Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Diagnóstico e Tratamento de Helmintíases: Albendazol, Mebendazol e Outras Abordagens, Esquemas de Parasitologia

O diagnóstico e tratamento de helmintíases, abordando diferentes métodos de identificação de parasitas em amostras de fezes, urina e tecido. Discute o uso de medicamentos como albendazol, mebendazol, praziquantel, metronidazol e furazolidona, detalhando seus mecanismos de ação e indicações para diversas infecções parasitárias. Além disso, o texto aborda as características de diferentes parasitas, como ascaris lumbricoides, taenia solium e giárdia, e suas respectivas patologias, incluindo teníase, cisticercose e giardíase. O documento também destaca a importância do tratamento de parceiros sexuais em casos de infecções como a giardíase e a amebíase, devido ao risco de transmissão por contato na região anal. A análise laboratorial das fezes, incluindo exames microscópicos e técnicas de pcr, é enfatizada como crucial para o diagnóstico preciso e o tratamento eficaz das helmintíases e outras infecções parasitárias.

Tipologia: Esquemas

2025

À venda por 31/08/2025

jose-luis-hip
jose-luis-hip 🇧🇷

54 documentos

1 / 19

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Parasitoses intestinais
Epidemiologia no Brasil e no mundo
As helmintíases transmitidas pelo solo (HTS) são de grande preocupação na saúde pública mundial . São causadas por um grupo de parasi tas
intestinais compreendendo Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Necator americanus e Ancylostoma duodenale, transmitidos por
contaminação fecal do solo.
As infecções por HTS são mais prevalentes nas áreas tropicais e subtropicais, com os maiores números ocorrendo na África subsaariana, nas
Américas, na China e no leste da Ásia, diretamente ligadas à falta de saneamento e baixas condi ções socioeconômicas, vinculadas à pobreza.
Estimativas mundiais indicam que mais de 1,5 bilhão de pessoas, ou 24% da p opulação mundial, sendo cerca de 880 milhões de crianças
precisam de tratamento e intervenções preventivas para estes parasitas
Recomendações de estratégias coletivas de combate e tratamento
(OMS) propõe intervenções de controle baseadas na administração pe riódica de anti -helmínticos em grupos de pessoas (pré -escolar, escolar,
mulheres em idade reprodutiva [i ncluindo mulheres gr ávidas no segundo e terceiro trimestres e mulheres que amamentam], adultos em certas
ocupações de alto risco, como apanhado res de chá ou mineiros) vivendo em áreas de risco, apoiadas com estratégias para melhorar o
saneamento básico e a educação para saúde.
Os medicamentos recomendados pela OMS - albend azol (400 mg dose única) e mebendazol (500 mg dose única) - são eficazes, baratos e
fáceis de administrar).
A quimioterapia preventiva (desverminação), usando uma dose de albendazol (400 mg) ou mebendazol (500 mg) é recomendada como
intervenção de saúde pública para gestantes, após o primeiro trimestre de gestação, que habi tem áreas onde: (i) a linha de base da prevalência
de infecções por ancilostomídeos e/ou T. trichiura seja 20% ou superior para mulheres gestantes, e (ii) a anemia seja um problema grave de
saúde pública, com prevalência de 40% ou mais entre as mulheres gestantes, para reduzi r a carga de infecção por ancilostomídeos e T. trichiura.
Testes sorológicos:
Existem duas categorias de testes sorológicos: detecção de antígenos e ensaios de detecção de anticorpos. Estes incluem ELISA,
imunofluorescência indireta, imunofluorescência di reta, imunoblot e imunocromatografia.
As desvantagens associadas ao diagnósti co sorol ógico são: sua natureza mais invasiva; persistência dos anti corpos após o tratamento e,
portanto, resultados positivos não serem necessariamente indicati vos de infecção ativa; e reação cruzada com outros nematódeos.
Testes de biologia molecular:
Os avanços nas técnicas de biologia molecular proporcionaram uma grande vantagem de detecção rápida, bem como quantificação de ovos de
helmintos. A sensibilidade muito melhor das técnicas moleculares as torna especialmente úteis para monitorar o efeito do tratamento ou
estratégias de controle.
Hemograma:
A eosinofilia (>600/mm3 ou > 6%) pode ser usada como marcador de possível infecção por helmintos.
Escarro
Em caso de ascaridíase, ancilostomose ou S. sterocoralis, dur ante a fase de migração larval da infecção, o diagnóstico pode ser feito
encontrando-se as larvas no escarro ou nas lavagens gástricas. Na ascaridíase, cristais de Charcot-Leyden e eosinófil os podem ser encontrados
no escarro
1. Ligantes de beta-tubulina: os benzimidazólicos, incluindo mebendazol e albendazol, que são drogas comumente usadas nesta categoria. Ao se ligarem
seletivamente à beta-tubulina dos nematoides, eles inibem a formação dos microtúbulos, causando a ruptura do citoesqueleto, bem como má captação intestinal
de glicose, e determina então inanição do verme;
2. Agentes espásticos paralisantes: incluem o palmoato de pirantel e o levamisol, que são agonistas dos receptores nicotínicos de acetilcolina
3. Agente indutores de paralisia flácida: a droga clássica é piperazina que inibe reversivelmente a transmissão neuromuscular no verme, s endo um agonista de
GABA23.
4. Nitazoxanida: é um novo composto de nitrotiazol benzamida com atividade no tratamento de várias infecções in testinais por protozoários e helmintos. No Brasil, está
aprovada em bula pela ANVISA para crianças maiores de 12 meses de idade
5. O albendazol é metabolizado após a absorção, e o metabólito bioativo resultante pode se distribuir amplamente nos tecidos humanos, tornand o-se a droga de escolha para
as infecções por larvas de toxocara e de cisticerco, bem como para a maioria das infecções por helmintos intesti nais. Por sua vez, o mebendazol, que não é absorvido de
forma apreciável fora do intestino, pode ser considerado um medicamento de primeira linha quando u tilizado em dose única, apenas para ascaridíase e enterobíase.
Classificação da região quanto ao risco Prevalência de helmintíases Frequência recomendada para terapia em massa
Alto risco ≥ 50% 2 x por ano
Risco moderado ≥ 20% e <50% 1 X por ano
Baixo risco < 20% Individualizada
Quimioterapia preventiva para comunidade por categoria de risco
Princípios e indicações dos principais exames parasitológi cos de fezes
Exame Princípio Principais indicações
Hoffman, Pons e Janer e Lutz Sedimentação espontânea Ovos e larvas de helmintos, cistos de protozoários
Blagg (MIFC), Ritchie e Coprotest Sedimentação por centrifugação Sedimentação por centrifugação
Willis Flutuação espontânea Ovos leves (Ancilostomídeos)
Faust Flutuação e centrifugação Cistos e oocistos de protozoários, ovos leves (Ancilostomídeos)
Baermann-Morais e Rugai Cultura Larvas (Strongyloides)
Kato-Katz Filtração Ovos de helmintos
Graham (fita adesiva) Adesão Enterobius vermicularis, Taenia sp
Outros exames relevantes
Parasito Diagnóstico Laboratorial
Giardia lamblia Exame microscópico direto das fezes (60% a 70% do diagnóstico, com duas ou mais amostras). Técnicas de ELISA ou imunofluorescência para a detecção
de antígenos nas fezes (90% a 100% de sensibilidade e especificidade); Técnica de PCR.
Entamoeba histolytica Exame microscópico das fezes. Técnicas de PCR, métodos enzimáticos (antígenos e anticorpos) e o uso de anticorpos monoclonais ajudam a fazer a
distinção com Entamoeba díspar
Balantidium Exame histológico das lesões, por biópsia, via sigmoidoscopia ou colonoscopia ou parasitológico das fezes, com a presença de trofozoítos (menos
frequentemente, cistos) nas fezes ou espécimes de tecido
Cryptosporidium parvum Detecção de oocistos nas fezes pelo método de anticorpo fluorescente direto por microscopia, ou ensaio imunoenzimático (ELISA) para pesquisa do
antígeno do Cryptosporidium sp PCR
Cystoisospora belli Identificação dos oocistos nas fezes, em aspirados duodenais ou amostras de biópsia (intestino delgado). Técnicas de Kinyoun (método Ziehl-Neelsen
modificado) e Auramina-Rodamina
Blastomycis hominis Espécimes do parasita nas fezes podem ser vistas por microscopia óptica
Cyclosporidium cayetanensis Técnicas de Kinyoun (método Ziehl-Neelsen modificado)
Exames laboratoriais para o diagnóstico das infecções intestinais por protozoários
Tratamento das helmintíases
Tratamento das infecções intestinais por protozoários
Parasita Antiparasitário Dose
Giardia lamblia Metronidazol
Albendazol
Tinidazol
Secnidazol
Nitazoxanida
15 mg/kg/dia, 3x/dia, por 5 a 7 dias
400mg/dia, 5 dias
≥3 anos 50mg/kg, dose única
30 mg/kg, dose única
≥1 ano 7,5mg/kg /dose, 2x/dia por 3 dias
Entamoeba histolytica
Forma intestinal assintomática
Forma Intestinal sintomática ou extra-intestinal
A Forma intestinal ou extraintestinal sintomática após o tratamento com os
nitrimidazólicos devem sempre ser seguidos da administração de Etofamida ou
Teclosan
Etofamida Teclosan
Metronidazol
Tinidazol Secnidazol
Etofamida Teclosan
500mg, 2x/dia, 3 dias ou
100mg, 3x/dia, 5 dias
500 a 750mg. 3x/dia, 10 dias ou
35 a 50mg/kg/dia, em 3 doses, 10 dias
≥3 anos: 2g ou 50mg/kg, dose única
2g ou 30mg/kg, dose única
500mg, 2x/dia, 3 dias ou
100mg, 3x/dia, 5 dias
Cryptosporidium parvum Nitazoxanida 1-3 anos: 100mg, 2x/d;
4-11 anos: 200mg, 2x/d;
≥12 anos: 500mg, 2x/d ou 7,5mg/kg 2x/dia. Por 3 dias.
Cystoisospora belli Sulfametoxazoltrimetropim
(TMP) 8-10mg/kg/d/TMP, 2x/d, por 7-10 dias
Balantidium coli Tetraciclina Metronidazol
Nitazoxanida ≥8 anos, 40mg/kg/d, 4x/d, 10 dias, 35-50mg/kg/d,
3x/d, 5 dias Idem Cryptosporidium
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Diagnóstico e Tratamento de Helmintíases: Albendazol, Mebendazol e Outras Abordagens e outras Esquemas em PDF para Parasitologia, somente na Docsity!

Epidemiologia no Brasil e no mundo Parasitoses intestinais

  • As helmintíases transmitidas pelo solo (HTS) são de grande preocupação na saúde pública mundial. São causadas por um grupo de parasitas intestinais compreendendo Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Necator americanus e Ancylostoma duodenale, transmitidos por contaminação fecal do solo.
  • As infecções por HTS são mais prevalentes nas áreas tropicais e subtropicais, com os maiores números ocorrendo na África subsaariana, nas Américas, na China e no leste da Ásia, diretamente ligadas à falta de saneamento e baixas condições socioeconômicas, vinculadas à pobreza.
  • Estimativas mundiais indicam que mais de 1 , 5 bilhão de pessoas, ou 24 % da população mundial, sendo cerca de 880 milhões de crianças precisam de tratamento e intervenções preventivas para estes parasitas Recomendações de estratégias coletivas de combate e tratamento
  • (OMS) propõe intervenções de controle baseadas na administração periódica de anti-helmínticos em grupos de pessoas (pré-escolar, escolar, mulheres em idade reprodutiva [incluindo mulheres grávidas no segundo e terceiro trimestres e mulheres que amamentam], adultos em certas ocupações de alto risco, como apanhadores de chá ou mineiros) vivendo em áreas de risco, apoiadas com estratégias para melhorar o saneamento básico e a educação para saúde.
  • Os medicamentos recomendados pela OMS - albendazol ( 400 mg – dose única) e mebendazol ( 500 mg – dose única) - são eficazes, baratos e fáceis de administrar).
  • A quimioterapia preventiva (desverminação), usando uma dose de albendazol ( 400 mg) ou mebendazol ( 500 mg) é recomendada como intervenção de saúde pública para gestantes, após o primeiro trimestre de gestação, que habitem áreas onde: (i) a linha de base da prevalência de infecções por ancilostomídeos e/ou T. trichiura seja 20 % ou superior para mulheres gestantes, e (ii) a anemia seja um problema grave de saúde pública, com prevalência de 40 % ou mais entre as mulheres gestantes, para reduzir a carga de infecção por ancilostomídeos e T. trichiura. Testes sorológicos:
  • Existem duas categorias de testes sorológicos: detecção de antígenos e ensaios de detecção de anticorpos. Estes incluem ELISA, imunofluorescência indireta, imunofluorescência direta, imunoblot e imunocromatografia.
  • As desvantagens associadas ao diagnóstico sorológico são: sua natureza mais invasiva; persistência dos anticorpos após o tratamento e, portanto, resultados positivos não serem necessariamente indicativos de infecção ativa; e reação cruzada com outros nematódeos. Testes de biologia molecular:
  • Os avanços nas técnicas de biologia molecular proporcionaram uma grande vantagem de detecção rápida, bem como quantificação de ovos de helmintos. A sensibilidade muito melhor das técnicas moleculares as torna especialmente úteis para monitorar o efeito do tratamento ou estratégias de controle. Hemograma:
  • A eosinofilia (> 600 /mm 3 ou > 6 %) pode ser usada como marcador de possível infecção por helmintos. Escarro
  • Em caso de ascaridíase, ancilostomose ou S. sterocoralis, durante a fase de migração larval da infecção, o diagnóstico pode ser feito encontrando-se as larvas no escarro ou nas lavagens gástricas. Na ascaridíase, cristais de Charcot-Leyden e eosinófilos podem ser encontrados no escarro 1. Ligantes de beta-tubulina: os benzimidazólicos, incluindo mebendazol e albendazol , que são drogas comumente usadas nesta categoria. Ao se ligarem seletivamente à beta-tubulina dos nematoides, eles inibem a formação dos microtúbulos, causando a ruptura do citoesqueleto, bem como má captação intestinal de glicose, e determina então inanição do verme; 2. Agentes espásticos paralisantes: incluem o palmoato de pirantel e o levamisol , que são agonistas dos receptores nicotínicos de acetilcolina 3. Agente indutores de paralisia flácida: a droga clássica é piperazina que inibe reversivelmente a transmissão neuromuscular no verme, sendo um agonista de GABA23. 4. Nitazoxanida: é um novo composto de nitrotiazol benzamida com atividade no tratamento de várias infecções intestinais por protozoários e helmintos. No Brasil, está aprovada em bula pela ANVISA para crianças maiores de 12 meses de idade 5. O albendazol é metabolizado após a absorção, e o metabólito bioativo resultante pode se distribuir amplamente nos tecidos humanos, tornando-se a droga de escolha para as infecções por larvas de toxocara e de cisticerco, bem como para a maioria das infecções por helmintos intestinais. Por sua vez, o mebendazol, que não é absorvido de forma apreciável fora do intestino, pode ser considerado um medicamento de primeira linha quando utilizado em dose única, apenas para ascaridíase e enterobíase. Classificação da região quanto ao risco Prevalência de helmintíases Frequência recomendada para terapia em massa Alto risco ≥ 50% 2 x por ano Risco moderado ≥ 20% e <50% 1 X por ano Baixo risco < 20% Individualizada Quimioterapia preventiva para comunidade por categoria de risco Princípios e indicações dos principais exames parasitológicos de fezes Exame Princípio Principais indicações Hoffman, Pons e Janer e Lutz Sedimentação espontânea Ovos e larvas de helmintos, cistos de protozoários Blagg (MIFC), Ritchie e Coprotest Sedimentação por centrifugação Sedimentação por centrifugação Willis Flutuação espontânea Ovos leves (Ancilostomídeos) Faust Flutuação e centrifugação Cistos e oocistos de protozoários, ovos leves (Ancilostomídeos) Baermann-Morais e Rugai Cultura Larvas (Strongyloides) Kato-Katz Filtração Ovos de helmintos Graham (fita adesiva) Adesão Enterobius vermicularis, Taenia sp Outros exames relevantes Parasito Diagnóstico Laboratorial Giardia lamblia Exame microscópico direto das fezes (60% a 70% do diagnóstico, com duas ou mais amostras). Técnicas de ELISA ou imunofluorescência para a detecção de antígenos nas fezes (90% a 100% de sensibilidade e especificidade); Técnica de PCR. Entamoeba histolytica Exame microscópico das fezes. Técnicas de PCR, métodos enzimáticos (antígenos e anticorpos) e o uso de anticorpos monoclonais ajudam a fazer a distinção com Entamoeba díspar Balantidium Exame histológico das lesões, por biópsia, via sigmoidoscopia ou colonoscopia ou parasitológico das fezes, com a presença de trofozoítos (menos frequentemente, cistos) nas fezes ou espécimes de tecido Cryptosporidium parvum Detecção de oocistos nas fezes pelo método de anticorpo fluorescente direto por microscopia, ou ensaio imunoenzimático (ELISA) para pesquisa do antígeno do Cryptosporidium sp PCR Cystoisospora belli Identificação dos oocistos nas fezes, em aspirados duodenais ou amostras de biópsia (intestino delgado). Técnicas de Kinyoun (método Ziehl-Neelsen modificado) e Auramina-Rodamina Blastomycis hominis Espécimes do parasita nas fezes podem ser vistas por microscopia óptica Cyclosporidium cayetanensis Técnicas de Kinyoun (método Ziehl-Neelsen modificado) Exames laboratoriais para o diagnóstico das infecções intestinais por protozoários Tratamento das helmintíases Tratamento das infecções intestinais por protozoários Parasita Antiparasitário Dose Giardia lamblia • Metronidazol
  • Albendazol
  • Tinidazol
  • Secnidazol
  • Nitazoxanida
  • 15 mg/kg/dia, 3x/dia, por 5 a 7 dias
  • 400mg/dia, 5 dias
  • ≥3 anos 50mg/kg, dose única
  • 30 mg/kg, dose única
  • ≥1 ano 7,5mg/kg /dose, 2x/dia por 3 dias Entamoeba histolytica Forma intestinal assintomática Forma Intestinal sintomática ou extra-intestinal A Forma intestinal ou extraintestinal sintomática após o tratamento com os nitrimidazólicos devem sempre ser seguidos da administração de Etofamida ou Teclosan
  • Etofamida Teclosan
  • Metronidazol
  • Tinidazol Secnidazol
  • Etofamida Teclosan
  • 500mg, 2x/dia, 3 dias ou
  • 100mg, 3x/dia, 5 dias
  • 500 a 750mg. 3x/dia, 10 dias ou
  • 35 a 50mg/kg/dia, em 3 doses, 10 dias
  • ≥3 anos: 2g ou 50mg/kg, dose única
  • 2g ou 30mg/kg, dose única
  • 500mg, 2x/dia, 3 dias ou
  • 100mg, 3x/dia, 5 dias Cryptosporidium parvum • Nitazoxanida • 1 - 3 anos: 100mg, 2x/d;
  • 4 - 11 anos: 200mg, 2x/d;
  • ≥12 anos: 500mg, 2x/d ou 7,5mg/kg 2x/dia. Por 3 dias. Cystoisospora belli • Sulfametoxazoltrimetropim (TMP)
  • 8 - 10mg/kg/d/TMP, 2x/d, por 7-10 dias Balantidium coli • Tetraciclina Metronidazol Nitazoxanida
  • ≥8 anos, 40mg/kg/d, 4x/d, 10 dias, 35-50mg/kg/d, 3x/d, 5 dias Idem Cryptosporidium

HELMINTOS

  • Constituem um grupo muito numeroso de animais, incluindo espécies de vida livre e de vida parasitána. Nas espécies de vida livre a respiração é aeróbia já nos parasitas a respiração é anaeróbia. Alta capacidade reprodutiva, podem multiplicar-se dentro ou fora do corpo do hospedeiro isto depende do ciclo vital específico de cada parasito.
  • Maioria das doenças causadas por helmintos decorrem de problemas de saneamento e baixo
  • cuidado com higiene.
  • As ramificações do sistema digestivo auxiliam a distribuição dos alimentos
  • Apresentam os parasitos distribuídos nos filos: Platyhelminthes, Nematodae Acanthocephal Platelmintos Acanthocephala Nematódea - Endoparasitos, pseudocelomados, com simetria bilateral, Sem tubo digestivo, apresentando na extremidade anterior, uma - probóscida armada de ganchos. - Nenhuma estrutura respiratoria especializada. - Apresentam corpo cilíndrico ou ligeiramente comprimido lateralmente. - São animais dioícos - Sistema nervoso ganglionar - Os nematelmintos, também conhecidos como nematódeos, são vermes cilíndricos com simetria bilateral e corpo alongado, não segmentado. Eles possuem um sistema digestivo completo, com boca e ânus distintos. - Os nematelmintos podem ser transmitidos por ingestão de ovos presentes em alimentos ou água contaminados, contato com o solo infectado ou por penetração ativa da larva pela pele - Vermes cilíndricos com extremidades afiladas, simetria bilateral, triblastos, pseudocelomados e protostômio. - Ausência de sistema circulatório - Sistema digestório completo - Reprodução: Cruzada, partenogénese dioicos, sendo o macho menor que a femea - Ausência de célula flama - Circulação - não possuem sistema circulatório. A circulação de gases, nutrientes e substâncias tóxicas é feita pelo pseudoceloma - Sistema nervoso ganglionar - Respiração é cutânea ou tegumentar, feita através de difusão - Classes: adenopherea e secernentea CLASSE ADENOPHEREA : - Trichuris Trichiura CLASSE SECERNENTEA : - Ascaris lumbricoides - Toxocara canis - Enterobius vermiculares - Stronguloides stercolaris - Ancylostoma duodenale - Necator americanus, - Wuchereria bancroft

DOENCAS:

  • Ancilostomose (Ancylostoma duodenale e Necator americanus)
  • Ascaridíase (Ascaris lumbricoides);
  • Flariose (Wuchereria bancrofti);
  • Oxiurose (Enterobius vermiculares
  • Os platelmintos são vermes achatados dorsoventralmente, com corpo segmentado ou não, e com simetria bilateral. Eles possuem um sistema digestivo incompleto, e muitos são hermafroditas.
  • Os platelmintos são organismos triblásticos, o que significa que durante seu desenvolvimento embrionário, formam-se três camadas de tecido, chamadas de ectoderme, mesoderme e endoderme.
  • Os platelmintos são também acelomados. O termo "acelomado" refere-se à ausência de um celoma, que é uma cavidade corporal formada dentro do mesoderma. Essa cavidade, encontrada em muitos outros animais, é preenchida com fluido e contém os principais órgãos internos. Em contraste, os platelmintos não possuem essa cavidade interna: seus órgãos estão embutidos diretamente no tecido mesodérmico sólido.
  • Se apresentam achatados dorsoventralmente.
  • Triblásticos, acelomados e com simetria bilateral
  • Sistema digestório é incompleto ou ausente em algumas espécies.
  • A excreção ocorre por protonefrídio, e as trocas gasosas ocorrem por difusão
  • Classe: Turbellaria, Trematoda, Cestoda e Monogenea
  • Nos parasitas há uma cutícula envolvendo tudo músculo dermático, conferindo-lhe resistência a ação dos sucos digestivo
  • Na Turbellaria temos organismos apenas de vida livre
  • Já as classes Trematoda, Cestoda e Monogenea apresentam parasitas CLASSE TREMATODA:
  • Fasciola
  • hepatica,
  • Schistosoma
  • Mansoni CLASSE CESTODA:
  • Taenia sp,
  • Echinococcus
  • Granulosus,
  • Hynenolepis s

DOENÇAS:

  • Esquistossomose (causada pelo Schistossoma mansoni,
  • Fasciolose (Fasciola hepatica),
  • Teníase e Cisticercose (ambos causados por Taenia solium e Taenia saginata);

O ciclo de vida do Ascaris lumbricoides começa quando uma pessoa ingere ovos do verme,

presentes em alimentos contaminados.

Fase 1: Ingestão

• Os ovos são ingeridos através de alimentos contaminados com fezes

• Os ovos eclodem no intestino delgado, liberando larvas

Fase 2: Migração

• As larvas penetram a parede do intestino delgado

• As larvas migram para o fígado, e depois para os pulmões

• As larvas danificam a membrana alveolar e amadurecem nos alvéolos

Fase 3: Regresso ao intestino

• As larvas são expectoradas e deglutidas, retornando ao trato gastrointestinal

• As larvas amadurecem em vermes adultos no intestino delgado

Fase 4: Reprodução

• As fêmeas produzem até 200.000 ovos por dia, que são eliminados nas fezes

  • O ciclo de vida do Enterobius vermicularis é monoxênico, ou seja, ocorre

totalmente no ser humano.

  • Ovos
  • Os ovos são alongados, achatados de um lado e têm cinco membranas
  • As membranas tornam os ovos pegajosos, causando coceira no hospedeiro
  • Os ovos podem estar presentes no ar, na roupa e nas mãos contaminadas
  • Os ovos podem sobreviver por 2 semanas em um ambiente úmido e fresco
  • Larvas
  • As larvas rabdtóides eclodem no intestino
  • Sofrem duas mudas no trajeto intestinal até o ceco
  • No ceco transformam-se em vermes adultos
  • Vermes adultos
  • Os vermes adultos vivem no intestino grosso
  • As fêmeas grávidas migram para fora do ânus e depositam ovos na pele perianal
  • As fêmeas fecundadas não fazem oviposição no intestino
  • Transmissão
  • O ciclo de vida é direto e, portanto, não há hospedeiro intermediário
  • A reinfestação por oxiúros é comum
  • Ocorre com frequência em crianças, sobretudo em colégios, mas pode afligir

adultos

  • Filo: Platyhelminthes
  • Classe: Cestoidea
  • Ordem Cyclophyllida
  • Família: Teniidae
  • Espécies : Taenia solium e Taenia saginata Teníase e Cisticercose Ela tem como hospedeiro intermediário o porco e o hospedeiro definitivo, ou principal, é o ser humano.
  • Quando uma pessoa ingere alimentos contaminados com ovos de tênia , esses ovos podem se tornar larvas, que penetram na parede do intestino e entram na corrente sanguínea.
  • Eessas larvas podem se instalar em vários tecidos , mas especialmente nos músculos do porco, onde se transformam em cisticercos , uma forma imatura da tênia.
  • Se o porco for abatido e sua carne for consumida malcozida por um humano, os cisticercos retornam ao intestino humano , onde crescem e se transformam em tênias adultas.
  • se uma pessoa ingerir ovos de Taenia solium , isso pode levar a uma condição mais séria conhecida como cisticercose, onde as larvas se instalam em vários tecidos do corpo humano, inclusive no cérebro, causando complicações sérias. São hermafroditas e realizam autofecundação.

TENÍASE

Essa doença é causada por dois tipos de tênias: Taenia solium Taenia saginata. CISTERCICOSE

  • A cisticercose, por outro lado, ocorre quando uma pessoa ingere os ovos da tênia, geralmente através de alimentos ou água contaminados por fezes humanas que contêm esses ovos. Após a ingestão, os ovos eclodem no intestino e liberam larvas que podem atravessar a parede intestinal e se espalhar por todo o corpo através da corrente sanguínea. Essas larvas podem se alojar em vários tecidos e órgãos, incluindo o cérebro, os olhos, o coração e os músculos, onde se transformam em cisticercos.]
  • Os sintomas da cisticercose variam de acordo com o local onde os cisticercos se alojam. Quando eles estão no cérebro, por exemplo, a condição é chamada de neurocisticercose e pode causar sintomas como dores de cabeça, convulsões, confusão e alterações na visão. Em casos graves, a neurocisticercose pode ser fatal.
  • Quando uma pessoa ingere alimentos contaminados com ovos de tênia, esses ovos podem se tornar larvas, que penetram na parede do intestino e entram na corrente sanguínea.
  • Daí, essas larvas podem se instalar em vários tecidos, mas especialmente nos músculos do boi, onde se transformam em cisticercos, uma forma imatura da tênia.
  • Se o boi for abatido e sua carne for consumida malcozida por um humano, os cisticercos retornam ao intestino humano, onde crescem e se transformam em tênias adultas. Essas tênias podem chegar a 2 a 3 metros de comprimento e possuem uma vida de até 25 anos A maior prevalência ocorre em adultos jovens nas zonas rurais da américa latina, África e Ásia, principalmente relacionado aos hábitos culturais de consumo de carne cruas ou mal cozidas, além das condições de saneamento básico. OMS estima 70 milhões de pessoas contaminadas, com 50 mil mortes anuais, geralmente pelos sintomas da neurocistercicose.

FORMAS EVOLUTIVAS

  • Adulto: Tem uma cor branco leitosa com superfícies lisa e brilhante repleta de microvilosidades que são responsáveis pela nutrição e excreção desse parasita no intestino. A cabeça é o escoléx, depois dele temos um colo e depois o estróbilo que é o corpo constituído por várias proglótides.
  • Tanto na sollium quanto na saginata temos no escolex 4 ventosas, mas apenas na sollium temos um rostro (coroa de acúleos) ajudando assim na distinção entre as duas espécies. Proglotes Maduras : Nelas podemos enxergar os órgãos reprodutores. Proglotes gravídicas: Não conseguimos ver com clareza as estruturas internas porque o útero está lotado de ovos com inúmeras ramificações do útero. Na saginata: Temos um maior numero de ramificações, com aspecto dicotômico, ou seja, temos ramificações em ambos os lados como em paralelo. Outra coisa interessante é que ela tem uma musculatura que permite que ela se movimente, podendo até ser eliminada nas fezes. Na sollium : O número de ramificações diminui e tem um aspecto dendrítico onde uma ramificação gera várias outras, como uma arvore. Ovos: Tem uma casca espessa com aspecto radiado, contendo no interior um embrião hexacanto com 3 pares de acúleos e dupla membrana. Já é liberado na forma infectante, por esse motivo existe possibilidade de reinfecção. Cisticerco: É uma vesícula translucida com liquido claro. Já possui escolex e 4 ventosas, colo, rostelo. Fica em uma conformação invaginada, formando uma espécie de vesícula que só se desinvagina no intestino. Precisamos de métodos coproparasitologicas, procurando ovos nas fezes do hospedeiro por meio de métodos direto ou à fresco, métodos de sedimentação e método de centrifugo-sedimentação. Diagnóstico Diagnóstico (^) Elisa, IFI, WB e PCR visto que não tem ovos saindo nas fezes, já que estes estão alojados nos tecidos. Além disso, podemos lançar mão de exames de imagem como raio-x e tomografia, além de exame de fundo de olho no caso de cisticercose ocular para identificar o cisticerco. Tratamento Teníase: Podemos utilizar o Niclosamida, Praziquantel, Mebendazol ou Albendazol. Praziquantel é mais utilizado para teníase ativa. Cisticercose: O Praziquantel deve ser utilizado como precaução. Além disso, podemos associar anticonvulsionantes e corticoesteroides dependendo do quadro. No caso específico de cisticercose ocular podemos partir para a remoção cirúrgica da larva.

Esquistossomose

  • A esquistossomose, também conhecida como barriga-d'água, é uma doença causada por parasitas do gênero Schistosoma. Diferentemente dos casos que vimos anteriormente com as tênias, onde o humano é o hospedeiro definitivo, aqui temos um ciclo mais complexo, que envolve um hospedeiro intermediário - os caramujos de água doce.
  • Existem diversas espécies de Schistosoma , mas a mais comum em algumas regiões, como o Brasil, é o Schistosoma mansoni. O ciclo de vida deste parasita começa quando os ovos são liberados nas fezes humanas e chegam a um corpo de água doce. Se um caramujo se tornar infectado pelos ovos, os parasitas se desenvolvem e multiplicam dentro do caramujo. Após algumas semanas, o caramujo libera larvas na água que podem penetrar a pele humana.
  • Dentro do humano, as larvas se transformam em vermes adultos e se alojam nos vasos sanguíneos do intestino e fígado. Os vermes adultos produzem ovos que podem causar danos aos órgãos e tecidos. Parte desses ovos será liberada nas fezes, dando continuidade ao ciclo de vida do parasita.
  • À medida que a doença progride, podem ocorrer sintomas como febre, calafrios, tosse e dores musculares. Em casos crônicos, a esquistossomose pode causar danos graves ao fígado, intestino, baço e outros órgãos, e pode ser fatal se não for tratada. Schistosoma mansoni aloja-se normalmente em pequenas veias do intestino. Alguns ovos fluem de lá pela corrente sanguínea até o fígado. A inflamação resultante do fígado pode causar cicatrizes e aumento da pressão nas veias que levam o sangue do trato intestinal ao fígado (vasos portais). O aumento da pressão arterial na veia porta (hipertensão portal) pode causar um aumento do baço e sangramento das veias do esôfago. SINTOMAS DE ESQUISTOSSOMOSE
  • A maioria das pessoas com esquistossomose não manifesta sintomas. Mas quando os esquistossomas penetram primeiramente na pele, pode surgir uma erupção cutânea pruriginosa no local da penetração.
  • , Após cerca de duas a quatro semanas (quando os trematódeos adultos começam a colocar ovos), algumas pessoas desenvolvem esquistossomose aguda com erupção cutânea, febre, calafrios, tosse, dores musculares, cansaço, vago desconforto (mal-estar), enjoo e dor abdominal. Os linfonodos podem aumentar temporariamente, depois voltam ao normal. Esse grupo de sintomas é chamado de febre de Katayama.
  • Se infecção persistir por longo tempo (o que é denominado esquistossomose crônica), o organismo terá uma resposta inflamatória aos ovos que causará outros sintomas e cicatrização.
  • Se vasos sanguíneos do intestino forem cronicamente afetados: desconforto abdominal, dor e sangramento (observados nas fezes), o que pode resultar em anemia
  • Se o fígado for afetado e a pressão na veia porta for alta (hipertensão portal): Fígado ou baço aumentado
  • Se o cérebro ou a medula espinhal forem cronicamente infectados (raro): convulsões, fraqueza muscular ou paralisia
  • Se os pulmões forem infectados de forma crônica: hipertensão arterial nas artérias dos pulmões (chamada hipertensão pulmonar) e falta de ar, sensação de desmaio e dor no peito devido a um tipo de insuficiência cardíaca chamado cor pulmonaleD Diagnóstico de DIAGNOSTICO
  • Exames de amostras de fezes, urina ou, às vezes, tecido do intestino ou da bexiga
  • Às vezes, exames de sangue

Tratamento da esquistossomose

  • Praziquantel (um medicamento antiparasitário)

Agente Etiológico

Entamoeba histolytica

Parasita unicelular, isto é, um protozoário, que infecta predominantemente seres humanos e outros primatas.

Formas de Contaminação A transmissão ocorre por via fecal-oral e ocorre pela ingestão de cistos maduros, através de água sem tratamento (contaminada por dejetos humanos) e de alimentos contaminados (como alface, agrião, morango, dentre outros). Habitat Na forma intestinal da amebíase, o habitat é o intestino grosso. Nas formas extra intestinais, o protozoário pode atingir o fígado, a pele (região perianal), o cérebro e os pulmões. Quadro clínico É importante destacar que 90 % dos casos são assintomáticos. As formas sintomáticas podem ser intestinais ou extra intestinais. Formas intestinais

  • Colites não disentéricas : caracteriza-se por duas a quatro evacuações, diarreicas ou não, por dia, com fezes moles ou pastosas, às vezes contendo muco ou sangue. Pode apresentar desconforto abdominal ou cólicas. Há alternância entre a manifestação clínica e períodos com funcionamento normal do intestino.
  • Colites amebianas: apresenta cólicas intestinais e diarreia, com evacuações mucossanguinolentas acompanhadas de cólicas intensas e de tremores. O paciente evacua cerca de 10 vezes por dia.
  • Colite necrotizante: ocasionalmente, os trofozoítos perfuram a parede intestinal (úlcera). A liberação do conteúdo intestinal para a cavidade abdominal produz dor intensa e peritonite.
  • A invasão do apêndice pode causar uma forma leve de apendicite. A cirurgia de retirada do apêndice pode provocar a disseminação de trofozoítos por toda a cavidade abdominal.
  • A evacuação é mucossanguinolenta e tem “odor de ovo podre”. Formas extra intestinais:
  • Os cistos gerados pelas divisões dos trofozoítos no intestino caem na circulação sanguínea através das ulcerações intestinais e invadem outros tecidos, onde se alimentam de hemácias, provocando abscessos em órgãos como fígado, pulmões ou cérebro.
  • o ameboma consiste em um grande nódulo na parede intestinal causada pela invasão de trofozoítos na parede intestinal e sua posterior cicatrização com tecido granuloso. Pode provocar obstrução intestinal e ser confundido com câncer
  • As infecções que duram, às vezes anos, podem ser assintomáticas ou apresentar sintomatologia gastrointestinal vaga, ou disenteria (diarréia com sangue e muco).
  • A maioria das infecções ocorre no trato digestivo mas, outros tecidos podem ser invadidos. As complicações incluem ulceração e abscesso com dor e, raramente, bloqueio intestinal. O tempo do início dos sintomas é altamente variável. A ausência dos sintomas, ou sua intensidade, varia de acordo de fatores como: 1) tipo de cepa da ameba, 2) o estado imunológico do hospedeiro, e 3) bactérias e talvez vírus associados.
  • As enzimas da ameba ajudam-lhe a penetrar e digerir tecidos humanos; a ameba secreta substâncias tóxicas.
    • Exame Parasitológico de Fezes: 3 a 6 amostras de fezes. Pesquisa-se trofozoítos nas fezes liquefeitas e cistos nas fezes sólidas;
    • PCR e ELISA são utilizados para diferenciar E. histolytica de E. dispar.
    • Um proctoscópio (tubo de visualização flexível) pode ser utilizado para o exame do interior do reto e a coleta de uma amostra de tecido de qualquer úlcera que seja detectada nessa área.
    • Os indivíduos com um abcesso hepático quase sempre apresentam concentrações séricas elevadas de anticorpos contra o parasita.

Medicamento Mecanismo de ação Parasitose tratada Classe farmacológica Posologia AlbendazolInibe a polimerização da tubulina nos microtúbulos, o que impede o transporte celular, a formação do citoesqueleto e a absorção de glicose pelos parasitas, levando à sua morte. Ascaridíase, Ancilostomose, Tricuríase, Enterobiose Anti-helmíntico (Benzimidazol) • Adultos: 400 mg, 1x/dia por 3 dias. Crianças: 15 mg/kg/dia por 3 dias. MebendazolInibe a síntese de microtúbulos nos helmintos, interferindo na absorção de glicose, causando paralisia e morte do parasita. Ascaridíase, Enterobiose, Tricuríase, Teníase Anti-helmíntico (Benzimidazol) • Adultos: 100 mg 1x/dia por 3 dias.

  • Crianças : 25-50 mg/kg/dia, dose única. PraziquantelAumenta a permeabilidade da membrana celular dos parasitas, levando à despolarização muscular, paralisia e morte do parasita. Teníase, Cisticercose, Esquistossomose Anti-helmíntico (Praziquantel) • Adultos: 5 - 10 mg/kg, dose única.
  • Crianças: 25 mg/kg/dia, dose única. IvermectinaLiga-se aos canais de cloro mediados por glutamato, aumentando a condutância do cloro, resultando em paralisia e morte do parasita. Strongiloidíase, Oncocercose, Filariose Anti-helmíntico (Avermectina) • Adultos e Crianças: 200 mcg/kg/dia por 1- 2 dias (dependendo da infecção). MetronidazolInibe a síntese de DNA no parasita, causando destruição das células e morte do microrganismo. Amebíase, Giardíase, Tricomoníase Antiprotozoário (Nitroimidazol) • Adultos : 750 mg, 3x/dia por 5-10 dias. Crianças: 35 mg/kg/dia por 5-10 dias. TinidazolSimilar ao metronidazol, inibe a síntese de DNA dos protozoários, levando à sua morte. Giardíase, Amebíase Antiprotozoário (Nitroimidazol) • Adultos : 2 g, dose única.
  • Crianças: 50 mg/kg, dose única. NiclosamidaInterfere no metabolismo dos helmintos, inibindo a síntese de ATP, levando à paralisia e morte do parasita. Teníase, Cisticercose Anti-helmíntico (Salicilanilida) • Adultos e Crianças: 2 g, dose única. FurazolidonaInibe a síntese de proteínas e DNA nas células do parasita, interferindo no metabolismo e causando a morte do protozoário. Giardíase, Amebíase Antiprotozoário (Nitrofuran) • Adultos: 100 mg, 3x/dia por 5-7 dias.
  • Crianças: 7,5 mg/kg/dia, 3x/dia.