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Manual para numeração de vigas.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Manual do utilizador 151
A hipÛtese de diafragma rÌgido conserva-se ao introduzir vigas, embora n„o exista laje
… frequente querer calcular plantas de estruturas sem laje.
Deve-se ter em conta que se introduzir vigas ligando as cabeÁas dos pilares quando actuarem as cargas horizontais, estas distribuir-se-„o a todos os pilares ligados por vigas de forma que n„o se produz deslocamento relativo entre eles, o que È incorrecto.
Conserva-se a hipÛtese de diafragma rÌgido por piso (ver CYPECAD - MemÛria de C·lculo ), calculando-se 3 graus de liberdade. Se quiser realizar o c·lculo de um piso sem laje, dever· eliminar todas as vigas e introduzir vigas inclinadas, que se calculam com 6 graus de liberdade, podendo haver deslocamento relativo entre pilares.
Diferentes numa estrutura Quando temos uma estrutura num ambiente e parte dela fica vista (consolas, platibandas, etc.) È mais pr·tico calcular com um ˙nico tipo de bet„o e revestimento e aplicar nas zonas vistas um tratamento ou protecÁ„o anti-carbonataÁ„o, que pode ser desde um simples revestimento com rebocos de argamassa ou similares, atÈ ‡ aplicaÁ„o de pinturas anti- carbonataÁ„o. Podem-se consultar empresas especializadas.
Para estacaria Se n„o vai calcular a estacaria com o programa e quiser obter os esforÁos que os pilares transmitem, pode obtÍ-los no desenho de AcÁıes em FundaÁ„o. ObtÍm-se sem majorar, por acÁıes simples e referentes a eixos globais da estrutura.
Altern‚ncia de sobrecargas Teoricamente n„o È necess·rio considerar a altern‚ncia da sobrecarga, se esta n„o superar nem 2 KN/m 2 nem a terÁa parte da carga total. Em construÁ„o, se n„o se superarem estas, geralmente n„o È necess·rio tÍ-la em conta. Se for necess·rio realizar a altern‚ncia, deve ter em conta que, de um ponto de vista teÛrico, o n˙mero de combinaÁıes a calcular num edifÌcio dispararia, se fizesse de uma forma ortodoxa.
Como È mais comum calcular pÛrticos e lajes de forma independente, mas n„o o edifÌcio na sua globalidade, limitamo-nos a aplicar a altern‚ncia de forma incorrecta, j· que as cargas se transmitem ‡s lajes e vigas de forma conjunta e o seu trabalho È solid·rio ao deformarem-se.
Por isso, È uma decis„o do utilizador quadricular o piso de um edifÌcio como um tabuleiro de xadrez, e carregar os quadros conforme corresponder. Como exemplo, o esquema teÛrico seria:
152 CYPECAD
Fig. 8.
Quatro hipÛteses simples de sobrecarga; 1,2,3,4. No entanto, na nossa opini„o, pode-se considerar suficientemente segura a pr·tica de carregar e descarregar v„os completos como um tabuleiro de xadrez, com apenas duas acÁıes simples de sobrecarga.
Fig. 8. Assim, a forma pr·tica de o fazer com o programa seria a seguinte:
V· a Cargas > Cargas. Abrir-se-· o di·logo seguinte.
Fig. 8. Prima agora Modificar Conjunto de Cargas Especiais. Na janela que se abre acrescente dois conjuntos mais de cargas (premindo duas vezes no Ìcone ). Altere a natureza dos conjuntos 2 e 3, tal como se indica na figura seguinte.
Fig. 8.
Quando aceitar o di·logo anterior, aparecer· de novo o di·logo da fig. 8.3 no campo Cargas , seleccione Carga Superficial. Coloque no campo seguinte o seu valor nas unidades indicadas e no campo Conjunto de cargas especiais , mude o valor para 2. Prima Aceitar e o di·logo da Fig. 8.3 tomar· o aspecto da seguinte
154 CYPECAD
Logicamente, deve retocar o desenho de planta para que n„o apareÁa esse arranque. TambÈm deve retocar o pormenor da viga de fundaÁ„o quanto ao comprimento, uma vez que na realidade se construir· atÈ ao elemento em que se coloca fundaÁ„o inferiormente.
Efeito de equilÌbrio da sapata de um muro em relaÁ„o a outra perpendicular Quando atÈ um muro de cave chega outro muro de cave perpendicularmente (ou com um ‚ngulo de ± 15 ° em relaÁ„o ‡ perpendicular e alÈm disso, com um comprimento 5m), a sapata contÌnua deste ˙ltimo, pelo que se refere ao c·lculo e dimensionamento da sapata contÌnua do primeiro, actua como se tratasse de uma viga de fundaÁ„o.
Assim, suponha que tem um muro com um momento de derrube total M. ¿ sua sapata chegam dois muros nas laterais e 3 vigas de fundaÁ„o. O programa distribui o momento total M entre 5 elementos (3 vigas + 2 muros) para um primeiro dimensionamento, com o que resulta para cada viga de fundaÁ„o e muro perpendicular uma distribuiÁ„o de M/5. dimensiona-se a sapata do muro e com esse momento dimensionam- se as vigas.
A seguir, na segunda iteraÁ„o distribui-se o momento M em funÁ„o da rigidez real de cada viga de fundaÁ„o, considerando-se a sapata contÌnua dos muros como uma viga de 40 x 100. Volta-se a dimensionar.
Este È o motivo pelo qual numa determinada estrutura pode parecer que as vigas de fundaÁ„o n„o actuam ou que, se n„o as puser, o resultado da sapata contÌnua dos muros È o mesmo.
PrecauÁıes a adoptar depois do c·lculo CYPECAD È uma ferramenta de trabalho e como tal deve ser controlada por um tÈcnico respons·vel. ¿s vezes o utilizador vÍ-se obrigado, por consideraÁıes arquitectÛnicas e de utilizaÁ„o, a forÁar os desenhos estruturais. …, por isso, necess·rio antes de rever as armaduras, consultar todas as envolventes de vigas e vigotas (ou em lajes fungiformes aligeiradas e lajes maciÁas, as quantidades), assim como os esforÁos em pilares, para constatar que o comportamento desses elementos responde ao esperado ou que, ao contr·rio, devido a rigidezes relativas e ‡ disposiÁ„o, encontram- se a trabalhar de forma anÛmala.
DaÌ a import‚ncia do prÈ-dimensionamento dos elementos. N„o h· outro procedimento sen„o uma revis„o. A consulta de envolventes de vigas e vigotas desenhadas em planta È de grande ajuda e permite visualizar graficamente esse comportamento.
IntroduÁ„o e limite aconselh·vel Quando se introduz um desnÌvel (positivo ou negativo) numa laje, este estabelece-se em relaÁ„o ‡ cota ‡ qual se introduziu o piso em Novas Plantas. Por outro lado, este desnÌvel sÛ se estabelece para efeitos de desenho e para a divis„o da armadura de vigotas, vigas, nervuras fungiformes aligeiradas, etc. Para efeitos de c·lculo, todas as lajes do piso encontram-se ‡ mesma cota. Uma forma de introduzir um desnÌvel È premir Lajes > Dados de Lajes e premir sobre a laje concreta e no di·logo que se apresenta indicar o desnÌvel em centÌmetros Positivo ou Negativo. Dado que todo o piso se calcula ao mesmo nÌvel na viga de transiÁ„o, aparecem na realidade uns torsores iguais ao momento de encastramento da laje na viga que n„o s„o tidos em conta no c·lculo.
Manual do utilizador 155
Por esse motivo deve-se ser prudente e n„o colocar um desnÌvel maior que invalide a hipÛtese de diafragma rÌgido, dado que n„o se calcula a flex„o transversal na viga de mudanÁa de cota.
Quando existem desnÌveis entre lajes, a viga de mudanÁa de cota est· bem armada? A flex„o longitudinal segundo o eixo, sim. A flex„o transversal, n„o, uma vez que n„o se realiza essa comprovaÁ„o. Logo, È muito importante que, segundo o caso, se realize uma comprovaÁ„o manual, pois pode produzir-se uma fendilhaÁ„o longitudinal da viga intermÈdia.
Em Dados de Lajes podem-se definir desnÌveis entre lajes para efeitos de desenho e pormenorizaÁ„o de armaduras de lajes e vigas, j· que para efeitos de c·lculo se considera tudo no desenho do piso horizontal, o que È v·lido se o desnÌvel for pequeno, pois noutro caso n„o valeria a suposiÁ„o feita, e deveria definir um grupo intermÈdio para o desnÌvel.
Por outro lado, este desnÌvel sÛ se estabelece para efeitos de desenho e para a divis„o da armadura de vigotas, nervuras fungiformes aligeiradas, etc. Para efeitos de c·lculo todas as lajes do piso encontram-se ‡ mesma cota. O erro consiste por um lado, em n„o definir o que significa se o desnÌvel for pequeno e, por outro, que n„o se calcula a secÁ„o transversal.
Vejamos o seguinte exemplo: A viga pode-se introduzir rasa, mas ao definir o desnÌvel converte-se em viga alta, igual ‡ soma do desnÌvel mais a altura da laje. Suposto um diagrama de momentos com um momento M calculado na laje na direcÁ„o transversal, a viga estar· submetida ao momento M, sendo a sua altura a largura da viga.
A armadura das nervuras transversais amarra-se desta forma, na zona compreendida entre ambas as lajes, a ˙nica armadura que pode resistir ‡ flex„o transversal s„o precisamente os estribos. Se esses estribos
possuÌrem reserva suficiente para que, alÈm de resistir ao esforÁo transverso prÛprio da viga mais a suspens„o da laje inferior, com o momento M e calculando a flex„o com a altura b, resistam ‡s tracÁıes que origina, n„o acontecer· nada, mas se n„o for assim, pode-se fendilhar longitudinalmente a viga no plano vertical. Se consultamos os pormenores construtivos de que CYPECAD dispıe, por exemplo, para lajes fungiformes aligeiradas temos dois casos: EHR 525 (DesnÌvel menor que a altura da laje), EHR 526, 527 (DesnÌvel maior que a altura da laje). Se tiver a precauÁ„o de colocar os reforÁos adicionais que se indicam, poder· resolver construtivamente o pormenor do encontro. A experiÍncia de CYPE Ingenieros a projectar estruturas assim o confirma, quando nos movemos em intervalos de espessuras sensivelmente iguais para todos os elementos que confluem na mudanÁa de cota. Mas se a largura da viga for menor que a laje h, necessitar· de uma armadura maior, que se deve calcular e indicar tal como se mostra no pormenor, e assegurar que as amarraÁıes e emendas s„o suficientes.
Evidentemente, tal como se disse anteriormente, calcula-se viga e laje no mesmo plano, pelo que a discretizaÁ„o realizada n„o reflecte de forma adequada a realidade fÌsica. Por isso, indica-se a sua validade para pequenos desnÌveis, valor difÌcil de definir, mas que nos atreverÌamos a indicar como valores menores na altura da laje e, preferivelmente, que n„o superem os 2/3 da altura aproximadamente. Podemos adoptar outra precauÁ„o adicional prÈvia ao c·lculo, que seria articular os bordos da laje em contacto com a viga, em ambos os lados, o que È muito aconselh·vel em geral. Neste caso o problema minimiza-se, pois basta amarrar as armaduras das nervuras nas vigas com uns esforÁos desprez·veis.
Manual do utilizador 157
Como levar as tabelas de armadura, biblioteca de perfis, opÁıes de c·lculo, combinaÁıes, configuraÁ„o de desenhos, formatos e perifÈricos de um computador para outro
Instale no segundo computador alguma das versıes do programa para que se crie a estrutura de directorias necess·rias.
A seguir, do primeiro computador copie as seguintes directorias:
\usr\cype\config
\usr\cype\CYPECAD
\usr\cype\CYPECAD
\usr\cype\reticula
\usr\cype\planos
Aviso. Esta estrutura È um mecanismo. Reveja os dados introduzidos. O programa pode mostrar este erro excepcionalmente, durante o processo de c·lculo, quando alguma das barras da estrutura n„o se encontrar vinculada correctamente nos seus extremos; isto È, quando n„o for est·vel, como por exemplo, uma consola que no arranque est· articulada em vez de encastrada. Contudo, a resoluÁ„o do problema È r·pida visto que o programa mostra as coordenadas x,y,z do nÛ conflituoso.
Assim, v· ao grupo de pisos segundo a coordenada z fornecida, mas tendo em conta que a coordenada z coincidir· com a cota do ponto mÈdio da altura da laje que tem o mecanismo. A seguir procure o nÛ de coordenadas x,y que o programa lhe forneceu. Tente modificar a geometria do elemento que contÈm esse nÛ da estrutura.
Se o problema for uma viga tente elimin·-la e introduzi- la de novo. Se for o lado de um maciÁo de pilares faÁa- o um pouco maior.
DesnÌveis incorrectos Resolve-se alterando a ordem de introduÁ„o de vigas, isto È, primeiro introduz-se a viga que separa as lajes a cota distinta e depois introduz-se o resto dos apoios para contornar as aberturas que existirem.
O n˙mero de modos a analisar n„o pode superar o n˙mero de graus de liberdade independentes para efeitos de deslocamento horizontal (3 por cada piso, etc.) Normalmente ocorre por ter definido apoios fixos em vez de apoios mÛveis, simbolizados pelo carrito, para simular os muros de alvenaria. TambÈm por supor que nos pisos com muro de cave se deslocam horizontalmente, quando na realidade n„o o fazem. Portanto, esse piso tem 0 graus de liberdade.
O pilar com referÍncia Px, tem no grupo x graus de liberdade vinculados, que n„o est„o vinculados nos grupos inferiores, devido ‡s vigas que o intersectam Desligue os pilares dos muros ou apoios com a opÁ„o Vigas /Muros > Articular/Desconectar.
Erro. N„o È possÌvel a igualaÁ„o dos pÛrticos SÛ se poder„o igualar os pÛrticos que tiverem o mesmo n˙mero de v„os e aos que chegue o mesmo n˙mero de vigotas ou nervuras.
158 CYPECAD
A dimens„o mÌnima do tamanho de um texto È de 0.1 mmí Isto È devido a que se tenta desenhar as cotas da estrutura num tamanho de papel pequeno, ou a escala pequena.
A tabela de armadura da obra n„o existe Perante esta situaÁ„o, tem as seguintes possibilidades:
Os pilares ou paredes com referÍncias Px, foram introduzidos com vinculaÁ„o exterior ‡ estrutura e nascem numa viga de fundaÁ„o ou numa laje apoiada sobre o terreno Alterar na tarefa IntroduÁ„o de pilares a vinculaÁ„o dos pilares mencionados para Sem vinculaÁ„o exterior.
Os pontos seguintes tÍm uns deslocamentos excessivos devidos a um incorrecto desenho estrutural O programa calcula os deslocamentos de todos os nÛs da estrutura. Se houver nÛs cujo deslocamento vertical seja excessivo, o programa avisar· depois do c·lculo na informaÁ„o correspondente.
Pode localizar os nÛs em quest„o. O programa fornece as coordenadas na mensagem de erro. Por exemplo, pode localizar os nÛs, uma vez terminado o c·lculo, movendo o cursor atÈ localizar a coordenada na linha de estado do ecr„. O nÛ pode ser uma consola excessiva, um pilar apoiado sem apoio, etc. Rectifique o desenho.
Stop. N„o podem ficar combinaÁıes por definir Por trÍs motivos:
Armadura do lintel Dois varıes de 12 superiormente, dois de 12 inferiormente e estribo de 6 a 20.
Desligar de pilar Utilize a opÁ„o Articular/Desconectar. Esta opÁ„o sÛ È efectiva em lajes de vigotas prÈ-fabricadas.
160 CYPECAD
N„o È possÌvel calcular quando o muro apoia sobre laje de fundaÁ„o (apesar de ter definido o muro sem vinculaÁ„o exterior) O que acontece È que seleccionou o quarto Ìcone, que È viga de laje, em vez do primeiro, que È viga de fundaÁ„o.
Depois de calcular saem muitos erros em vigas, pilares insuficientes, etc. Se fundeou o muro sobre sapata contÌnua e colocou os pilares com vinculaÁ„o exterior, produzem-se assentamentos diferentes devido a que, no primeiro caso, o muro desce verticalmente ao supor-se apoiado sobre um elemento (viga de fundaÁ„o), que por sua vez apoia sobre molas (leito el·stico), e ao contr·rio, aos pilares com vinculaÁ„o exterior fixa-se o movimento vertical.
Na viga de fundaÁ„o do muro sobre a laje sai a mensagem de erro ëCompress„o oblÌqua: torÁ„oí N„o ser· previsÌvel problema nenhum, uma vez que se trata de zonas maciÁas.
8.14. Obras CÛpia de seguranÁa Realize uma cÛpia de seguranÁa da obra em curso depois de cada sess„o de trabalho. Esta cÛpia pode-se realizar simplesmente duplicando o ficheiro de obra com outro nome. Para isso em Arquivo > Abrir , faÁa clique sobre a obra para a seleccionar (sem chegar a abri-la). Prima Copiar e na janela que se abre mude o nome de obra e a unidade de disco.
… recomend·vel realizar o duplicado no disco duro (mais fi·vel que as disquetes) e, se a obra estiver terminada, realizar outra cÛpia em disquete.
DisposiÁ„o de ficheiros e directorias
Guardar todos os resultados Com a opÁ„o Arquivo > Gest„o Ficheiros > Enviar > SÛ comprimir obra e deixando activada a casa Ficheiros associados , cria-se um ficheiro chave.cyp que contÈm todos os dados e resultados de c·lculo.
Que resultados n„o se copiam ao fazer um duplicado? Copia-se tudo excepto o ficheiro chave.tmp que contÈm os resultados tempor·rios de c·lculo, que permitem consultar os esforÁos de pilares e poder realizar o seu redimensionamento. Este ficheiro n„o se copia devido ao seu tamanho (pode chegar a medir v·rios megas). No entanto, obter-se-„o os desenhos sem problema.
Gravam-se com a obra? Sim, s„o incluÌdas.
Manual do utilizador 161
Estabelecer continuidade
Introduza uma laje e as seguintes com a opÁ„o **Lajes
Gest„o Lajes > Copiar Lajes**. FaÁa clique sobre a laje tipo e seguir sobre as aberturas onde deseja colocar as lajes.
Alveoladas Vamos explicar um mÈtodo de c·lculo que deixa do lado da seguranÁa o c·lculo de lajes alveoladas, como podem ser as tÈrreas. Para introduzir uma estrutura com um grupo de pisos com este tipo de laje, siga os seguintes passos:
Se os muros de alvenaria coincidirem no seu traÁado com os pilares da estrutura, deve ter em conta que, dados que os pilares e muros de alvenaria trabalham solidariamente, parte da carga do pilar vai-se bifurcar pelo apoio. Se n„o deseja que isto aconteÁa, dever· calcular a laje tÈrrea num ficheiro de obra ‡ parte.
Se calcular o apoio com sapata contÌnua, dever· atribuir Sem vinculaÁ„o exterior aos pilares da estrutura, com o que estes descansar„o sobre as vigas de fundaÁ„o dos apoios directamente ou ent„o poder· definir lajes de fundaÁ„o rectangulares (cujas dimensıes dever· calcular previamente em funÁ„o da carga que preveja para o pilar para que n„o supere a tens„o admissÌvel do
terreno). Recorde finalmente que n„o deve ëmisturarí pilares no mesmo c·lculo com diferente tipo de vinculaÁ„o em fundaÁ„o.
Na realidade basta que o negativo da laje seja mÌnimo, º do momento flector positivo do v„o, que È a forma na qual o programa calcula o negativo no extremo de vigota.
Axiais negativos ou reduzidos Pode acontecer que veja alguma vez, por exemplo com a opÁ„o Armaduras > Pilares , axiais em pilares com sinal negativo. Pois bem, pode haver v·rios motivos para isso:
Manual do utilizador 163
Inclui-se amarraÁ„o em comprimentos de var„o?
Sim, inclui-se a amarraÁ„o.
Por que È que se considera pouco encastrado na cabeÁa do ˙ltimo piso
… usual que as amarraÁıes do pilar n„o se dobrem em patilha dentro da viga, mas que se cortem e se deixem sem dobrar, pelo que n„o se pode supor um nÛ totalmente rÌgido.
Coeficiente de encastramento a colocar em met·licas
Pode considerar-se um coeficiente de encastramento de 0.1 na cabeÁa e na base.
Calcular encontro com a laje em met·licas
Realize um segundo c·lculo com pilares de bet„o de dimens„o envolvente ‡ da placa de amarraÁ„o, tendo em conta que se considera metade da consola da placa para o c·lculo ao punÁoamento.
Pilar livre num piso com armadura diferente e dividida em cada tramo. Isto acontece porque os esforÁos obtÍm-se na cabeÁa e base para cada tramo, o que pode originar que se os momentos forem bastante diferentes em ambos os tramos, a armadura tambÈm o seja. Iguale a armadura de ambos os tramos com a opÁ„o Armadura > Pilares (na tarefa Resultados ) se n„o deseja que isto aconteÁa.
Sai mais armadura na direcÁ„o perpendicular ‡ que est· o momento maior
O programa procura a primeira armadura que cumpra esses esforÁos e essa secÁ„o. Se essa armadura
cumprir e estiver antes doutra teoricamente melhor, o programa selecciona a primeira. Ocasionalmente resultam axiais maiores ou iguais em pilares de pisos superiores em vez de inferiores Deve ter em conta que quando consulta os esforÁos de um pilar no ecr„ (com a opÁ„o Armadura > Pilares , na tarefa Resultados , por exemplo), est· a obter os esforÁos desfavor·veis desse pilar.
Recorde que os esforÁos desfavor·veis s„o os mais desfavor·veis para um pilar, os que proporcionam mais armadura de todas as combinaÁıes que, segundo a norma, se podem fazer a partir das distintas hipÛteses simples. Por isso, pode acontecer que a combinaÁ„o mais desfavor·vel para o pilar inferior seja uma cujo esforÁo axial seja inferior ao do pilar superior mas que, ao contr·rio, os momentos flectores sejam superiores no piso inferior, o que È muito desfavor·vel para o pilar. Pode acontecer tambÈm que veja o axial de um tramo de um pilar idÍntico ao axial do tramo superior. Mas vocÍ sabe que o programa calcula os esforÁos para cada pilar no pÈ do seu tramo, na cabeÁa do seu tramo e no pÈ do tramo superior (porque nesta secÁ„o, a armadura que pode trabalhar È a que vem do tramo inferior, isto È, a armadura de amarraÁ„o).
Para o tramo superior, os esforÁos desfavor·veis podem estar no seu pÈ. Consequentemente, os axiais para ambos os tramos de pilares s„o iguais. AlÈm disso poder· comprovar o explicado, obtendo a listagem de esforÁos de pilares na opÁ„o Listagens da obra. Nesta listagem poder· comprovar que os esforÁos axiais v„o aumentando conforme desce de piso. Estes esforÁos, como sabe, s„o expressados por acÁıes simples. E, se fizer manualmente todas as combinaÁıes que a norma dita, encontrar·, neste caso que estamos a explicar, que a combinaÁ„o mais desfavor·vel È a que o programa apresenta, na qual se obtÈm uma armadura maior ou igual neste pilar inferior em relaÁ„o ao superior.
164 CYPECAD
Depois de calcular sai um perfil menor que o introduzido originalmente Se deseja evitar isto, reveja a opÁ„o em Dados Obra > OpÁıes > OpÁıes de Pilares > DisposiÁ„o de Perfis Met·licos.
Como copiar um fabricante de laje alveolada com os seus tipos de laje incluÌdos de um computador para outro.
Em primeiro lugar, deve ter presente a norma de bet„o que seleccionou quando criou o fabricante. Se utilizou a norma EHE (Espanha), a extens„o dos ficheiros que deve copiar para uma disquetes È ë.n09í. Se utilizou outra norma, tome nota da extens„o correspondente no seu caso:
EH-91 (Espanha): .................................. .n
REBAP (Portugal): ................................. .n CIRSOC (Argentina): ............................. .n
Dec. Min. 14 Fevereiro 1982 (It·lia): ..... .n
NB-1 (Brasil): ......................................... .n
ACI-318-95 : ÖÖÖÖÖÖÖÖÖÖÖ.. .n ACI-318-95 (Chile): ................................ .n
NTCRC (MÈxico D.F.): ........................... .n
EHE-98 (Espanha): ............................... .n
Deve seguir estes passos na ordem que se indica:
Muito importante : A chave n„o È, em princÌpio, o nome que pode ver que representa o fabricante dentro do programa, mas o texto que introduziu no campo ëChaveí (embora possa coincidir) e que, uma vez criado o fabricante, j· n„o pode ver no programa. Por isso, se n„o se lembra da chave que atribuiu ao fabricante, pode deduzi-la por eliminaÁ„o em relaÁ„o aos fabricantes que o programa instala.
166 CYPECAD
PrÈ-determinar ou escolher um tamanho concreto quando se tÍm v·rios num formato Entre no ecr„ onde tem definidos os tamanhos e faÁa duplo clique no tamanho desejado. Comprove visualmente que fica marcado com cor vermelha.
Modificar cores da plotter O programa n„o controla as cores directamente. Seleccione uma paleta sem cores na plotter.
Aparecem uns ëPí no texto da armadura Em primeiro lugar deve saber que a letra ëPí aparece nos textos de armadura quando se activa a casa PormenorizaÁ„o de Armaduras das plantas de lajes, desenhos de vigas ou pormenorizaÁ„o de pilares. A letra, acompanhada de um n˙mero, È uma marca de posiÁ„o que referencia o var„o ou varıes sobre as quais se situa em relaÁ„o a uma tabela que o programa coloca no canto superior direito do desenho.
Assim e como exemplo, num desenho de vigas, um texto como o seguinte, 4P5ÿ20(720) indica que existem 4 varıes de di‚metro 20 mm na posiÁ„o 5 e de 720 cm de comprimento.
Se procurar na tabela de pormenorizaÁ„o a posiÁ„o 5, esta indica o n˙mero de varıes nessa posiÁ„o, o comprimento de patilha (se a tiver), o comprimento recto, o total de cada var„o, o comprimento total do grupo, e finalmente, o peso do grupo. N„o obstante, se n„o quiser realizar esta pormenorizaÁ„o, n„o active a casa PormenorizaÁ„o Armaduras. Mesmo que n„o a active, poder· igualmente obter o resumo da mediÁ„o.
N„o se desenham no desenho de vigas alguns apoios Os apoios desenham-se com um sombreado na ediÁ„o de armaduras de vigas no ecr„ e no desenho de vigas
quando coincide com o apoio um m·ximo relativo no diagrama de momentos negativos. Imagine um pÛrtico com v·rios apoios.
Seguramente, o pÛrtico apoiar-se-· mais ou menos nos apoios em funÁ„o da rigidez relativa de todas estas vigas, com o que o diagrama de momentos se levantar· nos apoios que tendem a suportar o pÛrtico de estudo e descer· onde esse pÛrtico tender a suportar algum desses apoios.
Se coincidir um apoio com um m·ximo relativo de momento, com valor negativo, ent„o desenhar-se-·. AlÈm disso, nesse apoio o programa realizar· o corte de armadura de montagem ou contÌnua superior e inferior.
B99 em referÍncias de apoios O programa numera consecutivamente a referÍncia de apoios sem ter em conta a mudanÁa de grupo de pisos, isto È, no primeiro grupo de pisos pode numerar desde o B00 ao B40, no segundo grupo do B41 ao B70, etc. Mas se existir um total de apoios maior que 99, ent„o repetir-se-· a referÍncia B99 que È a ˙ltima possÌvel para uma letra e dois dÌgitos.
Neste caso pode recriar a referÍncia de apoios grupo a grupo de pisos, para que n„o se esgotem. Para isso, siga os seguintes passos:
Manual do utilizador 167
E assim sucessivamente grupo a grupo de pisos.
Finalmente rearme as vigas com a opÁ„o Calcular > Rearmar todos os PÛrtico s.
Caracteres estranhos
Deve ter instalado no painel de Controle de Windows o driver da sua impressora ou outro, cuja compatibilidade o serviÁo tÈcnico da sua impressora garanta.
Armaduras curtas n„o esperadas no quadro de pilares
Esta È uma armadura de amarraÁ„o que se coloca na cabeÁa de alguns pilares, onde no piso superior a sua secÁ„o se vÍ reduzida numa proporÁ„o determinada e que d· lugar a que alguns dos varıes do pilar se devam amarrar em patilha e se coloquem umas emendas para a armadura superior.
A citada relaÁ„o encontra-se na opÁ„o **Obra >Dados gerais > OpÁıes > DisposiÁ„o de Varıes Verticais
TransiÁıes por alteraÁ„o de dimensıes** , onde pode aument·-la (atÈ ao valor 1, ‚ngulo de transiÁ„o 45 °) para evitar esta armadura e que as armaduras se dupliquem. AlÈm disso, pode ver perfeitamente a disposiÁ„o desta armadura de transiÁ„o se desenhar o desenho PormenorizaÁ„o de Pilares.
Desactivo os comprimentos de varıes e em alguns continua-se a marcar no quadro de pilares Quando houver armadura de transiÁ„o, o programa introduz automaticamente os comprimentos dos varıes para poder distinguir quais s„o os varıes de armadura de transiÁ„o.
N„o se desenham todos os pÛrticos na pormenorizaÁ„o de vigas N„o È que n„o se desenhem todos os pÛrticos, mas sim que o programa agrupa pÛrticos depois do c·lculo, se esses forem iguais em geometria e em armaduras. Por isso, ver· que no desenho de alguns pÛrticos est· a referÍncia de v·rios deles.
Di‚metro incorrecto no seu programa de desenho Averig˙e o cÛdigo ASCII do sÌmbolo do di‚metro no seu programa de desenho e especifique-o em ConfiguraÁ„o de DXF.
N„o se imprimem textos dos desenhos ao desenhar em plotter ou impressora com orientaÁ„o horizontal (ou vertical) Deve ter instalado no Painel de Controle de Windows o driver correcto e actualizado do seu perifÈrico. Se n„o o puder fazer, rode a orientaÁ„o de desenho, isto È, se estava a desenhar na horizontal, mude para vertical e vice-versa.
Dividir armaduras Siga o seguinte processo:
Manual do utilizador 169
nervuras. Assim, n„o se mede a armadura base dos maciÁos de pilares, nem das lajes fungiformes aligeiradas, nem das lajes maciÁas, quando n„o estiver seleccionada a opÁ„o Pormenorizar Armadura Base em Desenhos , de laje fungiforme aligeirada ou maciÁa. Se se seleccionar a opÁ„o que acabamos de citar, a armadura base mede-se.
Mas deve-se ter em conta que n„o È uma armadura base como tal, mas uma armadura que, como mÌnimo, tem essa armadura base seleccionada e, portanto, nos pontos onde n„o faÁa falta armadura, o programa n„o a colocar·, na zona de negativos. Em positivos colocar· sempre.
Recorde que È importante a selecÁ„o da armadura base para obter umas armaduras e quantidades razo·veis.
ReforÁo ao punÁoamento e ao esforÁo transverso
Aqui mostra-se o pormenor da armadura de punÁoamento, no caso de serem necess·rios os reforÁos de punÁoamento segundo o programa.
Fig. 8.
Deve-se incluir um pormenor deste tipo nos desenhos de estrutura.
Fig. 8. H: Altura total R: recobrimento p ≥ 10 φ, 15 cm A separaÁ„o da armadura ser· em funÁ„o do c·lculo que o programa realizar.
Propomos alÈm disso, outra soluÁ„o no caso de ser necess·rio o reforÁo do bet„o com armadura transversal por punÁoamento ou transverso (se n„o se chegar ‡ rotura da capacidade resistente do bet„o)
Esta soluÁ„o consistiria em introduzir, antes ou depois do c·lculo da estrutura, quando visualizar no ecr„ que È necess·rio reforÁar com armadura transversal, umas vigas ou cruzetas, rasas em princÌpio, colocadas ortogonalmente sobre o pilar.
Estas vigas poderiam ter uma largura de 30 cm, independentemente da dimens„o do pilar, e um comprimento igual ao do maciÁo de pilares (1/6 do v„o para cada lado do pilar), no caso da laje ser fungiforme aligeirada, e cuja armadura longitudinal da cruzeta serve como armadura de montagem do maciÁo de pilares. Se a laje for maciÁa, as recomendaÁıes s„o as mesmas.
Introduzidas estas vigas, e devido ‡ forma em que se discretiza a estrutura, o esforÁo transverso concentra- se sobre elas descarregando-se do resto da zona maciÁada. Assim, o programa arma consequentemente as vigas com o esforÁo transverso correspondente.
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Mas, atenÁ„o : a introduÁ„o das cruzetas n„o impede que o bet„o atinja a rotura devido ao esforÁo transverso. Se a secÁ„o de bet„o se romper sem a introduÁ„o de cruzetas, f·-lo-· igualmente com elas, excepto se forem cruzetas com saliÍncia, o que poder· ser uma soluÁ„o par o problema da rotura da capacidade resistente do bet„o.
Tem-se em conta a armadura base no c·lculo? Sim. Em cada nervura desenha-se a armadura correspondente ao total de quantidade calculada menos a quantidade da armadura base.
Articular em vigas Utilize a opÁ„o Encastramento bordo com valor 0. Articula-se em relaÁ„o ‡ face da viga.
VerificaÁıes mÌnimas a realizar PunÁoamento e esforÁo transverso. Deve activar previamente na opÁ„o Vistas armadura a casa Armaduras de PunÁoamento e EsforÁo Transverso.
Recorde que o perÌmetro de punÁoamento estabelece-se a meia altura ˙til da face do pilar, parede ou bordo de vigas. Se a tens„o nesse perÌmetro superar a tens„o limite, este perÌmetro aparecer· a vermelho.
Neste caso deve aumentar a altura da laje, o tamanho do pilar ou a resistÍncia do bet„o. Se n„o aparecerem secÁıes em cor vermelha, pode acontecer que, embora o bet„o cumpra a tens„o m·xima de punÁoamento, seja necess·rio reforÁar
com armadura transversal, que o programa dispıe, porque o bet„o n„o resiste ao esforÁo transverso.
O programa verifica, em superfÌcies paralelas ‡ de punÁoamento, a uma dist‚ncia de 0.75 vezes a altura ˙til, se a tens„o no bet„o n„o supera o valor limite. Se o bet„o n„o resistir, o programa n„o arma ao esforÁo transverso, uma vez que a secÁ„o n„o È v·lida, tendo de se aumentar a altura da laje, o tamanho do pilar ou a resistÍncia do bet„o.
Outro motivo pelo qual aparece a secÁ„o insuficiente È que se calculou a armadura e a separaÁ„o a dispor È menor que a dist‚ncia mÌnima entre varıes. De todas as formas, embora a secÁ„o n„o seja suficiente, pode ser necess·rio reforÁar com armadura transversal. O programa desenha a armadura necess·ria.