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Malária (Resumo Completo), Esquemas de Fisiologia Humana

Este material apresenta um resumo completo e didático sobre a malária, abordando agente etiológico, vetor, ciclo evolutivo, diagnóstico e aspectos clínicos. Explica as espécies de Plasmodium (vivax, falciparum, malariae, ovale e knowlesi) e os principais mosquitos transmissores do gênero Anopheles. Detalha os hospedeiros (homem e mosquito), o ciclo hepático (pré-eritrocitário), o ciclo eritrocitário (esquizogonia, trofozoítos e produção de hemozoína) e a reprodução sexuada no vetor. Descreve os sintomas característicos, como febres cíclicas, e destaca as diferenças clínicas entre as espécies, especialmente as complicações graves do P. falciparum. Aborda o diagnóstico laboratorial com gota espessa (padrão ouro), esfregaço delgado, testes rápidos imunocromatográficos e exames complementares (bilirrubinas, AST/ALT, ureia, creatinina). Inclui ainda diagnóstico diferencial e alterações inespecíficas em hemograma. Ideal para estudantes e profissionais da saúde em revisões, aulas e provas.

Tipologia: Esquemas

2024

À venda por 29/08/2025

jose-luis-hip
jose-luis-hip 🇧🇷

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Ciclo evolutivo Malária
Vetor: Mosquito fêmea do gênero
Anopheles (também conhecido
como carapanã, muriçoca, sovela,
mosquito-prego e bicuda O habito
hematológico é restrito a fêmea do
mosquito que precisa do sangue
humano para a maturação de seus
ovos).
Agente etiológico: protozoário
Plasmodium sp. em suas
glândulas salivares.
Hospedeiro intermediário:
humano
Hospedeiro definitivo: Mosquito
Plasmodium
É um protozoário flagelado e se
reproduz de forma sexuada no
humano (HOSPEDEIRO
DEFINITIVO), e de forma
assexuada no mosquitos
(HOSPEDEIRO
INTERMEDIARIO)
Todas causam malária e se diferenciam,
dentre outros aspectos, pela duração do
intervalo entre os acessos febris típicos de ssa
patologia:
Plasmodium Vivax: No Brasil, é a espécie
mais p redominante. causa picos de febre
após int ervalos de 48 horas, denomina-se
febre terçã benigna;
Plasmodium falciparum: É a ú nica espécie
que pode provocar uma doença fatal se não
for tratada;
Plasmodium Ma lariae: causa acessos febris
após intervalos de 72 horas denomina-se
febre quartã;
Plasmodium Ovale: Está restrito a
determinadas regiões do continente africano
e a casos importados de malária no B rasil.
Plasmodium Knowlesi: Rest rito ao sudeste
asiático, onde apresenta ciclo silvestre em
macacos sendo o homem um hospedeiro
acidental.
Outras espécies de mosquitos
que podem transmitir a malária
são:
Anopheles oswaldoi,
considerado vetor secundário em
algumas áreas do Brasil;
Anopheles nuneztovari, vetor
primário em algumas regiões da
Venezuela e Colômbia;
Anopheles darlingi, O principal
vetor de malária no Brasil;
CRIPTOZOITA, inicia o primeiro ciclo da reprodução assexuada, chamada
de ESQUIZOGONIA TECIDUAL.
Ciclo pré-eritrocitário (hepático)
1. A picada do mosquito Injeta na corrente sanguínea o conteúdo de suas
glândulas salivares ricas em Plasmodium na forma ESPOROZOITA
Reprodução sexuada ciclo no mosquito
2. Após penetrar no HEP ATOCITO ganha a forma de:
ESPOROZOITA, circula livremente por 30-60 min, infec tando o
hepatócito;
Liga-se a membrana desta célula utilizando a proteína CSP.
Que irá completar a reprodução, assim o citoplasma é condensado ao redor
de cada núcleo originando:
Núcleo do parasita se divide diversas vezes por mitose, sem divisão do
citoplasma, formando a:
Célula filha originada da ESQUIZOGONIA, que ao se acumularem no interior
do hepatócito rompem a membrana dele sendo liberada nos SINUSOIDES
HEPATICOS
7. GAMETOCITOS
3. ESQUIZONTE
4. MEROZOITA
Que cresce e toma nova forma:
MEROZOITAS penetram-no interior das hemácias, amadurecem e ganham
nova forma vacuolada a:
TROFOZOÍTO EM ANEL
Ciclo Eritrocitário (hemácia) dura 48 horas
MEROZOITA
Capaz de infectar outras hemácias, a medida que o parasita vai se
reproduzindo na hemácias , ele metaboliza a hemoglobina, form ando o
pigmento malárico chamado de HEMOZOINA. É liberado na circulação após
a rotura eritrocitária e se depositam em outros tecidos.
ESQUIZONTE ERITROCITARIO OU MEROCITO OU ROSACEA
Da origem ao grupo
TROFOZOITO AMBOIDE
Evolui com a divisão de seus núcleos, sendo o principal responsável pelos
sintomas da malária
Começam a aparecer na periferia após 3-15 dias do inicio
dos sintomas denominados:
MICROGAMETOCITOS
MASCULINO
MACROGAMETOCITOS
FEMININO
Evolução destes inicia-se no intestino do mosquito, no
sangue por ele sugado, transformando-se em
GAMETAS.
Os microgametas nadam em direção aos
macrogametas fecundando-os gerando os:
ZIGOTOS/OVO
Que se matura e transforma-se em:
OOCINETO
Arrasta-se até o epitélio gástrico do mosquito,
atravessando-o e alojando-se entre o epitélio e a
membrana limitante de órgãos que transforma-se em:
OOCISTO
Inicia o processo de reprodução chamado de:
ESPOROGONIA
Por meiose surgem diversas células filhas na forma,
ESPOROZOITA, estas sendo armazenadas nas
glândulas salivares dos mosquitos.
Diagnóstico laboratorial
1.Distensão e Gota espessa: padrão ouro. Parasitas
são visualizados em lâminas com sangue periférico.
2.Esfregaço delgado: 30 vezes menos sensível que a
gota espessa. É mais específico, por alterações
morfológicas e nos eritrócitos.
3. Testes rápidos: (imunocromatográficos) são
altamente sensíveis para hiperparasitemias (mais de
100 parasitas por microlitro de sangue). Não
diagnosticam malária mista. São úteis na triagem em
áreas distantes dos serviços de saúde e em regiões
não endêmicas.
Diagnóstico diferencial
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pf4
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pf9
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Vetor: Mosquito fêmea do gênero Ciclo evolutivo Malária

Anopheles (também conhecido como carapanã, muriçoca, sovela, mosquito-prego e bicuda O habito hematológico é restrito a fêmea do mosquito que precisa do sangue humano para a maturação de seus ovos). Agente etiológico: protozoário Plasmodium sp. em suas glândulas salivares. Hospedeiro intermediário: humano Hospedeiro definitivo: Mosquito Plasmodium É um protozoário flagelado e se reproduz de forma sexuada no humano (HOSPEDEIRO DEFINITIVO), e de forma assexuada no mosquitos (HOSPEDEIRO INTERMEDIARIO) Todas causam malária e se diferenciam, dentre outros aspectos, pela duração do intervalo entre os acessos febris típicos dessa patologia:

  • Plasmodium Vivax: No Brasil, é a espécie mais predominante. causa picos de febre após intervalos de 48 horas, denomina-se febre terçã benigna;
  • Plasmodium falciparum: É a única espécie que pode provocar uma doença fatal se não for tratada;
  • Plasmodium Malariae : causa acessos febris após intervalos de 72 horas denomina-se febre quartã;
  • Plasmodium Ovale: Está restrito a determinadas regiões do continente africano e a casos importados de malária no Brasil.
  • Plasmodium Knowlesi: Restrito ao sudeste asiático, onde apresenta ciclo silvestre em macacos sendo o homem um hospedeiro acidental. Outras espécies de mosquitos que podem transmitir a malária são:
  • Anopheles oswaldoi, considerado vetor secundário em algumas áreas do Brasil;
  • Anopheles nuneztovari, vetor primário em algumas regiões da Venezuela e Colômbia;
  • Anopheles darlingi, O principal vetor de malária no Brasil; CRIPTOZOITA , inicia o primeiro ciclo da reprodução assexuada, chamada de ESQUIZOGONIA TECIDUAL. Ciclo pré-eritrocitário (hepático)
    1. A picada do mosquito Injeta na corrente sanguínea o conteúdo de suas glândulas salivares ricas em Plasmodium na forma ESPOROZOITA Reprodução sexuada – ciclo no mosquito
    2. Após penetrar no HEPATOCITO ganha a forma de: ESPOROZOITA, circula livremente por 30 - 60 min, infectando 1 º o hepatócito; Liga-se a membrana desta célula utilizando a proteína CSP. Que irá completar a reprodução, assim o citoplasma é condensado ao redor de cada núcleo originando: Núcleo do parasita se divide diversas vezes por mitose, sem divisão do citoplasma, formando a: Célula filha originada da ESQUIZOGONIA , que ao se acumularem no interior do hepatócito rompem a membrana dele sendo liberada nos SINUSOIDES HEPATICOS

7. GAMETOCITOS

3. ESQUIZONTE

4. MEROZOITA

Que cresce e toma nova forma: MEROZOITAS penetram-no interior das hemácias, amadurecem e ganham nova forma vacuolada a: TROFOZOÍTO EM ANEL Ciclo Eritrocitário (hemácia) dura 48 horas MEROZOITA Capaz de infectar outras hemácias, a medida que o parasita vai se reproduzindo na hemácias, ele metaboliza a hemoglobina, formando o pigmento malárico chamado de HEMOZOINA. É liberado na circulação após a rotura eritrocitária e se depositam em outros tecidos.

ESQUIZONTE ERITROCITARIO OU MEROCITO OU ROSACEA

Da origem ao grupo

TROFOZOITO AMBOIDE

Evolui com a divisão de seus núcleos, sendo o principal responsável pelos sintomas da malária Começam a aparecer na periferia após 3-15 dias do inicio dos sintomas denominados: MICROGAMETOCITOS MASCULINO

MACROGAMETOCITOS

FEMININO

  • Evolução destes inicia-se no intestino do mosquito, no sangue por ele sugado, transformando-se em GAMETAS.
  • Os microgametas nadam em direção aos macrogametas fecundando-os gerando os: ZIGOTOS/OVO Que se matura e transforma-se em: OOCINETO Arrasta-se até o epitélio gástrico do mosquito, atravessando-o e alojando-se entre o epitélio e a membrana limitante de órgãos que transforma-se em: OOCISTO Inicia o processo de reprodução chamado de: ESPOROGONIA Por meiose surgem diversas células filhas na forma, ESPOROZOITA, estas sendo armazenadas nas glândulas salivares dos mosquitos.

Diagnóstico laboratorial

1.Distensão e Gota espessa: padrão ouro. Parasitas

são visualizados em lâminas com sangue periférico.

2.Esfregaço delgado: 30 vezes menos sensível que a

gota espessa. É mais específico, por alterações

morfológicas e nos eritrócitos.

3. Testes rápidos: (imunocromatográficos) são

altamente sensíveis para hiperparasitemias (mais de

100 parasitas por microlitro de sangue). Não

diagnosticam malária mista. São úteis na triagem em

áreas distantes dos serviços de saúde e em regiões

não endêmicas.

Diagnóstico diferencial

Exames Complementares

1. Bilirrubina (A elevação dos níveis de bilirrubina com predomínio do aumento da bilirrubina direta

sugere lesão mais intensa dos hepatócitos, com evidência importante de icterícia em mucosas e pele.)

a.Bilirrubina direta (BD): valores de referência no adulto de 0 , 1 a 0 , 3 mg/ 100 mL de sangue.

b.Bilirrubina total (BT): valores de referência no adulto de 0 , 3 a 1 , 2 mg/ 100 mL de sangue.

2. Aminotransferases (Valores > 1. 000 U/L são indicativos de doença associada com lesão extensa do

tecido hepático, como normalmente ocorre nos casos graves de febre amarela.)

a.Aspartato aminotransferase (AST) ou transaminase glutâmica oxalacética (TGO) - Valores de

referência no adulto: AST/TGO – até 40 U/L.

b.Alanina aminotransferase (ALT) ou transaminase glutâmica pirúvica (TGP) – valores de referência até

30 U/L

3. Ureia e Creatinina (As variáveis sexo, idade e peso do paciente devem ser consideradas na

interpretação desses resultados. Em geral, valores de creatinina acima de 1 , 5 mg/dL podem indicar

complicações e/ou doença renal. )

a.Os níveis normais da creatinina no adulto variam entre 0 , 6 e 1 , 3 mg/dL, e os de ureia, entre 10 e

45 mg/dL

Para confirmação diagnóstica, podemos solicitar exames específicos como isolamento viral e RT-

PCR, que podem ser colhidos até quatro dias do início dos sintomas e a captura de anticorpos IgM

(MAC-ELISA), colhidos a partir do quinto dia dos sintomas.

Podem ser solicitados os exames complementares inespecíficos, como: hemograma, bilirrubinas,

aminotransferases, ureia e creatinina, eletrólitos, coagulograma, EAS.

Laboratorialmente, as anormalidades incluem leucopenia com neutropenia relativa e linfocitose,

trombocitopenia, aumento de transaminases (com predomínio de TGO) e bilirrubinas (às custas da

fração direta), aumento de creatinina e alargamento de PTT.