ia f:.' is!!) UGI!lZ'O Elli liUIIl aillH) par.:! 0 I j \\f~ Qutros)' Ille fal. ) _j_ ## "\ " ~ ~ ~ .," ~ 1 } ~ ## l""'- (^6) CR.-\VEJRO COSTA A sesmaria de ~Ialluel Duro parece ter sido trallsferiaa " a-;"capjtKO-"~;0-liIl2r;O Fe~~~~des P;dj- ·Ill.a .- aniici;;is~i·mo proprietario de terras ' e'm' Tiace;;;; ' 'pois foi este quem fez traslaaarparir 0 livro' de ~Ot3S do tabeliao Bernabe do COllio Lemos, em juiho de 17 08. a escritura de d02<;ao fejta _em_ nome de Diogo Soares da Cllnha e seu fjlho Gabriel Soares de Pina. Apolinario Padilha de"e ter substitllido a Manuel Duro na posse e ;ai reit os da sesmaria~ Explliso a batavo, apos combates que assolaram e despovoaram a capitania, cessando ao mesmo tem- po a autoridade dos donatarios, em virtude da nova orienta,ao da metropole em relac;ao it colonizac;a o, 0 gO\'erno portugl1es procurou resgllardar a costa imensa pernambucaI~ nagueles- ponto-; - ainda des- . providos de defesa milita.r, contra passive is agres- s6es. E D. Pedro II) em 1~i3,_ ordenol1 ao governa- dor geral, Visconde de Barbacena, fizesse fortificar \ ~ p<irto de Jaragua e )ov0"I...i! coma rca das Alagoas I com ilheus dos Ac;ores. --+~.s:;..cv/"'.9 _cr -_ - o governador, porem, preocupado com as minas de prata, qlle tantos desgostos Ihe acarretaram, nao se dell a tais cans eiras defellsivas., e tudo (^) , militar- mente, continuou CO"lO dantes, ate Melo e Povoas, quasi seculo e meio. ~ ..A - i·Il\~ a; - hoJ;;ndesa encontrou florescentes as tres principais nllcleos da pOjlll a,ful..do..J e.r .:. 'io ala- goa no-=.. _/3011._ SU Gc ssa- (- l?<.irto,.c'LU' o.f.r.. aO-l.l.Ull!:.;.... _Sanla MOI·ia. Madalena da Alagon do Sill_ (A lagu.'lsJ ,_ au centro, e _P£'lledo do R io de S.ii a. Fro"cis(p_ CJ;:e- **nccio) ..** ~l!J. **,Farant Os bllrgos fUJl<.iamenta is cla** forl11 ~ l<;a(J g\.'()~ r:!f~ l'a **das** :-\Ia~·oas.· l\ Jati ~! -s" **de ·.Al- ...** **ur M.l. G -,'** ## CO :. (;J ),[ ACE I (^6 ) b \Lque rque, ao " r~irar:~e~ para _ a-. Europa, eI':' .. l.6:35, substituido na chefia ao exercito__egtpperaS6e~p.!l.10. malogrado _ Rojas"yJ,3;-ij as,~lhes as Jranqu~a~ , (l~, ~I~>m 12 <W-abril daq~~no;-~i · pr ~ '-;i- ;;encia' dos serviC;os · prestados na luta h~c1esa. Em torno dessas vilas, varios povoados forma- **--- -- -- -- _._- - -;-- .. ' -** vam-se, tumultuanarpente, ~~leI]s.~c!i'Q.....das _ s".5I1la: ri;;' -R cada n~,leo que. sUIgia, .r.9deando_o. _<;pg~9.. de ac;uc~-;::-'4.o ;;'inando 0 campo pastoril, beirando..9!i. cursos fluviais, ou emergindo ao longo das lagoas, p~ocurava, pela necessidade irresistivel das relac;6es 'sociais e permutas de interesses mercantis, ligar-<e **_P?_** **. ' -** -.. •. **,. --** - -. - - **-. --:::;:::...--** aos outros nUc1eos'Sanastomosa'ndci:-se Ip ara a vida que irrompia da inc emencia tropical. E, p~.~a ._ pouco, se foram rasgando no seiQ _da. lllata-o~ cami- nhos C!~~. ~;-;;du;i~m _ aos_ .cen.t.LQs_d e maiOLp9.P.lt la<;i9. ~ mais~~~-;d;-prep9nder;lI1cia,. .que...leva.\iam- do_. I~e~t~-;' - p;~-;;;i ito-;:a(~s ..prod w;6es a gT iCQla s",~@!~a \ I;;:aritima para o .sertao o. socorro _das, armas, quaqg ·a. trucule!1cia. das oposic;6es_indigenas se levantava contra a expansao colon ial, au quando estrl1gia a re- volta dos proprios colonos, tocados fundamente nos recessos da dignidade Oll do interesse of en dido pelo desregrarnento e cobic;a dos senhores da terra e da, proprias autoridades reillois. Po rque, "ao passo que pela granjearia e pelo comercio crescia a opulcncia dos sllditos, a li ccn<;a e a demasia dos go,""rnaciores cresciam, tao absolutos, que na o havia hom;!. "ida nem fazenda que nao estivesse it <Iisjlosi<;ao rle SCll gusto". (8) Com 0 aclvento da vida judiciar ia nesta;; paragt:J1S **(8) Frel Rafael de Jesus, ens-idulo L m;it:tn o.** / (^8) CRAVEIRO COSTA alagoanas , por onde imperavam a pSSP£,\inc ia .,:!os .J.e~ meiros .. e **0 arbitrio rude dos caoitaes-mores, e me-** dl da s outr as complementares, de policia e administra- <;ao, que v in ham, cle-sttbito, quebrar as asperidDes do **regime despotico vigorante, a .autoridade dos** gra~l des £.t:opriet<irios , em sens f eudos, e dos di,·ersos re- presentante s da metrop ole, nas vilas e povoados, fi- cou limitada , pairando sobre ela a aut(>ridadc do fel /-~ e as rigidas da lei. _ly_ _'_ I. ~1~_. _._ _ __ do ~orte , _ margCItI da lagoa >ig_. _I_ *'t.. ii, (^) **1_..** orte, e contel11poranea ."_ _ dessa fase. de f.orrr!a,i'io geo-. "_~_ _ -:-il · d,.; graiica e cresci111cnto soc ial eQ:o ."umico (Ie> terri tor io **_(Y&te-_** **/** ~ **ala goano.** Se~:uHd() **Gabrlel Soare.s, um cegu se esta-** belecera proxil11o i, el11bocadura do ri o MUl1datt, in- **=** vocanclo a misericordia cla santa pr o tetora dos que **perdem a vista. Eo cego fllndou 0 povoado. E' a len-** **da. A hist6ria, po rclI1, firma a origem da povoa<;ao** **na** doa~ao **de Diugu Gonc;alvcs ·Vieira a Antonio** **fvIartins Ribeiro, em 1610, de uma kgua de terra corn** L 3:LWLLl1-U;'W_ **de flliidar cnge nho e** -~ R~ beiro cu rnpriu as Cjue lhe haviam sido iIll- postas. Ao ~o cia glte r ra holanclcsa, er:,," tn!s as etlge[lh ~-:de ar/ lcar g-lit a li cxistiarn - 0 _S""lo .1,,-_ **_tanio,_** **it** [narge~ ' **do** riachrj ' Satt;ba~ **0** **_lYossa Sell/LOr ;;_** ---.. "= **_d'Ajllda_** **e 0** **_}"!ossa_** S~Flflo ra._ da EHCanl(7~·ar.J , **5 ll1ar -** gem do i\Iltlldatl, toclos com cal'cias. () povoado era **constdc[ ilYcl c resistiu he roicamente ('l invasao bata-** I I **va, recha c:;ando - a.** " **_.I_** **Depots da restaura\ao e que cleve lel' t"idv inki o** !, ~l1fY 0 povoac1o cle Maceio, [lela ellgel1lro dc _ar;llcar qu~ "i Sibliatec, ---- existin no local Clue est{[ hoje oCllJlago pela I'raFt Q. ## i\lacei. Ac. 2505 ## Doayao - RS lo68 ' Pedro II. - i l ## :. _. ' - I , :~ ~ J I Oibliotec ## i-- :-" '\(lcei6, **f1** **_r\c._** Doa\f~o. RS 1.6S. . / " **_J-)'_** **..,** /~ ## Iv ()om.9 de) -t8i1h3V~ v I _" Pv fvu- Cn w_ 6 c:.-< _We 1/_ i ## I I ~ I j 1 MAC E{6 (^9) Alguem, certamente de Santa Luzia do Norte, **desgarrou-se do burgo lacustreJ com eS'2ravaria e ga-** **dOJ a** a~.. entu ra **da industria do ac;ucar, e, a margenl** do rjadl(Li1fMQ}:Q, fundouJ!l!Ll:l}g~nhQ, --'. erta St o-o-proprtetarto _de.ssa-fabrica_co: ioni~\ ~~u n9m __ Rerdeu-se._ Os maj laboriosos in- vestigaClores passado, que se etnbrenhar~nos arqui\'os) \o ovoados ancestrjl.~a ~o~ 6, riao no encontrar n para a conpa-6a<;ao postuma do pa- tri~~ 0 da c!'dade. '· 0 local era 0 da escritura de 1611, a sesmarta de Manuel Antonio Duro, com oitocentas hra<;as de costa e fundos ate encontrar a rio Munda{!. Outros sesmeiros por ai se estabelece ram. Um deles, e dos mais antigos, foi Apalinario Fernandes Padilha, que, em 1762, constituia a patrimonio de Nossa Se- nhora dos Prazeres, daando-Ihe os terrenos de sua propriedade. . A capela de Nos sa Senhora dos Praze r es e an- .,' .. - -- .. _. - **-------- *--- - - -- -** tigujs?ima e deve ter sido contemporimea do eng£: ..u]Jll. Antes dessa inOl 'a<;ao, era consagrada a Sao ,Gon<;alo e pertcnceu ao padre Antonio Ferrei ra da Costa, que, em 1787 , a doau ao selt af ilhado Bento Ferreira da Costa. (9) A capela existiu ate 1 ]50, **(9) "Em nomn de Deos Hmeu Salba6 qua.ntos esto pu- blico iostruLIlento d** e~critt1ra **ou Como imdir e ito para sua. ,a- lid:ldo rnilh or u ome e IU{jur haja cdtzer sf.:possa ytrem que no .Auno do 1'.-a!icimeuto de Nosso Se!l.hor Jezus christo de roU ese te sent05 0 oitenta esete annOS .\03 ;-inte esiaco dl us do ruez de Abril do dito r\nn o c.estc Lugar dacapet[a de Mar,ay6 ca rue,sma capella termu d v\1la do :-;auta** ~ [arla **Magda!cnd a l:tA ia.- go:J.';\ doSul caber, a de cornarCa districto dacapitania do pe rnam - buco om a IDes ma capella aondo lie,** ort og r ant~ **0 Rc\'oron - do Padre An ton! Q F e rreira da Costa apar ec erilo parte preZi;) ll - tcs onoq;ante e** a~5eitantes **a saber do h urn COmo 0. Doad o r 0 d ito fteyereudo Pa d re Antonia Ferreir:>. da Costa e do o ulr o:l como lJoad os Benl o** FHr~it'a **Ouimaralos e Joti l)** F e rroir ( ~ **rla.** ## l " I ## l i (^10) CRAVEIRO (^) COSTA como matriz, quando f6i demolida. J a tinha alterada a sua' primitiva fisionomia, po r aumentos e recons- tru~6es que the fizeram. Do engenho encontraram-se vestigios em 1850, mas ,0 nome do fundador nunca fo i sabido. ' 0 cronista Claudino Jaime escreveu uma Me- moria sobre a Matriz de IVlaceio, e desse trabalho 0 trecho que se segue : "Con vern aqui notar que essa capela de S. GDn<;alo, segundo tradi<;iies, dizia- se ter pe rten - cido ao proprietario do engenho de fabricar a<;ucar, que aqui houve antigamente, engenho assentado, mais ou menos, no Ingar onde existe o palacete da Assembleia Provincial, sendo uma das provas da existenria desse engenho ter-se verificado distintamente a boca da fornalha do **Costa e Rita Mq.ria cazada COOl Luiz Jose Guimaralns** pe~oas **que** re conbe~ o ~ellas **proprias deque Setrata eO 'Que dou fe epor elle Doador** !O~ **dito que entre as mais digo que as Seas belns qU,e poSubla sao a saller hum crioJlo por nome An t onio bum** ## ~~~~ltDhO po~ nome Bens-dltD e burna criolinha por Dome olea- **e esta proprledad e COm huma c apella OJ. mesma proprie--** ## dade _ co~ tOd,Q as seus aSeSorios cujos belns, .. dava a Sahel' **a Joao ,Ferrei ra da Costa burn digO da Costa dOa ocrlol1o de** n o~e ~ I ~O **aSeSorios etAo bem as C<;7.Rg de telha. em quo mora** Cl~J~~ **elUs dava. a saber a Joao** Ferff~ira **dOl Costa Ihe dOll urn cr 0 0 de Iloruo Ant onio tro belltcro hurna criollnha por nome nfcncla chuas cazas detelha as d:lYa a mioha atllbad:\ Rita di- go arllhada** ~elo **arno r do Deus a Rita Maria da Boa ho ra ea.** ## Benlo Ih ,e ~ell::o esta. propriedade com todos os seas aSeSorios ## eh~m c n ollUho pOr n ome Benedlto e todo"- os lrastes que 5e **ac ,a r em do SeQ huzo a dedarau Q.ue lnlnl<l e8-crava par nome An - tODlQ a\Oendeo ao detunto Domingns Perei ra Marido de Clara Ho- dr_lgues par** Dre~o **Beoa ntla lie Setenta ruit f eis , (Ule l;e haxa naSua m,no cpapel de venda CUj03 berns doa\'a a ei!es ditos dOli d!tos os** doa~'a **par todo !) as Logar epa Subir como 0** r~~ i~ **elle Doador e milhor 51 em d!l'cito poder escr 0 q\!C pam ma\'o.** r e!llldad~ **d ap r esontc** doa~ao **deruiti:l lodo ado minio 6** ac <; ii~ 0 **ratlllcava, oa poSe os d** (^) **oa** d **Os e que r(;u unciava tOdr}5 os previ- leglOs** q~e a ~eo **favo)"** ra~fio **c Ilcrquc entao de uada se Q!.lcria valor e 51 curuprl , apreSCIlto** e~trllurn. **como nella l:ll com t cm** MACEI6 11 mesmo, ao descambar da ladeira, nessa mesma dire~ao do palacete, ao tempo que se estava eeli- ficando; lugar presentemente aterrado e que fi- cou dentro do muro que circunda a area e jardim do mencionado palacete." (10) Uma considera<;ao sugere a r eminiscencia histo- rica de Claudino Jaime. A capela_ p-'-Lmit~':'.~,-_a_ :ape~ , linha de S. Gnncalo, ,que, recon ,stI1l1Qa_.9u~1entada, 'SQb;- invoca<;ao de N,,>sa Senhora do~._J?Bz_e~, chegou a 1850 :q{1-;; ';d~ foi demolid;,p';;;a em seu lu- gar ~onstruir-se a atual~dral.jpertencera .ao pro- pnetano do engenho. E devla ser contemporanea da fabrica tradici onal, pois era costu I do do <:.n- !l:enho I construir-~ma ermida Quasi todos os en- genhos existentes i1 invasao holande ,a tinham capela. Pela escritu ra de doa<;ao de 1817, 0 padre An - **pe-llo que pedia. e rogil\'a as** Justi ~il5 **de Sua Magest:tde fldeli- clma decem a I1rez ente esc rltura. toda avall dade e cUIDtl rim 6cU- to do direito €I quer e ndo elle doador ViT cOnlra \ 6sta rt. julzo 0 a!ora cl" , ainda seus erdeil'os aSendentes ou desSeDdentes Que apos delle vierem the [osse denegado todo remedio a dl - reito pOl' quo.nlo {azia a Ilre senle** adoa~a.o **pelo amor de Deos epOr aver eriado seos afi lbados elheter ml.!:ito aDlor epor eSa razao hera com t€onto que deludo tomeru posse par Sila morte POSS6 judicial, " e qU6 qucr a tome Q.uer n:io desdo ja lhes bavia dado real eal! tllal corporal** epo~oal pel~t **clauzula consti- tuu edice 0 doador prometia cumprir a p.-ez.ente doa,«;ao nao bll' 6 nem vir em tempo algu m co ru tra a sua validade epor sua** pe~oa **e beins tlrometla tirar aos dondo s dequalqr duvid,'1. quo Ihes for movida Lo go pellos adoados fQ[ dlto qUG aSelta- \'am a prezente DOat;!i.o como neHa secontem em fe e testeDltl - nho de \'c rdadc aslm 0 dlcerao eortorgarao ped ir;la eaSe-itarao** ~u **Tabelliam oaSeila em nome de quem aorente toear (\ de tudo rnandariio !azer e5tc instrumenlO em que aSignariio e c omo test emunhas assignanlo }' rauclsco Machado Hebell o 0 Joao guedesMarluho a It rogo do Rita. Maria daboa hora aSlgnou oseo warldo Luil. J056 d(! Magalhacs depoes do 1l1er!iC r esta Il- da cnt£! todos e eu Francisco** **_J05P._** **de Andro!dc Ta\)elliam 0 es- erev l - 0 Peo Ant." r ,' (!I'o ' <.l ,a C0 5la, A SinQ a r ogo** d~ **minba rnulh cl· Ritn. maria da boa b ora, J.u iz do s6 dcmngtlllilul.i!i, J Ojio }<'t: l or,4 j)n Costa," (10)** lk~' ista **do In stituto lUstMko** ~]o **Alngollll,** ## i \ f ' \ i (^14) eRA V E.I RO ° cos T A maiores; aos lados a casaria colonial, aca<;apada, de porta e ' janela, 0 sobradinho onde se reuniram os _hom.ens bons,_ no grande dia da aclama<;ao da vila. A gravura nao acusa um so vestigio do enge- nho; mas adivinha-se-Ihe a existencia no conjunto desgracioso do largo ermo. All, realmente, ele devia ter existido, ali foi a sua existencia sem repercussao na vida economica da coma rca. Tudo aquilo, que a gravura deixa ver e era um avan<;o material cons ide- ravel em 1850, evoca a velha fabric a, movida a bois ronceiros, e a lab uta diaria da escravaria, lan<;ando, inconcientemente, os fundamentos das grandes usi- ' o!" nas · a~ucareiras. o ' A paisagem triste e patriarcaol su- gere a vida mono ton a dos primeiros dias da indus- tria _db_ a<;ucar, e 0 campo, entao transformado em n6cleo principal do povoado, era a bagaceira imunda de todos os engenhos, era a s~ sordida e tragi- ca, a poucos passos da CiFa senhorial, onde a escra- varia, ao cairoda tarde, r eco lhi a ao repouso, exausta, tangida e contada, as cabc<; as, uma a uma, pelo fei- tor; era a pastagem do gada lerdo, a contemplar pa- cificamente carros guinchantes, que rodavam aos so- lavancos; estrada £ora, pejados de caixas de a<;ucar; era 0 .2 !li'\li~ 1 imenso, verdejando, na dirc<;ao do ria .' cho, a esperan<;a das prodw;6es opimas... 0 0'-' Para a funda<;ao do engenho devia ter COllcor- rido a excelencia do local, it margcm do ancoradouro, que se deparava, franco e vasto, 0 atual porto- de Ja- rag1.la, ate a enseada de Pajussara, onde Manuel An. tonio Duro edificara a casa dC telha a que aludc a velha escritura de 1611. 0 porto, frequentado de quando em vez por corsarios franccses, **em** contacto MACEI6 lS^ ') ## .o. .j comercial com os habitantes das adjacencias, prova· velmente de Santa Luzia do Norte, porque em Santa Maria Madalena da Lagoa do SuI a vigilancia seria maior e capaz de frustrar 0 contrabando pelo porto do Frances, favorecia a clandestinidade da exporta- ~o e do comercio interno. E foi precisamente para evitar esse intercamb io clandestino que a metropole, agora cautelosa, recomendara ao governador geral, Visconde de Barbacena, fizesse fortificar 0 porto de Jaragua. !'orto de Heil acesso, permitia a saida do a~u car oe demais produtos, sem embara~os e sem grandes despesas de trans porte e talvez longe das vistas dos dizimeiros avidos, oferecendo aos produtores maio- res compensa~6es. A explora~ao agricola fartamente remunerado- ra, mesmo sem os recursos das contraven~6es as exi· gencias do fisco, atraiu outros aventureiros, da agri- cultura e do comercio, de varios pontos da capita· nia, que se fo ram localizando vantajosamente, pren- dendo-se a terra, que era feraz e hospitaleira, pela familia e pela propriedade, talvez a~orianos reco- mendados pela metropole ao Visconde de Barbacena. A sesmaria de Manuel Antonio Duro dividira- ~el:azoavelmet~te, como convinha ao desenvolvimento local, constituindo peql1enas proRriedades,rur<lis, que, .pouco a pouco, se transformaram em proprietJades urbanas, cedendo os sitios lugar as const r u~6es das vias publicas e dos prcdios ma rgina is. E a povoa~ao, que se foi formando derredor do engenilo, absor- velldo-o, por fim, a expansao do ,Qvoamento e a sub- _I_ f Bibliolt:c **t-.lace;: lO.** , \c 2iOi ## Doa<;,o - RS 1.68, ### CRAVEIRO COSTA ~ ~ .~ t; divisao das ierras , cresceu e prosperou. 0 engenho ~ **i1 -:"' """- - .. :'** _pejon_ definitivamente. ~ co,,·'"· Talveza mesma raz~o que fizera ali surg~r 0 ~ engenho, a beira do porto, para facilidade da expor - ~~ ta<;ao do a,ucar, possivelrnente escapo as exigencias ~ **rigorosas e as vezes extorsivas do fiseo, hotlyess::** ~ ~ concorrido para a sua extin<;ao ou 0 seu reCllO. Tal - ~ ve, z a morte do proprieta rio houve sse pa ra lisado para ~ sempre as moendas r onceiras que os grandes bois pa- ~ - cientes faziam mover, enquanto 0 povoado crescia. i estrada do c lO l11ercio em fora, acompanhando as cons- .i tnt,6es p r imitivas, q·ue por ai se fizeram, as tor tuo- ~. sidades do caminho, que ficaram, como urn pad ri o da ~ --. indlria dos tem. os na rtJi).. principal. E tquai1roo ~ engenho e plantat;6es circu ;;-dantes c~";~I~~r a ,~. vida do burgo, Cjue emergia ern frente ao ancoradou- J ro, a populat;ao rural, recuand o, localizava-se na es- i .: 1 trada do Po<; o, ate Pioca, ao no rt e, e,. ao su i, fixava- ,i s'e pelo cami:nho que conduzia a lagoa do Norte e ru - '~! mava 0 vale uberrimo do Mundau. ~ .. t-:.~.~_ ;D;'o-c":'L:'lm':'::".e ":n ":ta":d:':a":'m~e~n=te~o="'n;;'o;!;rn;;e;' ,.cI,;;o;"",ni,.;a::;i;;s....;;:acn-:t -:-ig-o,-·.,.p,..l ·~ ~_ -1f-:-~ ## ;l prietario de terras em Macei6, que aparece no corne- 'I. ,. ,0 do seculo XVIII, e 0 capita o Apolinario Fern an· .il des Padilha, fazendo transcrever nas notas do tabe-. , f liiio Bernalre do Couto Lemos a cscritura de doa<; ao t ' fcita em 1611, a Manuel Antonio Dllro. Temos co - 1 mo fundam '(; ntal a data daquela transcri<;ao - 170 8. I Deyt tel' datad o clai 0 inicio, mais autorizado, do po- .j, voamento desta parte cla costa cia capita nia, onde 1 '~ l ~ __ hoje esta ae capita l do EstacIo. Pela morte cle Paclilha, sua YIUVa, D. Beatriz 1 **Ferreira, ern processo judicial que !he n\overam.o al- J** I ! I .j i i .., - ~ ... **,.- ..:,** - - '" - - a- - - " .. - I ~ , I t t _t_ • ~ !r., **.:** **if'** " - ~ ".... - Elibliotec ~ ~lacCL6_ .-\c.2)0) DOJ~ao ~ RS 1.68 · **:** ., (^18) CRt.YEIRO COSTA ~ - A prodw;aa, procurando saida mais fa.cil para _a_ mar, fizera, naturalmente, _a_ desenvolvime nt o comer- cial da povoa~ao. o s!tio do padre Antonio Ferrei ra da ,Costa perdia, aos paucas, a sua fisionomia rur al, tomando o aspecta e vida movimentada de um burg o comer- ~ cia !. 0 comer cio fazia a prosperidade do povoado. Criou-se, entao, Uilla c1asse dominante na cOillunida- **de prospe ra - a** dos ~ na **Sua qu as i to-** talidade port~eses de naSCImento. Eram elcs agora os senhores daterra, os detentores da riqueza, que se antepl1nham it aristocracia rur al, cll jos brasoes datavam <los primei ras dias da coloniza,ao. Esta ia f icando nos sit ias rurais e nas engenhas, ciosa das **suas tradic;5es e dos seus pergaminhos, "vivendo a** maneira fidalga, cliitivan da as gentilezas clas saloes, o g6sto das munclanidades elegantes, _a_ amor clas suntuosidacles , as excessos cia indumentaria 11Ixuosa e b ri lhante". (12) M as a aristacrac ia a 8! iccia, pouco a pOll co, se tornou dependellte,_ pclas r_eia<;6es come.rci,ais e pela pressao da divida, cia fidalguia emergente e espuria dos m as cate s, T rabalhava para esta como as esc ravos trabalhayam para ela, Era a lei pllnidora das com- pensa<;5es ... . Ao norte, os engcnhas ficavam mais dependen- tes clo come rcio cio ~ sainclo por diversos por- tos maritimos a prodw;ao agricola, que, al ias, cle tada a comarca para Ii se dirigia , para 0 cEeito da expor- ta<;iio direta e pagamenta do dizimo a Fazenda Real. **(12) Ol1 ve !ra Ylann.,** ob~ d~. MA CE I6 (^19) A velha Al agoas via ala rmada a pr os pe riclade - da povoa<;iio lito ran ea. Def inhava, lenta me nk, fi- ~ando aD abandono 0 seu porto cle ma r, a quas I' sete l e01.l2S da vila legenclaria .. , " I ~ , ~ '. ,. ·r: ' ,. II': (: ' _I?:;_ ~ ' ,i :.' II A VILA o alvorceer do seculo XIX 0 povoado to rnara -se um emporio eo mcreial de eerta notoriedade, 0 ane ora douro criara 0 comcrcio, C 0 comercio, dilatando 0 povoa- do, operava 0 deSeIll'olvi111cnto cconomieo e demo - g r <ifieo, _Dt.:_ !C>cia parte chegavam advcn3S 3.0 novo burgo da coma rea das Alagoas, Com a sua clnsia de riqueza rapida na m<tscataria, 'pa r sitios e cn ,gC Ilhos, cspa- lhando, a bo rn p r c~o, as nov idadcs do ,,-cino, A lgun s, porem, vinham com a ide ia de fixar- se· na vida ~_ co la l acend cndQ , sob tetos ah ri ga dores., no vas Iilines pro pi ciatorio s, Ai n da outros sc abuletavarn nos la - ho res comerciai s, e m Gl sas toscas, que co ntrui am apressadamentc, p ar a lojas e vcn das , com balcao e p.rate! eira s, quc dcpois cra m cmp6rios da inciulllcnt.;l- nit aparatosa cia "poca C lIcharia" Eart:as )lJra a gcn- te cllclinh e irc:! da cobi<; os a das guiodicc_' s rein6is. _I_ ## I I