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Manejo florestal - caatinga, Notas de estudo de Engenharia Agronômica

Manejo de Florestas na Caatinga

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 01/10/2012

iury-mourao-9
iury-mourao-9 🇧🇷

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CONCEITO
Manejo Florestal Susentado pode ser definido como uma forma
de exploração da floresta que garanta sua recuperação,
regeneração e recomposição visando à obtenção de benefícios
econômicos e sociais.
IMPORTÂNCIA
cobertura florestal ainda de 45%;
alta demanda de produtos florestais, principalmente lenha e
carvão;
alternativa de renda e emprego na época seca;
conservação e uso sustentável da biodiversidade.
VANTAGENS
Econômicas/produtivas
Geração de renda para o proprietário e trabalhadores rurais;
Oferta de produtos florestais aos consumidores.
Financeiras
Investimento inicial é relativamente baixo em comparação com
um reflorestamento.
1. não ocupa mão-de-obra durante o inverno;
2. alternativa de trabalho durante a estação seca;
3. não compete com a pecuária.
Legais
Isenção do pagamento da Taxa de Reposição Florestal.
Ex: Manejo florestal taxa vistoria R$ 289,00 - Isento da taxa de
reposição para pequenos produtores;
Desmate área < 20 ha - Isento da taxa de vistoria / Paga taxa de
reposição florestal e vistoria da RL.
Sociais
Ocupação de mão-de-obra e estabilidade de emprego no período
seco.
Ecológicas
Conservação do ecossistema pela não retirada total da floresta,
diminuindo a erosão e assoreamento dos rios e demais corpos
d'água, menor impacto no solo, manutenção da flora e avifauna.
LEGISLAÇÃO
Instrução Normativa - IN 03 de 04 de maio de 2001/IBAMA
Decreto que regulamenta os procedimentos relativos ao Manejo
Florestal Sustentável da vegetação nativa e suas formações
sucessoras na região Nordeste do Brasil.
Reposição florestal: Valor R$/st 6,60.
ATPF
Autorização para transporte de produtos florestais guia
emitida pelo IBAMA contendo o volume de madeira e/ou
carvão referente ao resultado do inventário florestal no plano
de manejo.
APP
Área de preservação permanente (mata ciliar, riachos, rios,
lagoas, declividade maior que 45%).
Reserva Legal
20 % da área total da propriedade (representativa do
ecossistema local).
TIPOS DE MANEJO
Manejo Florestal Sustentável Madeireiro
Exploração florestal com fins exclusivos para a produção de
lenha, estacas, mourões, carvão, toras para serraria e outros
produtos madeireiros.
Manejo Silvopastoril
Visa a exploração de uma área de caatinga através do manejo
silvopastoril para a criação sustentada na caatinga, bem como
a produção de lenha e carvão vegetal.
Manejo de Uso Múltiplo
Exploração dos recursos florestais visando obtenção de
produtos madeireiros e não madeireiros, combinada ou não
com atividades agrícolas e/ou pastoris.
Manejo comunitário
Atende ao uso de recursos florestais renováveis por
associações e comunidades tradicionais da região nordeste, as
quais vivem de coleta: lenha, estacas, toras, frutos, cipós,
cascas, flores, conforme se dispuser em regulamento
específico.
ETAPAS
O plano de manejo pode ser organizado em três etapas:
1. Na primeira, faz-se o zoneamento ou divisão da propriedade
florestal em áreas exploráveis; áreas de preservação permanente
e áreas inacessíveis à exploração;
2. A segunda etapa consiste no planejamento das estradas
secundárias que conectam a área de exploração às estradas
primárias;
3. Na terceira etapa, divide-se a área alocada para exploração
em blocos ou talhões de exploração anual.
MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL
DA CAATINGA
MANEJO FLORESTAL SUSTENTÁVEL
DA CAATINGA Ministério da
Comunidade Flamenga
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CONCEITO

Manejo Florestal Susentado pode ser definido como uma forma de exploração da floresta que garanta sua recuperação, regeneração e recomposição visando à obtenção de benefícios econômicos e sociais.

IMPORTÂNCIA

  • cobertura florestal ainda de 45%;
  • alta demanda de produtos florestais, principalmente lenha e carvão;
  • alternativa de renda e emprego na época seca;
  • conservação e uso sustentável da biodiversidade.

VANTAGENS

Econômicas/produtivas

  • Geração de renda para o proprietário e trabalhadores rurais;
  • Oferta de produtos florestais aos consumidores.

Financeiras

  • Investimento inicial é relativamente baixo em comparação com um reflorestamento. 1. não ocupa mão-de-obra durante o inverno; 2. alternativa de trabalho durante a estação seca; 3. não compete com a pecuária.

Legais

  • Isenção do pagamento da Taxa de Reposição Florestal.

Ex: Manejo florestal taxa vistoria R$ 289,00 - Isento da taxa de reposição para pequenos produtores; Desmate área < 20 ha - Isento da taxa de vistoria / Paga taxa de reposição florestal e vistoria da RL.

Sociais

  • Ocupação de mão-de-obra e estabilidade de emprego no período seco.

Ecológicas

  • Conservação do ecossistema pela não retirada total da floresta, diminuindo a erosão e assoreamento dos rios e demais corpos d'água, menor impacto no solo, manutenção da flora e avifauna.

LEGISLAÇÃO

  • Instrução Normativa - IN 03 de 04 de maio de 2001/IBAMA Decreto que regulamenta os procedimentos relativos ao Manejo Florestal Sustentável da vegetação nativa e suas formações sucessoras na região Nordeste do Brasil.
  • Reposição florestal: Valor R$/st 6,60.

• ATPF

Autorização para transporte de produtos florestais guia emitida pelo IBAMA contendo o volume de madeira e/ou carvão referente ao resultado do inventário florestal no plano de manejo.

  • APP

Área de preservação permanente (mata ciliar, riachos, rios, lagoas, declividade maior que 45%).

  • Reserva Legal

20 % da área total da propriedade (representativa do ecossistema local).

TIPOS DE MANEJO

Manejo Florestal Sustentável Madeireiro

  • Exploração florestal com fins exclusivos para a produção de lenha, estacas, mourões, carvão, toras para serraria e outros produtos madeireiros.

Manejo Silvopastoril

Visa a exploração de uma área de caatinga através do manejo silvopastoril para a criação sustentada na caatinga, bem como a produção de lenha e carvão vegetal.

Manejo de Uso Múltiplo

  • Exploração dos recursos florestais visando obtenção de produtos madeireiros e não madeireiros, combinada ou não com atividades agrícolas e/ou pastoris.

Manejo comunitário

  • Atende ao uso de recursos florestais renováveis por associações e comunidades tradicionais da região nordeste, as quais vivem de coleta: lenha, estacas, toras, frutos, cipós, cascas, flores, conforme se dispuser em regulamento específico.

ETAPAS

O plano de manejo pode ser organizado em três etapas:

1. Na primeira, faz-se o zoneamento ou divisão da propriedade florestal em áreas exploráveis; áreas de preservação permanente e áreas inacessíveis à exploração; 2. A segunda etapa consiste no planejamento das estradas secundárias que conectam a área de exploração às estradas primárias; 3. Na terceira etapa, divide-se a área alocada para exploração em blocos ou talhões de exploração anual.

DA CAATINGA

DA CAATINGA Comunidade FlamengaMinistério da

Proprietário : Artur Brasiliano de Siqueira

Município: Sertânia/PE

Denominação: Sítio Feliciano

Área: 34,3 ha

1. OBJETIVO

Visa a exploração de uma área de caatinga através do manejo florestal sustentado para a produção de lenha e carvão vegetal no Sito Feliciano onde se manejou uma área total de 18,7ha de mata nativa, em talhões anuais de 1,25ha sob forma de corte raso sem queima e com restrições quanto às espécies protegidas por lei, obedecendo a um ciclo de corte de 15 anos onde a meta é obter uma média anual de aproximadamente 53,13st.

2. CARACTERIZAÇÃO DO MEIO

O Sítio Feliciano, localizado no Município de Sertânia com coordenadas S 08 º 11 '54,7” e W 037º 27'26,6”. O relevo da propriedade é plano, e a vegetação da fazenda consiste de caatinga arbustiva-arbórea aberta.

3. USO ATUAL DO SOLO

4. CARACTERISTICAS DO MANEJO

Restrições de corte Cortes rasos para todos os indivíduos nos talhões da área manejada, com restrições para espécies que estão na lista de extinção e frutíferas da localidade.

Intensidade de cortes Os cortes dos talhões na área a ser manejada de 1,25ha durante um ciclo de 15 anos com 100% de corte. Corte raso a partir de 0,30 cm acima do solo, com restrições de cortes para as espécies protegidas por Lei.

Produção A produção média de lenha prevista será de aproximadamente 42,50st/ha. Portanto a produção anual prevista será de aproximadamente 53,13st

Ciclo e Modalidade de Corte Será realizado corte raso, com um ciclo de corte de 15 anos. A área a ser manejada será dividida em 15 talhões de 1,25 ha cada.

Unidades de trabalhos (UT) Talhões com área de 1,25ha e dimensões de aproximadamente 57m x 219m (12.483m ).^2

5.VIABILIDADE ECONÔMICA

Produto: Lenha para produção de carvão e para comercialização, os quais serão comercializados no mercado local, bem como no mercado regional e Recife de acordo com o preço de mercado.

Produção: Produção média anual de 53,13st. Produção estimada de carvão: 159,39 sacos.

USO ÁREA (ha) % Agricultura (^) 8,7 25, Reserva legal (^) 6,9 20, Mata nativa manejável (^) 18,7 54, Total 34,3 100

DA CAATINGA

DA CAATINGA Comunidade FlamengaMinistério da